Instrutores de salto presos não explicam por que jogaram jovem sem cordas em Limeira
Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff (32), Maicon Fernandes Cintra (42) e Vitor de Freitas Gonçalves (27). Luis Felipe e Maicon admitiram que eram os responsáveis por colocar as cordas antes do salto, mas não conseguiram detalhar a divisão de tarefas. Vitor afirmou que foi chamado para levantar a vítima.
Em um momento do depoimento, Vitor afirmou que a equipe não sabe explicar o sumiço da câmera que estava na mão da jovem. Segundo testemunhas, um integrante da equipe organizadora retirou a câmera da vítima enquanto ela já estava caída no chão.
O advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Disse que discorda veementemente da tipificação dolosa do delito, afirmando que os acusados em nenhum momento tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte.
O trio faz parte de um grupo que oferecia os saltos de 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, ao preço de R$ 180. Na manhã da morte, o evento reuniu cerca de 100 participantes e foi promovido por grupos informais.
A vítima escolheu a modalidade chamada aviãozinho, na qual o praticante não pula sozinho, mas é lançado pelos instrutores. Diferente do bungee jump, o rope jump utiliza cordas estáticas. Apesar de não ser proibido, o esporte não é regulamentado no país.
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