O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Viriato Sampaio, realça a capacidade de Diogo Boa Alma, nome que propõe para diretor desportivo da equipa da I Liga portuguesa de futebol, “gerir emoções e conflitos”.
O líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ defende que a gestão do emblema da I Liga portuguesa de futebol tem de ser “muito mais profissional” e “menos em cima do joelho” e crê que o regresso do lisboeta, de 44 anos, a Guimarães, onde trabalhou entre março e maio de 2022, sob o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, vai valorizar o futebol vitoriano.
“Trabalha muito bem e tem uma componente humana de gerir bem as emoções e os conflitos. Além disso, identificou vários casos de sucesso de jogadores a custo zero, que foram rentabilizados, tanto no Santa Clara, como no Casa Pia. Está identificado com a questão da formação e com o momento complexo do Vitória”, descreveu o candidato às eleições de sábado, em entrevista à Lusa.
Viriato Sampaio crê ainda que Diogo Boa Alma pode ajudar o emblema minhoto “a identificar jogadores de qualidade” a preços comportáveis, sobretudo no ‘mercado’ brasileiro, com o qual os vimaranenses se têm dado historicamente “muito bem”.
Adverso a “refazer plantéis de um ano para o outro”, o ‘rosto’ da lista B ambiciona ver o clube vitoriano disputar as competições europeias todas as épocas, pelo que vai insistir na Taça de Portugal como a competição em que tem de se “pôr as ‘fichas’ todas”, já que a sua conquista vale o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa.
“Na minha administração, vou fazer questão que, na Taça, cada jogo seja uma final. É como se fosse uma final do Jamor. É o caminho que o Vitória tem para ganhar títulos nesta fase. Não pode haver facilidade em termos de Taça. (…) Na Taça, é para ir com tudo”, promete.
O candidato reconhece, porém, que o Vitória se debate com um défice entre receitas e despesas operacionais, apenas compensado pelas verbas arrecadadas com vendas de jogadores, e com um passivo de 75 milhões de euros na SAD, que motiva várias transferências a acontecerem “sob pressão”.
Disposto a reduzir o passivo, o líder da lista B propõe, como via para o “equilíbrio económico-financeiro”, um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros, a ser pago num prazo entre 20 e 30 anos, contraído junto de uma instituição não europeia, que recusou nomear, a uma taxa de juro entre os 5 e os 7%.
Viriato Sampaio realça que a verba contraída junto da instituição financeira vai ser aplicada na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, até porque a garantia do empréstimo advém precisamente das receitas operacionais com o recinto vitoriano, cujo valor anual pretende ver crescer dos atuais 5,4 ME para 8,9 ME em 2029.
“Com o ‘merchandising’, perspetivamos subida para um milhão, com os patrocínios para dois ME, com lugares anuais para 1,8 ME, com a bilhética para 950 mil, com os novos camarotes na Bancada Nascente para 750 mil, com a comida para 500 mil, com o nome do estádio associado a um patrocínio para 750 mil euros, com novos ecrãs no exterior para 150 mil, com museu para 50 mil e com eventos desportivos e de entretenimento para 925 mil”, enumerou.
Sem revelar a sua posição quanto ao futuro de Gil Lameiras, treinador do Vitória, com contrato até 2027, o candidato preconiza um técnico que inclua “jovens no projeto” e, ao mesmo tempo, consiga “gerir um grupo de trabalho que tenha uma ‘espinha dorsal’ de jogadores com mais experiência”.
O sócio número 1.994 diz ainda ter em vista uma parceria com um promotor imobiliário para iniciar até 2029 a futura academia para as equipas principal, B e feminina, numa área de 19 hectares capaz de albergar oito a 10 campos e espaços comerciais, seja aquela que se prevê cedida pela Câmara Municipal a oeste da cidade, seja uma outra que esteja disponível no concelho de Guimarães.
Aberto a falar com o fundo V Sports, detentor de 29% da SAD, sobre a futura academia e a relação que pretende ter com a administração vitoriana, Viriato considera exequível ter as obras no terreno em 2029, embora o processo dependa muito de “questões legais de expropriação ou aquisição dos terrenos”.
O candidato advoga ainda a mudança dos estatutos do Vitória, para que os futuros atos eleitorais passem a contemplar segundas voltas e a votação de sócios-atletas, neste momento proibida, e para que os mandatos dos órgãos sociais se estendam de três para quatro anos.
Viriato Sampaio ambiciona também lançar o projeto ‘Vitória Olímpico’, que garanta especial apoio a atletas do clube que hipótese de participarem em Jogos Olímpicos, situação que vale “um prestígio muito grande”, mas também pode garantir “apoios financeiros” ao clube minhoto.
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