Todo o país está este sábado sob Aviso Amarelo, exceto o Algarve
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou para este sábado, 13 de junho, cerca de 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental em perigo máximo de incêndio rural, sendo os concelhos que estão em perigo máximo nos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O IPMA tembém colocou para este sábado vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro em perigo muito elevado e elevado de incêndio.
O instituto refere que o perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente, sendo que este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo os cálculos obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
Proteção Civil recomenda medidas preventivas à população
Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.
Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.
Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.
Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.
Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.
O IPMA prevê para este sábado céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.
As buscas pelo jovem, de 23 anos e nacionalidade britânica, que se encontra desaparecido desde a tarde de quinta-feira, 11 de junho, na praia do Peneco, concelho de Albufeira, foram retomadas nesta manhã de sábado, informa em comunicado a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Nas operações de busca, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Portimão, estão empenhados junto à costa, elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Portimão, do Projeto “SeaWatch”, do dispositivo de assistência a banhistas da praia e da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Portimão, apoiados por drones.
A Embaixada Britânica em Portugal, através do Consulado em Portimão, foi ativada.
A AMN adianta no seu comunicado que segundo o que foi possível apurar, a vítima estaria acompanhada por outro jovem, de 19 anos e nacionalidade britânica, que terá saído da água pelos próprios meios para pedir socorro, tendo acabado por desaparecer.
Animação extraordinária ajudou a ultrapassar etapa abrasadora entre Alcochete e São Pedro do Sul
Foi um dia quente, muito quente mesmo, o vivido na segunda etapa do 28.º Portugal de Lés-a-Lés que levou a longa caravana mototurística de Alcochete a São Pedro do Sul. A temperatura andou regularmente acima dos 35º C e só a gigantesca animação nos setes (!) Oásis ajudou a ultrapassar as dificuldades dos 413 quilómetros ampliadas pela intensa canícula. Mais um dia de grande intensidade e elevada exigência para ficar na história da grande aventura gizada pela Federação de Motociclismo de Portugal. Um ‘esforço’ que todos reconheceram “ter valido bem a pena”, num dia em que a regularidade foi palavra de ordem para cumprir o percurso dentro das 11 horas e 20 minutos previstas.
Talvez por isso os participantes apresentaram-se sem atrasos à partida da Avenida D. Manuel I, despedindo-se de Alcochete com Lisboa em pano de fundo, tentando também escapar à confusão do trânsito normal de uma sexta-feira, ampliada pelas centenas de motociclistas que só queriam sair dali rumo às estradas mais despovoadas da lezíria ribatejana. As longas retas até Santo Estevão ajudaram a acordar os mais renitentes, mas não preparam ninguém para a grande festa instalada pelos elementos do Almansor Motor Clube, com apoio da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Benavente. O mais divertido dos controlos que contou com importante contributo da Cambota, a vaca que era necessário desafiar para conseguir o furinho na tarjeta que atesta a passagem na totalidade dos controlos horários.
Desafio e correrias à frente do pequeno bovino que abriram o apetite para as bifanas e chouriço assado bem como para a gigantesca variedade de bolos e doçarias a acompanhar o café do pote. Bolos de laranja, de iogurte, de bolacha, de noz, de cerveja, de lima, de limão, de coco, tartes de feijão e de amêndoa e tantos outros bolos caseiros, feitos e oferecidos por toda a comunidade de Santo Estevão. A oferta era tão extensa que a grande dificuldade estava mesmo na escolha.
Quem não teve esse embaraço foi o pequeno José Ledo que, aos sete anos, cumpriu um sonho que dura, imagine-se há quatro anos. Desde que o pai, com o mesmo nome, lhe ofereceu uma pequena moto que “chateia sem parar para vir ao Lés-a-Lés. E agora que tem idade legal para andar de moto não havia como não o trazer”. Misturando uma grande alegria com a timidez própria da idade, o mais pequeno dos Zés reconheceu, entre sorrisos, que “o calor fez sofrer um bocadinho, mas já estava preparado para aguentar”.
Mais interessante foi a resposta ao melhor momento desta grande aventura ao longo do País: “Sem dúvida as bolas de Berlim da Honda! Os bolos de Santo Estevão? Pareciam ótimos, mesmo sem ter provado, porque ainda estava muito cheio do pequeno-almoço no hotel”. E lá seguiu supersatisfeito à pendura do pai e com a companhia de amigos de Esposende, mas também de outras localidades do Minho e até da vizinha Galiza.
Valiosa e demonstrando grande conhecimento de causa, foi também a dica dada por Rodrigo Ribeiro em Santo Estevão de que “as vacas são mais perigosas porque marram de olhos abertos, ao contrário dos bois que fecham os olhos quando investem”. Curiosamente, o ex-deputado do PSD aprendeu esta singularidade bem conhecido do mundo tauromáquico graças aos ensinamentos de João Oliveira, ex-presidente da bancada parlamentar… do PCP.
Retas e mais retas… antes de muitas curvas
Saídos de Santo Estevão, lá continuaram as intermináveis retas num dia em que as paisagens foram bem mais variadas do que as estradas, que variaram entre as retas, até à travessia do Tejo, em Constância, seguindo-se um festival de curvas, com uma segunda parte da etapa em troços de montanha.
Retas que levaram o pelotão até Fazendas de Almeirim, onde foram bem exaltadas as tradições ribatejanas do toureio, mas também da sopa da pedra e do pampilho. Mais um arraial montado na Junta de Freguesia, com o apoio da BMW Motorrad, dos Aceleras da Charneca e d’Os Cagões das BMW, além da animação do Rancho Folclórico local, e que até contou com cerimoniosa visita do presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Joaquim Catalão.
Momento de festa ímpar, ora com uma tourinha, o boneco de touro para treinar as pegas de caras, ora dançando ao som de um artista local, ora cumprindo um dos principais desígnios do Lés-a-Lés: a descoberta gastronómica! Quer provando a bem conhecida sopa da pedra como o doce típico de Santarém, o pampilho, homenagem aos campinhos que na lezíria guardam os touros. O nome foi escolhido pela semelhança com a vara comprida usada pelos campinos para dirigir os animais, e o doce foi criado, há cerca de 30 anos, na Pastelaria Acides, local onde os alunos da Escola Agrária da região e a elite dos ‘forcados de Santarém’ se reuniam habitualmente para confraternizar.
Desta maneira foi criada uma doce homenagem às gentes ribatejanas, ligando os mais conhecidos ‘ex-líbris’ do Ribatejo (o touro e o cavalo), com um doce com cerca de 19/20 cm de comprimento por 4,5 cm de largura e 2 cm de espessura, numa cor amarelo-vidrada e tostada na parte superior, tendo como ingredientes farinha, açúcar em pó, ovos e manteiga e um recheio de doce de ovos com amêndoa.
Digestão dos bolos e da galhofa
Para fazer a digestão dos tesouros gastronómicos, mas também da barrigada de galhofa e boa disposição, nada como as estradinhas entre os verdejantes campos que aproveitam a fertilidade do vale do Tejo, antes da passagem por terras de fortes tradições no motocrosse. Benavente, Salvaterra de Magos, Glória do Ribatejo, Paço dos Negros e Raposa são nomes bem conhecidos dos adeptos da modalidade graças às pistas ali existentes.
E que ficarão na memória do galego Agustin Abalde Grela que viu a Serveta Jet 200 ficar com o depósito seco, talvez pela ‘estonteante’ velocidade que as longas retas permitiram a esta moto, fabricada em Espanha entre as décadas de 1960 e ’80 sob licença da Lambretta. Mais um problema “a juntar aos verificados no primeiro dia, quando a roda traseira desapertou-se ou as tampas laterais que caíram”. Quem parecia mais divertido com azares alheios era o companheiro, Pedro de La Fuente, normalmente vítima maior de todos os contratempos na sua Lambretta LI 150. E que, por esses e por outros obstáculos, só à terceira tentativa conseguiu cumprir o desejo de participar no Portugal de Lés-a-Lés. Primeiro foi a pandemia de Covid-19 em 2020 e no ano passado foram os problemas na máquina”.
Quem também teve problemas mecânicos foi o ex-piloto de enduro e Todo-o-Terreno Rodolfo Sampaio, que viu saltar o veio da transmissão da raríssima Honda 50 importada dos Estados Unidos. Uma falha já na parte final do dia que obrigou a reparação de improviso na berma da estrada, mas não ensombrou o mesmo sorriso que, curiosamente, se vira durante a manhã, mesmo à entrada de Santo Estevão, num grande cartaz de consultor imobiliário.
Lições gravadas na pedra
Também ele apreciou as vistas Oásis Yamaha/Bluemotor, com vistas sobre o Castelo de Almourol, onde o ‘road-book’ oferecia mais uma lição de história ao ensinar a muitos que as ameias da construção defensiva criada pelos mouros e reforçada pelo templário Gualdim Pais foram, afinal, colocadas durante o Estado Novo. E, depois da travessia por bucólicos azinhais e carvalhais, árvores que os motociclistas ajudam a proteger com a campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, tempo para novo Oásis, do Grupo Jomotos, em Santiago da Guarda, mesmo junto ao interessante Solar dos Condes de Castelo Melhor, antes de nova paragem em Vila Nova de Poiares, bem no centro da Capital da Chanfana.
Depois atravessando e bordejando o Mondego, a caravana foi vivendo a mudança de paisagens rumo a Penacova, com destino final à centenária Mata Nacional do Bussaco para mais uma animada e bem nutrida paragem na Porta de Sula. Local onde o Grupo Multimoto montou mais um Oásis, bem encostado aos muros que protegem a magia de mais de 40 hectares de uma floresta ímpar que a Fundação Mata do Bussaco gentilmente permitiu aceder de moto, passando pela Porta da Rainha rumo ao palácio mandado construir pelo Rei D. Carlos I e onde havia a obrigação de parar. Se não para apreciar o Palácio do Bussaco, pelo menos para fazer mais um furo na tarjeta, saindo depois pela Porta das Ameias em direção ao Luso.
Já com São Pedro do Sul no pensamento dos aventureiros, mais um Oásis, no espetacular parque de São João do Monte, onde a Cross-Pro ofereceu a água mais fresca do dia e um pão de chouriço, recheado também com cogumelos e azeitonas.
De barriga cheia, preparados para aguardar o momento de subida ao palanque, os mototuristas ainda tiveram tempo para uma boa dose de diversão no fantástico sobe-e-desce em estradas do Caramulo, pela Torre de Alcofra, a mais bem preservada das três de Vouzela, antes de passar pelas Termas de São Pedro do Sul e chegar, logo depois, à sede de concelho no Vale de Lafões. Local de onde parte a última tirada, até Vizela, que, mesmo sendo a mais curta, com ‘apenas’ 320 quilómetros de extensão será ‘osso duro de roer’. Ou não estivesse o Lés-a-Lés no norte de Portugal.
(Colaboração do Gabinete de Imprensa do Portugal de Lés-a-Lés)
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O cheiro nem engana, depois vem o olhar:prateada e pequenina, a sardinha destaca-se na banca do peixe e a pergunta é sempre a mesma: “Já está boa?”“Já se come”, responde Elisabete Nunes, administradora da Propeixe.“Está gordinha”, reforça Joana Martins, peixeira no mercado de Benfica, em Lisboa, pegando orgulhosa no pescado enquanto o exibe para a fotografia.
Do lado de Matosinhos, onde o pulso da lota dita o ritmo dos dias, há sinais de abundância moderada. “Há muita sardinha, pelo menos aqui no Norte. E tem vindo a melhorar”, afiança Elisabete, contando 40 barcos diários a irem para o mar.
Contudo, a memória recente impede entusiasmos fáceis. A sardinha quase desapareceu do mar. Em 2017, no ponto mais crítico, Portugal e Espanha partilhavam uma quota de apenas 10 mil toneladas. Isto sucedeu devido a condições ambientais adversas e por pressão excessiva sobre o recurso. Juntos estes dois fatores contribuíram para o seu declínio.
“O risco de colapso não era um receio abstrato. Era uma realidade identificada pela ciência”, recorda ao jornal económico Alberto Martín, diretor do programa do Marine Stewardship Council (MSC) para a Península Ibérica.
Nesses anos, muitos pescadores passaram mais tempo em terra do que no mar. A sardinha, esse símbolo tão português, tornava-se escassa, Foi preciso parar para a salvar. Impor períodos de defesos, restrições à captura de juvenis e aceitar perdas no presente para garantir futuro. “A recuperação exigiu sacrifícios importantes por parte dos pescadores”, sublinha Alberto Martín. “Mas foram fundamentais para permitir que o stock regressasse a níveis sustentáveis, garantindo a sustentabilidade do setor e a preservação do recurso para as gerações futuras.”
Hoje, o cenário é outro — ainda que frágil na sua própria conquista. A biomassa da sardinha com mais de um ano de idade aumentou de cerca de 152 mil toneladas em 2019 para mais de 385 mil em 2020. O que representa um crescimento de 153%. Além disso, as quotas aumentaram cinco vezes face ao pior momento e a sardinha voltou às redes com outra consistência. Ainda assim, nem tudo o que vem à rede é peixe.
Joana Martins, peixeira, no mercado de Benfica, em Lisboa
Junho é o auge desta jóia do atlântico. Com a aproximação dos Santos Populares, a procura intensifica-se e a sardinha volta ao centro da mesa — e da economia que gira à sua volta. A EGEAC estima que, só em Lisboa, sejam consumidas cerca de 13 sardinhas por segundo durante as festas, o que se traduz em mais de um milhão ao longo dos dias de celebração.
Nas praças, mercados municipais e supermercados, esse movimento já é visível. Os consumidores regressam, antecipando as semanas de maior procura,e os preços acompanham essa pressão. O quilo oscila entre os sete e os 8,40 euros, refletindo a procura externa e a concorrência. “Os portugueses já estão a comprar muito e a sardinha já está a ficar gordinha”, diz Carlos Proença, peixeiro no mercado de Benfica.
Até chegar ao prato existe uma cadeia exigente. O preço à saída da lota ronda os dois euros, mas ao longo do percurso acumulam-se custos logísticos, operacionais e comerciais. A isso soma-se a pressão internacional sobre um recurso que voltou a ser pro- curado, sobretudo após a recuperação do stock e a certificação de sustentabilidade.
Segundo dados do INE, Portugal exportou entre 7000 a 9000 toneladas de sardinha fresca e congelada em 2024. O principal mercado foi Espanha, seguido de França e Itália, mas no mesmo período importou entre 3 a 5 mil toneladas sobretudo de Espanha, o maior forncedor, seguindo-se França e Países Baixos.
Já agora para não comprar gato por lebre, segundo a Deco, a qualidade da sardinha exige olhar atento: “pele brilhante, guelras vermelhas e olhos salientes e transparentes, com cheiro a maresia, são bons indicadores de frescura.” Apesar das contas, em junho a história é sempre a mesma: uma sardinha no pão, comida sentada ou de pé, ao ritmo de música popular e aromatizada com o perfume do manjerico.
O que significa a certificação do MSC?
O MSC (Marine Stewardship Council) é uma organização internacional sem fins lucrativos que estabelece normas reconhecidas globalmente para a pesca sustentável, contando com escritórios em todo o mundo, incluindo em Portugal. Atualmente, as pescarias certificadas pelo MSC representam cerca de 20% de toda a captura marinha selvagem a nível mundial. Em Portugal, já existem mais de 450 produtos disponíveis no mercado com o Selo Azul MSC.
Trata-se de uma certificação voluntária que avalia as pescarias com base em três princípios fundamentais. O primeiro diz respeito ao estado dos stocks pesqueiros, garantindo que as populações exploradas se mantêm em níveis saudáveis e capazes de assegurar a sua reprodução a longo prazo. O segundo avalia o impacto ambiental da atividade, exigindo que a pesca seja gerida de forma a minimizar os seus efeitos nos ecossistemas marinhos, noutras espécies e nos habitats. O terceiro princípio centra-se na gestão da pescaria, que deve cumprir a legislação em vigor e dispor de mecanismos que permitam adaptar-se a alterações das condições ambientais, científicas ou regulatórias.
Um aspeto particularmente relevante é que esta avaliação não é realizada pelo próprio MSC, mas por organismos certificadores independentes. A certificação tem uma validade de
cinco anos e está sujeita a auditorias anuais. Em alguns casos, podem ser impostas condições de melhoria que a pescaria certificada é obrigada a cumprir. Caso deixe de satisfazer os critérios exigidos, a certificação pode ser suspensa. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a pescaria da sardinha ibérica em 2014.
A certificação assenta ainda num segundo pilar essencial: a rastreabilidade. O Selo Azul que chega ao consumidor é suportado pela norma de Cadeia de Custódia do MSC, que assegura o acompanhamento e a verificação do produto certificado em todas as etapas dacadeia de abastecimento, desde o momento da captura até ao ponto de venda.
Partidos de direita votam contra proposta que puniria todo tipo de discriminação — projeto foi impulsionado por ofensas raciais contra Vini Jr. em partida com o Benfica — e fecham portas a imigrantes.
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Hoje sábado, 13 de junho, o município de Monção transforma-se no epicentro cultural do país ao acolher a 1ª eliminatória Regional (Região Norte) das Novas 7 Maravilhas de Portugal®. Numa grande produção televisiva conduzida pela dupla de apresentadores Maria Cerqueira Gomes e Pedro Teixeira. O Município de Monção, reconhecido pela sua forte identidade, hospitalidade e […]
O Programa de Reabilitação para Incendiários, anunciado em 2018, deverá ter início em julho e será implementado em sete cadeias, incluindo Lisboa e Porto, depois da formação de 20 técnicos especialistas que acontece na próxima semana.
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) disse à Lusa que, para já, o programa vai funcionar em formato individual, uma decisão que resultou da análise do projeto-piloto que decorreu entre 2019 e 2022 e em que foram detetadas algumas dificuldades na aplicação do programa em formato de grupo.
O programa destinado a condenados pelo crime de incêndio vai funcionar tanto em prisões como fora delas e, por isso, foi dada prioridade de formação aos técnicos das cadeias “onde existe maior número de indivíduos condenados por crime de incêndio florestal e às Equipas de Reinserção Social que acompanham o maior número de indivíduos condenados por este crime”.
Para já, o programa será implementado em sete cadeias: Castelo Branco, Coimbra, Izeda (Bragança), Lisboa, Vale do Sousa, Viseu e Porto.
Em relação à formação dos técnicos, a DGRSP explicou que o objetivo será habilitar os profissionais para que possam aplicar o programa em questão e também para “formar outros técnicos posteriormente, numa filosofia de disseminação de acordo com as necessidades de aplicação do programa a cada momento”.
Neste momento, estão nas cadeias portuguesas 29 presos preventivos, 59 condenados e 20 inimputáveis com medida de internamento em instituição psiquiátrica pelo crime de incêndio florestal.
Fora das prisões, a DGRSP conta 108 pessoas com suspensão da execução da pena de prisão e quatro com obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica.
O Programa de Reabilitação para Incendiários começou a ser desenhado em 2016, tendo a DGRSP avançado com uma proposta de adaptação para o contexto português do programa “Firesetting Intervention, Programme For Prisoners”, da Universidade de Kent, no Reino Unido, que tinha como objetivo prevenir a reincidência.