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¿Una memoria única? Respuesta desde la dignidad a Martín Villa

Teófilo del Valle (a la izquierda), en 1974, en la boda de su hermano Juan Antonio, en una imagen cedida del documental 'Las tres muertes de Teófilo del Valle', de Manuel de Juan.

El pasado 8 de junio, Rodolfo Martín Villa publicaba en EL PAÍS una columna de opinión titulada Relato de un “excombatiente” de la Transición. En dicho escrito, el que ocupó numerosos cargos políticos durante el franquismo y fue orgulloso militante de Falange española, no solo derrocha un absoluto desprecio hacia las querellas presentadas para reclamar lo que muchos gobiernos no han sabido o no han querido garantizar, verdad, justicia, reparación y garantía de no repetición, sino que, además, y con enorme desfachatez, se presenta como una víctima de aquellos que lo único que quieren es imponer, según él, una memoria única.

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Com apenas 500 falantes, única língua indígena viva do Nordeste ganha apoio de projeto audiovisual

A sala de aula se transformou em resgate da memória e fortalecimento cultural na comunidade Fulni-ô, em Águas Belas, Agreste de Pernambuco, durante o projeto YAATHE. A iniciativa faz do audiovisual ferramenta pedagógica de ensino da língua Fulni-ô para crianças, com produção dentro da aldeia.

Mais do que um exercício cinematográfico, a experiência marca uma tentativa urgente de preservar o Yaathe, considerada a única língua indígena viva do Nordeste brasileiro fora da Amazônia Legal.

Em formato de aula, o vídeo busca auxiliar práticas de alfabetização e letramento, utilizando elementos visuais, trilhas sonoras originais e recursos gráficos.

Apesar de agregar cerca de sete mil pessoas do povo Fulni-ô em Águas Belas, apenas 500 ainda falam fluentemente a língua, que sobrevive a séculos de apagamento cultural, colonização e repressão. O Yaathe chegou a ser proibido durante o século XX e atualmente enfrenta o desafio de preservação entre crianças e jovens.

O projeto é realizado com incentivo da PNAB-PE e do Funcultura, fundo do Governo de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e foi desenvolvido em diálogo com lideranças, educadores e pesquisadores indígenas da comunidade.

A videoaula foi produzida pela produtora pernambucana Tempoo e é resultado de uma pesquisa de Mateus Guedes e Fábia Fulni-ô, roteiro e direção de Mateus Guedes, e produção executiva de Ana Sofia.

O conteúdo será entregue à coordenação pedagógica da aldeia e, em uma próxima etapa, será lançado também para o público externo à comunidade.

“Ao unir arte, tecnologia, pesquisa e educação intercultural, o projeto constrói um modelo experimental de preservação linguística que poderá inspirar futuras iniciativas em territórios indígenas de diferentes regiões do país”, destacou Mateus Guedes, pesquisador, roteirista e diretor do projeto YAATHE.

© Mateus Guedes/Divulgação

Projeto YAATHE leva o audiovisual como ferramenta de memória cultural a Águas Belas, no Agreste
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