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Projeto Escolar de Monitorização da Flora Algarvensis encerra ano letivo em Albufeira

Os alunos de Albufeira voltaram a desempenhar um papel ativo na monitorização da biodiversidade local através do Projeto Escolar de Monitorização da Flora Algarvensis, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, que encerrou mais um ano letivo com centenas de observações e espécies identificadas nos sítios geológicos do concelho.

A Câmara Municipal de Albufeira concluiu mais uma edição do Projeto Escolar de Monitorização da Flora Algarvensis, uma iniciativa que envolve alunos e professores na observação e registo da flora autóctone do território e que contruiu para o conhecimento e valorização da biodiversidade local.

Durante o ano letivo 2025/2026, os alunos da Escola Básica e Secundária de Albufeira e da Escola Secundária de Albufeira participaram em várias saídas de campo aos sítios geológicos do Planalto do Escarpão e dos Arrifes, onde identificaram espécies nativas e monitorizaram a presença de plantas invasoras.

As atividades foram antecedidas por sessões em sala de aula, dedicadas à biodiversidade, à flora autóctone e aos princípios da ciência cidadã.

Promovido pela Câmara Municipal, através da equipa do Geoparque Algarvensis, o projeto conta com a colaboração da comunidade educativa e tem vindo a afirmar-se como uma importante ferramenta de educação ambiental. Desde o seu início, em 2022/2023, permitiu registar mais de 2.400 observações e identificar centenas de espécies vegetais nos sítios geológicos monitorizados em Albufeira.

Os dados recolhidos pelos alunos são integrados na plataforma iNaturalist e contribuem para o acompanhamento da biodiversidade do território e para o reforço do conhecimento científico sobre os valores naturais do Geoparque Algarvensis.

Atualmente, em todo o território Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO, foram registadas mais de 111 mil observações e identificadas cerca de 6 mil espécies.

Para o ano letivo 2026/2027 está prevista a expansão do programa ao Sítio Geológico da Praia da Falésia, uma área de elevado interesse geológico e ecológico, onde foram recentemente identificadas espécies botânicas de particular relevância para a conservação.

A iniciativa contribui ainda para a concretização de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, nomeadamente nas áreas da educação de qualidade, ação climática, proteção de vida terrestre e promoção de parcerias para o desenvolvimento sustentável.

Com este projeto, a Câmara Municipal de Albufeira promove o conhecimento, a valorização e a preservação do património natural do concelho e incentiva novas gerações a desempenhas um papel ativo na construção de um território mais sustentável.

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Município de SB de Alportel e UALg reforçam cooperação em inovação, formação e qualificação

O Município de São Brás de Alportel e a Universidade do Algarve formalizaram, no dia 1 de junho, dia do município, o Pacto para o Conhecimento e Inovação, um compromisso estratégico que prevê o desenvolvimento conjunto de projetos de investigação aplicada, formação avançada, apoio ao tecido empresarial e valorização dos recursos estratégicos do concelho.

A assinatura decorreu durante a Sessão Solene das Comemorações do Dia do Município, realizada na Praça 1914, em homenagem ao fundador João Rosa Beatriz que elegeu a educação como a área prioritária de ação da autarquia.

A assinatura do pacto foi formalizada pela Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, e pela Reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio.

O acordo estabelece um quadro de cooperação orientado para a promoção do conhecimento, da inovação, da investigação aplicada e da formação, reforçando a ligação entre a academia, as escolas, as empresas e a comunidade local.

Alexandra Teodósio e Marlene Guerreiro

Este pacto representa um compromisso com o futuro de São Brás de Alportel. Aproxima o conhecimento e a inovação das necessidades do território, reforça o apoio ao tecido empresarial e cria novas oportunidades de qualificação e desenvolvimento sustentável para o concelho”, afirma a presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro.

Entre as iniciativas previstas destacam-se a articulação da oferta formativa da Universidade do Algarve com as necessidades do território, o desenvolvimento de projetos de investigação aplicada com impacto local, a criação de um Prémio de Investigação Aplicada dirigido a estudantes de doutoramento e a realização do evento ‘Dia UAlg @ São Brás de Alportel’, aproximando o ensino superior dos jovens e do tecido empresarial local.

Entre as áreas prioritárias de intervenção destaca-se ainda a valorização da fileira da alfarroba, considerada um recurso estratégico para o desenvolvimento económico do concelho, através da promoção da investigação aplicada, da inovação e da transferência de conhecimento para o tecido produtivo local.

O acordo prevê igualmente a cooperação em projetos de formação, iniciativas de valorização cultural e científica, bem como ações de divulgação dos apoios sociais e das oportunidades disponibilizadas pela Universidade junto da comunidade escolar.

Com este compromisso, Município e Universidade consolidam uma parceria orientada para a transferência de conhecimento, a qualificação dos recursos humanos e o desenvolvimento de projetos com impacto direto no território, reforçando a capacidade de resposta aos desafios económicos e sociais do concelho.

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Olhão recebe alunos para atividade de cidadania do programa MyPolis

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu hoje cerca de 40 alunos das escolas Paula Nogueira e Alberto Iria para uma dinâmica educativa do programa MyPolis focada na participação cívica.

A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6.º ano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1.º ao 3.º ciclo.

Durante a atividade, as crianças foram convidadas a partilhar o que conhecem do concelho e a sugerir ideias de melhoria para a comunidade num contexto de aprendizagem.

A sessão incluiu ainda a “Mansão Civitas”, uma escape room digital onde os alunos do 2.º ciclo exploraram conceitos democráticos através de um jogo virtual.

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Universidade de Coimbra coordena descoberta de novas orquídeas africanas

Duas novas espécies de orquídeas descobertas na África Central estão a ajudar cientistas a compreender melhor como plantas tropicais interagem com os seus polinizadores e a revelar um tipo de polinização raramente observado na natureza. O estudo, coordenado pelo Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra mostra, ainda, que estas espécies, agora identificadas, já se encontram ameaçadas de extinção.

As espécies, pertencentes ao género Rhipidoglossum, foram identificadas através de uma abordagem que combinou trabalho de campo, análise morfológica e dados de distribuição geográfica. Para além da descoberta, os investigadores conseguiram algo pouco comum: observar diretamente a interação com os seus polinizadores, neste caso mariposas noturnas, um comportamento raramente documentado.

Estas observações ajudam a confirmar que a forma das flores está intimamente adaptada aos insetos que as polinizam, revelando relações ecológicas altamente especializadas.

As novas espécies foram encontradas em regiões da África Central, incluindo áreas montanhosas e florestas tropicais, consideradas importantes centros de biodiversidade. No entanto, apresentam uma distribuição limitada e já foram classificadas como ameaçadas, sobretudo devido à destruição de habitat.

Para os investigadores, este trabalho demonstra que a biodiversidade tropical é não só mais rica do que se pensava, mas também mais complexa nas suas interações ecológicas. A falta de dados e a pressão sobre os ecossistemas tornam urgente continuar a estudar e proteger estas espécies antes que desapareçam.

“No grande quebra-cabeças que é a biodiversidade tropical, cada nova amostra ou registo pode representar uma peça ainda desconhecida pela ciência. Estes ecossistemas estão entre os mais ricos em biodiversidade do planeta, mas também entre os mais ameaçados e com maiores lacunas de informação. Estudos que combinem coleções biológicas, trabalho de campo e colaboração internacional são essenciais para compreender esta diversidade e apoiar estratégias de conservação antes que muitas destas espécies desapareçam”, refere Arthur Macedo, doutorando do CFE.

Os investigadores registaram ainda interações entre grilos e flores de orquídeas, um fenómeno extremamente raro e pouco documentado em escala global. Esta observação representa uma descoberta inédita e sugere que estes insetos poderão desempenhar um papel ecológico mais relevante na polinização de algumas espécies tropicais do que se pensava anteriormente.

“A grande diversidade floral de Rhipidoglossum deixa adivinhar muitas interações desconhecidas. Quem sabe se os grilos não poderão ser os polinizadores principais de alguma espécie na flora da África Tropical?”, questiona João Farminhão, investigador do CFE e orientador principal.

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