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GLP-1 pode ajudar em tratamentos renais, dizem nefrologistas a Kalil

Novas classes de medicamentos estão surgindo como aliadas no tratamento de doenças renais, oferecendo perspectivas promissoras para retardar a progressão da condição e reduzir a necessidade de diálise e transplante. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, no CNN Sinais Vitais deste sábado (13) .

Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina, apresentou duas classes de medicamentos que estão entrando no tratamento da doença renal. A primeira é a finerinona, descrita como uma versão aprimorada da espironolactona.

“A espironolactona já é uma medicação para hipetensão que nós usamos há muito tempo, e a finerinona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal“, afirmou Requião. Segundo esse, essa eficiência foi detectada primeiro em pacientes com diabetes e mais recentemente no tratamento renal.

A segunda classe mencionada são os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras“, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, que também demonstraram efeito direto sobre os rins. “Nós não sabemos ainda os mecanismos, precisa ainda de estudo de longo prazo para saber a segurança dessa classe, mas deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico“, explicou Requião.

Outra classe de medicamentos originalmente desenvolvida para o controle do diabetes, mas que demonstrou efeitos protetores sobre o coração e os rins são os inibidores do cotransporte SGLT2, conhecidos como gliflozinas. Segundo nefrologista do Hospital do Rim Caio Bastos, esses medicamentos também apresentaram efeitos protetores sobre o coração e os rins.

“É uma nova medicação que descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos. Ele ressaltou ainda que as gliflozinas estão disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes de maior risco.

Diálise

Requião enfatizou que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença renal. Segundo ele, o pilar do tratamento é a prevenção, com o controle adequado do diabetes, da hipertensão e dos demais fatores de risco.

“Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, declarou Requião.

Requião ressaltou que, na era pré-diálise, todos os pacientes com falência renal morriam em decorrência da condição. A introdução da diálise representou um marco histórico na medicina.

Além disso, o avanço tecnológico nas máquinas e nos produtos utilizados, aliado ao conhecimento científico acumulado, tem contribuído para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de hemodiálise ou diálise peritoneal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Doenças renais são silenciosas e pedem atenção, reforçam médicos a Kalil

Doenças do rim normalmente demoram a trazer sintomas, o que é perigoso para seu tratamento futuro. Geralmente, elas costumam estar relacionadas a problemas de saúde como a hipertensão e o diabetes.

No programa “Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista”, o cardiologista recebe os nefrologistas Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e Caio Bastos, médico do Hospital do Rim. Ambos alertam para o aumento da doença renal crônica no Brasil – inclusive entre jovens – e apontam os fatores de risco, os desafios e avanços no tratamento.

Diagnóstico precoce e opções de tratamento

O diagnóstico precoce da doença renal é possível com dois exames simples, explica Requião. Um é a dosagem de creatinina no sangue e outro é o exame comum de urina, que pode detectar se há perda de proteína.

A descoberta precoce possibilita tratamentos que regridam a progressão do problema, evitando a falência completa dos rins. Bastos explica como um medicamento para controle da diabetes que protege os órgãos e está disponível no SUS. Outro medicamento que tem potencial de ajudar na saúde renal são os análogos do GLP-1 (como hoje temos a semaglutida e a liraglutida). Alguns estudos têm mostrado sua efetividade para esses órgãos também, mas não se sabe ainda por quê, reforça Requião.

Quando a falência ocorre é preciso recorrer à diálise e existem hoje dois tipos, apesar de um deles ser o mais conhecido. Eles ainda explicam que a hemodiálise é mais popular, englobando 95% dos pacientes, mas existe a diálise peritonial, que pode ser feita em casa pelo próprio paciente.

Há um objetivo do Ministério da Saúde de que essa técnica seja mais difundida no Brasil. Mas ainda existem obstáculos para se chegar a esse aumento.

Ainda neste programa, o Dr. Kalil e convidados trazem informações relevantes sobre os avanços no tratamento da insuficiência renal, os desafios do cotidiano dos pacientes e discutem o transplante renal como alternativa para casos graves, destacando a técnica como uma das maiores conquistas da medicina moderna.

O “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 13 de junho, às 19h30, na CNN Brasil.

Insuficiência renal: as dúvidas dos brasileiros sobre o assunto

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