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Saiba como funciona o bombardeiro B-52, que caiu em base aérea dos EUA

O Boeing B-52 Stratofortress, o principal bombardeiro estratégico dos Estados Unidos, caiu e matou oito tripulantes após a decolagem da Base Aérea de Edwards, a nordeste de Los Angeles, na Califórnia.

A queda, que ocorreu na segunda-feira (15), deixou uma enorme coluna de fumaça preta na base aérea, localizada no Deserto de Mojave.

O B-52 Stratofortress estava em uma missão de teste de rotina, disseram as autoridades, e “os indícios iniciais são de que não era possível sobreviver à queda”.

 

Essa aeronave militar foi fabricada em 1961, e já participou de todas as guerras americanas desde o Vietnã, como no Iraque, na Síria e no conflito com o Irã neste ano.

Embora seja décadas mais velho que os atuais tripulantes, esse modelo continua sendo a pedra angular da frota de bombardeiros dos EUA, enviando uma mensagem importante aos aliados e adversários dos americanos.

Segundo a Força Aérea dos EUA, esse tipo de bombardeiro é capaz de voar em altas velocidades subsônicas em uma altura de mais de 15 mil metros. Ele normalmente leva uma tripulação de cinco pessoas, e pode transportar até 31.750 kg de bombas e outras munições.

Um bombardeiro estratégico B-52 Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos decola da RAF Fairford em 19 de março de 2026 em Fairford, Inglaterra • Leon Neal/Getty Images

A aeronave também é capaz de transportar armamento nuclear, além de possuir capacidade de navegação.

A versão atual em operação, o B-52H, ainda desempenha um papel importante no arsenal da Força Aérea, que inclui 76 dessas aeronaves.

A Força Aérea Americana costuma usar a Base Edwards, na Califórnia, onde ocorreu o acidente, para realizar testes aeroespaciais devido à paisagem desértica e aberta.

A Boeing entregou a primeira aeronave para um teste do Programa de Modernização do Radar do B-52 em dezembro de 2025.

A Força Aérea americana prevê operar os B-52 até 2050.

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Colisão de 2 helicópteros mata 6 pessoas no Rio

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A queda de dois helicópteros causou a morte de seis pessoas neste domingo (14) no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
A corporação afirmou que relatos indicam que as aeronaves teriam se chocado no ar. Ambas caíram no pátio de estacionamento da concessionária da BYD, de carros elétricos.
Em entrevista à GloboNews, um porta-voz dos bombeiros disse que uma aeronave não explodiu e está a cerca de cem metros da outra no pátio. A outra, ainda segundo ele, atingiu em torno de 20 veículos no local.
Todas as vítimas eram tripulantes das aeronaves. Cinco delas estavam no helicóptero que explodiu, e na outra, o piloto morreu. A identidade delas ainda não foi informada pelas autoridades.
O porta-voz acrescentou que algumas peças foram encontradas a centenas de metros do local, sugerindo que o incêndio resultante da queda teve uma energia muito alta.
Os bombeiros foram acionados às 8h59 e atuam no local com apoio de equipes especializadas do Grupo de Operações Aéreas e Especiais (GOEsp). Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência.
Moradores relataram ter ouvido uma explosão e visto na sequência algo caindo do céu, seguido do surgimento de fumaça.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou que os pilotos dos dois helicópteros que caíram neste domingo (14) na zona sudoeste da cidade eram experientes e instrutores de voo.
A suspeita inicial das autoridades é de que as duas aeronaves estavam indo na mesma direção e se chocaram no ar. Elas caíram no pátio de uma concessionária e deixaram seis mortos.
“Estamos falando de dois pilotos muito experientes, com muitas horas de voo, com uma longa carreira. Inclusive os dois instrutores de formação de outros pilotos. Então [foi] uma fatalidade, uma tragédia”, disse Cavaliere em frente ao local do acidente.
O prefeito não divulgou a identidade das vítimas, mas disse que as famílias foram avisadas e que quatro corpos foram levadas ao IML (Instituto Médico Legal).
Ele também disse que ao menos um estrangeiro estava no helicóptero que transportava cinco pessoas e ia para Angra dos Reis.
A outra aeronave, onde estava apenas o piloto, havia decolado do aeroporto Santos Dumont e tinha como destino a região serrana para buscar passageiros.
Cavaliere confirmou que não se tratavam de voos turísticos ou panorâmicos e que a investigação do acidente cabe às autoridades competentes, como o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
O delegado Alan Luxardo, da Polícia Civil, afirmou que, inicialmente, todas as vítimas são homens.
“Houve uma colisão no ar e as aeronaves vieram ao chão”, afirmou ele em entrevista à GloboNews. “Estamos apurando a causa, a princípio parece que houve uma falha humana.”
Os helicópteros envolvidos no acidente têm as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, segundo a FAB. As duas têm situação normal de aeronavegabilidade e não estão autorizadas a operar com táxi aéreo.
A aeronave de prefixo PP-MAC é um Bell 206B, de 1999.
A outra, PR-DJJ, é um modelo AS 350 B2, de 2012.

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