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"Eu mereci”: quando uma criança normaliza a violência

O pai de um menino de 8 anos, alvo de alguma violência na escola, ficou alarmado com uma frase do filho: "Eu também provoquei, eu mereci". A escola desvalorizou, disse que faz parte do desenvolvimento

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"Eu mereci”: quando uma criança normaliza a violência

O pai de um menino de 8 anos, alvo de alguma violência na escola, ficou alarmado com uma frase do filho: "Eu também provoquei, eu mereci". A escola desvalorizou, disse que faz parte do desenvolvimento

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Castigo físico em crianças causa agressividade e prejudica comportamento

O castigo físico não traz benefícios na educação de crianças e pode resultar em comportamentos agressivos e em prejuízos acadêmicos, é o que aponta um estudo de pesquisadores da University College London.

A pesquisa foi feita no Reino Unido e mostrou que crianças que sofreram punição física entre três, cinco e sete anos de idade (considerada a primeira infância) apresentaram 40% mais chances de se envolverem em comportamentos de risco contra outras pessoas aos 14 anos. 

O estudo detalhou que, aos 14 anos, esses adolescentes que sofreram algum tipo de punição física nessa faixa etária tinham 33% mais probabilidade de apresentar comportamentos de risco para com os outros, o que inclui:

  • 35% mais propensos a terem batido, empurrado ou agredido alguém;
  • 41% mais propensos a relatar bullying entre irmãos;
  • 26% mais propensos a relatar terem se envolvido com cyberbullying.

Já em se tratando de desempenho escolar, crianças agredidas fisicamente entre as três idades tiveram uma probabilidade quase 6% maior de não atingir as cinco notas acadêmicas mais altas no exame de conclusão do ensino médio do Reino Unido em inglês e matemática.

Para a autora principal da pesquisa, os resultados corroboram evidências de que os castigos físicos não são benéficos para as crianças e, ao contrário, prejudicam o desenvolvimento e o bem-estar delas.

“As crianças têm o direito de serem criadas livres de todas as formas de violência. Nossos filhos não podem receber a mensagem de que podemos impor nossa vontade aos outros infligindo dor física”, afirmou Anja Heilmann. 

Heilmann defende que, na Inglaterra e na Irlanda do Norte, a agressão contra crianças (incluindo as chamadas palmadas) seja considerada ilegal. Na Escócia, País de Gales e Irlanda a medida já é proibida. “Mudar a lei na Inglaterra e na Irlanda do Norte sinalizaria que a violência nunca é aceitável”. O estudo mostra também que, em 2021, uma em cada cinco crianças de 10 anos havia sofrido algum tipo de punição física no Reino Unido. 

No Brasil, qualquer ato de violência e castigos físicos contra crianças são proibidos. Duas leis garantem a proteção dos menores de idade. A Lei Menino Bernardo, sancionada em 2014, estabelece o direito de crianças e adolescentes serem educados e cuidados sem o uso de tratamento cruel ou degradante.

A mais recente, Lei Henry Borel, de 2022, estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, e considera crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos.

Em 1990, o Brasil criou o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), considerado um dos principais instrumentos nacionais que garante e prevê os direitos do grupo no país.

Pesquisa analisou dados quantitativos e qualitativos

Para a parte quantitativa, os pesquisadores analisaram a frequência da punição física no Reino Unido e a relação entre a punição e os resultados comportamentais, cognitivos e educacionais das crianças.

Eles utilizaram dados do estudo longitudinal Millennium Cohort, que acompanhou cerca de 19 mil crianças nascidas no Reino Unido entre 2000 e 2002.

Os dados foram coletados em intervalos regulares desde os nove meses até os 17 anos de idade dos participantes e cruzou as punições físicas com as características de cada família.

O estudo cruzou essas informações do MCS com o Banco de Dados Nacional de Alunos da Inglaterra para avaliar o impacto no desempenho acadêmico na adolescência.

Castigo físico traz danos duradouros à saúde das crianças, alerta OMS

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Biblioteca de Loulé acolhe conversa sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos

Esta sexta-feira, dia 12 de junho, pelas 18h30, o Município de Loulé promove mais um ciclo de conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…”. Em destaque vai estar o tema “Gerir a tecnologia e os ecrãs com crianças e adolescentes”.

A iniciativa visa apoiar as famílias na orientação consciente e equilibrada do uso de dispositivos digitais, promovendo hábitos de vida mais saudáveis. A sessão será dinamizada por Bruno Martins, psicólogo clínico com vasta experiência e trabalho nesta área. 

No mundo atual, a tecnologia e os ecrãs fazem parte integrante da vida das crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades de aprendizagem, comunicação e entretenimento. Gerir o uso da tecnologia não significa proibir, mas orientar de forma consciente e equilibrada. 

O debate abordará estratégias práticas para pais e educadores estabelecerem limites claros de tempo de ecrã adaptados a cada idade, com pausas regulares, bem como a importância de criar rotinas livres de tecnologia, especialmente durante as refeições e antes de deitar.

Promovido mensalmente pelo Município de Loulé, este ciclo de conversas desafia a população em geral a participar, refletir e partilhar experiências sobre variados temas ligados à saúde e ao bem-estar.

Para facilitar a presença das famílias, os pais que pretendam assistir à conversa poderão deixar os seus filhos (de idade igual ou superior a 3 anos) numa atividade gratuita de promoção do livro e da leitura. Esta dinamização estará a cargo dos profissionais da biblioteca e requer inscrição prévia através do seguinte link: https://forms.gle/yih6ny7Ua4iSrdoW6

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Viva os cromos da bola!

Num mundo de guerras e pressas, basta uma saqueta de cromos para tudo parar. Porquê? E o que é que isso diz sobre a infância que vamos perdendo pelo caminho?  

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PF apreende celulares para coibir violência infantojuvenil na internet

Logo Agência Brasil

Operação da Polícia Federal em Niterói, região metropolitana do Rio, apreendeu dois celulares. A finalidade era identificar autores de crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos com cenas de violência sexual infantojuvenil na internet. Os aparelhos serão submetidos à perícia técnica criminal. 

Na ação dessa segunda-feira (8) no bairro do Fonseca, os agentes da Delegacia de Polícia Federal em Niterói cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Federal Criminal de Niterói.

Notícias relacionadas:

O investigado poderá responder pela prática dos crimes de armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações.

Embora o termo pornografia ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual de crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

Orientação

A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que os jovens comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

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Orientação

A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que os jovens comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

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