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Angola formaliza acordo com a Visa para reforçar sistema de pagamentos internacionais

O Ministério do Turismo de Angola formalizou um acordo com a Visa para reforçar a rede de pagamentos internacionais no país, apostando em soluções digitais e convenientes enquanto promove a redução do numerário em circulação.

A tutela liderada por Márcio Daniel enquadra a parceria na estratégia de implementação da “Visit Angola – The Rhythm of Life”, marca central da agenda do Turismo angolano lançada em outubro do ano passado, tendo em vista desenvolver o mercado interno, melhorar a experiência dos visitantes nacionais e internacionais, capacitar os operadores turísticos e ampliar o acesso a soluções modernas, seguras e convenientes de pagamento

“A parceria tem como objetivo promover a aceitação de pagamentos com cartões Visa em canais físicos e digitais dos hotéis, restaurantes, agências de viagens, e outros operadores turísticos, bem como plataformas online e outros serviços associados à cadeia de valor do turismo”, explica o Ministério em comunicado.

Segundo Augusto Kalikemal, Secretário de Estado para o Turismo, a iniciativa “representa mais um passo” nos esforços do Ministério rumo a um setor “mais fácil de consumir, mais moderno na operação e mais alinhado com os padrões internacionais de conveniência e segurança”.

Do lado da Visa, Kátia Conceição, nomeada country manager da multinacional para Angola, Moçambique e Santa Helena em março, sublinhou o papel da empresa na introdução de “soluções inovadoras e ferramentas que contribuam para melhorar a experiência dos visitantes e apoiar o crescimento dos negócios locais”.

No âmbito do acordo, o Ministério e o novo parceiro tecnológico irão trabalhar em conjunto com instituições financeiras, adquirentes e prestadores de serviços de pagamento para apoiar a expansão dos pagamentos digitais no turismo, estando previstas ações de capacitação dos operadores do setor turístico na utilização de soluções digitais, aceitação de pagamentos electrónicos, educação financeira, segurança nas transações e melhoria da gestão das receitas.

O Memorando de Entendimento foi assinado o dia 9 de Junho, no Auditório Saidy Mingas do Museu da Moeda, em Luanda.

O acordo é concretizado um anos depois de o Governo de Angola ter tornado público que estava a estudar a integração de novos meios de pagamentos internacionais para turistas estrangeiros através de uma parceria com a Visa.

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Bélgica recusa ceder à pressão dos EUA e não impõe restrições a viajantes da República Democrática do Congo

As autoridades belgas recusaram aceder ao pedido feito por Washington aos países europeus para que adotem maiores restrições nas chegadas de países africanos afetados pelo Ébola, nomeadamente da República Democrática do Congo (RDC), em vésperas do Campeonato do Mundo, reporta o “Politico”.

Frank Vandenbroucke, ministro da Saúde belga, afirmou à Rádio 1 que a Bélgica irá continuar a seguir as recomendações científicas, nomeadamente do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), não cedendo às pressões políticas dos EUA. Segundo o governante, os esforços concentram-se na triagem e nos controlos nos pontos de partida dos países onde existem casos.

“Estamos em estreita articulação com os parceiros envolvidos e com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doença. A ciência conclui que é necessário tomar medidas nos locais onde a crise está a atingir o seu auge. Neste momento, não está prevista qualquer proibição de entrada para ninguém”, explicou.

Na mesma entrevista, o ministro belga acusou a administração Trump de minar a resposta internacional àquela crise de saúde pública.

“Os EUA têm uma responsabilidade enorme pelo que está a acontecer agora, porque a cooperação para o desenvolvimento e a ajuda médica foram reduzidas. Vão ter milhões de pessoas na consciência”, atirou.

O pedido terá chegado a Bruxelas por intermédio do Embaixador Bill White e visava viajantes congoleses.

A resposta surge no dia seguinte ao apelo feito pela administração Trump no sentido de que os países europeus imponham restrições de viagem às pessoas que tenham estado recentemente em países da África Central afetados pelo surto de Ébola, como RDC e Uganda, segundo a “Reuters”.

Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que não há indícios de que sejam necessárias medidas adicionais nas fronteiras para impedir a propagação do vírus na Europa, de acordo com a mesma agência noticiosa.

Ainda não foram registados casos de Ébola nos EUA, mas as preocupações de Washington antecedem a chegada de milhões de adeptos para o Mundial de futebol.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o risco para a saúde decorrente da epidemia no continente africano de “alto” para “baixo”, com exceção da RDC e países vizinhos.

Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contactou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para “discutir a coordenação e os esforços de resposta” ao surto de Ébola.

“A maior prioridade e foco do departamento continuam a ser proteger a saúde do povo americano e impedir que este surto de Ébola chegue às nossas costas”, referiu o comunicado.

Até ao momento, as autoridades confirmaram 600 casos de Ébola na RDC e Uganda, bem como mais de 100 mortes.

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Trump diz que Irão “pagará o preço” por demorar “demasiado tempo” a negociar acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que o Irão “pagará o preço” por demorar “demasiado tempo” a negociar o acordo, numa altura em que já se contam várias semanas de conversações entre os dois lados.

“As forças armadas do Irão estão num caos total. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, já nem sequer existe — foram completamente derrotadas. O Irão é só conversa e nada de ação. (…)”, lê-se numa publicação feita na sua página na rede social Threads, na qual refere que o acordo que “teria sido excelente” para Teerão. “Agora vão ter de pagar o preço”.

A ameaça surge horas depois de ser noticiado que um helicóptero Apache dos EUA tinha sido abatido enquanto patrulhava o estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo próprio presidente dos EUA, que prometeu dar resposta ao ataque, que foi materializada em três novas vagas de ataques sobre solo iraniano às 17:00 de terça-feira em Washington (21:00 TMG).

“Estavam envolvidos dois pilotos, ambos estão bem e ilesos. No entanto, os Estados Unidos têm, necessariamente, de responder a este ataque”, escreveu ontem o líder republicano na mesma rede social.

À sucessão de eventos dos últimos dias juntam-se os ataques desta manhã do Irão contra bases dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia, em resposta aos ataques de retaliação dos Estados Unidos na terça-feira.

Irão: China pede “calma e moderação” após ataques dos Estados Unidos e retaliação

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Wall Street: Tecnologia cai e agravamento de discurso contra Teerão ofusca dados da inflação

Os principais índices bolsistas de Wall Street negoceiam no vermelho no início da sessão desta quarta-feira, dia marcado pela divulgação dos números da inflação em maio (4,2%), que não se afastaram das expectativas do mercado.

No setor tecnológico, o Nasdaq cai 1,34%, o S&P500 recua 0,94% e o Dow Jones desvaloriza 1,12% (16:20, hora de Portugal).

Mas a marcar o dia estão as mais recentes declarações de Donald Trump dirigidas ao Irão, com o presidente dos EUA a afirmar nas redes sociais que Teerão “vai pagar o preço” por ter demorado “muito tempo a negociar um acordo“, numa altura em que as conversações estão num impasse.

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Inflação nos EUA acelera para 4,2% em maio em linha com o esperado

A taxa de inflação nos EUA subiu para 4,2% em maio, numa comparação homóloga, correspondendo às expectativas do mercado, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho norte-americano.

O índice de preços no consumidor terá atingido o nível mais elevado desde abril de 2023, impulsionado pelos custos da energia, que aumentaram 23,5% em maio, significativamente acima da subida de 17,9% registada em abril, devido ao choque energético provocado pelo conflito com o Irão.

“O índice da energia representou mais de 60% do aumento mensal do índice geral”, lê-se no boletim do Bureau of Labor Statistics (BLS) publicado esta quarta-feira. Em maio, os preços da gasolina dispararam 40,5%, após um aumento de 28,4%.

Na habitação (3,4%) e na alimentação (3,1%) a inflação voltou a acelerar, expondo uma pressão crescente nos orçamentos das famílias e uma preocupação que deverá marcar a campanha para as eleições intercalares em novembro.

Numa leitura em cadeia, o IPC aumentou 0,5% (0,6% em abril), igualmente em linha com as previsões. Os preços da energia subiram 3,9% e representaram mais de 60% do aumento mensal.

A inflação subjacente, que não considera a energia e alimentos dada a sua natureza volátil, fixou-se em 2,9% em maio, em termos homólogos, ligeiramente acima dos 2,8% observados no mês anterior, mas que subiu menos do que o esperado.

Dada a evolução da inflação e o terceiro aumento consecutivo em termos homólogos, com o conflito no Médio Oriente a determinar a alta dos preços dos produtos energéticos, um cenário de mudança nas taxas de juro poderá não acontecer no curto prazo.

Na última reunião presidida por Jerome Powell, no final de abril, o Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla em inglês) deliberou manter a taxa de referência entre os 3,50%-3,75%, numa reunião de forte divergência no sentido de voto.

A próxima reunião de política monetária será já liderada por Kevin Warsh como novo presidente da Fed, estando agendada para os dias 16 e 17 de junho.

EUA: Inflação sobe para 3,8% em abril e toca máximos de 2023

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“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo”. Domingos Vieira de Matos recebe Prémio Carreira FEP 2026

Domingos Vieira de Matos, economista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Medialivre, foi distinguido na edição deste ano do Prémio Carreira FEP.

Aquando da entrega do prémio, o empresário e alumnus da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP) afirmou que “estar associado” à “história” da instituição “não alimenta vaidades”. “Aumenta a responsabilidade”, continuou.

“É um daqueles momentos raros em que somos obrigados a parar, olhar para trás e refletir sobre a velocidade com que o tempo passa — e sobre o peso da responsabilidade que este “casaco” que vestimos, com o selo FEP, transporta. Quando olho para a galeria de ilustres galardoados que me antecederam — homens e mulheres que ajudaram a desenhar as linhas mestras da nossa economia, que marcaram decisivamente a gestão, a política e o tecido empresarial português — sinto uma humildade profunda e muito genuína e, naturalmente, uma grande honra”, afirmou Domingos Vieira de Matos, num discurso em que percorreu o seu percurso pessoal, académico e profissional.

“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo. É sempre um diálogo constante: com as nossas origens, com os erros cometidos, com o contexto histórico que atravessamos, com as pessoas que nos desafiam e com as instituições que nos formam”, refletiu.

A propósito da distinção, a family office refere em comunicado que a distinção de Domingos Vieira de Matos “reconhece um percurso empresarial de várias décadas marcado pela recuperação, transformação e desenvolvimento de empresas em diversos setores da economia portuguesa, bem como o seu contributo para o empreendedorismo, inovação e criação de valor”.

O prémio foi entregue na sessão solene do Dia da FEP 2026, no dia 27 de maio. O júri constituído para a escolha do vencedor foi composto pelo Diretor da FEP, Óscar Afonso, que preside sem direito a voto, pela presidente do Conselho de Representantes da FEP, Catarina Roseira, pelo Presidente da Associação dos Antigos Alunos da FEP, Carlos Nunes, e pelos Alumni Eduardo Rocha, Helena Freitas, José Manuel Fonseca, Maria Miguel Leitão e Ricardo Rio.

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