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Uber demite 23% da equipe de RH em reestruturação global

A empresa de mobilidade Uber anunciou, nesta quinta-feira (4), a demissão de 23% de seus funcionários das áreas de recursos humanos, recrutamento e cultura, que inclui também o relacionamento com os motoristas.

O gigante do transporte por aplicativo disse que os cortes devem afetar cerca de 1% de seus 35 mil empregados, segundo memorando interno visto pela emissora americana CNBC. A companhia ainda mobiliza o trabalho de cerca de 10 milhões de motoristas parceiros.

Procurada, a Uber não esclareceu se os cortes vão afetar a sede da empresa no Brasil.

Reestruturação e cortes

A demissão em massa, focada principalmente em cargos seniores, faz parte de uma reestruturação comandada por Jill Hazelbaker, diretora de assuntos corporativos recém-promovida a presidente da empresa de transporte por aplicativo. O objetivo é simplificar a gestão das equipes.

Diferentemente de grandes dispensas recentes em empresas de tecnologia, a Uber afirmou em entrevista à Bloomberg que os cortes não estão ligados ao uso de inteligência artificial generativa.

Expansão no Brasil

A empresa tem um centro de tecnologia na capital paulista, com cerca de 500 engenheiros. Em entrevista à Folha, o CEO da empresa Dara Khosrowshahi anunciou uma expansão para o Rio, investindo mais de R$ 2 bilhões em tecnologia.

Apenas no Brasil, são mais de 2 milhões de motoristas que trabalham com a Uber. “Estimamos que mais de 85% da população brasileira já usou a Uber de alguma forma”, disse Khosrowshahi. (Pedro S. Teixeira/FOLHAPRESS)

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Ancelotti testa nova escalação da Seleção para duelo com o Egito

O técnico Carlo Ancelotti começa a testar alternativas na seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Nesta quinta-feira, em atividade realizada no Columbia Park Training, em Nova Jersey (EUA), o comandante italiano observou uma nova formação da equipe, pensando no amistoso de sábado contra o Egito.

Mudanças na defesa

Em relação ao time que iniciou a partida contra o Panamá no final de semana, apenas Wesley seguiu na defesa. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos foram a novidades e completaram o setor, nas vagas de Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro.

Alterações no meio-campo e ataque

No meio-campo, Lucas Paquetá ganhou uma oportunidade no time ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães. No ataque, a novidade ficou com a presença do centroavante Igor Thiago, atuando ao lado de Raphinha e Vinícius Júnior. Com essa nova formação, Luiz Henrique e Matheus Cunha também deixaram o time.

Portanto, a equipe testada por Ancelotti teve: Alisson; Wesley, Marquinhos, Magalhães e Douglas; Casemiro, Guimarães e Paquetá; Raphinha, Vini Júnior e Igor Thiago.

Próximos compromissos

O duelo contra o Egito será realizado no sábado, às 19 horas (de Brasília), no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos. A estreia na Copa do Mundo acontece no dia 13 de junho contra Marrocos, em Nova Jersey. (Danilo Lavieri/UOL/FOLHAPRESS)

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PL lidera divisão do fundo eleitoral e receberá R$ 881,6 milhões

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta quarta (3) a divisão dos valores do fundo eleitoral de financiamento de campanha. Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos.

A divisão considera a representatividade dos partidos no Congresso e o desempenho nas últimas eleições. Como PL e PT elegeram as maiores bancadas na Câmara e Senado, recebem mais recursos.

Veja quanto cada partido vai receber

o PL: R$ 881.657.477,34

o PT: R$ 615.367.980,20

o União Brasil: R$ 526.242.858,11

o PSD: R$ 421.008.404,89

o PP: R$ 417.067.738,40

o MDB: R$ 400.002.399,99

o Republicanos – R$ 348.587.815,77

o Podemos: R$ 245.969.763,68

o PDT: R$ 169.285.643,92

o PSB: R$ 152.252.956,07

o PSDB: R$ 147.895.172,40

o PSOL: R$ 131.506.284,42

o Solidariedade: R$ 88.526.669,83

o Avante: R$ 72.516.777,19

o PRD: R$ 71.819.227,37

o Cidadania: R$ 60.714.157,11

o PCdoB: R$ 60.531.914,25

o PV: R$ 45.183.873,26

o Novo: R$ 37.044.203,26

o Rede: R$ 35.803.821,03

o Agir: R$ 3.307.679,85

o DC: R$ 3.307.679,85

o Democrata: R$ 3.307.679,85

o Missão: R$ 3.307.679,85

o Mobiliza: R$ 3.307.679,85

o PCB: R$ 3.307.679,85

o PCO: R$ 3.307.679,85

o PRTB: R$ 3.307.679,85

o PSTU: R$ 3.307.679,85

o UP: R$ 3.307.679,85

Recursos podem ser usados em despesas de campanha

Os valores podem ser utilizados para despesas relacionadas à campanha. Gastos incluem produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, aluguel de espaços para eventos, transporte e serviços de comunicação. (UOL/FOLHAPRESS)

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Deputados governistas vão aos EUA para reforçar diálogo em meio à crise

Deputados aliados do presidente Lula (PT) desembarcaram nesta semana em Washington em uma tentativa de ampliar a interlocução com parlamentares democratas e apresentar uma narrativa alternativa à levada aos Estados Unidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A missão ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais. Inicialmente, a viagem foi marcada para que os parlamentares discutissem sobre a importância das eleições sem interferência dos EUA. Porém o encontro tomou novos desdobramentos após as recentes decisões do governo Trump contra o Brasil. A missão dos deputados foi organizada junto com a WBO (Washington Brazil Office).

Na semana passada, os americanos classificaram as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que, na avaliação do governo brasileiro, pode gerar impactos econômicos.

Além disso, investigações anunciadas pelo governo americano podem resultar em tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. Em meio a esse cenário, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta semana que o Brasil não está entre os países considerados “amigáveis” aos Estados Unidos.

Na comitiva estão os deputados federais Jandira Feghali (PC do B-RJ), Pedro Uczai (PT-SC), Pedro Campos (PSB-PE) e André Janones (Rede-MG). Segundo eles, a viagem busca fortalecer canais de diálogo com congressistas democratas e organismos internacionais, além de apresentar propostas de cooperação bilateral em áreas como combate ao crime organizado, inteligência financeira e tráfico internacional de armas.

Apesar de a agenda incluir apenas encontros com representantes do campo democrata, os parlamentares afirmaram ter solicitado uma reunião com o Departamento de Estado, comandado por Rubio, mas ainda aguardam resposta.

Críticas à atuação da família Bolsonaro

Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (3), os deputados criticaram a atuação da família Bolsonaro junto à Casa Branca e defenderam uma reação mais organizada do campo progressista brasileiro nos Estados Unidos.

Janones afirmou que a esquerda demorou a perceber a importância da aproximação construída pela família Bolsonaro com setores do governo americano. “Eu acho que, do nosso campo, do campo progressista, faltou um pouco de humildade de levar a sério essa aproximação da família Bolsonaro na Casa Branca, em especial com Donald Trump”, disse.

Segundo ele, as viagens de integrantes da família Bolsonaro aos Estados Unidos foram frequentemente tratadas com desdém por setores da esquerda, mas acabaram produzindo resultados concretos. “Sempre que saía alguma matéria tinha aquele tom de menosprezo. ‘Ah, foi lá para implorar uma foto’. ‘Ah, foi lá para tentar um espaço’. E cada vez eles vêm entregando mais resultado”, afirmou.

Para o parlamentar, a missão representa uma tentativa de ampliar a interlocução com parlamentares americanos e evitar que aliados do ex-presidente monopolizem a narrativa sobre o Brasil em Washington.

A deputada Jandira Feghali também responsabilizou aliados de Bolsonaro pelo agravamento das tensões bilaterais. “São pessoas que em tese pensam representar o Brasil, mas que chegam aqui e articulam medidas contra o país”, afirmou.

Cooperação e combate ao crime organizado

Os deputados também contestaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Embora defendam cooperação internacional contra as facções, argumentam que a medida pode produzir efeitos econômicos e políticos que extrapolam o combate ao crime organizado.

Pedro Uczai afirmou que a delegação apresentará um documento propondo mecanismos de cooperação entre os dois países em áreas como rastreamento de recursos financeiros, combate à lavagem de dinheiro, tráfico internacional de armas e intercâmbio de informações entre órgãos de investigação.

“Ao invés de ter posturas unilaterais, nós queremos cooperação”, disse.

Segundo o parlamentar, parte significativa das armas apreendidas em ações contra o crime organizado no Brasil tem origem nos Estados Unidos, o que exigiria uma atuação conjunta dos dois governos. Uczai também criticou as novas tarifas impostas por Trump, classificando a medida como unilateral e incompatível com a tradição diplomática construída entre os dois países.

Eleições e soberania nacional

Já o deputado Pedro Campos afirmou que a missão foi planejada originalmente para discutir riscos de interferência externa no processo eleitoral brasileiro, mas acabou incorporando os temas do comércio internacional e do combate ao crime organizado diante dos acontecimentos recentes.

“Existe um desejo do povo brasileiro de ter eleições livres esse ano e que a gente possa fazer isso sem influências externas”, afirmou.

Segundo Campos, tanto as discussões sobre tarifas quanto as iniciativas relacionadas ao crime organizado passaram a ser vistas pelo grupo dentro de um contexto político mais amplo, marcado pela proximidade do calendário eleitoral brasileiro.

Durante a viagem, os parlamentares pretendem se reunir com congressistas democratas e representantes de organismos internacionais. A expectativa é usar os encontros para defender a soberania brasileira, contestar medidas adotadas pelo governo Trump e ampliar a interlocução política do campo governista nos Estados Unidos. (Isabella Menon/FOLHAPRESS)

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