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Terezinha Nunes: Lula deve gravar vídeo deixando claro apoio a João Campos nas eleições 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve gravar um vídeo de apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), segundo informou uma fonte nacional do PT ao Blog Dellas, nesta quarta-feira. A gravação não incluirá pedido de votos, o que é proibido durante a pré-campanha eleitoral.

De acordo com a fonte, o vídeo foi solicitado por João Campos após declarações do ministro Wellington Dias de que Lula teria dois palanques em Pernambuco em 2026: um liderado por João e outro pela governadora Raquel Lyra, que buscará a reeleição.

Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que Lula não pretende participar presencialmente da campanha em Pernambuco, mas aceitou gravar a mensagem em atendimento a um pedido do dirigente nacional do PSB. João teria argumentado que a aliança entre PT e PSB em diversos estados justificaria o gesto de reciprocidade.

A informação repercutiu fortemente no meio político pernambucano e pode ampliar os desafios de Raquel Lyra na disputa pelo eleitorado alinhado ao presidente.

Segundo pesquisa Quaest, lançada no final de maio, cerca de 40% dos eleitores pernambucanos que votam em Lula também declaram apoio à governadora, repetindo o fenômeno conhecido como “voto Luquel”, observado na eleição de 2022.

A pesquisa Datafolha ouviu 1.022 eleitores em municípios de todas as regiões de Pernambuco. Os entrevistados possuem 16 anos ou mais. O instituto realizou as entrevistas dentro do período informado no levantamento oficial.

Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança informado pelo instituto é de 95%. O levantamento está registrado sob os números PE-07888/2026 e BR-04242/2026.

 

© Crédito: Ricardo Stuckert/PR

João Campos e Lula
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Morre Milita Ferreira Lima, irmã do ex-governador Jarbas Vasconcelos

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (10), no Recife, Milita Ferreira Lima, aos 96 anos. Ela era irmã mais velha do ex-governador Jarbas Vasconcelos e ex-presidente da Cruzada de Ação Social.

Matriarca da família, ela sempre teve grande influência sobre os irmãos incluindo Jarbas, que a considerava uma segunda mãe.

Milita, que era viúva, deixa uma filha biológica, duas netas, dois enteados e uma enteada. Seu esposo, Torquato Ferreira Lima, era político e teve também muita influência sobre a formação de Jarbas. Ele foi prefeito de Nazaré da Mata três vezes.

Milita estava enferma há alguns anos e faleceu em casa. O velório ocorre na tarde desta quarta no Morada da Paz, seguido de cremação às 18 horas.

© DIVULGAÇÃO

Milita Ferreira Lima
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Caso Darik: 3 meses após cobrança do MPPE, polícia não esclareceu morte de atleta do Sport atingido pela PM

A Polícia Civil vai pedir aumento de prazo para concluir as investigações da morte de Darik Sampaio da Silva, de 13 anos, atleta de futsal sub-14 do Sport Club do Recife. A reprodução simulada, cobrada há três meses pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ainda não foi realizada. O exame é fundamental para identificar o policial militar responsável pelos tiros que atingiram o adolescente. 

Darik foi morto durante perseguição policial contra suspeitos de roubar um carro, na Rua Professora Arcelina Câmara, no bairro do Jordão, Zona Sul do Recife, em 16 de março de 2024. O adolescente conversava com duas amigas, na calçada da casa de uma delas, quando foi atingido por duas balas perdidas.

Após a ocorrência, a Polícia Militar declarou que houve troca de tiros com os criminosos. Mas a Polícia Civil, baseada em perícias e na análise dos projéteis encontrados na cena do crime, apontou que apenas os militares atiraram. Na época, quatro deles confessaram, em depoimento, que realizaram disparos, mas se recusaram a participar da reprodução simulada, que foi cancelada.

Cortesia
Projéteis recolhidos no local onde adolescente foi morto eram apenas de armas da Polícia Militar, apontou perícia - Cortesia

A Polícia Civil chegou a concluir o inquérito com pedido de arquivamento, alegando não ter conseguido esclarecer a autoria dos tiros em Darik. Mas a juíza Fernanda Moura de Carvalho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, afirmou que o arquivamento era precipitado e, com parecer favorável da Subprocuradoria-Geral de Justiça, determinou a retomada das investigações. 

No começo de março deste ano, perto da morte completar dois anos, o MPPE cobrou a realização da reprodução simulada - mesmo sem a presença dos PMs - e de uma perícia técnica para verificar a origem e a trajetória dos disparos em 90 dias, mas prazo não foi cumprido. 

POLÍCIA DIZ QUE INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Questionada pela reportagem, a Polícia Civil afirmou, em nota, que as investigações permanecem em andamento na 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios, com a realização das diligências complementares requisitadas pelo MPPE. 

"Será solicitada a dilação do prazo para finalização do inquérito policial. Novas informações serão apresentadas às autoridades competentes tão logo os trabalhos investigativos sejam concluídos", disse. 

 

© ACERVO PESSOAL

Darik conversava com duas amigas, na calçada da casa de uma delas, quando foi baleado duas vezes
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Concessão da Compesa vai atrair R$ 20 bilhões privados para água e esgoto

O processo de transição da concessão parcial dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve ser concluído entre o final de setembro e o início de outubro. A informação foi detalhada nesta quarta-feira (10) pelo presidente da empresa, Douglas Nóbrega, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

O novo modelo repassa a operação da distribuição de água e o tratamento de esgoto para a iniciativa privada pelos próximos 35 anos.

"A Compesa continua pública, continua com todo o quadro preservado. A Compesa continua responsável pela captação, tratamento e produção da água e vai entregar para que as concessionárias façam a distribuição à população e trabalhem na ampliação da rede de esgoto", afirma Douglas Nóbrega.

Metas de universalização e investimentos

Atualmente, Pernambuco registra cerca de 80% de cobertura de água, índice que inclui regiões sob regime de rodízio severo, e apenas 32% de esgotamento sanitário. O objetivo da concessão é atingir as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento até 2033, que exigem 99% de atendimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

Para sanar o déficit, o plano prevê R$ 30 bilhões em investimentos: R$ 10 bilhões do Estado e da Compesa até 2030 na produção de água, e R$ 20 bilhões das concessionárias privadas.

"O prazo é o período de concessão de 35 anos, mas tem por obrigação contratual em torno de 60% pelo menos desse dinheiro ser investido nos próximos cinco anos. A meta de todo mundo é avançar nisso até 2033", afirma Douglas Nóbrega.

Alex Oliveira/JC Imagem
Presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, na Rádio Jornal - Alex Oliveira/JC Imagem

Repasses financeiros aos municípios

O modelo de concessão também gerou receitas diretas para o poder público. A Compesa receberá R$ 1,8 bilhão e o Estado ficará com cerca de R$ 2 bilhões para investimentos no setor. Já as prefeituras têm direito a R$ 1,5 bilhão no total, com repasses que variam de R$ 45 milhões a R$ 120 milhões por município, conforme o porte da cidade. Desse montante, 60% foram pagos entre março e abril.

A aplicação desses recursos possui restrições legais. Embora os municípios tenham liberdade para aplicar a verba preferencialmente em saneamento ou em obras complementares de infraestrutura, é expressamente proibido usar o dinheiro para pagamento de salários, despesas de custeio, manutenção ou eventos como shows. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) prepara uma cartilha orientadora para os prefeitos.

Combate ao furto e perdas na rede

Outro gargalo apontado pela gestão é o índice de perda de água no estado, que gira entre 40% e 45%, provocado por vazamentos operacionais e furtos, conhecidos popularmente como "jacarés" ou "gatos".

Com as novas regras, o prejuízo financeiro das perdas na distribuição passará a ser integralmente das concessionárias privadas, o que deve intensificar a fiscalização.

"Quando a gente passar a parte da distribuição para as concessionárias, a gente naturalmente vai focar nas perdas na produção e as concessionárias já estão se organizando para isso", afirma Douglas Nóbrega.

A estatal mantém um grupo especial de inteligência e uma parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS). Atualmente, um tenente-coronel da Polícia Militar atua diretamente dentro da companhia para coordenar as ações de combate a fraudes.

© Divulgação

Distribuição dos recursos pelo Governo de Pernambuco será feita de forma proporcional à população
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Raquel Lyra volta a citar fake news, misoginia e ataques pessoais após agenda no Palácio

Após participar da entrega do Selo Empresa Verde 2026, no Palácio do Campo das Princesas, nesta quarta-feira (10), a governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a comentar os ataques que afirma sofrer nas redes sociais. O tema já havia sido abordado pela gestora em entrevista à CNN, na terça-feira (9), quando ela atribuiu parte das críticas ao machismo e à disseminação de fake news.

Em coletiva de imprensa após a agenda, a chefe do Executivo estadual afirmou que tem priorizado o trabalho à frente da administração estadual em vez de concentrar esforços em críticas a adversários.

“Eu busquei o tempo inteiro em Pernambuco trabalhar. Eu não fui apontar os erros de quem teve a oportunidade de fazer e não fez. A gente foi arregaçar as mangas e buscar fazer a nossa parte, sem reclamar muito porque o povo de Pernambuco não merece isso”, declarou.

A governadora também classificou como violência a circulação de informações falsas e ataques de caráter pessoal nas plataformas digitais.

 

“Violência é colocar narrativas falsas. Violência é atacar de maneira pessoal, preconceituosa, misógina. Violência é colocar narrativas que não são verdadeiras, tentando colocá-las como realidade e tentar distorcer a realidade dos fatos para que as pessoas não enxerguem a verdade”, afirmou.

Raquel ainda defendeu o debate político dentro do ambiente democrático e voltou a destacar sua trajetória no serviço público.

“Eu respeito as instituições, todos os questionamentos são colocados, mas eu respeito sobretudo o povo, a transparência, o zelo com o dinheiro público. A minha trajetória fala por mim mesma”, disse.

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© Yacy Ribeiro/Secom

Governadora Raquel Lyra (PSD)
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Missa de sétimo dia de Alfredo Bertini será realizada nesta quarta-feira (10) no Recife

Familiares, amigos e profissionais do setor audiovisual se despedem de Alfredo Bertini nesta quarta-feira (10), durante a missa de sétimo dia em memória do produtor cultural e idealizador do CINE/PE – Festival do Audiovisual. A celebração está marcada para as 18h30, na Capela Menino Jesus, em Boa Viagem, no Recife.

Sport também presta homenagem ao produtor

Além da cerimônia religiosa, Alfredo Bertini será lembrado pelo Sport Club do Recife, instituição da qual foi ex-conselheiro e torcedor.

Antes do confronto entre Sport e Athletic-MG, previsto para as 21h também desta quarta, será realizado um minuto de silêncio em sua homenagem. Além disso, Sandra Bertini, esposa de Bertini, comandará o tradicional “Cazá Cazá” na Ilha do Retiro.

Durante a homenagem no estádio, Vitor Bertini, filho de Alfredo, receberá uma camisa oficial do Sport das mãos do presidente do clube, Matheus Souto Maior. A missa de sétimo dia será realizada na Capela Menino Jesus, localizada na Avenida Conselheiro Aguiar, 1156, em Boa Viagem, com início às 18h30.

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© GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM

Alfredo Bertini, idealizador e codiretor do Cine PE - Festival do Audiovisual
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Velocidade: Projeto de Velocidades Seguras corre o risco de ser excluído na revisão do Código de Trânsito Brasileiro

A redução da velocidade nas ruas e avenidas do País, como já recomendado por ninguém menos que a Organização Mundial da Saúde (OMS), poderá ficar de fora de novas mudanças previstas para o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em discussão no Congresso Nacional. O alerta é feito por entidades que lidam com a segurança viária num País que mata, por ano, quase 40 mil pessoas no trânsito - 70% delas ocupantes de motocicletas, vale destacar.

A Comissão Especial do PL 8085/2014, que debate as mudanças estruturais no CTB, deve se reunir nesta quarta-feira (10/6) para votar o parecer do relator, deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade). Apesar de o colegiado consolidar 270 propostas de alteração, a minuta atual do relatório não inclui o PL 2789/2023, conhecido como o "PL das Velocidades Seguras". O projeto propõe a readequação dos limites urbanos, estabelecendo o máximo de 50 km/h em avenidas onde hoje se permite 60 km/h, além de autorizar a fiscalização via radares da velocidade média entre dois pontos. Atualmente, essa fiscalização é feita em um único ponto.

A possível exclusão do projeto ocorre em um momento de tensões políticas devido às Eleições 2026, onde medidas de gestão de velocidades são vistas pelos parlamentares como temas sensíveis e impopulares por tocarem em fiscalização e limites. Por outro lado, enquanto a redução de velocidades corre o risco de ficar de fora, a comissão discute pautas perigosas como a redução da idade para a primeira habilitação para 16 anos. O colegiado avalia diversas mudanças, desde a formação de condutores até regras para veículos elétricos e exames toxicológicos, mas entidades de mobilidade alertam que a gestão de velocidade é a medida mais eficaz para salvar vidas.

CENÁRIO ALARMANTE DAS MORTES NO TRÂNSITO BRASILEIRO

Arte
Impactos da alta velocidade nos sinistros de trânsito. Arte feita com IA a partir de dados apurados pela reportagem - Arte

A urgência na aprovação de limites mais seguros é sustentada por estatísticas críticas. Em 2021, o Brasil registrou 33.813 mortes no trânsito, um aumento em comparação ao ano anterior, interrompendo uma tendência de queda. Entre os anos de 2014 e 2020, o País contabilizou a perda de mais de 252 mil vidas devido à violência viária. Dados da OMS reforçam que as lesões de trânsito são, atualmente, a principal causa de morte no mundo entre crianças e jovens de 5 a 29 anos, o que torna o tema uma questão de saúde pública inadiável.

Conheça o PL das Velocidades Seguras AQUI

A relação entre a velocidade desenvolvida pelo veículo e a letalidade de um sinistro é direta e científica. De acordo com especialistas, a 30 km/h, a chance de fatalidade em um atropelamento é de apenas 10%; no entanto, ao atingir 50 km/h, esse risco salta para mais de 80%. Além da gravidade do impacto, dirigir em velocidades mais altas estreita a visão periférica do condutor e reduz drasticamente o tempo disponível para reação em situações de emergência, tornando pedestres, ciclistas e motociclistas as vítimas mais frequentes dessa dinâmica.

EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL E RECOMENDAÇÕES DA OMS

Divulgação
Quanto maior a velocidade, mais estreita se torna a visão periférica do motorista, dificultando a percepção de pedestres e ciclistas nas laterais da via. Ciclistas e pedestres são as principais vítimas das altas velocidades - Divulgação

O PL 2789/2023 busca alinhar a legislação brasileira às diretrizes da OMS, que recomenda o limite de 50 km/h para vias urbanas em todo o mundo. Cidades como Toronto e Bogotá já implementaram reduções semelhantes, obtendo uma queda de cerca de 30% na mortalidade no trânsito. Ao contrário do senso comum, testes demonstram que limites de velocidade mais baixos têm impacto mínimo na duração total das viagens urbanas, uma vez que o tempo de deslocamento é muito mais afetado por congestionamentos e semáforos do que pela velocidade máxima permitida.

Com a votação iminente, as organizações da sociedade civil que lutam pela redução das velocidades alertam que a adequação dos limites nas ruas e avenidas deve ser um compromisso permanente do poder público para proteger a vida. “Sem o engajamento social nas redes sociais e o diálogo direto com os parlamentares, o Brasil corre o risco de perder a oportunidade de modernizar seu código de trânsito com base em evidências que comprovadamente reduzem mutilações e óbitos”, argumentam.

 

© PREFEITURA DE FORTALEZA/DIVULGAÇÃO

Redução da velocidade nas ruas e avenidas do País pode ficar de fora das mudanças do CTB
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Brasileiros aderem mais à versão de Lula do que à de Flávio sobre tarifaço dos EUA, diz Quaest

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros abriu uma frente inédita na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica que, diante da crise comercial, a narrativa defendida pelo Palácio do Planalto encontra maior respaldo entre os brasileiros do que a apresentada pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados afirmaram concordar mais com Lula, que acusa Flávio Bolsonaro de ter contribuído para o agravamento das relações entre Brasil e Estados Unidos e para a adoção das novas tarifas. Já 35% disseram concordar mais com a versão apresentada pelo senador, que nega qualquer atuação nesse sentido. Outros 18% não souberam responder.

A pesquisa também mostra que a maioria dos brasileiros não considera justa a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a adoção das novas medidas comerciais. Para 57%, a relação comercial entre Brasil e EUA não prejudica empresas americanas. Outros 21% concordam com a tese de que haveria desequilíbrios desfavoráveis aos norte-americanos, enquanto 22% não souberam responder.

Divergência sobre as causas do tarifaço

A Quaest também questionou os entrevistados sobre as razões que teriam levado ao aumento das tarifas americanas. Para 46%, Lula está correto ao afirmar que as medidas representam uma retaliação ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o PIX.

Outros 36% concordam com Flávio Bolsonaro, segundo quem as tarifas seriam consequência de declarações feitas pelo presidente brasileiro contra os Estados Unidos.

Ainda nesse recorte, 10% afirmaram não concordar com nenhuma das duas versões, enquanto 8% não souberam responder.

Reflexos na disputa presidencial

O levantamento mostra ainda que a crise comercial pode produzir efeitos distintos sobre a corrida presidencial de 2026. Para 39% dos entrevistados, o episódio aumenta a vontade de votar em Lula. Já 30% afirmam que o tarifaço fortalece a disposição de votar em Flávio Bolsonaro.

Outros 23% dizem que a situação aumenta a vontade de apoiar outro candidato, enquanto 8% não souberam responder.

Os dados sugerem que o episódio, além de se consolidar como um tema relevante do debate público, também passou a integrar a disputa política entre os dois principais nomes testados pela Quaest para a eleição presidencial do próximo ano.

Influência sobre Trump divide opiniões

A pesquisa indica que 47% dos brasileiros acreditam que Flávio Bolsonaro influenciou o presidente americano Donald Trump na decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Outros 37% consideram que o senador não teve qualquer participação no episódio. Os que não souberam responder somam 16%.

Ao mesmo tempo, 60% defendem que o governo brasileiro também classifique organizações criminosas como grupos terroristas. Já 29% discordam dessa medida e 11% não souberam opinar.

Questionados especificamente sobre a atuação dos Estados Unidos, os entrevistados se dividiram: 45% apoiam que o governo americano faça esse enquadramento, enquanto outros 45% se posicionam contra. Os indecisos representam 10%.

A pesquisa ainda mostra preocupação com os possíveis efeitos econômicos das decisões americanas. Para 53% dos entrevistados, as punições financeiras impostas pelos Estados Unidos podem prejudicar bancos e empresas brasileiras. Outros 34% acreditam que não haverá impactos significativos, enquanto 13% não souberam responder.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil; Saulo Cruz/Agência Senado

Lula e Flávio Bolsonaro disputam narrativas sobre o tarifaço dos Estados Unidos; pesquisa Quaest indica maior adesão do eleitorado ao discurso do presidente
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Santanna abre Polo da Sanfona no Dia dos Namorados em Gravatá

O São João de Gravatá inicia um de seus espaços mais tradicionais nesta sexta-feira (12) com a abertura oficial do Polo da Sanfona. A programação do primeiro dia será marcada pelo Forró dos Namorados e terá como atração principal o cantor Santanna.

Além do artista, o palco recebe apresentações do grupo Capital do Sol e do cantor gravataense Fagner Chagas. A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esportes e Lazer, com apoio da Fundarpe e da Empetur.

Programação começa antes dos shows principais

As atividades têm início às 18h e vão além das apresentações musicais. Antes da abertura do palco principal, o público poderá acompanhar cortejo com Os Três Matutos, homenageados do São João 2026, além de brincantes em pernas de pau, Batalhão 99, Batalhão Pé de Serra e a Banda de Pífanos do Mestre Ciel.

Os shows principais estão previstos para começar por volta das 20h.

O Polo da Sanfona permanecerá em funcionamento até o dia 27 de junho, integrando a programação oficial do São João de Gravatá. O Forró dos Namorados será realizado na Avenida Joaquim Didier, no Centro de Gravatá.

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© Divulgação/Prefeitura de Gravatá

Santanna é a principal atração da abertura do Polo da Sanfona
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Economia e Negócios: Por que os juros nos EUA devem continuar altos

O cenário financeiro global passou por uma mudança drástica de expectativas nas últimas semanas. O que antes era uma aposta em cortes agressivos de juros nos Estados Unidos e um consequente enfraquecimento do dólar, transformou-se na realidade de uma economia americana que se recusa a desacelerar. Com o mercado de trabalho operando a pleno vapor e o setor de tecnologia impulsionando as bolsas, o dólar recuperou sua musculatura e volta a pressionar economias emergentes como a brasileira.

Resiliência Americana: O Fim da Expectativa de Cortes de Juros Curtos


A economia dos Estados Unidos tem demonstrado uma capacidade de resistência que surpreendeu os analistas. Dois pilares principais sustentam esse dinamismo: a vigorosa retomada do mercado de trabalho e o crescimento persistente das empresas de tecnologia e inovação.

Essa robustez na geração de empregos sustenta o consumo das famílias, mantendo a demanda aquecida e os balanços corporativos em patamares elevados. No entanto, esse sucesso econômico traz um efeito colateral para a política monetária: a inflação não cai na velocidade esperada. Diante disso, o Federal Reserve foi forçado a adotar a estratégia conhecida como "higher for longer", ou seja, manter os juros altos por um período de tempo mais prolongado para conter o risco inflacionário.

 

O Dólar como Ímã de Capital Global

 

A manutenção de taxas de juros elevadas na maior economia do mundo altera o fluxo de investimentos global. Os títulos do Tesouro Americano, considerados os ativos mais seguros do mundo, passam a oferecer rentabilidades altamente atrativas.

Esse cenário age como um "ímã gigantesco" para o capital financeiro, fazendo com que investidores redirecionem recursos de mercados mais arriscados para a segurança americana. Como resultado, o dólar, que vinha de um ciclo de desvalorização, recuperou sua força frente a diversas moedas globais.

 

Os Impactos Diretos para o Brasil e a Taxa Selic

 

Para países emergentes como o Brasil, o fortalecimento da moeda americana e a atratividade dos juros nos EUA criam um desafio direto para a política monetária local. O encarecimento do dólar impacta a inflação interna e gera pressão sobre o câmbio.

Neste contexto, o Banco Central do Brasil vê seu espaço de manobra reduzido. A necessidade de evitar uma fuga massiva de capitais e uma desvalorização ainda maior do real limita a capacidade da autoridade monetária brasileira de reduzir a taxa Selic de forma mais acentuada. Enquanto os juros americanos permanecerem elevados, o Brasil precisará calibrar sua política com cautela para manter o equilíbrio macroeconômico.

 

Texto Gerado com auxílio de Inteligência Artificial

 

 

© Marcello Casal/Agência Brasil

O encarecimento do dólar impacta a inflação interna impacta países emergentes como o Brasil
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Pesquisa Quaest: por que Lula sobe e Flávio Bolsonaro perde terreno

A pesquisa Genial/Quaest nacional desse mês de junho registra dois movimentos simultâneos: Lula (PT) cresce e Flávio Bolsonaro (PL) recua. A leitura apressada pode tratar os dois como faces do mesmo fenômeno, como se Lula melhorasse porque Flávio piorou. Não é a realidade.

Flávio perde porque o caso Banco Master deteriorou sua posição fora do bolsonarismo e os números são específicos sobre isso. Lula avança porque suas políticas públicas estão produzindo efeitos percebidos pelo eleitorado e a pesquisa deixa isso claro.

São dinâmicas independentes, com origens distintas, e entender a diferença entre elas é essencial para não afundar em pessimismo ou decolar em empolgação.

Recuo

No confronto direto, Flávio aparece com 38% e Lula com 44%. A diferença de 6 pontos ganha peso quando comparada a maio: há um mês, o senador tinha 41% e o presidente, 42%. O empate técnico de 30 dias atrás transformou-se numa vantagem de 6 pontos para o líder petista.

O recuo não veio de dentro do bolsonarismo. Flávio ainda concentra 94% das intenções de voto do grupo e mantém 70% de voto consolidado, índice praticamente igual ao que Lula tem com o seu eleitorado à esquerda. O problema é que o bolsonarismo não vence uma eleição presidencial sozinho. Os eleitores da chamada "direita bolsonarista" representam cerca de 13% apenas. Para Flávio vencer é preciso ter a "direita não bolsonarista" e os independentes.

A soma da direita bolsonarista com a direita não bolsonarista representa 33% do eleitorado. Flávio aparece com 29% no primeiro turno. Ele não consegue fechar nem o campo que deveria ser todo seu. Uma parcela da direita que não se identifica como bolsonarista não migrou para o senador. Os 4 pontos que faltam para completar os 33% estão dispersos ou indecisos.

Independentes

A série entre os independentes, aqueles que declaram não ser nem direita e nem esquerda, torna o movimento negativo para Flávio ainda mais preciso. Em janeiro, o filho de Bolsonaro liderava esse grupo: 29% contra 26% de Lula. Em fevereiro já havia perdido a dianteira: 23% contra 27%. Em junho, a distância se aprofundou para 24% contra 37% de Lula.

O candidato da oposição saiu da liderança entre os independentes e ficou 13 pontos atrás. A coincidência com o período de maior visibilidade do caso Banco Master não é casual.

Sustentação

Já o crescimento na aprovação do presidente tem explicação própria, separada da queda do adversário.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação do governo chega a 60%. Entre os não beneficiários, cai para 43%. A distância de 17 pontos mostra que o programa segue funcionando como base de sustentação política.

A isenção do Imposto de Renda alcançou 32% dos entrevistados. Desse grupo, 57% já percebem ganho financeiro concreto: 23% afirmam que a renda aumentou significativamente e 34%, um pouco. São efeitos que chegam ao bolso e depois vão à urna.

O Desenrola 2.0 registra aprovação combinada de 70%, onde 50% consideram boa ideia e 20% avaliam que ajuda um pouco. Apenas 25% o classificam como má ideia. O número tem peso porque inclui parcelas do eleitorado não alinhadas ao governo.

Foi especificamente nesses pontos que Lula cresceu.

Estrutura

Em resumo, Flávio Bolsonaro encolheu fora do bolsonarismo e não porque Lula melhorou.

Já Lula melhorou porque suas políticas estão produzindo efeitos percebidos e não porque Flávio caiu.

Entender isso é importante para evitar depressão ou empolgação. O jogo ainda está aberto, principalmente se for para o segundo turno.

© Ricardo Stuckert/PR: Andressa Anholete/Agência Senado

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
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Com atraso, só 54% das câmeras de videomonitoramento estão em funcionamento em Pernambuco

Em meio ao atraso no cumprimento do cronograma, somente 54% das 2 mil câmeras de videomonitoramento previstas foram instaladas até agora nas ruas e avenidas de Pernambuco. O sistema, com contrato milionário, deveria estar em pleno funcionamento até o final de 2025. 

O JC vem acompanhando desde o início o processo de contratação e instalação das câmeras, que fundamentais para ampliar a sensação de segurança e registrar os crimes nas ruas. No começo de abril, 741 equipamentos estavam instalados. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), agora são 1.089 em funcionamento - a maioria na Região Metropolitana do Recife. 

O contrato assinado com a Teltex Tecnologia S/A, com validade de 60 meses, prevê pagamento de R$ R$ 122,9 milhões. Além da instalação, a empresa tem a responsabilidade pela manutenção das câmeras, que contam com tecnologia de Inteligência Artificial (IA).

Mesmo em recuperação judicial, a empresa apresentou proposta e venceu a licitação no começo do ano passado. 

Na época, a Secretaria Estadual de Administração afirmou que a Teltex apresentou toda a documentação exigida no edital e que, conforme decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a recuperação judicial não caracteriza impedimento para contratação de empresa pelo poder público.

"As novas câmeras chegam para substituir equipamentos instalados em 2012, que operavam sem contrato desde agosto de 2020 e apresentavam baixa resolução, dificultando, na maioria dos casos, a identificação de fisionomias e placas de veículos", disse a SDS, em nota.

SDS INSTAUROU PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

Diante do atraso no cronograma de instalação das câmeras, a SDS instaurou processos administrativos de apuração de penalidade (PAAP) contra a Teltex. O primeiro teve parecer jurídico favorável à aplicação de advertência à empresa.

Já o segundo processo permanece em tramitação, de acordo com a pasta estadual. 

As punições poderão ser de advertência, multa, suspensão temporária e até declaração de inidoneidade - quando a empresa fica proibida de disputar de novas licitações em órgãos públicos (municípios, estados e União) por até seis anos. 

Nos últimos meses, a coluna Segurança vem tentando contato com o departamento de marketing da Teltex, por e-mail, mas nenhum posicionamento sobre o atraso é dado.  

HISTÓRICO

Em 1º de dezembro de 2023, as 358 câmeras de videomonitoramento do governo estadual foram desativadas das ruas.

A decisão foi tomada após o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) cobrar a realização de uma nova licitação, sob o argumento de que, desde agosto de 2020, no governo Paulo Câmara, contratos vinham sendo "renovados" por meio de Termo de Ajuste de Contas (TAC), ou seja, sem licitação.

A Teltex foi escolhida em pregão eletrônico em dezembro de 2024. Mas uma concorrente, a Painel Multiserviços Ltda., apresentou ao TCE-PE um pedido de medida cautelar para suspensão do pregão, argumentando que havia irregularidades com a empresa.

No começo de 2025, o conselheiro Carlos Neves, relator das contas da SDS, acompanhou um parecer do setor de auditoria, que apontou como improcedentes os argumentos da denúncia, liberando a assinatura do contrato. Mesmo assim, decidiu instaurar uma auditoria especial para acompanhar a execução do contrato.

© SDS/DIVULGAÇÃO

Segundo a SDS, 604 câmeras estão ativas no Grande Recife e 137 no interior
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Com atraso, só 54% das câmeras de videomonitoramento estão em funcionamento em Pernambuco

Em meio ao atraso no cumprimento do cronograma, somente 54% das 2 mil câmeras de videomonitoramento previstas foram instaladas até agora nas ruas e avenidas de Pernambuco. O sistema, com contrato milionário, deveria estar em pleno funcionamento até o final de 2025. 

O JC vem acompanhando desde o início o processo de contratação e instalação das câmeras, que fundamentais para ampliar a sensação de segurança e registrar os crimes nas ruas. No começo de abril, 741 equipamentos estavam instalados. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), agora são 1.089 em funcionamento - a maioria na Região Metropolitana do Recife. 

O contrato assinado com a Teltex Tecnologia S/A, com validade de 60 meses, prevê pagamento de R$ R$ 122,9 milhões. Além da instalação, a empresa tem a responsabilidade pela manutenção das câmeras, que contam com tecnologia de Inteligência Artificial (IA).

Mesmo em recuperação judicial, a empresa apresentou proposta e venceu a licitação no começo do ano passado. 

Na época, a Secretaria Estadual de Administração afirmou que a Teltex apresentou toda a documentação exigida no edital e que, conforme decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a recuperação judicial não caracteriza impedimento para contratação de empresa pelo poder público.

"As novas câmeras chegam para substituir equipamentos instalados em 2012, que operavam sem contrato desde agosto de 2020 e apresentavam baixa resolução, dificultando, na maioria dos casos, a identificação de fisionomias e placas de veículos", disse a SDS, em nota.

SDS INSTAUROU PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

Diante do atraso no cronograma de instalação das câmeras, a SDS instaurou processos administrativos de apuração de penalidade (PAAP) contra a Teltex. O primeiro teve parecer jurídico favorável à aplicação de advertência à empresa.

Já o segundo processo permanece em tramitação, de acordo com a pasta estadual. 

As punições poderão ser de advertência, multa, suspensão temporária e até declaração de inidoneidade - quando a empresa fica proibida de disputar de novas licitações em órgãos públicos (municípios, estados e União) por até seis anos. 

Nos últimos meses, a coluna Segurança vem tentando contato com o departamento de marketing da Teltex, por e-mail, mas nenhum posicionamento sobre o atraso é dado.  

HISTÓRICO

Em 1º de dezembro de 2023, as 358 câmeras de videomonitoramento do governo estadual foram desativadas das ruas.

A decisão foi tomada após o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) cobrar a realização de uma nova licitação, sob o argumento de que, desde agosto de 2020, no governo Paulo Câmara, contratos vinham sendo "renovados" por meio de Termo de Ajuste de Contas (TAC), ou seja, sem licitação.

A Teltex foi escolhida em pregão eletrônico em dezembro de 2024. Mas uma concorrente, a Painel Multiserviços Ltda., apresentou ao TCE-PE um pedido de medida cautelar para suspensão do pregão, argumentando que havia irregularidades com a empresa.

No começo de 2025, o conselheiro Carlos Neves, relator das contas da SDS, acompanhou um parecer do setor de auditoria, que apontou como improcedentes os argumentos da denúncia, liberando a assinatura do contrato. Mesmo assim, decidiu instaurar uma auditoria especial para acompanhar a execução do contrato.

© SDS/DIVULGAÇÃO

Segundo a SDS, 604 câmeras estão ativas no Grande Recife e 137 no interior
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Maioria vê erro de Flávio Bolsonaro no Caso Master e suspeita de envolvimento ilegal, aponta pesquisa Quaest

O Caso Master passou a produzir desgaste político direto sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).

O levantamento mostra que 65% dos entrevistados consideram que o parlamentar errou ao pedir apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, enquanto 58% afirmam acreditar que ele pode estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal relacionado ao escândalo que atingiu o Banco Master.

Esta foi a primeira rodada da Quaest realizada após as revelações envolvendo o senador e o dono do Banco Master. Diferentemente dos levantamentos anteriores, o instituto dedicou um capítulo específico para medir o grau de conhecimento da população sobre o caso e seus possíveis impactos políticos.

Os dados são divulgados no mesmo levantamento em que Flávio aparece em queda nos cenários eleitorais testados pela pesquisa. No primeiro turno da disputa presidencial, o senador caiu de 33% para 29% das intenções de voto. No segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recuou de 41% para 38%.

A pesquisa indica que o escândalo já alcançou parcela relevante da população brasileira. Segundo a Quaest, 42% dos entrevistados afirmam conhecer bem o Caso Master, enquanto 25% dizem já ter ouvido falar do assunto, mas sem informações detalhadas.

Outros 33% afirmaram desconhecer completamente o episódio.

Pedido de financiamento é reprovado

A reprovação à atuação de Flávio Bolsonaro aparece de forma expressiva quando os entrevistados são questionados sobre as negociações entre o senador e Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com a Quaest, 65% consideram que Flávio "errou e deveria ter evitado" pedir financiamento ao banqueiro.

Já 17% avaliam que o senador "acertou e não há nada demais" na conduta, enquanto 18% não souberam ou preferiram não responder.

A percepção negativa também se repete quando o instituto pergunta sobre o conteúdo das conversas entre Flávio e Vorcaro. Para 60% dos entrevistados, as negociações levantaram suspeitas. Outros 19% classificaram os contatos como normais, enquanto 21% não souberam opinar.

Maioria suspeita de envolvimento ilegal

A Quaest também mediu diretamente o grau de desconfiança da população em relação ao senador.

Segundo a pesquisa, 58% acreditam que Flávio Bolsonaro pode estar escondendo algum envolvimento ilegal relacionado ao Caso Master. Outros 27% afirmam que ele não está envolvido, enquanto 15% não souberam responder.

O levantamento mostra ainda que 62% dos entrevistados acreditam que o senador sabia que Daniel Vorcaro estava envolvido em práticas de corrupção. Apenas 26% avaliam que Flávio desconhecia a situação do banqueiro.

Família Bolsonaro passa a ser mais associada ao escândalo

Outro dado que chama atenção é a mudança na percepção sobre quem foi mais prejudicado politicamente pelo Caso Master.

Em março, 11% apontavam a família Bolsonaro como principal afetada pelo escândalo. Em maio, esse percentual havia recuado para 9%. Agora, em junho, chegou a 16%.

Apesar disso, a maioria dos entrevistados continua avaliando que o episódio atingiu diversos atores políticos e institucionais simultaneamente. Para 44%, "todos eles" foram prejudicados pelo caso.

Impacto eleitoral

A Quaest também procurou medir se as revelações envolvendo Flávio Bolsonaro alteraram a disposição do eleitor em apoiá-lo na disputa presidencial.

Metade dos entrevistados (50%) afirmou que as notícias não mudaram sua posição porque já não votaria no senador. Outros 26% disseram que continuam apoiando sua candidatura mesmo após tomarem conhecimento do episódio.

Entre aqueles que admitiram alguma mudança de percepção, 12% afirmaram que o caso diminuiu a vontade de votar em Flávio Bolsonaro. Já 6% disseram que passaram a ter mais disposição para apoiá-lo.

Os números sugerem que o Caso Master já integra o conjunto de fatores que influenciam a imagem pública do senador. Embora a Quaest não estabeleça relação direta entre o episódio e a queda registrada por Flávio nas intenções de voto, o levantamento indica que o escândalo passou a produzir efeitos mensuráveis na percepção do eleitorado sobre o principal nome do bolsonarismo na corrida presidencial de 2026.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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© Geraldo Magela/Agência Senado; Esfera Brasil/Reprodução

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que as revelações do Caso Master envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) já causam impacto eleitoral
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Colunista do JC recebe prêmio nacional por reportagem sobre combate à violência doméstica

O Jornal do Commercio foi destaque em mais um premiação nacional de jornalismo. Raphael Guerra, titular da coluna Segurança, foi um dos vencedores do II Prêmio de Comunicação do TJPI, com reportagem que abordou o uso da inteligência artificial nos tribunais do Nordeste para acelerar a aplicação de medidas protetivas de urgência para vítimas de violência doméstica.

Promovido pelo Tribunal de Justiça do Piauí, a premiação reconhece trabalhos jornalísticos e acadêmicos de todo o País que contribuíram para ampliar o debate sobre a atuação do Poder Judiciário no enfrentamento à violência doméstica e às desigualdades raciais.

A reportagem de Raphael, "Tribunais apostam em ferramentas digitais no combate à violência doméstica", ficou em 3º lugar na categoria Jornalismo Escrito. 

"A reportagem mostrou como os tribunais de Justiça de Pernambuco, Piauí e Paraíba estão usando novas tecnologias para diminuir o tempo de espera entre a denúncia da vítima e a decisão sobre a solicitação da medida protetiva. Com o uso das ferramentas, esses tribunais estão conseguindo alcançar metas e, consequentemente, salvar vidas", explicou Raphael Guerra.

No mês passado, o colunista também foi um dos vencedores do 8º Prêmio MPTO de Jornalismo, promovido pelo Ministério Público do Tocantins, com a reportagem "Da certidão ao cuidado: projeto pioneiro no País usa a identidade civil como ferramenta de proteção na infância"

RECONHECIMENTO AO JORNALISMO

Em solenidade no Piauí, o presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, destacou que a comunicação é um instrumento de fortalecimento essencial à cidadania e à promoção do acesso à informação, especialmente em temas sensíveis e de grande relevância social, como a proteção de mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência.

"O jornalismo tem um papel decisivo nesse processo. Ao informar com responsabilidade, ao dar visibilidade a essas questões", discursou. 

© GABRIEL FERREIRA/JC IMAGEM

Raphael Guerra, titular da coluna Segurança, foi um dos vencedores da premiação nacional
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Quaest: imagem de Lula melhora após Desenrola, fim da taxa das blusinhas e projeto contra escala 6x1

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a apresentar sinais de recuperação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O levantamento mostra que a aprovação da gestão subiu para 47% e empatou tecnicamente com a desaprovação, de 48%.

Na avaliação do instituto, medidas como o programa Desenrola, o fim da chamada "taxa das blusinhas" e a defesa do projeto que prevê o fim da escala 6x1 contribuíram para a melhora na percepção do governo.

Os números mostram que a aprovação passou de 46% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 49% para 48%. Outros 5% não souberam ou preferiram não responder.

Veja os números abaixo:

Aprovação do governo Lula - junho/2026 - Quaest

Desaprovam: 48% (-1)
Aprovam: 47% (+1)
Não sabe/não respondeu: 5% (-)

Avaliação do governo Lula - junho/2026 - Quaest

Negativo: 38% (-1)
Positivo: 34% (-)
Regular: 26% (+1)
Não sabe/não respondeu: 2% (-)

Independentes puxam recuperação

A principal mudança identificada pela pesquisa ocorreu entre os eleitores que se declaram independentes, sem alinhamento automático ao lulismo ou ao bolsonarismo.

Nesse grupo, a aprovação do governo Lula subiu quatro pontos percentuais, passando de 37% para 41%, enquanto a desaprovação caiu cinco pontos, de 52% para 47%.

O movimento ajuda a explicar a melhora dos indicadores gerais do governo, já que entre os lulistas a aprovação permaneceu praticamente estável, em 96%, enquanto entre os bolsonaristas a desaprovação segue predominante, em 92%.

Melhora é maior entre eleitores de menor renda

Outro segmento que apresentou mudança significativa foi o dos brasileiros com renda familiar de até dois salários mínimos.

Entre esse grupo, a aprovação do governo subiu cinco pontos percentuais, alcançando 59%, enquanto a desaprovação caiu de 40% para 36%.

A Quaest relaciona esse desempenho à percepção positiva de medidas econômicas adotadas pelo governo federal.

Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados afirmaram que o programa Desenrola provocou diferença significativa ou alguma melhora na renda familiar.

Além disso, entre os beneficiados pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, 57% disseram ter percebido aumento na renda disponível — sendo 23% de forma significativa e 34% de maneira mais discreta.

Economia ainda preocupa brasileiros

Apesar da melhora na avaliação do governo, os indicadores ligados à percepção econômica permanecem predominantemente negativos.

Para 44% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses. Outros 33% avaliam que ela permaneceu igual, enquanto apenas 20% disseram que houve melhora.

A percepção sobre o custo de vida também continua desfavorável ao governo. Para 69%, os preços dos alimentos subiram no último mês.

Já 67% afirmaram que o poder de compra dos brasileiros é hoje menor do que há um ano.

Em relação ao mercado de trabalho, 53% consideram que está mais difícil conseguir emprego atualmente do que no mesmo período do ano passado.

Noticiário menos negativo

A Quaest também identificou uma mudança no ambiente informacional sobre o governo.

Segundo o levantamento, caiu de 43% para 40% o percentual dos que afirmam ter visto notícias predominantemente negativas sobre a gestão Lula.

Ao mesmo tempo, aumentou de 32% para 34% o grupo que diz acompanhar notícias mais positivas sobre o governo federal.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

De acordo com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), aprovação do governo Lula teve leve melhora e empata tecnicamente com a desaprovação
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Mulher é morta a facadas em São Lourenço da Mata; companheiro é preso por suspeita de feminicídio

Uma mulher foi morta a facadas, na noite desta terça-feira (9), em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. O suspeito é o companheiro da vítima, um homem de 42 anos que foi preso em flagrante nesta quarta-feira (10) por feminicídio.

A vítima foi identificada como Juliana Francisca da Silva, 39. Segundo informações apuradas pela TV Jornal, a lâmina da faca utilizada no crime não foi localizada. A suspeita da polícia é de que tenha se quebrado durante o ataque e permanecido no corpo da vítima.

O suspeito, que não teve o nome revelado pela polícia, foi localizado em Nova Tiúma e levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado e encaminhado para audiência de custódia.

Crime ocorreu um dia após nova ameaça

Relatos de moradores apontam que o suspeito já havia tentado matar a companheira anteriormente utilizando um fio para estrangulá-la. Na ocasião, populares chegaram a ameaçar agredi-lo, mas a própria vítima teria impedido o linchamento.

No dia seguinte, ela voltou a ser atacada e morreu após ser esfaqueada dentro da residência onde o casal estava.

Vizinho tentou impedir agressão e ficou ferido

Um vizinho do casal, um homem de 23 anos, tentou apartar as agressões e também acabou sendo atingido durante o ataque. Ele sofreu golpes no braço e na barriga e foi encaminhado ao Hospital da Restauração, no Recife, onde recebe atendimento médico.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que a ocorrência é investigada pela Força-Tarefa de Homicídios da Região Metropolitana Norte. A corporação informou que o suspeito também foi autuado por lesão corporal por causa dos ferimentos causados no vizinho. 

 

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© Reprodução/TV Jornal

Mulher foi vítima de feminicídio em São Lourenço da Mata após ser atacada a facadas pelo companheiro
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PF investiga aplicação de R$ 3 milhões do fundo previdenciário de Paulista em investimentos ligados ao Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Take Over para investigar supostas irregularidades na gestão dos recursos do fundo previdenciário dos servidores públicos do município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

As apurações indicam que valores superiores a R$ 3 milhões, destinados à previdência e aposentadoria dos servidores municipais, teriam sido direcionados a investimentos de alto risco por meio de decisões tomadas em desacordo com normas legais e procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários.

 

Segundo a PF, os recursos foram aplicados em letras financeiras do Banco Master, instituição financeira que entrou em processo de liquidação em novembro de 2025. As aplicações são alvo da investigação por supostamente terem sido realizadas sem a observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência exigidos para a gestão de recursos previdenciários.

As apurações também apontam indícios de esvaziamento das funções do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e aprovação das aplicações financeiras do fundo. A suspeita é de que decisões estratégicas tenham sido tomadas de forma isolada, comprometendo os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados à aposentadoria dos servidores municipais.

A Polícia Federal busca esclarecer se a conduta dos responsáveis configura gestão temerária ou fraudulenta, além de apurar possíveis crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional. As diligências também têm o objetivo de verificar a eventual existência de vantagens indevidas recebidas por gestores ligados ao fundo.

PreviPaulista diz que identificou irregularidades antes da operação

Em nota, o Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista) afirmou que já havia identificado e comunicado aos órgãos de controle as irregularidades relacionadas ao investimento realizado em Letras Financeiras do Banco Master antes mesmo da deflagração da Operação Take Over.

Segundo o instituto, uma análise da carteira de investimentos foi iniciada em julho de 2025, após sucessivos rebaixamentos da classificação de risco do Banco Master. O PreviPaulista informou ainda que instaurou uma sindicância administrativa em janeiro de 2026 para apurar as circunstâncias da aplicação.

De acordo com o relatório final da investigação interna, concluído em março deste ano, a decisão de investir R$ 3 milhões em títulos do Banco Master teria partido de uma iniciativa unilateral do então diretor-presidente da autarquia, integrante da gestão anterior.

O instituto afirma que a operação teria sido realizada sem deliberação prévia do Comitê de Investimentos, sem consulta à assessoria especializada e sem a elaboração da documentação exigida pelas normas do setor.

O PreviPaulista destacou ainda que encaminhou as conclusões da sindicância ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e adotou medidas judiciais para buscar a responsabilização dos envolvidos.

A autarquia também ressaltou que o aporte investigado representa uma pequena parcela de sua carteira de investimentos, atualmente superior a R$ 140 milhões, e afirmou que a solvência do regime previdenciário e o pagamento dos benefícios aos servidores permanecem assegurados.

Confira a nota na íntegra: 

O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DO PAULISTA – PREVIPAULISTA, autarquia responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos municipais, vem a público prestar informações sobre a operação da Polícia Federal deflagrada na data de hoje, que tem por objeto a aplicação realizada em Letras Financeiras do Banco Master S.A. no ano de 2024.

Desde o início da diligência, o PREVIPAULISTA disponibilizou integralmente todos os documentos e informações solicitados pelos agentes federais, em total colaboração com o trabalho investigativo. O Instituto registra que os fatos objeto da apuração referem-se a ato praticado em fevereiro de 2024, no curso da gestão anterior do Instituto, e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.

É fundamental esclarecer que, muito antes da deflagração da operação policial, o próprio PREVIPAULISTA já havia identificado, apurado e encaminhado aos órgãos de controle as irregularidades relacionadas ao investimento. As providências adotadas, em ordem cronológica, demonstram a diligência do Instituto:

a) Em julho de 2025, foi realizado um diagnóstico imediato da carteira de investimentos e atenção específica às Letras Financeiras do Banco Master;

b) a partir disso, ainda em 2025, o Instituto passou a monitorar, em regime intensivo, os sucessivos rebaixamentos da classificação de risco do Banco Master pela agência Fitch Ratings;

c) em 21 de novembro de 2025, apenas três dias após a decretação da liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil, foi iniciado o processo de contingenciamento debatido pelo atual Comitê de Investimentos, que não aprovou o investimento no Master em 2024;

d) em 08 de janeiro de 2026, foi instaurada, por meio da Portaria nº 02/2026, Sindicância Administrativa Investigativa, conduzida por comissão composta exclusivamente por servidores do quadro efetivo, com colheita de depoimentos de todos os envolvidos no processo decisório;

e) em março de 2026, foi concluído o Relatório Final da Sindicância, que apurou que a decisão de aplicar nas Letras Financeiras do Banco Master partiu de iniciativa unilateral do então Diretor-Presidente do Instituto, integrante da gestão anterior, sem deliberação colegiada prévia do Comitê de Investimentos, sem consulta à consultoria de investimentos e sem a elaboração do Atestado de Compatibilidade exigido pelas normas aplicáveis — conclusão que converge com a linha de apuração ora noticiada;
f) em 06 de maio de 2026, os Conselhos Deliberativo e Fiscal do PREVIPAULISTA, reunidos em sessão extraordinária conjunta, aprovaram por unanimidade o envio das conclusões da Sindicância ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), bem como o ajuizamento das medidas judiciais de responsabilização adiante descritas.

Vale dizer que as conclusões a que a investigação ora deflagrada se propõe a chegar já haviam sido, em grande medida, alcançadas e formalizadas pelo próprio Instituto, por iniciativa própria, com encaminhamento espontâneo aos órgãos de controle competentes.

Além disso, conforme dados oficiais do Ministério da Previdência Social (Ofício SEI nº 4334/2025/MPS), dezenas de entes públicos de todo o país — incluindo Estados e Municípios de grande porte — aplicaram, entre 2023 e 2024, valores que somam aproximadamente R$ 1,86 bilhão em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Sendo assim, o aporte realizado pelo PREVIPAULISTA, no valor de R$ 3 milhões, figura entre os menores valores de toda a relação nacional

Reiteramos que a exposição do PREVIPAULISTA ao Banco Master S.A. representa parcela ínfima da carteira total de investimentos do Instituto, que administra patrimônio superior a R$ 140 milhões.

A solvência do PREVIPAULISTA permanece plenamente assegurada, e o pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores não foi e não será afetado por este evento.

O Instituto segue cumprindo e superando sua Meta Atuarial, mantendo-se entre os melhores Regimes Próprios de Previdência Social do Estado de Pernambuco em termos de rentabilidade e governança.

O PREVIPAULISTA reafirma seu compromisso inegociável com a proteção do futuro dos servidores públicos de Paulista e manterá a sociedade informada sobre o andamento das medidas adotadas.

Atenciosamente,

GIOVANNA MARIA OLIVEIRA DA CONCEIÇÃO CORDEIRO
Diretora-Presidente PREVIPAULISTA

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© POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO

Viatura da Polícia Federal
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Mamógrafo móvel e serviços de saúde gratuitos chegam à Imbiribeira nesta quinta-feira

Mamografia, vacinação, testes rápidos de ISTs e avaliação nutricional estão entre os serviços gratuitos de saúde que serão ofertados no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, nesta próxima quinta-feira (11).

Os atendimentos acontecem na Clínica-Escola do Centro Universitário Tiradentes (UNIT) e são direcionados a pessoas que residem na capital pernambucana.

Exames e atendimentos sem agendamento

A ação ocorrerá nos períodos da manhã e da tarde, com atendimento por ordem de chegada. Os atendimentos serão realizados por estudantes dos cursos da área de saúde da instituição, com supervisão dos professores. A população terá acesso a:

  • Mamografia;
  • Vacinação;
  • Aferição de pressão arterial;
  • Teste de glicose;
  • Testes rápidos para HIV e sífilis;
  • Avaliação nutricional;
  • Atividades educativas voltadas à promoção da saúde.

Instituição de ensino recebe mamógrafo móvel

As mamografias serão feitas no Mamógrafo Móvel da Prefeitura do Recife. A campanha percorrerá 23 pontos estratégicos da cidade e, segundo a organização, a Unit será a única instituição de ensino contemplada pela iniciativa.

Ao todo, serão disponibilizadas 80 vagas para mamografia, distribuídas entre os turnos da manhã e da tarde. Para realizar o exame, é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e cartão do SUS. O serviço é direcionado a mulheres cis e homens trans de 50 a 74 anos residentes no Recife.

Ação gratuita de saúde na UNIT

  • Quando: Quinta-feira (11)
  • Horários: Das 8h às 12h e das 13h às 16h
  • Onde: Clínica-Escola da UNIT
  • Endereço: Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, nº 3.905, Imbiribeira, Recife
  • Atendimento: Por ordem de chegada, sem agendamento

Assista ao videocast Uma por Uma #06: Mães atípicas e os desafios que não podem ser só delas

© Divulgação/Antonio Diaz

Imagem ilustrativa de mulher sendo atendida
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Quaest: Lula tem vantagem de 10 pontos sobre Flávio Bolsonaro em cenário de primeiro turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta Lula (PT) com 39% e Flávio Bolsonaro (PL) com 29% das intenções de voto para presidente da República no primeiro turno das eleições de 2026.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em maio, Lula manteve o mesmo percentual de intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro recuou quatro pontos percentuais, passando de 33% para 29%. Com isso, a vantagem do petista sobre o senador ampliou de seis para dez pontos percentuais no principal cenário testado pelo instituto.

Entre os demais candidatos medidos pela Quaest, Renan Santos (Missão) aparece com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD), Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) registram entre 2% e 3%.

Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.

Os indecisos somam 10% do eleitorado, cinco pontos acima do registrado em maio. Já os eleitores que declaram voto branco, nulo ou afirmam que não pretendem votar representam 9%.

Confira os números abaixo:

Presidente - primeiro turno - Quaest

  • Lula (PT): 39% (-)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 29% (-4)
  • Renan Santos (Missão): 3% (-1)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3% (-1)
  • Aécio Neves (PSDB): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 2% (-2)
  • Augusto Cury (Avante): 1% (-1)
  • Joaquim Barbosa (DC): 1%
  • Samara Martins (UP): 1% (-)
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Heró Bezerra (PRTB): 0%
  • Indecisos: 10% (+5)
  • Branco/nulo/não vai votar: 9% (-1)

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 8 de junho, em municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

Nordeste segue como principal reduto de Lula

No recorte regional, Lula mantém ampla liderança no Nordeste, com 54% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o petista registra 37%, enquanto o senador aparece com 28%.

Já no Sul, Flávio lidera com 38%, diante de 27% de Lula. No Centro-Oeste e Norte, há empate técnico: Lula tem 32%, enquanto Flávio marca 30%.

Confira os números abaixo, por região:

Nordeste: 

  • Lula (PT): 54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 25%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1%
  • Aécio Neves (PSDB): 1%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 0%
  • Joaquim Barbosa (DC): 0%
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): -
  • Heró Bezerra (PRTB): -
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Sudeste: 

  • Lula (PT): 54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 25%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1%
  • Aécio Neves (PSDB): 1%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 0%
  • Joaquim Barbosa (DC): 0%
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): -
  • Heró Bezerra (PRTB): -
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Sul:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 38%
  • Lula (PT): 27%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Aécio Neves (PSDB): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Joaquim Barbosa (DC): 0%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Heró Bezerra (PRTB): 0%
  • Indecisos: 12%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

Centro-oeste/Norte:

  • Lula (PT): 32%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 30%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 7%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Samara Martins (UP): 3%
  • Aécio Neves (PSDB): 2%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Joaquim Barbosa (DC): 1%
  • Augusto Cury (Avante): 1%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): -
  • Edmilson Costa (PCB): -
  • Heró Bezerra (PRTB): -
  • Indecisos: 10%
  • Branco/nulo/não vai votar: 9%

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© Ricardo Stuckert/PR; Carlos Moura/Agência Senado

De acordo com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, Lula (PT) aparece com 39% contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no primeiro turno
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