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Prefeitura do Recife limpa bolsões de escoamento no Ibura contra cheias

O prefeito do Recife, Victor Marques, vistoriou nesta segunda-feira (8) os trabalhos de manutenção nos bolsões de escoamento da Avenida Dom Hélder Câmara, localizados no bairro do Ibura. A intervenção integra a Ação Inverno 2026, programa municipal que destina R$ 381 milhões para obras de drenagem, contenção de encostas, urbanização e monitoramento de áreas de risco.

As estruturas da Avenida Dom Hélder Câmara compõem a rede de macrodrenagem da capital pernambucana e atuam diretamente na retenção temporária e no escoamento das águas que impactam a Bacia do Tejipió, área historicamente vulnerável a alagamentos nos períodos de alta precipitação.

Funcionamento do sistema e descarte de resíduos

A operação consiste na remoção mecânica de sedimentos e materiais acumulados para recuperar a capacidade volumétrica das bacias de retenção antes do período de chuvas intensas. Durante o acompanhamento das atividades, o chefe do Executivo municipal destacou o impacto do descarte inadequado de resíduos domésticos no funcionamento do sistema.

"É fundamental não jogar lixo em lugares irregulares, porque o pequeno lixo na microdrenagem, como bueiros e canaletas, vai chegar na macrodrenagem, trazendo impactos significativos para a cidade. Se cada um fizer a sua parte, esse trabalho será reduzido e esse recurso pode ser investido em outras áreas", pontuou Victor Marques.

O prefeito acrescentou que os moradores têm à disposição ferramentas oficiais para o descarte correto de materiais de descarte.

"Disponibilizamos coleta pelo Conecta Recife e também diversos pontos de descarte. É um dever de cada cidadão cuidar dos seus resíduos, e da prefeitura, colaborar para um Recife mais limpo", concluiu.

© Marlon Diego/PCR

Limpeza de bolsões no Ibura
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Após cobrança de João Campos, presidente do PT rebate ministro de Lula e garante palanque único em Pernambuco

O presidente do PT, Edinho Silva, desautoriza o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, após declarações dadas por ele ao O Globo em que defendia a construção de dois palanques para o presidente Lula em Pernambuco – um com João Campos (PSB) e outro com a governadora Raquel Lyra (PSD).

A crise foi deflagrada depois que a cúpula do PSB reagiu com irritação à fala do ministro e o próprio Campos procurou Edinho para se queixar e cobrar explicações.

Coordenador da campanha de Lula, Edinho foi categórico ao desfazer o efeito das palavras de Dias.
"Essa posição está clara desde o início: em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário", declarou.

Na entrevista, Dias havia defendido uma articulação voltada ao centro político como parte da campanha à reeleição do petista, argumentando que palanques estaduais mais amplos seriam estratégicos para garantir governabilidade em um eventual novo mandato.

Ao citar Pernambuco, mencionou tanto Campos quanto Lyra. "Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela", disse o ministro.

A declaração caiu como uma bomba no PSB. Dirigentes da sigla são frontalmente contrários à possibilidade de Lula dividir seu apoio no estado e tratam a eleição ao governo de Pernambuco como a principal prioridade do partido.

Interlocutores do presidente alertaram nos bastidores que qualquer sinalização de apoio dividido pode levar o PSB a reavaliar seus compromissos com o PT em outros estados.

Disputa antiga 

O atrito entre as duas legendas em torno de um eventual duplo palanque no estado não é novidade. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também chegou a defender a tese, com o argumento de que a disputa de 2026 será acirrada e Lula não poderia abrir mão de nenhum apoio, posição que contrariava diretamente Campos.

O nervosismo dos aliados do PSB tem base no novo cenário eleitoral revelado pelas pesquisas. Levantamento do Datafolha divulgado no fim de maio mostrou uma virada: Raquel Lyra apareceu com 48% das intenções de voto contra 43% de Campos, além de estar à frente em eventual segundo turno – inversão significativa em relação a abril, quando o pré-candidato do PSB tinha 12 pontos de vantagem.

O episódio evidencia as tensões de bastidores que cercam a construção da candidatura de Lula à reeleição – e os riscos de declarações desalinhadas num tabuleiro eleitoral cada vez mais sensível.

 

© Ricardo Stuckert

Edinho Silva (PT) e o presidente Lula (PT)
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Juiz manda investigar PMs após constatar lesões e relatos de choques elétricos em suspeitos

A Justiça determinou a investigação de violência policial sofrida por homens autuados em flagrante por tráfico de drogas no município de Passira, Agreste de Pernambuco. Na audiência de custódia, realizada no domingo (7), seis dos sete suspeitos mostraram marcas de agressões físicas e até de choques elétricos. Eles foram soltos. 

No boletim de ocorrência, obtido com exclusividade pelo Jornal do Commercio, a Polícia Militar afirmou que o flagrante dos sete suspeitos, entre 18 e 25 anos, ocorreu após denúncia de que um homem - identificado como Natanael da Silva Guimarães -, com dois mandados de prisão em aberto na Paraíba, estaria escondido em uma casa usada como ponto de tráfico de drogas, no Alto Santa Inês. A PM declarou que o suspeito teria ligações com facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho.

A corporação disse que os suspeitos tentaram se desfazer de materiais ilícitos, arremessando sacolas, e que foram encontrados maconha e crack e materiais para fabricação dos entorpecentes. Armas de fogo, como uma espingarda artesanal, também foram apreendidas. 

No boletim de ocorrência, a PM ainda afirmou que foi necessário o uso de algemas, diante do "risco concreto de fuga, a possibilidade de residência à prisão e a necessidade de preservação da integridade física dos detidos e da equipe policial". 

As prisões foram efetuadas por membros do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi). 

Na Delegacia de Limoeiro, os suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.

Na mesma ação, dois adolescentes foram autuados por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico de entorpecentes e associação criminosa. Os dois foram encaminhados ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.

JUIZ PERCEBEU LESÕES NOS SUSPEITOS

Já na audiência de custódia, no dia seguinte, seis adultos relataram as agressões. Marcas das lesões chamaram a atenção do juiz Alfredo Bandeira de Medeiros Júnior. 

Na decisão com pedido de apuração da conduta dos policiais, o magistrado pontuou que os relatos apresentaram convergência. 

"A presente conclusão [de violência policial] não decorre exclusivamente das declarações prestadas pelos custodiados. Este Juízo constatou pessoalmente, durante a audiência de custódia, a existência de lesões corporais aparentes em alguns dos conduzidos", disse o juiz.

"A situação torna-se ainda mais grave diante da informação de que os próprios agentes responsáveis pelas prisões permaneceram presentes durante a realização dos exames médicos, circunstância potencialmente apta a comprometer a espontaneidade dos relatos e a efetividade da atividade pericial destinada justamente à verificação de eventuais abusos", afirmou, em outro trecho. 

SOLTURA E PEDIDO DE APURAÇÃO

O magistrado decidiu conceder a liberdade para os suspeitos. "Quando surgem elementos concretos indicativos da possível utilização de violência estatal não documentada pelos mecanismos oficiais de controle, resta comprometida a confiabilidade da própria custódia", citou. 

O juiz solicitou o envio de cópia da decisão ao Ministério Público, Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e Polícia Militar para apuração de abuso de autoridade e outros possíveis delitos. Determinou ainda a realização de novos exames de corpo de delito nos suspeitos. 

O sétimo suspeito, identificado como Natanael da Silva Guimarães, afirmou não ter sofrido violência policial, mas apenas presenciado. Suspeito de ser o responsável pelo ponto de tráfico, ele teve a prisão preventiva decretada. 

O QUE DIZ A SDS?

Em nota, a assessoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que a Corregedoria Geral e a Polícia Militar de Pernambuco, até o momento, não foram notificadas sobre o caso.

"Assim que houver o recebimento da documentação, será aberto processo administrativo para apurar o caso", disse. 

© SDS/DIVULGAÇÃO

Corregedoria da SDS deve instaurar procedimento administrativo disciplinar emd esfavor dos militares
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Prazo para curso gratuito de eletricista termina nesta segunda (8)

Termina nesta segunda-feira (8) o prazo de inscrição para o processo seletivo da Escola de Eletricistas da Neoenergia Pernambuco. Estão disponíveis 54 vagas gratuitas para capacitação profissional, divididas igualmente entre os municípios de Garanhuns e Serra Talhada.

A formação é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As inscrições ocorrem no site oficial da distribuidora.

Requisitos e estrutura da formação

O curso tem carga horária total de 540 horas, distribuídas ao longo de seis meses. As atividades teóricas ocorrem em formato virtual (164 horas), enquanto as aulas práticas em campo são presenciais. Os estudantes selecionados receberão auxílio-transporte durante o período de aulas.

Para concorrer a uma das vagas, os candidatos devem cumprir os seguintes critérios:

  • Ter idade mínima de 18 anos;
  • Apresentar diploma de conclusão do Ensino Médio;
  • Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva nas categorias B, C ou D.

Histórico de contratações

Os alunos formados passam a compor o banco de talentos da concessionária de energia. De acordo com os dados do programa em Pernambuco, a iniciativa já capacitou 1.990 pessoas.

Desse total, 1.660 profissionais foram absorvidos pelo quadro de funcionários da própria Neoenergia, o que representa uma taxa de contratação de 83,4% dos estudantes egressos. O contingente de contratados inclui 253 mulheres.

Cronograma e inscrições

As inscrições devem ser realizadas de forma digital até o fim do dia.

Prazo final: Segunda-feira, 8 de junho de 2026

Distribuição das vagas: 27 para Garanhuns e 27 para Serra Talhada

Link de acesso: As inscrições ocorrem na página oficial da distribuidora ()

© Divulgação

Curso de eletricista da Neoenergia
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João Gomes anuncia edição do São João Gomes no Recife com ingressos gratuitos; veja como ter acesso

O cantor João Gomes anunciou uma nova edição do projeto São João Gomes no Recife. O evento será realizado no dia 17 de junho na Avenida Alfredo Lisboa, área central da cidade.

O acesso será por duas modalidades: entrada gratuita através da doação de 2 kg de alimentos não perecíveis ou pela compra do copo oficial do evento, no valor de R$ 30. A retirada dos ingressos começa nesta quarta-feira (10), às 12h, na plataforma Ingresse.

Segundo a organização, o evento terá uma programação cultural além do show. “O São João Gomes não é sobre palco e show. Apesar de a programação estar incrível, nosso evento será uma verdadeira avenida de acontecimentos culturais”, destacou, em publicação no Instagram.

Em fevereiro deste ano, o cantor realizou a “Drilha de São João Gomes”, com um percurso que teve início na Rua da Aurora e seguiu até a Avenida Norte, na altura da Ponte do Limoeiro. O cortejo contou com a participação de Mestrinho e Zé Vaqueiro, com trio elétrico dedicado ao forró e repertório junino.

De acordo com o artista, a proposta era transformar o evento em um anúncio permanente da chegada do São João.

Serviço

São João Gomes - Recife
Data: 17 de junho
Local: Avenida Alfredo Lisboa, Bairro do Recife
Ingressos: gratuito (troca por 2 kg de alimentos) ou compra do copo oficial (R$ 30)
Disponíveis a partir de quarta-feira, 10 de junho, às 12h, na plataforma Ingresse

© DIVULGAÇÃO

São João Gomes será realizado no dia 17 de junho, no Recife
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Top of Mind: o que faz uma marca permanecer na memória do consumidor

Um jingle que 'gruda' na cabeça. Uma boa frase de efeito. Um nome marcante. Esses são alguns dos elementos que ajudam na construção de uma marca Top of Mind - que, em tradução literal, ficam no "topo da mente" do seu público. Mas quais são os caminhos e estratégias necessários para se manter no imaginário das pessoas, com relevância, ao longo dos anos?

No mercado publicitário, o que não faltam são marcas que mantêm uma presença forte e consistente, agregando valor ao próprio produto. Essa construção vem a partir de elementos-chave, como qualidade, visibilidade, diferenciais competitivos e flexibilidade.

Na era digital, essa construção se tornou ainda mais dinâmica. Redes sociais, experiências personalizadas e posicionamentos institucionais passaram a influenciar diretamente a percepção do consumidor, que hoje valoriza não apenas qualidade, mas também propósito, autenticidade e proximidade.

Pesquisas da Harvard Business Review (HBR) destacam que clientes que se conectam emocionalmente com as marcas são mais valiosos que aqueles 'apenas' satisfeitos, gastando até 60% a mais e apresentando maior lealdade.

Para Lívia Valença, publicitária, doutora em Comunicação e professora do curso de Publicidade e Propaganda da UFPE, uma marca atravessar gerações é se conectar com pessoas. "Uma marca querida não permanece viva por décadas só porque fez uma propaganda boa. Ela continua ali porque, em algum momento, realmente fez sentido na vida das pessoas. O produto funcionou, o serviço resolveu um problema, a experiência foi boa, existiu confiança", explica.

Conexão e relevância com o público

É importante destacar que a posição de 'marca mais lembrada' não é construída apenas pela quantidade de vendas ou diversidade de serviços oferecidos. No dia a dia, essas empresas conseguem fazer parte da rotina dos seus consumidores, solucionando problemas ou proporcionando experiências.

Esse reconhecimento ajuda a construir o chamado brand equity - conceito utilizado para definir o valor percebido de uma marca pelo consumidor, associado a fatores como confiança, credibilidade, identificação e experiência.

O comprometimento do JC Recall de Marcas acompanha a evolução, ano após ano, dessas estratégias de marca, reconhecendo empresas que conseguiram atravessar diferentes gerações mantendo relevância, credibilidade e presença no cotidiano dos pernambucanos.

Manter-se no Top of Mind faz parte de um processo de coerência e escuta, como complementa Lívia Valença. "Não basta fazer uma campanha bonita e emocionante se o atendimento é ruim, se o produto não entrega ou se a experiência real é frustrante. Hoje tudo comunica. Tudo! E as marcas mais lembradas normalmente são as que conseguem manter relevância prática na vida das pessoas", defende.

Pesquisa e comportamento

JAILTON JR./JC IMAGEM
Premiação do JC Recall de Marcas 2025 aconteceu no Ruffo Restaurante, na Ilha do Leite - JAILTON JR./JC IMAGEM

O comportamento do consumidor é uma das peças-chave para se manter relevante e atender às necessidades de cada nicho. Estudos da Nielsen destacam a força dessa lealdade e a preferência por familiaridade, onde 59% a 60% dos consumidores demonstram maior inclinação para inovações vindo de marcas que eles já confiam.

O JC Recall de Marcas 2026 é o evento anual que, com tradição e credibilidade, reconhece as marcas que 'não saem da cabeça' dos pernambucanos e são as mais lembradas em seus respectivos segmentos. Esse é o resultado de anos de estratégia, construção de relevância e relacionamento com o público em geral.

As estratégias que resultam nesse reconhecimento passam por comportamento, cultura, experiência e, principalmente, relação humana. "As pessoas estão cansadas de comunicação artificial, forçada, que parece só querer vender o tempo todo. Mesmo quando a gente fala de um produto muito comum, o diferencial pode estar em coisas simples: praticidade, bom atendimento, conveniência, linguagem próxima, identificação, confiança. As pessoas querem se enxergar ali. Querem entender por que aquilo faz sentido pra vida delas. É tudo sobre pessoas", finaliza a especialista.

© JAILTON JR./JC IMAGEM

JC Recall de Marcas 2026 promove grande noite de reconhecimento.
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Economia e Negócios: A "febre silenciosa" que ameaça a economia brasileira

O Brasil atravessa uma transformação comportamental preocupante que acende um sinal vermelho na economia nacional. Uma "febre silenciosa" de apostas online, as chamadas bets, está drenando a renda das famílias e competindo diretamente com o consumo básico, a poupança e os investimentos produtivos.

 

 

A febre das bets e o desequilíbrio numérico


Atualmente, o cenário brasileiro revela uma discrepância alarmante: o país possui mais do triplo de apostadores em comparação ao número de cidadãos que investem no setor produtivo através de ações na bolsa de valores. Essa preferência pelas apostas em detrimento do investimento real é impulsionada, em grande parte, pela promessa de ganho rápido e pela falta histórica de educação financeira no país.

 

O erro conceitual: Aposta não é investimento


Um dos dados mais reveladores, destacado pela Anbima, aponta que 20% dos apostadores consideram as bets uma modalidade de investimento. Especialistas alertam que este é um erro conceitual grave, pois as apostas são, por definição, jogos de azar onde a matemática é desenhada com uma expectativa de retorno negativa para o usuário.

Diferente das apostas, o investimento consiste na alocação de recursos em ativos produtivos. Ao comprar uma ação, o indivíduo torna-se sócio do crescimento do país e adquire uma fração de uma empresa real. Embora existam riscos, eles são mitigados por análises técnicas, diversificação e um horizonte focado no longo prazo.

 

O custo de oportunidade e o impacto na economia real


O impacto financeiro é tangível: o brasileiro gasta, em média, R$ 195 por mês em apostas. Se esse montante fosse direcionado mensalmente para a compra de ações de empresas pagadoras de dividendos ou para o Tesouro Direto, o país estaria formando uma geração de poupadores com patrimônio acumulado, em vez de uma legião de superendividados.

A construção de riqueza não ocorre por meio de "passes de mágica" ou acertos de placares no último minuto de uma partida. Ela exige:

  1. Disciplina;
  2. Juros compostos;
  3. Paciência.

Enquanto investir significa participar do desenvolvimento econômico, apostar resume-se, na maioria das vezes, em transferir a própria renda para o enriquecimento de terceiros.


Texto gerado com auxílio de Inteligência Artificial 

 

© Divulgação

Bets responsáveis por desvios de rendas no Brasil de R$ 37 bilhões em 2025.
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Doutores da Alegria levam cortejo junino e espetáculo a hospitais públicos do Recife

O clima de São João vai chegar às alas pediátricas de hospitais públicos do Recife com a nova edição do São Joãozinho dos Doutores da Alegria. Entre os dias 10 e 16 de junho, os palhaços da organização promovem cortejos juninos e apresentam o espetáculo "Presepada de São João" em cinco unidades de saúde da capital pernambucana.

Espetáculo leva humor e tradição junina aos hospitais

Além do cortejo com músicas típicas executadas ao vivo, os artistas apresentam a peça inspirada no cordel "A peleja do noivo que tentou enganar a noiva na festa de São João ou vice e versa".

A trama acompanha as confusões envolvendo o casamento de Dr. Gonda e Dra. Baju, ameaçado pela fuga inesperada do noivo às vésperas da cerimônia. As apresentações também contam novamente com a participação do músico Ricardo Lima, que interpreta o personagem "São Foneiro".

Projeto busca preservar a alegria da infância

Segundo o coordenador artístico da unidade Recife dos Doutores da Alegria, Arilson Lopes, a proposta é levar para dentro dos hospitais elementos afetivos das festas juninas nordestinas.

“O São João é uma festa muito afetiva no Nordeste inteiro e em todas as regiões de Pernambuco. Fazer o São Joãozinho nos hospitais é uma forma de mostrar que a vida também acontece dentro dos hospitais”, afirma.

Programação completa

A temporada 2026 do São Joãozinho dos Doutores da Alegria começa no dia 10 de junho, no Imip, segue no dia 11 pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz e pelo Procape, passa pelo Hospital da Restauração em 15 de junho e encerra a programação no Hospital Barão de Lucena, em 16 de junho.

Todas as apresentações são realizadas dentro das unidades de saúde, em horários distribuídos entre 9h30 e 11h.

Saiba como se inscrever na newsletter JC

© Divulgação/Doutores da Alegria

Doutores da Alegria apresentam cortejos juninos e o espetáculo Presepada de São João em hospitais públicos do Recife
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"Classificação dos EUA sobre PCC e CV expõe duas décadas de inépcia do Brasil", avalia ex-secretário nacional de Segurança Pública

O enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a atuação do Estado brasileiro no combate ao crime organizado.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente, afirmou que a medida adotada pelo governo americano evidencia uma falha histórica das autoridades brasileiras no enfrentamento das facções.

Para o especialista, as ações realizadas até hoje foram fragmentadas e incapazes de enfrentar a dimensão do crime organizado no país.

“Isso é um retrato da inépcia acumulada, essas duas grandes facções cresceram de uma forma impressionante nesses últimos 20 anos”, afirmou.

Fronteiras vulneráveis favoreceram avanço das facções

Durante a entrevista, José Vicente também criticou a falta de controle nas fronteiras brasileira. Segundo ele, a vulnerabilidade das áreas de fronteira permitiu não apenas o fortalecimento de grupos nacionais, mas também a aproximação de organizações criminosas estrangeiras.

“Se não entrassem no Rio de Janeiro todas as drogas, armas e munições, seria muito mais fácil para a polícia cuidar dos problemas de segurança. Mas todos esses produtos vêm das fronteiras e as fronteiras estão desguarnecidas”, afirmou.

Classificação pode ampliar cooperação internacional

Apesar das críticas ao cenário brasileiro, o ex-secretário avalia que a decisão dos Estados Unidos pode abrir oportunidades para ampliar a cooperação entre órgãos de inteligência e segurança dos dois países.

Ele explicou que a mudança de status das facções pode mobilizar diferentes agências americanas e fortalecer o intercâmbio de informações sobre lavagem de dinheiro, movimentação financeira e atuação internacional dos grupos criminosos.

“O fato é que as áreas técnicas são menos contaminadas pelo embate político. O diálogo entre as polícias corre muito fácil e é muito colaborativo”, afirmou.

Especialista defende estrutura nacional contra o crime organizado

Ao comentar possíveis medidas para enfrentar o avanço das facções, José Vicente defendeu a criação de uma agência nacional voltada exclusivamente ao combate ao crime organizado.

Segundo ele, o órgão poderia coordenar operações, integrar informações de inteligência e produzir um diagnóstico mais preciso sobre a atuação das grandes facções e de grupos associados espalhados pelo país.

“O governo poderia pensar numa estrutura para fazer operações, coordenar inteligência e começar a tirar um raio-x melhor do que nós temos sobre essas grandes facções”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra

© TV JORNAL/REPRODUÇÃO

Ex-secretário nacional de Segurança Pública defende ações coordenadas para enfrentar o PCC e o CV
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Integrante da campanha de Lula confirma palanque duplo com Raquel e João

Pela primeira vez, um nome de peso da coordenação da campanha de Lula no Nordeste afirmou diretamente que o presidente terá dois candidatos em Pernambuco. A declaração é de Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social e ex-governador do Piauí, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (8). Senador licenciado, Dias foi escalado pelo próprio Lula para articular a estratégia eleitoral na região e deve se afastar do ministério a partir de julho, durante o período das convenções.

Confirmação

A afirmação de Dias não deixa margem para ambiguidade. "Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra", disse ao Globo, listando Pernambuco ao lado de Maranhão e Paraíba como estados onde a estratégia do duplo palanque está em curso. O ministro ainda contextualizou a relação do PT com a governadora: Lyra se colocou como oposição em 2022, adotou neutralidade no segundo turno, mas parte considerável do campo petista permaneceu ao seu lado. O enquadramento é de cooptação progressiva, não de aliança consolidada.
A declaração tem peso político específico porque vem de quem vai coordenar a campanha. Não é mais leitura de bastidores nem sinalização difusa. É posição oficial de quem responde pela estratégia eleitoral de Lula no Nordeste.

Contexto

A confirmação chega em momento particular da disputa pelo Governo de Pernambuco. A pesquisa Datafolha divulgada em 28 de maio mostrou Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43% de João Campos (PSB). É a primeira vez que a governadora aparece numericamente à frente do ex-prefeito do Recife em levantamento do instituto.

O dado é relevante porque antecede justamente o período em que o PSB apostava numa virada de cenário. As principais apostas estratégicas do campo socialista não produziram os resultados esperados. A migração em massa de prefeitos para o palanque de Campos nunca aconteceu. A governadora mantém influência sobre a esmagadora maioria dos gestores municipais do estado. O desgaste da máquina estadual, alvo de ofensiva parlamentar e discursiva do PSB nos últimos meses, também não apareceu nas pesquisas. Pelo contrário: a aprovação da gestão Lyra avançou de 60% para 67% no mesmo levantamento.

Variável

Restava, então, a terceira frente. O apoio exclusivo de Lula era tratado internamente no PSB como a única carta com potencial real de alterar o equilíbrio da disputa. Era a variável capaz de compensar as demais, de dar ao ex-prefeito do Recife o impulso necessário para superar uma governadora sentada na cadeira, com aprovação crescente e cobertura de prefeitos. A viagem de Campos a Brasília, em 28 de maio, foi lida nos bastidores exatamente como uma tentativa de pressionar Lula a definir posição.

O que circulou depois foi que nada havia mudado. E agora, com a declaração de Wellington Dias ao Globo, o cenário está formalmente posto: Lula manterá os dois palanques. A lógica do presidente é clara. Pernambuco é estado relevante para a disputa presidencial, Lyra administra um governo bem avaliado, e o PT não tem interesse em escolher entre dois aliados quando pode tentar abraçar os dois.

Pressão

A sequência dos últimos dias ajuda a entender o timing da declaração. Na semana passada, a Coluna do Estadão revelou que dirigentes do PSB, irritados com o que chamam de fogo amigo do PT, já descartam apoiar um nome petista à Presidência em 2030. A nota citou diretamente o cenário indefinido em Pernambuco como um dos motivos do mal-estar. Segundo o Estadão, após a reunião de Campos com Lula no Planalto, o presidente teria se comprometido a declarar palanque único no estado. O anúncio nunca veio.

A declaração de Wellington Dias ao Globo, publicada dias depois, é a resposta que chegou, mas não era a que o PSB esperava.

Afunilamento

A eleição em Pernambuco ainda está longe de ser decidida. O estado tem histórico de campanhas que mudam de direção com velocidade. João Campos é um político com capital eleitoral real, construído na Prefeitura do Recife, e tende a fazer uma disputa acirrada contra Lyra.

Mas o quadro atual é de estreitamento de opções para o ex-prefeito. Os prefeitos não migraram. O desgaste da gestão estadual não apareceu nas pesquisas. O apoio exclusivo de Lula não vai acontecer. As dificuldades, hoje, são maiores para ele do que para a governadora.

© reprodução

Lula com Raquel e João Campos no camarote do Galo da Madrugada
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Professores de Olinda decretam estado de greve após rejeitarem proposta de reajuste

Professores da rede municipal de Olinda decretaram estado de greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 2,7% apresentada pela prefeitura. A classe cobra aplicação do piso nacional, de 5,4%.

Categoria cobra cumprimento do piso nacional

A proposta da gestão municipal foi apresentada durante reunião da mesa de negociações realizada na última quinta-feira (4). Além do percentual abaixo do reivindicado pelos docentes, o pagamento retroativo previsto pela prefeitura contemplaria apenas o mês de maio.

Em assembleia realizada na sexta-feira (5), a categoria aprovou o estado de greve e um calendário de mobilizações para os próximos meses. A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol) Márcia Vieira afirmou que a decisão representa uma resposta à proposta apresentada pela prefeitura.

Ainda de acordo com o sindicato, Olinda é um dos únicos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) que ainda não concedeu o reajuste anual dos professores.

Queixas incluem carreira e infraestrutura escolar

Além da questão salarial, os docentes apontam problemas relacionados à valorização profissional, ao que classificam como desmonte da carreira, casos de assédio, descumprimento de direitos trabalhistas e falta de infraestrutura nas escolas da rede municipal.

Entre as pautas, estão:

  • Reajuste salarial de 5,4%, conforme o piso nacional do magistério;
  • Melhoria das condições de trabalho dos docentes;
  • Valorização da carreira profissional;
  • Cumprimento de direitos trabalhistas;
  • Melhorias na infraestrutura das escolas municipais;
  • Continuidade das negociações com a gestão municipal.

"A categoria não aceitará o desmonte da carreira nem abrirá mão de seus direitos. O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores. São obrigações", afirma Vieira.

De acordo com o sindicato, ainda não há uma data definida para a próxima reunião da mesa de negociação entre representantes dos professores e a Prefeitura de Olinda.

O que diz a Prefeitura de Olinda

Em nota enviada À reportagem do Jornal do Commercio, a gestão municipal informou a que a proposta recusada incluía o "compromisso de viabilizar recursos para conceder mais 2,7% em outubro, totalizando 5,4% de reajuste". Confira a nota na íntegra:

"A Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Educação, informa que na última quinta-feira (4), em assembleia com a categoria, apresentou uma proposta de reajuste salarial de 2,7% retroativo a maio, com compromisso de viabilizar recursos para conceder mais 2,7% em outubro, totalizando 5,4% de reajuste - percentual almejado pela categoria. A proposta foi recusada pelo sindicato.

A Prefeitura mantém diálogo aberto e busca atender às demandas da categoria, apesar das limitações financeiras. A gestão está monitorando as unidades escolares para garantir o cumprimento da carga horária mínima do ano letivo.

A gestão municipal reconhece a importância da categoria para a educação e formação de cidadãos e não vai medir esforços para resolver a situação."

Assista ao videocast Uma por Uma #03: O que as mulheres em espaço de poder fazem pelas outras mulheres?

© Divulgação/Adelmo Vasconcelos/Nossa Comunicação

Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol) aprova estado de greve
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Lula deve dividir apoios entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco, diz coordenador de campanha

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá contar com um palanque duplo em Pernambuco nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta semana, na qual o ministro tratou da estratégia política do governo para a disputa presidencial.

Responsável pela articulação da campanha de reeleição de Lula no Nordeste, Dias defendeu uma organização política construída a partir das realidades estaduais e indicou que o presidente deverá buscar apoio simultâneo da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), adversários na disputa pelo Governo de Pernambuco.

“Estamos trabalhando com mais de um palanque em vários estados: Maranhão, Paraíba, Pernambuco”, afirmou o ministro. Questionado sobre a existência de um palanque duplo no estado, respondeu: “Sim. Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra”.

Ao justificar a estratégia, Wellington Dias lembrou o posicionamento adotado por Raquel Lyra na eleição presidencial de 2022. “Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição e, no segundo turno, teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, declarou.

A sinalização reforça uma tendência de aproximação entre o governo federal e a governadora pernambucana. Raquel Lyra passou a estreitar relações com o Palácio do Planalto ao longo do mandato, participando de agendas com Lula e ampliando parcerias administrativas com a União.

Ao mesmo tempo, João Campos é hoje um dos principais aliados do presidente no Nordeste. Integrante do PSB, partido que ocupa a vice-presidência da República com Geraldo Alckmin, o ex-prefeito do Recife mantém alinhamento político com o PT em Pernambuco.

Impacto do palanque duplo

Com a estratégia de manter pontes com os dois grupos, Lula busca uma vantagem eleitoral no estado, onde obteve ampla votação em 2022. Para Raquel Lyra, a perspectiva de dividir o palanque de Lula com João Campos pode fortalecer sua tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado de centro e centro-esquerda.

Por outro lado, a possibilidade de um palanque duplo não é o cenário considerado ideal pelo grupo político de João Campos. Aliados do socialista defendem que a candidatura ao Palácio do Campo das Princesas tenha o apoio exclusivo de Lula e do PT no estado. A avaliação é que um alinhamento formal apenas com João evitaria a divisão de um ativo eleitoral considerado estratégico na disputa estadual.

Na entrevista ao O Globo, Wellington Dias também avaliou que um dos principais erros do terceiro mandato de Lula foi não consolidar uma maioria simples no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo precisa fortalecer a relação com partidos aliados e construir palanques estaduais que garantam maior governabilidade em um eventual novo mandato presidencial.

"Pelo modelo partidário brasileiro, a organização tem que ser pelos estados. Esse foi um erro que cometemos em querer resolver por cima. Devemos organizar estado por estado, porque é lá que sabemos quem é governo e quem é oposição. É lá que estão colados com o eleitor", comentou o ministro.

© Colagem: Ricardo Stuckert/Rodolfo Loepert

À esquerda, Raquel Lyra e Lula. À direita, Lula e João Campos
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Israel e Irã rompem trégua após dois meses e voltam a trocar fogo

Após dois meses de trégua, Israel e Irã voltaram a trocar fogo nesta segunda-feira (8) o que ameaça arrastar novamente o Oriente Médio para um conflito de larga escala.

As forças israelenses informaram que duas ondas de mísseis foram lançadas pelo Irã, em resposta à ofensiva de Israel contra alvos militares no centro e no oeste do território persa. O regime iraniano decidiu ir ao ataque após Israel bombardear Beirute, na véspera.

Israel amplia ataques e atinge cidades iranianas

Em contra-ataque, Israel lançou bombas contra Teerã, Isfahan, Karaj e Tabriz. O Irã fechou o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional Imã Khomeini, o principal terminal do país, em meio à retomada das hostilidades.

A Guarda Revolucionária do Irã disse que Israel usou mísseis balísticos lançados do ar, mas não forneceu detalhes sobre os alvos.

Instalação petroquímica é alvo de bombardeio

As agências de notícias iranianas semioficiais Fars e Mehr informaram que os bombardeios atingiram uma fábrica petroquímica na cidade de Mahshahr, na província de Khuzestan. As forças israelenses confirmaram ter atingido a unidade.

Sirenes de alerta soaram em várias partes de Israel após a detecção de um míssil lançado do Iêmen, lar dos rebeldes houthis apoiados pelo Irã. O artefato, porém, não provocou danos.

Na Arábia Saudita, sirenes de alerta de mísseis soaram perto de uma base aérea que abriga forças dos Estados Unidos, na Província de Al Kharj. Logo depois, porém, o governo saudita declarou que não houve danos na região. 

Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 8, que Israel e Irã devem parar imediatamente com a "troca de tiros". A declaração foi dada em breve publicação na Truth Social na manhã desta segunda.

A postagem veio após Israel e Irã voltarem a trocar ataques nos últimos dias, colocando em risco as chances de um acordo mais amplo entre EUA e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Diante da nova escalada das tensões, o petróleo voltou a subir com força. Às 7h20 (de Brasília), o WTI avançava 4,5%.

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© HUSSEIN MALLA / ESTADÃO CONTEÚDO

Israel e Irã retomaram os ataques após dois meses de trégua
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João Campos concentra caminhada em municípios onde tem apoio de prefeitos

Com o apoio explícito de pouco mais de 30 dos 184 prefeitos pernambucanos – os demais estão comprometidos com a governadora Raquel Lyra – o pré-candidato a governador João Campos concentrou este final de semana sua caminhada por municípios onde os prefeitos lhe são fiéis. Das nove cidades que percorreu de sexta-feira à tarde até este domingo em cinco delas – Betânia, Petrolândia, Angelim, São Bento do Una e Pedra – teve a seu lado muitas lideranças comprometidas com o seu projeto incluindo os chefes do executivo e em duas, como São Bento do Una e Angelim, recebeu títulos de cidadão.

Em todo o percurso, que incluiu ainda os municípios de Jatobá, Bom Conselho, Flores e Inajá ( esses com prefeitos adversários) ele esteve acompanhado de sua chapa completa incluindo o pré-candidato a vice Carlos Costa e os dois pré-candidatos ao Senado, Humberto Costa e Marília Arraes. Em Petrolândia, João foi recepcionado por uma verdadeira multidão no evento de lançamento da candidatura a deputado estadual pelo PSD do jovem Bruno Marques, filho do prefeito Fabiano Marques.

A programação pelos nove municípios do agreste e sertão se baseou em visitas a feiras livres, entrevistas a emissoras de rádio, encontro com correligionários e eventos como o de Petrolândia ao qual compareceram representantes de outros 13 municípios, incluindo o vice-prefeito de Orocó, Hugo de Galego que, segundo a assessoria do PSB, deixou o palanque de Raquel, que é apoiada pelo atual prefeito Ismael Lira, filiado ao PSD, e abriu uma dissidência para apoiar João Campos.

Nesses locais ele se comprometeu a “fazer aquilo que ainda não foi feito e fazer melhor do que o que foi feito” e afirmou que “a força de Deus e do povo darão vitória em outubro à Frente Popular”. Prometeu se eleito apoiar o polo de piscicultura de Jatobá, município que fica às margens do São Francisco e produz tilápias; em Pedra, disse que vai pavimentar a PE-244, cujo canteiro de obras teria sido desmobilizado pelo atual Governo; em São Bento do Una prometeu criar um novo ciclo de desenvolvimento e expansão da avicultura; em Angelim implantar um Polo de Embarque Digital e em Petrolândia tornar regional o atual hospital mantido pela Prefeitura e recuperar a BR-110 entre Petrolândia e Ibimirim.

PT presente

Além do senador Humberto Costa acompanharam a visita de João Campos a Petrolândia o presidente estadual do PT e candidato à reeleição, deputado federal Carlos Veras, que é votado naquela região, e a deputada estadual Rosa Amorim, agora candidata a federal que faz parte da bancada do PT na Assembleia Legislativa, onde tem votado nos projetos da governadora junto dos outros deputados João Paulo do PT e Doriel Barros. Rosa faz parte do MST e também é votada no sertão de Itaparica.

Agenda metropolitana de Raquel

A governadora Raquel Lyra faz a entrega esta segunda-feira às 11 horas de 40 novos ônibus que vão reforçar o transporte público na Região Metropolitana – eles se somarão aos 80 ônibus novos já entregues este ano – e à tarde comanda no Quartel do Derby a solenidade de conclusão da segunda turma do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar. Após 12 meses de preparação, os 182 homens e mulheres que concluíram o curso, assumirão o posto de aspirante a oficial.

Ivan Moraes faz vigília

O pré-candidato a governador pela federação PSOL/Rede, jornalista e ex-vereador Ivan Moraes participou de uma vigília chamada Candlelight, na Praça do Derby, que é realizada em vários países todos os anos em memória das vítimas da AIDS. Só em Pernambuco, segundo ele, 12.196 pessoas faleceram entre 2000 e 2024 por causa da AIDS( no Nordeste Pernambuco só não ficou à frente da Bahia nesse período). Ivan, antes de ingressar na política participou do grupo Viva Rachid, ONG voltada à assistência a crianças e adolescentes soropositivos.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Com quantos prefeitos o PSD vai terminar o ano de 2026 além dos 79 já filiados?

© Divulgação

Em Petrolandia João Campos reuniu sua chapa completa e lideranças estaduais do PT
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Nordeste Sem Pedágio: Estado brasileiro não consegue mais bancar infraestrutura rodoviária

A infraestrutura rodoviária brasileira vive um cenário conflitante, no qual a participação da iniciativa privada deixou de ser uma escolha para se tornar uma necessidade estratégica. O estudo Parcerias: A Provisão de Infraestruturas de Transporte pela Iniciativa Privada, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), chegou a essa constatação: o Estado sozinho não possui mais capacidade fiscal para realizar os investimentos urgentes que o setor demanda para eliminar gargalos logísticos.

Enquanto o orçamento público sofre restrições sistemáticas, as concessões rodoviárias, que completaram 30 anos em 2023, consolidam-se como o principal caminho para assegurar uma malha de alta qualidade, essencial para um País onde 65% das cargas e 95% dos passageiros circulam por terra.

O ABISMO DOS INVESTIMENTOS ENTRE RODOVIAS CONCEDIDAS E PÚBLICAS

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Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio - Arte

A disparidade de recursos aplicados entre os dois modelos de gestão é gritante e um dos pontos que mais chamam atenção. A CNT constatou no estudo que, no período de 2016 a 2022, as rodovias federais sob concessão receberam, em média, 2,3 vezes mais investimentos por quilômetro do que as administradas pelo poder público.

Essa diferença aumentou em 2022, quando as concessionárias investiram R$ 486,55 mil/km, um valor 3,8 vezes superior aos R$ 127,42 mil/km aplicados pela União. O resultado direto desse aporte financeiro refletiu na Pesquisa CNT de Rodovias 2022: enquanto 67,1% da malha concedida foi classificada como Ótima ou Boa, apenas 32,4% das rodovias públicas atingiram esse patamar.

O estudo da CNT mostra que a gestão privada demonstra uma capacidade de recuperação acelerada dos ativos. Nos primeiros cinco anos de um contrato de concessão, a extensão das rodovias avaliadas como "Ótimas" costuma saltar de 16,7% para 29,4%, um crescimento de 76% na qualidade máxima.

Esse desempenho é impulsionado por contratos de longo prazo que definem metas rigorosas de desempenho, algo que o modelo tradicional de contratação pública, frequentemente amarrado por burocracias e falta de previsibilidade orçamentária, não consegue sustentar com a mesma agilidade.

BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO QUE VÃO ALÉM DA QUALIDADE DAS RODOVIAS

Jonas Qurino/JC Imagem
Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio discute a resistência da região a adotar as concessões rodoviárias - as rodovias com pedágio - Jonas Qurino/JC Imagem
Jonas Qurino/JC Imagem
Nordeste Sem Pedágio: Por que rodovias concedidas superam as sob gestão pública? - Jonas Qurino/JC Imagem

O estudo da CNT também comprova que, para o transportador e o motorista comum, a qualidade superior das rodovias concedidas se traduz em economia direta. Estradas com pavimento deficiente aumentam os custos operacionais do transporte em 37,1%, enquanto nas vias concedidas esse impacto cai para 17,8%.
Além disso, a iniciativa privada atua como um estímulo para a modernização tecnológica, implementando inovações como o sistema Free Flow (pedágio eletrônico sem paradas), conexão 5G e monitoramento integral por câmeras, que aumentam a eficiência logística.

O estudo da CNT também constatou que os benefícios das concessões rodoviárias transbordam os limites do asfalto e alcançam a gestão pública municipal. Somente em 2021, o programa federal de concessões gerou R$ 362,47 milhões em arrecadação de ISSQN para os municípios interceptados pelas vias. A receita extra permitiu que as prefeituras investissem em saúde, educação e outros serviços públicos essenciais, promovendo o desenvolvimento regional.

© Jonas Quirino/JC Imagem

Nordeste Sem Pedágio: Por que rodovias concedidas superam as sob gestão pública?
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Nordeste Sem Pedágio: CNT alerta para desafios e novos modelos de investimento

Os dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) - que faz estudos e análises sobre a malha rodoviária brasileira há mais de 30 anos - confirmam a predominância das concessões rodoviárias no Sudeste e Sul do País. E também a qualidade e a segurança dessas rodovias concedidas - vale destacar.

O Sudeste lidera o ranking com 45% das estradas operadas pela iniciativa privada. É o coração das concessões, especialmente São Paulo e Minas Gerais. A região possui as rodovias mais modernas e rentáveis.

Em segundo lugar vem o Sul do Brasil, com 25%. O Rio Grande do Sul e, mais recentemente, os blocos integrados do Paraná são os destaques. O foco da operação é o escoamento para os portos da região e do País.

Abaixo vem a região Centro-Oeste, com 18% da operação rodoviária privada e foco total no agronegócio, principalmente o eixo da BR-163, considerada o principal eixo estruturante de desenvolvimento regional e logístico para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro.

GESTÃO EQUILIBRADA ENTRE PÚBLICO E PRIVADO

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Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio - Arte

A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, defende que não existe uma solução única para a infraestrutura brasileira, sendo necessária uma composição equilibrada entre gestão pública e privada.

“Atualmente, o Nordeste apresenta um cenário desafiador, ocupando o quarto lugar no ranking nacional de qualidade, com apenas 30,9% de suas rodovias classificadas como ótimas ou boas. Essa realidade contrasta com o desempenho das rodovias concedidas em todo o País, que mantêm 67,8% de avaliação positiva, enquanto 72,8% da malha sob gestão pública é considerada regular, ruim ou péssima”, afirma a diretora, tendo como base a Pesquisa CNT Rodovias 2025.

Sob um olhar técnico, Fernanda Rezende explica que o principal entrave para a expansão das concessões na região Nordeste reside na viabilidade econômica atrelada ao volume de tráfego. Isso porque, historicamente, o setor privado concentra investimentos no Sul e Sudeste devido à maior densidade industrial e à concentração do PIB nessas regiões, o que garante que a arrecadação tarifária compense os investimentos necessários.

“Em contrapartida, trechos no Norte e Nordeste muitas vezes carecem desse volume intenso, o que dificulta a adoção de modelos de concessão baseados exclusivamente na cobrança de pedágio”, explica.

NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS PARA MUDAR CENÁRIO

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Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio - Arte

Para mitigar essas disparidades regionais, a diretora pontua que o governo federal tem buscado novos modelos de negócios, como a divisão de trechos em lotes menores em vez de grandes extensões de mil quilômetros. Segundo Rezende, o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs) deve ser estudado para garantir tarifas módicas em locais onde o retorno financeiro via pedágio é insuficiente.

Além disso, a implementação de tecnologias como o Pedágio Dinâmico, onde o motorista paga apenas pelo quilômetro percorrido, é vista como uma alternativa mais justa e resiliente para atrair novos investidores para diferentes realidades regionais.

Fernanda Rezende destaca, ainda, que a urgência na ampliação desses projetos é reforçada pelos ganhos em segurança e eficiência econômica, já que rodovias concedidas registram 30% menos sinistros de trânsito do que as rodovias públicas.

“O setor privado chega a investir o dobro por quilômetro em comparação ao poder público, gerando um retorno significativamente maior para o PIB nacional”, destaca. Diante de uma malha federal onde 62,1% do pavimento apresenta deficiências, a CNT defende que a prioridade deve ser transferir para a iniciativa privada todos os trechos que possuam viabilidade econômica, garantindo maior durabilidade e resiliência climática à infraestrutura.

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Série de reportagens Nordeste Sem Pedágio discute a resistência da região a adotar as concessões rodoviárias - as rodovias com pedágio
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Sobrevivendo ao algoritmo: o que torna uma marca perene na era da atenção curta?

Na era em que a atenção está cada vez mais curta, o desafio vai além de tornar uma marca forte: é também torná-la perene. Muitas marcas apostam na presença digital, especialmente através de anúncios nas redes sociais. Contudo, esse investimento pode não ser suficiente, de acordo com o analista de Marketing Thyago Sousa.

"Hoje, aparecer muito sem estratégia pode até gerar reconhecimento momentâneo, mas não construção de marca. Ser lembrado de verdade passa muito mais por relevância, consistência e conexão emocional do que apenas frequência. Na era dos vídeos curtos, a atenção passa a ser mais disputada. As marcas que conseguem mostrar presença são aquelas que têm posicionamento claro, identidade forte e entregam experiências coerentes em todos os pontos de contato. Às vezes, uma campanha bem construída vale mais do que dezenas de posts publicados sem intenção. O público sempre vai lembrar daquilo que faz sentido para ele", explica.

O analista alerta para a linha tênue entre presença e excesso: "Quando a marca começa a aparecer sem agregar valor, repetindo formatos, tendências ou discursos genéricos, ela vira apenas mais um conteúdo no feed. O excesso começa a gerar rejeição quando o público sente que está sendo impactado o tempo inteiro sem troca real. Hoje, as pessoas não querem apenas consumir propaganda, elas querem identificação, utilidade ou entretenimento". Ele ressalta que marcas que entendem isso conseguem construir desejo sem parecer invasivas.

Renato Ramos/JC Imagem
O analista de Marketing Thyago Sousa afirma que investir na presença online e offline pode ser uma estratégia assertiva - Renato Ramos/JC Imagem

Thyago ressalta, ainda, que a decisão de algumas empresas de investirem não apenas na presença online, mas também na offline se deve ao cansaço provocado pelo excesso de telas e da superficialidade das relações digitais. "O offline voltou a ter muito valor justamente por proporcionar experiência, presença e memória afetiva. Quando uma marca participa da vida real das pessoas, ela deixa de ser apenas um anúncio e passa a fazer parte de um contexto emocional. Experiência gera memória. O digital entrega alcance, mas o offline entrega sensação. Quando uma pessoa vive uma experiência presencial, ela cria uma conexão muito mais difícil de ser esquecida", detalha.

O analista afirma que patrocinar uma corrida, um evento cultural ou uma experiência local cria conexões mais profundas. "Investir no offline pode ser uma estratégia muito forte para tornar a marca mais perene, principalmente quando existe integração com o digital. Não se tratando de uma disputa entre online e offline, mas sim de uma construção conjunta de presença e relacionamento", complementa.

Ele também destaca o papel do Community Manager (Gestor de Comunidade), responsável por construir, gerenciar e nutrir o relacionamento entre uma marca e seu público, criando uma comunidade engajada. "É uma função extremamente estratégica porque as pessoas querem se sentir ouvidas, não apenas impactadas por campanhas. A construção de comunidade virou um diferencial competitivo. Mais do que responder comentários, esse profissional ajuda a criar proximidade, entender comportamento e transformar seguidores em defensores da marca. E isso exige autenticidade. As marcas que mais se destacam são as que conseguem conversar como pessoas, criar senso de pertencimento e manter coerência no relacionamento com o público."

Para Thyago, pesquisas como o JC Recall de Marcas funcionam como termômetros para a reputação dos nomes mais lembrados, atestando a eficácia das estratégias de Marketing e a qualidade do produto, serviço ou experiência.

Colhendo frutos

Adriano Oliveira, sócio-fundador da empresa Cenário Inteligência, responsável pela pesquisa JC Recall de Marcas, afirma que o levantamento realizado com 600 pessoas do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes é um reflexo do afeto do público, embora não busque compreender as razões desse sentimento.

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Adriano Oliveira, sócio-fundador da empresa Cenário Inteligência, destaca os fatores emocionais e econômicos como motivadores para determinar marcas preferidas - Jailton Jr./JC Imagem

"Afinal, quando alguém lembra de uma marca, é porque sente algo em relação a ela. Existe também o aspecto econômico, isto é: o produto está dentro do orçamento mensal do consumidor. Portanto, o afeto e o fator econômico motivam as escolhas dos consumidores", acrescenta.

Em 2026, o JC Recall de Marcas chega à sua 27ª edição atestando o sucesso das estratégias das empresas que garantem um lugar na memória afetiva e na casa dos pernambucanos.

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Marcas investem em presença online e offline para se aproximar do público
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Das bancas ao celular: como jornais tradicionais se reinventaram

A transformação digital, apontada por especialistas como parte da chamada Quarta Revolução Industrial, alterou a forma como empresas, veículos de comunicação e consumidores se relacionam. Em um ambiente marcado pela velocidade da informação e pela disputa constante por atenção, marcas tradicionais passaram a enfrentar o desafio de preservar relevância sem perder identidade.

A adaptação tecnológica deixou de ser apenas uma mudança de plataforma e passou a envolver linguagem, posicionamento e construção contínua de confiança. No setor de comunicação, a mudança ficou evidente na migração do consumo de notícias do impresso para o ambiente digital. O avanço da internet, da banda larga e dos smartphones modificou hábitos de consumo e acelerou transformações nas redações. O que antes dependia da circulação física dos jornais passou a ser acessado em tempo real, principalmente por meio do celular.

A mudança no comportamento do público também impactou diretamente o modelo de circulação da informação. O leitor passou a buscar atualização contínua e acesso imediato às notícias, reduzindo espaço para o ciclo tradicional do jornal impresso. Dados do setor apontam que a circulação de jornais impressos no Brasil registrou queda de 16,1% em 2022, movimento acompanhado pelo crescimento do consumo digital.

JAILTON JR/ JC IMAGEM
Se antes rádio, televisão e jornal impresso concentravam a circulação de notícias em horários e formatos definidos, o ambiente digital ampliou as possibilidades de acesso - JAILTON JR/ JC IMAGEM

Diretor de jornalismo do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, Laurindo Ferreira afirma que a transição foi resultado de um processo gradual de mudança de comportamento do público. “A sociedade de uma maneira geral no mundo todo estava muito apta e se preparando para consumir produtos digitais. A gente viu, claramente no mundo todo também, uma queda importante de leitura dos jornais físicos”, afirmou.

Segundo ele, a pandemia da Covid-19 representou um marco importante para consolidar essa mudança dentro do SJCC. “Foi exatamente neste período que o JC deixou de circular como jornal impresso e a gente criou toda uma estratégia de fortalecer e produzir conteúdos digitais. Ali foi uma virada importante para perceber a relevância do consumo de conteúdos digitais”, disse.

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Laurindo Ferreira, diretor de jornalismo do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - JAILTON JR/ JC IMAGEM

A gente fez uma transição tecnológica, mas não teve transição nenhuma do ponto de vista dos nossos valores”, pontuou Laurindo. Ele destacou que a credibilidade da marca, que completou 107 anos recentemente, permaneceu associada aos mesmos princípios adotados antes da digitalização. “O Jornal do Commercio sempre foi um jornal de muita apuração, muito cuidado com a informação e muito zelo pela ética”, afirmou. Para o diretor, a capacidade de renovação foi determinante para a permanência da marca. “O JC tem essa capacidade de inovar e de se renovar para manter-se relevante.”

Credibilidade e vínculo com o público

Para especialistas, a adaptação das marcas depende também da capacidade de preservar identificação com o público. Renata Victor, coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, afirma que a relação entre consumidores e marcas mudou com o avanço das plataformas digitais. “Antes, as marcas tradicionais falavam de forma mais distante. Hoje, no digital, o público participa, comenta, critica e cobra posicionamentos. As marcas precisaram aprender a dialogar de forma mais humana e próxima”, sustentou.

A transformação dos hábitos de consumo alterou a dinâmica da informação. Se antes rádio, televisão e jornal impresso concentravam a circulação de notícias em horários e formatos definidos, o ambiente digital ampliou as possibilidades de acesso.

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Renata Victor, coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco - ARQUIVO PESSOAL

O conteúdo passou a ser consumido em tempo real, principalmente por meio de celulares e computadores, em uma lógica marcada pela atualização constante. Segundo levantamento da consultoria Comscore, o Brasil possui uma das maiores populações digitalmente ativas no consumo de notícias online, cenário que impulsionou veículos tradicionais a ampliarem presença em plataformas digitais e adotarem novos formatos de distribuição, como newsletters, podcasts e vídeos curtos.

A expansão das redes sociais também intensificou o debate sobre credibilidade da informação. O crescimento da circulação de conteúdos sem apuração e o avanço de ferramentas de inteligência artificial passaram a impor novos desafios para empresas de comunicação e para o público, diante da dificuldade de diferenciar conteúdos verificados de materiais manipulados ou falsos. A partir desse cenário, veículos tradicionais passaram a reforçar processos de checagem e critérios editoriais como forma de manter a confiança do público em meio ao excesso de informação.

Para Bruno Rafael Gueiros, publicitário e doutor em Ciências da Linguagem, a sobrecarga de informações transformou a atenção em um ativo disputado pelas marcas. “Nesse ambiente digital, onde a informação circula em alto volume e alta frequência, a atenção se torna um bem valioso e escasso”, disse.

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Bruno Rafael Gueiros, publicitário e doutor em Ciências da Linguagem - ARQUIVO PESSOAL

O especialista também aponta que relações de confiança ajudam marcas tradicionais a romper a lógica de consumo acelerado das redes sociais. “Quando uma marca consegue estabelecer uma relação de confiança com o consumidor, há uma quebra dessa lógica e o surgimento de um vínculo mais forte”, comentou.

Para Laurindo, a tecnologia alterou formatos e rotinas, mas não substituiu os elementos que sustentam a relação do público com marcas históricas. “O celular é o meio. O que a gente continua entregando é qualidade editorial e uma boa marca chamada Jornal do Commercio”, afirmou.

© JAILTON JR/ JC IMAGEM

Dados apontam que a circulação de jornais impressos no Brasil registrou queda de 16,1% em 2022, movimento acompanhado pelo crescimento do consumo digital
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Editorial JC: Atraso na gestão pública

Em artigo para o JC em abril, o presidente do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, João Carlos Paes Mendonça, expressou a preocupação, que é de muitos, a respeito da ameaça social representada pelo avanço da utilização da Inteligência Artificial (IA) em diversas áreas de atuação profissional.

“Para evitar um problema social com a perda de espaço no mercado de trabalho para funções rotineiras e previsíveis, é preciso agir urgentemente, com um plano de Estado competente, consistente, contínuo e sem contaminações dessa ou daquela corrente política”, escreveu, mencionando estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) segundo o qual um em cada quatro postos de trabalhos serão impactados pela IA. Além disso, com menos de um terço dos brasileiros com habilidades digitais, o desafio se torna ainda maior.

Sob a inspiração e a provocação do texto, o programa JC Negócios Entrevista, mediado pelo colunista Fernando Castilho e com a participação do jornalista Laurindo Ferreira, deu início a uma série especial, com gestores da iniciativa pública e privada, para discutir os desafios que envolvem a IA e a empregabilidade. O convidado de estreia foi o engenheiro, consultor e cofundador do Porto Digital, Cláudio Marinho, uma das referências pioneiras da tecnologia da informação em Pernambuco. Para Marinho, em relação à iniciativa privada, a gestão pública no país é retardatária na formação de uma estrutura capaz de lidar com as mudanças geradas pela IA no mercado de trabalho.

Sem política pública direcionada aos impactos da IA, como parte de um plano de desenvolvimento, o risco é o Brasil correr para a regulamentação antes mesmo de buscar entender os efeitos da tecnologia sobre a vida das pessoas. A defasagem entre a realidade e a esfera pública tem um exemplo na educação, mencionado por Cláudio Marinho: enquanto 70% dos estudantes de ensino médio já usam ferramentas de IA, inclusive para as tarefas escolares, menos de um terço diz ter recebido qualquer orientação dos professores para a aplicação da IA.

Esse desnível é sintomático de um atraso que pode custar caro, não ao governo, mas à sociedade, emperrando e abrindo espaço para desvios no processo de incorporação da inovação tecnológica ao alcance dos dedos. Para Marinho, é preciso haver uma estratégia acadêmica para capacitar quem deve orientar os jovens, ou seja, na gestão escolar que prepara os professores para prepararem estudantes que já dispõe da IA no cotidiano.

O ideal seria um planejamento nacional de longo prazo, atravessando períodos de governos, abrangendo letramento, capacitação e investimentos necessários para garantir a transição adequada nas atividades profissionais. Se a visão dos líderes e gestores públicos for nessa direção, o país tem tudo para se destacar em uma nova etapa de desenvolvimento. Mas é importante não abandonar as lições do passado, como recorda João Carlos Paes Mendonça: “Já superamos grandes desafios a partir da decisão de encará-los, ao contrário de só assistirmos”. Se os governos apenas ficarem assistindo à invasão da IA, o risco social será mesmo alto.

A entrevista com Cláudio Marinho está disponível no canal do JC Play, no YouTube.

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Boca de urna aponta vitória de Keiko Fujimori no Peru

A candidata do partido de extrema direita Força Popular, Keiko Fujimori, venceu por uma margem estreita no segundo turno das eleições presidenciais peruanas, realizadas neste domingo, 7, com 50,7% dos votos, segundo pesquisas de boca de urna.

Fujimori derrota assim o candidato do Juntos pelo Peru (esquerda), Roberto Sánchez, que obteria 49,3% dos votos, de acordo com o estudo publicado pela Ipsos. De acordo com a pesquisa da Datum, Fujimori também seria a vencedora com 50,53% dos votos contra 49,47% de Sánchez.

Fujimori conseguiria, assim, conquistar a Presidência em sua quarta tentativa, em eleições marcadas pelo desencanto político de um país que teve dez presidentes em dez anos.

Congresso bicameral

Os peruanos aspiram a conter uma crise institucional que já se tornou um paradigma de governança, como demonstra o fato de que, nos últimos dez anos, desde Ollanta Humala - atualmente preso por corrupção -, nenhum presidente conseguiu concluir seu mandato.

Uma das chaves dessa instabilidade reside no artigo 113 da Constituição, que permite ao Congresso destituir o presidente por incapacidade moral ou física, tornando-se, na última década, uma ferramenta de controle discricionário sobre o Executivo, sem as exigências e os prazos previstos nos processos de impeachment.

Essas eleições também marcaram o retorno de um Congresso bicameral, com 130 deputados e 60 senadores, no qual a Fuerza Popular volta a ser a formação política mais numerosa do espectro parlamentar, à frente do Juntos por el Perú, e pela primeira vez em muito tempo sem a presença de alguns partidos históricos.

O novo Senado, que não pode ser dissolvido pelo presidente, será fundamental nesta nova legislatura, pois terá a palavra final na aprovação de leis, que podem ser revisadas, modificadas ou rejeitadas sem a necessidade de passar novamente pela Câmara dos Deputados. Além disso, será responsável pela nomeação de altos funcionários, como o Provedor de Justiça ou os juízes do Tribunal Constitucional, entre outros.

Esse controle das câmaras, exercido durante a última década pelo Fuerza Popular e pela Renovación Popular de López Aliaga, seu principal parceiro nesta próxima legislatura, foi incapaz de atender às demandas da cidadania e, para alguns analistas, significou a captura do Estado pelo Congresso.

Isso gerou um clima de frustração e de expectativas não atendidas entre uma população cansada da classe política, o que se reflete, por sua vez, na fragmentação do voto e naquele número recorde de candidatos, alguns deles supostos e autodeclarados "outsiders", no primeiro turno.

*Da Europa Press

© JUAN CARLOS GUZMAN / ANDINA / AFP

Desafio de Keiko será conseguir terminar mandato sem ser destituída
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