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Bahia sonhou com Garrincha após a Copa do Mundo de 1962

Na década de 1960, quando vivia o período mais áureo de sua até então curta história, o Esporte Clube Bahia tinha um plano audacioso, mas compatível com a grandeza do Esquadrão, que poucos anos antes, em 1959, havia conquistado a Taça Brasil sobre nada mais, nada menos que o Santos de Pelé. O objetivo era claro: contratar Mané Garrincha, um dos maiores jogadores de todos os tempos.Nesta terça-feira, 9, a poucos dias da Copa do Mundo de 2026, o Bahia entrou no clima da principal competição do futebol mundial ao relembrar, em uma publicação nas redes sociais, o interesse do clube, datado de 1963, no lendário Garrincha. Meses antes, o craque havia se sagrado bicampeão mundial com a Seleção Brasileira ao erguer a taça Jules Rimet no Chile, em 1962, como protagonista da conquista, já que Pelé se lesionou durante a competição.A curiosidade, por mais inusitada que pareça, foi relembrada pelo Bahia por meio da reprodução da manchete de um jornal da época, que trazia uma frase direta, mas de impacto imediato: Bahia quer Garrincha Veja: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Esporte Clube Bahia (@ecbahia)Segundo registros da época, a proposta enviada ao Botafogo previa o empréstimo do jogador por um período de 90 dias. O pedido foi encaminhado diretamente à diretoria do clube carioca, que analisaria as condições antes de apresentar uma resposta. A negociação, no entanto, não avançou. Garrincha permaneceu no Botafogo e nunca chegou a vestir oficialmente a camisa do Bahia.Quando demonstrou interesse na contratação do “Anjo das Pernas Tortas”, o Tricolor de Aço consolidava-se como uma das principais equipes do futebol brasileiro. Foi justamente nesse contexto de destaque nacional que surgiu a tentativa de trazer o craque para Salvador.Além da conquista da Taça Brasil em 1959, já mencionada anteriormente, o Esquadrão havia conquistado o pentacampeonato baiano entre 1958 e 1962. Em 1963, disputava a semifinal da Taça Brasil e eliminou justamente o Botafogo, clube defendido por Garrincha, para avançar à decisão do torneio. Na final, reencontrou o Santos, desta vez com um desfecho favorável à equipe do “Rei Pelé”.Embora o interesse nunca tenha se transformado em uma negociação concretizada, a possibilidade ficou marcada na história. O Bahia esteve "perto" de contratar um dos maiores nomes do futebol mundial: Manoel Francisco dos Santos, o eterno Mané Garrincha, o “Anjo das Pernas Tortas”. Leia Também: MOTIVO INUSITADO Sem entrar em campo, Bahia vence por 3 a 0 no Brasileirão Sub-17 NOVO DESTINO Campeão pelo Bahia deixa time da Libertadores e volta ao Nordeste BASTIDORES Saiba como saída de Gabriel Xavier abre espaço para reforços no Bahia O “Rei” do futebol no Bahia?Se a tentativa de contratar Garrincha ficou apenas no campo das especulações, anos depois o Bahia voltou a ser protagonista de uma história envolvendo outro gigante do futebol mundial: Pelé.Em 1971, poucos meses após a Seleção Brasileira conquistar o tricampeonato mundial no México, uma declaração surpreendente movimentou o noticiário esportivo baiano. Durante participação no programa de rádio “Resenha do Meio-Dia”, apresentado por França Teixeira e considerado líder de audiência em Salvador na época, o então presidente do Esporte Clube Bahia, Alfredo Saad, anunciou uma contratação que parecia impossível.“Pelé, o maior jogador do mundo, reforçará o Tricolor nesta temporada”. Após a conquista da Copa do Mundo de 1962, Garrincha recebeu uma proposta para defender o Tricolor de Aço. - Foto: STAFF / INTERCONTINENTALE / AFP A notícia rapidamente ganhou repercussão entre os torcedores. O entusiasmo aumentou ainda mais quando o próprio Pelé participou ao vivo da transmissão para confirmar o suposto acordo com o Bahia. O episódio contou ainda com a participação do então presidente do Santos, Athiê Jorge Coury, que também falou por telefone sobre a negociação.Apesar da expectativa criada, a transferência jamais esteve perto de acontecer. Tudo fazia parte de uma brincadeira entre amigos. Alfredo Saad mantinha uma relação próxima com Pelé e era seu sócio em empreendimentos fora do futebol. França Teixeira, por sua vez, também integrava o círculo de amizade da dupla.A proximidade entre eles era tamanha que frequentemente se encontravam em uma casa de veraneio em Ilhéus, no litoral sul da Bahia. Foi justamente desse ambiente de amizade que surgiu a ideia da encenação que, por algumas horas, fez a torcida tricolor acreditar na chegada do maior jogador da história do futebol ao clube.Décadas depois, Pelé relembrou o episódio em entrevista concedida ao portal iBahia, em 2012."Foi uma brincadeira que nós fizemos, porque eu estava sempre na Bahia nessa época. Eu tinha um sócio que também foi presidente do Bahia, o Sr. Alfredo Saad, que já faleceu, e até hoje a sua esposa, Margarida, é minha grande amiga e mora na Bahia. Eu amo a Bahia e tenho muitos amigos baianos e mil histórias como esta para contar", disse Pelé, em 2012, ao portal iBahia.

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Avanço da PEC 6x1 depende de conversa entre Lula e Alcolumbre

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Senado deve depender de uma conversa entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, porém, não há previsão para que esse encontro aconteça.Alcolumbre sinalizou a aliados nesta terça-feira, 9, que aguarda um gesto de aproximação por parte de Lula para destravar a análise da proposta.O tema, segundo o jornal O Globo, foi discutido em uma reunião com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e com o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan.A expectativa de uma conversa entre os dois ocorre em meio ao desgaste na relação causado pela rejeição histórica da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).PEC 6x1 segue paradaEnquanto a reunião não acontece, a proposta continua sem avanços no Senado.O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, ainda não foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para o início da análise pelos senadores.A comissão é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo federal e defensor da discussão da proposta. No entanto, a tramitação depende de um despacho de Alcolumbre.Também não ocorreu, até agora, a reunião com líderes partidários prometida pelo presidente do Senado para definir o rito de tramitação da PEC.Além disso, foi adiado um encontro que Alcolumbre teria com Otto para discutir a escolha do relator da matéria. Leia Também: JORNADA DE TRABALHO Fim da escala 6x1: reunião de Alcolumbre pode destravar PEC no Senado ESCALA 6X1 PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no Senado SENADO Jaques Wagner descarta resistência de Alcolumbre ao fim da escala 6x1

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Mais de 50 mil figurinhas falsas são apreendidas às vésperas da Copa

Às vésperas da Copa do Mundo, figurinhas, álbuns e camisas da Seleção Brasileiras suspeitos de falsificação foram apreendidos pela Polícia Civil. A operação ocorreu nesta terça-feira, 9, em bairros de comércio popular de São Paulo.Quatro pessoas flagradas nos locais vão responder por crime contra a propriedade industrial. Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizaram a ação, através da coordenação da 1ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), especializada no combate à pirataria. Segundo o órgão, no total, foram apreendidos:50 mil figurinhas;1.039 camisetas da Seleção Brasileira;1 mil álbuns.Foram alvos da operação estabelecimentos localizados na Avenida Rangel Pestana, no Brás, e nas ruas Vautier e Alexandrino Pedroso, no Canindé. Todo o material apreendido será encaminhado para perícia. Camisas apreendidas - Foto: Divilgação/Polícia Civil Leia Também: GEOGRAFIA DA DROGA Nova geografia do crack: como as cracolândias mudaram e chegaram às principais avenidas de Salvador INVESTIGAÇÃO Professora é encontrada morta dentro de casa com sinais de violência MOTORISTA INDICIADO Drogas, contramão e falhas no veículo: inquérito detalha acidente com 16 mortos na Bahia Apreensão de figurinhasO Deic afirma que as fiscalizações foram intensificadas devido à proximidade da Copa do Mundo, que terá início nesta quinta-feira, 11. No período, cresce a procura e venda de figurinhas, álbuns e artigos esportivos ligados à competição.No fim de maio, policiais apreenderam cerca de 85 mil figurinhas e álbuns falsificados em São Paulo. Na ocasião, também foram localizadas aproximadamente 2 mil camisas ilegais de seleções nacionais.Anteriormente, cinco pessoas foram presas em flagrante com base na Lei Geral do Esporte, que é o marco legal que unifica, moderniza e regulamenta o ecossistema esportivo brasileiro.

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EUA dão o troco e derrotam o Brasil diante de 55 mil torcedores

Após encerrar um longo jejum diante dos Estados Unidos ao vencer por 2 a 1 no último sábado, em São Paulo, a Seleção Brasileira Feminina não conseguiu repetir o feito no segundo amistoso da Data Fifa. Na noite desta terça-feira, 9, diante de mais de 55 mil torcedores no Castelão, em Fortaleza, a equipe comandada por Arthur Elias foi derrotada por 1 a 0 pelas norte-americanas.O único gol da partida saiu no segundo tempo. Em uma finalização de fora da área de Wilson, a bola desviou na zagueira Isabela e acabou enganando a goleira Lorena. Na súmula oficial, o lance foi registrado como gol contra da defensora brasileira.O confronto estabeleceu um novo recorde de público em amistosos da Seleção Brasileira Feminina realizados em território nacional. Ao todo, 55.744 torcedores compareceram ao Castelão para acompanhar o duelo. O presidente da CBF, Samir Xaud, esteve presente no estádio.Mesmo diante de uma das principais potências do futebol feminino mundial, o Brasil entrou em campo embalado por duas vitórias consecutivas sobre as norte-americanas e buscava ampliar a sequência positiva. Empurrada pela torcida durante os 90 minutos, a equipe criou oportunidades importantes, especialmente na primeira etapa.A melhor delas veio em uma cobrança aérea. Isa Haas chegou a balançar as redes após completar de cabeça, mas o lance acabou anulado por impedimento.O duelo foi marcado pelo equilíbrio e pela intensidade ofensiva dos dois lados. No entanto, as principais chances ficaram com as visitantes, que encontraram pela frente uma inspirada Lorena. A goleira brasileira teve atuação decisiva e relembrou as grandes exibições que a colocaram em evidência durante a campanha da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Leia Também: MOTIVO INUSITADO Sem entrar em campo, Bahia vence por 3 a 0 no Brasileirão Sub-17 ANÁLISE Brasil chega à Copa entre dúvidas táticas e esperança no talento ESPORTES Bahia atropela 12 estados e domina pódio no tênis de mesa nacional Ainda no primeiro tempo, Lorena realizou importantes intervenções aos 24 e 27 minutos. Já nos acréscimos, arrancou aplausos da torcida ao protagonizar duas grandes defesas em sequência, evitando gols de Sears e Wilson.A nota preocupante da etapa inicial foi a saída da atacante Dudinha. Aos 31 minutos, a jogadora sentiu fortes dores no joelho, deixou o gramado chorando e recebeu o apoio das companheiras antes de seguir para o vestiário.Na volta do intervalo, a Seleção Brasileira tentou pressionar em busca do empate, mas voltou a esbarrar na forte marcação adversária e na necessidade de se defender das investidas americanas. Mais uma vez, Lorena apareceu em momentos decisivos, realizando outras cinco intervenções importantes ao longo da segunda etapa.Apesar da grande atuação da arqueira, o Brasil não conseguiu evitar o gol que definiu o resultado. Wilson, autora do gol da vitória dos Estados Unidos na derrota norte-americana para o Brasil na Neo Química Arena, voltou a ser protagonista ao arriscar de fora da área. O desvio em Isabela tirou qualquer possibilidade de defesa de Lorena, que foi surpreendida pela mudança de trajetória da bola.Nos minutos finais, Marta voltou a atuar pela Seleção Brasileira após ficar afastada desde a Copa América do ano passado. A camisa 10 entrou em um cenário adverso para a equipe, que terminou a partida com apenas nove jogadoras em campo.Isso porque Bia Zaneratto e Tarciane receberam cartão vermelho durante o segundo tempo. O técnico Arthur Elias também foi expulso. Após o apito final, a árbitra espanhola Paola Lopez ainda mostrou o cartão vermelho para Kerolin e Ludmila por reclamações, encerrando uma noite de forte tensão para a equipe brasileira.

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Lula deve pedir ajuda a empresários para impedir tarifaço dos EUA

Diante da ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve pedir ajuda ao empresariado nacional nesta quarta-feira, 10, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, em Brasília.Na ocasião, Lula deve fazer um balanço das atividades do governo e mobilizar representantes do setor produtivo para atuar junto a empresários norte-americanos na tentativa de impedir a aplicação do novo tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump.A avaliação do Palácio do Planalto, segundo informações da CNN, é que o empresariado brasileiro pode ajudar a demonstrar aos setores econômicos dos Estados Unidos que as justificativas apresentadas pela gestão Trump não têm fundamento.Entenda o novo tarifaçoO governo norte-americano propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras sob a alegação de supostas práticas comerciais desleais, além de uma taxa adicional de 12,5% para países que, segundo Washington, não combatem adequadamente o trabalho forçado. Leia Também: ECONOMIA Tarifaço dos EUA pode tirar R$ 38 bilhões do bolso dos brasileiros MUNDO Encontro entre Lula e Trump tenta reverter tarifaço de 37,5% PROVOCAÇÃO Rui questiona silêncio da oposição após novo tarifaço dos EUA Encontro do ConselhãoEsse é o sétimo encontro do Conselhão desde que foi recriado, em 2023.A reunião está marcada para às 10h no Palácio do Itamaraty e, além de Lula, deve contar com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros e representantes da sociedade civil.Criado para assessorar a Presidência da República, o colegiado reúne empresários, sindicalistas, especialistas e integrantes de diversos segmentos para discutir propostas de desenvolvimento econômico, social e sustentável para o país.

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Baianos faturam mais de R$ 100 mil na Mega-Sena

Três apostas da Bahia faturaram um prêmio no concurso nº 3016 da Mega-Sena, da Caixa Econômica Federal, na noite de terça-feira, 2.Os apostadores acertaram cinco dos seis números sorteados. No total, os valores somam R$ 104.497,84 em prêmios para a Bahia. Leia Também: BRASIL Mega-Sena: aposta única de R$ 6 leva prêmio de R$ 30 milhões SALVADOR Mega-Sena acumula, mas aposta de Salvador fatura bolada PRÊMIO ACUMULADO Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 32 milhões As apostasO primeiro bilhete é da cidade de Brumado, no centro sul da Bahia. Com seis números, a aposta simples teve o custo mínimo de R$ 6 e levou R$ 26.124,46.A outra aconteceu em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na Lotérica Unimar. A aposta simples de sete números tinha duas faixas de prêmio, então ficou com R$ 52.248,92.Já a terceira aposta é de Tanhaçu, também no centro-sul, e foi registrada na Casa Lotérica Ideal. A aposta simples, de seis números, também teve o custo mínimo de R$ 6 e levou para casa R$ 26.124,46.Como e onde sacar?O prêmio pode ser sacado em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento pode ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação dos seguintes documentos:Comprovante de identidade original com CPFRecibo de aposta original e premiadoValores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de apresentação na agência da Caixa.Já para as apostas feitas no Portal Loterias Caixa ou no aplicativo Loterias Caixa, os prêmios de valor líquido de até R$ 1.581,44 (bruto de R$ 2.259,20) poderão ser recebidos em qualquer casa lotérica ou agência do banco ou, ainda, por transferência ao Mercado Pago.Até quando é possível sacar?O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias após a data do sorteio. Depois disso, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

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Sem entrar em campo, Bahia vence por 3 a 0 no Brasileirão Sub-17

A equipe Sub-17 do Esporte Clube Bahia venceu o Atlético-GO nesta terça-feira, 9, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro da categoria. No entanto, o resultado não foi conquistado dentro de campo pelos Pivetes de Aço, mas por um motivo inusitado: a ausência de uma ambulância.Por conta da falta do veículo de atendimento médico nos arredores do campo, a partida contra o Atlético-GO, em Goiânia, válida pela 3ª rodada da primeira fase da competição, não foi realizada. A súmula publicada pela CBF registrou o placar de 3 a 0 para o Bahia, confirmando o triunfo tricolor. Leia Também: NOVO DESTINO Campeão pelo Bahia deixa time da Libertadores e volta ao Nordeste BASTIDORES Saiba como saída de Gabriel Xavier abre espaço para reforços no Bahia BAHIA X CHAPECOENSE Bahia já tem data-base para jogo adiado, mas há obstáculo; entenda A presença de ambulância é obrigatória em partidas de futebol profissional por força de lei. A Lei Geral do Esporte, aprovada em 2023, determina a disponibilização de uma unidade para cada dez mil torcedores presentes. Além disso, as 27 federações estaduais de futebol recomendam a presença de ambulâncias por meio do Regulamento Geral das Competições (RGC), documento que rege a realização dos torneios.Confira: Lei Nº14.597 | 2023A Lei Geral do Esporte foi aprovada em junho de 2023. O texto substitui o antigo Estatuto do Torcedor, que determina a presença de uma ambulâncias por jogo. A responsabilidade da unidade móvel é do clube manante da partida.IV - disponibilizar 1 (um) médico e 2 (dois) profissionais de enfermagem, devidamente registrados nos respectivos conselhos profissionais, para cada 10.000 (dez mil) torcedores presentes ao evento;V - comunicar previamente à autoridade de saúde a realização do evento;§ 1º O detentor do direito de arena ou similar deverá disponibilizar 1 (uma) ambulância para cada 10.000 (dez mil) torcedores presentes ao evento.Com o resultado, os Pivetes de Aço assumiram a 7ª colocação e entraram na zona de classificação para a segunda fase do Campeonato Brasileiro Sub-17.

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Nova geografia do crack: como as cracolândias mudaram e chegaram às principais avenidas de Salvador

Quem passa diariamente pelas avenidas ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves encontra uma paisagem que, até poucos anos atrás, era associada quase exclusivamente ao Centro Histórico de Salvador.Barracos improvisados sob viadutos, acúmulo de pertences, pessoas vivendo em situação de rua e cenas abertas de uso de drogas passaram a ocupar alguns dos principais corredores econômicos e de mobilidade da capital baiana.A transformação revela uma mudança silenciosa na geografia da exclusão urbana. Durante décadas, a imagem da chamada cracolândia em Salvador esteve concentrada em regiões como Pelourinho, Comércio, Nazaré, Baixa dos Sapateiros e Santo Antônio Além do Carmo, áreas historicamente marcadas pela degradação urbana e pela presença de populações socialmente vulneráveis.Hoje, embora esses locais continuem concentrando parte significativa desse fenômeno, novos territórios passaram a integrar o mapa das cenas abertas de uso de drogas na cidade.Nas últimas décadas, as concentrações de usuários deixaram de ocupar exclusivamente áreas históricas e passaram a surgir também em regiões de intenso fluxo de pessoas, próximas a estações de transporte coletivo, centros comerciais, polos empresariais e importantes eixos econômicos da capital. Leia Também: AUTOS Polícia conclui que falha na maçaneta facilita furto da caminhonete mais vendida do Brasil POLÍCIA Quatro jovens morrem em confronto com a Rondesp em festa 'paredão' POLÍCIA Vídeo: Paciente morre após denunciar falta de médicos em UPA A presença dessas ocupações em avenidas movimentadas tornou o problema mais visível para milhares de soteropolitanos, que passaram a conviver diariamente com uma realidade antes menos presente em suas rotinas.A mudança, porém, vai além de uma simples alteração geográfica. O fenômeno está ligado ao crescimento da população em situação de rua, à expansão do consumo de drogas, às dificuldades de acesso à moradia e aos desafios das políticas de assistência social e saúde mental, refletindo transformações sociais e urbanas acumuladas ao longo de décadas.Como o crack chegou ao Brasil e a SalvadorEmbora tenha se tornado um dos maiores desafios sociais e de saúde pública das últimas décadas, a chegada do crack ao Brasil ocorreu de forma relativamente silenciosa. A droga surgiu nos Estados Unidos durante os anos 1980, inicialmente concentrada em comunidades vulneráveis de grandes centros urbanos.Produzido a partir da pasta-base da cocaína e consumido por meio da fumaça, o crack rapidamente ganhou notoriedade pelo alto potencial de dependência e pelos impactos sociais associados ao seu uso.Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os primeiros registros científicos sobre o consumo da droga no Brasil foram publicados em 1996. Estudos, no entanto, indicam que a substância já circulava em São Paulo desde pelo menos 1991. Em poucos anos, o fenômeno deixou de ser localizado e passou a se espalhar por diferentes regiões do país. Usuários de crack reunidos no centro de São Paulo - Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP Pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ajudam a dimensionar a velocidade dessa expansão. Entre pacientes atendidos em serviços especializados em dependência química, a proporção de usuários que consumiam cocaína fumada saltou de 17% para 64%, entre 1990 e 1993. Os números revelam uma transformação profunda nos padrões de consumo de drogas observados naquele período.Enquanto o avanço do crack ainda era analisado principalmente sob a perspectiva do Sudeste brasileiro, Salvador passava por uma mudança que alteraria, de forma duradoura, o cenário do consumo de drogas na capital baiana. Um dos registros mais importantes sobre esse processo foi produzido por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad/UFBA).No artigo científico The Opening of South America’s First Needle Exchange Program and an Epidemic of Crack Use in Salvador, Bahia-Brazil, publicado na revista AIDS and Behavior, os pesquisadores Tarcísio Andrade, Inês Dourado, Maria Guadalupe Medina, Peter Lurie e Kim Anderson documentaram o surgimento de uma verdadeira epidemia de crack em Salvador, a partir de 1996.O estudo aponta que a droga foi introduzida de forma rápida na cidade e atingiu especialmente usuários de drogas injetáveis em situação de pobreza. Até meados da década de 1990, a cocaína injetável predominava entre determinados grupos de usuários. Com a disseminação do crack, entretanto, milhares de pessoas migraram para a forma fumada da substância, em um curto intervalo de tempo.O impacto foi tão intenso que atingiu diretamente o funcionamento do primeiro Programa de Troca de Seringas da América do Sul, implantado em Salvador em 1995 pelo Cetad (UFBA), como estratégia de prevenção ao HIV entre usuários de drogas injetáveis. À medida que o crack avançava, diminuía a utilização das seringas que motivaram a criação do programa.Os números registrados pelo Cetad ajudam a compreender a velocidade da mudança. Em 1993, nenhum dos novos pacientes atendidos pelo centro relatava consumo de crack. Em 1996, eles já representavam 4% dos atendimentos iniciais. Um ano depois, o percentual saltou para 14% e continuou crescendo até alcançar 40% dos novos atendimentos, em alguns meses de 1998.Os primeiros focos identificados pelos pesquisadores estavam concentrados no Pelourinho e em outras áreas do Centro Histórico. Pouco tempo depois, o consumo já alcançava bairros como Engenho Velho da Federação, Calabar, Pituba e Patamares. Entre os fatores apontados para essa rápida disseminação estavam o menor custo da droga, a intensidade dos efeitos e a facilidade de consumo por meio do fumo, que dispensava o uso de seringas. Pedra de crack - Foto: Reprodução | MP-RS A expansão também foi acompanhada pela imprensa. Em levantamento realizado pelos pesquisadores da UFBA, a primeira grande referência ao crack em Salvador apareceu em julho de 1996. No ano seguinte, o jornal A TARDE publicou ao menos 24 reportagens sobre tráfico e consumo da droga, muitas delas relacionadas ao Centro Histórico. Uma dessas matérias apontava que o consumo de crack havia triplicado na cidade em relação ao ano anterior e que o principal foco de uso estava localizado no Pelourinho.A própria Fiocruz reconhece Salvador como uma das primeiras cidades brasileiras fora do eixo paulista a registrar, de forma significativa, o avanço do crack. No capítulo histórico da Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack, pesquisadores citam estudos realizados na capital baiana no início dos anos 2000, que já identificavam os impactos da substância sobre a saúde pública.Um desses levantamentos analisou 125 mulheres usuárias de crack recrutadas entre 2001 e 2002 em Salvador, demonstrando que o consumo da droga já estava consolidado em diferentes grupos sociais da cidade.Ao longo dos anos seguintes, o fenômeno deixou de estar restrito aos serviços de saúde e passou a ocupar espaços públicos cada vez mais visíveis. Pesquisas desenvolvidas pela UFBA mostram que o consumo de crack passou a ser progressivamente associado às populações em situação de vulnerabilidade social, especialmente às pessoas que viviam nas ruas.Na dissertação "Condições de Existência, Corpo e Saúde entre a População em Situação de Rua em Salvador, Bahia: uma abordagem antropológica", defendida no Instituto de Saúde Coletiva da UFBA pela pesquisadora Maria Magalhães Aguiar, o consumo de drogas aparece como elemento cada vez mais presente na realidade das ruas da capital.Com base em dados divulgados à época, o estudo apontava que o consumo de drogas havia aumentado 140% em Salvador e identificava usuários adolescentes, adultos e idosos em situação de rua em regiões como Calçada, Barra e Centro Histórico.A pesquisa também relaciona o avanço do crack ao agravamento das condições de vulnerabilidade social. Entre as pessoas entrevistadas, eram recorrentes relatos envolvendo desemprego, rompimento de vínculos familiares, violência, transtornos mentais e uso abusivo de substâncias psicoativas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Um retrato semelhante foi apresentado no estudo As Condições de Vida e de Trabalho da População em Situação de Rua do Centro Histórico de Salvador, Bahia, conduzido pelas pesquisadoras Renata Meira Veras e Gezilda Borges de Souza.O levantamento identificou que conflitos familiares, desemprego e consumo de drogas figuravam entre os principais fatores associados à ida e à permanência nas ruas. Mais da metade dos entrevistados apontou problemas familiares como motivo central para viver em situação de rua, enquanto o desemprego e o uso de drogas apareciam logo em seguida.Pesquisadores apontam que o crack em Salvador vai além da segurança pública e da dependência química. Desde sua chegada, nos anos 1990, o fenômeno tem sido associado às desigualdades sociais, ao desemprego, à fragilização dos vínculos familiares e à exclusão urbana, tornando mais visíveis problemas estruturais da capital baiana.Quando a dependência passou a ocupar as ruasMuito antes da chegada do crack, a população em situação de rua de Salvador já era marcada pelo desemprego, pobreza, conflitos familiares e transtornos mentais. Estudos da UFBA mostram que o consumo de álcool e outras drogas fazia parte dessa realidade, mas dentro de um contexto mais amplo de vulnerabilidade social.A partir da segunda metade da década de 1990, entretanto, a expansão do crack alterou significativamente esse cenário. O consumo da droga passou a ocupar espaços públicos de forma mais visível e, gradualmente, tornou-se associado à realidade das ruas da cidade. Nas décadas seguintes, a presença de usuários em praças, calçadas, viadutos, marquises e áreas de grande circulação passou a representar uma das faces mais evidentes da crise social urbana. Foto: Marcello Casal Jr | ABR Ainda assim, pesquisadores alertam que a dependência química, isoladamente, não explica o crescimento da população em situação de rua. Em muitos casos, o uso problemático de drogas surge após a perda da moradia, do emprego ou dos vínculos familiares. Em outros, o consumo contribui para aprofundar processos de exclusão que já estavam em curso. O resultado é um ciclo em que vulnerabilidade social e dependência frequentemente se alimentam mutuamente.Os números ajudam a dimensionar a magnitude dessa transformação. Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), referentes a 2025, apontam que 14.705 famílias em situação de rua estavam cadastradas na Bahia por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.O total representa mais que o triplo do registrado em 2020, quando 4.289 famílias viviam nessas condições. Distribuídas por praças, marquises, viadutos e espaços públicos de grandes e pequenas cidades do estado, essas famílias revelam um fenômeno que cresceu de forma acelerada nos últimos anos e passou a ocupar áreas cada vez mais visíveis do espaço urbano.Nova geografia das cracolândias em SalvadorDurante muito tempo, as cenas abertas de uso de drogas em Salvador estiveram associadas ao Centro Histórico. Foi nessa região que pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) registraram alguns dos primeiros focos da epidemia de crack que atingiu a capital baiana a partir de 1996. Pelourinho, Baixa dos Sapateiros, Nazaré, Comércio e Santo Antônio Além do Carmo passaram a concentrar não apenas usuários da droga, mas também uma crescente população em situação de rua.Nos anos 2000, o fenômeno já fazia parte da paisagem cotidiana dessas áreas. Moradores, comerciantes e turistas conviviam com a presença constante de usuários de crack, pedintes e pessoas vivendo nas ruas.Mais de uma década depois, o Centro continua concentrando parcela significativa dessa população. Dados do Censo da População em Situação de Rua de Salvador mostram que os bairros do Centro e da Liberdade permanecem entre os que registram o maior número de pessoas vivendo nas ruas da capital. O dado revela que o problema não desapareceu dessas regiões. O que mudou foi a ampliação do fenômeno para novos territórios. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Nos últimos anos, avenidas como ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves passaram a registrar um aumento cada vez mais visível da presença de pessoas em situação de rua, de barracos improvisados, do acúmulo de pertences e de cenas abertas de uso de drogas.Diferentemente dos antigos focos, localizados em áreas históricas e marcadas por um processo mais antigo de degradação urbana, esses novos pontos estão inseridos em alguns dos principais corredores econômicos, comerciais e de mobilidade de Salvador.A transformação é especialmente perceptível na Avenida ACM. Considerada uma das vias mais movimentadas da capital, ela conecta bairros como Brotas, Itaigara, Pituba e Caminho das Árvores, além de concentrar estações de metrô, corredores de BRT, centros empresariais, clínicas, universidades e centros comerciais. Nos últimos anos, a presença de pessoas vivendo em canteiros centrais, sob viadutos e nas proximidades das estações de transporte tornou-se cada vez mais frequente.Em uma ronda realizada pelo portal A TARDE durante a noite, foram observados trechos com iluminação precária, estações praticamente vazias e áreas ocupadas por pessoas em situação de rua sob viadutos e estruturas do sistema viário. O cenário ajuda a explicar a sensação de insegurança relatada por trabalhadores que circulam diariamente pela região. Placa da Avenida Vasco da Gama - Foto: Reprodução | Redes Sociais A mesma dinâmica pode ser observada na Avenida Vasco da Gama. Além da crescente concentração de pessoas em situação de rua, a região está localizada próxima à localidade conhecida como Manguinhos, frequentemente citada em ações de combate ao tráfico de drogas.Em 22 de fevereiro de 2026, uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de dois suspeitos e na apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros, 367 pedras de crack, 257 pinos de cocaína, 15 porções adicionais da droga, 85 porções de maconha, celulares e dinheiro em espécie. Um dos detidos possuía mandado de prisão em aberto. A ocorrência reforçou a presença do comércio ilegal de entorpecentes no entorno da avenida.Poucos meses depois, em 18 de maio de 2026, o prefeito Bruno Reis chamou a atenção para o crescimento da concentração de dependentes químicos na região durante o lançamento do Programa Vida Nova. Na ocasião, o gestor relacionou o fenômeno à circulação do K9, droga sintética popularmente conhecida como “crack sintético”, e defendeu ações conjuntas entre assistência social e forças de segurança. Bruno Reis, prefeito de Salvador - Foto: Cássio Moreira | AG. A TARDE “Ali na Vasco da Gama, a gente aproveita para chamar a atenção das autoridades. Também é um problema de polícia. Então, nós estamos aprovando na Câmara uma medida para impedir, no entorno de vias, o descarte de materiais reciclados. Porque em muitos casos nós sabemos que estão sendo trocados por drogas”, afirmou em coletiva de imprensa.“Infelizmente, existe uma droga nova, o K9, que é o crack [sic] sintético, que é muito mais barato e que tem atraído naquela região milhares de pessoas que estão em situação de rua, mas são dependentes de substâncias psicoativas e que não conseguem mais discernir para aceitar o nosso acolhimento”, completou.Os novos pontos de concentração observados em Salvador compartilham características semelhantes. Avenida ACM, Vasco da Gama e Tancredo Neves são corredores de intenso fluxo de pessoas, forte atividade comercial, ampla oferta de transporte público e proximidade com localidades frequentemente associadas a operações policiais de combate ao tráfico.O impacto para quem trabalha e circulaA mudança no mapa das cenas abertas de uso de drogas não alterou apenas a paisagem urbana de Salvador. Nos últimos anos, comerciantes, trabalhadores e motoristas que circulam diariamente por avenidas como Vasco da Gama, ACM e Tancredo Neves passaram a conviver de forma mais direta com os reflexos desse fenômeno.Em entrevistas concedidas ao portal A TARDE, eles relatam aumento da sensação de insegurança, prejuízos às atividades econômicas e dificuldades para lidar com a ocupação de espaços públicos por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.Na Avenida Vasco da Gama, um comerciante que preferiu não se identificar afirma que o cenário tem afetado diretamente o funcionamento de seu negócio. Proprietário de uma vidraçaria na região, ele relata que parte da clientela evita frequentar o local por receio da situação observada diariamente no entorno. "A gente corre até risco de falar sobre isso. Eles são agressivos, coagem as pessoas e fazem disso aqui um pandemônio", afirmou. Segundo o comerciante, situações que antes eram esporádicas passaram a fazer parte da rotina de quem trabalha na avenida. "É sexo no meio da rua, cachimbo aceso a qualquer hora, até necessidades eles fazem sem pudor nenhum. E o prejudicado somos nós, comerciantes. Quem quer vir para cá assim?", questionou.A percepção é compartilhada por Jebson Soares, proprietário de uma oficina mecânica localizada na mesma região. Para ele, os transtornos se tornam ainda mais evidentes durante os períodos de chuva, quando pessoas que permanecem em áreas abertas buscam abrigo em marquises e fachadas de estabelecimentos comerciais."Demônio é quando chove. Eles saem da pista do BRT para se abrigar aqui no toldo das lojas, mijam, cagam, usam drogas", relatou. Avenida Vasco da Gama - Foto: Bruno Conha / Prefeitura de Salvador Segundo o empresário, episódios de depredação, sujeira e danos ao patrimônio passaram a integrar a rotina dos comerciantes da área. "Semana passada foi o absurdo: defecaram no cadeado da minha loja. Cheguei por volta das 6h30 da manhã para abrir a oficina e estava lá o cadeado todo sujo de fezes. Isso aqui é Sodoma e Gomorra", disse.Os relatos revelam uma preocupação recorrente entre trabalhadores da região, que associam o aumento da presença de usuários e pessoas em situação de rua à redução do fluxo de clientes e ao agravamento da sensação de insegurança. Avenida Tancredo Neves - Foto: Reprodução | Google Street View Na Avenida Tancredo Neves, uma das áreas mais movimentadas da capital, o motorista por aplicativo Flávio Cardoso afirma que precisou adotar medidas de precaução durante as corridas e deslocamentos pela região.Segundo ele, furtos e tentativas de roubo passaram a fazer parte das preocupações de quem trabalha diariamente nas vias de grande circulação."Aqui na Avenida Tancredo Neves não está diferente. Quando eu chego em frente ao Iguatemi, eu já fecho os vidros porque sei que, a qualquer momento, pode aparecer um sacizeiro e puxar o celular do painel. Já vi isso acontecendo bem na minha frente, tanto com motorista quanto com motoboy. Então já passo aqui ligado", contou.O motorista afirma que alguns pontos localizados sob viadutos se transformaram em áreas de permanência frequente de usuários de drogas. "Fica um monte de sacizeiro debaixo do viaduto ali do córrego da Tancredo Neves, que, quando estão na onda, tentam roubar sem pudor nenhum", relatou.Ele também cita situações observadas na Avenida ACM, onde a presença de pessoas vivendo sob estruturas viárias exige atenção constante por parte dos condutores."Outro inferno está na ACM. Onde tem o elevador do BRT, precisamos passar por ali com atenção redobrada, porque, a qualquer momento, pode ter um indivíduo desses atravessando na frente do carro. Você atropelar um cidadão desses ainda vai te encher de problema", afirmou.O alerta que vem de São PauloSe hoje Salvador presencia a expansão das cenas abertas de uso de drogas para corredores como ACM, Vasco da Gama e Avenida Tancredo Neves, São Paulo oferece um retrato de como esse fenômeno pode se tornar um desafio urbano ainda mais complexo quando não há respostas suficientes ao longo do tempo.A chamada Cracolândia paulistana se consolidou ao longo das décadas de 1990 e 2000 como o maior símbolo nacional da concentração de usuários de crack em espaço público. Em determinados períodos, o "fluxo" chegou a reunir milhares de pessoas no centro da capital paulista, tornando-se um problema que atravessou diferentes gestões municipais e estaduais, sem solução definitiva. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Mesmo após sucessivas operações policiais, remoções e intervenções urbanas, o fenômeno não desapareceu. Em vez disso, os grupos passaram a se dispersar por diferentes áreas da cidade, formando novas concentrações em bairros e corredores urbanos. Embora as duas cidades possuam dimensões e dinâmicas urbanas bastante distintas, alguns sinais observados em São Paulo começam a aparecer também em Salvador. A presença crescente de pessoas em situação de rua e usuários de drogas em avenidas de grande circulação, próximas a estações de transporte e polos comerciais, sugere que o fenômeno já não está restrito às áreas historicamente associadas à exclusão social.A experiência de São Paulo demonstra que a expansão gradual das cenas abertas de uso de drogas costuma ser resultado de processos acumulados ao longo de anos e que, quando ignorados, tendem a se tornar cada vez mais difíceis e custosos de enfrentar. *Com acompanhamento e supervisão do repórter Luan Julião

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Prefeito promove arrocho em comissionados e causa revolta na Bahia

O prefeito de Sapeaçu, Ramon de Sena (Republicanos), tem sido alvo de duras críticas por conta da publicação de dois decretos que determinam um ajuste fiscal rigoroso para a redução de despesas do município.O Decreto 48/2026 impõe medidas temporárias de contenção, controle, racionalização e contingenciamento de despesas na cidade, que atingem principalmente o quadro de servidores comissionados. A determinação prevê, entre outras ações:A suspensão de novas contratações por 90 dias;Veto a criação ou ampliação de vantagens remuneratórias;Exoneração de ocupantes de cargos comissionados eRedução de contratos temporários e terceirizados.Já o Decreto 49/2026 determina a redução mínima de 20% dos cargos comissionados e funções de confiança da administração municipal. O prefeito deu o prazo de cinco dias para que os secretários encaminhem a relação dos cargos passíveis de exoneração. Veja os decretos 0,00kb RevoltaA população da cidade localizada no Recôncavo Baiano se revoltou com a ação imposta por Ramon de Sena. Em um texto que circula nas redes sociais, a medida foi apelidada como “Decreto da Morte”.O texto cita que o nível de insatisfação dos moradores chegou ao limite e afirma que se articula um movimento que cogita até o fechamento da BR 101 como forma de forçar a renúncia imediata do prefeito. Leia Também: CONTRASTE Contrato de R$ 35 milhões em Sapeaçu contradiz decreto de limitações INVESTIGAÇÃO Empresa sem aptidão técnica vence contrato na Educação de Sapeaçu DESPESAS Sapeaçu gera superávit maior que R$10 milhões e tem contas rejeitadas Para piorar a situação, servidores municipais acumulam dois meses de salários atrasados e fornecedores de serviços essenciais paralisaram atividades por falta de pagamento.“O sentimento nas ruas é de revolta, com o povo clamando por uma intervenção enérgica do Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para fiscalizar os desmandos da prefeitura, sob o argumento de que é inadmissível a continuidade de uma gestão nesse estado”, diz um trecho do comunicado.O portal A TARDE tentou contato com a Prefeitura de Sapeaçu, mas não obteve retorno. A matéria será atualizada quando houver posicionamento.

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Templos e política

Acompanhei, pelas redes sociais, embates entre pessoas que concordaram com a chamada Marcha para Jesus e a Parada do Orgulho LGBT, quando se argumentavam onde e para que uma e outra. Naturalmente, e infelizmente, se tornou campo de batalha, onde um condenava a ação do outro, o entendimento sobre para que eram as manifestações em si. Entendo e sinto que há lugares que nasceram para o silêncio, não ausência de som, mas o silêncio da ausência, aquele que permite ouvir o que o barulho do mundo não alcança. Um templo, uma igreja, um centro espírita, uma casa de oração são como portos construídos para acolher embarcações cansadas das tempestades da vida. Quem atravessa suas portas não procura slogans. Procura sentido. A religião, em sua essência mais profunda, é uma ponte lançada sobre o abismo das inquietações humanas. Ela convida o olhar a ultrapassar os limites da matéria, a perceber que a existência não se resume às disputas do presente, aos interesses passageiros ou às paixões que dividem os homens. Seu horizonte é mais amplo. Seu convite é mais elevado.Por isso, causa estranheza quando o altar se transforma em palanque e a linguagem da transcendência passa a disputar espaço com a retórica da campanha político-partidária. São universos diferentes. Um aponta para o eterno, o outro se ocupa do transitório. Um busca unir consciências em torno de valores universais; o outro, por sua própria natureza, organiza preferências, escolhas e divergências. Quem busca uma experiência religiosa não deseja vestir a camisa de uma torcida. Não chega ao templo para ser recrutado para um lado ou para outro das disputas humanas. Chega porque carrega perguntas que a política não responde. Leva consigo dores que nenhum programa de governo consegue aliviar por completo. Procura paz, consolo, esperança, reconciliação. Procura um encontro com algo maior do que si mesmo. A fé, entendo assim, é uma janela aberta para o infinito. A campanha eleitoral é uma estrada que percorre as urgências do presente. Quando essas duas paisagens se confundem, ambas perdem algo de sua identidade. A religião corre o risco de reduzir sua mensagem espiritual às fronteiras de um projeto temporal. A política, por sua vez, tenta apropriar-se da autoridade moral que pertence à esfera da consciência e da crença. Valores espirituais podem inspirar cidadania, ética, solidariedade e compromisso com o bem comum. Mas inspirar não é instrumentalizar. Iluminar não é dominar. Há uma diferença importante entre levar princípios para a vida social e transformar espaços de fé em arenas de disputa eleitoral. Quem entra em um lugar de oração não deveria encontrar bandeiras. Deveria encontrar horizontes.*Mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz

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O filme de ação que dominou a Netflix e vai turbinar sua quarta

Estamos no meio da semana, mas a vontade de assistir boas histórias continua mesmo em meio à correria da rotina. Pensando nisso, a Netflix tem uma opção incrível para quem busca um filme cheio de adrenalina para assistir nesta quarta-feira. Recém-adicionado ao catálogo, Terremoto: A Falha de San Andreas ganhou um novo fôlego no streaming e rapidamente alcançou o TOP 10 da plataforma, provando que ainda consegue atrair espectadores mesmo mais de dez anos após sua estreia nos cinemas, em 2015. Leia Também: SE LIGA NA DICA! Só 6 episódios: essa série de mistério da Netflix merece sua atenção IMPERDÍVEL! De tirar o fôlego: o filme de suspense do Prime Video para ver agora LUTO Astro chinês de dramas românticos morre aos 33 anos Estrelado por Dwayne Johnson, o The Rock, o longa aposta em ação constante, cenas grandiosas de destruição e uma corrida contra o tempo em meio a uma das maiores catástrofes imagináveis.Quando a Califórnia entra em colapsoA trama acompanha Ray Gaines, um experiente piloto de resgate que trabalha auxiliando vítimas em situações extremas. Sua rotina muda completamente quando uma sequência de terremotos devastadores atinge a Califórnia após a atividade da famosa Falha de San Andreas.Enquanto cidades inteiras começam a desmoronar, Ray precisa atravessar um cenário de destruição para encontrar sua filha Blake, presa em São Francisco. Para isso, ele conta com a ajuda da ex-esposa Emma, deixando antigos conflitos de lado diante da gravidade da situação.Ao mesmo tempo, cientistas tentam compreender a dimensão do desastre e alertam que os tremores podem ser apenas o começo de uma tragédia ainda maior.Uma busca em meio ao caosEmbora o espetáculo visual seja o principal atrativo, a história procura construir uma motivação emocional para seus protagonistas. Em vez de focar apenas na destruição, o filme transforma a tentativa de reunir uma família separada em seu principal motor narrativo.Conforme as comunicações entram em colapso e as rotas de fuga desaparecem, Ray e Emma embarcam em uma jornada cada vez mais arriscada. Helicópteros, aviões e embarcações se tornam ferramentas essenciais para avançar por um estado que parece estar ruindo a cada minuto.O carisma de The Rock Dwayne Johnson assume mais uma vez o papel que o transformou em um dos maiores nomes do cinema de ação moderno. Seu personagem reúne coragem, habilidade e uma impressionante capacidade de encontrar soluções para praticamente qualquer obstáculo.Mesmo quando o roteiro exige certa suspensão da descrença, o carisma do ator ajuda a manter o público envolvido na proposta.Ao lado dele, Carla Gugino e Alexandra Daddario completam o núcleo principal da história, enquanto Paul Giamatti surge como um dos cientistas que tentam prever a magnitude da catástrofe.O verdadeiro protagonista é o desastreO diretor Brad Peyton entende exatamente o tipo de entretenimento que pretende entregar. O filme segue a tradição dos grandes longas de desastre, apostando em cenários de destruição em larga escala e efeitos visuais que continuam impressionando anos após o lançamento.Arranha-céus balançando, pontes desmoronando, estradas desaparecendo e ondas gigantes avançando sobre áreas costeiras ajudam a construir uma sensação constante de perigo.Mais do que simples espetáculo visual, cada novo desastre surge como um obstáculo direto para os personagens, aumentando a tensão da missão de resgate e mantendo o ritmo acelerado até os minutos finais.Vale a pena?A resposta depende das expectativas do espectador. Quem procura grandes atuações, diálogos sofisticados ou um roteiro impecável provavelmente não encontrará aqui seu filme favorito. A recepção da crítica reflete isso: o longa possui apenas 48% de aprovação no Rotten Tomatoes.Por outro lado, para quem busca uma diversão descomplicada, repleta de ação, efeitos visuais grandiosos e muita adrenalina, Terremoto: A Falha de San Andreas entrega exatamente o que promete. O sucesso recente no TOP 10 da Netflix mostra que, mesmo após mais de uma década, ainda existe público para esse tipo de blockbuster catástrofe que transforma cada minuto em uma corrida contra o tempo.

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Crescimento da população indígena e a consolidação das políticas públicas

“Minha avó era ‘índia’.” Quantas vezes ouvimos essa frase, dita com um misto de orgulho, nostalgia e desconhecimento? Por muito tempo, o apagamento da identidade indígena no Brasil se deu por meio da negação histórica, da violência simbólica e da exclusão institucional. A invisibilidade forçada resultou em gerações que deixaram de se reconhecer como indígenas, mesmo carregando em seus corpos essa ancestralidade.No entanto, o cenário está mudando. No Censo Demográfico de 2022, o número de pessoas que se autodeclaram indígenas no Brasil cresceu cerca de 89% em relação ao Censo de 2010, alcançando 1,69 milhão de pessoas. Na Bahia, são 229,4 mil indígenas, o segundo maior contingente do país, atrás apenas do Amazonas. O estado abriga 31 povos indígenas distribuídos em 245 comunidades. Isso não é apenas um crescimento demográfico, é reconfiguração da consciência identitáriaEssa diversidade e resistência têm sido fortalecidas pelas políticas públicas promovidas pelo Governo do Estado, especialmente a partir da eleição de Jerônimo Rodrigues, primeiro governador autodeclarado indígena do Brasil. Sua trajetória e seu compromisso com os povos originários têm colocado essa pauta no centro das ações governamentais.Um exemplo desse compromisso é o investimento destinado à garantia de acesso e infraestrutura nas comunidades indígenas, como a construção de estradas, a perfuração de poços e a instalação de sistemas de abastecimento de água, assegurando dignidade e saúde.Uma conquista emblemática é a habilitação do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, como a primeira unidade do estado especializada no atendimento à população indígena, respeitando suas especificidades culturais, linguísticas e espirituais.Na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, essa pauta ganha força por meio de projetos de qualificação profissional financiados pelo Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), além da realização de festivais e feiras de artesanato e economia solidária, importantes vitrines e fontes de geração de trabalho e renda para essas comunidades.No esporte, destacam-se o 1º Campeonato Estadual de Futebol dos Povos Indígenas da Bahia, realizado no final de 2025, e a 18ª edição dos Jogos Indígenas Pataxó, em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.O avanço desses indicadores e ações demonstra que reconhecer-se indígena não é mais apenas um gesto de resistência solitária, é também resultado de políticas públicas comprometidas com a reparação histórica. Importante frisar que tudo isso é fruto da mobilização dos mais diversos movimentos e lideranças indígenas, peças fundamentais para essa construção coletiva de reconhecimento e reafirmação identitária.*Secretário em exercício do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia

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Bahia atropela 12 estados e domina pódio no tênis de mesa nacional

A cidade de Feira de Santana voltou a ser palco de uma importante competição do calendário nacional do tênis de mesa. Entre os dias 4 e 7 de junho, o Ginásio Oyama Pinto sediou a Copa Brasil Prata de Tênis de Mesa 2026, reunindo mais de 200 atletas de diferentes regiões do país.Válido para o ranking da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), o torneio contou com representantes de 12 estados brasileiros, além de técnicos, árbitros e dirigentes. Ao longo de quatro dias de disputas, os competidores participaram de confrontos em 30 categorias, divididas por faixa etária, nível técnico e provas de simples e duplas.Entre os destaques da competição estiveram os atletas baianos Gabriela Santiago e Iuki Alves, beneficiados pelo programa FazAtleta. Ambos alcançaram as finais das principais categorias do evento e terminaram com a medalha de prata.Além dos resultados nas categorias principais, os mesa-tenistas baianos tiveram desempenho expressivo ao longo de toda a competição. No total, foram 61 medalhas conquistadas pelos representantes do estado: 11 de ouro, 14 de prata e 36 de bronze.Na disputa do Absoluto A masculino, Iuki chegou à decisão, mas acabou superado por Dennis Carvalho, que ficou com o título da categoria mais importante do torneio. Já no feminino, Gabriela Santiago teve uma campanha de destaque até a final do Absoluto B, onde foi derrotada por Victoria Passarela, vice-campeã da edição. Leia Também: INCENTIVO AO ESPORTE FazAtleta 2026: Governo abre inscrições com recorde de R$ 15 milhões OPORTUNIDADE Bahia abre inscrições para o FazAtleta 2026; saiba como participar ESPORTES Governo da Bahia anuncia maior investimento da história no FazAtleta Outro ponto de destaque foi a premiação por equipes. O tradicional Troféu Eficiência, que reconhece os clubes com melhor desempenho geral na competição, teve domínio absoluto dos representantes baianos. Entre os 23 clubes participantes, o Clube dos Tenistas da Bahia (CTB) ficou com o primeiro lugar da classificação geral. A Academia Baiana de Tênis de Mesa (ABTM) terminou na segunda posição, enquanto o CT Carneiro completou o pódio em terceiro.A competição contou com a presença de equipes de estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins, Piauí, Paraíba, Alagoas, Distrito Federal e Bahia, reforçando o alcance nacional do evento. Atletas baianos conquistaram 61 medalhas - Foto: Divulgação Para o presidente da Federação de Tênis de Mesa da Bahia (FTMBA), Caio Gadelha, a realização da etapa em Feira de Santana demonstra a evolução da modalidade no estado.“A realização da Copa Brasil em Feira de Santana reforça o crescimento do tênis de mesa na Bahia e demonstra a capacidade do estado em receber grandes eventos nacionais, proporcionando estrutura de qualidade, integração entre atletas de todo o país e a promoção do esporte em diferentes regiões. A competição foi marcada pelo alto nível técnico, espírito esportivo e pela forte participação dos clubes baianos, que mais uma vez mostraram sua força no cenário nacional do tênis de mesa”.A etapa disputada em Feira de Santana marcou o terceiro evento nacional consecutivo da modalidade realizado em território baiano. Antes dela, Salvador recebeu competições da CBTM em novembro de 2024 e março de 2025, ambas na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). O cenário representa uma mudança significativa para o estado, que havia passado quase uma década sem sediar torneios nacionais de tênis de mesa.

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Mosquito desagradável

Ninguém, em sã consciência, deseja adoecer, reforçando, neste período de chuvas, a importância de a população fazer a sua parte e também cobrar ao poder público municipal o dever de protegê-la. Aumenta a probabilidade de zika, chikungunya e dengue transmitidas pelo mosquito aedes Aegypt, fazendo jus à denominação original “desagradável”; “do Egito” é onde foi descoberto.Como não se pretende formar entomólogos (cientistas de insetos alados), o mais razoável mesmo é evitar cobrar das pessoas conhecimento para identificar o causador dos males. Por muitos e muitos anos, esta inusitada e débil metodologia de ensinar que o aedes tem desenho “pintadinho” pretendeu transferir a maior responsabilidade do desafio.A proposta ora hegemônica é combater a proliferação de todo mosquito ou muriçoca, basta estar voando e zunindo com o bater das asas. Para tanto, continua valendo a tática de esvaziar recipientes, um trabalho para Hércules em uma cidade onde os contêineres transbordam de lixo, entre os quais latas, pneus e frascos.Da prefeitura, espera-se a prestação do serviço dos carros “fumacê”, além das costumeiras visitas, como forma de redução de danos nas casas. Uma feliz ideia é oferecer apoio a cada bairro segundo sua necessidade, dando prioridade aqueles com maior infestação.Não são poucos a disputar este acesso, tendo como favoritos alguns campeões na baixa qualidade de assistência aliada à origem caracterizada pelas ocupações espontâneas. Podem alinhar nesta espécie de “subcidade”, Narandiba, Vila Ruy Barbosa, Boca da Mata, Saramandaia, Bairro da Paz, Palestina, Calabetão, Santa Cruz, Novos Marotinhos, Alto do Coqueirinho, Nova Brasília, Pero Vaz e uma maior parte dos Pernambués.Como se pode concluir, é trabalho gigantesco para os servidores engajados na saúde pública: nem as pessoas escapam sem a prefeitura e nem a municipalidade consegue rolar esta rocha, provisoriamente, como a de Sísifo, sem a participação da cidadania.

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Jovens são os mais desconfiados com recursos de IA, diz pesquisa

Engana-se quem pensa que os jovens são os maiores usuários de Inteligência Artificial no Brasil. Segundo dados divulgados no Monitor de Inteligência Artificial de 2026, pesquisa realizada pela Ipsos, pessoas com menos de 35 anos ficam desconfiadas com os recursos oferecidos pelas plataformas.Ao todo, 52% dos entrevistados de 32 países revelaram que se sentem nervosos com a tecnologia. Entre os brasileiros, 44% deles não confiam integralmente na IA e 60% acreditam que, entre 3 e 5 anos, as plataformas alterarão o seu dia a dia. Leia Também: DO ESTÁDIO AO ASFALTO Corrida é o novo futebol? Entenda por que a modalidade virou um fenômeno entre gerações BRASIL ‘O choro é livre’: próximo feriadão nacional é só daqui a 3 meses PIONERISMO O sabor do recomeço: baiana cria confeitaria de sucesso após câncer A maior preocupação entre eles é com relação a quantidade de desinformação na internet com a alteração de informações e imagens manipuladas. Cerca de 42% dos brasileiros jovens acreditam que as fake news crescerão nos próximos anos.No Brasil, cerca de mil pessoas participaram da pesquisa. O número total foi de 23.532 adultos com 18 anos ou mais, que falaram de países como Índia, Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia, Estados Unidos, Tailândia, Indonésia e Singapura.

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Projeto Paranauê fortalece agentes culturais para concorrer a editais

O Projeto Paranauê realizou, no último sábado, 6, mais uma etapa de sua programação formativa voltada ao fortalecimento de agentes culturais em Salvador.A aula presencial do Módulo 3 – Elaboração de Projetos Culturais reuniu artistas, produtores, estudantes, representantes de coletivos e lideranças comunitárias no Colégio de Tempo Integral Professora Heloísa Costa, no bairro de São Cristóvão.Com o tema "Como Funcionam os Editais", a atividade apresentou orientações práticas para quem busca acessar recursos públicos destinados ao setor cultural.Durante o encontro, os participantes tiveram contato com informações sobre mecanismos de fomento, tipos de seleção, legislação, prestação de contas e responsabilidades dos proponentes.Formação para ampliar o acesso à culturaA iniciativa integra a terceira fase do Projeto Paranauê, que tem como objetivo ampliar o conhecimento de agentes culturais sobre políticas públicas, economia da cultura, participação social e elaboração de projetos.Ao longo da formação, foram discutidos aspectos que costumam gerar dúvidas entre artistas e produtores, especialmente aqueles que desejam participar de editais públicos pela primeira vez. Foto: Aline Novaes A palestrante Karol Duarte destacou que o acesso à informação é um dos principais desafios para a democratização dos recursos culturais.Segundo ela, muitos grupos desenvolvem importantes ações culturais em seus territórios, mas enfrentam dificuldades para acessar editais por falta de orientação sobre a construção de propostas e os critérios exigidos pelos programas de financiamento.Participantes destacam importância do conteúdoPara os participantes, a formação representou uma oportunidade de compreender melhor os caminhos para transformar iniciativas culturais em projetos aptos a disputar recursos públicos.A troca de experiências e o contato com informações técnicas foram apontados como fatores importantes para fortalecer ações já desenvolvidas em comunidades e ampliar as possibilidades de financiamento.Próximas etapas serão onlineO Módulo 3 terá continuidade com duas formações virtuais que aprofundarão os temas apresentados durante o encontro presencial. Leia Também: CULTURA Autor baiano lança livro em Salvador; veja detalhes COMEMORAÇÃO Copa do Mundo 2026: veja os melhores lugares para torcer em Salvador TEATRO Espetáculo que passou pela Nigéria chega a Salvador de graça No dia 9 de junho, os participantes acompanharão a aula "Estrutura e Escrita de Projetos", dedicada à construção de propostas culturais. Já no dia 11 de junho será realizada a formação "Planejamento e Orçamento do Projeto", voltada à elaboração de cronogramas, metas e previsões financeiras.Sobre o Projeto ParanauêRealizado pela Casa de Capoeira Pelourinho, o Projeto Paranauê é fruto de emenda parlamentar destinada ao Ministério da Cultura e busca fortalecer o Sistema Nacional de Cultura por meio de ações de formação, orientação técnica e incentivo à participação social.A proposta é ampliar o acesso de agentes culturais às políticas públicas e contribuir para o fortalecimento da produção cultural nos territórios de Salvador.

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Google adiciona Gemini ao Chrome e Maps em série de expansões com IA

O Google anunciou nesta quarta-feira, 10, a chegada do Gemini no Chrome ao Brasil. O anúncio foi feito no evento ‘Google For Brazil 2026’, que acontece em São Paulo.De acordo com o Google, com a integração do modelo de IA mais recente (Gemini 3.1), os usuários agora podem resumir textos, redigir e-mails e editar imagens diretamente no Navegador, sem precisar trocar de aba.De maneira geral, o objetivo é tornar a navegação mais fluída, permitindo ao Gemini interação o conteúdo consumido naquele momento durante pelo usuário.“O navegador é onde trabalhamos, aprendemos e nos conectamos. Para evitar que tarefas complexas atrasem o dia a dia, reimaginamos o Chrome com IA integrada para ajudar as pessoas a encontrar e entender informações de forma muito mais rápida”, diz a diretora de Produto do Chrome, Charmaine D’Silva.No anúncio, o Google afirmou que os recursos, no entanto, foram treinados para reconhecer ameaças e exigem confirmação antes de realizar ações sensíveis, como enviar um e-mail ou agendar um evento. Além disso, as atualizações automáticas do Chrome garantem proteção contínua contra as ameaças mais recentes.A novidade estará disponível inicialmente para desktop e iOS e, em breve, para usuários Android.Conheça os novos recursos:Assistente integrado no painel lateral: Com um clique no canto superior direito, no ícone do Gemini, você abre um chat com o Gemini para resumir artigos longos, tirar dúvidas sobre a página que está lendo ou até criar um quis para os estudos, tudo sem sair da página atual.Conexão direta com o Google Workspace: O Chrome agora trabalha junto com o Gmail, Maps, Agenda e YouTube. Você pode pedir para o Gemini destacar os pontos principais de um vídeo no YouTube ou redigir e enviar um e-mail pelo Gmail diretamente do painel lateral.Pesquisa inteligente em várias abas: O Gemini consegue cruzar informações de Várias abas abertas ao mesmo tempo. Vai planejar uma viagem ou comparar preços de produtos? O assistente consolida os dados em uma única tabela para facilitar sua decisão.Edição de imagens com Nano Banana 2: Transforme imagens na web usando apenas comandos de assistente. Leia Também: 'SIRI TURBINADA' Apple anuncia lançamento de nova IA para iPhones; entenda a novidade TECNOLOGIA Apple pode liberar Pix por aproximação no iPhone; entenda TECNOLOGIA Instagram Plus: conheça o serviço que chegou ao Brasil nesta semana Gemini chega a MapsO Gemini foi o grande foco de atualizações do Google para o Brasil neste ano. Além da integração ao Chrome, a ferramenta de IA agora tem novas funcionalidades a serem usadas diretamente no Google Maps.No Google For Brazil também foi lançado o ‘Pergunte ao Maps’, uma nova experiência conversacional que une a base de dados do aplicativo com a capacidade de raciocínio avançado do modelo Gemini.Com o novo recurso, o Google Maps passa a responder instantaneamente a perguntas complexas como em uma conversa simples e natural. Ou seja, os usuários não precisam gastar tempo cruzando abas e filtrando dezenas de avaliações para planejar uma atividade. Basta abrir o “Pergunte ao Maps” e interagir de forma natural, como se estivessem conversando com um assistente pessoal.“O Google Maps está mudando o que um mapa pode fazer”, comenta André Kowaltowski, terente do Google Maps para a América Latina.“O Pergunte ao Maps usa as informações mais recentes para mostrar tudo o que você precisa otu97saber antes de sair de casa. Você pode perguntar onde achar um hambúrguer vegano perto do trabalho ou pedir um roteiro de locais com arquitetura icônica na sua cidade. As respostas aparecem em formato de conversa, com um mapa personalizado para ajudar a visualizar as opções e planejar as ações, como, por exemplo, fazer uma reserva em um restaurante”, diz.Para gerar essas recomendações, a ferramenta cruza dados de mais de 300 milhões de lugares com as avaliações de mais de 500 milhões de colaboradores da comunidade do Google Maps.O Pergunte ao Maps considera o histórico do usuário, como locais pesquisados ou salvos, para oferecer a recomendação ideal. Ao buscar um ponto de encontro no meio do caminho com amigos, por exemplo, o sistema pode priorizar restaurantes vegetarianos ou com um ambiente específico, caso reconheça essas preferências no perfil.Logo após receber a recomendação, o usuário pode, com poucos cliques, fazer reservas em restaurantes, salvar os locais em uma lista, compartilhar com amigos ou iniciar a rota para o destino.Quando lança?Esta semana, o Google começa a implementar o recurso Pergunte ao Maps para um seleto grupo de Local Guides – os membros mais ativos da comunidade do Google Maps. Em poucas semanas, estará disponível para todos os usuários brasileiros.IA no YouTubeO uso da IA no YouTube promete revolucionar a forma de trabalho dos criadores de conteúdo, oferecendo todo o necessário para criação, edição e puder vídeos em um só lugar.Esse é o ‘Pergunte ao Studio’, que já está disponível completamente em português para os criadores brasileiros. O recurso, integrado diretamente ao YouTube Studio, atua como um verdadeiro parceiro criativo baseado em Inteligência Artificial, projetado para ajudar criadores de conteúdo a gerenciar e expandir seus canais com mais eficiência e inteligência de dados.Como funciona?O “Pergunte ao Studio” é uma interface de chat conversacional integrada à versão web do YouTube Studio (acessível pelo computador, inclusive com um atalho rápido na página de Analytics). Alimentada por modelos avançados de linguagem (LLMs), a ferramenta ajuda o criador de conteúdo a decifrar dados complexos e a estruturar seu fluxo de trabalho por meio de quatro frentes principais:Análise simplificada de métricas: Os criadores podem usar comandos diretos ou predefinidos, como, por exemplo, “Como tem sido o desempenho do meu vídeo mais recente?”, ou obter explicações detalhadas sobre as métricas do canal.Resumo da comunidade: É possível compreender o feedback do público sem precisar ler milhares de interações.Desenvolvimento de conceitos e roteiros: A IA funciona como uma ferramenta de brainstorming. O criador pode copiar e colar o rascunho de um script para receber sugestões de melhorias e feedbacks baseados nas melhores práticas de criação doYouTube, além de receber sugestões de ideias de temas correlatos.Interação com a guia Inspiração: Quando o recurso gera uma boa sugestão ou ideia de conteúdo, o criador pode salvá-la em forma de “card de ideias” dentro da guia Inspiração do Studio para continuar trabalhando, refinando e construindo o roteiro do vídeo mais tarde.“As ferramentas de Inteligência Artificial do YouTube são desenhadas para dar apoio à criatividade e facilitar o trabalho e a rotina dos nossos criadores. O ‘Pergunte ao Studio’ é um ótimo exemplo dessa filosofia ao oferecer aos criadores as respostas que eles precisam para tomar decisões estratégicas mais rápidas e direcionadas”, afirma Max Oliveira, gerente sênior de marketing de produto do YouTube para a América Latina. “Ao trazer esse recurso para o Brasil em português, estamos investindo na nossa creator economy, permitindo que canais de todos os tamanhos tenham acesso a uma poderosa ferramenta que pode ajudar diretamente na transformação de um canal em um negócio”, finaliza.

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Professora é encontrada morta dentro de casa com sinais de violência

Uma professora aposentada, de 70 anos, foi encontrada morta dentro da residência onde morava com sinais de violência. O corpo foi localizado no últim domingo, 7, no município de Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia. Familiares decidiram ir até o imóvel após estranharem a falta de contato com a idosa. No local, eles precisaram arrombar a porta para entrar na residência, momento em que encontraram a vítima sem vida em um dos banheiros da casa.A suspeita inicial é de que a professora tenha sido assassinada em outro cômodo e, posteriormente, arrastada até o banheiro. Leia Também: MOTORISTA INDICIADO Drogas, contramão e falhas no veículo: inquérito detalha acidente com 16 mortos na Bahia BAHIA Adolescente de 17 anos desaparece após dizer que ia morar em outro bairro POLÍCIA Caminhoneiro envolvido em tragédia com 16 mortos na Bahia será levado para presídio InvestigaçãoApesar dos indícios, a Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime. Conforme a corporação, a vítima morava sozinha, mas mantinha contato frequente com familiares, que costumavam visitá-la.Testemunhas já começaram a ser ouvidas e diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.O corpo da professora foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras, onde passou por exames de necropsia. A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades.

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Funcionário do IML é preso suspeito de transferir dinheiro de cadáver

Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente sob suspeita de realizar uma transferência bancária utilizando o celular de uma pessoa morta. A prisão foi cumprida na segunda-feira, 8, pela Corregedoria da Polícia Civil, responsável pela investigação do caso.Segundo as apurações, o funcionário teria acessado o aparelho da vítima após a entrada do corpo no IML e realizado uma movimentação financeira para uma conta que o beneficiaria. O valor da transação não foi divulgado pelas autoridades.Investigação apura série de crimesO caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos e é investigado pela Polícia Civil. Além da suposta transferência indevida, o atendente também é suspeito de tentar destruir o celular utilizado na operação, o que levou à inclusão de outros crimes na investigação.Entre os delitos apurados estão peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios. A suspeita é de que o servidor tenha utilizado a função que exercia para ter acesso ao aparelho e aos dados da vítima.SSP acompanha o casoEm nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Superintendência da Polícia Técnico-Científica acompanha o caso e colabora com as investigações.A pasta ressaltou que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores e que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que são identificadas irregularidades.Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a dinâmica da transação e nem a identidade da vítima.

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Jerônimo inicia escuta popular em Salvador e capital vira ponto estratégico da campanha

Salvador recebeu, nesta terça-feira, 9, o Programa de Governo Participativo (PGP), iniciativa de escuta popular do grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Além do petista, pré-candidato à reeleição, estiveram presentes importantes aliados da base, como deputados estaduais e federais, lideranças comunitárias do Subúrbio Ferroviário de Salvador, prefeitos e vereadores, além de secretários estaduais. O evento ocorreu no bairro de Periperi. Leia Também: REFORÇA PARA A REELEIÇÃO Baiano é escalado para fazer gestão das redes de Lula na campanha REAÇÃO CEO da Atlas reage após TSE suspender pesquisa desfavorável a Flávio POLÍTICA Flávio Bolsonaro lança funk do Pix após polêmica com EUA Ponto estratégico O encontro, primeiro de uma série que deve ocorrer na capital até o início da corrida eleitoral, reafirmou o papel da capital baiana, maior colégio eleitoral do estado, como um dos pontos estratégicos para a campanha. A mobilização do bloco e lideranças partidárias deu o tom do que deve ser visto até o dia 4 de outubro. Presidente estadual do PT, Tássio Britou afirmou, em conversa com o portal A TARDE, durante o evento, sobre o início das agendas na capital, no mesmo modelo que já tem acontecido no interior nas últimas semanas. Foto: Undel Galter | Ag. A TARDE Ouvir as propostas e colaboração da população soteropolitana, segundo o dirigente, é parte fundamental para entender as demandas da capital. "O PGP já tem uma marca nossa, é o nosso jeito de fazer programa de governo, que é ouvir nas pessoas, ouvir a sociedade, movimentos políticos, partidos, lideranças, prefeitos, deputados, e nós acreditamos que é o povo da Bahia que tem capacidade de discutir. Vocês não vão ver o nosso grupo saindo para a França, para São Paulo, para Goiás, atrás de entender a Bahia, quem entende a Bahia é o povo baiano, e é ele que a gente está escutando para conseguir o nosso plano de governo", destacou Tássio. Estratégia do grupo Para além do trabalho de consulta popular, o PGP também servirá para aquecer as turbinas de pré-campanha. Segundo fontes ouvidas pelo portal A TARDE, a ideia é avançar no número de votos em Salvador, equilibrando a disputa contra a oposição, que tem na capital e Região Metropolitana seu maior reduto de votos. Em 2022, Jerônimo obteve 557.418 votos em Salvador no segundo turno, enquanto ACM Neto (União Brasil) teve 1.013.094 votos. Em entrevista ao portal A TARDE, Rowenna Brito (PT), pré-candidata a deputada estadual e ex-secretária estadual de Educação, destacou a necessidade do papel de escuta na capital."Dando início a essa caminhada de ouvir as pessoas pra essa nova temporada nossa dos próximos quatro anos [...] A gente está aqui para ouvir o povo mais uma vez e reafirmar o nosso compromisso com a Bahia e com Salvador", afirmou.Os investimentos e obras de infraestrutura do grupo em Salvador, a exemplo do VLT, foram citados pelos presentes no PGP, políticos e moradores. Jerônimo Rodrigues mencionou ainda a entrega do Teatro Castro Alves (TCA), fechado para reforma, no próximo mês. Tom da campanha Escala 6x1, polarização e bandeiras sociais são as apostas da base governista para a campanha dos próximos meses, segundo interlocutores do governo. Os temas foram citados durante o PGP, seja no microfone ou nos bastidores. Presente no evento, o prefeito de Camaçari, quarto maior colégio eleitoral da Bahia, Luiz Caetano (PT), mencionou os mesmos temas. Eu penso que o que vai pautar é a polarização da campanha e, consequentemente, as bandeiras mais ligadas à sociedade. Tanto a pauta muito importante da jornada 6x1, que a gente vai derrotar e, consequentemente, vai ser vitoriosa, e também garantir a vitória de Jerônimo no primeiro turno. Isso que vai pautar as eleições Luiz Caetano, - prefeito de Camaçari Salvador potente Jerônimo Rodrigues falou, logo após o evento, com a equipe do portal A TARDE, sobre o papel de Salvador dentro tabuleiro político e da condução dos mandatos. Além dos diálogos com os soteropolitanos, Jerônimo frisou as realizações do governo na cidade, e pontuou esperar um trabalho coletivo de construção do plano de governo, a partir dos PGPs que serão realizados em Salvador. "Essa é a primeira edição do PGP em Salvador, e começou muito potente. Além dos militantes e dos mandatos do partido, comunidade aqui presente, trazendo a sua expectativa para que a gente possa ver isso no programa de governo, como fizemos aqui nessa região muitos programas, como melhoria nas escolas, encostas, drenagem, agora o VLT", destacou Jerônimo. "Espero que o grupo, a partir de hoje, construa suas propostas, lançar no programa de governo", completou o governador petista.

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