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Ponte de Lima: Dois feridos em despiste na A3

Um despiste de um automóvel na A3, no sentido norte/sul, em Ponte de Lima, provocou dois feridos, ao final da tarde desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte da Proteção Civil, os feridos são um homem de 42 anos e uma mulher de 50.

Foram assistidos por meios dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Vila Verde e Amares. Foram depois transportados para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

O alerta foi dado às 17:40 para a zona de Calvelo, junto à saída de Anais.

A concessionária da autoestrada – Brisa – esteve no local a apoiar as operações e a GNR registou a ocorrência.

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Há quatro ‘heróis’ em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga homenageou, na manhã desta sexta-feira, os quatro dadores de sangue em atividade com maior número de dádivas registadas no Banco de Sangue da instituição, numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala anualmente a 14 de junho.

Raul Torres Veloso (81 dádivas), Manuel Alberto Esteves Oliveira (56 dádivas), Joaquim Miguel Vieira Gomes (56 dádivas) e João Carvalho Garrido (56 dádivas), somam, em conjunto, 249 dádivas de sangue.

De acordo a ULS Braga, a iniciativa pretendeu “reconhecer publicamente o exemplo de altruísmo, solidariedade e compromisso destes cidadãos, cujo contributo tem sido fundamental para assegurar a disponibilidade de sangue necessária à prestação de cuidados de saúde à comunidade”.

Tendo em conta que cada dádiva pode beneficiar até três pessoas, estima-se que estas 249 dádivas tenham contribuído para apoiar até 747 vidas, em contextos como “situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e outras situações clínicas críticas”.

Há quatro 'heróis' em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes
Foto: ULS Braga

“O sangue não se fabrica. Temos de ser nós a dar sangue para salvar vidas”, referiu Raúl Veloso.

E acrescentou: “Deixei de dar sangue aos 66 anos e quando a idade limite passou a 70 voltei a dar. Tenho dois filhos que também já são dadores. Não custa nada e somos sempre bem tratados pela equipa do Hospital. Enquanto puder continuarei a dar. O meu objetivo é totalizar as 120 dádivas”.

Há quatro 'heróis' em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes
Foto: ULS Braga

Para Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, “esta homenagem é, acima de tudo, uma forma de agradecer o compromisso extraordinário destes quatro cidadãos com a comunidade. As suas 249 dádivas representam muito mais do que números: representam vidas apoiadas, famílias ajudadas e uma demonstração exemplar de solidariedade. O seu exemplo recorda-nos que a dádiva de sangue continua a ser um gesto simples, voluntário e insubstituível, essencial para a resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

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Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade

O Caminho de Torres, que liga Sernancelhe (Viseu) a Valença, seguindo depois para Santiago de Compostela, acabou de ser certificado pelo Governo, de acordo com uma portaria que foi publicada hoje em Diário da República.

Para o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que falou à margem da sessão de abertura das Jornadas Europeias da Cultura, em Barcelos, este é um marco “importante” na “construção turística e cultural” do Norte de Portugal.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Alberto Santos, secretário de Estado, foi recebido nos Paços do Concelho de Barcelos pelo autarca Mário Constantino Lopes. Foto: Pedro Gonçalo Costa / O MINHO

O novo Caminho Português de Santiago, que se junta a outros já certificados (Central, Litoral e Interior) em território nacional, tem uma extensão de 180,49 quilómetros e atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, entrando no Minho por Guimarães, seguindo para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Imagem: DR

A certificação aponta que existem “condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.

Registos remontam ao século XII

Na portaria, o Governo sublinha a antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente que se encontra documentada por uma “rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo”.

“Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário, e de outros testemunhos de peregrinações no território atravessado, como os caminhos trilhados por São Gonçalo (séculos XII-XII), as notícias de um peregrino inglês na Sé de Lamego em 1683 ou os testemunhos da peregrinação de João Valente em 1723, que evidenciam a importância e dinâmica histórica deste Caminho”, nota.

O itinerário conta com reconhecidos pontos históricos de peregrinação, com destaque para as “edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval”.

Dois sítios Património Mundial da UNESCO

Entre os quais, de referir a Sé de Lamego e a sua capela de São Sebastião; o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o Tâmega em Amarante; o mosteiro de Pombeiro; a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira; os conventos de São Francisco e de São Domingos, últimas moradas de São Gualter e do beato Frei Lourenço Mendes, também em Guimarães; a Catedral de Braga; ou a Ponte de Ponte de Lima, um “dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional”.

A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário que atravessa duas unidades classificadas de Património Mundial da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – passando ainda por outras áreas de “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.

O Governo aponta ainda outras manifestações de cultura imaterial e práticas de culto relacionadas com o Caminho de Santiago, bem como a interessante proposta de “caminho literário” associado a este itinerário, marcado pela sua proximidade aos espaços habitados por alguns dos autores mais relevantes da história cultural portuguesa, como Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, José Leite Vasconcelos, Camilo Castelo Branco ou Aquilino Ribeiro.

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