Reading view

José Faria renova com o Farense após garantir manutenção na II Liga

O treinador José Faria renovou contrato com o Farense por mais uma temporada, depois de ter garantido a permanência do clube algarvio na II Liga de futebol, ao eliminar o Belenenses no play-off, anunciaram hoje os algarvios.

“José Faria continua ao leme na próxima época. A sua dedicação, empenho e compromisso com o clube reforçam a nossa confiança no projeto e nos objetivos que temos pela frente”, revelou a SAD do emblema de Faro nas redes sociais.

Técnico chegou ao Farense em fevereiro

O técnico de 40 anos, que iniciou a temporada 2025/26 no Estrela da Amadora, na I Liga, chegou ao Farense em fevereiro, quando os algarvios ocupavam o 17.º e penúltimo lugar, e somou cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas, em 14 jogos.

Depois de, na última jornada, ter sido derrotado no terreno do vizinho Portimonense – que com esse triunfo ultrapassou o rival, concluiu em 15.º e garantiu a permanência –, o Farense foi obrigado a disputar o play-off com o Belenenses.

A formação de Faro acabou por superar o terceiro classificado da fase de subida da Liga 3, com vitória por 1-0 na primeira mão, em casa, e empate sem golos no Restelo.

O Farense, nos campeonatos profissionais desde 2018, vai cumprir a segunda época consecutiva na II Liga.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Algarve ‘aquece motores’ para o verão com ocupação perto dos 80% nas ‘miniférias’ de junho

A ocupação hoteleira no Algarve deverá rondar os 80% durante as miniférias proporcionadas pelos feriados de junho. O setor turístico fala num ligeiro aumento da procura face ao ano passado, com o mercado português a ter um papel decisivo nos resultados registados nesta altura.

De acordo com o Notícias ao Minuto, as expectativas foram avançadas à agência Lusa pelo presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins. O responsável afirmou que a região deverá ultrapassar os 80% de ocupação durante esta semana marcada pelos feriados de 4 e 10 de junho.

Para os empresários do setor, estes dias funcionam como uma espécie de arranque simbólico da época turística. Depois de meses de preparação, o Algarve entra agora num período de maior movimento, antes de chegar ao pico do verão.

Mercado português impulsiona reservas

Segundo Hélder Martins, o mercado nacional é o que mais está a contribuir para a ocupação registada nesta fase. Muitos portugueses aproveitaram os feriados de junho para fazer pequenas escapadas e escolheram o Algarve como destino.

O tempo quente e sem chuva também ajudou. As condições meteorológicas favoráveis permitiram às famílias aproveitar os primeiros dias de praia, reforçando a atratividade da região nesta altura do ano.

Para o presidente da AHETA, este período serve para “aquecer os motores” antes da época média-alta e da época alta. O setor mostra-se satisfeito com a procura e encara os próximos meses com confiança.

A procura interna continua, assim, a ter um peso importante no desempenho turístico algarvio, sobretudo em fins de semana prolongados, feriados e períodos festivos.

Algarve continua a ser escolha de eleição

Também o presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, destacou o impacto positivo dos feriados na procura. O responsável afirmou que houve um ligeiro aumento das reservas do mercado interno, embora sem grandes diferenças face ao ano passado.

Segundo André Gomes, os feriados são tradicionalmente aproveitados por muitos portugueses para pequenas viagens dentro do país. O Algarve mantém-se como um dos destinos preferidos para este tipo de escapadas.

O responsável sublinhou que a região continua a ser um destino consolidado e com níveis de procura consistentes. Essa estabilidade ajuda a reforçar a confiança dos operadores turísticos numa fase em que o verão se aproxima.

Apesar de não haver variações muito significativas face ao ano anterior, os indicadores são considerados positivos para o setor.

Feriados dão sinal para a época alta

Os períodos de maior procura em junho são vistos pelos responsáveis do turismo como um bom indicador para os meses seguintes. A ocupação registada nas miniférias permite perceber tendências de consumo e avaliar o comportamento do mercado nacional.

Para a Região de Turismo do Algarve, os resultados reforçam a confiança numa época alta positiva. A expectativa é que a procura se mantenha forte, sustentada tanto pelos turistas portugueses como pelos visitantes estrangeiros.

O Algarve tem conseguido manter-se como uma das principais escolhas para férias de verão, beneficiando da oferta hoteleira, das praias, da restauração e da notoriedade internacional do destino.

Ainda assim, o desempenho do setor dependerá de vários fatores, incluindo preços, disponibilidade de alojamento, ligações aéreas e comportamento dos mercados externos.

Setor confiante para os próximos meses

A hotelaria algarvia encara estes números como um sinal positivo. A ocupação perto dos 80% durante as miniférias mostra que a região continua a atrair visitantes antes mesmo do início oficial da época alta.

Para os empresários, esta dinâmica é importante porque ajuda a distribuir a procura por mais semanas e a prolongar a atividade turística para lá dos meses de julho e agosto.

O turismo continua a ser um dos motores económicos do Algarve, com impacto direto na hotelaria, restauração, comércio, transportes e serviços. Por isso, cada período de forte ocupação é acompanhado com atenção pelo setor.

A confirmar-se uma época alta positiva, o Algarve deverá voltar a registar um verão de forte movimento turístico, apoiado na procura nacional e internacional.

Primeiros dias de praia ajudam procura

O bom tempo registado durante este período também contribuiu para a escolha do Algarve. Com temperaturas favoráveis e ausência de chuva, muitos visitantes aproveitaram para fazer praia e antecipar o ambiente de verão.

Este fator é particularmente relevante numa região cuja imagem turística continua muito associada ao sol, ao mar e às férias em família.

As miniférias de junho acabam, por isso, por funcionar como uma antevisão do verão algarvio. Hotéis, restaurantes e comércio local beneficiam do aumento de visitantes, enquanto o setor mede o pulso à procura para os meses de maior pressão.

No final, a mensagem dos responsáveis é de confiança. O Algarve chega à porta da época alta com ocupação elevada, procura consistente e expectativa de um bom desempenho turístico nos próximos meses.

Leia também: Cuidado com o seu carro: cidade algarvia tem sido alvo de vários assaltos durante o dia

  •  

“Estou a sofrer injustamente”: vizinho constrói muro que obriga casal de idosos a usar uma escada para entrar em casa

Uma disputa entre vizinhos na freguesia de Galegos Santa Maria, em Barcelos, culminou com a construção de um muro de betão que passou a impedir o acesso direto de um casal de idosos à sua habitação. De acordo com o Expresso, o conflito arrastava-se há mais de 30 anos e teve origem numa divergência relacionada com os limites de uma propriedade e a utilização de um caminho.

Após uma decisão judicial que reconheceu a titularidade do terreno ao vizinho que viria a erguer a estrutura, a passagem foi encerrada no passado dia 21 de maio. Desde então, Manuel Gomes, de 74 anos, ficou sem ligação direta entre a sua casa e a rua, passando a utilizar uma escada para entrar e sair da residência.

Acesso condicionado após decisão judicial

A alteração teve impacto imediato no quotidiano da família. Manuel Gomes garante que a situação é especialmente difícil para a esposa, que enfrenta problemas de mobilidade. “Estou a sofrer injustamente. A minha esposa desde dia 21 nunca mais saiu de casa, porque tem problemas de joelhos”, afirmou ao jornal.

Segundo a mesma fonte, a construção do muro resultou da execução de um direito de propriedade reconhecido pelos tribunais, encerrando formalmente um litígio antigo entre os dois moradores.

Duas versões para o mesmo conflito

O proprietário do terreno sustenta que apenas exerceu um direito que lhe foi reconhecido judicialmente. Explica o jornal que o terreno chegou, em tempos, a ser cedido à Câmara Municipal de Barcelos para um eventual alargamento do caminho, mas o projeto nunca avançou.

O vizinho considera ainda que existem alternativas para aceder à habitação e rejeita responsabilidades pelas dificuldades relatadas pelo casal. “Ele sai pela escada porque quer. Se calhar quer fazer ginástica. Eu fiquei sem garagem, porque tive de fazer a minha entrada, peguei numa marreta, parti o muro, peguei numa pá, tirei a terra e passei. Assunto resolvido”, declarou.

Embora o processo esteja encerrado do ponto de vista legal, o caso continua a evidenciar duas interpretações distintas: para uma das partes trata-se do exercício legítimo do direito de propriedade; para a outra, de uma limitação ao acesso à própria casa.

Leia também: Ventura diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Afinal, é mesmo assim?

  •  

Ontem, como professor, ganhei 10-0 à Inteligência Artificial | Por Paulo Freitas do Amaral

Ontem revi dezenas de ex-alunos meus num sarau de ginástica. Após muitas emoções e, já em casa, com alguma frieza, revi rostos, momentos e ensinamentos e percebi que o tempo também nos pode dar felicidade, por permanecermos no coração e na memória de quem partilhou conhecimento e sentimento numa sala de aula connosco.

Foi aí que o meu pensamento, antes de adormecer no sofá, me levou para mais longe… As palavras de um comentador “elétrico”, aos berros na televisão, ecoavam, dizendo que a profissão de professor iria ser dizimada pela Inteligência Artificial.

Pensei para comigo: será que este comentador diria o mesmo se tivesse ensinado o António, que agora ama a disciplina de História porque viveu as minhas aulas sobre a cultura egípcia como se tivesse sido o melhor amigo de Ramsés III? Será que este comentador tem noção de que o Manel descobriu o seu jeito para fazer os outros rir, por se sentir à vontade comigo, quando contou uma piada provocadora na sala e fez o resto da turma rir? Será que o comentador da televisão tem noção de que a Matilde disse à mãe, no dia em que me despedi da sua turma, que queria ser professora de Português quando crescesse, tal e qual como o professor Paulo era?

A Inteligência Artificial, por mais que pense sozinha, aja sozinha e até possa dar aulas, nunca ouvirá um agradecimento de um aluno por o ter mandado para a rua numa aula por ter feito uma asneira, como a Rita me disse ontem durante o sarau… E já passaram quatro anos desde que fui professor dela, em Évora.

Por mais que a Inteligência Artificial se ligue a um robô e resulte num maravilhoso humanoide, ao rever a Catarina, jamais lhe perguntará, como lhe perguntei ontem, se as razões das lágrimas que deitou no seu 5.º ano já desapareceram. Jamais conhecerá o olhar cúmplice ou o abraço sentido que ontem troquei com o Dinis, por saber das dificuldades que passou com os seus colegas… e que ele sabe que eu sei.

A exigência de um professor no futuro não pode ser a mesma que pautou o ensino quando éramos crianças. Nisso dou razão aos “profetas da desgraça” que vaticinam o desaparecimento da profissão de professor. Aos professores mais insensíveis para com os alunos, a sua hora chegará.

A profissão de professor no futuro, utilizando o recurso expressivo da comparação e recorrendo ao exemplo de uma profissão que, segundo o comentador “elétrico” da televisão, jamais desaparecerá, terá de ser como a de um canalizador: analisa (ensina), descobre o problema (cativa os alunos para gostarem da sua disciplina) e repara (encaminha os alunos para serem bons profissionais).

Os discursos monocórdicos da exigência do passado terão de ser reformulados. A alegria de ensinar e a construção de bons seres humanos não passam por uma máquina, por mais que ela se assemelhe ao ser humano.

Aquilo que faz correr um aluno para um abraço de reencontro a um professor é muito mais do que um algoritmo disfarçado de “olhar humano”.

Os avisos da Anthropic para os professores servirão apenas para aqueles que acham que uma nota reflete toda a exigência do mundo, que a alegria é sinónimo de irresponsabilidade e que uma cara mal-disposta representa autoridade.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

El Niño está de volta: IPMA esclarece o que pode mudar no tempo em Portugal

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para uma elevada probabilidade de ocorrência de um episódio de El Niño entre junho e agosto. Apesar de este fenómeno ocorrer no Oceano Pacífico, pode influenciar padrões climáticos em várias regiões do planeta, embora em Portugal os efeitos previstos sejam indiretos e pouco significativos.

Segundo o IPMA, a informação atualizada sobre a temperatura da superfície do oceano no Pacífico equatorial indica que o sistema ainda se encontra numa fase neutral. No entanto, as previsões apontam para uma mudança nas próximas semanas.

De acordo com os modelos de previsão sazonal, a passagem da fase neutral para a fase de El Niño poderá ocorrer entre junho e julho de 2026, com uma probabilidade superior a 80%. O fenómeno poderá manter-se até ao final do ano.

El Niño pode ser moderado a forte

A previsão mais recente indica que o próximo episódio de El Niño poderá atingir intensidade moderada a forte. Esta classificação depende da evolução da temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical.

O El Niño é a fase quente de um ciclo natural conhecido como Oscilação Sul do El Niño, ou ENSO. O fenómeno ocorre quando as águas superficiais do Pacífico central e oriental ficam mais quentes do que o normal durante um determinado período.

Para ser classificado como El Niño, esse aquecimento tem de atingir e manter-se pelo menos 0,5 graus Celsius acima da média de longo prazo. Esta alteração interfere com padrões atmosféricos e pode ter impacto no clima em várias partes do mundo.

Em termos globais, o El Niño tende a contribuir para o aumento da temperatura média do planeta. Em algumas regiões, está associado a secas prolongadas; noutras, pode favorecer chuvas intensas e inundações.

E em Portugal?

Apesar da influência global do fenómeno, o IPMA esclarece que os efeitos do El Niño em Portugal são indiretos e pouco significativos quando comparados com regiões como a América do Sul, a Austrália ou zonas do Pacífico.

A ligação ao clima português não é direta. Segundo o instituto, alguns estudos apontam para uma influência através da Oscilação do Atlântico Norte, conhecida como NAO, que pode condicionar a precipitação e a temperatura do ar na Península Ibérica.

Essa possível influência tende a ser mais relevante durante o inverno do Hemisfério Norte. Ainda assim, o impacto em Portugal é bastante menos evidente do que noutras áreas do planeta, onde o El Niño altera de forma mais marcada os padrões de chuva e temperatura.

Por isso, a previsão de um novo episódio de El Niño não significa, por si só, que Portugal vá enfrentar automaticamente seca extrema, ondas de calor mais intensas ou chuva fora do normal. O efeito depende de vários fatores atmosféricos e regionais.

Fenómeno ocorre longe, mas tem alcance global

Embora se forme no Pacífico tropical, o El Niño pode alterar a circulação atmosférica à escala global. Esse efeito em cadeia ajuda a explicar por que razão um fenómeno distante pode influenciar o clima em diferentes continentes.

Na América do Sul, por exemplo, pode favorecer episódios de chuva intensa em algumas zonas. Na Austrália e noutras regiões, pode estar associado a maior risco de seca e temperaturas elevadas.

Em Portugal, porém, essa influência chega de forma mais diluída. O clima nacional continua a depender de fatores mais próximos, como a circulação atmosférica no Atlântico, a posição dos centros de altas e baixas pressões e a evolução da Oscilação do Atlântico Norte.

É por isso que o IPMA sublinha que a influência do El Niño no território português não deve ser comparada com a observada em regiões diretamente afetadas pelo fenómeno.

La Niña é a fase oposta

O ciclo ENSO tem também uma fase fria, conhecida como La Niña. Esta ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico tropical desce pelo menos 0,5 graus Celsius abaixo da média de longo prazo.

Tal como o El Niño, a La Niña pode influenciar padrões climáticos globais, mas com efeitos diferentes consoante as regiões. Ambas as fases fazem parte de uma oscilação natural do sistema oceano-atmosfera.

O episódio mais recente de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para temperaturas globais recorde. O ano de 2024 foi considerado o mais quente desde que há registos.

Ainda assim, cada episódio tem características próprias. A intensidade, duração e época do ano em que se desenvolve podem alterar a forma como afeta diferentes regiões.

IPMA mantém acompanhamento

O IPMA atualiza mensalmente a informação sobre a evolução do índice ENSO e das temperaturas no Pacífico equatorial. Estes dados permitem acompanhar a probabilidade de formação e persistência de episódios de El Niño ou La Niña.

Para Portugal, a principal mensagem é de prudência. O fenómeno deve ser acompanhado, mas não há indicação de efeitos diretos e relevantes no território nacional neste momento.

A eventual influência poderá fazer-se sentir sobretudo de forma indireta, através de padrões atmosféricos mais amplos, em especial durante o inverno.

No entanto, o comportamento do clima depende sempre da conjugação de vários fatores. Por isso, as previsões sazonais devem ser lidas como tendências e não como certezas absolutas para o tempo que se fará em Portugal.

O que os portugueses devem saber

Para os portugueses, o El Niño deve ser entendido como um fenómeno climático global com impacto variável consoante as regiões. Não é um evento que se forme perto da costa nacional, nem tem uma ligação imediata ao tempo do dia a dia no país.

Ainda assim, por poder influenciar a temperatura média global e os padrões de circulação atmosférica, continua a ser acompanhado por serviços meteorológicos em todo o mundo.

Em Portugal, segundo o IPMA, os efeitos esperados são indiretos e nada significativos quando comparados com outras zonas do planeta. A evolução será monitorizada ao longo dos próximos meses.

A confirmar-se, este novo episódio de El Niño poderá marcar a segunda metade de 2026 no contexto climático global, mas sem que isso signifique, para já, alterações diretas relevantes no clima português.

Leia também: Vêm aí trovoadas secas e o tempo vai ‘ferver’: o calor chega nestes dias e não vai poupar estas regiões

  •  

Portimão junta empreendedores e empresas para pensar o futuro

A StartUP Portimão promove, no dia 19 de junho, entre as 09:00 e as 13:00, na Casa Manuel Teixeira Gomes, o Future Business Summit – O Futuro das Empresas e da Liderança, uma iniciativa dedicada aos desafios da transformação empresarial.

O encontro vai reunir empreendedores da comunidade StartUP Portimão e do Portimão Cowork Space, que irão partilhar experiências, soluções e perspetivas sobre temas como aceleração digital, liderança, inteligência artificial, cibersegurança, comunicação e inovação.

Segundo o Município de Portimão, a iniciativa pretende juntar empreendedores, empresários, gestores e profissionais de diferentes áreas, criando um espaço de reflexão, aprendizagem e partilha.

Promovido pela incubadora de empresas do Município, o Future Business Summit procura aproximar o conhecimento e a capacidade de inovação existentes no ecossistema empreendedor local das empresas e organizações da região.

Digitalização e inteligência artificial em debate

De acordo com a autarquia, o evento pretende ir além de uma conferência sobre tendências, assumindo-se como uma oportunidade para reforçar a ligação entre o tecido empresarial e a comunidade empreendedora, promovendo a transferência de conhecimento, a inovação e a competitividade empresarial.

Ao longo da manhã, o encontro vai promover dois painéis centrais. O primeiro, dedicado à Aceleração Digital nas Empresas, contará com os contributos de Nádia Veloso, da 3HR Solutions, Carla Martins, da BLiSS Image & Life Consulting, e Raquel Melo, da Inboundware.

Neste painel serão abordadas experiências e perspetivas sobre liderança e alta performance, comunicação com propósito, valorização do talento e construção de marcas diferenciadoras num contexto empresarial cada vez mais exigente e digital.

O segundo painel, intitulado O Fator Humano na Era da Inteligência Artificial, reunirá Luís Silva, da Tecnologias Imaginadas, João Amado e Sara Cartucho, da JFA Training, e Tiago Fernandes, da Thinkerdots.

A sessão irá abordar temas como literacia digital, cibersegurança, utilização prática da inteligência artificial nas empresas e o seu impacto nos processos de inovação, tomada de decisão e desenvolvimento de produtos e serviços.

Workshops aproximam empresas e empreendedores

A componente prática do Future Business Summit será assegurada através de workshops temáticos dinamizados pelos empreendedores da comunidade StartUP Portimão e Portimão Cowork Space.

As sessões permitirão aos participantes aprofundar conhecimentos e experimentar metodologias e ferramentas aplicáveis ao contexto profissional, em áreas como gestão de pessoas, estratégia de imagem e comunicação, construção de marcas diferenciadoras, inteligência artificial em contexto empresarial e cibersegurança.

Segundo a organização, os workshops pretendem proporcionar momentos de “aprendizagem, experimentação e contacto direto com quem diariamente desenvolve soluções e projetos inovadores no mercado”.

Ao reunir empreendedores, empresários, gestores e profissionais de diferentes setores, o Future Business Summit reforça a missão da StartUP Portimão enquanto plataforma de dinamização do empreendedorismo, inovação e transferência de conhecimento.

A autarquia sublinha que a iniciativa promove “a criação de redes de colaboração” e contribui para o fortalecimento do ecossistema empresarial do concelho e da região.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando sujeita à lotação disponível. O programa detalhado e o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em: https://forms.office.com/e/YjGzHQJsiv.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Investigadores apresentam em Faro soluções para reduzir desperdício alimentar

Mais de 120 investigadores, estudantes, técnicos e empresários de Portugal, Espanha, Brasil e México participaram no XIII Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita (POST26), que decorreu entre 1 e 3 de junho na Universidade do Algarve, em Faro.

O encontro científico reuniu especialistas da Península Ibérica na área da conservação, qualidade e valorização de frutas e hortícolas, numa altura em que a redução das perdas alimentares e a sustentabilidade das cadeias agroalimentares ganham cada vez maior relevância.

Ao longo de três dias, foram apresentadas mais de 100 comunicações científicas, centradas em temas como tecnologias inteligentes de monitorização da qualidade, embalagens sustentáveis, revestimentos comestíveis, controlo biológico de doenças pós-colheita, valorização de resíduos agroalimentares e soluções de economia circular.

Tecnologias procuram prolongar vida útil dos alimentos

Um dos temas centrais do simpósio foi o combate ao desperdício alimentar. Durante a sessão dedicada à minimização das perdas, a investigadora Ana Cristina Santos, da Universidade de Évora, destacou que cerca de 32,2% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados, valor que pode atingir os 50% no caso das frutas e hortícolas.

Em Portugal, estima-se que sejam desperdiçadas cerca de 1,9 milhões de toneladas de alimentos por ano. Perante este cenário, investigadores de vários países apresentaram soluções inovadoras capazes de prolongar a vida útil dos produtos, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência das cadeias de abastecimento.

Entre as tecnologias apresentadas estiveram sistemas inteligentes de avaliação da qualidade baseados em imagem hiperespectral, sensores não destrutivos para monitorização das plantas, embalagens ativas com absorvedores de etileno, revestimentos comestíveis antifúngicos e novas estratégias de armazenamento para frutas e hortícolas.

O investigador José Blasco, do Centro de Agroingeniería do IVIA, em Valência, Espanha, apresentou o contributo da inteligência artificial e dos modelos inteligentes para a avaliação da qualidade pós-colheita. Já Vítor Alves, do Instituto Superior de Agronomia, abordou os avanços em embalagens sustentáveis e bioplásticos, destacando o seu papel na redução das perdas alimentares e do impacto ambiental.

Economia circular e jovens investigadores em destaque

A economia circular esteve também em evidência, com a apresentação de trabalhos que demonstram como resíduos e subprodutos agroalimentares podem ser transformados em soluções de elevado valor acrescentado.

Entre os exemplos apresentados estiveram a utilização de águas residuais da indústria da alcachofra para aumentar a conservação do tomate, o aproveitamento de resíduos de abacate e amêndoa para desenvolver revestimentos antifúngicos e a valorização de bananas não comercializáveis para produção de farinha rica em fibra prebiótica destinada à indústria alimentar.

A formação da próxima geração de investigadores foi outro dos pontos fortes do encontro. Pela primeira vez na história do simpósio, foram atribuídas Bolsas de Excelência pela Associação Portuguesa de Horticultura e pela Sociedade Portuguesa de Biologia de Plantas, destinadas a reconhecer o mérito científico de jovens investigadores na área da pós-colheita.

Para a Comissão Organizadora, o elevado número de participantes e a qualidade científica das apresentações demonstram a importância crescente da investigação em pós-colheita para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar, as alterações climáticas, a escassez de recursos e a sustentabilidade dos sistemas alimentares.

O POST26 foi organizado pela Associação Portuguesa de Horticultura, Universidade do Algarve, Sociedad Española de Ciencias Hortícolas, Sociedade Portuguesa de Biologia das Plantas e Sociedad Española de Biología de Plantas.

Segundo a organização, esta edição reforçou o papel do Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita como “um dos principais fóruns científicos da Península Ibérica dedicados à inovação, sustentabilidade e valorização da produção hortofrutícola”.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Luís Tinoco e Luísa Costa Gomes levam Camões ao palco do Cineteatro Louletano

A ópera “Relicário Perpétuo”, com música de Luís Tinoco e libreto de Luísa Costa Gomes, chega ao Algarve no dia 13 de junho, às 20:00, no Cineteatro Louletano, depois da estreia em Lisboa.

A produção, coproduzida pelo Teatro Nacional de São Carlos e pelo comissariado para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, integra a programação que assinala os 500 anos do poeta.

Com encenação de Nuno Carinhas e direção musical de Joana Carneiro, a obra propõe uma leitura contemporânea de Camões, cruzando património, criação artística e reflexão sobre o lugar do poeta na identidade cultural portuguesa.

Segundo a organização, “Relicário Perpétuo” é “uma tragicomédia onde o poeta disputa o seu lugar no cânone, perdido numa corte oriental caótica”, num enredo em que “um rei, um vizir e o espectro de Camões” se movem num reino dominado pela obsessão de colecionar.

Loulé recebe versão de concerto da ópera

A estreia está marcada para 10 de junho, data simbólica em que se celebra Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas, seguindo-se nova récita em Lisboa no dia 11. A apresentação no Algarve acontece a 13 de junho, no Cineteatro Louletano, em versão de concerto.

Entre a tradição e a contemporaneidade, a produção afirma-se, de acordo com o comunicado, como “um gesto de continuidade de um nome que permanece central na identidade cultural portuguesa”.

A obra parte de uma questão em torno da memória, do valor e da preservação: o que guardar, o que rejeitar e quem tem autoridade para decidir. A partir desta interrogação, a ópera reúne diferentes imagens de Camões, do autor dos sonetos e da epopeia ao dramaturgo menos celebrado, às cartas e às sátiras.

No libreto, o poeta surge numa geografia fantasiosa de corte oriental, onde um príncipe acumula objetos de forma indiscriminada, incapaz de lhes atribuir valor. É nesse cenário que Camões procura afirmar o seu lugar no cânone, numa obra que combina humor, crítica e dimensão trágica.

Elenco junta seis cantores e Orquestra Sinfónica Portuguesa

O libreto conta com seis cantores e um faquir mudo, distribuindo vozes masculinas e femininas por diferentes personagens. Para além de Camões, surgem figuras como Gerardo, príncipe de sangue da Índia, Hipócrita, o vizir do Rei Salomão, e o próprio Salomão.

As personagens femininas incluem Bárbara, a Escrava, Catarina, a Santa de Roca, Joana, a Boba, e Dona Isabel, Cortesã. A partitura será interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.

A ficha artística inclui Luís Tinoco na música, Luísa Costa Gomes no libreto, Joana Carneiro na direção musical, Nuno Carinhas na encenação e figurinos, Pedro Tudela na cenografia, Luís Porto na realização de vídeo e Rui Monteiro no desenho de luz.

Entre os solistas estão André Baleiro, André Henriques, Rodrigo Carreto, Camila Mandillo, Andrea Conangla, Mariana Fabião e João Lourenço Delgado.

No Cine-Teatro Louletano, os bilhetes têm o preço de 15 euros, estando previstos descontos e entradas gratuitas para públicos específicos, incluindo pessoas com deficiência e acompanhantes, crianças até aos 12 anos e portadores do cartão sénior da Câmara Municipal de Loulé, mediante levantamento de ingresso na bilheteira física.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Pingo Doce está a reembolsar clientes que compraram embalagens dos lotes 34166 e 35166 destes cereais

O Pingo Doce retirou do mercado dois lotes de cereais da marca Chocolocos, de um quilo, e está a reembolsar os clientes que tenham adquirido os produtos afetados. A medida foi tomada após um alerta do fornecedor para a possível presença de micropartículas de origem metálica nas embalagens em causa.

De acordo com a New in Cascais, a retirada abrange os lotes 34166 e 35166, que deixaram de estar disponíveis em todas as lojas da cadeia a nível nacional. A decisão foi aplicada de forma preventiva, com o objetivo de evitar qualquer eventual risco associado ao consumo dos produtos identificados.

Reembolso ou troca nas lojas

Segundo a mesma fonte, os consumidores que tenham adquirido embalagens destes lotes podem dirigir-se às lojas Pingo Doce para proceder à devolução. Nessas situações, é possível optar pela troca por outro lote do mesmo produto ou pelo reembolso do valor pago, sem necessidade de apresentação de outros requisitos adicionais além do produto em causa.

Em comunicado, a cadeia de supermercados referiu que “mantém processos rigorosos de controlo de qualidade e trabalha em estreita colaboração com os seus fornecedores, garantindo o cumprimento dos mais elevados padrões de segurança alimentar”. A empresa acrescentou ainda uma mensagem dirigida aos consumidores, sublinhando o compromisso com a transparência e a confiança no sistema de controlo.

Riscos associados à ingestão de partículas metálicas

Conforme a mesma fonte, a presença de micropartículas metálicas em alimentos pode provocar efeitos no organismo que variam consoante o tamanho e a forma das partículas. Em alguns casos, podem surgir lesões ou irritações na boca, garganta, esófago e sistema gastrointestinal.

Partículas mais afiadas ou de maior dimensão podem causar ferimentos internos, enquanto fragmentos muito pequenos podem atravessar o organismo sem sintomas visíveis. Por esse motivo, sempre que existe a possibilidade de contaminação física, os produtos são retirados de circulação de forma preventiva para reduzir qualquer risco para os consumidores.

Leia também: Alerta nacional: Portugal arrisca várias horas sem luz

  •  

Albufeira recebe 450 jovens atletas no Dia Nacional do Minibasquete

Cerca de 450 atletas de Minibasquete, dos escalões Sub-8, Sub-10 e Sub-12, femininos e masculinos, vão participar esta quarta-feira, 10 de junho, nas celebrações do Dia Nacional do Minibasquete, em Albufeira.

A iniciativa contará com representantes de 10 clubes algarvios e cerca de 70 elementos de staff técnico, distribuídos por quatro espaços desportivos: Pavilhão da Escola Básica e Secundária Vale Pedras, Pavilhão da Escola Secundária de Albufeira, Pavilhão da Escola Básica Dr. Francisco Cabrita e Pavilhão Desportivo de Albufeira.

Segundo a Associação de Basquetebol do Algarve, os participantes vão fazer a “festa do Dia Nacional do Minibasquete”, numa jornada dedicada à formação e à promoção da modalidade junto de crianças entre os 6 e os 12 anos.

Evento junta formação, clubes e comunidade

As atividades têm início às 09:00 e decorrem até às 17:00, estando a cerimónia de encerramento marcada para o Pavilhão Desportivo de Albufeira, entre as 17:30 e as 18:15.

De acordo com a organização, no final, todos os participantes vão reunir-se no Pavilhão Desportivo de Albufeira para a cerimónia de encerramento deste “ENORME evento de formação”.

A organização está a cargo da Associação de Basquetebol do Algarve, com o apoio do Município de Albufeira, através de ALBUFEIRA’26, do IPDJ Algarve, do Agrupamento de Escolas de Albufeira, do Clube Basquete de Albufeira e do Imortal Basket Club.

A entrada é livre.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Encontro com Autores leva Pedro Jubilot à Biblioteca Municipal de Tavira esta sexta-feira

A Biblioteca Municipal de Tavira – Álvaro de Campos recebe, esta sexta-feira, 12 de junho, às 18:00, mais uma sessão do Encontro com Autores, desta vez com a participação de Pedro Jubilot.

O autor estará à conversa sobre a plaqueta “Ilhas | Manhattan”, editada pela insula, em 2026, obra que funciona como apresentação do livro “Ilhas | New York”, com lançamento previsto para setembro do mesmo ano.

Segundo a organização, “Ilhas | Manhattan” é “uma amostra da travessia sentimental e cultural por NYC”, numa proposta que “convoca escritores, músicos, artistas e fantasmas” e conduz o leitor “numa deriva literária íntima pelas margens da cidade que nunca dorme”.

Autor vive em Tavira e integra coletivo literário Espúria

Pedro Jubilot vive em Tavira e publicou o livro “Veneza de Tédios”, editado pela Espúria, em 2024. Antes disso, editou “Postais da Costa Sul”, em 2013, “Telegramas do Mediterrâneo”, em 2016, e “Cartas da Mancha”, em 2018, todos pela CanalSonora.

É membro da Casa Álvaro de Campos, em Tavira, e integra o coletivo literário Espúria.

Em 2001, Pedro Jubilot venceu o concurso “MicroContos de Natal”, do jornal Público, com “Visita”. Em 2020, recebeu o prémio “Calceteiros de Letras”, atribuído pelo Ginásio Clube de Faro, pela sua ação e dedicação à divulgação da palavra e da poesia.

A sessão decorre na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, e integra a programação regular dedicada ao encontro entre autores, leitores e comunidade.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Industrial Farense vence concurso do NERA com projeto sobre alfarroba

O projeto algarvio “Viagem ao Coração da Alfarroba”, da Industrial Farense, Lda., foi distinguido como vencedor da categoria “Turismo & Alfarroba e Amêndoa” na final do Concurso de Projetos e Atividades Inovadores – INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR, promovido pelo NERA.

Além da distinção, o projeto recebeu um prémio monetário de 2.500 euros, atribuído durante a conferência dedicada à fileira da alfarroba e da amêndoa.

Apresentada por Carlos Moura, a iniciativa destacou-se pela criação de uma experiência de turismo industrial dedicada a uma das fileiras agroalimentares mais emblemáticas do Algarve.

Segundo o NERA, o projeto “Viagem ao Coração da Alfarroba” propõe visitas guiadas às unidades de produção, permitindo aos visitantes conhecer o percurso da alfarroba, desde a transformação até aos vários produtos dela derivados.

Turismo industrial valoriza recurso endógeno do Algarve

A iniciativa pretende valorizar a alfarroba enquanto recurso endógeno, promover produtores e empresas locais e contribuir para a diversificação da oferta turística regional.

O ciclo de conferências INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR prossegue no dia 18 de junho, com uma sessão dedicada à fileira do medronho, dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos da região.

Após o interregno de verão, a iniciativa regressará com novas conferências centradas nas Plantas e Flores, Economia do Mar, Recursos Geológicos e Citrinos.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando o programa completo e o calendário das próximas sessões disponíveis no site do projeto INOVA ALGARVE.

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto INOVA ALGARVE 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Cuidado com o seu carro: cidade algarvia tem sido alvo de vários assaltos durante o dia

Vários assaltos a viaturas registados nas últimas semanas na zona das Açoteias, em Albufeira, estão a gerar preocupação entre empresários locais e turistas, sobretudo por ocorrerem em plena luz do dia e em áreas com forte movimento. Os casos envolvem furtos no interior de carros estacionados perto de praias e restaurantes.

Um dos episódios mais recentes aconteceu quando turistas norte-americanos estavam a almoçar num restaurante da zona e deixaram a viatura estacionada à porta. De acordo com o Correio da Manhã, o carro acabou por ser alvo de assalto durante esse período.

Segundo um empresário local, “uns clientes americanos estavam a almoçar e tinham o carro estacionado à porta do restaurante”. Do interior da viatura foram levadas malas, computadores portáteis e passaportes.

Outros furtos no mesmo dia

Ainda no mesmo dia, foram registados outros assaltos em viaturas estacionadas na Praia dos Tomates, também na zona das Açoteias. Conforme a mesma fonte, os casos terão ocorrido em estacionamentos muito frequentados por banhistas e visitantes.

A repetição de episódios num curto espaço de tempo aumentou a perceção de insegurança entre quem trabalha na área.

Pedido de mais vigilância

Empresários locais admitem preocupação com a situação e defendem o reforço do patrulhamento policial na zona. “Sabemos que a GNR faz o que pode com os meios que tem mas era importante reforçar o patrulhamento nesta zona”, afirmou um empresário citado pela publicação. A GNR tomou conta das ocorrências e está a tentar identificar os suspeitos envolvidos nos furtos.

Leia também: PJ investiga o caso de menor desaparecida em Vendas Novas que foi encontrada perto da fronteira com o Paquistão

  •  

Marchas, arraiais e manjericos marcam Santos Populares de Quarteira

Quarteira prepara-se para receber os Santos Populares, um dos eventos mais emblemáticos da cidade, que este ano terá uma novidade no desfile das marchas populares.

Além das datas habituais de 12, 23 e 28 de junho, a iniciativa contará com uma noite extra, marcada para 19 de junho, no Passeio das Dunas. O desfile começa às 21:00 e terá entrada livre, sendo recomendada a chegada antecipada devido à habitual forte afluência de público.

Em representação das principais ruas da cidade, vão desfilar sete marchas: Onda Jovem, Florinhas de Quarteira, Gago Coutinho, Rua do Outeiro, Poeta Pardal, Rua da Cabine e Rua Vasco da Gama.

Segundo o Município de Loulé, o desfile destaca-se pelo “forte bairrismo”, pela criatividade na elaboração dos trajes e coreografias e pela “profunda ligação à tradição piscatória local”.

Arraiais levam música e gastronomia às ruas

Nas noites de Santo António, São João e São Pedro, bem como na noite de 19 de junho, o Passeio das Dunas volta a vestir-se com os tradicionais arcos e balões para receber centenas de marchantes, que dão corpo a meses de ensaios e dedicação.

A animação estende-se também a outros pontos da cidade, com arraiais que juntam música, baile e gastronomia típica da quadra, incluindo sardinha assada e caldo verde.

Depois das festas já realizadas no Largo dos Rosas e na Rua Vasco da Gama, os arraiais prosseguem na Rua da Gaivota, no dia 9, na Rua da Fonte, nos dias 12 e 13, na Rua da Cabine, nos dias 19 e 20, e na Rua da Madrugada, nos dias 26 e 27. Os arraiais decorrem entre as 19:30 e as 00:00.

No Largo Autárquico realiza-se ainda o habitual evento solidário de venda de manjericos. Nos dias 12, 23 e 26 de junho, entre as 9:30 e as 13:00, será possível adquirir este símbolo dos Santos Populares, também conhecido como “erva dos namorados”.

O valor angariado reverte a favor de instituições de solidariedade social da freguesia.

Para a autarquia, os Santos Populares de Quarteira assumem, além do forte cariz identitário, o papel de “principal cartaz turístico da região nos dias que antecedem o início da época alta no Algarve”.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

México de má memória para Portugal: a polémica de Saltillo que transformou o Mundial de 1986 num pesadelo

Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.

A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.

Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.

No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.

O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.

Prémios geraram conflito

Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.

A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.

Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.

O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.

A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.

Vitória inicial não chegou

Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.

Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.

Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.

A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.

Uma imagem difícil para a seleção

O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.

Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.

O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.

O que estava em causa

Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.

Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.

O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.

Um caso que ficou na memória

Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.

A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.

Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

Leia também: Da Ria Formosa ao topo da Europa: relembre o percurso de João Neves e Gonçalo Ramos até se tornarem bicampeões da Champions pelo PSG

  •  

A caminho de Portugal? Mergulhadores captam imagens raras de tubarão-branco nesta região

Uma equipa de mergulhadores voluntários captou imagens consideradas raras de um tubarão-branco adulto debaixo de água no Mar Mediterrâneo. O animal foi avistado entre a Sicília e a Tunísia, a vários quilómetros da costa, durante uma operação de remoção de redes de pesca abandonadas.

O encontro aconteceu em maio, junto a um naufrágio onde estavam presas redes antigas, também conhecidas como “redes-fantasma”. Estes equipamentos continuam a representar uma ameaça para a vida marinha muito tempo depois de terem sido perdidos ou abandonados.

Segundo a organização Healthy Seas, citada pelo Observador, a equipa documentou aquilo que acredita ser a primeira filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural. O animal, presumivelmente um macho adulto, foi observado a cerca de 40 metros de profundidade.

Encontro raro durante operação no mar

A operação estava a ser realizada por mergulhadores ligados à proteção dos oceanos, numa zona considerada importante para a biodiversidade marinha. O objetivo inicial não era filmar tubarões, mas sim retirar redes de pesca abandonadas presas no fundo do mar.

Durante o mergulho, a equipa foi surpreendida pela presença do tubarão-branco. O animal aproximou-se dos mergulhadores e foi possível captar imagens debaixo de água, algo extremamente invulgar nesta região.

Derk Remmers, o mergulhador que filmou o momento, descreveu o encontro como muito especial. Em declarações à BBC, contou que o tubarão estava muito perto da equipa e que sentiu os dedos a tremer enquanto tentava ligar a câmara.

O mergulhador explicou ainda que o maior receio, naquele momento, era não conseguir registar o acontecimento. A filmagem acabou por se tornar um documento raro sobre a presença da espécie no Mediterrâneo central.

Animal estava longe das praias

Apesar do impacto das imagens, os mergulhadores fizeram questão de deixar uma mensagem de tranquilidade. O tubarão foi avistado em alto-mar, longe de zonas balneares e sem representar ameaça direta para banhistas.

Derk Remmers afirmou ao The Telegraph que espera que as imagens não provoquem pânico nem pedidos para capturar o animal. Para o mergulhador, é importante sublinhar que o encontro ocorreu no Mediterrâneo central, numa zona afastada da costa.

A presença de tubarões-brancos no Mediterrâneo não é nova, mas os avistamentos são raros e as filmagens debaixo de água são ainda mais difíceis de obter. Por isso, o registo ganhou destaque internacional.

Especialistas e organizações ambientais têm alertado que estes animais desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua presença pode ser sinal de biodiversidade, embora a espécie esteja sob forte pressão.

Pode chegar a Portugal?

A pergunta pode surgir depois da divulgação das imagens, mas não há qualquer indicação de que este exemplar esteja a aproximar-se da costa portuguesa. O tubarão foi filmado entre a Sicília e a Tunísia, numa zona distante de Portugal e em pleno Mediterrâneo central.

Ainda assim, o tubarão-branco é uma espécie de grande mobilidade e pode percorrer longas distâncias. A sua presença em águas europeias faz parte da distribuição natural da espécie, embora os encontros sejam pouco comuns.

Em Portugal, a ocorrência de grandes tubarões no Atlântico não deve ser vista como algo impossível, mas também não deve ser motivo de alarme. A maioria destes animais vive longe da costa e evita o contacto com pessoas.

Por isso, o avistamento no Mediterrâneo deve ser entendido sobretudo como um registo científico e ambiental relevante, e não como um sinal de perigo iminente para praias portuguesas.

Espécie ameaçada no Mediterrâneo

As águas entre a Sicília e o Norte de África são consideradas um dos últimos refúgios para várias espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-branco. No entanto, a pressão humana tem colocado estes animais em risco.

No Mediterrâneo, o tubarão-branco foi levado para perto da extinção devido à pesca excessiva, à pesca ilegal e à captura acidental em redes de arrasto. Muitos exemplares acabam presos em artes de pesca destinadas a outras espécies.

Em alguns casos, os tubarões capturados são vendidos em mercados de peixe de países do Norte de África, como a Tunísia e a Argélia. As organizações ambientais defendem uma maior proteção destas zonas e uma fiscalização mais eficaz.

O encontro filmado pelos mergulhadores acaba, assim, por ter uma dupla leitura. Por um lado, mostra a presença rara de um dos maiores predadores marinhos no Mediterrâneo; por outro, recorda a urgência de proteger os habitats onde estes animais ainda sobrevivem.

Imagens chamam a atenção para as redes-fantasma

Além do tubarão-branco, a operação destacou outro problema grave: as redes de pesca abandonadas no mar. Conhecidas como redes-fantasma, continuam a capturar peixes, tartarugas, aves marinhas e outros animais mesmo depois de deixarem de ser usadas.

Estas redes podem ficar presas em naufrágios, rochas ou fundos marinhos durante anos, causando danos nos ecossistemas e colocando em risco várias espécies. A sua remoção é uma das tarefas realizadas por equipas de mergulhadores voluntários em diferentes zonas do mundo.

Neste caso, a missão acabou por revelar um encontro inesperado e raro. As imagens do tubarão-branco no Mediterrâneo tornaram-se uma oportunidade para falar não só da espécie, mas também da necessidade de proteger o mar.

Longe de ser motivo para medo, o registo mostra a importância de conhecer melhor estes animais e de preservar os ecossistemas onde ainda podem viver.

Leia também: Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem

  •  

Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

O Ministério Público (MP) acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o MP, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o MP ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O MP refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O MP entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o MP defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo MP, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

Leia também: Homem de 28 anos detido pela PSP em Portimão por posse de arma proibida

  •  

Redução de verbas municipais deixa futuro do Imortal Basket em aberto

O Imortal Basket Clube alertou para o risco de não conseguir manter o projeto de basquetebol profissional na próxima época, apontando como causa a redução do apoio financeiro municipal. A Câmara de Albufeira justifica a medida com a aplicação de critérios de equidade na distribuição das verbas públicas.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a direção do clube de Albufeira afirmou que a continuidade da atividade profissional está comprometida, apesar dos resultados alcançados nas últimas épocas pelas equipas masculina e feminina.

De acordo com o Imortal, o projeto competitivo foi desenvolvido com o contributo de parceiros privados, sobretudo ligados ao setor turístico, mas continuou a depender de uma “considerável dependência do financiamento” municipal.

Clube anuncia eleições perante incerteza financeira

Face ao atual contexto, o clube anunciou a realização de eleições em 17 de junho, uma vez que o mandato da atual direção termina e os seus responsáveis não pretendem recandidatar-se nas condições existentes.

Ainda assim, a direção manifestou confiança na possibilidade de surgir uma nova liderança capaz de apresentar um modelo sustentável que assegure a continuidade do clube e a participação nos campeonatos nacionais de basquetebol.

Câmara defende critérios de equidade nos apoios

Em resposta, a Câmara Municipal de Albufeira esclareceu, também em comunicado, que a redução do apoio financeiro visa garantir “justiça e equidade” na distribuição de verbas públicas destinadas ao movimento associativo desportivo local.

Segundo a autarquia, o apoio global previsto para o Imortal em 2025 ascende a cerca de 600 mil euros, montante que, argumenta, é equivalente ao valor total atribuído aos restantes clubes do concelho para atividades de formação.

O município acrescentou que, nos termos do Decreto-Lei n.º 273/2009, não lhe compete financiar equipas profissionais, devendo os apoios públicos destinar-se à formação e ao desenvolvimento da prática desportiva.

A Câmara especificou que as verbas atribuídas incluem despesas relacionadas com transportes, limpeza e apoio aos escalões de formação, defendendo a uniformização dos critérios de financiamento e a não discriminação entre clubes.

Segundo o Imortal Basket Clube, está em causa a continuidade de um projeto que se afirmou no panorama nacional da modalidade e que tem sido apontado como uma das principais referências desportivas do concelho de Albufeira.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  

Afinal, que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos da garrafa? E o preço indicado na prateleira pode não ser o valor pago?

Comprar uma garrafa marcada a determinado preço e pagar mais 10 cêntimos na caixa pode surpreender muitos consumidores. A diferença está ligada ao sistema Volta, o novo mecanismo de depósito e reembolso aplicado a certas embalagens de bebidas em Portugal.

A cobrança pode ser legal, mas não se aplica a todas as embalagens nem dispensa informação clara no ponto de venda. A questão essencial é saber se a garrafa ou lata está abrangida pelo sistema e se o consumidor foi informado, antes do pagamento, de que ao preço do produto acresce um depósito reembolsável.

O que é o depósito Volta

O sistema Volta aplica um depósito de 10 cêntimos a embalagens de bebidas não reutilizáveis abrangidas pelo novo Sistema de Depósito e Reembolso. Segundo a Direção-Geral da Economia, o sistema entrou em funcionamento a 10 de abril de 2026 e abrange embalagens primárias não reutilizáveis de bebidas em plástico, metais ferrosos e alumínio com volume inferior a três litros, desde que estejam identificadas com o símbolo Volta.

Na prática, o consumidor paga mais 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem vazia num ponto de recolha autorizado. A Volta esclarece que o valor do depósito é de 0,10 euros e não está sujeito a IVA. O valor foi fixado pelo Despacho n.º 432/2026, de 15 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê que o depósito seja transmitido ao longo da cadeia de distribuição até ao consumidor final.

Que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos

A cobrança dos 10 cêntimos não depende apenas do tipo de loja. Um supermercado, mini-mercado, café, restaurante, bar ou máquina automática deve cobrar o depósito se vender uma embalagem abrangida pelo sistema, salvo exceções específicas previstas para a restauração.

O ponto decisivo é a embalagem. Se a garrafa ou lata tiver o símbolo Volta e estiver dentro das categorias abrangidas, o depósito é cobrado no ato da compra. Isto significa que uma garrafa de água de 1,5 litros vendida num mini-mercado pode ter mais 10 cêntimos associados, desde que esteja integrada no sistema. O mesmo pode acontecer com refrigerantes, águas, sumos, cervejas, sidras ou outras bebidas em embalagens abrangidas.

E nos cafés e restaurantes?

Há uma regra prática importante para estabelecimentos de restauração. A Volta explica que, em locais onde o pagamento é feito no final da refeição, o depósito não é cobrado quando a embalagem fica no estabelecimento, porque é esse estabelecimento que fica responsável pela devolução. Se o pagamento for feito antes do consumo, ou se o cliente levar a embalagem consigo, o depósito é cobrado e a responsabilidade pela devolução passa para o consumidor.

O Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê ainda que, nos casos de pagamento após consumo, o depósito não deve ser cobrado, exceto se o rótulo ou a embalagem estiverem danificados de forma a impedir a identificação, ou se a embalagem ficar na posse do consumidor.

Também aqui há uma diferença entre vender e receber embalagens. Pontos Volta e Quiosques Volta podem aceitar embalagens abrangidas mesmo que tenham sido compradas noutro local. Já estabelecimentos de restauração só são obrigados a aceitar embalagens que tenham vendido, podendo pedir comprovativo de compra quando aplicável.

Todas as garrafas pagam depósito?

Não. Só as embalagens abrangidas e identificadas com o símbolo Volta devem ter depósito. Durante o período de transição, até 9 de agosto de 2026, podem coexistir no mercado embalagens iguais ou semelhantes, umas já com símbolo Volta e outras ainda sem esse símbolo. Se a embalagem não estiver identificada, não deve ser cobrado o depósito e a embalagem também não será aceite para reembolso no sistema.

Ficam fora, por exemplo, embalagens de vidro, embalagens ECAL, como Tetra Pak, embalagens sem símbolo Volta e bebidas com mais de 25% de ingredientes de origem láctea. Por isso, perante uma cobrança inesperada, o primeiro passo é verificar a própria garrafa ou lata. O símbolo Volta é o elemento que indica que aquela embalagem está integrada no sistema.

O preço na prateleira pode não ser o final?

Aqui a resposta exige cuidado. O depósito pode aparecer como valor separado do preço do produto, mas o consumidor tem de conseguir perceber, antes de pagar, quanto vai desembolsar.

As regras gerais de afixação de preços indicadas pela ASAE determinam que todos os bens destinados à venda a retalho devem exibir o preço de venda ao consumidor. Esse preço deve corresponder ao valor total, incluindo impostos, taxas e outros encargos repercutidos no consumidor, de modo que este conheça o montante exato a pagar.

No caso do sistema Volta, há ainda uma regra própria: o valor de depósito deve ser discriminado nas faturas e identificado nos suportes usados para indicação do preço do produto.

O que isto significa na prática

Se uma garrafa aparece marcada a 1 euro e, na caixa, o consumidor paga 1,10 euros, há duas questões a distinguir. A primeira é que o preço do produto pode ser 1 euro e os 10 cêntimos corresponderem ao depósito Volta, reembolsável depois da devolução da embalagem. Essa cobrança pode ser legal se a embalagem estiver abrangida pelo sistema.

A segunda questão é a forma como a informação foi apresentada. Se nada na prateleira, no expositor ou junto ao produto indicava que acrescia o depósito de 10 cêntimos, pode haver um problema de transparência na comunicação do preço.

O consumidor não deve descobrir apenas na caixa que o valor a pagar é superior ao indicado. O estabelecimento deve deixar claro que existe um depósito adicional ou apresentar a informação de forma inequívoca.

O depósito deve aparecer no talão?

Sim. O depósito deve ser discriminado na fatura ou no talão, separado do preço do produto. Assim, o consumidor percebe que não pagou mais pela água, sumo ou refrigerante, mas sim uma caução associada à embalagem. Essa distinção também é importante porque o depósito é reembolsável. Se a embalagem for devolvida em condições, o consumidor recupera os 10 cêntimos.

Para receber esse valor, a embalagem deve estar vazia, intacta, completa, com tampa no caso das garrafas, com o código de barras legível e com o símbolo Volta. Se não cumprir estes critérios, o ponto de recolha pode recusá-la.

Como recuperar os 10 cêntimos

O reembolso pode ser obtido nos Pontos Volta, Quiosques Volta ou noutros locais aderentes. A Volta indica que as embalagens abrangidas podem ser devolvidas nos Pontos Volta e Quiosques Volta mesmo que tenham sido compradas noutro estabelecimento.

Nos supermercados e hipermercados, o consumidor pode receber o valor através de voucher convertível em dinheiro, vale de compras, desconto, cartão de fidelização, doação ou outros meios disponíveis, consoante o ponto de recolha. A Volta refere que, nestes locais, o consumidor pode pedir o valor em dinheiro e não é obrigado a gastá-lo no próprio estabelecimento.

Há, contudo, uma diferença importante entre cobrar o depósito e aceitar devoluções. Estabelecimentos de retalho com área igual ou superior a 400 metros quadrados estão obrigados a receber todas as embalagens abrangidas pelo SDR. Os estabelecimentos com área superior a 50 metros quadrados e inferior a 400 metros quadrados devem receber, em regra, as embalagens que vendem. Já os estabelecimentos com área igual ou inferior a 50 metros quadrados estão isentos dessa obrigação, embora possam aderir ao sistema como ponto de recolha.

O essencial é guardar a embalagem em condições. Uma garrafa amachucada, sem tampa, sem código legível ou sem símbolo Volta pode não permitir recuperar o depósito.

O que fazer se lhe cobraram sem aviso

Se o consumidor foi surpreendido por mais 10 cêntimos na caixa, deve pedir esclarecimento imediato e confirmar se a embalagem tem símbolo Volta. Se tiver símbolo, o depósito pode ser devido, mas o estabelecimento deve explicar a cobrança e indicá-la de forma clara. Se não tiver símbolo Volta, a cobrança do depósito não deverá acontecer.

Quando o preço afixado não corresponde ao valor cobrado, ou quando a informação sobre o depósito não é clara, o consumidor pode pedir correção, guardar o talão e apresentar reclamação. A fiscalização das regras de afixação de preços cabe à ASAE.

A resposta curta

Sim, um mini-mercado pode cobrar os 10 cêntimos do sistema Volta se vender uma embalagem abrangida e identificada com o símbolo Volta. Aliás, nesses casos, a regra é cobrar o depósito.

Mas o consumidor tem de ser informado de forma clara. O preço na prateleira não deve induzir em erro. Se ao valor indicado acresce um depósito reembolsável, essa informação deve estar visível antes do pagamento e o valor deve surgir discriminado no talão. Em termos simples: os 10 cêntimos podem ser legais, mas a surpresa na caixa é que não deve ser a regra.

Leia também: Este erro na reforma pode tirar-lhe centenas de euros todos os meses: saiba do que se trata

  •  

PJ detém homem suspeito de matar colega a tiro em Silves

Um homem de 39 anos, suspeito de ter matado a tiro um colega de trabalho numa obra em Silves, no Algarve, em maio, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PJ adianta que a vítima e o suspeito trabalhavam juntos no setor da construção civil desde o início do ano, tendo surgido, ao longo dos últimos meses, desentendimentos frequentes entre ambos.

Segundo a mesma nota, as divergências estariam relacionadas com “o consumo excessivo de álcool e com uma dívida supostamente não paga por parte do falecido”.

De acordo com a polícia, os factos ocorreram na tarde de 25 de maio, quando o suspeito se deslocou à obra onde se encontrava a vítima, levando consigo uma arma de fogo pertencente a um familiar, que tinha previamente escondido numa garagem.

Homem terá disparado contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima

Após uma breve troca de palavras, o homem terá disparado um tiro contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima, provocando-lhe a morte imediata, indica a PJ.

A polícia acrescenta que as diligências de investigação permitiram recolher “prova robusta” da autoria do homicídio, culminando na localização e detenção do suspeito, bem como na apreensão da arma de fogo utilizada e dos respetivos cartuchos.

O detido, indiciado por homicídio qualificado e detenção de arma proibida, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

  •  
❌