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“Olha o tamanho disso”: jaqueta é encontrada a 3 mil metros de profundidade

“Olha o tamanho disso daqui” a frase foi dita por um pesquisador ao encontrar jaqueta no fundo do oceano, mais precisamente a quase três mil metros de profundidade.

O desabafo se dá após a peça de roupa ser encontrada, neste sábado (13), como lixo durante uma expedição científica para exploração do fundo do mar.

“A 3.000 metros de profundidade e 1.700 quilômetros da costa brasileira, no que seria um dos últimos refúgios intocados do planeta, encontramos uma blusa e uma lata de bebida”, diz o professor Ronaldo Christofoletti, da Unifesp e membro da expedição no navio de pesquisa do Schmidt Ocean Institute. 

Veja momento de retirada da jaqueta;

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As imagens foram feitas no fundo do oceano Atlântico, os cientistas esperavam revelar pela primeira vez um mundo desconhecido, mas a realidade confirmou a presença de resíduos jogados por humanos.

Expedição das profundezas

A expedição científica “Correntes de turbidez no Cânion Amazônico: impactos no fundo do mar, ecossistemas bentônicos e fluxo de carbono”, em tradução livre, realizada no navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute quer investigar processos submarinos ainda pouco compreendidos e o papel na formação do oceano profundo.

Relato do pesquisador;

Se nos emocionamos ao ver o lado oculto da Lua, deveríamos nos perturbar tanto quanto ao ver o lado oculto do fundo do mar coberto pelo nosso lixo

Ronaldo Christofoletti, professor da Unifesp

Os pesquisadores também querem responder questões fundamentais sobre a atividades Cânion do Amazonas, uma formação geológica na costa brasileira, ao norte do país.

O material foi retirado pelo ROV (Veículo Operado Remotamente), uma espécie de drone submarino que auxilia o navio durante a pesquisa no fundo do oceano.

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Cientista matemático de instituto brasileiro é preso a pedido da Rússia

O pesquisador russo Mikhail Verbitsky, que atua no Brasil desde 2017, foi preso na última quinta-feira (11), no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, Armênia. A informação é do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), onde o cientista trabalhava.

Ainda segundo comunicado do instituto matemático, a prisão é derivada de “uma lista de procurados da Rússia sob alegações de natureza política”.

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Mikhail Verbitsky é um pesquisador conhecido internacionalmente com contribuições para a geometria complexa e a chamada ‘variedades hiperkähler’. O professor tinha um papel na formação de novos cientistas brasileiros e no avanço da matemática no país.

“O IMPA solicita formalmente às autoridades armênias que procedam com sua liberação imediata, permitindo seu retorno seguro ao Brasil para a continuidade de suas atividades acadêmicas”, diz trecho do posicionamento da organização sediada no Rio de Janeiro.

A CNN Brasil tentou contato com o Itamaraty e a embaixada da Rússia no Brasil, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.

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Solitário, macaco ‘Amendoim’ busca parceira sexual no Dia dos Namorados

Enquanto milhões de brasileiros celebram o Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), um pequeno primata que vive no sudeste do Pará também aguarda a chegada de sua companheira.

Amendoim, um sauim-de-coleira abrigado no BioParque Vale Amazônia, em Carajás, faz parte de um programa nacional de conservação que busca formar casais reprodutivos para ajudar a salvar da extinção uma das espécies mais ameaçadas do mundo.

A expectativa é que a futura companheira de Amendoim chegue ainda no segundo semestre deste ano.

A busca faz parte de um esforço conjunto de instituições brasileiras e internacionais voltado à proteção do sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie endêmica do Brasil e atualmente classificada como ameaçada de extinção.

De acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), do ICMBio, o sauim-de-coleira possui distribuição restrita ao estado do Amazonas e enfrenta ameaças constantes provocadas pelo desmatamento e pela expansão urbana.

As projeções indicam uma redução populacional de pelo menos 50% nos próximos 18 anos.

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A história de Amendoim

Amendoim chegou ao BioParque em dezembro de 2022, após ser resgatado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) de Manaus.

O animal sobreviveu a um ataque de cachorro que matou o primata adulto que estava com ele, possivelmente seu pai.

De pequeno porte, o sauim-de-coleira mede entre 30 e 42 centímetros e pesa de 450 a 600 gramas.
Sua principal característica é a pelagem branca que cobre a cabeça, o pescoço e o peito, formando uma espécie de “coleira” que dá origem ao nome popular da espécie.

Para o veterinário do espaço, Nereston de Camargo, a formação de casais em ambientes controlados é uma ferramenta estratégica para evitar a extinção do animal.

“Localizando uma fêmea, a proposta é viabilizar o pareamento dos indivíduos, buscando ampliar as chances de reprodução. Essa formação de casais e o acompanhamento reprodutivo permitem contribuir com a sobrevivência da espécie”, destacou.

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