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Há uma aldeia no Algarve que pinta uma bandeira gigante para apoiar Portugal há mais de 20 anos

Há tradições que começam como um gesto espontâneo de apoio e acabam por se tornar parte da paisagem. Numa aldeia do interior algarvio, uma bandeira gigante de Portugal voltou a ganhar cor numa encosta, mantendo viva uma iniciativa que já atravessa mais de duas décadas.

A aldeia é Alte, no concelho de Loulé, onde elementos da Juventude Altense voltaram a reunir-se no passado dia 10 de junho para repintar a bandeira portuguesa no Cerro da Galvana. A ação decorreu em ano de Mundial de 2026 e voltou a mobilizar voluntários em torno da Seleção Nacional.

Uma tradição que nasceu no Euro 2000

A história começou no Euro 2000, quando três amigos decidiram criar uma forma diferente de apoiar Portugal. A ideia nasceu de forma simples, mas foi crescendo ao longo dos anos até se transformar num dos símbolos mais reconhecidos da freguesia.

Desde 2012, a bandeira ocupa o mesmo local no Cerro da Galvana, numa zona visível à distância e facilmente identificável por quem passa por Alte. O mural tem cerca de 70 metros de comprimento por 50 metros de largura. A manutenção exige várias horas de trabalho, dezenas de litros de tinta e a colaboração de quem todos os anos sobe ao cerro para renovar as cores nacionais.

Voluntários voltaram ao cerro

A repintura deste ano voltou a contar com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e com a participação de cerca de uma dezena de elementos da Juventude Altense. Mais do que uma ação simbólica, a iniciativa tornou-se um momento de mobilização local. Junta jovens, antigos participantes e moradores que reconhecem naquela bandeira uma marca da identidade da aldeia.

Em anos de grandes competições internacionais, a tradição regressa. E, mesmo com a passagem do tempo, o gesto continua a juntar a comunidade.

Autarca destacou o orgulho local

Numa publicação partilhada nas redes sociais esta quinta-feira, 11 de junho, a presidente da Junta de Freguesia de Alte, Elisabete Luz, destacou o significado da iniciativa.

“Pintar aquela bandeira não é apenas pegar em tinta e pincéis. É coragem, é amor por Alte, é orgulho nas nossas raízes, é mostrar que quando as pessoas querem, fazem acontecer”, escreveu a autarca.

Elisabete Luz acrescentou ainda que a bandeira lembra que a terra tem “gente com garra, com vontade e com coração”, deixando um agradecimento público aos jovens envolvidos na repintura.

Apoio à Seleção em ano de Mundial

A bandeira voltou a ser renovada numa altura em que Portugal disputa o Mundial de 2026. A competição arrancou esta quinta-feira, 11 de junho, e voltou a despertar manifestações de apoio um pouco por todo o país.

Em Alte, esse apoio tem uma expressão própria. Não passa apenas por colocar bandeiras nas janelas ou vestir camisolas da Seleção Nacional. A aldeia pinta uma encosta inteira, transformando o entusiasmo pelo futebol numa imagem visível na paisagem. A tradição ganhou força precisamente por juntar duas dimensões: o apoio à equipa das quinas e orgulho na terra.

Uma imagem que já faz parte da freguesia

A bandeira do Cerro da Galvana tornou-se uma das imagens mais características de Alte. Para os residentes, é um símbolo familiar. Para os visitantes, é muitas vezes uma surpresa no meio da paisagem algarvia.

A enorme mancha verde e vermelha destaca-se na encosta e chama a atenção de quem passa pela zona, sobretudo em períodos de maior mobilização em torno da Seleção Nacional. Com o tempo, deixou de ser apenas uma pintura ligada ao futebol. Passou a representar também a capacidade da comunidade de preservar uma tradição própria.

Alte volta a vestir-se de verde e vermelho

A tradição da bandeira gigante voltou, assim, a marcar Alte em ano de Mundial. A Juventude Altense renovou as cores nacionais, a Junta de Freguesia apoiou a iniciativa e a aldeia voltou a mostrar um dos seus símbolos mais reconhecíveis. Entre residentes, visitantes e adeptos da Seleção Nacional, poucos ficam indiferentes à imagem. No Cerro da Galvana, Portugal não se apoia apenas com palavras. Pinta-se na encosta.

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Adeus pensão? União Europeia revela que só garante os pagamentos de pensões até esta data

O futuro das pensões continua a ser um dos temas que mais dúvidas levanta entre os portugueses, sobretudo numa altura em que o envelhecimento da população coloca pressão sobre os sistemas públicos. As previsões mais recentes ajudam a clarificar o cenário, embora deixem algumas questões em aberto.

De acordo com o site Economia e Finanças, especializado nessas mesmas temáticas, a Comissão Europeia atualizou as projeções sobre o sistema de pensões português no mais recente Ageing Report, um documento que analisa o impacto do envelhecimento na despesa pública ao longo das próximas décadas. As conclusões afastam, para já, um cenário de rutura.

Segundo a mesma fonte, o sistema português mantém-se sustentável dentro do horizonte analisado, embora com desafios relevantes a médio e longo prazo.

Pensões garantidas até 2070, mas com limites nas projeções

A Comissão Europeia indica que o pagamento das pensões está assegurado até, pelo menos, 2070, que corresponde ao limite temporal das projeções atualmente realizadas. A partir dessa data, não existem previsões oficiais, o que impede uma leitura mais prolongada do sistema.

Este enquadramento significa que, dentro das próximas décadas, não está em causa uma quebra abrupta no pagamento das reformas. Ainda assim, a evolução do sistema dependerá de vários fatores, como o crescimento económico, o emprego e a demografia.

Défices previstos, mas considerados controláveis

Apesar da sustentabilidade global, o relatório antecipa a possibilidade de surgirem défices a partir de 2034. No cenário central, estes valores deverão manter-se relativamente baixos.

Os défices poderão atingir um pico por volta de 2045, mas sem ultrapassar cerca de 0,6 por cento do PIB. Depois desse período, a tendência deverá inverter-se, com uma recuperação gradual.

A partir de 2060, os dados apontam para o regresso a excedentes, o que contribui para estabilizar o sistema até ao final do horizonte analisado.

Fundo de reserva dá margem ao sistema

Um dos elementos destacados no relatório é o papel do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. Este mecanismo funciona como uma reserva para fazer face a eventuais desequilíbrios.

Segundo explica a mesma publicação, o fundo já representa cerca de 15 por cento do PIB, o que lhe confere capacidade para suportar vários anos de défices dentro dos valores projetados.

Além disso, até 2034, Portugal deverá continuar a registar excedentes, o que permitirá reforçar ainda mais esta reserva.

Envelhecimento pesa, mas tendência pode inverter

O impacto do envelhecimento da população será mais significativo nas próximas décadas. O relatório indica que a despesa pública associada a este fenómeno deverá aumentar até meados do século.

O ponto máximo deverá ser atingido por volta de 2046, altura em que a despesa com pensões poderá representar cerca de 15,1 por cento do PIB. A partir daí, a tendência será de descida gradual.

Em 2070, o peso das pensões na economia deverá ser inferior ao atual, refletindo uma adaptação do sistema ao novo contexto demográfico.

Pensões podem representar menos do salário

Apesar da sustentabilidade financeira, há um dado que merece atenção. A taxa de substituição, que indica a relação entre a pensão e o último salário, deverá diminuir ao longo do tempo.

Atualmente, situa-se em cerca de 67 por cento, mas poderá cair para perto de 37 por cento a partir da década de 2050. Esta evolução está ligada a mudanças no perfil contributivo dos trabalhadores.

Segundo a mesma fonte, a saída progressiva de beneficiários de regimes mais antigos, como a Caixa Geral de Aposentações, contribui para esta redução.

Valor final depende do percurso contributivo

Ainda assim, o valor da pensão continuará a depender do histórico individual de descontos. Carreiras mais longas e com salários mais elevados tendem a resultar em prestações mais altas.

O sistema mantém, assim, uma componente contributiva relevante, mesmo num contexto de ajustamento estrutural.

De acordo com o Economia e Finanças, o relatório aponta para um sistema que, embora sustentável, poderá exigir maior planeamento individual por parte dos futuros pensionistas.

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Chuva, trovoada e granizo a caminho: mau tempo neste dia e estas regiões devem sentir a maior mudança

O domingo deverá trazer uma mudança no estado do tempo em Portugal continental, depois de vários dias marcados por calor. A previsão aponta para aguaceiros, trovoada e possibilidade de queda de granizo em algumas regiões, sobretudo durante a tarde.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a previsão para domingo, 14 de junho, indica maior instabilidade nas regiões Norte e Centro, em especial nas zonas interiores. O litoral oeste deverá sentir também uma descida da temperatura máxima, que poderá ser mais acentuada em algumas áreas.

Norte e Centro com maior instabilidade

Nas regiões Norte e Centro, o céu deverá apresentar períodos de muita nebulosidade ao longo do dia. O IPMA prevê aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes, acompanhados de trovoada e queda de granizo, sobretudo durante a tarde e no interior.

As regiões montanhosas deverão estar entre as zonas mais expostas a esta instabilidade, embora os aguaceiros possam surgir também noutros pontos do Norte e Centro. O vento será fraco a moderado, até 30 quilómetros por hora, do quadrante leste, tornando-se do quadrante oeste a partir da tarde.

Granizo pode surgir durante a tarde

A possibilidade de queda de granizo é uma das notas mais relevantes da previsão. Este tipo de fenómeno tende a ocorrer de forma localizada e irregular, pelo que nem todas as zonas dentro das regiões indicadas deverão ser afetadas da mesma forma.

Ainda assim, em situações de aguaceiros fortes e trovoada, o tempo pode mudar rapidamente, com redução da visibilidade, piso escorregadio e maior risco para quem circula na estrada ou tem atividades ao ar livre.

Litoral com neblina e descida da temperatura

Além da instabilidade no interior, o IPMA admite a possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro na faixa costeira das regiões Norte e Centro. Esta situação poderá reduzir temporariamente a visibilidade em alguns pontos do litoral.

A temperatura deverá descer no litoral, aliviando o calor sentido nos últimos dias. A descida deverá ser particularmente sentida na temperatura máxima, sobretudo na faixa costeira ocidental.

Sul com chuvisco no Algarve e trovoada no Alentejo

Na região Sul, o cenário deverá ser menos instável do que no Norte e Centro, mas ainda assim há previsão de alguma mudança. O céu deverá apresentar-se pouco nublado, com períodos de maior nebulosidade até ao meio da manhã e a partir do meio da tarde.

No Algarve, poderá ocorrer chuvisco fraco até ao meio da manhã. Já no interior do Alentejo, o IPMA prevê a possibilidade de aguaceiros dispersos acompanhados de trovoada durante a tarde. O vento será fraco, tornando-se fraco a moderado, até 30 quilómetros por hora, do quadrante oeste a partir da tarde. Nas serras, poderá soprar por vezes forte, até 40 quilómetros por hora, de sul ou sueste até ao meio da manhã.

Lisboa com descida acentuada da máxima

Na Grande Lisboa, o céu deverá estar pouco nublado, aumentando temporariamente de nebulosidade durante a manhã. Essa nebulosidade poderá persistir junto ao Cabo Raso. O vento será fraco, tornando-se fraco a moderado, até 30 quilómetros por hora, do quadrante oeste a partir do fim da manhã. O IPMA prevê uma descida da temperatura, sendo acentuada no valor da máxima.

Porto pode ter aguaceiros com trovoada

No Grande Porto, o céu deverá apresentar-se geralmente muito nublado. Há possibilidade de ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoada. O vento será, em geral, fraco e de vários rumos. A partir da tarde, poderá formar-se neblina ou nevoeiro. Também no Porto está prevista uma descida de temperatura, sendo acentuada no valor da máxima.

Açores com céu muito nublado

Nos Açores, o Grupo Ocidental deverá ter períodos de céu muito nublado com boas abertas. O vento será de sudoeste, moderado a fresco, entre 20 e 40 quilómetros por hora, com rajadas até 50 quilómetros por hora. No Grupo Central, estão previstos períodos de céu muito nublado com boas abertas. O vento será de oeste, bonançoso a moderado, rodando para sudoeste. No Grupo Oriental, o céu deverá apresentar períodos de muita nebulosidade com boas abertas. Estão previstos aguaceiros na madrugada, com vento de noroeste, bonançoso, rodando para oeste.

Madeira com muita nebulosidade

Na Madeira, o IPMA prevê períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado na vertente norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo até ao meio da manhã e a partir do fim da tarde.

O vento será fraco a moderado, entre 10 e 30 quilómetros por hora, de norte ou noroeste, soprando por vezes forte, até 40 quilómetros por hora, nas terras altas a partir da tarde. Na região do Funchal, estão previstos períodos de céu muito nublado e vento fraco, inferior a 15 quilómetros por hora.

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