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Armi e sanzioni, il doppio fronte tra G7 e vertice Ue

17 June 2026 at 15:52

Un G7 per tornare a parlare verso l’Atlantico con fare costruens e, subito dopo, un consiglio europeo altrettanto delicato in programma il 18 e 19 giugno a Bruxelles. È senza sosta la settimana di politica internazionale dei leader europei in doppia chiave, Ucraina e Iran. Lo ha spiegato Giorgia Meloni, mentre commentava la decisione del Parlamento europeo di approvare il nuovo regolamento sui rimpatri (“un successo italiano”) a proposito delle soluzioni innovative, perché l’immigrazione irregolare è tema complesso come la geopolitica e quindi servono quel tipo di risposte.

Per cui la dichiarazione congiunta del G7 va vista nella positività di un linguaggio comune sulle principali questioni di politica estera e di sicurezza, come chiesto dal cancelliere tedesco Friedrich Merz dopo Evian. “Questo stabilisce un nuovo tono, anche per quanto riguarda l’unità e la determinazione transatlantica. Il messaggio alla Russia è chiaro: tutti i partner del G7 aumenteranno la pressione su Mosca, anche attraverso le sanzioni”, ha detto.

Ma le sanzioni sono solo una parte della strategia del G7, accanto al tema della scarsità di produzione degli armamenti. Da un lato Merz si è detto “molto grato al presidente Trump e all’intera delegazione americana per l’elevata disponibilità”, dall’altro va cerchiato in rosso il tema della produzione bellica che secondo Merz, “può essere compensato attraverso accordi di licenza con aziende che dispongono delle capacità produttive necessarie, e si tratta sia di aziende europee che di aziende ucraine”.

In questo senso va l’iniziativa del leader della Cdu di convocare il vertice E5 (Italia, Francia, Germania, Regno Unito e Polonia) a Berlino per la prossima settimana che riunirà sotto un unico ombrello analitico sia i risultati di Evian sia che hanno incontrato a Evian il primo ministro indiano Narendra Modi. L’obiettivo è l’accordo di libero scambio da raggiungere entro la fine dell’anno per rafforzare la cooperazione in materia di sicurezza e difesa, oltre che il discorso sull’Imec, il corridoio India-Medio Oriente-Europa.

Soddisfatto il premier italiano, certo di aver raggiunto alcuni risultati: “Abbiamo concordato tutti sulla necessità di continuare a garantire il sostegno a Kyiv mantenendo alta la pressione su Mosca. Sono molto contenta del fatto che su questo vi sia piena convergenza. L’unità dell’Occidente e la fermezza dell’Occidente continuano a essere, dal mio punto di vista, gli strumenti più efficaci per creare le condizioni necessarie per un negoziato reale”. Quindi, aggiunge, l’obiettivo resta quello di favorire un confronto diretto tra Zelensky e Putin, “ma mentre Zelensky ha fin qui dimostrato un’attitudine sincera verso la soluzione del conflitto, non da ultimo con una lettera aperta che tutti conoscete, che è stata inviata direttamente al Presidente Putin, nessun segnale serio in questo senso è arrivato da Mosca. Crediamo che quei segnali ora siano necessari”.

Inoltre ritiene che l’accordo Stati Uniti-Iran abbia favorito un clima mite durante il vertice e su Trump ha aggiunto: “Con Trump ci siamo trovati con una convergenza, che non è sempre scontata, a partire da Ucraina e indopacifico”. A Macron rivolge un grazie per l’ospitalità in un momento sicuramente complesso dello scenario internazionale. Positivo anche il tenore dei commenti di Trump, secondo cui il viaggio è stato un grande successo, “ma ciò di cui la gente voleva parlare soprattutto è il fatto che l’Iran non avrà armi nucleari e che lo Stretto di Hormuz verrà immediatamente riaperto”.

(Foto: Governo.it)

No G7, Lula cobra empenho dos países ricos diante de desigualdades

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. O discurso foi feito em Évian, na França, durante a Cúpula do g7, que reúne as principais economias do mundo.

De acordo com o presidente, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

Notícias relacionadas:

“Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo”, disse Lula. 

O presidente brasileiro foi convidado para o encontro do G7. “Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica”, afirmou.

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Crítica às guerras

Lula afirmou que, no ano passado, alertou que o Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% do financiamento. “A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento”, destacou. 

Ainda sobre os gastos militares anuais, ele lamentou que houve uma soma de quase US$ 3 trilhões. “Não são cifras abstratas. Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento”. 

Esses impactos, segundo o presidente, afetam milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada, à educação e à saúde. “O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos”, afirmou Lula.

Lula recordou que, em 2003, uma das primeiras tarefas dele como presidente foi participar da Cúpula do então-G8. Desde aquele ano, houve outras nove cúpulas do G8 ou G7. “Em todas nos defrontamos com desafios que afetam milhões de pessoas. Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras”.

"Respostas falaciosas"

Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. “Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”.

Sem citar o nome do empresário Elon Musk, Lula apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

“Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma assimétrica”.

Lula ainda acrescentou que a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para o que seria a direção correta. “O desafio não é administrar a escassez. O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política”.  

No G7, Lula cobra empenho dos países ricos diante de desigualdades

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (16) mais empenho dos países ricos para redução das desigualdades no mundo. O discurso foi feito em Évian, na França, durante a Cúpula do g7, que reúne as principais economias do mundo.

De acordo com o presidente, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

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“Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe. A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo”, disse Lula. 

O presidente brasileiro foi convidado para o encontro do G7. “Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica”, afirmou.

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Crítica às guerras

Lula afirmou que, no ano passado, alertou que o Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% do financiamento. “A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento”, destacou. 

Ainda sobre os gastos militares anuais, ele lamentou que houve uma soma de quase US$ 3 trilhões. “Não são cifras abstratas. Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento”. 

Esses impactos, segundo o presidente, afetam milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada, à educação e à saúde. “O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos”, afirmou Lula.

Lula recordou que, em 2003, uma das primeiras tarefas dele como presidente foi participar da Cúpula do então-G8. Desde aquele ano, houve outras nove cúpulas do G8 ou G7. “Em todas nos defrontamos com desafios que afetam milhões de pessoas. Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras”.

"Respostas falaciosas"

Lula contextualizou que prosperaram discursos que defenderam desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade como fins em si mesmos. “Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”.

Sem citar o nome do empresário Elon Musk, Lula apontou que o primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

“Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma assimétrica”.

Lula ainda acrescentou que a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para o que seria a direção correta. “O desafio não é administrar a escassez. O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política”.  

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