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Prémio Novos Artistas Fundação EDP para apoiar criadores de Arte Contemporânea em início de carreira 

16 June 2026 at 19:49

A Fundação EDP acaba de abrir o período de candidaturas à edição 2026/27 do Prémio Novos Artistas, uma das mais relevantes iniciativas de apoio à criação artística contemporânea em Portugal, destinada a promover e dar visibilidade a artistas com carreira curta e ainda não consagrada, sem limite de idade e em todas as modalidades das […]

Djaimilia Pereira de Almeida vence Prémio D. Diniz com “Livro da Doença”

By: LUSA
16 June 2026 at 12:58

VTM

O prémio foi atribuído à autora pela sua obra “Livro da Doença”, publicado pela Relógio de Água. Em comunicado, a Casa de Mateus disse que o “Livro da Doença” dá “a entrever a existência humana na sua relação problemática com a história e a contingência dos dias”.

“Através de uma escrita nunca verdadeiramente autobiográfica, mas desdobrada a partir de um mundo interior de particular densidade, Djaimilia Pereira de Almeida, ‘mulher negra que escreve’, confirma-se nesta obra como uma das grandes vozes da prosa em língua portuguesa, ‘uma das línguas do mundo, uma língua viva’”, escreve ainda a instituição.

O júri do prémio D. Diniz é composto por Fernando Pinto do Amaral (presidente), Pedro Mexia e Mário Cláudio.

Nascida em Luanda, em 1982, a autora luso-angolana é licenciada em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mestre em Teoria da Literatura (2006) e doutorada em Estudos Literários (2012), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Djaimilia Pereira de Almeida estreou-se literariamente em 2015, com o romance “Esse Cabelo”.

A sua bibliografia inclui obras como “Luanda, Lisboa, Paraíso” (2018), “Três Histórias de Esquecimento” (2021), “Ferry” (2022) e “O que é ser uma escritora negra hoje, de acordo comigo” (2023).

Em 2025, a autora foi distinguida com o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra literária, e o seu romance “Livro da Doença” venceu a 28.ª edição do Prémio Literário Fernando Namora.

Em 2025, o prémio D. Diniz distinguiu J. Rentes de Carvalho, pela sua obra “Cravos e Ferraduras” (Quetzal) e, em 2024, Carlos Ascenso André pela sua tradução de “Arte de Amar”, de Ovídio (Quetzal).

A lista de premiados inclui, entre outros, Agustina Bessa Luís (1980), José Saramago (1984), Eduardo Lourenço (1995), António Lobo Antunes (1999), Maria Teresa Horta (2011), Jorge Silva Melo (2021) ou José Tolentino Mendonça (2022).

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar na Fundação da Casa de Mateus, em Vila Real, em data ainda a anunciar.

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Prémio Museu Europeu do Ano 2026 distingue dinamarquês Den Gamle By

16 June 2026 at 10:42

O museu dinamarquês Den Gamle By – Museu Nacional ao Ar Livre de História e Cultura Urbana, localizado em Aarhus, vence o prémio Museu Europeu do Ano 2026, atribuído pelo Fórum Europeu dos Museus.

A entrega do prémio marcou o encerramento da conferência anual do Fórum Europeu dos Museus, em Bilbau, Espanha, que reuniu instituições de vários países para apresentar projetos e boas práticas nas áreas da responsabilidade social, inclusão e participação comunitária.

A edição deste ano teve como tema “Revolucionar o Museu: Inclusão para Todos”. Objetivo? Debater os desafios que se colocam a estruturas tradicionais de exibição e curadoria, a importância de remover barreiras físicas, cognitivas e sociais ao acesso à cultura, e de promover práticas participativas para afirmar “os museus como espaços de acolhimento, inclusão e reflexão sobre as sociedades contemporâneas”, segundo o programa do Fórum Europeu dos Museus.

O Den Gamle By, em Århus, Dinamarca, foi inaugurado em 1914 e o seu nome significa “A Cidade Velha”. Aqui se recria a vida urbana dinamarquesa ao longo de 400 anos, desde o século XVI até à atualidade, usando para o efeito 75 edifícios históricos oriundos de 20 localidades do país. Entre os 34 nomeados ao prémio Museu Europeu do Ano (EMYA, na sigla em inglês) estiveram dois museus portugueses: o Museu do Design (MUDE) e o Museu de Lisboa-Palácio Pimenta.

O MUDE, inaugurado em 2009 e dedicado às múltiplas expressões do design, reabriu em julho de 2024, após oito anos de obras de reabilitação no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino, no centro histórico de Lisboa. Criado por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, o museu conta com um acervo de mais de 18.000 peças, organizadas em 19 núcleos temáticos e cinco áreas especializadas.

O Palácio Pimenta, principal núcleo do Museu de Lisboa, reabriu em setembro de 2024, também após obras de renovação iniciadas em 2014. Instalado num palácio de verão do século XVIII, rodeado de jardins, o museu apresenta a exposição permanente “A Casa Onde Vive a Cidade”, dedicada à evolução de Lisboa desde a Pré-História até ao século XXI.

Citada pela organização no ‘site’, a presidente do Fórum Europeu dos Museus, Amina Krvavac, refere que estes espaços “enfrentam atualmente um cenário social complexo e em constante mudança, marcado por conflitos e crescente polarização”, e salienta que a confiança de que estas instituições ainda beneficiam junto das comunidades “implica uma responsabilidade acrescida”.

Entre os nomeados desta edição encontravam-se instituições como a Fortaleza de Seddülbahir (Turquia), o Museu da Civilização Rural de Mendrisiotto (Suíça), o Instituto do Museu da Loucura (Eslovénia), o Museu de Mineração La Unión (Espanha), o Museu de Engenharia e Tecnologia em Cracóvia (Polónia), o Centro de Investigação – Museu Tsitsanis (Gréia), o Centro de Documentação de Obersalzberg (Alemanha), o Museu Nacional Letão de Literatura e Música (Letónia), o Museu de Artes Visuais Malva (Finlândia) e o Museu de Etnografia de Budapeste (Hungria).

Criado em 1977, o prémio Museu Europeu do Ano distingue instituições que se destacam pela inovação, pela qualidade da experiência oferecida ao público e pelo contributo para o papel social dos museus.

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