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Rúben Amorim é anunciado como novo técnico do Milan

16 June 2026 at 17:30

O Milan anunciou nesta terça-feira (16) a contratação de Rúben Amorim como novo treinador da equipe. O português de 41 anos assinou contrato até junho de 2028, com opção de renovação por mais uma temporada.

Amorim havia informado no início do ano que pretendia tirar um período de descanso após sua saída do Manchester United, em janeiro. No entanto, o treinador decidiu antecipar o retorno às atividades para assumir o comando de um dos clubes mais tradicionais do futebol europeu.

A ligação do português com o Milan é antiga. Em entrevistas concedidas ainda no início da carreira como treinador, Amorim já havia citado o clube italiano como uma de suas grandes referências no futebol.

Agora, o português assume o desafio de liderar o time que soma sete títulos da Champions League da Europa e substitui Massimiliano Allegri no cargo.

“Existem ambições que nos acompanham ao longo da carreira, e treinar o Milan sempre foi uma das minhas. Sei exatamente o que este clube representa: história, prestígio e uma torcida extraordinária em todo o mundo. É um desafio que abraço com orgulho e entusiasmo, plenamente consciente do que estas cores representam. Mal posso esperar para começar e vivenciar diariamente a paixão que move o Milan“, disse Rúben Amorim aos canais oficias do clube.

Carreira

Amorim iniciou sua carreira como treinador em 2018, após uma carreira profissional como jogador, na qual representou o Belenenses e o Benfica, bem como a seleção portuguesa.

Após experiências iniciais como treinador na Casa Pia e no Braga, foi nomeado treinador principal do Sporting Clube de Portugal em março de 2020. Nesse período conquistou dois títulos da liga portuguesa, duas Taças da Liga e uma Supertaça.

Mais recentemente, foi treinador principal do Manchester United. Pela equipe acumulou 63 jogos oficiais, obtendo 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas.

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Saiba como os italianos estão acompanhando a Copa do Mundo sem sua seleção

15 June 2026 at 23:21

Fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, os torcedores italianos estão encontrando razões alternativas para acompanhar o torneio, seja pelo trabalho de treinadores italianos presentes na competição ou pela oportunidade de assistir pela última vez a algumas das maiores estrelas do futebol mundial.

“Eu sempre considero a Copa do Mundo uma competição fascinante, embora a ausência da seleção italiana certamente me faça acompanhá-la com menos entusiasmo”, disse à Reuters o torcedor Salvatore Piluso, que vive na Sicília.

“Por outro lado, esta Copa em particular me fascina porque é a última com jogadores que marcaram uma era do futebol para a minha geração, incluindo Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar”, acrescentou.

Outros torcedores estão transferindo sua torcida para seleções consideradas azarões ou comandadas por compatriotas.

“Mesmo com a Itália fora, continuo apaixonado pela Copa do Mundo e vou acompanhá-la”, afirmou Alberto Cocuzza, torcedor de Milão.

“Vou torcer por Brasil e Uzbequistão porque têm treinadores italianos (Carlo Ancelotti e Fabio Cannavaro), mas também gosto de Curaçao, Haiti, Panamá e Cabo Verde porque são seleções consideradas surpresas.”

Interesse moderado

Nos cafés da capital italiana, há poucos sinais da tradicional febre da Copa do Mundo. Embora as televisões exibam partidas como Espanha contra Cabo Verde, a maioria das pessoas segue sua rotina normalmente.

À medida que se aproximam os horários dos jogos noturnos, a cidade permanece silenciosa, tanto nos estabelecimentos locais quanto nas sacadas residenciais, geralmente tomadas por comentários apaixonados durante grandes eventos esportivos.

O futebol italiano atravessa um período de incerteza. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) está sem presidente desde que Gabriele Gravina deixou o cargo em abril, após a derrota da Itália para a Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias para a Copa.

O técnico Gennaro Gattuso também deixou o comando da seleção, e o cargo segue vago, embora o ex-treinador Roberto Mancini tenha sido apontado como possível retorno após sua saída do clube catariano Al Sadd.

Apesar do interesse ainda moderado, a expectativa é de que a empolgação aumente conforme a competição avance para as fases eliminatórias. Por enquanto, os torcedores italianos esperam que, em 2030, possam finalmente voltar a participar da festa do futebol mundial.

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