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Cantor Oliver Tree morre em acidente aéreo no Brasil: tinha concerto em Portugal em julho

14 June 2026 at 19:05
O artista norte-americano Oliver Tree, com mais de 20 milhões de seguidores nas rede sociais, faleceu este domingo num acidente aéreo no Rio de Janeiro. Especialista em ‘hits’ virais, deveria a 1 de julho dar o seu primeiro concerto em Portugal

Música, cultura e património marcam 555 anos de Moncarapacho

14 June 2026 at 15:28

Moncarapacho prepara-se para celebrar os seus 555 anos de existência, entre os dias 19 e 21 de Junho, com comemorações que reunirão cultura, música, património, etnografia, história e participação comunitária.

Para Jorge Pereira, presidente da Freguesia de Moncarapacho, «celebrar 555 anos de Moncarapacho é celebrar gerações de homens e mulheres que construíram esta terra, preservaram a sua identidade e transmitiram o seu legado».

Estas comemorações pretendem ser um momento de encontro entre a história e o futuro, envolvendo toda a comunidade numa homenagem ao património, às coletividades e às pessoas que fazem de Moncarapacho uma terra única.

Mais do que assinalar uma data, estas festividades pretendem, de acordo com a freguesia, «afirmar o orgulho de ser moncarapachense e reforçar a valorização da história, identidade e património, de uma das mais antigas freguesias do Algarve».

Organizadas pela Freguesia de Moncarapacho com o apoio do Município de Olhão, as festividades começam às 18h00 de sexta-feira (dia 19) com a abertura, no edifício antigo da Junta de Freguesia, de uma exposição dedicada ao Rancho Folclórico de Moncarapacho, e prosseguem com atos solenes na Praça Major João Xavier de Castanheda (Largo da Junta de Freguesia).

Haverá hastear da bandeira ao som do Hino Nacional, pela Branda Filarmónica 1º Dezembro de Moncarapacho e pelas vozes de Pedro Viola e Teresa Viola, uma homenagem a antigos presidentes e cidadãos da freguesia, e a leitura do histórico discurso de Cristóvão Norte no Parlamento em 20 de Junho de 1991 sobre a elevação de Moncarapacho a vila.

O dia termina com um concerto (21h45) da Banda Filarmónica 1º de Dezembro de Moncarapacho.

No sábado, dia 20, honra-se o património e a tradição, com o foco na riqueza cultural local, iniciando-se no Mercado com uma demonstração etnográfica do Rancho Folclórico de Moncarapacho.

Um dos pontos altos será a reabertura da Casa-Museu Dr. José Fernandes Mascarenhas, seguida de um roteiro por vários espaços religiosos e culturais da vila.

O programa inclui ainda a apresentação da obra “Moncarapacho – História e Património”, de Francisco Lameira e Martina Del Rio, na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho, com início às 17h30.

Na Praça Major João Xavier de Castanheda, a noite traz o som clássico e angelical da harpa de Helena Madeira (21h45) e a energia do rock da Beira Mar Band (23h15).

Domingo, dia 21, arranca com o 5º Passeio de Carros Clássicos de Moncarapacho (9h30) e após uma Missa de Ação de Graças (12h00) na Igreja Matriz, a tarde será dedicada a um debate sobre os desafios e oportunidades do património local (16h00), em colaboração com a APOS, e ao teatro com o grupo AlmaMonca (17h30), na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho.

O encerramento das festividades estará a cargo do Agrupamento de Música de Câmara da Orquestra do Algarve, num concerto (19h00) na Igreja Matriz, integrado no Ciclo APOS e no âmbito do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.

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Nostalgia rock: Ira! traz show histórico do Acústico 20 Anos para Salvador

14 June 2026 at 09:08
Em 2004, a banda paulista Ira! tentava se firmar após uma década de 90 difícil para a banda, uma das principais da gloriosa geração oitentista que varreu o país com o chamado rock Brasil. Seu último álbum de estúdio, Entre Seus Rins (2001), vendeu mal. Após muito debate, decidiram recorrer à fórmula do Acústico MTV, que já havia renovado muitas carreiras – no Brasil e fora dele. E deu certo. Lançado em 2004, o álbum “desplugado” do Ira! foi um enorme sucesso, vendendo quase um milhão de CDs e DVDs. Vinte anos depois, Nasi, Edgard Scandurra & Cia prestam tributo àquele momento especial no show Ira! Acústico 20 Anos, que chega hoje à Concha Acústica do TCA.Apresentado dentro do projeto Concha Para Todos, que oferece shows à preços mais amigáveis ao grande público do que a média costumeira no local, o espetáculo trará o lendário grupo em uma formação quase igual à do show original de 2004. Além de Nasi (vocais) e Edgard (violão e vocais), sobem ao palco os músicos Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão, lendário multi-instrumentista, tocou muito com Raul Seixas), Daniel Scandurra (baixolão), Jonas Moncaio (violoncelo) e Juba Carvalho (percussão – substituindo a baiana Michele Abu, que tocou na formação do Acústico original).Nasi lembra que a banda atravessou toda a década de 1990 meio que se desviando do projeto de um Acústico, por considerarem de caráter “comercial demais”, mas que no início do século, acabaram cedendo – mas o fizeram em seus próprios termos, como tudo o que o Ira! faz.“O Acústico para o Ira! se tornou um desafio. Nós, de certa forma, resistimos muito, por algum tempo, para entrar nesse projeto, porque a gente não queria que parecesse assim um movimento de apelo comercial. Só topamos quando a gente chegou à conclusão de que poderíamos fazer um repertório de excelência, de qualidade, realmente acústico, com um grande repertório”, relata Nasi, em entrevista por WhatsApp.“Dedicamos muito meses de ensaio, de formação de banda e seleção de repertório com o nosso produtor, e o resultado veio com um grande sucesso, que realmente foi um divisor de águas na carreira do Ira!”, acrescenta o cantor.Quem for hoje à Concha Acústica terá o prazer de assistir à banda executar o repertório do show de 2004 ipsis literis: “O show é completamente fiel ao projeto, ao DVD, digamos assim. Inclusive toca uma décima nona música que só entrou nos extras (do DVD). Então, o show são as 19 músicas do Acústico MTV. No bis, a gente toca uma ou duas músicas que não fizeram parte, mas que ficam bacanas nesse formato, como Bebendo Vinho (clássica canção do gaúcho Wander Wildner, gravada pelo Ira! em Isso é Amor, de 1997) e Mudança de Comportamento (faixa-título do álbum de estreia, de 1985), mas é basicamente isso”, conta Nasi.Ou seja, vai ter no repertório, além das citadas, pedradas do repertório da banda, como Tarde Vazia, Rubro Zorro, Dias de Luta, 15 Anos (Vivendo e Não Aprendendo), Pra Ficar Comigo (versão de Train in Vain, do The Clash) e muitas outras. Coisa boa. Leia Também: INTERJEIÇÃO POLISSÊMICA Lenine se reinventa no palco de Salvador: "Não gosto da sensação de repetição" GRATUITO Cantora baiana promove show com músicas inéditas em Lauro de Freitas COPA DO MUNDO Shakira participou de mais Copas do Mundo que Piqué e outros craques Fidelidade total ao original Foto: Ana Carina Zatin | Divulgação Se as canções permanecem as mesmas, como ensinava o Led Zeppelin, com os arranjos, não será diferente. Nasi conta que, na época, deu tanto trabalho “deseletrificar” esse repertório, que ele e Edgard acharam honrar todo aquele esforço no show dos 20 anos: “Somos muito fiéis aos arranjos daquele álbum. A gente acredita que como é um show comemorativo, celebrativo, não caberia a nós transformarmos aquelas músicas que o público tanto gostou, que nós trabalhamos tanto para chegar àquele resultado, né? Seria uma grande bobeira, né?”, percebe.“É óbvio que um detalhezinho aqui ou lá sempre acontece. Uma convençãozinha, algumas coisas delicadas que o público às vezes nem percebe, mas que a gente, como é que se diz, aperfeiçoou talvez, mas são os mesmos arranjos”, acrescenta.Essa fidelidade ao repertório e aos arranjos se estendeu, como não poderia ser diferente, à própria formação da banda – embora hoje sejam outras pessoas acompanhando a dupla fundadora remanescente.“É exatamente isso, nós queríamos ser muito fiéis àquele trabalho, não queríamos reinventá-lo. Então montamos uma banda até um pouco mais enxuta, porque no caso do Johnny Boy, ele faz só teclados, ele raramente pega um segundo violão. A ideia era pegar um segundo violão, mas acabou ficando meio anacrônico”, nota.“E nós também não contamos com os cantores de backing vocals que tinham, porque eu acho que eu, o Edgar e o Johnny Boy damos conta dessas aberturas de voz. Então é a mesma formação, exceto esses detalhes”, relata Nasi.Vai ter Ira! na “terrinha” Foto: Ana Carina Zatin | Divulgação Em plena atividade desde que retornaram do hiato entre 2007 e 2014, Nasi e Edgard vão desbravar, aos 45 anos de banda, uma nova fronteira: em outubro, o Ira! se apresentará pela primeira vez do outro lado do oceano, em Portugal. A banda fará shows em Lisboa (em 02/10) e Porto (03/10).Nasi conta que agora há uma produtora em Portugal que está se empenhando em levar as grandes bandas de rock do Brasil para shows na “terrinha”: “Já houve outros convites, outras possibilidades, mas só dessa vez encontramos uma produtora lá em Portugal que resolveu levar às últimas consequências. Inclusive, eu entendo, até onde eu sei, que o Ira! vai ser a primeira banda de rock que vai inaugurar uma leva de músicos de rock brasileiros que vão ser levados a Portugal por essa produtora. Acho que tem Capital Inicial também, outros artistas na sequência”, revela.“A verdade é que, fora do Brasil, na Europa, Estados Unidos, os caras se interessam pela música popular brasileira (MPB). Por mais que o Ira! esteja inserido nisso, somos vistos como uma banda de rock. Eu sei que tem público lá, além de brasileiros, tem portugueses que conhecem nosso trabalho, afinal, nós temos mais de 40 anos de carreira. Aqui no Brasil é a mesma coisa: tem muitas bandas de rock famosíssimas em Portugal, mas o que trazem aqui para o Brasil, de Portugal, é o fado, um ou outro artista de música popular portuguesa”, nota Nasi.Ele cita uma das bandas mais populares do rock português, o Xutos & Pontapés, que quase não é conhecida no Brasil. “A banda mais famosa de Portugal, que é o Xutos & Pontapés, só tocou uma vez no Brasil, na década de 90, inclusive com o Ira!, num show das duas bandas. Portugal tem várias bandas famosas lá e muito boas, mas que também nunca vieram para o Brasil”, observa.(Na verdade, o Xutos & Pontapés voltaram ao Brasil em 2011, se apresentando no festival Rock in Rio em parceria com os Titãs, em um show que rendeu um DVD ao vivo – sem grande repercussão, de fato).Foco nos projetos soloApesar de seguirem tocando juntos, Nasi conta que, por enquanto, não há planos para o Ira! de gravar material inédito. O último e único álbum de inéditas da banda desde o retorno em 2014 foi o autointitulado IRA!, que saiu no malfadado ano de 2020 – e que, por conta da pandemia, não teve turnê de divulgação.“Olha, quanto a essa questão de coisas novas, acho que isso pertence ao destino, não é algo que a gente está pensando nesse momento. Acho que, para fazer isso, a gente precisaria reunir muita coisa boa de músicas inéditas, como fizemos em 2020. Acho que, por enquanto, isso não está nos nossos planos”, diz Nasi.“Acho que tanto eu como o Edgar temos projetos solos, que são hoje a fonte da nossa maior criatividade, e seguimos com esse intuito. E essa turnê se encerra no final desse ano. Para 2027, retomamos a nossa normalidade, que é um show de rock and roll com eletricidade”, conclui o frontman.Então, que voltem “plugados” em 2027!CONCHA PARA TODOS apresenta IRA! Acústico 20 Anos / Hoje, 19h / Concha Acústica do Teatro Castro Alves /R$ 100 e R$ 60 (primeiro lote) / Vendas: bilheteria do TCA e Sympla

Mahmood è boom: diventa virale in India e guadagna più di 3,3 milioni di ascoltatori mensili su Spotify. Stupore sui social: “Tra le top allucinazioni successe a lui”

14 June 2026 at 10:17

Una canzone di Mahmood è diventata virale in India. Ed è la prima volta che un artista (contemporaneo) italiano venga ascoltato, in poco meno di un mese, da decine di milioni di persone in Asia meridionale. Mahmood, soprattutto grazie alle due partecipazioni all’Eurovision Song Contest – secondo posto nel 2019, con “Soldi” e sesto posto nel 2022, con “Brividi” featuring Blanco – si è fatto apprezzare sia in Europa (soprattutto) che oltreoceano ma, col brano “Mashooqa”, ha bussato alla porta del mercato musicale indiano. La traccia, pubblicata lo scorso 19 maggio, fa parte della colonna sonora del film di Bollywood “Cocktail 2”, nonché il sequel di una celebre commedia romantica del 2012.

Di “Mashooqa” Mahmood ha firmato e interpretato tutte le parti in italiano. All’artista di “Tuta Gold” è stata affidata sia l’intro: “Sai mi chiedo perché mi seduci quando ti avvicini. Parli con la gente e non capisco mai perché lo fai. Sembriamo amici che finiranno nei guai”, che altre due strofe. “Scusa se ti guardo e non so più cosa dire. Resta con me fino alla fine (…). Baby cosa c’è? Parlami di te. Resta fuori con me nel weekend. Baby, non lo so, forse partirò. Dammi un segno perché in fondo tu qua vicino dimmi cosa ci fai. Mi chiedi ‘Baby, quanti posti vedrai?’. Andiamo nel Brunei, UK, LA, se sai di fake ti saluterò”.

La produzione, curata da Pritam (oltre 49 milioni di ascoltatori mensili su Spotify), si è ben sposata col timbro di Mahmood. Oltre al cantante italiano, hanno partecipato al brano anche il paroliere Amitabh Bhattacharya (quasi 37 milioni di “ascoltatori” mensili) ed i cantanti Raghav Chaitanya (oltre 10 milioni di ascoltatori) e Ruaa Kayy (oltre 4 milioni di ascoltatori). Su YouTube, il videoclip di “Mashooqa” ha oramai raggiunto le 30 milioni di visualizzazioni. Su Spotify conta quasi 7 milioni di ascolti mentre, in India, il brano si trova alla cinquantaduesima posizione su Apple Music e alla ventiseiesima su Shazam.

Gli ascoltatori mensili di Mahmood sono schizzati alle stelle, passando dai 2 milioni di un mese fa, agli attuali 5,3 milioni. L’aumento, del 165%, è significativo: ma sarà anche duraturo? Difficile dirlo, anche se è plausibile possa esserci un calo nelle prossime settimane. Al due volte vincitore del Festival di Sanremo, oltre alla sua bravura, stanno ben fruttando i corposi “incroci” di ascoltatori con i colleghi indiani e l’hype del pubblico per l’imminente uscita della pellicola. Sarebbe interessante e a tratti sorprendente se l’artista italiano riuscisse a “fidelizzare” anche solo una piccola percentuale dei nuovi attuali ascoltatori indiani.

La partecipazione di Mahmood è stata fortemente voluta dal producer Pritam perché “Cocktail 2” è stato girato in parte in Sicilia. Perciò, per Pritam, sarebbe stato più rappresentativo che un artista italiano scrivesse e cantasse alcune strofe del brano che fa da colonna sonora al film. Oltre che dal beatmaker, la voce di Mahmood è stata apprezzata da moltissimi utenti indiani. “Il leggendario Pritam con Mahmood! Che collaborazione bomba”, “La nostra India con l’Italia, la hit era assicurata”, hanno scritto due utenti sul web. “I 5M di ascoltatori saliti per una hit in India tra le top allucinazioni successe a lui”, ha postato una fan page dell’artista, su X.

Nei prossimi mesi, però, Mahmood rischierà di essere maggiormente impegnato nel provare a chiarire delicate questioni extra-musicali. L’artista, infatti, pur non risultando parte del procedimento né imputato o accusato nella causa civile, verrà sentito davanti al giudice per testimoniare e rispondere alle domande sia dell’avvocato difensore dell’ex stilista di Burberry e Ginvechy, Riccardo Tisci, che dell’accusa, rappresentata dai legali di Patrick Cooper. Nella causa civile, Cooper accusa Tisci di averlo drogato e aggredito sessualmente a New York nel giugno 2024. Tisci ha negato le accuse. Gli atti successivi hanno portato la difesa dello stilista a chiedere di sentire Mahmood in Italia tramite la Convenzione dell’Aja, sostenendo che il cantante possa essere un testimone di prima mano su circostanze rilevanti della serata.

Intanto, il 12 giugno, Mahmood si trovava a Parigi, a Le Fier Gala, un grande evento di beneficenza nato per celebrare il Mese del Pride e raccogliere fondi a sostegno dei diritti e della protezione della comunità LGBTQIA+.

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“Il Covid mi ha troncato l’adolescenza. Canto l’inquietudine della gioventù, ma non mi sento di parlare per la Gen Z. Sanremo? Per ora non ci penso”: parla Faccianuvola, scommessa di Spotify Radar

14 June 2026 at 08:12

Faccianuvola si presenta così in jeans e t-shirt, seduto su un divanetto, con l’aria timida. Mani incrociate, sguardo un po’ sfuggente. Negli occhi la luce della sua età: ventitré, ventiquattro anni. Nel look uno stile vintage, ispirato a Franco Battiato, che è pure uno dei suoi riferimenti. Con il secondo disco “il dolce ricordo della nostra disperata gioventù” Alessandro Feruda, questo il vero nome, è stato uno dei cantautori rivelazione dello scorso anno. Lo pseudonimo viene da un libro horror, “Casa di foglie” di Mark Danielewski. “E sceglierlo è stato un caso. Avevo trovato questa frase che iniziava con “a face in a cloud”, la usavo su Instagram e per pubblicare degli esperimenti su Soundcloud –, racconta a FqMagazine –. Poi ho iniziato a cantare in italiano e l’ho tradotta”.

Il nome, forse, può ingannare. Ma nelle cartoline musicali di faccianuvola non ci sono grigi e condense da temporale, bensì un paesaggio bucolico tra boschi, monti e corsi d’acqua. Un’immaginario in cui confluiscono cantautorato, hyperpop e cura nelle produzioni. Le atmosfere, ispirate a Battiato. Classe 2002, valtellinese, Feruda è cresciuto tra canti alpini e padani e, già da piccolo, con le dita sui tasti del pianoforte. Ora, insieme a Sara Gioielli, Angelica Bove, prima stanza a destra, Visino Bianco ed Emili Kasa è tra gli artisti selezionati da Spotify per il programma Radar 2026, dedicato agli emergenti e giunto alla sesta edizione italiana.

La musica è una passione che hai fin da piccolo?
Non vengo da una famiglia di musicisti. Ma mio papà suona la tromba, riusciva anche con la fisarmonica, c’era una tastiera in giro per casa. Non ho scelto di cominciare perché non ne avevo le facoltà, ma i miei genitori hanno notato la mia attrazione per la musica: ero capace di memorizzare le melodie che ascoltavo, ricantavo le canzoni. Mi hanno mandato a fare solfeggio e propedeutica.

Negli anni hai continuato a studiare?
Ho sempre studiato, principalmente pianoforte, ma anche il sassofono classico. Nella classica i sassofoni sono poco considerati perché non sono accettati nelle orchestre sinfoniche. Mancano tanti arrangiamenti, ma al tempo stesso nessuno lo vuole fare e io ho avuto la fortuna di suonare in molte orchestre importanti, anche sopra il mio livello. I sassofonisti classici sono pochissimi.

Il tuo nome d’arte e il titolo del tuo secondo disco sono ispirati a dei libri. Cosa ti piace della lettura?
Amo molto la letteratura. È sempre stato il mio piano B segreto per quando la mia carriera musicale cadrà a picco (ride, ndr). Potrò iscrivermi in una facoltà letteraria e togliermi questa soddisfazione. Mi piace molto leggere e in quest’ultimo periodo è diventata un’evasione.

In cosa ti aiuta?
Ogni tanto ho bisogno di un posto dove mi possa sentire per un attimo fuori dal mondo. Prima questo ruolo ce l’aveva la musica. Ora però la musica è tutto e mi serve un’altra strada per farlo: la letteratura è perfetta per me, più del cinema o dei musei.

Nella musica, chi sono i tuoi riferimenti?
Paolo Conte per la parola. E poi Battiato: mi piace il percorso artistico che ha avuto, la sua evoluzione. È riuscito a fare l’avanguardia, a vendere i dischi e tornare sull’avanguardia. Ho apprezzato proprio il suo modo di stare al mondo, di reagire ai tempi che cambiavano, nelle interviste ha avuto sempre un approccio lucido sulla realtà accanto a lui. Riusciva a stare un passo indietro e guardare le cose con un occhio un po’ distaccato. Spero un giorno di poter costruire anche io questa abilità. Lui, ovviamente, rimane il maestro.

Il tuo secondo disco si chiama “il dolce ricordo della nostra disperata gioventù”. Come mai questo titolo?
Avevo già diverse canzoni pronte a cui non avevo trovato un legame. E alla fine a metterle insieme è stato un libricino di Fleur Jaeggy sul suo amore adolescenziale: “I beati anni del castigo”. In un passaggio parla di gioventù idilliaca e disperata. Ho voluto musicare questo concetto perché ho avuto la sensazione che fosse ciò che stavo cercando di dire. É stata una lettura arrivata nel momento giusto perché poi ho riaperto il libro e non mi ha fatto lo stesso effetto.

Perché, da ventiquattrenne, descrivi il ricordo di una gioventù che definisci disperata?
La gioventù si riferisce all’adolescenza, è una retrospezione sul periodo di crescita che è stato troncato inevitabilmente ai 18 anni con il Covid. La pandemia ha proprio segnato la fine di un periodo. Il termine ‘disperata’ mi sembrava catturare quello che volevo dire: un senso di inquietudine, di smania di fare. La disperazione non è solo tristezza, si porta dentro anche un’urgenza. Forse il concetto è reso meglio dalla parola inglese ‘desperate’, che cattura ancora di più il voler fare, agire.

Il periodo del Covid ti ha cambiato come persona?
Direi di sì, ma mi sembra sempre di avere idee e convinzioni diverse. E più prendi consapevolezza delle cose, meno hai certezze. Da quel periodo sono cambiato tanto: il taglio di capelli, modo di vestirmi, idee sul mondo, sulla politica, i gusti musicali.

Nell’album si sente anche un po’ di nostalgia. Di cosa?
Non so come dire. In un certo senso, di quando si stava male. È la sensazione che certe emozioni, con quella forza, non torneranno più. Perché quando hai 15 anni sei una spugna e, per ogni esperienza, è sempre la prima volta.

“Disperata gioventù non vuol tornare a casa sua”. Oggi cosa cerca la tua generazione?
La frase è un’immagine presa dalla mia vita: io non stavo mai a casa, non volevo mai tornare ed ero contento fuori. Parlare per una generazione mi viene difficile. L’intento dell’album non era questo, anche se poi un po’ è successo, molta gente si è immedesimata e mi ha fatto piacere. Non pensavo di arrivare a così tante persone, l’ho fatto involontariamente.

Al tuo live del MI AMI c’erano a vederti tantissime persone, te lo aspettavi?
Non lo pretendevo, bastava meno (ride, ndr). Però è stato bellissimo.

Tra la folla c’era Stefano De Martino. Pensi di proporre un brano per Sanremo 2027?
Sì, è venuto anche a salutarmi. Per Sanremo non lo so, non ci penso. Non è per quello che faccio musica, ma non mi va neanche di dire di no proprio perché si cambia. Sicuramente per chi scrive canzoni, andare al Festival della canzone sulla carta dovrebbe fare solo piacere. Quindi, chissà.

Cosa dobbiamo aspettarci dai progetti futuri?
Sto giocando tanto con la musica, ma non ho ancora chiaro verso quale direzione andare. L’unica cosa che so è che vorrei creare discontinuità, per il prossimo album fare il cantautore più che il produttore. Poi magari vorrei avere una band, togliere l’autotune e imparare a cantare visto che faccio il cantante. Le mie influenze, però, sono sempre quelle. A livello autoriale rubo da Paolo Conte, voglio che la parola sia più al centro del mio prossimo progetto.

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Geolier: “A volare sopra San Siro non me la sono fatta sotto, anzi mi sono gasato, ma mio padre ha avuto paura. Tengo moltissimo al mio sogno e quando ho ricevuto porte in faccia, ho cercato di rialzarmi da solo”

13 June 2026 at 22:16

Sorridente, in forma, emozionato ma anche “coccolato” da tutta la sua famiglia e il suo team. Il debutto allo Stadio San Siro, il 13 giugno, farebbe tremare i polsi a chiunque, ma Geolier – forse anche nell’incoscienza dei suoi 26 anni – si mostra pronto ad accogliere l’ennesima sfida professionale. E lo fa subito, volando da 30 metri di altezza per planare sul palco: “Io non me la faccio sotto, anzi mi diverto. Invece mio padre se la fa sotto (ride, ndr)”, ci racconta poco prima dell’inizio del concerto.

Oggi si parla di successo e di traguardi raggiunti, ma le porte in faccia non hanno mai scoraggiato Geolier: “Perché alla fine solo noi sappiamo quanto ci teniamo a un sogno, – ha spiegato a FqMagazine – quanto ci teniamo a quello in cui crediamo. Quindi l’unica persona che mi ha supportato nei momenti no e di difficoltà sono stato io stesso. Io hai avuto sempre la mia famiglia con me, i miei amici, i miei fratelli, la mia città. Però alcune cose non gliele facevo nemmeno capire, quando rimanevo deluso per un momento non positivo”.

Sulla suddivisione del concerto in quattro atti “Promessa”, “Sangue”, “Riscatto” e “Gloria” le idee erano chiare da subito: “Ho voluto una suddivisione fatta un questo modo per creare un inizio e una fine, una storia, la mia. E poi era anche un modo per raccontare tutta la musica che ho fatto in questa mia piccola carriera”.

Da Sanremo 2024 a San Siro Geolier è fermamente convinto “che il pregiudizio dei miei confronti non è mai esistito o non mi è mai pesato così tanto. Stasera canto totalmente in napoletano davanti a 47.000 persone che non vengono tutte da Napoli. Insomma questo dimostra che non siamo nel pregiudizio, ma c’è gente che viene anche per ascoltare me cantare in napoletano”.

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Geolier a San Siro è un angelo scatenato: “Questa è la prova che Nord e Sud sono una cosa sola. Ci hanno preso per il c**o”. L’opera rap in quattro atti dalla promessa ambiziosa al riscatto

13 June 2026 at 22:15

Il quartiere San Siro di Milano, sabato 13 giugno, si è tinto di azzurro – proprio come i colori del Napoli– sin dalle prime ore del mattino di ieri sabato 13 giugno. Erano migliaia i fan di Geolier che indossavano la maglietta della squadra partenopea, c’è anche chi aveva la scritta Maradona sulle spalle. Un caso unico anche perché il rapper è il secondo artista napoletano, dopo Edoardo Bennato nel 1980, a essere protagonista di questo palco e il primo in assoluto a fare un suo show cantando completamente in napoletano.

E così Geolier alle 20:30 in punto (preceduto dalle note in diffusione di ‘Love in Portofino’ di Dalida) si è trasformato in un angelo nel suo concerto-opera allo Stadio San Siro davanti a 47mila persone (come dichiarato dall’organizzatore). L’opera è suddivisa in quattro atti “Promessa”, “Sangue”, “Riscatto” e “Gloria” per un totale di 45 brani, a ripercorrere le fasi salienti della sua vita professionale e privata. “Questa è la prova che Nord e Sud sono una cosa sola, ragazzi. – ha detto all’inizio dello show – Ci hanno preso per il culo. Vi ringrazio a tutti quanti. Stasera ho da dire due cose: la prima è che questo ragazzo è stato fatto identico e preciso nell’animo a tutti voi. E poi che vi auguro di essere felici come sono io felice questa sera a guardarvi tutti e portarvi tutti da me”.

Il colpo di scena arriva quando Geolier si lancia in volo, nella seconda metà della scaletta, con un movimento scenico di circa 30 metri che l’ha portato a sorvolare il pubblico su “Campioni in Italia” e “P Secondigliano”. Durante il volo una bodycam ha trasmesso in tempo reale il suo punto di vista sui mega schermi, permettendo agli spettatori di vivere d a un altro punto di vista l’esperienza attraverso proprio i suoi occhi. Lo spettacolo nello spettacolo. Le sorprese non sono finite. D’un tratto appare una Cadillac sospesa sul palco, una riproduzione scenica che attraversa la passerella, mentre Geolier si esibisce al di sotto insieme a MV Killa sulle note appunto di “Cadillac”.

Napoli è presente non solo per il dialetto, ma su brani come “Napoletano” e “A Napoli non piove” i ledwall si trasformano in una grande tela urbana che regala le immagini iconiche della città. Lo spettacolo cavalca la scia del titolo e del significato dell’album “Tutto è possibile” (uscito lo scorso gennaio) e non è un caso. Quello che emerge è una narrazione intensa del percorso del 26enne Emanuele Palumbo prima uomo e poi artista, questo il vero nome di Geolier, che racconta con le sue canzoni le sue esperienze.

Il Sigillo della Promessa racchiude i brani (“2 secondi”, “Che sole oggi”, “Money”, “L’ultima poesia” per citarne alcuni) che rappresentano il ragazzo che ha nelle vene l’ambizione di immaginare un futuro diverso e punta sul proprio talento. Segue il Sigillo del Sangue (“Stelle”, “Napo****no”, “Chiagne” feat. Lazza, “Mai per sempre” e “Per sempre”) che rappresenta la fatica della famiglia, del quartiere con fortissimo il senso di appartenenza.

Il Sigillo del Riscatto (ricco di duetti “Bad bad bad” feat. Shiva, “Olè” feat. Kid Yugi “Amo ma chi t sap” feat. Mv Killa, “Cadillac” feat. Mv Killa e la sanremese “I p’ me, tu p’ te”) che portano alla scalata verso il successo, senza dimenticare le origini. Si chiude con il Sigillo della Gloria (“Finché non si muore”, “Come vuoi”, “A Napoli non piove” e “Give you my love”) che rappresenta il riconoscimento del pubblico che accoglie le parole, la musica e ciò che Geolier vuole comunicare.

Durante il concerto lo stesso rapper si è stupito della calorosa accoglienza, tanto che in alcuni momenti si è tolto le cuffiette, come ad esempio su “L’ultima poesia” e “Stelle”, per ascoltare i cori fortissimi dei 47mila. Insomma si ha netta la sensazione che Geolier non solo abbia le idee chiare su quale sia la sua missione, ma che non smetterà ma di perseguire: aggreggare e non disunire, in tempi di guerra e disumanità. E ci riesce, molto bene.

Geolier, dopo Milano, continuerà il 19 giugno allo Stadio Olimpico di Roma, il 23 giugno allo Stadio Franco Scoglio di Messina e il 26, 27 e 28 giugno allo Stadio Diego Armando Maradona di Napoli. Il 28 giugno sarà protagonista di un livestreaming globale dallo Stadio Maradona in diretta su Prime Video per la prima volta in visione mondiale oltre che su il canale Twitch di Amazon Music e l’app Amazon Music.

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