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Empresas obrigadas a revelar salários internamente e antes da entrevista, decide UE

By: ZAP
14 June 2026 at 19:30
Empresas terão de ser claras no salário logo no recrutamento e não podem perguntar sobre o salário esperado ou anterior, segundo nova diretiva. E também vão ter de justificar diferenças internas. A transparência salarial vai deixar de ser uma prática recomendada para passar a ser uma obrigação legal na União Europeia. A Diretiva (UE) 2023/970, conhecida como Diretiva da Transparência Salarial, pretende combater as disparidades remuneratórias entre homens e mulheres e alterar profundamente a forma como as empresas definem, comunicam e justificam os salários. O prazo para os Estados-membros transporem a diretiva terminou a 7 de junho. Portugal ainda não

Pode levar multas superiores a 2.000 euros por fazer churrascos em casa? Conheça as situações e como evitar problemas

14 June 2026 at 20:00

Durante os meses mais quentes, muitos portugueses aproveitam os espaços exteriores das suas casas para fazer churrascos como momentos de convívio, preparando refeições ao ar livre e desfrutando do bom tempo. Este hábito, comum em varandas, terraços, quintais ou marquises, é uma forma de socializar e aproveitar o ambiente.

Mas há limites. De acordo com o Código Civil, no artigo 1346.º, o proprietário de um imóvel pode opor-se à emissão de fumo, fuligem, vapores, cheiros, calor ou ruídos provenientes de prédio vizinho quando esses factos causem prejuízo substancial ou não resultem da utilização normal do prédio de onde vêm.

Na prática, isto significa que fazer um churrasco em casa não é automaticamente proibido. O problema surge quando o fumo, os cheiros, o calor, o ruído ou o risco criado afetam os vizinhos ou violam regras do condomínio, regulamentos municipais ou normas de prevenção de incêndio.

Entre o carvão e os vizinhos

A utilização de grelhadores a carvão ou lenha em varandas, terraços ou marquises pode gerar problemas quando o fumo e os cheiros incomodam os vizinhos. Nesses casos, pode estar em causa responsabilidade civil, intervenção do condomínio ou, dependendo da situação, uma contraordenação prevista noutro regime legal.

O Idealista lembra que qualquer cidadão pode fazer grelhados ou churrascos, mas desde que o convívio não incomode os vizinhos nem desrespeite as normas do condomínio.

Também a DECO PROteste aconselha os moradores em prédios a consultarem previamente o regulamento do condomínio. Em alguns edifícios, pode ter sido decidida a proibição de churrascos nas varandas ou terraços, sobretudo quando envolvam carvão, lenha, chama direta ou produção intensa de fumo.

Quando pode haver valores superiores a 2.000 euros

Não existe uma multa nacional automática de 2.000 euros por fazer um churrasco em casa. Os valores dependem do enquadramento concreto.

Uma situação diferente ocorre quando está em causa risco de incêndio rural. O Decreto-Lei n.º 82/2021 estabelece que, nos territórios rurais e em concelhos com perigo de incêndio rural “muito elevado” ou “máximo”, não é permitido realizar fogueiras para recreio ou lazer. Nesses dias, a utilização de fogo para confeção de alimentos só é permitida em locais expressamente previstos para o efeito, como parques de lazer ou recreio devidamente infraestruturados e identificados.

Nestes casos, se alguém usar fogo fora das condições legais, as coimas podem ser muito elevadas. Para pessoas singulares, as contraordenações muito graves previstas neste regime podem ir de 2.500 a 25.000 euros.

Também o ruído pode pesar. Se o churrasco se transformar numa festa com barulho que perturbe a vizinhança, pode aplicar-se o Regulamento Geral do Ruído. Segundo a DECO PROteste, o ruído de vizinhança pode dar origem a coimas entre 200 e 2.000 euros em caso de negligência e entre 400 e 4.000 euros em caso de dolo, para pessoas singulares.

Grelhadores elétricos como alternativa

A DECO PROteste aconselha quem vive em prédio a dar preferência a grelhadores elétricos em vez de grelhadores tradicionais a carvão. Sem o uso de carvão, há menos fumo, o que reduz significativamente o risco de causar incómodos a terceiros.

A mesma organização sugere que, antes de organizar um churrasco, se consulte o regulamento do condomínio e se verifique se existe no prédio uma zona comum destinada a esse tipo de atividade.

Se houver um espaço comum próprio para churrascos, essa deve ser a opção preferencial, sempre com respeito pelas regras definidas pelo condomínio.

Autorização do condomínio pode ser necessária

A instalação de uma churrasqueira fixa exige mais cuidado do que a utilização pontual de um grelhador portátil.

Segundo o artigo 1422.º do Código Civil, os condóminos não podem prejudicar a segurança, a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício. O mesmo artigo prevê que obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético só possam ser realizadas com autorização prévia da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio.

Assim, a instalação de uma churrasqueira fixa numa varanda, terraço ou zona exterior pode precisar de autorização se alterar a fachada, afetar partes comuns, comprometer a segurança, modificar o aspeto do edifício ou violar o título constitutivo da propriedade horizontal.

Além disso, os condóminos não podem praticar atividades que tenham sido proibidas no título constitutivo ou por deliberação da assembleia de condóminos aprovada sem oposição.

O condomínio pode aplicar sanções?

O condomínio não aplica “coimas” como uma autoridade pública. Mas pode prever penas pecuniárias para o incumprimento de deliberações, decisões do administrador ou regras internas, nos termos do artigo 1434.º do Código Civil.

Essas sanções têm limites legais e devem resultar de deliberação válida. Por isso, se o regulamento do condomínio proibir churrascos em varandas ou terraços, quem desrespeitar essa regra pode ser chamado a responder perante o condomínio.

Ainda assim, cada caso depende do regulamento, da deliberação aprovada, dos danos causados e da forma como a infração foi demonstrada.

Quando os vizinhos se queixam

Muitas situações começam com queixas dos vizinhos. O fumo que entra pelas janelas, o cheiro intenso a comida, a fuligem na roupa estendida, o calor junto a fachadas ou o ruído de um convívio prolongado podem motivar reclamações.

O primeiro passo tende a ser a comunicação ao administrador do condomínio. Se houver uma regra clara, o administrador deve alertar o condómino e aplicar o regulamento. Se o problema persistir, o assunto pode ser levado à assembleia de condóminos.

Em situações mais graves, os vizinhos podem recorrer aos meios legais para fazer cessar a emissão de fumos, cheiros ou ruídos. Dependendo do caso, pode haver participação às autoridades, recurso à câmara municipal, ao Julgado de Paz ou aos tribunais.

Como evitar problemas

A melhor forma de evitar conflitos é simples: confirmar primeiro as regras do condomínio e avaliar se o espaço é adequado.

Em prédios, deve evitar-se o uso de grelhadores a carvão ou lenha em varandas pequenas, marquises fechadas ou terraços sem boa ventilação. Em dias de vento, calor intenso ou perigo de incêndio rural, o risco aumenta.

Sempre que possível, deve usar-se equipamento elétrico, reduzir a produção de fumo, evitar alimentos que libertem cheiros muito intensos e garantir que o churrasco não se prolonga em ruído até horas incómodas.

Também é prudente avisar os vizinhos quando se prevê um convívio maior. Não resolve tudo, mas pode evitar conflitos desnecessários.

Em resumo

Cozinhar ao ar livre em casa é possível, mas exige atenção à lei, ao condomínio e ao respeito pelo sossego dos outros.

O que não existe é uma regra simples que diga que todos os churrascos em casa dão multa. O que existe são vários enquadramentos possíveis: responsabilidade civil por fumos e cheiros, sanções internas do condomínio, coimas por ruído, regras municipais e restrições de uso de fogo em dias de perigo de incêndio rural.

Leia também: Estreia a nível mundial: motor 100% a hidrogénio gerou eletricidade pela primeira vez e já ‘alimentou’ este país europeu

Gerês: Há sete vagas para trabalhar nas portagens da Mata de Albergaria este verão

14 June 2026 at 18:18

A ADERE Peneda-Gerês está a recrutar sete pessoas para trabalhar nas portagens da Mata de Albergaria, em Leonte e na Portela do Homem, no concelho de Terras de Bouro, durante a época de verão.

Os contratos são a termo certo, entre 25 de junho e 20 de setembro, com uma remuneração base de 920 euros mensais, acrescida de um subsídio de alimentação de 6 euros por dia. O trabalho será realizado em regime rotativo entre os dois postos de portagem.

As funções incluem o controlo de entradas de viaturas, a cobrança das taxas de acesso, o registo de dados e o apoio aos utentes.

Podem candidatar-se pessoas com 16 ou mais anos de idade, aptas para o exercício das funções e com a vacinação em dia, sendo dada preferência a residentes no concelho de Terras de Bouro.

As candidaturas devem ser enviadas por e-mail para a ADERE Peneda-Gerês, acompanhadas de currículo, contacto telefónico e uma breve carta de motivação.

O prazo termina às 17:00 do dia 19 de junho, estando as entrevistas previstas para decorrer entre 22 e 24 de junho, no Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro, no Gerês.

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Nubank explica envio de e-mail sobre liquidação extrajudicial

14 June 2026 at 15:41
O Nubank tornou-se o centro de uma polêmica digital na última sexta-feira, 12, após o envio inesperado de um e-mail para milhares de clientes citando uma suposta liquidação extrajudicial da própria instituição. O incidente gerou uma onda de questionamentos sobre a segurança do banco digital e, principalmente, sobre o motivo de uma mensagem desse teor estar pronta para ser disparada.O erro operacional do NubankA cofundadora do Nubank e CEO da operação nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, utilizou suas redes sociais para esclarecer o ocorrido. Segundo a executiva, a mensagem foi fruto de um erro operacional grave, classificado por ela como "bizarro".O problema técnico ocorreu durante uma atualização de sistema (conhecida no meio de tecnologia como pull request). A falha de execução acabou acionando, de forma automática e indevida, um protocolo de crise que deveria estar inativo.Por que o e-mail de liquidação existia?Uma das principais dúvidas dos clientes foi: "por que o banco tem um comunicado de falência pronto?". Junqueira esclareceu que a existência desse documento faz parte dos protocolos de segurança e transparência da instituição.O Nubank mantém comunicados pré-redigidos para orientar seus clientes caso outras instituições financeiras — onde o correntista possua investimentos — sofram intervenção ou liquidação pelo Banco Central.Esse tipo de comunicação já foi utilizado anteriormente, como no caso da liquidação do Banco Master, visando proteger e informar os usuários sobre o destino de seus valores aplicados.Segurança e solidez da instituiçãoApós o susto, o Nubank reforçou que a instituição opera com plena normalidade e segue todas as regulamentações do Banco Central do Brasil. A empresa destacou que os balanços financeiros continuam positivos e que o incidente não reflete, de forma alguma, a saúde financeira do banco.Para evitar que erros dessa natureza se repitam, a equipe técnica do Nubank afirmou que já revisou os fluxos de automação de e-mails e implementou travas adicionais nos sistemas de comunicação interna. A nota oficial do banco reiterou o pedido de desculpas e reforçou o compromisso com a transparência junto aos seus usuários. Leia Também: ECONOMIA Famoso supermercado anuncia fechamento e é substituído por gigante do varejo ECONOMIA Elon Musk se torna trilionário após salto de 20% nas ações da Space X PROGRAMA BORA Bares e restaurantes: programa oferece crédito para renegociar dívidas

Solução é+ da Pay4all conquista startups no ANGOTIC 2026

A solução de pagamentos digitais é+, desenvolvida pela Pay4all, despertou o interesse de diversas startups nacionais durante a 6.ª edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (ANGOTIC 2026), realizada de 11 a 13 de Junho, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), em Luanda. A empresa aproveitou o principal palco tecnológico do [...]

Estreia a nível mundial: motor 100% a hidrogénio gerou eletricidade pela primeira vez e já ‘alimentou’ este país europeu

14 June 2026 at 17:20

A aposta no hidrogénio volta a ganhar força no setor da energia, numa altura em que Espanha e outros países europeus procuram formas de garantir eletricidade estável sem depender apenas do sol ou do vento. A tecnologia agora testada aponta para uma solução pensada para apoiar redes elétricas com cada vez mais renováveis.

Neste sentido, a empresa finlandesa Wärtsilä anunciou que conseguiu operar um motor alimentado a 100% por hidrogénio e fornecer eletricidade à rede nacional de Espanha, num teste realizado no seu laboratório de Bermeo, no norte do país. Segundo a própria Wärtsilä, citada pela Euronews, trata-se da primeira demonstração mundial, em grande escala, de um motor a hidrogénio puro ligado à rede elétrica em condições reais.

Motor foi pensado para apoiar as energias renováveis

A tecnologia foi desenvolvida para responder a um dos principais desafios das energias renováveis: garantir produção elétrica quando a energia solar e eólica não são suficientes. Ao contrário das pilhas de combustível, este sistema usa um motor de combustão adaptado para funcionar apenas com hidrogénio, mantendo uma lógica de produção flexível.

De acordo com a empresa finlandesa, este tipo de motor poderá ser usado no futuro em centrais elétricas formadas por várias unidades, capazes de produzir energia sempre que a rede precise de apoio. Defende que a solução pode ajudar a equilibrar sistemas elétricos com forte presença de fontes renováveis variáveis.

Sem emissões diretas de carbono

A principal vantagem apontada pela fabricante é o facto de o motor funcionar com hidrogénio puro, sem emissões diretas de carbono na produção de eletricidade. A empresa apresenta esta tecnologia como um passo além dos sistemas apenas preparados para hidrogénio, por já ter demonstrado funcionamento real com 100% deste combustível.

Na prática, o hidrogénio pode funcionar como uma forma de armazenar energia renovável em excesso e usá-la mais tarde, quando há menos produção solar ou eólica. Esta lógica ganha importância à medida que aumenta o peso das renováveis nas redes elétricas, como também sublinha a Agência Internacional de Energia (IEA) nas suas projeções para a expansão global destas fontes até 2030.

Espanha foi o palco do ensaio

O teste foi realizado em Espanha numa altura em que o país continua a reforçar a presença das renováveis no sistema elétrico. Segundo a Red Eléctrica, em 2025 foram instalados quase 10 GW de nova potência eólica e solar fotovoltaica, valor que sobe para 11,6 GW quando se inclui o autoconsumo.

A mesma entidade indica que as renováveis representaram 55,5% da produção elétrica espanhola em 2025, percentagem que sobe para 56,6% quando é considerado o autoconsumo. Estes números ajudam a explicar a importância de soluções capazes de dar resposta quando a produção renovável baixa.

Ainda há obstáculos pela frente

Apesar do avanço tecnológico, a utilização de hidrogénio em grande escala continua dependente de fortes investimentos em produção, armazenamento e transporte. Em Espanha, o Governo autorizou provisoriamente a Enagás a desenvolver redes de hidrogénio reconhecidas como Projetos de Interesse Comum europeu, incluindo ligações com Portugal e França, segundo o MITECO.

Essa decisão inclui o interconector de hidrogénio Portugal-Espanha, infraestruturas interiores em território espanhol, uma ligação Espanha-França e instalações de armazenamento no País Basco e na Cantábria. O enquadramento mostra que o hidrogénio é visto como relevante para a descarbonização, mas também confirma que a escala industrial exige planeamento, regulação e investimento.

Solução para o futuro, não para ‘amanhã’

O teste da Wärtsilä, citado pela Euronews, não significa que os motores a hidrogénio vão substituir de imediato outras formas de produção elétrica. Representa, antes, mais um passo na procura de tecnologias capazes de apoiar redes onde a eletricidade depende cada vez mais do sol e do vento.

A Agência Internacional de Energia prevê que a capacidade renovável global aumente quase 4.600 GW entre 2025 e 2030, com a energia solar a representar perto de 80% desse crescimento. Quanto maior for o peso destas fontes variáveis, maior será também a necessidade de soluções flexíveis para garantir estabilidade na rede.

Leia também: Adeus pensão? União Europeia revela que só garante os pagamentos de pensões até esta data

Banco de Portugal ‘avisa’: nestas situações a sua conta bancária é bloqueada sem qualquer aviso prévio

14 June 2026 at 15:48

Ter a conta bancária bloqueada é uma preocupação para qualquer cliente, sobretudo porque pode impedir levantamentos, pagamentos, transferências e até débitos diretos. Numa situação deste género, é essencial perceber a origem do bloqueio e confirmar a informação diretamente junto do banco, usando apenas os contactos oficiais.

Segundo o Banco de Portugal (BdP), há quatro razões principais que podem levar ao bloqueio de uma conta: dados pessoais desatualizados, falecimento de um dos titulares, suspeita de fraude e existência de fundamento legal ou judicial. O regulador alerta ainda que muitas burlas começam precisamente com mensagens falsas a dizer que a conta foi bloqueada.

Quando o problema está nos dados em falta

Um dos motivos mais frequentes está ligado à falta de atualização dos dados do cliente. O BdP explica que as instituições bancárias devem rever periodicamente a informação dos seus clientes e que, quando os pedidos são ignorados várias vezes, a conta pode ficar temporariamente bloqueada. Antes disso, o banco deve indicar quais os dados ou documentos que continuam por entregar.

Nestes casos, o cliente deve contactar o banco através dos canais oficiais, confirmar que informação está em falta e proceder à atualização dos dados ou à entrega dos documentos pedidos. A recomendação passa também por manter sempre a informação pessoal atualizada junto da instituição bancária.

Morte de um titular e suspeitas de fraude também podem levar a bloqueio

Nas contas coletivas, a morte de um dos titulares pode justificar um bloqueio excecional, para que seja apurado o saldo existente na data do óbito. Ainda assim, esse bloqueio não deve durar mais de um dia útil a contar do momento em que o banco recebe conhecimento formal da morte, devendo os restantes cotitulares ser informados.

Também por razões de segurança, uma conta pode ficar limitada. Se o banco detetar movimentos suspeitos ou várias tentativas de acesso falhadas com palavras-passe erradas, pode bloquear cartões, aplicações e, se tal estiver previsto no contrato, a própria conta. Nestas situações, o cliente deve confirmar com o banco o motivo do bloqueio e verificar se houve operações que não autorizou.

Há casos em que o bloqueio resulta da lei

O bloqueio pode ainda resultar de uma obrigação legal ou de uma decisão judicial. O BdP dá como exemplo os processos de execução, nos quais os bancos recebem ordens de penhora e ficam obrigados a cativar determinados montantes na conta, impedindo a sua movimentação até ao limite definido. O cliente pode pedir esclarecimentos ao banco, exceto quando exista impedimento legal para prestar essa informação.

A própria entidade bancária recorda que o “cativo” ou bloqueio de conta é uma medida excecional. Por regra, só deve ocorrer com o acordo do titular ou nos casos previstos na lei, como processos criminais, insolvências, penhoras, arrestos, medidas de combate ao branqueamento de capitais ou situações relacionadas com o falecimento de um titular.

Alerta mais importante: falsas mensagens

O BdP deixa ainda um alerta importante sobre burlas. Há esquemas em que a vítima recebe um e-mail, uma SMS ou uma chamada a informar que a conta está comprometida ou bloqueada, sendo depois levada a clicar numa ligação, iniciar sessão ou partilhar um código enviado por SMS. De acordo com o regulador, este é um método comum de phishing.

Perante uma mensagem deste tipo, a recomendação é não clicar em ligações, não descarregar anexos, não fornecer dados pessoais e não partilhar credenciais de acesso. O contacto com o banco deve ser feito sempre pelos canais oficiais, nunca através dos números ou ligações enviados na própria mensagem.

O Banco de Portugal recorda ainda que nenhum banco pede códigos de autenticação por e-mail, SMS ou telefone. Por isso, qualquer pedido deste género deve ser encarado como um sinal de alerta e confirmado diretamente com a instituição bancária.

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Rivoluzione IA, persi 425mila posti in tre anni. Consumers’ Forum: “Un lavoratore su 4 è a rischio”

14 June 2026 at 15:32

L’impatto dell’IA sul lavoro: 425mila posti persi e un terzo delle mansioni a rischio

Quattrocentoventicinquemila impieghi cancellati per cause legate all’IA negli ultimi tre anni – di cui 142mila in Europa secondo ailayoffs.live – e un quarto dei contratti a rischio nel mondo. L’allarme di Consumers’ Forum fotografa un mercato stravolto. Per l’International Labour Organization, il 25% dell’occupazione globale è esposta all’IA (34% nei Paesi ricchi). Le mansioni più colpite sono quelle ripetitive e digitali: uffici, call center, sportelli bancari, cassieri e traduttori. Ma Jeff Bezos (Amazon) frena al Financial Times: “la gente sta saltando alla conclusione che i posti di lavoro spariranno. Ma penso che stiano sbagliando”.

Mercato italiano a 1,8 miliardi, cresce la richiesta di competenze

Per il fondatore di Amazon l‘IA porterà invece delle “età dell’oro”. I dubbi restano però alti tra le istituzioni, come mostrano gli interventi di Giorgia Meloni, Papa Leone XIV e Fabio Panetta (Bankitalia). Il settore italiano dell’IA vale 1,8 miliardi (+50% sul 2024). Gestire prompt e algoritmi diventa quindi cruciale: per il Politecnico di Milano, gli annunci di lavoro con competenze IA sono cresciuti del 93% nel 2025. La tecnologia trasforma anche la spesa: un terzo degli italiani la usa per gli acquisti online, un mercato e-commerce da 22 miliardi nel 2026. Entro dieci anni, stima Sopra Steria, lo shopping via assistenti virtuali in Europa toccherà i 310 miliardi.

Allarme consumi per i data center, ma l’IA offre soluzioni

I costi ambientali aumentano: l’International Energy Agency prevede che i consumi elettrici dei data center raddoppieranno entro il 2030, passando dai 415 terawattora del 2024 a 945 (il 3% della corrente mondiale). Oggi queste strutture generano già tra il 2,5 e il 3,7% dei gas serra.

Eppure la tecnologia stessa può aiutare a risolvere la crisi, come spiegano Furio Truzzi e Patrizia Modesti di Consumers’ Forum: “Eppure la risposta a questi problemi arriva proprio dall’intelligenza artificiale: l’AI permette la creazione di nuovi posti di lavoro e di nuove professioni, compensando le perdite e creando nuove opportunità a livello occupazionale. Può inoltre offrire soluzioni per limitare l’impatto sull’ambiente, ottimizzare l’uso delle risorse, ridurre i consumi energetici e gli sprechi e migliorare i processi produttivi. Ed è proprio per questo che, anche su sollecitazione delle associazioni dei consumatori, chiederemo all’Ue di accelerare sull’algoretica, affinché l’AI sia al servizio dei cittadini e diventi uno strumento per migliorare la vita quotidiana delle persone e non per governarla”.

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Imu, al via l’acconto per le seconde case: un conto da 17 miliardi di euro

14 June 2026 at 15:21

Imu, scatta l’acconto sulle seconde case: vale 17 miliardi l’anno

L’agenzia delle entrate chiama i possessori di immobili (le prime case non pagano) a versare l’acconto dell’Imu. A dicembre ci sarà il saldo. Si tratta di una spesa che per i contribuenti vale quasi 17 miliardi l’anno. Chi ritarda può comunque pagare in più con il ravvedimento operoso.

La Uil contesta le differenze tra le città

La Uil critica le forti disparità in Italia: si va dai 3.499 euro all’anno a Roma ai 1.514 euro di Salerno. Meno della metà. Il sindacato chiede una “riforma strutturale che rafforzi l’attuazione del principio di progressività, riduca la pressione sui redditi da lavoro e da pensione e contrasti con maggiore efficacia l’evasione” e un “aggiornamento dei valori catastali”. Il tema dell’Imu resta aperto e potrebbe cambiare presto con le novità del Piano Casa.

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Crisi in Iran, l’allarme di Confartigianato: “Freno all’export ed effetto tenaglia sulle Pmi”

14 June 2026 at 15:11

Export in Medio Oriente, il crollo italiano peggiore della Ue. Confartigianato: “Fase complessa”

Le tensioni in Iran stanno colpendo duramente le aziende del nostro Paese. A lanciare l’allarme è Confartigianato, che mette in guardia contro i danni di “una doppia forte pressione”. L’Italia ha visto andare in fumo più di un miliardo e mezzo di vendite all’estero, registrando un dato peggiore rispetto alla media degli altri Stati dell’Unione Europea. A questo quadro si somma il rincaro delle bollette energetiche e dei materiali. “È un effetto tenaglia”, è l’avviso di Marco Granelli, presidente della confederazione di artigiani e piccole e medie imprese.

Crollano le vendite all’estero: i numeri

Tra marzo e aprile, in base alle stime di Confartigianato, l’Italia ha registrato una flessione di 1,6 miliardi di euro di esportazioni verso il Medio Oriente. Si tratta di una contrazione del 33% nel confronto con gli stessi mesi del 2025. Il risultato è “ampiamente” più negativo rispetto alla frenata della Germania, che si ferma a un -23,2%, e della Francia, in discesa del 14%. Soltanto a marzo la contrazione è stata del 52,5%, “la flessione più pesante tra le principali economie dell’Unione europea”, fa sapere la confederazione.

La frenata dei prodotti italiani nel Golfo Persico

“A pesare è soprattutto il crollo delle vendite Made in Italy verso i Paesi del Golfo dove a marzo l’export italiano è sceso del 63% rispetto a marzo 2025”, fa sapere Confartigianato. L’associazione sottolinea che “le battute d’arresto più significative riguardano il Kuwait (-89,6%), il Qatar (-66,1%), gli Emirati Arabi Uniti (-65,9%), e l’Arabia Saudita (-35,5%)”. Nel mese di aprile “le esportazioni italiane verso il Medio Oriente sono diminuite di un ulteriore 6,9% su base annua”.

Schizzano le bollette e i prezzi dei carburanti

Il secondo problema evidenziato da Confartigianato riguarda il rincaro delle forniture di energia e delle materie prime. Nei tre mesi caratterizzati dalla crisi, il prezzo del gas è cresciuto del 38,3%, quello della luce dell’11,6% e il prezzo del gasolio per le industrie è aumentato del 49,8%.

Le minacce per la ripresa del Paese

Marco Granelli, presidente di Confartigianato, evidenzia che “da un lato la perdita di sbocchi commerciali in un’area strategica per il Made in Italy, dall’altro l’aumento dei costi di produzione legato ai rincari dell’energia e delle materie prime” creano “un mix che rischia di rallentare la crescita e comprimere la competitività delle filiere manifatturiere nei prossimi mesi”.

I pericoli per le realtà più piccole

Granelli avverte che “le tensioni risultano particolarmente pesanti per le piccole imprese. Per i finanziamenti fino a 125mila euro il costo del credito è infatti superiore di 160 punti base rispetto alla media, accentuando le difficoltà di accesso alle risorse finanziarie necessarie per sostenere investimenti e sviluppo”. “Le piccole imprese italiane – conclude il numero uno di Confartigianato – stanno affrontando una fase particolarmente complessa. Da un lato sono chiamate a investire per innovare processi e prodotti, migliorare l’efficienza energetica e rafforzare la competitività; dall’altro devono fare i conti con condizioni di accesso al credito sempre più onerose”.

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Grupo de Guimarães abre sexta oficina em três anos

14 June 2026 at 15:06

O Grupo Maintarget, de Guimarães, vai abrir uma nova oficina Midas no concelho, mais precisamente em Lordelo. Com esta unidade, o grupo passa a gerir seis oficinas Midas em cerca de três anos, três das quais localizadas em Guimarães.

Atualmente, o grupo detém oficinas em Braga, Viseu, Famalicão e duas em Guimarães. A nova abertura em Lordelo elevará para três o número de unidades no concelho e para seis o total da rede operada pelo grupo.

A inauguração está prevista para o final do verão e resulta de um novo contrato de franchising entre a Midas e a Mainstation, empresa do Grupo Maintarget que começou a operar em 2023. A oficina prestará serviços de manutenção automóvel multimarca.

Segundo informação disponibilizada no site do Grupo Maintarget, consultado este domingo por O MINHO, a empresa entrou no negócio da Midas no início de 2023, com a criação da Mainstation e a abertura da primeira oficina em Braga. Menos de um ano depois inaugurou uma unidade em Viseu e, posteriormente, abriu duas oficinas em Guimarães e uma em Famalicão, às quais se juntará agora a nova unidade de Lordelo.

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Iran, i cento giorni che ridefiniranno il mondo. L’analisi di De Leo Kaufmann

14 June 2026 at 14:38

E se i mercati avessero ragione sulla natura dello shock, ma torto sulla sua tempistica? A cento giorni dall’inizio del conflitto con l’Iran, gli investitori sembrano aver archiviato la più grave crisi energetica degli ultimi decenni come un evento ormai assorbito dal sistema economico globale. Il petrolio non è esploso, la crescita ha rallentato ma non si è fermata, i mercati azionari hanno mantenuto una sorprendente resilienza e il ciclo di investimenti nell’intelligenza artificiale continua a correre. Eppure, questa lettura potrebbe rivelarsi prematura.

Gli shock energetici non scompaiono. Si propagano. I primi cento giorni sono stati assorbiti grazie alle scorte, alle riserve strategiche e ai contratti già in essere. I prossimi cento giorni diranno se l’aumento dei costi energetici, logistici, assicurativi e finanziari inizierà a riflettersi sugli utili delle imprese, sull’inflazione e sulla crescita economica. Per questo il periodo decisivo non sarà l’estate, ma l’autunno, tra ottobre e novembre.

La questione per gli investitori non è più capire se lo shock si sia verificato. È capire quando produrrà i suoi effetti più rilevanti. La storia insegna che le crisi energetiche raramente colpiscono le economie nel momento in cui esplodono. Il vero impatto emerge quando i costi più elevati si trasferiscono dal mercato delle materie prime all’economia reale. La prima fase è stata quella della perturbazione fisica. La seconda sarà quella della trasmissione economica.

Il petrolio rappresenta il segnale più importante. La sorpresa del 2026 non è che il prezzo sia aumentato, ma che non sia aumentato molto di più. I mercati hanno interpretato questa dinamica come una prova della crescente resilienza dell’economia globale. Ma esiste una spiegazione alternativa: il sistema ha semplicemente guadagnato tempo grazie alle riserve disponibili, ai meccanismi di emergenza e alla capacità di riorganizzare le catene di approvvigionamento. L’assenza di una crisi immediata non equivale all’assenza di conseguenze future. Significa soltanto che il processo di trasmissione è ancora in corso.

Parallelamente, la corsa all’intelligenza artificiale sta cambiando natura. Dopo la competizione sui modelli, il nuovo terreno di scontro è la distribuzione. Le indiscrezioni su una possibile strategia di OpenAI fondata su una “superapp” mostrano come il vero vantaggio competitivo si stia spostando verso l’interfaccia con l’utente. La ricerca è stata il fossato difensivo di Google, iOS quello di Apple, Windows quello di Microsoft. La prossima grande sfida sarà diventare l’interfaccia predefinita tra l’intenzione umana e l’intelligenza artificiale. Il mercato, sempre più, non premierà chi possiede il modello più potente, ma chi controllerà il canale di distribuzione più efficace.

Anche la Banca centrale europea lancia un messaggio che merita attenzione. La lotta all’inflazione non è conclusa. Mentre gli investitori guardano soprattutto alla crescita, la BCE osserva con crescente preoccupazione gli effetti cumulativi di energia, spesa per la difesa, resilienza delle catene di fornitura e investimenti nelle infrastrutture per l’intelligenza artificiale. Il rischio è che l’Europa entri in una fase in cui l’inflazione non sia più soltanto ciclica, ma strutturale. Se così fosse, i tassi d’interesse potrebbero restare elevati più a lungo di quanto i mercati oggi prevedano, con conseguenze significative sulle valutazioni, sull’allocazione del capitale e sulle strategie di investimento.

Nel frattempo, l’intelligenza artificiale sta assumendo una dimensione sempre più geopolitica. Le iniziative del Regno Unito per rafforzare la produzione nazionale di chip e la scelta della Corea del Sud di porre l’IA al centro della propria strategia economica indicano una trasformazione profonda. L’intelligenza artificiale non viene più considerata soltanto un settore tecnologico, ma una vera infrastruttura nazionale. Capacità di calcolo, accesso all’energia, concentrazione di talenti e capacità di implementazione stanno diventando fattori strategici comparabili alle ferrovie, alle reti elettriche e alle telecomunicazioni del passato. La competizione non è più soltanto tra aziende, ma tra sistemi-Paese.

A prima vista, Iran, petrolio, OpenAI, BCE, Regno Unito e Corea del Sud sembrano temi scollegati. In realtà raccontano la stessa storia. La prima metà del 2026 è stata dominata dalla disgregazione; la seconda rischia di essere dominata dalla trasmissione. Lo shock geopolitico si sta trasformando in shock economico. La corsa all’intelligenza artificiale si sta trasformando in una gara per la competitività nazionale. Le pressioni inflazionistiche si stanno spostando dalle materie prime ai salari, ai costi del capitale e agli utili aziendali.

I prossimi cento giorni saranno quindi decisivi. I mercati si comportano come se lo shock fosse stato assorbito. Una lettura più prudente suggerisce invece che sia stato soltanto rinviato. La prima fase della crisi è stata geopolitica. La seconda sarà economica. E nei mercati finanziari è proprio la trasmissione, più che lo sconvolgimento iniziale, a determinare utili, inflazione, tassi d’interesse e valutazioni. La domanda cruciale non è se il sistema abbia superato i primi cento giorni. È se sarà in grado di assorbire i prossimi cento.

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