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Dominicana reunirá a líderes del audiovisual iberoamericano

13 June 2026 at 17:43

Santo Domingo, 13 jun (Prensa Latina) República Dominicana será sede de la Reunión Ordinaria de la Conferencia de Autoridades Audiovisuales y Cinematográficas de Iberoamérica (Caaci) y del Programa IBERMEDIA, encuentros que se celebrarán del 22 al 26 de junio próximo, trascendió hoy.

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TV Brasil exibe festas de São João do Nordeste neste sábado

By: EBC
13 June 2026 at 17:15

Logo Agência Brasil

A TV Brasil leva ao público de todo o país a animação de três dos mais tradicionais festejos juninos do Nordeste, neste sábado. A emissora exibe apresentações e atrações das celebrações de São João de Caruaru (PE), Mossoró (RN) e Assú (RN), dentro da faixa temática Arraiá Brasil. 

Neste sábado (13), a transmissão será das 21h às 3h. Entre os destaques da noite estão os shows ao vivo de Alok, em Caruaru, Márcia Fellipe e Matheus e Kauan, em Mossoró, e Israel Fernandes, em Assú. A programação ainda reúne apresentações gravadas de artistas como Zé Vaqueiro e Guilherme Ropado.

Notícias relacionadas:

As transmissões são realizadas em parceria com a PrefTV, de Caruaru, e a UERN TV, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

A ancoragem da programação será feita diretamente do Rio de Janeiro pelos apresentadores Bruno Barros e Verônica Dalcanal, com coordenação de produção de Eduardo Gurgel e direção de Enio Puello e Carlos Colla.

O Arraiá Brasil ganha a tela da emissora pública durante todo o mês de junho, sempre às sextas e sábados, e também nos dias 23 e 24 (noites especiais de São João).​ O projeto da TV Brasil em parceria com a RNCP reforça o compromisso da comunicação pública com a valorização da cultura popular brasileira, ampliando o alcance de algumas das maiores festas juninas do país.

Com geração compartilhada entre as emissoras parceiras e a TV Brasil, a cobertura permite que espectadores de todas as regiões acompanhem a diversidade musical, as tradições e a atmosfera dos festejos que movimentam milhares de pessoas no Nordeste durante o mês de junho.

Além de celebrar a riqueza cultural das festas de São João, o Arraiá Brasil fortalece a integração entre os veículos públicos de comunicação e evidencia o papel da RNCP na difusão de conteúdos regionais para todo o território nacional.

Serviço

Arraiá Brasil

13/06 (sábado), das 21h às 3h, na TV Brasil

TV Brasil exibe festas de São João do Nordeste neste sábado

By: EBC
13 June 2026 at 17:15

Logo Agência Brasil

A TV Brasil leva ao público de todo o país a animação de três dos mais tradicionais festejos juninos do Nordeste, neste sábado. A emissora exibe apresentações e atrações das celebrações de São João de Caruaru (PE), Mossoró (RN) e Assú (RN), dentro da faixa temática Arraiá Brasil. 

Neste sábado (13), a transmissão será das 21h às 3h. Entre os destaques da noite estão os shows ao vivo de Alok, em Caruaru, Márcia Fellipe e Matheus e Kauan, em Mossoró, e Israel Fernandes, em Assú. A programação ainda reúne apresentações gravadas de artistas como Zé Vaqueiro e Guilherme Ropado.

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As transmissões são realizadas em parceria com a PrefTV, de Caruaru, e a UERN TV, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

A ancoragem da programação será feita diretamente do Rio de Janeiro pelos apresentadores Bruno Barros e Verônica Dalcanal, com coordenação de produção de Eduardo Gurgel e direção de Enio Puello e Carlos Colla.

O Arraiá Brasil ganha a tela da emissora pública durante todo o mês de junho, sempre às sextas e sábados, e também nos dias 23 e 24 (noites especiais de São João).​ O projeto da TV Brasil em parceria com a RNCP reforça o compromisso da comunicação pública com a valorização da cultura popular brasileira, ampliando o alcance de algumas das maiores festas juninas do país.

Com geração compartilhada entre as emissoras parceiras e a TV Brasil, a cobertura permite que espectadores de todas as regiões acompanhem a diversidade musical, as tradições e a atmosfera dos festejos que movimentam milhares de pessoas no Nordeste durante o mês de junho.

Além de celebrar a riqueza cultural das festas de São João, o Arraiá Brasil fortalece a integração entre os veículos públicos de comunicação e evidencia o papel da RNCP na difusão de conteúdos regionais para todo o território nacional.

Serviço

Arraiá Brasil

13/06 (sábado), das 21h às 3h, na TV Brasil

Entrevista ao poeta louletano Miguel Duarte: “Quem não é daqui é que é periférico”

13 June 2026 at 17:10

Com A Música do Amolador, Miguel Duarte regressa à poesia com um livro atravessado pela memória, pela infância, pela perda e pela paisagem algarvia. Natural de Loulé, o autor assume uma escrita exigente, feita de revisões, imagens intensas e fidelidade ao tempo interior da criação.

Depois da apresentação na Feira do Livro de Lisboa, fala ao Postal do Algarve sobre o lugar do Sul na sua obra, o reconhecimento de Lídia Jorge e a responsabilidade de escrever sem ceder à pressa.

Crédito: Luísa Pinto, da Guerra & Paz

P – O título A Música do Amolador sugere uma arte de afiar: a lâmina, a palavra, talvez a memória. Como surgiu este título e que lugar ocupa essa figura do amolador na ideia geral do livro?

R – O título foi mesmo a última coisa a surgir. Caiu como um raio na escuridão. Andei à procura, experimentei alguns, mas este veio calar todos os outros. Eu pertenço talvez à última geração de portugueses para quem o som com que o amolador se fazia anunciar é indissociável das memórias da juventude. Dormia muitas vezes na casa dos meus avós, em Loulé, e aí não havia sábado em que não acordasse com o trinar daquela flauta, que pousava ali no meio da gente como um pássaro raro. Enfim, tudo isso foi-se perdendo; está quase extinto. Hoje, essa vivência aparece mais como uma intrusão na paisagem regulada da modernidade. As pessoas passam-lhe cuidadosamente à roda; não sabem o que pensar. Há algo de belo e ao mesmo tempo triste na ideia de alguém carregar às costas uma arte a preto e branco.

Meditações à parte, eu também sinto que sou um escritor um pouco à antiga e, nessa maneira de ser, sou um corpo estranho. Trabalho na sombra, estrago o sono, tomo o meu tempo. Não permito interferências nesse processo. Respeito a solidão dessa luta. E o resultado é que os meus poemas surgem habitados por personagens e situações que parecem caminhar também elas no limiar da extinção. Mas aquilo é tudo o que sabem ser e há nisso uma certa ternura que as torna palpáveis. Talvez por isso A Música do Amolador tenha feito logo sentido.

Tenho fome de criar coisas novas

P – Lídia Jorge escreve que este livro anuncia “o surgimento de uma grande voz a caminho” e fala numa torrente de imagens que lembra Dylan Thomas, Álvaro de Campos e, no Sul português, Ramos Rosa, Casimiro de Brito e Nuno Júdice. Como recebeu este reconhecimento e que peso têm, para si, essas possíveis linhagens literárias?

R – Desde logo, o apoio da Lídia Jorge fez duas coisas muito importantes por mim. A primeira é que trouxe uma sensação de amparo à minha visão criativa. Porque o olhar que temos da nossa escrita muitas vezes não coincide com o olhar dos outros. É um abismo traiçoeiro que só pode ser combatido com inquietude e autocrítica constantes, mas mesmo isso não garante chão firme para coisa nenhuma. Quem quer ser publicado tem que sujeitar-se à aprovação ou à obliteração que vem de fora… E a segunda é que uma mulher que muito admiro acaba por passar-me uma responsabilidade positiva para as mãos. Um estímulo, se preferir. Um estímulo para continuar a evoluir e procurar novas formas de me expressar pela poesia. Porque o que está feito, está feito. Foi um livro importante para mim; seguirá agora o seu caminho, mas não vejo utilidade nenhuma em ficar especado perante o que fiz. Tenho fome de criar coisas novas. E eu incluo os nomes referidos nessa noção de responsabilidade. Porém, mais do que pensar em linhagens literárias, interessa-me escrever e ter quem me publique os livros.

P – Ao longo do livro surgem o mar, as falésias, a Bordeira, Aljezur, o salitre, a terra, as ruínas e uma certa luz do Sul. De que forma o Algarve entra na sua poesia: como território real, como memória, como ferida ou como matéria simbólica?

R – Como tudo isso. Tenho dois Algarves dentro de mim. O Algarve que me foi revelado pela mão dos meus pais durante a infância é um outro Algarve muito particular, de que me apropriei à medida dos meus sentimentos. Cheguei à maioridade de pertencer a um sítio, que é tão real quanto imaginado. E é no ponto onde esses dois Algarves se cruzam que brotam alguns estados de alma para o que escrevo. Mas sinto que o livro é, acima de tudo, de uma humanidade universal. Aqui e ali, o Sul entra nele, mas é porque está intimamente ligado à minha experiência. Serve sempre como elevação, nunca como redoma. Muito sinceramente, acho que se o leitor não se der ao trabalho de ler a badana, nem vai fazer essa ligação à partida. Escrevo em tantos cenários…

Poeta louletano Miguel Duarte. Crédito: Luísa Pinto, da Guerra & Paz

P – Este é o seu segundo livro de poesia. Que diferença sente entre o Miguel Duarte que escreveu o primeiro livro e o poeta que agora publica A Música do Amolador pela Guerra e Paz? Houve uma mudança de voz, de exigência ou de ambição literária?

R – Sinto que houve um trabalho literário muito mais apurado com este livro. Passou por intermináveis afinações e revisões; tentei levar a minha linguagem a novos horizontes. Os próprios enlaces oníricos: procurei que rompessem com as expectativas decorrentes da leitura. Queria que o livro entrasse pelos olhos como uma tontura. A poesia permite-nos isso. Portanto, nesse sentido, sim, maior exigência e ambição. Mas repare, a matéria-prima mantém-se a mesma. E a matéria-prima é os sentimentos. É isso que carrega o livro em ombros. A técnica está ali para servir os sentimentos, sem os quais seria apenas um corpo grotesco. Não há ali uma linha que tenha sido escrita sem esse propósito. Portanto, o importante era que cada poema levasse tudo o que podia levar de mim.

Já o primeiro livro foi um tiro de partida que tinha que ser dado. Para uma estreia, superou as minhas expectativas, embora, à distância, o veja como um objeto imperfeito. E este também, à distância, parecer-me-á um livro cada vez mais imperfeito. Mas eu sou assim, severo comigo próprio. Talvez por isso não tenha essa tentação de publicar a granel. Preciso de sentir um certo nível de satisfação com o que escrevo, o que não é fácil de atingir. E a exigência vai sendo cada vez maior. Hoje, publica-se muito, mas escreve-se pior. Perdeu-se um pouco o valor do rigor muito por culpa das editoras de vaidade, das redes sociais e da crescente infantilização do leitor, todo esse caldo de indulgências. Eu não quero render-me a essa situação. Tenho as minhas regras e vejo o tempo como um aliado.

O sentimento é autobiográfico, mas dou inteira liberdade aos poemas para seguirem as imagens que melhor lhes sirvam

P – Há no livro uma forte presença da infância, da mãe, da casa, do corpo, da solidão e da perda. Até que ponto estes poemas partem de uma experiência autobiográfica e em que momento essa experiência se transforma em construção poética?

R – O sentimento é autobiográfico, mas dou inteira liberdade aos poemas para seguirem as imagens que melhor lhes sirvam. Ou seja, há ali muito que é puramente imaginário, mas, no fundo, tudo jorra da mesma fonte, como só a pessoa que o escreve poderia experienciá-lo. O livro é táctil nesse sentido. Queria que os poemas tivessem a forma de uma presença de carne e osso.

Mas, na realidade, a construção poética começa muito antes. Tem a ver com um conflito interior. Desde cedo fui uma criança sensível e há um movimento irresistível por parte do mundo para esmagar essa sensibilidade. É tudo muito binário, ou se mata ou se morre, ou se ganha ou se perde, ou se é a favor ou contra. Enfim, isto é particularmente violento para quem se comove facilmente. Agora lembro-me de que era uma criança algo solitária. Tinha muitos amigos, mas também gostava de estar sozinho. Porquê? Então parece-me que comecei a escrever poemas na adolescência porque era preciso defender esse lado belo e intocado. Era mais importante que essa verdade se impusesse aos gestos forjados.

Crédito: Luísa Pinto, da Guerra & Paz

P – A sua escrita é marcada por imagens muito intensas, versos longos, um fluxo por vezes narrativo e uma linguagem que parece querer levar cada frase ao limite. Como se trabalha um poema: escreve por impulso ou há depois um processo rigoroso de corte, depuração e reescrita?

R – Um poema tem essas fases todas. Dá muito, muito trabalho. Creio que esse mito dos impulsos mata à nascença muitos aspirantes a poetas, porque já vão com a ideia de que esse primeiro momento de fluidez é o princípio e o fim de tudo. As imagens vêm-me com maior naturalidade comparadas com o resto, mas esse impulso, se quiser, é apenas o pincel a dizer que quer ir mais para aqui ou mais para ali. Depois, é preciso dar-lhe uma forma que lhe faça justiça e isso representa talvez noventa por cento do tempo despendido. Pelo menos, sinto isso quando escrevo. Ou seja, as palavras me levam pela mão e têm apetite por ir mais além. Mas é preciso transpor para a linguagem aquilo que se vê sem lhe travar a vivacidade. Não há uma resposta fácil para essa pergunta.

Para mim, seria uma tragédia ter nascido noutro sítio. Este mar, estas cores, estas falésias, estas serras são o centro do mundo

P – Depois da apresentação de A Música do Amolador na Feira do Livro de Lisboa, e tendo em conta a sua forte ligação ao Algarve, que balanço faz da receção ao livro e o que gostaria que os leitores algarvios nele encontrassem: uma voz da região, uma voz contra a ideia de periferia, ou simplesmente poesia capaz de falar para lá de qualquer geografia?

R – Gosto que saibam que sou do Algarve e que sou de Loulé. Para mim, seria uma tragédia ter nascido noutro sítio. Este mar, estas cores, estas falésias, estas serras são o centro do mundo. A meu ver, quem não é daqui é que é periférico. Por isso, pode dizer-se que a minha poesia é iluminada em vários momentos por essa luz do Sul, mas a verdade é que vai beber a elementos que, ao fim e ao cabo, são comuns a toda a gente e, portanto, transcendem esse lugar geográfico.

De resto, ainda é muito cedo para ter uma imagem clara do percurso que o livro vai fazer. Saiu apenas no mês passado. Estou satisfeito por ter concluído esta etapa e grato a quem confiou no meu trabalho. É esse o meu balanço para já.

Leia também: Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

Festival Olhão South Jazz estreia em julho com dois dias de música

13 June 2026 at 17:01

O festival Olhão South Jazz apresentou oficialmente o seu cartaz e estrutura da primeira edição, que irá decorrer nos dias 24 e 25 de julho no Parque Ribeirinho Poente, em Olhão, com programação dedicada ao jazz e a outras sonoridades.

A apresentação pública realizou-se a 9 de junho, ao pôr do sol, no Parque Ribeirinho Poente, numa sessão aberta à comunidade com vista para a Ria Formosa, onde foram revelados a imagem oficial do evento, o mapa do recinto, os espaços previstos e os dois palcos que irão receber os artistas: o Palco Principal e o Palco Cantaloupe.

O momento contou ainda com uma atuação ao vivo de Sara Badalo, que antecipou a atmosfera do festival, descrita pela organização como uma experiência centrada na música ao vivo, no fim de tarde e no convívio ao ar livre.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, sublinhou o papel do evento na dinâmica cultural do concelho. “O Olhão South Jazz é mais um passo na afirmação de Olhão como uma cidade aberta à cultura e às experiências ao ar livre”, afirmou, acrescentando que o festival “valoriza o Parque Ribeirinho Poente como espaço de convívio e fruição pública, aproximando a comunidade da música e contribuindo para uma programação cultural cada vez mais diversificada e acessível”.

A primeira edição do Olhão South Jazz decorre entre as 18h00 e as 00h00 e reunirá artistas nacionais ligados ao jazz e a géneros próximos, entre os quais Júlio Resende, Áurea, a Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo.

Para além da programação musical, o recinto contará com zona lounge, food trucks, bar, photospot, espaços de ativação e o Ria Market, área dedicada a artesanato, marcas independentes e projetos locais.

Segundo a organização, os bilhetes já se encontram disponíveis através da bilheteira online, acessível no site oficial e nas redes sociais do festival, nomeadamente no endereço olhaosouthjazz.pt e nas páginas de Instagram e Facebook do Olhão South Jazz.

250 años de la independencia de EE UU: España, el aliado imprescindible

13 June 2026 at 16:43

Los centenarios tienen algo especial. De repente aparecen homenajes, libros, debates y conferencias por todas partes. Surge la necesidad de hacer balance y ordenar lo que creemos saber. Sin embargo, también llega una avalancha de información. Ayuda a difundir el conocimiento, sí, aunque también provoca ruido y peligrosas simplificaciones. Hoy ese fenómeno es todavía más intenso. Las redes sociales multiplican opiniones, comentarios y versiones de los hechos a una velocidad desconocida hasta hace pocos años. Por eso, la conmemoración de los 250 años de la Declaración de Independencia de [[LINK:TAG|||tag|||6322f7841e757a32c790b56f|||Estados Unidos ]]obliga a detenerse y revisar muchas ideas. Y esa tarea resulta aún más necesaria cuando se incorpora la participación española en el conflicto.

¿Ingratitud?

La palabra «ingratitud» probablemente sea una de las más repetidas en las redes sociales durante estos meses. Se utiliza de forma constante para denunciar la falta de reconocimiento a la ayuda prestada por [[LINK:TAG|||tag|||633611fe1e757a32c790b6df|||España]] a los rebeldes de las Trece Colonias.

Se habla de desagradecimiento histórico, de un olvido interesado y de un silencio injusto por parte de Estados Unidos hacia la contribución española. Una situación que, según muchos, debería corregirse aprovechando la conmemoración de los 250 años del inicio de independencia contra Gran Bretaña en 1776. Para los historiadores, que al fin y al cabo son quienes más pueden aportar a este debate, el problema es muy distinto. No se trata de emitir un juicio moral ni de enfrentar la supuesta «generosidad» española con la «mezquindad» norteamericana. Ese planteamiento tiene poco recorrido y ningún valor real para la historiografía. Solo alimenta simplificaciones y viejas leyendas: negras, rosas... o a rayas.

El borrado

Para los historiadores, el problema es esencialmente historiográfico. La participación española en la guerra de independencia de Estados Unidos apenas ha ocupado espacio en el relato tradicional norteamericano porque desapareció muy pronto de las primeras historias escritas sobre el conflicto. Como ha señalado el gran especialista Richard Kagan, la intervención española fue literalmente «borrada» de manuales y textos publicados desde el final de la guerra.

Los primeros historiadores norteamericanos prefirieron poner el foco en la valentía y en las capacidades de la nueva nación. Y, como mucho, reconocer que el único gran apoyo exterior había sido Francia. Coetáneos de la Revolución francesa, se sentían identificados con los ideales republicanos y de libertad asociados a sus primeras etapas. El marqués de Lafayette acabó convertido en el símbolo de esa cooperación franco-estadounidense. España, en cambio, era una monarquía como [[LINK:TAG|||tag|||633614865c059a26e23f78bb|||Gran Bretaña]] y ni siquiera había reconocido oficialmente a la joven nación. Su papel quedó relegado desde el principio. Y, con él, también desapareció buena parte de su contribución al conflicto.

La expansión de Estados Unidos hacia el Oeste tampoco ayudó a recuperar el papel de España. Ocurrió justo lo contrario. En pleno auge del «Destino Manifiesto», lo hispano empezó a verse como un elemento extraño e incómodo dentro del relato nacional estadounidense. La guerra de 1898 agravó todavía más esa distancia y dificultó cualquier reconocimiento de la contribución española a la independencia norteamericana. Aun así, durante la primera mitad del siglo XX comenzaron a surgir investigaciones sobre este tema en Estados Unidos. Pero casi siempre aparecieron en universidades secundarias del sur y de la frontera con México. Centros alejados de las grandes universidades de la costa atlántica y, sobre todo, lejos de los espacios que marcaban el relato historiográfico dominante.

Afortunadamente, el bicentenario de 1976, y aún más la llegada de una nueva generación de historiadores norteamericanos, españoles y franceses, impulsó una enorme cantidad de investigaciones. Gracias a ellas, hoy resulta posible revisar en profundidad cuál fue realmente la contribución española a la independencia de Estados Unidos y comenzar a realizar el tan ansiado balance.

Secreto de Estado

El análisis de las fuentes históricas lo cambió todo. Los archivos nacionales, con el Archivo General de Indias de Sevilla a la cabeza, comenzaron a ofrecer una ingente información sobre la intervención española. En un primer momento, los historiadores se lanzaron a determinar cómo había ayudado España. Pronto quedó claro que sí existió una colaboración española, firmemente documentada, y que comenzó incluso antes de la entrada oficial de España en la guerra contra Gran Bretaña, en 1779.

Como si se tratase de una auténtica carrera por identificar el respaldo español, sucesivas generaciones de historiadores fueron fijando los productos aportados por España: fusiles, cañones, sables, cartucheras, zapatos, mantas, medicinas... y dinero. El análisis de los servicios de espionaje españoles demostró además que el gobierno de Madrid estaba perfectamente informado de cómo evolucionaba la rebelión de las Trece Colonias contra Gran Bretaña. Y, cuando estalló el enfrentamiento abierto, también conocía cuáles eran sus necesidades militares y financieras y la forma de ayudarlas.

Ahora sabemos cuáles fueron las rutas y los métodos empleados para que los pertrechos militares españoles, y el dinero, llegasen desde las fábricas peninsulares hasta los ejércitos de George Washington. Para lograrlo, España no solo movilizó sus recursos metropolitanos. También puso al servicio de los revolucionarios norteamericanos sus embajadas en Europa y las tesorerías y puertos de toda la Monarquía Hispánica. Fue una movilización de suministros gigantesca. Hoy sabemos que solo un Estado imperial como España estaba en condiciones de sostener una operación de esa magnitud.

Lo sorprendente de todo este colosal despliegue de recursos, incluso antes de la entrada oficial de España en la guerra, es que permaneció oculto durante décadas, enterrado en los archivos. La explicación no tiene nada que ver con el manido debate sobre la supuesta ingratitud norteamericana. Es mucho más simple: las autoridades españolas prefirieron mantenerlo en secreto. Los historiadores comenzaron a descubrirlo al analizar miles de cartas marcadas como «Reservada» o «Reservadísima», con las que el gobierno informaba a las autoridades implicadas.

Con esta trama oculta de movilización, el gobierno español buscaba debilitar al enemigo británico y, al mismo tiempo, controlar los tiempos diplomáticos para decidir cuándo intervenir. La ayuda a los rebeldes se convirtió así en la cuestión más confidencial de la guerra. Fue el gran secreto de Estado del conflicto, porque así lo quisieron las propias autoridades españolas.

La gran estrategia

Una vez que España entró en el conflicto, la guerra de Independencia de Estados Unidos cambió por completo. El gobierno español decidió no reconocer a la nueva nación para evitar que el ejemplo revolucionario se extendiese por los territorios del imperio hispano. Sin embargo, sí impuso un nuevo enfoque de la guerra. Hoy comenzamos a conocer y valorar hasta qué punto la entrada española modificó radicalmente la evolución del conflicto y dio a los revolucionarios americanos una verdadera oportunidad de victoria.

Hasta 1779, ni los rebeldes habían logrado imponerse a los ejércitos profesionales y bien abastecidos británicos, ni la intervención francesa había conseguido reducir la presión inglesa. Más bien ocurrió lo contrario. Los británicos pusieron a los franceses a la defensiva, que veían incluso cómo iban perdiendo sus islas del Caribe. Todo hacía pensar que Gran Bretaña repetiría la estrategia ofensiva aplicada en la Guerra de los Siete Años (1756-1763).

La entrada española cambió esta fase de estancamiento. No fue solo por añadir más barcos y más ejércitos a la contienda, sino por una nueva manera de entender el conflicto. El gobierno español, con el conde de Floridablanca a la cabeza, diseñó una gran estrategia ofensiva global: atacar primero y obligar a los británicos a defenderse.

La estrategia fue impuesta también a los franceses, que durante el resto de la guerra no tuvieron más remedio que seguir los tiempos y objetivos marcados desde Madrid. En buena medida, porque la nueva doctrina comenzó a dar resultados. Un primer ataque naval masivo y temprano en el Canal de la Mancha obligó a Gran Bretaña a mantenerse a la defensiva durante el resto del conflicto. La mayor parte de sus fuerzas navales tuvo que dedicarse a proteger sus costas, y no a atacar a los norteamericanos.

Al mismo tiempo, España decidió llevar la guerra a Norteamérica y al Caribe. Así dividió las fuerzas británicas y trasladó el conflicto a uno de sus espacios más sensibles. No es casualidad que Londres precipitase la firma de la paz no tras la derrota de Yorktown, sino casi dos años después, ante la amenaza de invasión de Jamaica por la mayor flota y ejército aliados reunidos durante la guerra, al mando de Bernardo de Gálvez y con el marqués de Lafayette como segundo. Sin duda, la gran estrategia ofensiva impulsada por España ofreció a los revolucionarios norteamericanos su mejor oportunidad de victoria.

Aliado imprescindible

Si un centenario es tiempo de balances, ahora comenzamos a comprender que la participación española en la Independencia de Estados Unidos, como demostramos Jordi Bru y yo en el libro «Aliados» (Desperta Ferro Ediciones, 2026), no solo fue real, sino mucho más importante e imprescindible de lo que habíamos imaginado. No fue una simple respuesta aliada a la iniciativa francesa. La estrategia española había comenzado antes, con una descomunal movilización de ayuda a los rebeldes.

Del mismo modo, la entrada española en la guerra buscaba derrotar a los británicos mediante una forma nueva de combatir: atacar primero. Durante gran parte del conflicto, los ingleses tuvieron que limitarse a defenderse y reaccionar ante las iniciativas estratégicas impulsadas desde Madrid.

España no fue, en definitiva, una ayuda más ni un aliado europeo secundario. Fue el aliado imprescindible que hizo posible la independencia de Estados Unidos.

Rafael TORRES SÁNCHEZ

de la Universidad de Navarra

¿FOTOGRAFÍAR EL PASADO?

Una clave metodológica del libro ‘Aliados’ es el uso de fotocomposiciones. A través de una técnica manual y artesanal (sin uso de IA), Jordi Bru crea una serie de composiciones minuciosamente documentadas y rebosantes de humanidad y emociones con las que los autores buscan que el pasado se sienta como una realidad presente, tangible, que devuelve a la vida objetos, uniformes y luces de la época; una experiencia inmersiva que transporta al lector a los paisajes de la Norteamérica del siglo XVIII y le hace partícipe de la experiencia vital de las personas que los habitaron, de las vicisitudes que tuvieron que padecer y de las batallas en las que triunfaron…o murieron.

Para saber más:

[[LINK:EXTERNO|||https://www.despertaferro-ediciones.com/revistas/numero/libro-ilustrado-historia-jordi-bru-rafael-torres-aliados-espana-guerra-de-independencia-estados-unidos/||| «Aliados»]]

de Jordi Bru y Rafael Torres

DESPERTA FERRO Ediciones

168 páginas, 29,95 euros

© Jordi Bru/Desperta Ferro

recreación de Jordi Bru de españoles, estadounidenses y naciones indias combatiendo juntos durante la Guerra de Independencia de EE UU

© Jordi Bru/Desperta Ferro

La Luisiana española se convirtió en refugio para desplazados de la guerra independientemente de sus lealtades, credos o etnias

© Desperta Ferro

Portada de "Aliados"

Las cicatrices de la independencia: el legado en cuestión de la Revolución americana

Escribió la historiadora Carol Berkin que, para muchos estadounidenses, la independencia es la última visión romántica de la guerra que les queda. Una vez que la realidad brutal de la Guerra de Secesión se ha asentado en la sociedad norteamericana, y en una época marcada por el terrorismo, las intervenciones militares en el extranjero y agrios debates sobre el futuro de la nación, la Revolución americana sigue siendo vista como un referente moral, un episodio épico protagonizado por hombres ejemplares. Pero la realidad es que, si uno descorre el velo de lo que el historiador R. R. Palmer llamó, hace más de medio siglo, el «consenso estadounidense», tras el relato idealizado emerge una historia de violencia. En el año 2017, el investigador alemán Holger Hoock, formado en las universidades de Friburgo, Cambridge y Oxford, y actualmente vicedecano de estudios de grado e investigación en la Dietrich School of Arts and Sciences de la Universidad de Pittsburg, publicó el libro «Cicatrices de la independencia. El violento nacimiento de los Estados Unidos», que profundiza en las dinámicas de un conflicto caracterizado por la violencia sistemática que ambos bandos aplicaron sobre el otro.

Cuando estalló la guerra, la sociedad de las Trece Colonias estaba lejos de tener una posición común

Cuando estalló la guerra, la sociedad de las Trece Colonias estaba lejos de tener una posición común. Los leales al rey Jorge III incluían grandes terratenientes y funcionarios imperiales, pero también comerciantes, ganaderos, tenderos, panaderos, sastres, artesanos pobres y trabajadores; anglicanos, cuáqueros, metodistas, hugonotes de origen francés y católicos irlandeses. No significarse a favor de la revolución equivalía a situarse en el punto de mira de los patriotas. Desde los mismos inicios de la guerra, se formaron por toda Norteamérica comités para perseguir a los «enemigos de la libertad americana». Los castigos para aquellos a quienes los revolucionarios percibían como enemigos, la «cura para los refractarios», que decía un panfleto, eran brutales. El más célebre y temido era el embreado y emplumado, que, además de degradante, resultaba en extremo doloroso, pues la brea caliente quemaba la piel y escaldaba la carne, y una vez seca era muy difícil de retirar sin despellejar al pobre diablo.

En el frente, tanto el Ejército británico como el Ejército Continental, las milicias lealistas y patriotas y los auxiliares indígenas y hessianos protagonizaron episodios de extrema brutalidad en forma de destrucciones y matanzas. Los estadounidenses supieron amplificar y distorsionar algunos de estos episodios con fines propagandísticos, obviando las atrocidades cometidas por los suyos. Buen ejemplo de ello es la muerte del coronel William Crawford, amigo de George Washington, que fue torturado durante dos horas por indígenas lenapes antes de ser escalpado y asado vivo. Los relatos publicados en los periódicos estadounidenses omiten que los indígenas actuaron movidos por la matanza previa de noventa y seis lenapes cristianos pacifistas. Los autores de la masacre, milicianos de Pensilvania, no dudaron en violar antes a las mujeres nativas.

Crawford, amigo de Washington, fue torturado por indígenas antes de ser asado vivo

La conclusión de la guerra y su legado interpelan del mismo modo a los estadounidenses actuales. En palabras de Hoock, el desenlace de la contienda motivó un «ajuste moral» en la sociedad británica, fruto del cual serían la aparición del sentimiento pacifista y la abolición de la esclavitud en su imperio. En contraste, los Estados Unidos consagraron la esclavitud en su Constitución y el número de personas de origen africano sometidas a esta institución se triplicó entre 1775 y 1825. Según las provisiones del Tratado de París de 1783, el Gobierno británico debía entregar a los afroamericanos que habían luchado por Londres a sus antiguos dueños. En un gesto de dignidad, el entonces comandante en jefe del Ejército británico en Norteamérica, Guy Carleton, decidió desobedecer y evacuó a[[LINK:TAG|||tag|||633613de87d98e3342b26a12||| Canadá ]]a más de tres mil antiguos esclavos que habían combatido bajo su mando.

La Guerra de Independencia de los Estados Unidos dejó profundas heridas en la sociedad de la naciente república, heridas que tardaron tiempo en cicatrizar y que de vez en cuando se abren y supuran. Merece la pena citar la reflexión final de Hoock en su obra sobre la necesidad de abandonar la mitificación acrítica acerca de la Revolución americana para abrazar «una celebración orgullosa y agradecida y una reflexión franca acerca de las ambivalencias y los legados contradictorios del violento nacimiento de la nación».

Para saber más:

[[LINK:EXTERNO|||https://www.despertaferro-ediciones.com/revistas/numero/las-cicatrices-de-la-independencia-el-violento-nacimiento-de-los-estados-unidos-holger-hoock/|||«Las cicatrices de la independencia»]]

Holger Hock

DESPERTA FERRO

576 pág., 26,95 euros

© John Carter Brown Library

«Los bostonianos pagando al recaudador, o embreando y emplumando»

© Desperta Ferro

Portada del libro de Holger Hock

La América que pudo ser

By: Peter · Cozzens
13 June 2026 at 16:41

La victoria estadounidense sobre los británicos en la Guerra de la Independencia desató una oleada de colonos deseosos de liberarse de los límites de la nueva nación, cuya parte central se extendía por un estrecho corredor entre los montes Apalaches y la costa atlántica. Los colonizadores se expandieron hacia el oeste cruzando las montañas y se apoderaron de las tierras de los pueblos indígenas. Invadiendo un vasto territorio conocido como el Territorio del Noroeste (el Medio Oeste estadounidense), la milicia fronteriza, los «rangers» locales y, finalmente, el pequeño ejército regular, lucharon contra tribus reacias a ceder sus tierras ancestrales.

En 1794, la Confederación Occidental, unida por tribus, sufrió un duro golpe en la batalla de Fallen Timbers. La unidad intertribal se desintegró. Para 1795, los indígenas habían sido desplazados al norte de una línea de tratado que atravesaba el centro del actual estado de Ohio. En diez años, la población blanca había superado los 200.000 habitantes. Varios miles de pioneros se asentaron en el sur de Indiana e Illinois, y muchos más llegaban a lo largo del valle del río Ohio. Las doce pequeñas tribus que habitaban la región sumaban menos de 45.000 personas.

En 1805, la sociedad indígena estaba al borde del colapso. Aldeas enteras estaban inundadas de alcohol suministrado por comerciantes blancos sin escrúpulos. Las tribus se fragmentaron. Los valores tradicionales se marchitaron, y los jefes indígenas demostraron ser incapaces de restaurar el orden y el sentido de la vida. En ese momento de mayor desesperación y desenfreno entre los indígenas, surgió un profeta shawnee llamado Tenskwatawa. Alcohólico rehabilitado que se había sacado un ojo al intentar tensar una flecha, predicó una doctrina de profundo fervor espiritual sobre el renacimiento religioso, cultural y moral que el Gran Espíritu le había revelado en visiones. Solo mediante una reforma interna podrían los indígenas detener la invasión blanca y recuperar su modo de vida tradicional. Su doctrina se extendió rápidamente, y varios miles de conversos acudieron a su aldea, conocida como Prophetstown, en la actual Indiana. Entre sus primeros seguidores se encontraba su hermano mayor, Tecumseh. Nacido en 1768, se había labrado una reputación como un luchador audaz, asaltando barcos de emigrantes en el río Ohio, combatiendo con la milicia de Kentucky y distinguiéndose contra el ejército estadounidense en la batalla de Fallen Timbers. Era apuesto, carismático y humano.

Las provocaciones del gobierno reforzaron el atractivo del credo de Tenskwatawa. Entre 1803 y 1809, el gobierno persuadió o coaccionó a los indígenas para que firmaran tratados que les cedían gran parte del territorio restante. Fue entonces cuando Tecumseh salió de la sombra de su hermano. Defendió una alianza militar y política contra la intrusión blanca, en la que ninguna tribu podía consentir en ceder tierras sin el consentimiento de todos. El hermano shawnee trabajó en conjunto: Tenskwatawa aportó a la alianza su núcleo moral y espiritual; Tecumseh, la fuerza.

Los hermanos Shawnee reconocieron que su alianza no tenía ninguna posibilidad de detener el avance estadounidense sin la ayuda sustancial de los británicos en Canadá, la cual llegó con el estallido de la Guerra de 1812. Los intereses británicos e indígenas coincidían. La alianza de los hermanos shawnee proporcionó la mano de obra que los británicos necesitaban. Los británicos le garantizaron a Tecumseh una patria en suelo estadounidense si Gran Bretaña ganaba la guerra.

En agosto de 1812, británicos e indígenas capturaron Fort Detroit, junto con el único ejército estadounidense en la región. El Territorio de Míchigan quedó firmemente bajo el control de la alianza de Tecumseh y del reducido contingente británico. El éxito de Tecumseh incrementó sus filas a casi 12.000 hombres, de los cuales 3.500 eran guerreros. Fue la mayor concentración militar en la historia de los nativos americanos. A modo de comparación, en la batalla de Little Big Horn, los jefes Toro Sentado y Caballo Loco solo contaban con la mitad de ese número, lo que demostró ser la mayor concentración de guerreros indígenas en el Oeste americano.

Británicos insuficientes

Con las fuerzas estadounidenses capturadas o desorganizadas, parecía que Tecumseh no solo no lograría recuperar su territorio natal en Míchigan, sino que también conseguiría revertir los asentamientos blancos en el norte de Ohio e Indiana. Sin embargo, había suficientes guerreros, pero no suficientes tropas británicas para sostener una ofensiva. En un momento crítico del otoño de 1812, llegaron nueve regimientos de refuerzo desde Inglaterra. Tan solo tres de ellos habrían bastado para que los británicos se alzaran con la victoria. Pero el general al mando en Canadá no asignó ninguno a Ontario; la consideraba prescindible y los intereses indígenas de poca importancia. El 5 de noviembre de 1813, Tecumseh murió durante la retirada británica a través de Ontario en la batalla del Támesis. Con su muerte, la alianza de Tecumseh se desmoronó. El Medio Oeste quedó firmemente en manos estadounidenses. Si Tecumseh y sus aliados británicos hubieran prevalecido, Michigan, y quizás el norte de Indiana y Ohio, se habrían convertido en territorio indígena y una zona de amortiguación entre el Medio Oeste estadounidense y el Canadá británico. Cuánto tiempo habría perdurado es una incógnita, pero su presencia sin duda habría condicionado el ritmo y la extensión de la colonización estadounidense.

Para saber más:

[[LINK:EXTERNO|||https://www.despertaferro-ediciones.com/revistas/numero/tecumseh-y-el-profeta-los-hermanos-shawnee-que-desafiaron-a-estados-unidos-cozzens/|||«Tecumseh y el profeta»]]

Peter Cozzens

DESPERTA FERRO

552 páginas,

27,95 euros

© La Razón

Retrato de Tecumseh atribuido a Owen Staples

© Desperta Ferro

Portada del libro de Peter Cozzens

Robert De Niro revela el origen de la frase más icónica de Taxi Driver: “Se me ocurrió a mí”

By: Lara · Tarrío
13 June 2026 at 16:06

El mítico “You talkin’ to me?” (“¿Me estás hablando a mí?”) de Taxi Driver, una de las frases más recordadas de la historia del cine, no estaba realmente escrita en el guion. Casi 50 años después del estreno de la película, Robert De Niro ha revelado cómo nació aquella escena que terminó convirtiéndose en un icono del cine.

La confesión tuvo lugar durante un encuentro celebrado en el Festival de Tribeca de Nueva York por el 50 aniversario de Taxi Driver. Allí, De Niro compartió escenario con el director Martin Scorsese, el guionista Paul Schrader y la actriz Jodie Foster.

Cuando le preguntaron por el origen de la frase, el actor fue directo: “Se me ocurrió a mí”.

La escena más famosa nació de una improvisación

Aunque durante años han circulado distintas teorías sobre cómo se gestó la secuencia, el equipo de la película confirmó que el célebre “Are you talkin’ to me?” no figuraba de forma concreta en el guion.

Paul Schrader explicó que aquella escena estaba planteada de manera abierta y que dejó margen para que De Niro construyera al personaje a su manera. “Es como un niño de ocho años delante de un espejo con una pistola de juguete”, recordó el guionista que le explicó al actor en aquel momento. “Está hablando consigo mismo”.

La escena muestra a Travis Bickle, el solitario taxista interpretado por De Niro, ensayando frente al espejo una confrontación imaginaria mientras sostiene un arma, en uno de los momentos más recordados de la película.

Un rodaje con prisas y una frase para la historia

Martin Scorsese recordó que aquella secuencia se grabó cuando el rodaje ya iba con retraso y el equipo acumulaba presión. “Íbamos cinco días por detrás del calendario”, explicó el director, mientras los productores reclamaban terminar cuanto antes.

La escena se rodó en un apartamento de Columbus Avenue, en Nueva York. Antes de empezar, Scorsese le dijo a De Niro una frase muy simple: “Cuando hagas esto frente al espejo, tienes que decir algo”.

Según contó el cineasta, el actor comenzó a jugar con la pistola e improvisar frases hasta entrar en una especie de “estado de trance”. Mientras el ayudante de dirección insistía en que debían terminar porque iban dos horas tarde, Scorsese decidió seguir grabando. “No, esto es bueno. Dadnos unos minutos más”, recordó.

El resultado fue una improvisación nacida casi por accidente que terminó convirtiéndose en una de las escenas más imitadas y reconocibles de la historia del cine.

© AP

Robert De Niro

© Difoosion

Robert De Niro en el icónico papel de Travis Bickle en 'Taxi Driver'

Escritores y Artistas de Cuba recuerdan al gran cineasta José Massip

13 June 2026 at 15:50

La Habana, 13 jun (Prensa Latina) El próximo día 28 Cuba conmemorará el centenario del intelectual José Salvador Massip (1926-2014), uno de los cineastas contemporáneos más importantes del país, y la cubana Unión de Escritores y Artistas (Uneac) le rindió homenaje aquí.

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Participa Cuba en reunión sobre alimentación y agricultura de OIEA

13 June 2026 at 15:27

La Habana, 13 jun (Prensa Latina) Cuba participó en una reunión en Viena que convocó el Organismo Internacional de Energía Atómica para identificar prioridades estratégicas en alimentación y agricultura de América Latina y el Caribe en el marco de la iniciativa Atoms4Food.

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Programa Música do Mundo celebra carreira artística do argelino Khaled

13 June 2026 at 15:02

Logo Agência Brasil

O programa Música do Mundo desta semana faz uma homenagem ao cantor e compositor argelino Khaled, que alcançou o topo das paradas musicais em países da Europa e até no Brasil, nas décadas de 1990 e 2000, com letras em árabe.

A atração, com produção e apresentação de Jussara Mendonça, vai ao ar pela Rádio Nacional neste domingo (14), às 22h, e na Rádio MEC na madrugada de quinta (18) para sexta-feira (19), à meia-noite.

Notícias relacionadas:

Khaled Hadj Ibrahim é considerado o cantor argelino de maior sucesso na história e carrega o título de "Rei do Raï", gênero musical tradicional de seu país que ele modernizou e popularizou globalmente, com letras sobre amor e liberdade.

No álbum Sahra, destaque desta edição do Música do Mundo, está um dos maiores sucessos do artista, Aïcha, que alcançou o primeiro lugar das paradas na França e na Bélgica no ano do lançamento, 1996.

A música estourou em sua versão bilíngue, em francês e árabe, e abriu portas para o artista em todo o mundo. No Brasil, Khaled alcançou um grande sucesso entre 1999 e 2001, quando a canção El Arbi foi tema da novela Vila Madalena, da TV Globo.

Sobre o Música do Mundo

Uma jornada musical sem igual, o Música do Mundo vai te levar a uma viagem por expressões musicais dos quatro cantos do planeta, explorando os ritmos, melodias e culturas que fazem nosso mundo tão diverso e fascinante, sempre trazendo a história, os compositores, discos e álbuns representativos de cada país.

Serviço

Música do Mundo - Álbum Sahra, de Khaled - Domingo, dia 14/6, às 22h na Rádio Nacional, e na madrugada de quinta (18/6), para sexta (19/6), à meia-noite, na Rádio MEC.

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Programa Música do Mundo celebra carreira artística do argelino Khaled

13 June 2026 at 15:02

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O programa Música do Mundo desta semana faz uma homenagem ao cantor e compositor argelino Khaled, que alcançou o topo das paradas musicais em países da Europa e até no Brasil, nas décadas de 1990 e 2000, com letras em árabe.

A atração, com produção e apresentação de Jussara Mendonça, vai ao ar pela Rádio Nacional neste domingo (14), às 22h, e na Rádio MEC na madrugada de quinta (18) para sexta-feira (19), à meia-noite.

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No álbum Sahra, destaque desta edição do Música do Mundo, está um dos maiores sucessos do artista, Aïcha, que alcançou o primeiro lugar das paradas na França e na Bélgica no ano do lançamento, 1996.

A música estourou em sua versão bilíngue, em francês e árabe, e abriu portas para o artista em todo o mundo. No Brasil, Khaled alcançou um grande sucesso entre 1999 e 2001, quando a canção El Arbi foi tema da novela Vila Madalena, da TV Globo.

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