Normal view

Morre Niño Guerrero o homem mais procurado da Venezuela

13 June 2026 at 12:53

O nome de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, tornou-se sinônimo da expansão do crime organizado venezuelano nas últimas duas décadas. Apontado pelas autoridades como líder máximo do Tren de Aragua, ele foi responsável por transformar uma facção regional em uma rede criminosa com influência em diversos países da América Latina.

A trajetória de Guerrero reflete a ascensão de um grupo que nasceu no estado venezuelano de Aragua e ultrapassou fronteiras, tornando-se alvo de investigações internacionais por envolvimento em crimes como tráfico de drogas, extorsão, sequestros, tráfico de pessoas, exploração sexual e lavagem de dinheiro.

O líder por trás da expansão

Natural da Venezuela, Niño Guerrero ganhou notoriedade ao assumir o comando do Tren de Aragua e consolidar sua liderança mesmo enquanto cumpria pena. Segundo investigações conduzidas por autoridades venezuelanas e organismos internacionais, ele teria coordenado operações criminosas a partir da prisão de Tocorón, considerada durante anos a principal base da organização.

Relatórios apontavam que o presídio funcionava de forma atípica, com uma estrutura que permitia aos líderes da facção exercer controle sobre atividades internas e externas. A partir dali, o grupo ampliou sua atuação para diferentes regiões da Venezuela e, posteriormente, para outros países sul-americanos.

Expansão internacional

A crise econômica e migratória venezuelana coincidiu com o crescimento do Tren de Aragua além das fronteiras nacionais. Autoridades de países como Colômbia, Peru, Chile e Brasil passaram a registrar a presença de integrantes ligados à organização.

Especialistas em segurança pública destacam que o grupo se destacou pela capacidade de adaptação em diferentes territórios, explorando atividades ilícitas variadas e estabelecendo alianças com redes criminosas locais.

Essa expansão transformou o Tren de Aragua em uma das organizações criminosas mais monitoradas do continente, levando governos e forças de segurança a intensificar operações de combate ao grupo.

Fuga e perseguição

Em 2023, uma grande operação policial e militar foi realizada no complexo penitenciário de Tocorón. Antes da chegada das forças de segurança, porém, Guerrero conseguiu escapar e passou a ser considerado foragido.

Desde então, sua captura tornou-se prioridade para diferentes agências de segurança. Autoridades internacionais chegaram a oferecer recompensas por informações que levassem ao paradeiro do líder criminoso.

O fim de uma era?

Informações divulgadas neste sábado (13) indicam que Niño Guerrero teria sido morto durante uma operação conduzida por forças de segurança. Caso a informação seja confirmada de forma definitiva pelas investigações em andamento, o episódio representará um dos golpes mais significativos já sofridos pelo Tren de Aragua.

Especialistas alertam, entretanto, que a eventual morte de um líder não significa necessariamente o fim da organização. Redes criminosas desse porte costumam possuir estruturas hierárquicas capazes de manter suas atividades mesmo após a perda de figuras centrais.

Ainda assim, a trajetória de Niño Guerrero ficará marcada como um dos exemplos mais emblemáticos da transformação de uma gangue regional em uma organização criminosa de alcance internacional, com impacto na segurança pública de vários países da América Latina.

The post Morre Niño Guerrero o homem mais procurado da Venezuela appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Programa contra crime organizado causa R$ 1,6 bi de prejuízo a facções

Logo Agência Brasil

Em 30 dias, as operações integradas das forças de segurança federais, estaduais e municipais por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado causaram um prejuízo estimado de 1,6 bilhão para as organizações criminosas. 

O programa foi lançado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro balanço foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (11).  

Notícias relacionadas:

As ações também resultaram na prisão de 7.961 acusados e na apreensão de 82,5 toneladas de drogas.

O trabalho do ministério também alcançou o bloqueio de R$ 523 milhões em bens de acusados que pertencem ao crime organizado. 

Os números foram alcançados a partir da realização de 11 operações estratégicas, que utilizaram 9.964 agentes de segurança. 

Na avaliação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o programa representa uma mudança de paradigma na política de segurança pública.

“O Brasil está construindo uma estratégia permanente de combate ao crime organizado. Não estamos falando apenas de operações policiais, mas de um esforço nacional para enfraquecer financeiramente as facções, combater o tráfico de armas e drogas, fortalecer as investigações e recuperar territórios para o Estado e para a população”, comentou. 

O programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

Programa contra crime organizado causa R$ 1,6 bi de prejuízo a facções

Logo Agência Brasil

Em 30 dias, as operações integradas das forças de segurança federais, estaduais e municipais por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado causaram um prejuízo estimado de 1,6 bilhão para as organizações criminosas. 

O programa foi lançado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro balanço foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (11).  

Notícias relacionadas:

As ações também resultaram na prisão de 7.961 acusados e na apreensão de 82,5 toneladas de drogas.

O trabalho do ministério também alcançou o bloqueio de R$ 523 milhões em bens de acusados que pertencem ao crime organizado. 

Os números foram alcançados a partir da realização de 11 operações estratégicas, que utilizaram 9.964 agentes de segurança. 

Na avaliação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o programa representa uma mudança de paradigma na política de segurança pública.

“O Brasil está construindo uma estratégia permanente de combate ao crime organizado. Não estamos falando apenas de operações policiais, mas de um esforço nacional para enfraquecer financeiramente as facções, combater o tráfico de armas e drogas, fortalecer as investigações e recuperar territórios para o Estado e para a população”, comentou. 

O programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

❌