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JP Morgan diz que investidores afastam-se da ‘debasement trade’ com retirada de capital do ouro e bitcoin

12 June 2026 at 11:17

Uma nota de analistas do JP Morgan, divulgada pela publicação The Block, salienta que os investidores do retalho e os institucionais se estão a afastar da ‘debasement trade‘, com a retirada de capital a acelerar na bitcoin e a continuar no ouro.

A debasement trade é a retirada de capital de moedas como o euro e o dólar e o mobilizam para outro tipo de ativos como por exemplo o ouro, a bitcoin, ou o imobiliário.

O banco refere que se verificaram saídas de external traded funds (ETF) de ouro de cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), na semana que terminou a 5 de junho, face às entradas verificadas na semana passada, enquanto que os ETF de bitcoin tiveram saídas graduais crescentes de capital nas últimas quatro semanas.

“Observámos uma retirada generalizada da debasement trade tanto por parte dos investidores de retalho como institucionais. Esta retirada da debasement trade continuou para o ouro e, se algo mudou, foi acelerada para a bitcoin nas últimas semanas”, disse a nota da instituição bancária divulgada pela The Block.

O JP Morgan refere que os investidores em ouro têm reduzido as suas posições desde o final de fevereiro. Quanto à bitcoin beneficiou da cobertura de posições curtas antes de inverter a tendência no início de maio. A nota divulgada pela The Block salienta que as novas posições curtas podem ter amplificado a queda do ouro esta semana.

O banco diz ainda que a queda do bitcoin parece ter sido amplificada pela menor liquidez nos mercados de ETF e futuros.

Desde o início do ano o ouro já desvalorizou 2% enquanto que a bitcoin caiu 27%.

Ouro e bitcoin a se comportarem como ativos de risco

A nota destaca também a mudança que se tem verificado nas correlações de mercado. A instituição bancária diz que a correlação da bitcoin com os rendimentos reais dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos tornou-se negativa. Isto surgiu na sequência de um movimento semelhante no ouro no início deste ano. O JP Morgan adianta que a correlação do ouro com o índice bolsista norte-americano S&P 500 aproxima-se da relação tradicionalmente positiva da bitcoin com as ações, indicando que o ouro e a bitcoin se estão a comportar mais como ativos de risco do que como diversificadores de carteiras de investimento.

Moedas corta apoios às refeições escolares e pode aumentar custos até 16,5 euros por mês por aluno

12 June 2026 at 11:09

A Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para alterar o regime de descontos nas refeições escolares, numa decisão que pode afetar cerca de 36 mil crianças e jovens da rede pública. Segundo avança o jornal Expresso, a proposta do presidente da autarquia, Carlos Moedas, defende que será mantido o acesso totalmente gratuito às refeições para os alunos integrados nos escalões mais baixos da Ação Social Escolar (ASE), nomeadamente os escalões A (rendimentos anuais coletáveis até 3759 euros, ou seja 314 euros mensais) e B (rendimentos até 7519 euros por ano, ou seja, 627 euros mensais), que correspondem às famílias com menores rendimentos.

No entanto, o município pretende reduzir de forma significativa os apoios atualmente em vigor para outros escalões. O Expresso explica ainda que os estudantes do escalão C, ou seja, encarregados de educação com rendimento bruto coletável igual ou superior a apenas 1000 euros mensais deixarão de beneficiar do desconto de 50% e passarão a pagar o valor total da refeição, enquanto os alunos com rendimentos familiares mais elevados também perderão o apoio parcial que ainda lhes era atribuído.

Na prática, cada refeição custará cerca de 1,5 euros sem descontos. Para muitas famílias, a alteração poderá representar um aumento mensal médio na ordem dos 16,5 euros por aluno, tendo em conta o número de dias letivos — cada ano letivo tem entre nove e dez meses.

Segundo o jornal Expresso, a medida poderá abranger cerca de 36 mil alunos, incluindo crianças do pré-escolar e estudantes até ao 12.º ano. De acordo com dados referidos no debate político, cerca de 32 mil já estão integrados no sistema público, aos quais se somam quase 4 mil crianças do pré-escolar.

A proposta será levada a votação na vereação e já está a gerar contestação política. O Partido Socialista anunciou que votará contra, argumentando que a decisão representa um retrocesso nas políticas de apoio social escolar.

Em causa está uma mudança no modelo de apoios da ASE que, segundo a autarquia, pretende concentrar os recursos nos alunos com maiores dificuldades económicas, enquanto a oposição critica o impacto no orçamento das famílias de classe média.

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