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Mesmo com crise hídrica, Sanepar descarta possibilidade de rodízio

12 June 2026 at 20:00

Apesar do cenário de escassez hídrica que levou o governo do Paraná a decretar emergência em parte do estado, a Sanepar descarta, neste momento, a necessidade de adotar rodízio no abastecimento de água.

 

Em entrevista à CNN, o presidente da companhia, Wilson Bley, afirmou que a empresa já possui um plano de contingência para enfrentar eventuais problemas de abastecimento, mas avalia que o avanço do fenômeno El Niño deve trazer volumes significativos de chuva para o estado nos próximos meses.

 

No início de maio, a Sanepar decretou situação de emergência hídrica e proibiu o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais. De acordo com a companhia, 69% dos reservatórios monitorados operam fora das condições consideradas normais e, desse total, cerca de 17% estão em situação de estiagem.

O decreto prevê uma série de medidas para preservar os recursos hídricos, incluindo a possibilidade de adoção de rodízio no abastecimento. Apesar disso, a avaliação da empresa é que o cenário climático esperado para os próximos meses deve reduzir a pressão sobre os sistemas de captação e armazenamento de água.

 

A última vez que o Paraná passou por um período de rodízio, a situação perdurou por quase dois anos. Entre março de 2020 e janeiro de 2022, Curitiba e municípios da Região Metropolitana passaram por um dos mais longos relacionamentos da história recente do estado, em meio à pior estiagem registrada em quase um século.

 

Segundo projeções meteorológicas, o El Niño voltou a se formar e pode ter intensidade significativa nos próximos meses, aumentando a ocorrência de chuvas em parte da região Sul do país. A expectativa da Sanepar é que esse cenário contribua para a recuperação gradual dos reservatórios e afaste o risco de medidas mais restritivas no abastecimento.

Redução de perdas d’água abasteceria 48 milhões de pessoas, aponta estudo

12 June 2026 at 11:00

A redução de perdas de água no Brasil poderia abastecer e beneficiar cerca de 48 milhões de pessoas, segundo mostrou um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados.

Durante o processo de abastecimento de água, podem ocorrer perdas por vários motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.

Esses desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das companhias, o que deixa mais caro o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, os clientes.

O levantamento foi elaborado a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), com base em 2024 e compreende as cinco regiões do país, além dos estados e o DF, além dos 100 municípios mais populosos do país (incluindo as capitais), que figuraram no Ranking do Saneamento de 2026.

Em volume economizado, a marca seria de 2,8 bilhões de m³ por ano, número suficiente para abastecer a população do Canadá durante um ano. O país conta com 41,4 milhões de habitantes.

Ao todo, o Brasil perde 39,5% da água potável nos sistemas de distribuição e tem como meta reduzir as perdas para 25% até 2033, ano limite determinado pelo Marco Legal do setor

Sancionado em 2023, o marco já ultrapassou metade do prazo, espalhando dúvidas sobre a capacidade de alcance das metas fixadas até 2033.

O Novo Marco Legal do Saneamento estipulou que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

Segundo mostrou a CNN, um levantamento da Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), apontou que apenas apenas 94 municípios caminham rumo à universalização dos serviços de água e esgoto no país.

Entre as capitais, Curitiba (PR) apresenta o melhor desempenho e é a única com pontuação suficiente para entrar na categoria “rumo à universalização”.

Na lista das cidades de grande porte, as melhores classificações estão com Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara D’Oeste (SP).

Já na região Norte – as capitais Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Porto Velho (RO) — registraram desempenho ruim, mostrando pouco depois da estipulação do marco legal.

 

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