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Chamada pública do BNDES visa fortalecer bacias hidrográficas

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O fortalecimento das bacias hidrográficas e o combate à escassez de água em grandes centros urbanos do Brasil são os objetivos da chamada pública lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O valor total é de até R$ 120 milhões, dos quais R$ 60 milhões serão financiados pelo BNDES e o restante por parceiros públicos ou privados. 

Notícias relacionadas:

Para o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, é uma urgência preparar as cidades para um cenário de redução de até 40% da disponibilidade hídrica em várias regiões brasileiras.

“Ao restaurar nascentes, matas ciliares e bacias hidrográficas que abastecem as grandes metrópoles, estamos investindo em resiliência e adaptação climática e garantindo segurança hídrica para milhões de brasileiros”, disse.  

Mercadante frisou que essa é a orientação do governo do presidente Lula: “enfrentar a mudança do clima protegendo quem mais precisa".

Projetos

Serão apoiados projetos diretamente nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Rio de Janeiro, Distrito Federal e cidades satélites, além de Fortaleza, Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco.

Serão objeto também da chamada regiões que impactem positivamente as bacias hidrográficas que componham seu sistema de abastecimento hídrico. 

A Agência Nacional de Águas (ANA) identificou entre as áreas críticas municípios com risco elevado de desabastecimento, mananciais afetados por poluição e bacias em situação de alerta hídrico.

Serão selecionados projetos com investimentos entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, com prazo de execução de até 48 meses. As propostas deverão contemplar obrigatoriamente ações de restauração ecológica ou produtiva com vegetação nativa em nascentes e margens de rios, contribuindo para a recuperação ambiental e a melhoria da qualidade dos recursos hídricos.

Os projetos selecionados poderão ser implantados em unidades de conservação (UCs), áreas de preservação permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) em imóveis rurais de até quatro módulos fiscais e em assentamentos de reforma agrária, territórios indígenas (TIs), quilombolas e outras comunidades tradicionais, além de áreas públicas urbanas, ressaltou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa.

Poderão participar da chamada pública pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e de direito público interno federal e estadual, tais como Fundações, podendo apresentar projetos em rede com duas ou mais organizações atuando em parceria.

Os critérios que serão avaliados pelo BNDES são: 

  • Alinhamento a políticas públicas, 
  • Impacto positivo sobre biodiversidade, 
  • Capacidade técnica das instituições proponentes, 
  • Qualidade da proposta, 
  • Volume de contrapartida
  • Potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e 
  • Recuperação da qualidade da água 

Os projetos terão prazo de 90 dias para apresentação das propostas. 

A comissão de seleção será composta pelo BNDES, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e instituições apoiadoras da iniciativa.

Chamada pública do BNDES visa fortalecer bacias hidrográficas

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O fortalecimento das bacias hidrográficas e o combate à escassez de água em grandes centros urbanos do Brasil são os objetivos da chamada pública lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O valor total é de até R$ 120 milhões, dos quais R$ 60 milhões serão financiados pelo BNDES e o restante por parceiros públicos ou privados. 

Notícias relacionadas:

Para o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, é uma urgência preparar as cidades para um cenário de redução de até 40% da disponibilidade hídrica em várias regiões brasileiras.

“Ao restaurar nascentes, matas ciliares e bacias hidrográficas que abastecem as grandes metrópoles, estamos investindo em resiliência e adaptação climática e garantindo segurança hídrica para milhões de brasileiros”, disse.  

Mercadante frisou que essa é a orientação do governo do presidente Lula: “enfrentar a mudança do clima protegendo quem mais precisa".

Projetos

Serão apoiados projetos diretamente nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Rio de Janeiro, Distrito Federal e cidades satélites, além de Fortaleza, Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco.

Serão objeto também da chamada regiões que impactem positivamente as bacias hidrográficas que componham seu sistema de abastecimento hídrico. 

A Agência Nacional de Águas (ANA) identificou entre as áreas críticas municípios com risco elevado de desabastecimento, mananciais afetados por poluição e bacias em situação de alerta hídrico.

Serão selecionados projetos com investimentos entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, com prazo de execução de até 48 meses. As propostas deverão contemplar obrigatoriamente ações de restauração ecológica ou produtiva com vegetação nativa em nascentes e margens de rios, contribuindo para a recuperação ambiental e a melhoria da qualidade dos recursos hídricos.

Os projetos selecionados poderão ser implantados em unidades de conservação (UCs), áreas de preservação permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) em imóveis rurais de até quatro módulos fiscais e em assentamentos de reforma agrária, territórios indígenas (TIs), quilombolas e outras comunidades tradicionais, além de áreas públicas urbanas, ressaltou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa.

Poderão participar da chamada pública pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e de direito público interno federal e estadual, tais como Fundações, podendo apresentar projetos em rede com duas ou mais organizações atuando em parceria.

Os critérios que serão avaliados pelo BNDES são: 

  • Alinhamento a políticas públicas, 
  • Impacto positivo sobre biodiversidade, 
  • Capacidade técnica das instituições proponentes, 
  • Qualidade da proposta, 
  • Volume de contrapartida
  • Potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e 
  • Recuperação da qualidade da água 

Os projetos terão prazo de 90 dias para apresentação das propostas. 

A comissão de seleção será composta pelo BNDES, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e instituições apoiadoras da iniciativa.

Presidência da COP30 apresenta premissas do Mapa do Caminho na Europa

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A Presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) compartilhou nesta sexta-feira (12), em reunião aberta em Bonn, na Alemanha, os elementos centrais do Mapa do Caminho internacional proposto para a transição energética.

Entre as quatro premissas definidas está a necessidade de atribuir responsabilidades diferenciadas a grupos sociais distintos, minimizando os impactos sobre as comunidades e trabalhadores dependentes de combustíveis fósseis.

Notícias relacionadas:

Presidida pelo Brasil, a COP30 foi realizada em Belém, no Pará, em novembro do ano passado, e pretende deixar o guia para a transição energética como legado. O documento será lançado antes da 31ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro.

Foram apresentados na cidade alemã os resultados de uma consulta pública que colheu contribuição para o plano, que busca a substituição dos combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa.

A ideia é acelerar a transição energética nesta década crítica, de modo a alcançar emissões líquidas zero até 2050. Esse patamar significa que as emissões vão ser absorvidas de forma duradoura pela natureza e por outras medidas de remoção de dióxido de carbono da atmosfera, de modo que a concentração desse gás não continue a aumentar.

Segundo a Presidência da COP30, o Mapa do Caminho será direcionado por quatro premissas principais:

  • "Refletir as circunstâncias nacionais diversas, incluindo diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico, acesso à energia, dependência de combustíveis fósseis, capacidade de transição, entre outros, sem recorrer a categorizações simplistas;
  • "Ser uma ferramenta não prescritiva, flexível e orientada à implementação prática, criando impulso para roteiros nacionais e permitindo trajetórias determinadas nacionalmente e específicas para cada país";
  • "Propor um marco/conjunto de princípios que avalie a dependência de combustíveis fósseis e a prontidão para a transição dos países de forma multidimensional, incluindo indicadores energéticos, econômicos, institucionais e sociais";
  • ⁠"Incorporar abordagens de transição justa, responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades, inclusividade, saúde, gênero, povos indígenas e direitos humanos, assegurando ampla aceitação social e minimizando os impactos sobre as comunidades e trabalhadores dependentes de combustíveis fósseis".

Ainda de acordo com a Presidência da COP30, as barreiras nacionais e internacionais à transição energética se dividem em quatro grandes temas, cada um com questões específicas a serem tratadas:

  • econômicas e financeiras;
  • tecnológicas e de infraestrutura;
  • institucionais e de governança;
  • sociais e políticas.

Consulta pública

A proposta recebeu contribuições de 115 países e 247 atores não estatais. Segundo a Presidência da COP30, o nível de engajamento foi acima do esperado para uma iniciativa lançada há apenas seis meses.

As consultas realizadas até agora indicam que o mapa do caminho deverá se concentrar menos em metas uniformes e mais nos obstáculos concretos que dificultam a transição, como dependência fiscal do petróleo, subsídios aos combustíveis fósseis, acesso a financiamento, desenvolvimento industrial e proteção de trabalhadores e comunidades dependentes do setor. 

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, lembrou que a recente crise geopolítica no Oriente Médio mostrou com muita clareza como os combustíveis fósseis estão ligados a vulnerabilidades, e que é preciso lidar com isso no caminho global.

"A grande vantagem da implementação é que temos muito mais liberdade para implementar do que para negociar. A negociação exige consenso; a implementação não", diz o diplomata.

Presidência da COP30 apresenta premissas do Mapa do Caminho na Europa

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Entre as quatro premissas definidas está a necessidade de atribuir responsabilidades diferenciadas a grupos sociais distintos, minimizando os impactos sobre as comunidades e trabalhadores dependentes de combustíveis fósseis.

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Presidida pelo Brasil, a COP30 foi realizada em Belém, no Pará, em novembro do ano passado, e pretende deixar o guia para a transição energética como legado. O documento será lançado antes da 31ª Conferência sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro.

Foram apresentados na cidade alemã os resultados de uma consulta pública que colheu contribuição para o plano, que busca a substituição dos combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa.

A ideia é acelerar a transição energética nesta década crítica, de modo a alcançar emissões líquidas zero até 2050. Esse patamar significa que as emissões vão ser absorvidas de forma duradoura pela natureza e por outras medidas de remoção de dióxido de carbono da atmosfera, de modo que a concentração desse gás não continue a aumentar.

Segundo a Presidência da COP30, o Mapa do Caminho será direcionado por quatro premissas principais:

  • "Refletir as circunstâncias nacionais diversas, incluindo diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico, acesso à energia, dependência de combustíveis fósseis, capacidade de transição, entre outros, sem recorrer a categorizações simplistas;
  • "Ser uma ferramenta não prescritiva, flexível e orientada à implementação prática, criando impulso para roteiros nacionais e permitindo trajetórias determinadas nacionalmente e específicas para cada país";
  • "Propor um marco/conjunto de princípios que avalie a dependência de combustíveis fósseis e a prontidão para a transição dos países de forma multidimensional, incluindo indicadores energéticos, econômicos, institucionais e sociais";
  • ⁠"Incorporar abordagens de transição justa, responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e respectivas capacidades, inclusividade, saúde, gênero, povos indígenas e direitos humanos, assegurando ampla aceitação social e minimizando os impactos sobre as comunidades e trabalhadores dependentes de combustíveis fósseis".

Ainda de acordo com a Presidência da COP30, as barreiras nacionais e internacionais à transição energética se dividem em quatro grandes temas, cada um com questões específicas a serem tratadas:

  • econômicas e financeiras;
  • tecnológicas e de infraestrutura;
  • institucionais e de governança;
  • sociais e políticas.

Consulta pública

A proposta recebeu contribuições de 115 países e 247 atores não estatais. Segundo a Presidência da COP30, o nível de engajamento foi acima do esperado para uma iniciativa lançada há apenas seis meses.

As consultas realizadas até agora indicam que o mapa do caminho deverá se concentrar menos em metas uniformes e mais nos obstáculos concretos que dificultam a transição, como dependência fiscal do petróleo, subsídios aos combustíveis fósseis, acesso a financiamento, desenvolvimento industrial e proteção de trabalhadores e comunidades dependentes do setor. 

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, lembrou que a recente crise geopolítica no Oriente Médio mostrou com muita clareza como os combustíveis fósseis estão ligados a vulnerabilidades, e que é preciso lidar com isso no caminho global.

"A grande vantagem da implementação é que temos muito mais liberdade para implementar do que para negociar. A negociação exige consenso; a implementação não", diz o diplomata.

Trabalhadores denunciam contaminação com material radioativo no Ipen

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A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) solicitou esclarecimentos após denúncia sobre possível contaminação por material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), zona oeste da capital.

“Nesses casos, a ANSN adota procedimento regular de verificação técnica, solicitando os registros e informações necessários à adequada avaliação da situação reportada”, divulgou a autoridade nessa quinta-feira (11).

Notícias relacionadas:

Os relatos de contaminação com material radioativo nas dependências do Ipen levaram o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) a solicitar posicionamento oficial e providências em relação à ocorrência.

O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo as entidades de trabalhadores, a solicitação foi enviada às direções do Ipen e da CNEN.

Em nota, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou que o incidente consta em Relatório de Ocorrência Interna (ROI) nº 04/2026, de 29 de maio de 2026. O relatório segue para análise da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). “O documento foi elaborado por profissionais habilitados em proteção radiológica, que analisaram detalhadamente o episódio envolvendo a presença de traços de tecnécio-99 durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave utilizada no processo produtivo do radiofármaco. Além disso, aponta as medições realizadas, os procedimentos adotados e os resultados obtidos”, informou a comissão. 

Segundo a CNEN, o relatório descreve que o incidente envolveu dois trabalhadores - Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOEs) — os quais foram submetidos a exames in vivo (Contador de Corpo Inteiro). “As contagens detectadas foram baixas e demonstraram que não houve contaminação interna. A contaminação ficou restrita à área controlada, do Centro de Radiofarmácia do Instituto”, diz a nota.

Informações divulgadas pelo Sindsef-SP dão conta de que a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos, inclusive terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da situação.

“Consta também que parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações sobre a adequação da infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos”, diz nota do sindicato.

Diante da potencial gravidade do caso, a entidade solicita a divulgação de informações oficiais sobre a ocorrência, incluindo o material radioativo envolvido, o número de trabalhadores potencialmente atingidos, os níveis de contaminação detectados, os riscos à saúde e as medidas adotadas pela administração para contenção da ocorrência.

Denúncia de sucateamento

“Este não é, infelizmente, um caso isolado. Diversos outros casos e eventos, não diretamente ligados à contaminação por material radioativo, vêm ocorrendo por conta dos cortes no orçamento, da redução do quadro de pessoal e também de deficiências de gestão”, diz a entidade, ao lembrar de problemas ocorridos no Reator IEA-R1, como o incêndio da Sala de Controle, em março deste ano.

Os representantes dos trabalhadores ressaltam que já vinham denunciando o desmonte e sucateamento do Ipen, além de cobrar investimento em infraestrutura, concurso, contratação de servidores e a definição de uma verdadeira e soberana estratégia para o Programa Nuclear Brasileiro.

“O que vemos, ao contrário, é que os últimos governos, há mais de 15 anos, vêm, paulatina e continuamente, impondo a ideologia do neoliberalismo no Brasil. A política do ‘arcabouço fiscal’ é só o coroamento desse processo de desmonte do Estado”, acrescenta o Sindsef-SP.

Outro agravante, ainda segundo o sindicato, é que os servidores que trabalham com materiais ou substâncias radioativas estão com os seus exames médicos específicos atrasados em mais de um ano.

A USP informou, em nota, que apesar de estar localizado na Cidade Universitária, o Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Trabalhadores denunciam contaminação com material radioativo no Ipen

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“Nesses casos, a ANSN adota procedimento regular de verificação técnica, solicitando os registros e informações necessários à adequada avaliação da situação reportada”, divulgou a autoridade nessa quinta-feira (11).

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Os relatos de contaminação com material radioativo nas dependências do Ipen levaram o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) a solicitar posicionamento oficial e providências em relação à ocorrência.

O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo as entidades de trabalhadores, a solicitação foi enviada às direções do Ipen e da CNEN.

Em nota, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou que o incidente consta em Relatório de Ocorrência Interna (ROI) nº 04/2026, de 29 de maio de 2026. O relatório segue para análise da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). “O documento foi elaborado por profissionais habilitados em proteção radiológica, que analisaram detalhadamente o episódio envolvendo a presença de traços de tecnécio-99 durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave utilizada no processo produtivo do radiofármaco. Além disso, aponta as medições realizadas, os procedimentos adotados e os resultados obtidos”, informou a comissão. 

Segundo a CNEN, o relatório descreve que o incidente envolveu dois trabalhadores - Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOEs) — os quais foram submetidos a exames in vivo (Contador de Corpo Inteiro). “As contagens detectadas foram baixas e demonstraram que não houve contaminação interna. A contaminação ficou restrita à área controlada, do Centro de Radiofarmácia do Instituto”, diz a nota.

Informações divulgadas pelo Sindsef-SP dão conta de que a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos, inclusive terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da situação.

“Consta também que parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações sobre a adequação da infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos”, diz nota do sindicato.

Diante da potencial gravidade do caso, a entidade solicita a divulgação de informações oficiais sobre a ocorrência, incluindo o material radioativo envolvido, o número de trabalhadores potencialmente atingidos, os níveis de contaminação detectados, os riscos à saúde e as medidas adotadas pela administração para contenção da ocorrência.

Denúncia de sucateamento

“Este não é, infelizmente, um caso isolado. Diversos outros casos e eventos, não diretamente ligados à contaminação por material radioativo, vêm ocorrendo por conta dos cortes no orçamento, da redução do quadro de pessoal e também de deficiências de gestão”, diz a entidade, ao lembrar de problemas ocorridos no Reator IEA-R1, como o incêndio da Sala de Controle, em março deste ano.

Os representantes dos trabalhadores ressaltam que já vinham denunciando o desmonte e sucateamento do Ipen, além de cobrar investimento em infraestrutura, concurso, contratação de servidores e a definição de uma verdadeira e soberana estratégia para o Programa Nuclear Brasileiro.

“O que vemos, ao contrário, é que os últimos governos, há mais de 15 anos, vêm, paulatina e continuamente, impondo a ideologia do neoliberalismo no Brasil. A política do ‘arcabouço fiscal’ é só o coroamento desse processo de desmonte do Estado”, acrescenta o Sindsef-SP.

Outro agravante, ainda segundo o sindicato, é que os servidores que trabalham com materiais ou substâncias radioativas estão com os seus exames médicos específicos atrasados em mais de um ano.

A USP informou, em nota, que apesar de estar localizado na Cidade Universitária, o Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Agência dos Estados Unidos confirma início do fenômeno El Niño

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A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até o final do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.

O órgão afirmou que o início do período de aquecimento é percebido em medições ao longo de toda a faixa tropical do Oceano Pacífico.

Notícias relacionadas:

Em geral o período é classificado como de El Niño quando a média das temperaturas medidas ao longo da faixa equatorial do oceano, entre a Indonésia e a América Central, é de 0,5 grau Celsius acima da média histórica. Na primeira semana de julho as medições apontaram 0,7 grau acima.

A análise dos cientistas do NOAA apontou, ainda, que a probabilidade de um aquecimento com mais de dois graus celsius acima da média é de 63%. Isso configura um El Niño bastante intenso, concentrado entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

No Brasil, isso determina um período de chuvas mais curto e menos intenso nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a possibilidade de secas, além de uma concentração considerável de chuvas na região Sul, afetando principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As duas condições foram observadas em 2024, última incidência do fenômeno, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.

Aquecimento dos oceanos

O professor Ricardo de Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explicou que é difícil fazer afirmações sobre o aumento da frequência ou a redução do intervalo entre fenômenos relacionados ao aquecimento dos oceanos, bem como estabelecer uma relação direta de que esses eventos estejam mais intensos. 

“É importante considerar que a região monitorada é bastante extensa e ela ficando mais quente que o normal é de se esperar que as médias globais de temperatura aumentem, o que aconteceu nesses últimos anos. Também precisamos considerar que os oceanos estão acumulando boa parte desse calor. A gente precisa tomar cuidado para não confundir mudança climática com variabilidade climática. Fenômenos como o El Niño fazem parte da variabilidade natural do planeta”, explica 

Para o professor, os critérios de avaliação do NOAA são consolidados e refletem pesquisas acadêmicas atuais e dados de uma rede ampla de coleta, com dados coletados na atmosfera, na superfície e através de uma rede de boias de profundidade.

"No entanto, a gente sabe que os pesquisadores desses órgãos federais americanos estão enfrentando restrições do uso de certos termos, que foram meio que banidos pela administração Federal nos Estados Unidos, negacionista quanto à importância das mudanças climáticas”, pondera o pesquisador, que destaca a existência de outros centros importantes, como os europeus, o japonês e o australiano. 

Segundo Camargo, as telemetrias e os modelos adotados por esses centros são confiáveis, porém a rede de bóias de profundidade é mantida basicamente pelos Estados Unidos, e sua perda pode afetar consideravelmente a qualidade dos dados. 

O governo Trump já sinalizou o interesse em desligar tanto a rede de bóias do Pacífico e seu equivalente, no Atlântico.

A próxima avaliação do NOAA para o El Niño deve ser publicada em 9 de julho.

Agência dos Estados Unidos confirma início do fenômeno El Niño

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A Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos, declarou ter observado condições condizentes com o fenômeno El Niño ao longo da primeira semana de junho. Segundo a agência, a previsão é que o fenômeno continue até o final do inverno no hemisfério norte, em fevereiro de 2027.

O órgão afirmou que o início do período de aquecimento é percebido em medições ao longo de toda a faixa tropical do Oceano Pacífico.

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Em geral o período é classificado como de El Niño quando a média das temperaturas medidas ao longo da faixa equatorial do oceano, entre a Indonésia e a América Central, é de 0,5 grau Celsius acima da média histórica. Na primeira semana de julho as medições apontaram 0,7 grau acima.

A análise dos cientistas do NOAA apontou, ainda, que a probabilidade de um aquecimento com mais de dois graus celsius acima da média é de 63%. Isso configura um El Niño bastante intenso, concentrado entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027.

No Brasil, isso determina um período de chuvas mais curto e menos intenso nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a possibilidade de secas, além de uma concentração considerável de chuvas na região Sul, afetando principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As duas condições foram observadas em 2024, última incidência do fenômeno, quando o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes históricas.

Aquecimento dos oceanos

O professor Ricardo de Camargo, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explicou que é difícil fazer afirmações sobre o aumento da frequência ou a redução do intervalo entre fenômenos relacionados ao aquecimento dos oceanos, bem como estabelecer uma relação direta de que esses eventos estejam mais intensos. 

“É importante considerar que a região monitorada é bastante extensa e ela ficando mais quente que o normal é de se esperar que as médias globais de temperatura aumentem, o que aconteceu nesses últimos anos. Também precisamos considerar que os oceanos estão acumulando boa parte desse calor. A gente precisa tomar cuidado para não confundir mudança climática com variabilidade climática. Fenômenos como o El Niño fazem parte da variabilidade natural do planeta”, explica 

Para o professor, os critérios de avaliação do NOAA são consolidados e refletem pesquisas acadêmicas atuais e dados de uma rede ampla de coleta, com dados coletados na atmosfera, na superfície e através de uma rede de boias de profundidade.

"No entanto, a gente sabe que os pesquisadores desses órgãos federais americanos estão enfrentando restrições do uso de certos termos, que foram meio que banidos pela administração Federal nos Estados Unidos, negacionista quanto à importância das mudanças climáticas”, pondera o pesquisador, que destaca a existência de outros centros importantes, como os europeus, o japonês e o australiano. 

Segundo Camargo, as telemetrias e os modelos adotados por esses centros são confiáveis, porém a rede de bóias de profundidade é mantida basicamente pelos Estados Unidos, e sua perda pode afetar consideravelmente a qualidade dos dados. 

O governo Trump já sinalizou o interesse em desligar tanto a rede de bóias do Pacífico e seu equivalente, no Atlântico.

A próxima avaliação do NOAA para o El Niño deve ser publicada em 9 de julho.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem ter final de semana de chuva intensa

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta sexta-feira (12) chuva nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com a chegada de temporais, acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas, chuva intensa em curto período de tempo e eventual queda de granizo em toda a região Sul do país.

A presença do fenômeno El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico e deve ganhar intensidade nos próximos meses, podendo alcançar intensidade forte durante a primavera de 2026, de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, da sigla em inglês (NOAA), desenvolvida em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa), divulgada nesta quinta-feira (11).

Região Sul 

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De acordo com a meteorologia, nesta sexta-feira, as instabilidades perdem força e pancadas de chuva com eventuais trovoadas devem ocorrer no leste catarinense e em demais áreas do Sul. Os acumulados variam entre 15 milímetros (mm) e 60 mm em 24 horas. 

Também são previstas rajadas de vento entre 40 e 60 km/h ao longo do dia. As temperaturas mínimas variam entre 10°C no Planalto Sul do Rio Grande do Sul e 20°C no Norte do Paraná e no Nordeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

Já entre a madrugada e a manhã do sábado (13), as instabilidades se afastam da região Sul, mas ainda influenciam na ocorrência de chuva fraca e isolada, principalmente no leste dos estados. Há previsão de geada em áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, acompanhada de nevoeiro.

A Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina prevê nesta sexta-feira (12) chuva intensa e temporais, devido à frente fria, que avança pelo estado associada a um sistema de baixa pressão, que intensifica no mar dando origem a um ciclone extratropical.

Região Sudeste 

Nesta sexta-feira (12), a presença de instabilidade em áreas do Oeste e Sudoeste de São Paulo podem provocar temporais com raios, rajadas de vento, chuva intensa, acompanhada de queda de granizo. A instabilidade se intensifica no Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, provocando pancadas de chuva no Espírito Santo.

No sábado (13), ao longo da madrugada e da manhã, segue a condição de temporais com chuva, eventual queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento no Estado do Rio e nas divisas com o Espírito Santo e Minas Gerais. A chuva perde força ao longo da tarde.

Região Centro-Oeste 

Para sexta-feira (12), existe a previsão de chuva para todos os estados e o Distrito Federal. A chuva pode ser mais intensa entre a manhã e à tarde, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Há possibilidade de queda de granizo entre o centro-norte e o leste de Mato Grosso do Sul. 

Para sábado (13), ainda pode chover em toda a região, atingindo maior intensidade entre o Mato Grosso, no Vale do Aporé, divisa com São Paulo, e Goiás. Há previsão de chuva de menor intensidade para o centro de Goiás, incluindo o Distrito Federal, e o norte mato-grossense. 

Região Norte

Para sexta-feira (12), existe a previsão de formação de áreas de instabilidade na região que favorecem a ocorrência de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas de trovoadas isoladas.

Os maiores acumulados são esperados para o noroeste do Amazonas, com chuvas intensas, que podem atingir também o sul do Pará. Já o estado do Tocantins permanecerá com tempo estável, predomínio de sol e sem chuva.

Para sábado (13), as condições seguem semelhantes, com maiores acumulados esperados para o noroeste do Amazonas.

Região Nordeste 

Para sexta-feira (12) e sábado (13), a previsão de chuva concentra-se principalmente na faixa litorânea que se estende desde o Maranhão ao norte de Alagoas.

Nesta área são esperadas chuvas isoladas. As demais áreas do Nordeste têm previsão de tempo firme com predomínio de sol, com as temperaturas máximas atingindo os 36ºC, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem ter final de semana de chuva intensa

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta sexta-feira (12) chuva nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com a chegada de temporais, acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas, chuva intensa em curto período de tempo e eventual queda de granizo em toda a região Sul do país.

A presença do fenômeno El Niño voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico e deve ganhar intensidade nos próximos meses, podendo alcançar intensidade forte durante a primavera de 2026, de acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, da sigla em inglês (NOAA), desenvolvida em cooperação com a Agência Espacial Americana (Nasa), divulgada nesta quinta-feira (11).

Região Sul 

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De acordo com a meteorologia, nesta sexta-feira, as instabilidades perdem força e pancadas de chuva com eventuais trovoadas devem ocorrer no leste catarinense e em demais áreas do Sul. Os acumulados variam entre 15 milímetros (mm) e 60 mm em 24 horas. 

Também são previstas rajadas de vento entre 40 e 60 km/h ao longo do dia. As temperaturas mínimas variam entre 10°C no Planalto Sul do Rio Grande do Sul e 20°C no Norte do Paraná e no Nordeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

Já entre a madrugada e a manhã do sábado (13), as instabilidades se afastam da região Sul, mas ainda influenciam na ocorrência de chuva fraca e isolada, principalmente no leste dos estados. Há previsão de geada em áreas do Rio Grande do Sul e Paraná, acompanhada de nevoeiro.

A Secretaria de Defesa Civil de Santa Catarina prevê nesta sexta-feira (12) chuva intensa e temporais, devido à frente fria, que avança pelo estado associada a um sistema de baixa pressão, que intensifica no mar dando origem a um ciclone extratropical.

Região Sudeste 

Nesta sexta-feira (12), a presença de instabilidade em áreas do Oeste e Sudoeste de São Paulo podem provocar temporais com raios, rajadas de vento, chuva intensa, acompanhada de queda de granizo. A instabilidade se intensifica no Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, provocando pancadas de chuva no Espírito Santo.

No sábado (13), ao longo da madrugada e da manhã, segue a condição de temporais com chuva, eventual queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento no Estado do Rio e nas divisas com o Espírito Santo e Minas Gerais. A chuva perde força ao longo da tarde.

Região Centro-Oeste 

Para sexta-feira (12), existe a previsão de chuva para todos os estados e o Distrito Federal. A chuva pode ser mais intensa entre a manhã e à tarde, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Há possibilidade de queda de granizo entre o centro-norte e o leste de Mato Grosso do Sul. 

Para sábado (13), ainda pode chover em toda a região, atingindo maior intensidade entre o Mato Grosso, no Vale do Aporé, divisa com São Paulo, e Goiás. Há previsão de chuva de menor intensidade para o centro de Goiás, incluindo o Distrito Federal, e o norte mato-grossense. 

Região Norte

Para sexta-feira (12), existe a previsão de formação de áreas de instabilidade na região que favorecem a ocorrência de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas de trovoadas isoladas.

Os maiores acumulados são esperados para o noroeste do Amazonas, com chuvas intensas, que podem atingir também o sul do Pará. Já o estado do Tocantins permanecerá com tempo estável, predomínio de sol e sem chuva.

Para sábado (13), as condições seguem semelhantes, com maiores acumulados esperados para o noroeste do Amazonas.

Região Nordeste 

Para sexta-feira (12) e sábado (13), a previsão de chuva concentra-se principalmente na faixa litorânea que se estende desde o Maranhão ao norte de Alagoas.

Nesta área são esperadas chuvas isoladas. As demais áreas do Nordeste têm previsão de tempo firme com predomínio de sol, com as temperaturas máximas atingindo os 36ºC, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026

11 June 2026 at 22:20

O desmatamento na Amazônia Legal teve redução de 61,4% em maio deste ano, em relação ao mesmo mês de 2025. É a maior redução percentual de desmatamento já registrada na região. Foram 370 quilômetros quadrados de supressão de vegetação no mês passado, contra 960 quilômetros quadrados em maio de 2025.

Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) foram divulgados, nesta quinta-feira (11), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília.

Os números do Deter, gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), orientam as equipes em campo para ações de combate ao desmatamento, especialmente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, explicou que a redução é um marco. Isso porque, historicamente, o desmatamento aumenta no mês de maio, início da estação seca na Amazônia.

“Nós monitoramos isso dia a dia com uma certa aflição. Com o Ibama indo a campo fazendo os embargos remotos, o ICMBio indo a campo impedindo o desmatamento em unidades de conservação federais e também agindo em terras indígenas e assentamentos, conseguimos esse feito fundamental”, disse o ministro.

Já a taxa anual de desmatamento é extraída do sistema do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. A expectativa, segundo Capobianco, é ter no próximo período, a ser consolidado em 31 de julho deste ano, o menor número final de desmatamento da história da Amazônia.

No período agregado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda no desmatamento foi de 37,5%, em relação a agosto de 2024/maio de 2025. A área desmatada no período foi de 2.189 quilômetros quadrados, também a menor da história.

“Isso mostra que o controle de desmatamento na Amazônia está funcionando”, disse Capobianco, citando ações anunciadas ontem pelo presidente Lula, em cerimônia pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Entre os alertas de desmatamento do Deter, 37,1% foram em áreas regularizadas. Na Amazônia Legal, o desmatamento permitido em propriedades privadas é de 20% da área, de acordo com as regras do Código Florestal.

Já 21,3% dos alertas ocorreram em cima de floresta públicas não destinadas e 17,4% em áreas sem registro fundiário, ou seja, áreas de desmatamento ilegal.

Cerrado

O Inpe apresentou ainda os dados de alertas para o Cerrado, que apontam para uma tendência de queda no desmatamento no bioma. Em maio de 2026, houve redução de 12,2% no desmatamento, em relação a maio do ano passado.

Para o período agregado de agosto de 2025 a maio deste ano, a queda na supressão de vegetação foi de 8,2% em relação ao período anterior. Foram de 4.208 quilômetros quadrados de floresta desmatada.

No caso do Cerrado, 73,4% do desmatamento ocorreu em propriedades privadas já regularizadas. Nesse bioma, 65% das áreas podem ser desmatadas, ou seja, é um desmatamento legal do ponto de vista de autorização.

Acusação dos EUA

A persistência do desmatamento ilegal no Brasil é uma das alegações dos Estados Unidos para a imposição de tarifas adicionais a produtos brasileiros importados no país. No início deste mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu uma taxação punitiva de 25% diante de práticas brasileiras “irrazoáveis” e que “oneram ou restringem” o comércio estadunidense.

Na avaliação do USTR, mesmo o Brasil tendo um marco legal para combater desmatamentos ilegais, o país tem um histórico de falhas na sua aplicação eficaz.

O ministro João Paulo Capobianco ressaltou que os dados mostram o contrário. “O Brasil está agindo objetivamente e obtendo resultados comprovados pela pesquisa, pelos estudos científicos, de que a Amazônia está numa nova situação com controle ambiental, com resultados realmente muito positivos”, disse.

O presidente Lula reforçou que os Estados Unidos estão equivocados quando questionam as ações do Brasil contra o desmatamento. “Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a zero até 2030”, disse Lula sobre as metas brasileiras na área do meio ambiente e mudanças climáticas.

“Isso é uma decisão do nosso governo, é por uma questão de justiça e de participação do Brasil para ajudar o planeta Terra, cumprir com a nossa obrigação de tentar evitar o desmatamento o máximo possível e provando que o não-desmatamento é mais lucrativo do que o desmatamento”, acrescentou.

O ministro também classificou como inverdade a alegação de que o Brasil estaria exportando madeira de origem ilegal. “Toda a madeira exportada pelo Brasil é monitorada. Existe toda cadeia de custódia, com código de barras detalhado, tudo que é extraído no manejo florestal na Amazônia é devidamente acompanhado”, acrescentou.

© Polícia Federal/divulgação

Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026
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