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Isabel dos Santos “dececionada” com João Lourenço diz que Angola “está sem rumo”

A empresária Isabel dos Santos manifestou-se esta quarta-feira “dececionada” com a governação do Presidente angolano, João Lourenço, disse que o país “está a navegar sem rumo” com pobreza e desemprego e espera por melhor gestão do país após 2027.

De acordo com Isabel dos Santos, passados quase dez anos de governação do Presidente angolano, o país regrediu e “não atingiu o patamar em que deveria estar”, tendo lamentado as elevadas taxas de desemprego, pobreza, a desvalorização do kwanza (moeda angolana) e o baixo poder de compra das famílias.

“Portanto, eu diria que estou dececionada, porque esperava mais e melhor para o meu país”, disse hoje a empresária em entrevista à Rádio Essencial.

Em declarações à emissora angolana, sediada em Luanda, lamentou a atual condição social e económica das famílias angolanas e afirmou que esperava mais e melhor da equipa económica do Governo que, no seu entender, implementa políticas “que não ajudam o povo”.

“São desnecessários impostos tão altos quando ainda há uma economia tão frágil. Tantas pessoas em situações frágeis. A Administração Geral Tributária (AGT), a política económica, as inspeções constantes às empresas, a burocracia, são fatores que me deixam dececionada”, apontou.

Reiterou a sua “deceção” com a gestão do país e espera que o próximo governo, saído das eleições gerais de 2027 possa “gerir melhor o país” independentemente de quem vencer as eleições.

“Mesmo que seja o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder desde 1975) o partido vencedor, espero que seja outro governo e outra liderança. Não a liderança que segue este formato. Para mim a economia é a vida do cidadão do dia a dia”, frisou.

Isabel dos Santos, que assumiu ser “militante de base” do MPLA, considerou mesmo que Angola “está a navegar sem rumo”, criticou a política fiscal da AGT que “sufoca empresas” bem como as “atrocidades” da justiça angolana que afastam investidores estrangeiros.

Defendeu que Angola precisa de uma economia que funcione e de confiança centrada na justiça.

“Infelizmente, nós continuamos com uma justiça com ordens superiores, com acusações que são mais por perseguição política do que realmente querer trazer a verdade do povo”, salientou, considerando que lhe foram imputadas, pelas autoridades angolanas, “oito acusações falsas”.

Segundo a empresária angolana, as referidas acusações – com processos um curso nos órgãos judiciais angolanas de alegada utilização de fundos públicos para seus investimentos – têm motivações políticas.

“Estou a ser acusada de coisas que não existiram, que não aconteceram. Por razões políticas, por vingança, por revanchismo, divisões internas do MPLA, duas fações que existem, que lutam entre si. E eu, por ser filha do antigo Presidente da República, de certa forma sou usada e apanhada neste meio de situações”, lamentou.

À Essencial, numa entrevista de hora e meia, a filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, defendeu ainda edificação de uma “Angola justa para todos os angolanos”, garantindo que “não vai desistir de Angola”.

Fora de Angola desde o início do mandato de João Lourenço, disse que não pode regressar ao país por alegada “perseguição política” tutelada pela Procuradoria-Geral da República.

Por fim, enalteceu as múltiplas candidaturas para a eleição do próximo presidente do MPLA, no IX Congresso Ordinário agendado para os dias 9 e 10 de dezembro próximo, lamentou as reclamações de pré-candidatos sobre alegadas irregularidades no processo e assegurou que não vai apoiar o MPLA, nas eleições de 2027, se o presidente do partido for João Lourenço.

Tribunal da Relação de Lisboa dá razão a Isabel dos Santos e afasta acusações de fraude no caso Efacec

Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (10) que o governo estuda a possibilidade de enviar mensagens para celulares roubados alertando o usuário a devolver o aparelho nas agências dos Correios em vez de uma delegacia. 

“Eu vou disparar o sinalzinho [mensagem] para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências”, destacou Lula durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que aponta a existência de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em todo o país.

"Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Eu ia apertar um botãozinho e passar a mensagem dizendo que todas as 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver", explicou.

Atualmente, o aplicativo Celular Seguro  permite bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias disponibilizadas no smartphone em casos de roubo, furto ou extravio.

Distribuição de renda

Na reunião, Lula defendeu as políticas de distribuição de renda e inclusão social em relação a números isolados de crescimento econômico. 

“O que é importante é que aos poucos a gente vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas”, afirmou.

Ele citou que nesta quinta-feira (11) o governo entregará documentação de terras quilombolas, que a cerimônia marcará "48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país.”

O presidente fez críticas à reação do mercado financeiro diante das metas fiscais do governo. “Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo.”

Brasil na Copa do Mundo

O presidente Lula desejou que a seleção brasileira vença, neste sábado (13), na partida de estreia da Copa do Mundo de 2026, contra a equipe do Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos.

“Já errei em 1982, 1986. Mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom”.

* Colaborou Marcelo Brandão

Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (10) que o governo estuda a possibilidade de enviar mensagens para celulares roubados alertando o usuário a devolver o aparelho nas agências dos Correios em vez de uma delegacia. 

“Eu vou disparar o sinalzinho [mensagem] para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências”, destacou Lula durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que aponta a existência de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em todo o país.

"Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Eu ia apertar um botãozinho e passar a mensagem dizendo que todas as 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver", explicou.

Atualmente, o aplicativo Celular Seguro  permite bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias disponibilizadas no smartphone em casos de roubo, furto ou extravio.

Distribuição de renda

Na reunião, Lula defendeu as políticas de distribuição de renda e inclusão social em relação a números isolados de crescimento econômico. 

“O que é importante é que aos poucos a gente vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas”, afirmou.

Ele citou que nesta quinta-feira (11) o governo entregará documentação de terras quilombolas, que a cerimônia marcará "48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país.”

O presidente fez críticas à reação do mercado financeiro diante das metas fiscais do governo. “Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo.”

Brasil na Copa do Mundo

O presidente Lula desejou que a seleção brasileira vença, neste sábado (13), na partida de estreia da Copa do Mundo de 2026, contra a equipe do Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos.

“Já errei em 1982, 1986. Mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom”.

* Colaborou Marcelo Brandão

Autoridade Tributária explica: descubra quando é importante pedir número de contribuinte (NIF) na fatura

10 June 2026 at 21:20

Pedir fatura com número de contribuinte continua a ser uma prática importante para muitos consumidores portugueses, sobretudo quando está em causa a possibilidade de beneficiar de deduções no IRS. Apesar de ser um gesto simples no momento da compra ou da prestação de um serviço, o NIF na fatura ajuda a garantir que a despesa fica associada ao contribuinte e comunicada à Autoridade Tributária (AT).

A AT explica que, para as despesas poderem ser aceites como deduções à coleta de IRS, devem, por regra, estar suportadas por faturas, faturas simplificadas ou faturas-recibo com o NIF do adquirente inscrito.

Estes documentos têm ainda de titular aquisições de bens ou prestações de serviços comunicadas eletronicamente à AT ou emitidas no Portal das Finanças, de acordo com a informação oficial disponível no Portal das Finanças.

O porquê de colocar o NIF nas faturas

A indicação do NIF permite que as despesas fiquem registadas no e-Fatura e possam ser consideradas no cálculo das deduções, quando cumpram os requisitos legais. Ao mesmo tempo, este procedimento ajuda a tornar as operações mais transparentes, uma vez que cada fatura comunicada contribui para o controlo fiscal das compras e serviços prestados.

Obrigação de emitir fatura

Segundo o Código do IVA, os sujeitos passivos são obrigados a emitir fatura por cada transmissão de bens ou prestação de serviços, mesmo que o cliente não a peça. Esta obrigação aplica-se independentemente da qualidade do adquirente ou destinatário dos serviços, conforme resulta do artigo 29.º do Código do IVA, disponível no Portal das Finanças.

A fatura deve ser emitida, em regra, o mais tardar até ao quinto dia útil seguinte ao momento em que o imposto é devido, segundo o artigo 36.º do Código do IVA. Já a comunicação dos elementos das faturas à AT deve ser feita até ao dia 5 do mês seguinte ao da emissão, como esclarece a própria Autoridade Tributária nas perguntas frequentes do e-Fatura.

Como confirmar se as faturas foram comunicadas

Os contribuintes podem consultar as faturas na App e-Fatura ou no Portal das Finanças, acedendo à área de adquirente. Se uma fatura emitida com NIF não estiver disponível, o consumidor pode registá-la manualmente, desde que tenha o documento na sua posse, de acordo com as instruções da AT.

Existem, no entanto, situações com regras próprias. O Portal das Finanças esclarece que algumas despesas podem ser comprovadas por faturas, faturas-recibo, faturas simplificadas ou outros documentos quando o fornecedor esteja dispensado dessa obrigação.

Nas despesas de saúde e educação, por exemplo, há situações em que recibos ou documentos equivalentes podem ser relevantes, desde que cumpram os requisitos legais e permitam identificar a operação.

Quando o comerciante se recusa a emitir fatura

A recusa em emitir fatura, quando existe obrigação legal, não deve ser ignorada. A AT esclarece que os sujeitos passivos estão sempre obrigados a emitir fatura, mesmo quando o adquirente não a exige, e devem comunicar esses elementos à AT até ao prazo previsto na lei.

Perante uma recusa, o consumidor pode participar a situação em qualquer serviço de atendimento da AT, identificando o agente económico da forma mais completa possível, incluindo nome do estabelecimento, morada ou designação social. Esta comunicação permite que a Autoridade Tributária possa atuar sobre a situação reportada.

Uma prática simples com impacto direto

Pedir fatura com NIF e confirmar os documentos no e-Fatura são passos importantes para garantir que as despesas ficam corretamente registadas para efeitos de IRS. A AT lembra ainda que o contribuinte deve comunicar e confirmar no Portal das Finanças, até 25 de fevereiro do ano seguinte, se as despesas estão corretamente registadas.

Leia também: Banco tira 5.738€ da pensão mensal de 8.348€ a homem que já esteve na lista dos mais ricos de Portugal: este é o motivo

Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI

10 June 2026 at 20:16

Logo Agência Brasil

O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneos criado pelo Banco Central, como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (10) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.

Notícias relacionadas:

“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, disse o ministro.

O que são marcas de alto renome

 As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por terem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). 

Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, "independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada".

De acordo com o ministério, a publicação com o reconhecimento ocorrerá na próxima (16), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), veículo oficial que divulga as decisões do INPI.

Ataque dos EUA

O sistema brasileiro tem sido alvo de ataques do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

No início do mês, um relatório do escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o Pix brasileiro de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.  O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre produtos brasileiros por "práticas desleais". 

O anúncio dos EUA provocou uma reação do governo brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o sistema é do Brasil e por ser gratuito, rápido e estar movimentando mais recursos em comparação às tradicionais bandeiras de cartão de crédito "assusta" os norte-americanos

“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou em evento em Goiás, no dia 2 de junho.

* Com informações do MDIC

Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI

10 June 2026 at 20:16

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O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneos criado pelo Banco Central, como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (10) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.

Notícias relacionadas:

“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, disse o ministro.

O que são marcas de alto renome

 As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por terem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). 

Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, "independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada".

De acordo com o ministério, a publicação com o reconhecimento ocorrerá na próxima (16), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), veículo oficial que divulga as decisões do INPI.

Ataque dos EUA

O sistema brasileiro tem sido alvo de ataques do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

No início do mês, um relatório do escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o Pix brasileiro de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.  O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre produtos brasileiros por "práticas desleais". 

O anúncio dos EUA provocou uma reação do governo brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o sistema é do Brasil e por ser gratuito, rápido e estar movimentando mais recursos em comparação às tradicionais bandeiras de cartão de crédito "assusta" os norte-americanos

“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou em evento em Goiás, no dia 2 de junho.

* Com informações do MDIC

Gigante chinesa vai erguer cidade modular para 5 mil trabalhadores

10 June 2026 at 18:49
Uma cidade inteira será construída em uma área remota da Cordilheira dos Andes para atender um dos mais ambiciosos projetos de mineração da América do Sul. A estrutura, que será montada com módulos fabricados na China, deve receber milhares de trabalhadores envolvidos nas operações do projeto Vicuña, localizado na província de San Juan, na Argentina.O empreendimento chama atenção não apenas pelo tamanho, mas também pelo modelo de construção adotado. Em vez de seguir o método tradicional, a cidade será formada por estruturas pré-fabricadas que chegarão prontas ou parcialmente prontas ao país sul-americano.Projeto nasce em área estratégica para mineraçãoA iniciativa está ligada ao projeto Vicuña, situado próximo à fronteira entre Argentina e Chile. A região concentra importantes reservas de cobre, considerado um dos minerais mais valiosos para a indústria global.Por estar distante dos principais centros urbanos, as empresas responsáveis pela operação precisaram desenvolver uma solução capaz de acomodar um grande contingente de trabalhadores durante os próximos anos.A resposta veio por meio da construção de uma cidade modular, criada especificamente para dar suporte às atividades mineradoras e oferecer melhores condições de permanência aos profissionais que atuarão no local. Leia Também: ECONOMIA Tradicional banco brasileiro recebe multa de R$ 420 mil após denúncias ECONOMIA Vai alugar imóvel em Salvador? Veja cuidados para evitar prejuízos ALÍVIO NO BOLSO Gasolina pode ficar mais barata com mudança proposta pelo governo Lula Como será a cidade montada pelos chinesesToda a estrutura será produzida na China e posteriormente transportada até a Argentina. Após a chegada dos módulos, equipes especializadas ficarão responsáveis pela montagem das edificações na Cordilheira dos Andes.O modelo permite acelerar significativamente o processo de implantação da infraestrutura. Enquanto construções convencionais podem exigir anos de trabalho, os módulos chegam praticamente prontos para utilização.A cidade contará com dormitórios, áreas administrativas, restaurantes, espaços de convivência, setores de lazer e outros serviços essenciais para atender a rotina dos trabalhadores.Com isso, os funcionários poderão permanecer próximos às áreas operacionais, reduzindo deslocamentos e facilitando a logística das atividades.Estrutura poderá movimentar até 5 mil trabalhadoresO projeto prevê inicialmente cerca de 2.500 camas para acomodação dos funcionários. No entanto, a circulação total de pessoas envolvidas nas diferentes etapas da mineração pode chegar a aproximadamente 5 mil trabalhadores.O número chama atenção pelo fato de a cidade ser instalada em uma região isolada dos Andes, onde muitas localidades próximas possuem população inferior à quantidade de pessoas que deverão passar pelo complexo.Além dos empregos diretos, a expectativa é que a iniciativa também impulsione setores ligados a transporte, alimentação, manutenção e prestação de serviços.Apesar da estrutura robusta, o local não funcionará como uma cidade convencional. Sua finalidade será exclusivamente dar suporte às operações mineradoras desenvolvidas na região.Cobre está no centro do projetoO interesse em torno do projeto Vicuña está diretamente ligado ao potencial das reservas de cobre existentes na área.O mineral é utilizado em equipamentos eletrônicos, sistemas elétricos, veículos e diversas tecnologias modernas. Especialistas também apontam que a procura pelo metal tende a crescer nos próximos anos, impulsionada pela expansão de tecnologias ligadas à transição energética.Por isso, o empreendimento tem atraído a atenção de empresas e investidores que acompanham de perto o desenvolvimento da mineração na América do Sul.Modelo pode influenciar futuros empreendimentosA construção modular utilizada no projeto reflete uma tendência cada vez mais presente em grandes obras ao redor do mundo.Em vez de erguer toda a infraestrutura diretamente no local, empresas fabricam boa parte das estruturas em ambientes industriais e realizam apenas a montagem final no destino.A estratégia já é aplicada em hospitais, hotéis, escolas e conjuntos residenciais. No caso da cidade que será instalada na Cordilheira dos Andes, o método permitirá atender rapidamente uma demanda que envolve milhares de trabalhadores.Além de acelerar a execução das obras, a tecnologia modular também pode reduzir desperdícios e tornar os processos construtivos mais eficientes.Projeto deve transformar a regiãoMesmo sendo voltada para a mineração, a nova cidade simboliza uma transformação significativa para uma área que historicamente possui baixa ocupação humana.A chegada de milhares de trabalhadores tem potencial para gerar movimentação econômica e criar novas oportunidades para empresas e serviços da região.Embora desafios relacionados à logística, ao clima e às condições geográficas ainda façam parte do projeto, a iniciativa já desperta atenção pelo porte da estrutura e pela forma inovadora como será construída.Mais do que servir de apoio às atividades mineradoras, a cidade surge como um exemplo de como a engenharia moderna tem ampliado a capacidade de levar infraestrutura para locais considerados de difícil ocupação.

"Brasil não abaixa a cabeça", diz Durigan ao defender soberania e Pix

Logo Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou, nesta quarta-feira (10), a defesa da soberania nacional.

"O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, e a gente defende a nossa política econômica pelo mundo", disse.

Notícias relacionadas:

A fala do ministro ocorre no contexto dos recentes anúncios feitos pelos Estados Unidos de barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas a insumos e produtos manufaturados que atingem diretamente as exportações brasileiras.

Nesse sentido, Durigan ainda sinalizou que o Pix – hoje referência global de bancarização e inovação tecnológica – é um patrimônio estratégico que continuará sob estrita governança do Estado brasileiro contra interferências globais.

"A primeira demanda, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial no nosso Pix."

As declarações foram dadas durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty. Neste ano, o mote dos debates do chamado Conselhão é “Da soberania nacional ao protagonismo global”.

Para celebrar o registro do Pix como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), nesta quarta-feira, o presidente Lula posou ao lado de ministros de Estado, durante o evento oficial, segurando uma placa sobre o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central com a frase "O Pix é do Brasil."

Respeito

Ao relatar agendas recentes no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial, no G20 e no G7, o ministro da Fazenda destacou que a comunidade internacional reconhece a liderança brasileira no debate econômico, ambiental e da transição energética, exigindo que o país seja tratado com igualdade e respeito.

“O Brasil é liderança mundial e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo”, disse.

Agenda social

Durigan ainda tratou de pautas de apelo social e de segurança pública. Sobre a escala 6x1, ele ressaltou que manter esse modelo perpetua a desigualdade e sobrecarrega os trabalhadores de menor remuneração, negros e mulheres de dupla jornada, enquanto os setores que operam em escalas mais flexíveis (5x2) concentram os melhores salários e oportunidades de estudo.

“Quem já está na escala 5 por 2 é quem ganha mais, teve tempo e muitas vezes oportunidade familiar de estudar por mais tempo. E quem está na escala 6 por 1 são os trabalhadores mais mal remunerados, trabalhadores negros, mulheres e que ainda acumulam o trabalho com afazeres domésticos e outras responsabilidades, que ficam sobrecarregados.”

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. A PEC terá o cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado. A proposta institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de redução jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Cerco às bets

O ministro comparou o tratamento dado às casas de apostas online em gestões anteriores ao que é praticado no governo Lula. Segundo ele, antes, elas "tinham a mesma imunidade que as igrejas". “Hoje, as bets pagam mais do que a média dos setores empresariais e, hoje, passam os dados e estão sendo fiscalizadas.”

Durigan destacou que esse trabalho já resultou na derrubada de mais de 30 mil empresas irregulares e na proibição do uso do mercado de cartões de crédito para apostas, visando proteger o orçamento familiar.
 

Brasília (DF), 10/06/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Brasília (DF), 10/06/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Asfixia ao crime organizado

O ministro anunciou uma cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o governo norte-americano para atacar o fluxo financeiro de facções criminosas.

A estratégia, operada via Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal, será congelar os ativos do crime organizado. "O combate ao fluxo financeiro do crime organizado, eu acredito, é o mais importante para gente asfixiar esse mal que segue causando graves prejuízos à nossa comunidade", concluiu.

Crescimento industrial

Em discurso aos conselheiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou um balanço sobre a reindustrialização do país.

O ministro elencou os resultados que têm reaquecido a economia brasileira, como o aumento do salário médio e a menor taxa de informalidade da série histórica. Ele detalhou o desemprego em queda, com a taxa de 5,6%, consolidando-se na média histórica mais baixa; o recorde de 103 milhões de brasileiros empregados formalmente; e o maior rendimento médio, atingindo o patamar entre R$ 3.370 e R$ 3.732.

"Esses indicadores sociais só são obtidos porque a indústria voltou a crescer. Cresceu em 2024 com a lançamento da Nova Indústria Brasil, 3,1%. No primeiro quadrimestre, já avançou 1,7%. Por isso, tivemos mais de 7,6 milhões de postos formais no setor", destacou Elias Rosa.

"Brasil não abaixa a cabeça", diz Durigan ao defender soberania e Pix

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou, nesta quarta-feira (10), a defesa da soberania nacional.

"O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, e a gente defende a nossa política econômica pelo mundo", disse.

Notícias relacionadas:

A fala do ministro ocorre no contexto dos recentes anúncios feitos pelos Estados Unidos de barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas a insumos e produtos manufaturados que atingem diretamente as exportações brasileiras.

Nesse sentido, Durigan ainda sinalizou que o Pix – hoje referência global de bancarização e inovação tecnológica – é um patrimônio estratégico que continuará sob estrita governança do Estado brasileiro contra interferências globais.

"A primeira demanda, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial no nosso Pix."

As declarações foram dadas durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty. Neste ano, o mote dos debates do chamado Conselhão é “Da soberania nacional ao protagonismo global”.

Para celebrar o registro do Pix como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), nesta quarta-feira, o presidente Lula posou ao lado de ministros de Estado, durante o evento oficial, segurando uma placa sobre o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central com a frase "O Pix é do Brasil."

Respeito

Ao relatar agendas recentes no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial, no G20 e no G7, o ministro da Fazenda destacou que a comunidade internacional reconhece a liderança brasileira no debate econômico, ambiental e da transição energética, exigindo que o país seja tratado com igualdade e respeito.

“O Brasil é liderança mundial e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo”, disse.

Agenda social

Durigan ainda tratou de pautas de apelo social e de segurança pública. Sobre a escala 6x1, ele ressaltou que manter esse modelo perpetua a desigualdade e sobrecarrega os trabalhadores de menor remuneração, negros e mulheres de dupla jornada, enquanto os setores que operam em escalas mais flexíveis (5x2) concentram os melhores salários e oportunidades de estudo.

“Quem já está na escala 5 por 2 é quem ganha mais, teve tempo e muitas vezes oportunidade familiar de estudar por mais tempo. E quem está na escala 6 por 1 são os trabalhadores mais mal remunerados, trabalhadores negros, mulheres e que ainda acumulam o trabalho com afazeres domésticos e outras responsabilidades, que ficam sobrecarregados.”

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. A PEC terá o cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado. A proposta institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de redução jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Cerco às bets

O ministro comparou o tratamento dado às casas de apostas online em gestões anteriores ao que é praticado no governo Lula. Segundo ele, antes, elas "tinham a mesma imunidade que as igrejas". “Hoje, as bets pagam mais do que a média dos setores empresariais e, hoje, passam os dados e estão sendo fiscalizadas.”

Durigan destacou que esse trabalho já resultou na derrubada de mais de 30 mil empresas irregulares e na proibição do uso do mercado de cartões de crédito para apostas, visando proteger o orçamento familiar.
 

Brasília (DF), 10/06/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Brasília (DF), 10/06/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Asfixia ao crime organizado

O ministro anunciou uma cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o governo norte-americano para atacar o fluxo financeiro de facções criminosas.

A estratégia, operada via Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal, será congelar os ativos do crime organizado. "O combate ao fluxo financeiro do crime organizado, eu acredito, é o mais importante para gente asfixiar esse mal que segue causando graves prejuízos à nossa comunidade", concluiu.

Crescimento industrial

Em discurso aos conselheiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou um balanço sobre a reindustrialização do país.

O ministro elencou os resultados que têm reaquecido a economia brasileira, como o aumento do salário médio e a menor taxa de informalidade da série histórica. Ele detalhou o desemprego em queda, com a taxa de 5,6%, consolidando-se na média histórica mais baixa; o recorde de 103 milhões de brasileiros empregados formalmente; e o maior rendimento médio, atingindo o patamar entre R$ 3.370 e R$ 3.732.

"Esses indicadores sociais só são obtidos porque a indústria voltou a crescer. Cresceu em 2024 com a lançamento da Nova Indústria Brasil, 3,1%. No primeiro quadrimestre, já avançou 1,7%. Por isso, tivemos mais de 7,6 milhões de postos formais no setor", destacou Elias Rosa.

GRC IM e M2O concluem Valadares Villas com investimento de sete milhões de euros

10 June 2026 at 18:50

O empreendimento residencial Valadares Villas, localizado na frente marítima de Valadares, em Vila Nova de Gaia, entrou na fase final de construção e deverá estar concluído até ao final de 2026. O projeto representa um investimento global de cerca de sete milhões de euros. O desenvolvimento do projeto resulta de uma parceria entre a GRC IM, gestora internacional de investimento imobiliário com atuação na estruturação e gestão de ativos nos mercados europeus, e a M2O, promotora portuguesa fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira, dedicada ao desenvolvimento e execução de projetos residenciais em localizações de elevada procura.

Composto por dez moradias T3, com áreas brutas entre 343 m² e 552 m², o Valadares Villas posiciona-se no segmento residencial premium. Os preços de comercialização variam entre 950.000 euros e 1.475.000 euros, consoante a tipologia e características específicas de cada unidade. O projeto surge da requalificação e reposicionamento de um ativo residencial iniciado há cerca de uma década.

A parceria junta a expertise da GRC IM — gestora de investimento imobiliário com forte presença nos mercados europeus e escritórios em Madrid e Lisboa — à capacidade de execução local da M2O, fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira. O projeto foi revisto pelo arquiteto Sérgio Sousa, que atualizou o conceito original com soluções mais eficientes ao nível térmico, acústico e energético.

Em comunicado, a administração da GRC IM, que integra Kaho Ha, Walter Fábrega, Javier Boccherini, Eugenio Molina e Massimo Massimilla, enquadra o investimento na estratégia da gestora para ativos residenciais bem localizados no mercado ibérico. “Este projeto reflete a nossa estratégia de investimento em ativos residenciais bem localizados, com elevada procura e potencial de valorização, especialmente em mercados costeiros como Vila Nova de Gaia”, afirmam.

A GRC IM destaca ainda a colaboração com a M2O: “O conhecimento do mercado local e a capacidade de execução em obra garantem a entrega de um produto final alinhado com os padrões de qualidade da GRC IM”.

As moradias foram concebidas com elevados padrões de conforto, incluindo jardim privativo, garagem box fechada, sala de cinema, lavandaria, churrasqueira, sistemas de climatização avançados, bomba de calor para águas sanitárias, caixilharia com corte térmico, ventilação mecânica e portas de segurança, entre outros atributos.

Ana Miranda, responsável de área da Predial Mar — sociedade de mediação imobiliária do grupo M2O —, sublinha o carácter diferenciador do empreendimento: “O Valadares Villas distingue-se pela conjugação entre localização, privacidade, dimensão das habitações e linguagem arquitetónica contemporânea, algo cada vez mais raro na oferta residencial em Vila Nova de Gaia”. Segundo a responsável, o projeto responde a um segmento de compradores que valoriza exclusividade, modernidade e bem-estar.

Com conclusão prevista para o final do ano, o Valadares Villas consolida-se como uma referência no segmento residencial de luxo na frente marítima de Vila Nova de Gaia, reforçando o apetite de investidores internacionais e nacionais por produtos premium em localizações costeiras com elevada procura.

Tar, ok alla delibera Agcm sul via libera di Poste all’acquisizione di una quota Tim nel 2025

10 June 2026 at 18:36

Correttamente l’Antitrust a inizio settembre 2025 ritenne che l’operazione di concentrazione volta a far acquisire da Poste Italiane il controllo esclusivo di Tim non costituisse una concentrazione vietata. L’ha deciso il Tar del Lazio respingendo un ricorso con il quale Iliad Italia sollecitava l’annullamento del provvedimento del 3 settembre 2025 con il quale l’Autorità ha deliberato di non avviare alcuna istruttoria relativamente all’operazione di concentrazione.

La società telefonica lamentava l’irragionevolezza del provvedimento dell’Autorità nella misura in cui non sarebbero ravvisati significativi rischi concorrenziali. Il Tar ha invece ritenuto che “l’atto gravato sia frutto di una ponderata spendita del potere tecnico-discrezionale dell’Autorità e non presenti i profili di illogicità e travisamento denunciati dalla parte ricorrente”. Anche le censure esposte da Iliad con riferimento agli effetti verticali della concentrazione sono state disattese “risultando una valutazione dell’Autorità ragionevolmente fondata sui dati istruttori emersi nel corso del procedimento”.

Da ultimo “il Collegio reputa di dover respingere anche le contestazioni svolte in ricorso con riguardo ad una dedotta mancata considerazione degli effetti conglomerali dell’operazione. L’Autorità ha infatti congruamente valutato che a seguito dell’operazione de qua il nuovo soggetto avrebbe potuto offrire sul mercato una gamma di prodotti e servizi tra loro distinti”. Alla luce di tutto quanto esposto in sentenza, secondo il Tar “il giudizio reso dall’Autorità non presenta profili di illogicità o abnormità manifeste, né di travisamento dei dati acquisiti e resiste al sindacato del giudice amministrativo“.

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Patrimoniale, dietro la polemica politica la proposta degli economisti che chiedono di tassare i ricchi per rendere equo il sistema fiscale

10 June 2026 at 18:29

Basta la parola – patrimoniale – per scatenare violente reazioni pavloviane. Per la destra di governo è un nuovo tentativo di “mettere le mani nelle tasche degli italiani” da contrapporre al virtuoso proposito di “alleggerire il carico fiscale sul ceto medio (poco importa se intanto la pressione fiscale sale ai massimi da un decennio). Del resto nemmeno il Pd, quando incidentalmente la evoca, ha poi il coraggio delle proprie azioni. Ma, fuori dalla gazzarra politica e anche volendo ignorare il vivace dibattito globale sul tema, l’idea di un’imposta sui grandi patrimoni non è una reliquia ideologica o la boutade di una sinistra disancorata dalla realtà. Due anni fa un nutrito gruppo di oltre 130 economisti italiani ha firmato una proposta solida e dettagliata di riforma del fisco con al centro nell’immediato proprio un’imposta progressiva sullo 0,1% più ricco dei cittadini italiani e in parallelo l’aumento del prelievo sulle grandi successioni e donazioni e l’introduzione di nuovi scaglioni e aliquote Irpef. Il tutto con l’obiettivo di rimediare all’attuale regressività del sistema che favorisce i contribuenti più ricchi, aumentare l’equità, rendere più sostenibili le finanze pubbliche e aumentare il gettito per finanziare maggiori investimenti nel welfare e nella transizione ecologica.

Il cuore di quello che i promotori hanno battezzato “Manifesto per un’agenda Tax the rich per l’Italia” era appunto un’imposta progressiva sui grandi patrimoni da applicare ai contribuenti con una ricchezza netta superiore a 5,4 milioni di euro, come da Iniziativa dei cittadini europei promossa da Oxfam e abbracciata ad Avs. Il nuovo prelievo, a scanso di equivoci, sostituirebbe le attuali patrimoniali già esistenti (Imu sulle case di non di residenza, imposta sui conti correnti e sui depositi titoli, bollo auto) e ad essere colpiti sarebbero solo i 50mila italiani più facoltosi. Continuerebbe a dormire sonni tranquilli l’impoverito ceto medio, sempre evocato da chi tenta di trasformare la patrimoniale in uno spauracchio con cui spaventare i lavoratori dipendenti che insieme ai pensionati versano l’85% dell’Irpef. Mentre i redditi da capitale finanziario (interessi sui titoli di Stato, dividendi, plusvalenze) e i ricavi da affitto di immobili sono sottratti alla tassazione progressiva e sottoposti a imposte sostitutive piatte ben più basse delle normali aliquote. Se non bastasse per fugare i timori dei partiti progressisti terrorizzati dall’impatto di una proposta del genere sul gradimento elettorale, val la pena ricordare che in base a tutti i sondaggi la stragrande maggioranza degli italiani è favorevole: è di pochi giorni fa una rilevazione Eumetra per Piazza Pulita che stima i sostenitori al 57,1%, percentuale che sale al 69,4% se si specifica che il balzello si applicherebbe oltre i 5 milioni.

Venendo ai dettagli, con aliquote dell’1,7% tra 5,4 e 8 milioni, 2,1% tra 8 e 20,9 milioni e 3,5% sopra i 20,9 milioni l’imposta consentirebbe di raccogliere 15,7 miliardi l’anno. Per evitare la sempre paventata “fuga all’estero” dei ricchi – fenomeno in realtà marginale, stando agli studi condotti sui Paesi che hanno introdotto prelievi patrimoniali – basterebbe far leva sull’infrastruttura di scambio automatico di informazioni oggi in vigore tra oltre cento giurisdizioni. E, come da rapporto dell’economista Gabriel Zucman per il G20, introdurre exit tax insieme a meccanismi che consentano di continuare a tassare, per un certo periodo, anche chi sposta la residenza.

Ma, visto che non basta certo una nuova tassa per raddrizzare un sistema oggi iniquo e inefficiente, il progetto di riforma delineato nel Manifesto era onnicomprensivo. I firmatari, tra cui Andrea Roventini della Scuola superiore Sant’Anna di Pisa, Alessandro Santoro dell’ateneo di Milano Bicocca ed ex presidente della commissione del Mef che stima l’evasione fiscale, Guido Alfani (università Bocconi), l’ex ministro Fabrizio Barca (Forum Disuguaglianze e Diversità), Maurizio Franzini (La Sapienza), Elena Granaglia (Roma Tre), Mario Pianta (Normale) e Michele Raitano (Sapienza), ritenevano indispensabile affiancarla a una riforma della tassazione di eredità e donazioni, che oggi tra franchigie e mancanza di progressività fa dell’Italia un vero paradiso fiscale per gli eredi, e all’introduzione di nuovi scaglioni Irpef per i redditi più elevati. Tassello cruciale visto che, stando agli studi di Roventini e Santoro con i ricercatori della Sant’Anna Demetrio Guzzardi ed Elisa Palagi, oggi il 7% di italiani con redditi più alti paga un’aliquota media inferiore a quella applicata a chi sta nelle fasce più basse della piramide.

Non basta: nel medio periodo il documento chiedeva di prevedere l’ampliamento della base imponibile dell’imposta sui redditi delle persone fisiche a tutti i redditi da lavoro e a quelli da capitale finanziario, abolendo i regimi sostitutivi, e di rivedere in modo radicale il prelievo sui redditi e sui patrimoni immobiliari per aumentarne l’equità. Non prima di aver finalmente aggiornato il catasto, visto che oggi il valore di mercato degli immobili è del tutto slegato dai superati valori catastali. E il programma di riforma comprendeva anche interventi per prevenire – prima di arrivare alla tassazione – le iniquità legate al funzionamento dei mercati: rafforzamento della concorrenza, più aiuti per chi arriva da contesti svantaggiati, politiche industriali che sostengano una competitività basata sull’innovazione e sulla buona occupazione e non sui bassi salari, politiche del lavoro che rafforzino il potere contrattuale dei lavoratori e limitino il ricorso a forme di occupazione non standard.

Qualcosa di ben diverso, insomma, dalla patrimoniale come slogan o unica panacea per disuguaglianze e squilibri sociali. Che pure sono sempre più smaccati. Secondo le ultime rilevazioni di Bankitalia, a fine 2025 il 10% più ricco possedeva il 60,6% della ricchezza totale, contro il 7,2% nelle mani della metà meno abbiente. L’indice di Gini che misura quanto è iniqua la distribuzione delle fortune continua ad aumentare: nel 2018 si fermava a 0,69, l’anno scorso è salito a 0,72. E la società italiana è sempre più “ereditocratica“. Tendenze che il governo Meloni continua a ignorare, preferendo parlar d’altro.

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Guterres teme que novos ataques no Irão desencadeiem retoma total do conflito

O líder da ONU assinalou que civis e infraestruturas civis têm sido atacados em vários países e frisou que as ameaças à soberania nacional e à integridade territorial constituem violações do direito internacional, apelando a todas as partes para que honrem o cessar-fogo e redobrem os esforços para alcançar um acordo duradouro.

Angola formaliza acordo com a Visa para reforçar sistema de pagamentos internacionais

10 June 2026 at 18:24

O Ministério do Turismo de Angola formalizou um acordo com a Visa para reforçar a rede de pagamentos internacionais no país, apostando em soluções digitais e convenientes enquanto promove a redução do numerário em circulação.

A tutela liderada por Márcio Daniel enquadra a parceria na estratégia de implementação da “Visit Angola – The Rhythm of Life”, marca central da agenda do Turismo angolano lançada em outubro do ano passado, tendo em vista desenvolver o mercado interno, melhorar a experiência dos visitantes nacionais e internacionais, capacitar os operadores turísticos e ampliar o acesso a soluções modernas, seguras e convenientes de pagamento

“A parceria tem como objetivo promover a aceitação de pagamentos com cartões Visa em canais físicos e digitais dos hotéis, restaurantes, agências de viagens, e outros operadores turísticos, bem como plataformas online e outros serviços associados à cadeia de valor do turismo”, explica o Ministério em comunicado.

Segundo Augusto Kalikemal, Secretário de Estado para o Turismo, a iniciativa “representa mais um passo” nos esforços do Ministério rumo a um setor “mais fácil de consumir, mais moderno na operação e mais alinhado com os padrões internacionais de conveniência e segurança”.

Do lado da Visa, Kátia Conceição, nomeada country manager da multinacional para Angola, Moçambique e Santa Helena em março, sublinhou o papel da empresa na introdução de “soluções inovadoras e ferramentas que contribuam para melhorar a experiência dos visitantes e apoiar o crescimento dos negócios locais”.

No âmbito do acordo, o Ministério e o novo parceiro tecnológico irão trabalhar em conjunto com instituições financeiras, adquirentes e prestadores de serviços de pagamento para apoiar a expansão dos pagamentos digitais no turismo, estando previstas ações de capacitação dos operadores do setor turístico na utilização de soluções digitais, aceitação de pagamentos electrónicos, educação financeira, segurança nas transações e melhoria da gestão das receitas.

O Memorando de Entendimento foi assinado o dia 9 de Junho, no Auditório Saidy Mingas do Museu da Moeda, em Luanda.

O acordo é concretizado um anos depois de o Governo de Angola ter tornado público que estava a estudar a integração de novos meios de pagamentos internacionais para turistas estrangeiros através de uma parceria com a Visa.

BCE entre a espada e a parede e a prestação da discórdia

10 June 2026 at 18:05
A reunião do BCE deve trazer uma subida das taxas. O BCE está entre a inflação e a economia. Em Portugal, discute-se a prestação social única. E há uma operação milionária em Wall Street.

Projeto de turismo industrial dedicado à alfarroba premiado no Concurso Inova Algarve + Diversificar

10 June 2026 at 17:25

O projeto «Viagem ao Coração da Alfarroba», da autoria da Industrial Farense, foi distinguido como vencedor da categoria “Turismo & Alfarroba e Amêndoa”, na final do Concurso Inova Algarve + Diversificar, promovido pelo NERA.

A distinção e o prémio monetário de 2.500 euros foram atribuídos durante uma conferência dedicada à fileira da alfarroba e amêndoa, revelou a associação empresarial.

O projeto vencedor «Viagem ao Coração da Alfarroba», apresentado por Carlos Moura, destacou-se pela criação de «uma experiência de turismo industrial dedicada a uma das mais emblemáticas fileiras agroalimentares do Algarve».

O conceito propõe visitas guiadas às unidades de produção, permitindo aos visitantes conhecer o percurso da alfarroba, desde a sua transformação até aos diversos produtos dela derivados.

A iniciativa pretende valorizar este recurso endógeno, promover os produtores e empresas locais e contribuir para a diversificação da oferta turística regional.

O ciclo de conferências Inova Algarve + Diversificar prossegue já no próximo dia 18 de Junho, com uma sessão dedicada à fileira do medronho, «dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos do Algarve», refere o NERA.

Após o interregno de Verão, a iniciativa regressará com novas conferências centradas nas plantas e flores, economia do mar, recursos geológicos e citrinos.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando o programa completo e o calendário das próximas sessões disponíveis aqui.

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto Inova Algarve 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

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Tradicional banco brasileiro recebe multa de R$ 420 mil após denúncias

10 June 2026 at 15:30
O Banco Itaú foi multado em aproximadamente R$ 420 mil pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) após a apuração de uma série de denúncias apresentadas por clientes da instituição.Segundo o órgão, vinculado à Secretaria de Defesa do Consumidor do Distrito Federal, foram identificadas práticas que descumprem normas previstas no Código de Defesa do Consumidor e em regulamentos que regem as relações de consumo.Denúncias resultaram em 14 processosDe acordo com o Procon-DF, as penalidades foram aplicadas em 14 processos distintos abertos a partir de reclamações feitas por consumidores do banco.Após a análise dos casos, o instituto concluiu que houve condutas incompatíveis com princípios como transparência, boa-fé objetiva, dever de informação e respeito aos direitos básicos dos clientes.“Quem desrespeitar o consumidor terá de responder pelos seus atos. Foram 14 processos apurados pelos órgãos de fiscalização, resultando em quase meio milhão de reais em penalidades. A Secretaria do Consumidor continuará atuando com firmeza para coibir práticas abusivas e assegurar que as empresas cumpram a lei e respeitem os cidadãos do Distrito Federal”, afirmou o secretário do Consumidor do DF, Samuel König. Leia Também: ECONOMIA Vai alugar imóvel em Salvador? Veja cuidados para evitar prejuízos ALÍVIO NO BOLSO Gasolina pode ficar mais barata com mudança proposta pelo governo Lula MATRIZ CONTINENTAL Fábrica de baterias em Camaçari será polo de exportação para a América Latina Banco foi notificado antes da aplicação das multasO diretor-geral do Procon-DF, Johnatan Faraj, informou que o Itaú foi previamente comunicado sobre as irregularidades identificadas e teve a oportunidade de realizar as correções necessárias.No entanto, após a confirmação das infrações e diante do descumprimento das normas de proteção ao consumidor, o órgão decidiu aplicar as penalidades, que somadas chegam a cerca de R$ 420 mil.“O consumidor merece respeito e seus direitos devem ser observados”, declarou o gestor.Novo caso envolve cobranças questionadas por clientesAlém das multas já aplicadas, a Secretaria de Defesa do Consumidor do Distrito Federal notificou o banco no início de junho para prestar esclarecimentos sobre outro caso envolvendo reclamações de clientes.A instituição recebeu prazo de 10 dias para apresentar informações formais sobre supostas cobranças indevidas, contratação de produtos e serviços não reconhecidos pelos consumidores, dificuldades para cancelamentos e possíveis falhas nos processos de informação, transparência e atendimento.Conforme revelado pelo portal Metrópoles, o Itaú admitiu que realizou cobranças mensais de pequenos valores em faturas de cartão de crédito referentes a serviços que não haviam sido contratados ou solicitados pelos correntistas durante 14 anos.Ainda segundo a publicação, o banco teria adotado mecanismos que dificultavam a identificação dessas cobranças, incentivavam a manutenção dos pagamentos e tornavam mais complexo o cancelamento dos descontos realizados nas faturas.

Já é mesmo oficial: União Europeia vai proibir pagamentos em dinheiro acima deste valor já a partir desta data

10 June 2026 at 18:00

Os pagamentos em numerário continuam a ser usados em muitas compras do dia a dia, mas a União Europeia (UE) prepara uma regra comum para limitar o uso de dinheiro vivo em transações comerciais de valor elevado. A medida faz parte do novo pacote europeu de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Novo teto europeu para pagamentos em dinheiro

A partir de 10 de julho de 2027, as compras de bens ou prestações de serviços de valor igual ou superior a 10 mil euros deixarão de poder ser pagas em numerário na UE, sempre que pelo menos uma das partes atue enquanto profissional ou empresa.

Esta alteração consta do Regulamento (UE) 2024/1624, publicado no Jornal Oficial da UE em junho de 2024, no âmbito do novo quadro europeu de prevenção da utilização do sistema financeiro para fins ilícitos. O Conselho da União Europeia explicou, ainda durante o processo legislativo, que o objetivo é criar um limite máximo comum em toda a UE, evitando diferenças demasiado grandes entre Estados-membros.

Na prática, Bruxelas fixa um limite máximo comum de 10 mil euros para pagamentos em dinheiro vivo, mas não impede os Estados-membros de manterem ou aprovarem tetos mais baixos. Em Portugal, por exemplo, já existem limites nacionais mais apertados, de 3 mil euros, para determinadas transações em numerário.

Entrada em vigor

Embora o regulamento europeu já esteja aprovado, a aplicação prática desta regra está marcada para 10 de julho do próximo ano. Até lá, continua em curso um período de adaptação para os Estados-membros e para os operadores económicos abrangidos.

Este calendário é importante porque afasta a ideia de uma proibição imediata do numerário. A decisão já está tomada ao nível europeu, mas os efeitos obrigatórios só chegarão no verão de 2027.

Mudanças nas compras e serviços

O ponto central da nova regra está nas operações comerciais. Quem vende bens ou presta serviços só poderá aceitar ou fazer pagamentos em dinheiro vivo abaixo dos 10 mil euros, quando a transação esteja ligada a uma atividade profissional ou empresarial.

Além disso, o novo pacote europeu também reforça os deveres de controlo em operações ocasionais em numerário entre 3 mil e 10 mil euros, impondo a identificação e verificação da identidade em determinadas situações por parte das entidades obrigadas.

Operações entre particulares ficam de fora

A nova limitação não significa o fim do dinheiro físico. O enquadramento europeu exclui os pagamentos entre pessoas singulares que não estejam a atuar no exercício de uma atividade profissional, o que deixa de fora negócios estritamente privados entre particulares.

Ainda assim, a lógica da medida é clara: quanto mais elevado for o valor da operação e quanto mais profissional for o contexto da transação, maior deve ser a rastreabilidade do pagamento.

Razões apresentadas pela UE para limitar numerário

Segundo o Conselho da União Europeia, o objetivo é dificultar a utilização de grandes quantias em dinheiro em esquemas de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O numerário é visto pelas instituições europeias como um meio de pagamento mais difícil de rastrear quando comparado com soluções bancárias ou eletrónicas.

Ao harmonizar as regras, a UE pretende reduzir diferenças entre legislações nacionais e evitar que operações suspeitas sejam deslocadas para países com limites mais permissivos. A existência de um teto comum procura, assim, reforçar a transparência no mercado interno.

Impacto poderá variar de país para país

O efeito concreto desta medida não será igual em toda a UE. Nos países onde já vigoram limites baixos para pagamentos em numerário, como acontece em Portugal em várias situações, a mudança poderá ser menos sentida.

Já nos Estados-membros onde o uso de dinheiro vivo em montantes elevados continuava a ser mais livre, a adaptação poderá ser mais visível, sobretudo em setores do comércio e dos serviços onde ainda são comuns pagamentos de valor elevado.

No essencial, a UE não vai proibir o uso do numerário no dia a dia. A partir de 10 de julho de 2027, o que passa a existir é uma regra comum que fecha a porta a pagamentos comerciais de 10 mil euros ou mais feitos em dinheiro vivo, sem prejuízo de limites nacionais mais baixos.

Leia também: Algarve ‘aquece motores’ para o verão com ocupação perto dos 80% nas ‘miniférias’ de junho

Algarve atinge 80% de ocupação hoteleira graças nos feriados de junho

By: Lusa
10 June 2026 at 17:42

A ocupação hoteleira Algarve deverá ultrapassar os 80% nos feriados de junho, com ligeiro aumento da procura face ao ano passado, segundo fontes do setor.

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