Fabricantes de chips e ameaças de Trump atiram Wall Street para o vermelho


A bolsa de Lisboa fechou o dia em terreno negativo, com uma descida de 0,32% para 8.902,89 pontos.
A Galp liderou o dia, a perder 2,44% para 18,99 euros, seguida da EDP Renováveis, que desceu 1,50% para 13,80 euros. A Ibersol derrapou 1,17% para 10,12 euros, os CTT deslizaram 1,02% para 5,82 euros, a Semapa diminuiu 0,65% para 23,05 euros e a EDP recuou 0,11% para 4,419 euros.
Em contraciclo, a Altri subiu 1,43% para 4,980 euros, a Jerónimo Martins ganhou 1,42% para 17,82 euros, a Navigator aumentou 1,11%, a Sonae somou 0,32% para 1,8980 euros e a NOS avançou 0,28% para 4,986 euros.
As principais praças europeias fecharam mistas, com o CAC40 a avança 0,05% para 8.203,43 pontos e o Ibex35 desceu 0,25% para 18.178,33 pontos.
O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que as bolsas europeias foram oscilando entre território de ganhos e perdas, mas a grande maioria acabou por encerrar em baixa. O recuo dos preços do petróleo, em reação a declarações de Donald Trump, que apontaram para um progresso significativo em direção ao fim do conflito no Médio Oriente, prometendo fumo branco dentro de dois dias, ainda trouxeram ânimo”.
“No entanto, os investidores parecem neste momento estar a proceder a uma rotação de ativos, realizando mais-valias em setores mais cíclicos, em especial no tecnológico, entrando nos mais defensivos. No plano macroeconómico, as balanças comerciais da China, Alemanha e EUA mostraram ritmo de exportações e importações acima do esperado, dando um sinal de resiliência económica”, refere.
No mercado do petróleo o texano WTI perde 4,53%, fixando o barril nos 87,16 dólares e o Brent desce 3,94% para 90,55 dólares. O gás natural aumenta 0,48% para 3,162 dólares.
No mercado cambial o euro valoriza 0,15% face ao dólar, fixando-se nos 1,1553 dólares.

Os lucros do índice bolsista português (PSI) subiram mais de 6%, revela o clube de pequenos acionistas Maxyield no relatório referente ao primeiro trimestre, disponibilizado ao Jornal Económico (JE). O documento integra 15 das 16 cotadas integradas na bolsa portuguesa, tendo em conta que a Teixeira Duarte faz reporte semestral da sua atividade.
“Os lucros trimestrais no primeiro trimestre (1ºT/2026) sofreram um crescimento de 6,4% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Verifica-se que 2 (duas) sociedades apresentaram prejuízos, 6 (seis) baixaram o nível de lucros e 7 (sete) aumentaram os resultados. As sociedades que apresentaram prejuízos foram a Ibersol e a Altri. As entidades que baixaram o nível de lucros foram a Corticeira Amorim, os CTT, a Navigator, a Semapa, a EDP e a Jerónimo Martins. As sociedades com aumento dos lucros no 1ºT/2026 foram o BCP, a a EDP Renováveis, a Galp, a Mota-Engil, a Sonae, a REN e a NOS. Assiste-se a uma grande concentração dos resultados, sendo que 4 (quatro) sociedades absorvem 78% dos lucros (EDP, BCP, GALP e Jerónimo Martins)”, salienta o clube.
Ao nível dos rendimento verificou-se uma subida de 2%, de 26 mil milhões de euros para 26,5 mil milhões de euros, salienta a mesma instituição.
“Esta evolução global positiva é acompanhada pela diminuição dos rendimentos de 7 (sete) sociedades, envolvendo a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a Altri, a EDP, a EDP Renováveis e a REN”, sublinha.
“O top five das vendas no 1ºT | 2026 é constituído pela hierarquia Jerónimo Martins, Galp, EDP, Sonae e Mota-Engil que no seu conjunto representam 85% dos rendimentos do universo empresarial PSI e individualmente ultrapassam
o patamar dos mil milhões de euros”, adianta a Maxyield.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) registou uma subida de 5,3% face ao ano anterior ao passar de 4,9 mil milhões de euros para os 5,1 mil milhões de euros.
“Verifica-se que (seis) sociedades baixaram o valor de EBITDA, envolvendo a Altri, a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a EDP e os CTT”, refere.
Relativamente à Rentabilidade Comercial (EBITDA / Rendimentos Operacionais) o relatório do clube salienta que passou de 18,7% para 19,3%. “6 (seis) sociedades baixaram a margem EBITDA, envolvendo a Altri, a EDP, a Navigator, a NOS, os CTT e a Semapa. Relativamente ao 1ºT/2025, cresceu o número de sociedades que aumentaram a margem EBITDA”, diz o documento elaborada pelo clube de pequenos acionistas.
Quanto à despesas de investimento (capex), que traduz o investimento técnico/operacional (não inclui investimentos financeiros), teve uma descida, de 2,5 mil milhões de euros para 2,1 mil milhões de euros.
“A redução global do capex é suportada pelas diminuições na EDP, EDP Renováveis, Galp e REN, sendo que as
restantes sociedades aumentaram o investimento técnico”, refere o relatório.
“A Dívida Liquida Total passou de 46,8 mil milhões de euros no 1ºT/2025 para 44,5 mil milhões de euros no 1ºT/2026, cuja diminuição generalizada, apenas não foi acompanhada pela Altri, Navigator, CTT, REN e Jerónimo Martins. O rácio Dívida Liquida Total /EBITDA sofreu uma redução significativa, passando de 2,96 no 1ºT/2025 para 2,52 no 1ºT/2026. Este indicador continua a apresentar grande amplitude com o sector energético na polaridade superior, encontrando-se a Galp e a Corticeira Amorim na polaridade inferior”, explica o clube.
“O Cash Flow Bruto de Exploração gerado no 1ºT /2026 atingiu 2,4 mil milhões de euros, revelando uma forte capacidade de autofinanciamento do investimento em capex. A diminuição ocorrida no Cash Flow Bruto de Exploração deve-se à Galp (amortizações e depreciações), sector papeleiro e Corticeira Amorim, sendo que as restantes sociedades observam um aumento deste indicador”, conclui o clube”, adianta a Maxyield.
A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta terça-feira com uma valorização de 0,22% para os 8.950,59 pontos.
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que sobe 1,15% para os 0,93 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 1,09% para os 0,41 euros, e a Mota-Engil valoriza 0,54% para os 4,51 euros.
No verde está ainda os CTT, a EDP Renováveis, a REN, a Sonae, e a EDP.
A negociar no vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,76% para os 10,06 euros, seguida pela Semapa que desvaloriza 0,86% para os 23 euros, e a Navigator que quebra 0,47% para os 3,41 euros.
No vermelho está ainda a Corticeira Amorim, a Galp Energia, a Altri, e a NOS.
As principais bolsas europeias estão no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,01% para os 24.644,05 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,03% para os 8.202,06 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,28% para os 10.343,96 pontos.
O AEX (Países Baixos) sobe 0,49% para os 1.050,15 pontos, o IBEX 35 (Espanha) avança 0,53% para os 18.319,98 pontos, e o FTSE MIB (Itália) valoriza 0,89% para os 50.655,50 pontos.
O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,08% para os 93,23 dólares e o crude desvaloriza 1,69% para os 89,76 dólares.
O euro está a subir 0,05%, face ao dólar, para os 1,1541 dólares e o euro quebra 0,10%, face à libra, para as 0,86377 libras.
Irão e Israel a atacarem-se, enquanto os Estados Unidos pedem para não retaliar.
A primeira sessão da semana foi ‘vermelha’ para as principais praças europeias, que foram penalizadas pelos ataques no Médio Oriente, numa altura em que estava previsto chegar-se a um acordo de paz.
Para os analistas do Bankinter, “enfrentamos uma semana de intensidade”, devido ao conflito. “Complicam-se novamente as negociações e o petróleo reage com nova subida até 97,6 $. Contudo, poderá tender a melhorar ao longo da semana, se estas tensões não escalarem, animadas pelo BCE (quinta-feira) e saída à bolsa de SpaceX (sexta-feira)”, apontam.
Os analistas declaram ainda que “Trump declarou que isto não coloca em risco o acordo de paz e, embora tenha ligado a Netanyahu para que não tomasse represálias, não parecesse que tenha resultado, o que coloca em dúvida sobre quem está no controlo. Há que recordar que a 27 de outubro houve eleições em Israel e convém a Netanyahu chegar às mesmas com o conflito ainda “ativo” ou com uma narrativa de vitória, em vez de um acordo de paz que possa ser visto como concessões”.
Apesar deste início, o analista da ActiveTrades Europe, Henrique Valente, afirma que “o Nasdaq começou a semana com uma ligeira subida e negoceia agora nos 29.172 pontos. O sell-off de sexta-feira foi desencadeado pelo relatório de emprego nos EUA, que mostrou que a economia continua resiliente. Estes dados reforçaram a ideia de que a Fed poderá ter menos margem para avançar com cortes nas taxas de juro no curto prazo. Na Ásia, o índice sul-coreano KOSPI negociou em baixa de cerca de 8% esta madrugada, ajustando-se à queda registada pelos índices norte-americanos no final da semana passada”.
“Apesar da recuperação ligeira do Nasdaq no arranque da semana, o sentimento de mercado continua frágil. A combinação entre dados económicos fortes, menor expectativa de cortes de juros e subida dos preços da energia mantém os investidores cautelosos, sobretudo nos setores mais sensíveis às taxas de juro e aos custos energéticos”, refere o analista.
Esta terça-feira vão ser conhecidos dados económicos norte-americanos, como a balança comercial de abril e as vendas de habitações usadas.
Algo se cuece en Fráncfort del Meno. El Banco Central Europeo (BCE) congrega este jueves en su cuartel general a los miembros del Consejo de Gobierno para decidir si mantiene los tipos de interés por octava vez consecutiva o anuncia la primera subida desde septiembre de 2023, cuando situó el precio del dinero en el 4,5%, en máximos desde la creación del euro, para controlar la crisis de inflación que se agravó tras la invasión rusa de Ucrania.
El organismo se plantea actuar para hacer frente al impacto económico del conflicto en Oriente Próximo. El IPC de la Eurozona cerró mayo en el 3,2%, más de un punto por encima del objetivo del BCE a medio plazo, y la actividad económica se resintió ya en el primer trimestre, cuando el PIB se contrajo un 0,2% arrastrado por la caída de Irlanda, cuya actividad se ha desplomado más de un 12%, y de Francia, una de sus dos mayores economías junto a Alemania, que permanece estancada.
El aumento de los tipos afectan a los consumidores principalmente de dos maneras. Por un lado, aquellas personas que busquen financiación se encontrarán con que pedir prestado es más caro. Pero también lo sufrirán los hipotecados. La explicación está en el euríbor. El indicador, que sirve como referencia para revisar los préstamos a tipo variable se encuentra en estos momentos alrededor del 2,8%, su tasa más alta en veinte meses. Un euríbor más elevado encarece también la oferta de nuevos préstamos para vivienda.
El repunte acelerado del índice comenzó en marzo al calor del ataque de Israel y Estados Unidos a Irán. Desde entonces acumula un avance de seis décimas tras cerrar febrero en el 2,22%. Todos aquellos que revisen de forma anual su hipoteca con la cifra de mayo verán incrementada su cuota en más de 670 euros anuales, siendo de hasta 775 euros en aquellos casos que la revisión sea semestral. Dicha tendencia al alza también repercute sobre las nuevas contrataciones.
Los últimos datos publicados por el Banco de España (BdE) correspondientes a abril, recogen que la tasa media se elevó en el cuarto mes del ejercicio al 2,8%, su cota más alta desde febrero de 2025, cuando la institución liderada por Christine Lagarde todavía no había finalizado el proceso de recortes. Con respecto a diciembre, la tasa es dos décimas superior. En la misma línea, el tipo medio de los créditos en curso se mueve sobre el 3,8% y regresa así a niveles del pasado noviembre.
Por otro lado, los Gobiernos y las administraciones públicas también se verán afectados, puesto que con unos tipos más altos también les cuesta más financiarse en el mercado de deuda. Esto se refleja, por ejemplo, en las últimas subastas de Bonos y Letras del Tesoro en España, cuya rentabilidad empieza a aumentar de nuevo.
La otra cara de la moneda está en los ahorradores, que pueden beneficiarse de las mayores rentabilidades que ofrecen los productos financieros como consecuencia de unos tipos de interés más altos. En este sentido, la guerra por el ahorro viene abanderada por neobancos y entidades extranjeras, los primeros en posicionarse ante el previsible giro del BCE con depósitos que ofrecen más de un 3% TAE.
El conflicto en Irán ha acelerado las previsiones de los analistas, que no preveían que el banco central pisase el acelerador con los tipos hasta la segunda mitad del año. Esto ha impulsado ligeramente la remuneración media de los depósitos en España al 1,77% al término de abril, si bien todavía se mueve por debajo del 1,84% que daban de media en el mismo mes de 2025.
La potencial subida de los tipos de interés también ha avivado la demanda de productos que habían quedado relegados a un segundo plano en los últimos meses. El avance de Inverco -la patronal de los fondos de inversión- arroja que los productos de rentabilidad objetivo han encabezado las entradas de dinero con 476 millones, lo que supone más de un tercio de todas las suscripciones netas contabilizadas en mayo, pese a su tímido rendimiento (+0,37%). En el conjunto del año, las entradas de dinero en renta fija encabezan la clasificación con casi 4.300 millones y una rentabilidad acumulada del 0,4%.
En cualquier caso, lo más importante es que el BCE logre controlar el avance de precios para que no crezcan por encima del objetivo del 2%, meta que había conseguido en el arranque de 2026. El emisor revisó al alza la cifra de IPC para el conjunto del año en marzo. En concreto, su cálculo de inflación para este año se eleva siete décimas hasta el 2,6%, mientras que rebaja otras tres el de PIB hasta el 0,9%. Eso, en su escenario central, porque en el más severo -si la guerra se alarga y el estrecho de Ormuz sigue bloqueado- la inflación se dispararía hasta el 4,4% y la economía prácticamente se estancaría al crecer solo un 0,4%.
