Trincão quer "fazer algo bonito" no Mundial

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José Faria vai continuar como treinador do Farense na próxima temporada, anunciou o clube algarvio nas redes sociais.
Num post, o Farense realça a «dedicação, empenho e compromisso» com o clube, o que reforça a «confiança no projeto e nos objetivos que temos pela frente».
José Faria chegou ao Farense a meio da temporada em Fevereiro deste ano e conseguiu garantiu a manutenção da equipa algarvia na II Liga.
A permanência só foi alcançada, todavia, no play-off, frente ao Belenenses.
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Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.
A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.
Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.
No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.
O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.
Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.
A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.
Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.
O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.
A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.
Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.
Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.
Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.
A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.
O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.
Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.
O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.
Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.
Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.
O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.
Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.
A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.
Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

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A Vela Solidária marcou presença na Vilamoura International Boat Show Regatta 2026 com três embarcações que refletem a sua missão de promover uma vela mais inclusiva, acessível e diversa. O evento, realizado nos dias 6 e 7 de junho, em Vilamoura, reuniu 16 embarcações distribuídas por três classes, proporcionando um fim de semana marcado pela […]
O estádio do Boavista FC recebeu uma proposta superior a 25 milhões de euros no leilão de insolvência que terminou esta terça-feira.
A última de 12 licitações deu entrada esta tarde, com a última a atingir os 25,7 milhões de euros, ainda abaixo do valor mínimo de quase 33 milhões de euros, segundo a leiloeira Leilosoc.
O leilão inclui o estádio do Bessa, assim como o complexo desportivo do Boavista, na cidade do Porto, que obteve 15 licitações, com a última a ser de 6,5 milhões de euros, acima do valor mínimo.
Os licitadores são principalmente do setor desportivo e imobiliário, segundo a leiloeira.
Longe dos dias de glória, o Boavista Futebol Clube está agora em processo de insolvência e viu vários ativos a serem vendidos.
Num passado longínquo, a 18 de maio de 2001, este clube da invicta conseguiu derrubar o domínio dos três grandes ao fim de 70 anos de primeira liga. No jogo frente ao Desportivo dos Aves, o Boavista Futebol Clube sagrou-se campeão nacional ao com 100 anos de história. A equipa era então capitaneada por Pedro Emanuel, treinada por Jaime Pacheco e presidida por João Loureiro.



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O Imortal Basket Clube alertou para o risco de não conseguir manter o projeto de basquetebol profissional na próxima época, apontando como causa a redução do apoio financeiro municipal. A Câmara de Albufeira justifica a medida com a aplicação de critérios de equidade na distribuição das verbas públicas.
Num comunicado divulgado nas redes sociais, a direção do clube de Albufeira afirmou que a continuidade da atividade profissional está comprometida, apesar dos resultados alcançados nas últimas épocas pelas equipas masculina e feminina.
De acordo com o Imortal, o projeto competitivo foi desenvolvido com o contributo de parceiros privados, sobretudo ligados ao setor turístico, mas continuou a depender de uma “considerável dependência do financiamento” municipal.
Face ao atual contexto, o clube anunciou a realização de eleições em 17 de junho, uma vez que o mandato da atual direção termina e os seus responsáveis não pretendem recandidatar-se nas condições existentes.
Ainda assim, a direção manifestou confiança na possibilidade de surgir uma nova liderança capaz de apresentar um modelo sustentável que assegure a continuidade do clube e a participação nos campeonatos nacionais de basquetebol.
Em resposta, a Câmara Municipal de Albufeira esclareceu, também em comunicado, que a redução do apoio financeiro visa garantir “justiça e equidade” na distribuição de verbas públicas destinadas ao movimento associativo desportivo local.
Segundo a autarquia, o apoio global previsto para o Imortal em 2025 ascende a cerca de 600 mil euros, montante que, argumenta, é equivalente ao valor total atribuído aos restantes clubes do concelho para atividades de formação.
O município acrescentou que, nos termos do Decreto-Lei n.º 273/2009, não lhe compete financiar equipas profissionais, devendo os apoios públicos destinar-se à formação e ao desenvolvimento da prática desportiva.
A Câmara especificou que as verbas atribuídas incluem despesas relacionadas com transportes, limpeza e apoio aos escalões de formação, defendendo a uniformização dos critérios de financiamento e a não discriminação entre clubes.
Segundo o Imortal Basket Clube, está em causa a continuidade de um projeto que se afirmou no panorama nacional da modalidade e que tem sido apontado como uma das principais referências desportivas do concelho de Albufeira.
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A Sérvulo & Associados tem acompanhado juridicamente a Liga Portugal e Liga Centralização no processo de implementação do decreto-lei que impôs a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais dos clubes/sociedades desportivas da Liga Portugal Betclic e da Liga MeuSuper.
A proposta de chave de distribuição foi aprovada esta segunda-feira, na Assembleia Geral da Liga Portugal, no Porto, com 80% dos votos.
A equipa multidisciplinar que assessora a Liga é liderada por Miguel Gorjão-Henriques, sócio responsável pelas áreas de Concorrência e Europeu, que conta também com Morgana Grácio, associada da mesma equipa, e os sócios Pedro Silveira Borges, de Corporate e M&A, Henrique Rodrigues Silva, de Direito Público, e Miguel Santos Almeida, de Contencioso.
A Liga Portugal estima que o montante angariado com os direitos televisivos dos clubes em Portugal possa atingir 225 milhões por temporada.