Normal view

NASA anuncia primeiro europeu no programa Artemis

9 June 2026 at 20:21
Luca Parmitano, da ESA, pilotará a nave Orion na missão Artemis III. A missão testará a acoplagem aos módulos de aterragem da SpaceX e Blue Origin, preparando o regresso à Lua em 2028.

© NASA

Apenas astronautas norte-americanos, todos homens, pisaram solo lunar

IPMA prevê que efeitos do El Niño sejam indiretos no país

9 June 2026 at 18:57
O fenómeno climático deverá persistir até ao fim de 2026, mas os efeitos em Portugal serão indiretos e pouco significativos, diz o IPMA.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

o El Niño pode influenciar os padrões climáticos à escala global

Estudo revela mais associações genéticas ligadas à ansiedade

9 June 2026 at 18:26
Investigação com quase 700 mil pessoas revela genes específicos ligados à ansiedade e mostra que fatores ambientais pesam mais do que a genética.

© Getty Images/iStockphoto

Estudo descobriu ainda "uma vasta gama de correlações genéticas entre a ansiedade e condições de saúde mental e física"

Onda de calor de maio foi a 2.ª mais longa de sempre

9 June 2026 at 18:19
Com início a 20 de maio, a onda de calor registada em Portugal continental teve a duração de 9,5 dias. Apenas foi superada por uma onda de calor registada em 1964, que durou 9,7 dias.

© NUNO VEIGA/LUSA

Em maio, as temperaturas mais altas foram registadas em Mora, no dia 27

Investigadores da UAlg estudam ratinho espinhoso africano resistente a tumores

9 June 2026 at 18:10

Uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-Ri), da Universidade do Algarve (UAlg), e do Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM) publicou na revista Scientific Reports um estudo sobre o ratinho espinhoso africano, conhecido cientificamente como Acomys.

A espécie é conhecida pela elevada capacidade de regeneração tecidular e pela resistência ao desenvolvimento de tumores, características que estão agora a abrir novas perspetivas de investigação sobre mecanismos biológicos associados à prevenção do cancro e à medicina regenerativa.

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam após uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal, tornando-se um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, uma vez que tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células. Esta semelhança levou os investigadores a questionar se organismos com maior capacidade de regeneração poderiam ter também maior propensão para desenvolver cancro.

Ratinho espinhoso resistiu à formação de tumores

Os resultados do estudo apontam, no entanto, em sentido contrário. A equipa comparou a resposta do ratinho espinhoso africano com a de ratinhos de laboratório convencionais, da espécie Mus musculus, depois de ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum.

Para compreender esta diferença, os investigadores analisaram, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies. Os dados mostram que o ratinho espinhoso desencadeia uma resposta biológica distinta quando exposto a fatores capazes de provocar cancro.

Este animal ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas. Quando o dano é controlado, a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais.

Outro dos aspetos observados foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas, mecanismo que permite eliminar células com alterações genéticas antes de estas se transformarem em células cancerígenas.

Investigação pode ajudar a identificar novos alvos terapêuticos

Para Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo, os resultados mostram que regeneração e resistência ao cancro podem estar ligadas.

“Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas”, explica o investigador.

“O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores”, acrescenta.

O estudo posiciona os mecanismos de regeneração tecidular como uma possível chave para a prevenção do cancro. Compreender como o ratinho espinhoso africano consegue controlar a multiplicação celular poderá contribuir para identificar novos alvos terapêuticos e apoiar o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano.

A investigação poderá ainda abrir caminho a novos avanços na medicina regenerativa, ao permitir compreender melhor como alguns organismos conseguem reparar tecidos sem desencadear processos tumorais.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

Artigo disponível em: Resistance to tumorigenesis in the african spiny mouse (Acomys) correlates with upregulation of multiple tumor suppressor genes

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

Venus y Júpiter se dan hoy el 'beso cósmico' más esperado: "Será la conjunción planetaria más bella del año"

9 June 2026 at 17:40

El cielo ofrecerá tras el atardecer de este martes una de las estampas astronómicas más llamativas del año tras. Los planetas Venus y Júpiter protagonizarán un 'beso cósmico' al alcanzar su mínima separación aparente vista desde la Tierra. "Posiblemente será la conjunción planetaria más bella del año", explica a 20minutos Rafael Bachiller, director del Observatorio Astronómico Nacional (OAN).

"Desde hace unos días, cada noche a una misma hora puede observarse, mirando hacia el oeste, dos puntos de luz en el cielo", traslada asimismo a este medio Antonio Carretero, profesor de la Universidad Francisco de Vitoria y socio de la Agrupación Astronómica de Madrid. De estas dos marcas brillantes, la más intensa es Venus y la otro es Júpiter.

Bachiller detalla que en el ocaso de este martes los planetas se verán "muy próximos en el cielo", más que en días previos. La separación angular vista desde la Tierra será de un grado y medio, una distancia equivalente "a tres veces el diámetro de la Luna llena". Esa cercanía, sin embargo, es "aparente": "Están en líneas de visión muy próximas, pero Júpiter se encuentra ahora cinco veces más lejos de la Tierra que Venus".

"Se da la circunstancia de que, por la forma de sus órbitas respecto de un observador en la Tierra, parece que Venus va avanzando hacia Júpiter desde abajo a la derecha hacia arriba a la izquierda", indica Carretero. "Es una curiosidad que no es nada común", añade el experto.

Este tipo de fenómeno se conoce como conjunción planetaria: dos planetas que parecen situarse cerca el uno del otro desde el punto de vista en la Tierra, aunque en realidad continúan separados por enormes distancias en el espacio. Este caso es llamativo porque Venus y Júpiter son dos de los objetos más brillantes del cielo nocturno y, además, puede que no se repita con características similares hasta 2028.

Además de la proximidad aparente, Venus y Júpiter se integrarán en el entorno estelar, lo que añadirá belleza al fenómeno. "La conjunción tiene lugar en la constelación de Géminis, cerca de las estrellas Cástor y Pólux, también muy brillantes, pero no tanto como los planetas", explica Bachiller.

El acercamiento entre ambos planetas se ha podido observar desde la semana pasada, aunque el punto álgido es este martes. Si bien el fenómeno podrá seguir percibiéndose durante los próximos días, la separación aparente entre Júpiter y Venus irá aumentando poco a poco.

Dónde mirar y cuál es la mejor hora

La conjunción podrá observarse sin necesidad de telescopios ni equipos especializados, siempre que las condiciones meteorológicas lo permitan, según la NASA. Bastará con buscar un lugar con buena visibilidad hacia el oeste, sin edificios, árboles o montañas que tapen el horizonte, y esperar a que el Sol se haya ocultado.

"Conviene mirar al cielo, hacia el oeste, una hora y media tras la puesta de sol. En ese momento, con el cielo bien despejado de nubes y sin obstáculos delante del horizonte, podremos ver también al esquivo y pequeño Mercurio", apunta Bachiller. Este último planeta será, no obstante, más difícil de localizar, ya que aparecerá a menor altura y con menos brillo.

Quienes tengan prismáticos podrán utilizarlos para apreciar mejor la escena, aunque no son imprescindibles. También puede ser una buena oportunidad para fotografiar el atardecer astronómico con una cámara y un trípode, sobre todo desde lugares con el horizonte despejado.

En los próximos días se esperan otras "escenas bellísimas"

El encuentro entre Venus y Júpiter no será el único fenómeno destacado de los próximos días y, según avance la semana, surgirán nuevos motivos para la observación. Bachiller recuerda que el novilunio tendrá lugar el lunes 15 de junio, lo que dejará una noche muy oscura y "perfecta para la observación del cielo".

"Viviremos otra conjunción muy especial a continuación, cuando el fino filo de la Luna creciente venga a visitar a los dos planetas", avanza el director del OAN. Según explica, el martes 16 y el miércoles 17 de junio se podrán ver "unas escenas bellísimas", también hacia el oeste y aproximadamente una hora y media después de la puesta de sol.

En esos días será posible observar una cuádruple conjunción formada por la Luna creciente, Mercurio, Venus y Júpiter. La imagen más llamativa llegará, según Bachiller, el día 17: "Particularmente espectacular será la aproximación del fino filo lunar con Venus".

El impactante descubrimiento de un grupo de buzos que ayuda a desvelar uno de los mayores secretos de los agujeros azules

9 June 2026 at 17:35

Los océanos siguen guardando numerosos secretos pese a décadas de exploración científica. Entre los fenómenos más enigmáticos se encuentran los llamados agujeros azules, enormes sumideros submarinos que alcanzan profundidades sorprendentes y que todavía plantean muchas preguntas a los expertos sobre su origen, su ecosistema y las formas de vida que albergan.

Un hallazgo inesperado en las profundidades

El interés por estas formaciones ha vuelto a crecer tras una reciente inmersión en el Agujero de Amberjack, situado a unos 50 kilómetros de la costa de Florida. Durante la expedición, un grupo de buzos localizó en el fondo los restos de dos peces sierra de dientes pequeños, una especie considerada en peligro de extinción.

Los agujeros azules son relativamente frecuentes en zonas como el golfo de México, aunque también pueden encontrarse en lugares como Belice, Florida, México o China. Su enorme profundidad y las condiciones extremas de sus aguas convierten estos espacios en auténticos laboratorios naturales para la investigación marina.

Una de las cuestiones que más intriga a los científicos es qué ocurre en las capas más profundas de estos sumideros. Lo que sí se sabe es que, a medida que aumenta la profundidad, disminuyen notablemente los niveles de oxígeno, creando un entorno muy diferente al de las aguas superficiales.

En el caso del Agujero de Amberjack, los investigadores detectaron una sorprendente comunidad microbiana que representaba cerca del 60% de los organismos presentes. Así lo explicó Nastassia Patin, investigadora de la Universidad de Miami y la NOAA, en declaraciones recogidas por la revista de divulgación científica Daily Galaxy.

Ecosistemas únicos bajo el mar

Otros agujeros azules también han dejado imágenes sorprendentes. En el cenote Green Banana, ubicado en Florida, los exploradores describieron una sensación de vacío absoluto en las profundidades. “Estás en medio del Golfo de México y no ves nada a tu alrededor”, explicó Emily Hall, científica del Laboratorio Marino Mote, en declaraciones recogidas por The New York Times.

Entre el misterio y la biodiversidad

Aunque las zonas más profundas parecen deshabitadas a simple vista, los agujeros azules funcionan como auténticos refugios de biodiversidad. En los situados frente a las costas de Florida, los investigadores encuentran primero praderas marinas y corales blandos, antes de llegar a áreas donde habitan numerosas especies marinas.

Entre los animales observados en estas zonas destacan tortugas, medusas luna, barracudas, delfines y una gran variedad de peces que encuentran en estos entornos condiciones favorables para desarrollarse.

Además de su valor científico, estas formaciones presentan importantes desafíos para la exploración. Algunos agujeros azules pueden superar los 125 metros de profundidad, una circunstancia que aumenta los riesgos para los buceadores debido a fenómenos como la narcosis por nitrógeno, capaz de alterar la percepción conforme se incrementa la presión bajo el agua.

Por todo ello, los agujeros azules continúan siendo uno de los grandes misterios de los océanos y un foco permanente de atención para la comunidad científica internacional.

© istock

El impactante descubrimiento de un grupo de buzos que ayuda a desvelar uno de los mayores secretos de los agujeros azules

UAlg acolhe lançamento de plataforma europeia de formação gratuita em Aquacultura 4.0

9 June 2026 at 17:09

AQUATECHinn 4.0 oferece formação gratuita e certificada para preparar profissionais da Aquacultura 4.0. Será apresentado em Faro, na Universidade do Algarve (UAlg) a 17 de junho de 2026.

O conteúdo UAlg acolhe lançamento de plataforma europeia de formação gratuita em Aquacultura 4.0 aparece primeiro em Barlavento.

O coração que se defende batendo | Por Isabel Duarte

9 June 2026 at 16:10

O coração bate. Bate antes do primeiro choro e só cessa quando o corpo cessa. No adulto, repete o gesto cerca de cem mil vezes por dia, sem férias nem domingos. Recebe sangue oxigenado, nutrientes em abundância, vasos sanguíneos por toda a parte. À luz da biologia que se aprende na escola, deveria ser um terreno fértil para o cancro: rico, irrigado, vivo. E, no entanto, é uma das raríssimas excepções.

Os tumores primários do coração são tão pouco frequentes que ocupam um parágrafo apenas nos manuais de patologia. Durante décadas, várias hipóteses tentaram explicar esta resistência. Dizia-se que as células do coração já não se dividem, que o tecido cardíaco é demasiado muscular para acomodar um tumor, que a circulação rápida não permite às metástases fixarem-se. Nenhuma destas explicações era inteiramente convincente. O coração permanecia um enigma anatómico, vizinho dos pulmões, do fígado, do estômago (todos eles vulneráveis), mas aquele protegido por uma razão que ninguém sabia justificar.

Crédito: pexels

Em Abril de 2026, uma equipa italiana do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology de Trieste, liderada por Giulio Ciucci e Serena Zacchigna, publicou na revista Science uma explicação tão simples que parece literatura: O que defende o coração do cancro é o próprio bater do coração.

A intuição partiu de uma observação clínica. Em doentes com insuficiência cardíaca grave, quando se implanta um dispositivo que assume a função de bombear o sangue, o coração descansa, e as suas células voltam a multiplicar-se, coisa que normalmente não fazem no adulto. Os cardiomiócitos regeneram-se a uma taxa de apenas cerca de 1% ao ano. Aliviada a pressão, retomam o hábito esquecido de se dividirem.

E se essa mesma pressão impedisse também as células cancerosas de proliferar?

Para testar esta hipótese, foi necessário fazer algo inverosímil: Construir um coração vivo que não batesse. Os investigadores transplantaram um segundo coração de ratinho para o pescoço de outro ratinho, ligado à sua circulação. O órgão recebia sangue, oxigénio e nutrientes, mas não bombeava, não suportava pressão, e como tal não batia. Em seguida, injectaram células cancerosas humanas em ambos os corações: O nativo, que continuava o seu normal batimento, e o transplantado, condenado a um repouso forçado. Os resultados foram claros. No coração imóvel, o tumor multiplicou-se sem restrição. No coração que batia, o tumor ocupou apenas cerca de 20% do tecido. O restante tecido cardíaco resistiu ao desenvolvimento tumoral.

Mais do que observar e medir esta resistência à progressão tumoral, os cientistas precisaram de a compreender. Identificaram uma proteína, a Nesprin-2 [https://www.uniprot.org/uniprotkb/Q8WXH0/entry], situada entre a membrana da célula e o seu núcleo, que age como um mensageiro mecânico: traduz a pressão física da contracção em sinais que chegam ao ADN e silenciam os genes da proliferação. A célula “sente” que está a ser comprimida e “decide” não se dividir. O cancro, que é (de uma forma simplificada) uma divisão descontroloda das células, encontra ali uma parede sem porta. Não é um gene que o detém. É o processo rítmico que o impede.

E é esta constatação que me parece mais notável, e que justifica esta crónica: A natureza do mecanismo. Estamos habituados a pensar que o corpo se defende com biomoléculas: anticorpos, enzimas, hormonas, células “assassinas”. Quase toda a medicina moderna se construiu sobre moléculas que se ligam a outras moléculas. Aqui, pela primeira vez com tanta clareza, descobre-se que o corpo se defende também com movimento. Que a fisicalidade do bater, o ritmo, a compressão que se repete, é em si uma forma de imunidade. A vida, ao mover-se, protege-se.

O grupo de Trieste trabalha agora com um grupo de engenheiros, num dispositivo para vestir no combate ao melanoma (um agressivo tipo de cancro da pele) que comprime os tecidos na cadência aproximada de um batimento cardíaco. Os primeiros resultados, dizem, são encorajadores. Imaginar a medicina futura como um exercício de aplicar pressões certas, em sítios certos, no instante certo, é hoje menos absurdo do que era ontem.

Mas há algo aqui que vai muito além da prática clínica. Aprendemos, desde Hipócrates, a pensar a doença como um excesso ou uma falta (de bílis, de açúcar, de células, de oxigénio). Raramente a pensamos como uma falha de ritmo. E todavia o coração, que é por definição rítmico, sugere-nos agora que a saúde pode ser, em parte, uma questão de cadência. De insistência. De voltar sempre ao mesmo gesto.

O coração não bate para sobreviver. Bate porque é essa a sua maneira de existir. E ao fazê-lo, sem saber, sem propósito, sem destino, defende-se daquilo que nem imaginava ter de combater.

Referências:

Ciucci, G. et al. Mechanical load inhibits cancer growth in mouse and human hearts. Science 392, eads9412 (2026). doi:10.1126/science.ads9412.

Fieldhouse, R. How your heartbeat could keep cancer at bay. Nature News (23 Abril 2026). doi:10.1038/d41586-026-01296-z.

Leia também: O dia em que a doença chegou antes dos sintomas | Por Isabel Duarte

UAlg participa em estudo com ratinho espinhoso para perceber o cancro

9 June 2026 at 15:45

Investigação com participação da UAlg identificou mecanismos biológicos associados à resistência a tumores no ratinho espinhoso africano.

O conteúdo UAlg participa em estudo com ratinho espinhoso para perceber o cancro aparece primeiro em Barlavento.

Cientistas descobriram um efeito inesperado de trabalhar no turno da noite

By: ZAP
9 June 2026 at 09:15
A mudança é subtil, mas está literalmente a alterar a estrutura física do próprio cérebro. Trabalhar no turno da noite até pode parecer bastante tranquilo. É verdade que é preciso estar atento a figuras suspeitas e a ladrões, mas o mundo está mais silencioso, mais calmo. É fácil perceber o apelo. Pelo menos até se conhecer a ciência que mostra como o trabalho noturno pode reduzir o volume de algumas partes do cérebro. Num novo estudo, recentemente publicado na revista NeuroImage, uma equipa de investigadores analisou dados de 14.198 participantes do UK Biobank. Concluíram que as pessoas que trabalham regularmente

Sorpresón bajo las aguas: filman por primera vez a un gran tiburón blanco adulto en el mar Mediterráneo

9 June 2026 at 04:00

Alrededor de 80 especies de tiburones y rayas habitan en el mar Mediterráneo. Las más habituales son el angelote, la mielga y la tintorera o tiburón azul. El famoso tiburón blanco (Carcharodon carcharias) mantiene una presencia persistente pero extremadamente infrecuente en el Mare Nostrum. Ha habido avistamientos; de hecho, cada vez hay más.

Hace unas semanas, un equipo de buzos que participaba en una misión de retirada de redes de pesca abandonadas en el estrecho de Sicilia, entre Sicilia y Túnez, logró captar lo que se considera la primera filmación submarina de un tiburón blanco adulto en el Mediterráneo en libertad. Serían las primeras imágenes de este animal moviéndose por su hábitat natural mediterráneo.

El hallazgo se produjo durante una expedición organizada por la Fundación Healthy Seas, junto con las organizaciones Ghost Diving (de buceadores voluntarios dedicada a la eliminación de aparejos de pesca abandonados) y SDSS (Sociedad para la Documentación de Yacimientos Sumergidos). Estaban allí para recuperar redes fantasma atrapadas en un barco hundido en el estrecho de Sicilia, una zona de gran valor ecológico y sometida a una intensa presión pesquera.

Los avistamientos de tiburón blanco desde embarcaciones son ocasionales en el Mediterráneo. "Estadísticamente, es mucho más probable ganar la lotería que encontrarse con un animal tan emblemático bajo el agua", declaró Derk Remmers, el buzo que filmó el encuentro.

Estadísticamente, es mucho más probable ganar la lotería que encontrarse con un animal tan emblemático bajo el agua"

Healthy Seas recuerda en un comunicado que no existían hasta ahora registros documentados de encuentros submarinos filmados por buzos. "Un encuentro con un tiburón bajo el agua en alta mar, en el Mediterráneo, es una locura, pero aun así seguimos adelante con nuestro plan de buceo para retirar las redes del pecio", explicó Remmers.

"Estábamos allí para retirar redes fantasma que atrapan vida marina en un ecosistema de naufragio que es un punto clave de biodiversidad", explicó Veronika Mikos, directora de Healthy Seas. Según ella, "momentos como este nos recuerdan cuánta vida aún puede existir en las aguas del Mediterráneo y lo importante que es protegerla de amenazas evitables como los aparejos de pesca abandonados o la sobrepesca".

Ejemplares jóvenes en el Mediterráneo español

Lo del estrecho de Sicilia se suma a otros avistamientos e incluso identificaciones de los últimos años. El pasado febrero, investigadores del Instituto Español de Oceanografía (IEO-CSIC), en colaboración con la Universidad de Cádiz (UCA), documentaron un nuevo registro confirmado de tiburón blanco en aguas del Mediterráneo español.

Fue un ejemplar joven de aproximadamente dos metros de longitud, capturado de forma accidental en abril de 2023 dentro de la Zona Económica Exclusiva española. Aquella identificación de tiburón blanco fue confirmada mediante análisis genéticos. El hallazgo fue uno de los pocos registros verificados de tiburón blanco en aguas españolas en las últimas décadas.

El tiburón blanco es más frecuente en aguas costeras templadas y subtropicales, particularmente en el noreste del Pacífico, el sur de África y Oceanía. Lo reportado en los últimos meses sugiere que la especie habita ahora las aguas frente a las costas de Europa. Aunque no hay que temer: en más de 160 años de registros en aguas españolas, los incidentes documentados con personas han sido excepcionalmente escasos.

Por la fecha del caso español, pleno mes de abril, algunos científicos vinculan la presencia del tiburón blanco a la migración del atún rojo del Atlántico. Pero no es fácil para los investigadores esclarecer la distribución del tiburón blanco porque la mayor parte del conocimiento, al menos en el Mediterráneo, proviene de registros de ejemplares muertos capturados por la pesca.

Intentado saber dónde vive el tiburón blanco

Observaciones como la ocurrida en el estrecho de Sicilia "son extremadamente valiosas para comprender mejor la distribución, los hábitos y el comportamiento de esta especie en peligro crítico de extinción, cuya supervivencia se ve amenazada por las actividades humanas", asegura Carlo Cattano, del Centro Marino de Sicilia de la Estación Zoológica Anton Dohrn.

El cambio climático también puede estar jugando su papel. Investigadores aseguran que los tiburones blancos podrían volver a habitar la región sur del Mar del Norte, entre el Reino Unido, Bélgica y Dinamarca debido al calentamiento global. No hay registros oficiales, pero se han producido numerosos avistamientos en Cornualles y el norte de Escocia.

"El cambio climático podría recrear las condiciones que permitieron a los ancestros del gran tiburón blanco cazar en estas aguas", han escrito en The Conversation el profesor de Paleoecología Evolutiva de la Universidad de Bournemouth, John Stewart, y el investigador del Real Instituto Belga de Ciencias Naturales, Olivier Lambert.

Su presencia, indicador de un hábitat sano

El tiburón blanco desempeña un papel fundamental en el funcionamiento de los ecosistemas marinos. Como especie altamente migratoria, conecta diferentes regiones y contribuyen al buen estado del medio marino.

La ciencia ha visto que su presencia es un indicador de un hábitat sano, ya que se encuentran en la cima de la cadena alimentaria y, por tanto, es clave para el funcionamiento del ecosistema. Sin embargo, esta especie está catalogada como en peligro crítico en la región.

Los tiburones son longevos —pueden llegar a vivir 73 años—, pero son uno uno de los animales más amenazados del mundo. En el Mediterráneo, más de la mitad de las especies de tiburones y rayas se encuentran amenazadas, según datos de la Unión para la Conservación de la Naturaleza (UICN). El 25% de ellas están en peligro crítico de extinción.

Asegura WWF España que la causa principal de su desaparición es la sobrepesca, como ilustra el dato de que el 80% de las pesquerías del Mediterráneo están sobreexplotadas. La pesca de arrastre es el arte más extendida en el Mediterráneo: la practica el 10% de la flota, pero captura algo más de la mitad del total. Puede llegar a tener un impacto muy negativo porque se capturan juveniles, muchas especies que no son comerciales y se dañan los fondos marinos vulnerables.

Lei institui no Rio de Janeiro o Marco Legal Mães na Ciência

Logo Agência Brasil

O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no Diário Oficial do estado, que institui o Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação estabelece diretrizes para garantir apoio a mães e adotantes na graduação e na pós-graduação, assegurando condições mais justas para a permanência e para a progressão acadêmica.

Notícias relacionadas:

A lei veda a adoção de critérios discriminatórios contra candidatas por motivo de gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.

Ao mesmo tempo, a lei proíbe a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição, salvo quando a candidata manifestar a intenção de tratar do tema.

As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação vai observar autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das instituições de ensino superior e os objetivos do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

A lei reconhece o trabalho de cuidado, especialmente da maternidade e da adoção, na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular, para fins de pontuação em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Fortalecimento

Segundo o governo fluminense, por meio de sua assessoria de imprensa, a Faperj já mantém ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência.

O Marco Legal Mães na Ciência vem reforçar, entre outras ações da Faperj, o Programa de Apoio às Cientistas Mães, destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto para apoiar a retomada e a continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos e também mães de crianças com deficiência.

Foram adotadas também pela Fundação medidas que consideram o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos, a concessão de licença-maternidade para bolsistas e a possibilidade de inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.

De acordo com a presidente da Faperj, Caroline Alves, “quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora. Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. Admitiu que, durante longo tempo, as mulheres precisaram escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica.

“Hoje, nosso compromisso é garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, afirmou Caroline.

Mais incentivo

Segundo a Faperj, o incentivo à participação feminina na ciência ocorre ainda por meio do Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio.

Esse programa é dirigido a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento e objetiva ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu investimento de R$ 10 milhões.

Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade das pesquisadoras fluminenses, como o evento Mulheres na Ciência, que reúne pesquisadoras, gestoras e instituições para debater desafios e políticas públicas voltadas à equidade de gênero, e o Prêmio Mulheres na Ciência, que reconhece trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.

 

Lei institui no Rio de Janeiro o Marco Legal Mães na Ciência

Logo Agência Brasil

O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no Diário Oficial do estado, que institui o Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação estabelece diretrizes para garantir apoio a mães e adotantes na graduação e na pós-graduação, assegurando condições mais justas para a permanência e para a progressão acadêmica.

Notícias relacionadas:

A lei veda a adoção de critérios discriminatórios contra candidatas por motivo de gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.

Ao mesmo tempo, a lei proíbe a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição, salvo quando a candidata manifestar a intenção de tratar do tema.

As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação vai observar autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das instituições de ensino superior e os objetivos do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

A lei reconhece o trabalho de cuidado, especialmente da maternidade e da adoção, na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular, para fins de pontuação em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Fortalecimento

Segundo o governo fluminense, por meio de sua assessoria de imprensa, a Faperj já mantém ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência.

O Marco Legal Mães na Ciência vem reforçar, entre outras ações da Faperj, o Programa de Apoio às Cientistas Mães, destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto para apoiar a retomada e a continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos e também mães de crianças com deficiência.

Foram adotadas também pela Fundação medidas que consideram o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos, a concessão de licença-maternidade para bolsistas e a possibilidade de inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.

De acordo com a presidente da Faperj, Caroline Alves, “quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora. Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. Admitiu que, durante longo tempo, as mulheres precisaram escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica.

“Hoje, nosso compromisso é garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, afirmou Caroline.

Mais incentivo

Segundo a Faperj, o incentivo à participação feminina na ciência ocorre ainda por meio do Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio.

Esse programa é dirigido a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento e objetiva ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu investimento de R$ 10 milhões.

Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade das pesquisadoras fluminenses, como o evento Mulheres na Ciência, que reúne pesquisadoras, gestoras e instituições para debater desafios e políticas públicas voltadas à equidade de gênero, e o Prêmio Mulheres na Ciência, que reconhece trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.

 

❌