Irã lança mísseis contra Israel e Trump alerta que ação prejudica negociações
O Exército de Israel identificou o lançamento de mísseis balísticos a partir do Irã no primeiro ataque desde o cessar-fogo


Há histórias no futebol que parecem improváveis até acontecerem. Dois jogadores nascidos no Algarve, separados por poucos quilómetros e naturais de concelhos ligados à Ria Formosa, chegaram ao topo do futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. João Neves, natural de Tavira, e Gonçalo Ramos, natural de Olhão, são agora bicampeões da Liga dos Campeões pelo clube francês.
A conquista volta a colocar o Algarve no mapa maior do futebol internacional. Os dois jogadores algarvios venceram a Liga dos Campeões pelo PSG pela segunda época consecutiva, integrando uma geração portuguesa que tem ganho peso em Paris.
O PSG revalidou o título europeu ao vencer o Arsenal nas grandes penalidades, depois de um empate 1-1 na final de Budapeste. Um ano antes, o clube francês tinha conquistado a prova pela primeira vez, ao derrotar o Inter por 5-0 em Munique.
João Neves nasceu em Tavira e começou o percurso ainda muito jovem, antes de se afirmar na formação do Benfica. Segundo o próprio Benfica, o médio passou pela Casa Benfica Tavira, pelo Centro de Formação e Treino do Algarve e chegou depois ao Seixal, onde cresceu até se tornar uma das maiores promessas do futebol português.
A ascensão foi rápida. No Benfica, João Neves afirmou-se pela intensidade, pela leitura de jogo e pela maturidade pouco comum para a idade. A forma como se impôs no meio-campo encarnado levou-o à seleção nacional e abriu caminho para a transferência para o Paris Saint-Germain, em 2024. A Reuters noticiou então que o PSG contratou João Neves ao Benfica com um contrato válido até 2029, numa operação avaliada em cerca de 60 milhões de euros, mais objetivos.
Gonçalo Ramos nasceu em Olhão e iniciou o percurso no futebol algarvio antes de seguir também para a formação do Benfica. A Associação de Futebol do Algarve recorda que começou no Olhanense, passou pelo Centro de Formação e Treino do Benfica em Loulé e chegou depois à academia no Seixal.
No Benfica, ganhou espaço como avançado de área, mas também como jogador capaz de pressionar, combinar e aparecer em zonas de finalização. A época de afirmação definitiva levou-o à seleção nacional e ao Mundial de 2022, onde marcou três golos à Suíça num dos jogos mais marcantes da carreira.
A FIFA recorda esse hat-trick na vitória de Portugal por 6-1 nos oitavos de final do Mundial do Qatar. Já o PSG apresenta Gonçalo Ramos como natural de Olhão e recorda que o avançado chegou cedo ao futebol, influenciado também pelo pai, antigo jogador.
Apesar de terem idades e percursos diferentes, João Neves e Gonçalo Ramos têm um ponto comum decisivo: o Benfica. Foi no clube da Luz que os dois deixaram de ser apenas talentos algarvios para se tornarem jogadores de dimensão internacional.
Gonçalo Ramos chegou primeiro à equipa principal e tornou-se uma referência ofensiva, especialmente na época em que o Benfica foi campeão nacional. João Neves apareceu depois, mas com impacto imediato, conquistando adeptos pela entrega, pela qualidade na pressão e pela capacidade de jogar simples em zonas difíceis.
O Seixal funcionou, para ambos, como a grande plataforma de lançamento. De Tavira e Olhão para Lisboa, e depois de Lisboa para Paris, o trajeto mostra como o talento algarvio encontrou espaço numa das academias mais produtivas do futebol português.
No PSG, os dois encontraram contextos diferentes. Gonçalo Ramos chegou primeiro, inicialmente por empréstimo, antes de se fixar no plantel parisiense. João Neves entrou mais tarde, mas rapidamente ganhou peso numa equipa construída para dominar em França e competir pelo topo europeu.
A conquista da Liga dos Campeões em duas épocas consecutivas representa um salto simbólico enorme. Para Gonçalo Ramos, confirma a chegada ao patamar dos grandes títulos europeus. Para João Neves, ainda muito jovem, reforça a ideia de que pode tornar-se uma das figuras centrais do meio-campo português na próxima década.
O feito tem também uma dimensão regional. Tavira e Olhão, duas cidades algarvias ligadas à Ria Formosa, passam a poder reclamar uma presença direta em duas conquistas europeias consecutivas do PSG.
João Neves é um médio de energia permanente. Recupera, pressiona, liga setores e raramente se esconde do jogo. A sua evolução tem sido marcada pela capacidade de competir em alta intensidade, mesmo frente a adversários fisicamente mais fortes.
Gonçalo Ramos é um avançado de movimentos inteligentes, capaz de atacar a profundidade, aparecer na área e trabalhar sem bola. Nem sempre precisa de muitos toques para influenciar o jogo. Muitas vezes, a sua utilidade está na forma como pressiona, arrasta defesas e abre espaço para os colegas.
São jogadores diferentes, mas complementares na forma como representam uma nova geração portuguesa: mais internacional, mais habituada a grandes palcos e formada num futebol cada vez mais exigente.
Dizer que ambos são da Ria Formosa é também uma forma de contar a história pelo território. João Neves nasceu em Tavira, Gonçalo Ramos em Olhão, dois concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Ria Formosa.
A expressão não é apenas geográfica. Funciona como imagem de origem: dois jogadores saídos de uma região muitas vezes associada ao turismo, à pesca, à ria e ao verão, mas que também tem produzido talento desportivo capaz de chegar à elite mundial. No futebol português, Lisboa e Porto concentram quase sempre a narrativa. Este caso permite olhar para sul e reconhecer que o Algarve também tem nomes no topo da Europa.

Depois da consagração europeia, João Neves e Gonçalo Ramos têm agora outro palco pela frente. Os dois foram convocados por Roberto Martínez para representar Portugal no Mundial de 2026, que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho no Canadá, México e Estados Unidos. O PSG confirmou a chamada dos dois algarvios, juntamente com Nuno Mendes e Vitinha. Para João Neves, poderá ser a afirmação definitiva numa grande competição de seleções. Para Gonçalo Ramos, será o regresso ao palco onde já brilhou em 2022, quando marcou um hat-trick por Portugal.
O percurso dos dois junta agora três camadas raras: Algarve, Champions e Mundial. De Tavira e Olhão até Paris, e de Paris até à seleção nacional, João Neves e Gonçalo Ramos chegam ao verão como bicampeões europeus e como representantes de uma região que também tem lugar no futebol maior.
Leia também: Do Algarve para o mundo: tavirense João Neves é oficialmente o futebolista português mais valioso do mundo
A rede de ligações aéreas entre o continente e os Açores continua a ser ajustada com novas rotas e reforços de capacidade, num movimento que procura responder à procura crescente por viagens entre os dois territórios. A mais recente alteração envolve a abertura de uma ligação direta a uma das ilhas menos servidas do arquipélago.
De acordo com o Jornal Económico, a TAP Air Portugal passou a operar uma nova rota entre Lisboa e a ilha de Santa Maria, nos Açores, reforçando a presença da companhia no arquipélago. A ligação arrancou com duas frequências semanais, programadas para quintas-feiras e domingos.
Segundo a mesma fonte, os voos partem de Lisboa ao início da tarde, com chegada a Santa Maria pouco depois, enquanto o regresso à capital ocorre ainda no mesmo dia, ao final da tarde.
A operação vai variar consoante a época do ano, com diferentes aeronaves atribuídas à rota. A mesma fonte refere que, durante o verão, será utilizado o Airbus A320neo, com maior capacidade de passageiros, enquanto no restante período do ano a ligação será assegurada pelo Embraer 190.
Esta adaptação permite ajustar a oferta à procura sazonal, mantendo a regularidade da ligação ao longo do ano.
A nova rota para Santa Maria surge integrada num conjunto mais amplo de alterações na operação da TAP para os Açores. Está também prevista a abertura de uma nova ligação entre o Porto e a ilha Terceira, com início marcado para o início de julho.
Com estas alterações, a companhia reforça a presença no arquipélago, onde já mantém ligações regulares a outras ilhas a partir de Lisboa.
Conforme o Jornal Económico, com a soma destas novas rotas às já existentes entre Lisboa, Ponta Delgada e Terceira, a TAP passa a disponibilizar um total de 48 voos semanais entre o continente e o arquipélago dos Açores.
O reforço da operação insere-se numa estratégia de aumento da conectividade aérea entre regiões, garantindo maior frequência de ligações ao longo da semana.
Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

"Estoy hoy aquí confesando haber sido víctima del hechizo de Dios". Así de rotundo ha concluido este domingo sus palabras ante el papa León XIV el actor malagueño Antonio Banderas, quien también ha subrayado que el "arte debe de ser una alternativa a la violencia".
Banderas ha sido uno de los participantes en el encuentro 'Tejer redes con el mundo de la cultura, del arte, la economía y el deporte' celebrado este domingo por la tarde en el Movistar Arena. En él ha destacado que "la relación entre la Iglesia y el arte ha sido determinante" y que "la Iglesia ha sido el mayor productor de arte de la humanidad".
El actor, recoge Efe, ha recordado que 'Godspell', el musical que ha dirigido recientemente y que es una obra creada en el país de origen del pontífice estadounidense, significa 'el hechizo de Dios'.
El actor ha agradecido al papa haber tenido el gesto de reunir en este acto a los representantes de la sociedad civil. Un gesto "necesario" según Banderas, quien ha seguido recordando los vínculos entre las artes a la religión y ha apuntado, por ejemplo, que "con total seguridad la figura más representada en la historia del arte ha sido Jesucristo".
#VisitaPapaRTVE | Antonio Banderas a León XIV
— RTVE Noticias (@rtvenoticias) June 7, 2026
"Yo hoy estoy aquí, Santo Padre, para confesar haber sido víctima del hechizo de Dios"
Síguelo en DIRECTO en #Canal24horas y @La1_tve pic.twitter.com/7mb0CseLNV
Asimismo, ha recordado que el arte no es solo belleza sino también "pregunta, reflexión, contraste y revolución". Y el arte, ha añadido, "debe ser una alternativa a la violencia. Todas las violencias", momento en que ha sido interrumpido por los aplausos del público.
"Así como lo hizo el propio Cristo, el artista debe actuar con valentía y no abandonar el ser instancia crítica a la sociedad, al propio arte, y a la propia religión", ha continuado un emocionado Banderas antes de acudir a saludar y estrechar la mano al papa.
Banderas, entre más aplausos, ha finalizado con un guiño hacia la Orden de San Agustín a la que pertenece León XIV, haciendo suyas las palabras del santo: "Decís vosotros que los tiempos son malos. Sed vosotros mejores y los tiempos serán mejores. Vosotros sois el tiempo". Tras su intervención, Banderas ha estrechado la mano del pontífice, con quien ha intercambio amigables palabras y quien le ha entregado un obsequio.
Siempre fiel a la Semana Santa malagueña, ha recordado las celebraciones de cuándo era niño junto a su madre, las saetas y el recuerdo de la gente en busca de Dios. Y ha definido a Cristo como "un icono de paz, de amor y de sacrificio, rodeado de un misterio inagotable".

Todavía con la resaca emocional por la vigilia de los jóvenes encima, los católicos españoles han salido en masa a llenar el centro de Madrid, en una misa histórica que se recordará durante años. Más de 1,2 millones de fieles se han congregado en la Plaza de Cibeles para atender la eucaristía presidida por el papa León XIV este domingo, por la fiesta del Corpus Christi. Una de las grandes fiestas para los cristianos: llegados desde todos los rincones de España y del mundo, algunos han esperado toda la noche en Cibeles para poder ver al santo padre.
“Hoy la Iglesia que camina en Madrid se convierte en casa abierta y asamblea convocada por Dios”, ha señalado el arzobispo de la capital, José Cobo, al comienzo de la misa. Desde el suelo, miles de ojos estaban puestos en el pontífice. Con sillas plegables, echados sobre esterillas en el suelo o bajo la sombra de los árboles, los fieles llenaban la plaza desde primera hora de la mañana.
Una de las primeras en llegar ha sido María Paula, que ha esperado la llegada del santo padre a Cibeles desde la noche pasada. Peruana residente en Madrid desde hace seis meses, quizás sea una de las personas entre el público con una relación más estrecha con León XIV. “Yo participaba en las misas que él hacía”, comenta con ilusión. Esta mujer era una de las cincuenta personas que acudían a las misas dominicales que el entonces obispo de Callao, Robert Prevost, ofició durante su etapa en el país sudamericano.
“Él es peruano por voluntad propia”, dice sobre un papa nacido en Estados Unidos pero que desarrolló buena parte de su carrera eclesiástica en Perú. Un “orgullo” para todos los ciudadanos de este país. Cuando Prevost fue designado para ser el sucesor de Francisco al frente de la Iglesia, María Paula lo vivió como “una emoción muy grande” por la cercanía que había tenido con el santo padre. Ahora, ha pasado de ser parte de ese medio centenar de fieles que lo acompañaba en Callao a presenciar una misa multitudinaria para más de un millón de personas en Madrid.
La familia de María Paula está en Perú, por lo que ha acudido a la misa junto a algunas amigas. Como ella, son mujeres inmigrantes. Sienten que el papa intercede por las personas en su situación: “Me parece muy bien que esté apoyando a los inmigrantes, que sufrimos un poco al llegar a otro país que no conocemos”, agradece esta mujer. En este proceso, ha tenido que adaptarse a una nueva cultura y diferentes formas de vida, explica, por lo que para ella es un reconocimiento que León XIV hable sobre su situación durante su visita a España.

El mensaje que el papa está dando sobre la inmigración en esta visita también es el más valorado por Iván. Padre de dos hijas, ha llegado esta misma mañana a Madrid desde Yepes (Toledo). Cree que para ellas es bueno oír hablar al santo padre sobre la integración de los inmigrantes y la cercanía hacia los pobres y los más necesitados: "Que al final es el mensaje de la Iglesia".
Las palabras que León XIV está dejando estos días en sus diferentes actos en nuestro país están llegando al corazón de los cristianos que lo acompañan. Es el caso de Diego, que trabaja en Sevilla pero ha viajado hasta Madrid para poder participar en la vigilia y la misa de este domingo. Aunque él ya había presenciado una de sus eucaristías en San Pedro del Vaticano, asegura que este viaje le está ayudando a conocer al nuevo pontífice. Una opinión que comparte Yannik, de Elche: "La gente dice que este papa no ha dado tanto de que hablar, ni tantos titulares, ni ha sido tan mediático".
En el caso de José, un vecino del madrileño barrio de Aluche, agradece la "clase de humildad" que dio León XIV este sábado, cuando visitó el centro CEDIA de acogida de personas sin hogar en Carabanchel. Para él, fue una muestra de que el pontífice "se acerca a las zonas de abajo", que suelen pasar desapercibidas; tanto que él, que vive a medio kilómetro del recinto, no lo conocía. "La comitiva pasó al lado de la puerta de mi casa", comenta este veterano en visitas papales, que colaboró como voluntario durante uno de los viajes de Benedicto XVI a nuestro país.

La celebración de la misa en Cibeles es el gran acontecimiento religioso de la etapa madrileña de la visita. Entre todas las personas que esperaban con atención la llegada del papamóvil desde Colón, había numerosos religiosos. Una de ellas era Pauline, hermana de las Misioneras Cruzadas de la Iglesia. Procedente de Camerún, lleva viviendo siete años en España, aunque su labor como misionera la ha llevado fuera de nuestro país en numerosas ocasiones. La última fue a la India, de donde regresó hace seis meses.
Mientras miraba emocionada al paseo de Recoletos, por donde se esperaba que pasase el santo padre saludando a los asistentes, ha detallado la "gran alegría" que siente por ver a tantos creyentes congregados en un mismo lugar. "Incluso los jóvenes, muchos se volcaron y se van involucrando", ha añadido.
Cerca de Pauline, Remi aguardaba con la misma ilusión que su compañera religiosa. En su caso, es novicio de la Orden de la Merced en Valladolid. Llegó a Madrid el viernes por la noche, emocionado ante la posibilidad de conocer a León XIV: "Es la primera vez que voy a ver a un papa", admite en español, idioma que ha aprendido en los nueva meses que lleva viviendo en nuestro país. Este joven nació en la República Democrática del Congo, país que Francisco visitó en 2023, cuando él ya no residía allí. Antes de llegar a España, pasó por Camerún y Ruanda. "Para mí es una suerte", ha sentenciado Remi antes de volver a fijar su atención en las pantallas que mostraban el recorrido papal hasta Cibeles.


Deux hommes, âgés de 21 et 26 ans, ont été blessés par des tirs sur un point de deal connu, à Villeurbanne, dans la banlieue de Lyon. L’un a été touché à la cuisse, l’autre à l’abdomen avec un pronostic vital engagé. Ils ont été transportés à l’hôpital Edouard-Herriot.
Les faits se sont déroulés peu avant minuit, sur un point de deal du quartier Tolstoï-Grandclément, a notamment rapporté LyonMag, évoquant « deux individus circulant à trottinette qui se sont approchés d’un groupe de personnes », avant que l’un d’eux n’ouvre le feu. La trottinette, « le nouveau véhicule préféré des malfrats », a raillé Le Progrès, qui rapporte que l'un des deux blessés est « connu des services de police ».
Le mode opératoire n’est pas sans rappeler celui de la fusillade survenue à Nice le 11 mai, place des Amaryllis, où un homme arrivé à trottinette avait ouvert le feu sur un groupe de personnes attablées devant un café et un magasin de bonbons. Deux personnes avaient été tuées – deux pères de famille âgés de 57 et 38 ans, sans lien avec le trafic de stupéfiants – et six autres blessées.
Un énième drame, en lieu avec le trafic de stupéfiants, à la suite duquel des voix s’étaient élevées – à l'instar de l’éducateur Abel Boyi –, afin d'alerter quant au risque que la France puisse devenir un « narco-État ».
En la matière, la capitale des Gaules semble avoir pris une longueur d’avance. En avril, en raison de plusieurs fusillades, La Poste avait annoncé en avril suspendre ses tournées dans des quartiers de Vénissieux. En janvier, la presse française avait rapporté l’arrestation aux abords de la gare de Perrache d’un groupe de tueurs à gages « lourdement armés », tous Colombiens, et qui s’apprêtait à passer à l’action.
À cette occasion, cette même presse avait rappelé qu’une figure du banditisme lyonnais, suspectée d’avoir piloté plusieurs règlements de comptes dans le quartier de La Duchère, était incarcérée en Colombie.


di Gentili, F. Giusti e S. Macera – Centro Studi Politico Sindacale
Il 26 Maggio scorso Meloni è intervenuta all’Assemblea annuale di Confindustria. Lo ha fatto con trentasei minuti di discorso, tutti incentrati sulla contestazione dell’Unione Europea – definita come «Un gigante burocratico» – e sulla esaltazione del ruolo «che l’industria italiana ricopre, non solamente dal punto di vista economico, ma anche sul fronte storico, identitario, culturale» e «reputazionale». Il merito – ha detto la Presidente – va a «chi è così ambizioso, così tenace, da non accontentarsi mai dei risultati raggiunti, da voler fissare l’asticella sempre più in alto, fondamentalmente perché sa che l'orgoglio non si rivendica, l'orgoglio si dimostra, ogni giorno».
Purtroppo «fissare l’asticella sempre più in alto», per le imprese a cui Meloni si stava rivolgendo, vuol dire aumentare la produttività e i ritmi di lavoro, e in tanti casi anche ridurre il costo del lavoro (ossia i salari), lo sa bene chi fa sindacato oppure, semplicemente, si ritrova sfruttato in un ufficio pieno di computer, in un museo o magari in un magazzino della logistica. Non è allora un caso se, nel corso di questa lunga sviolinata agli imprenditori, Meloni non abbia mai pronunciato la parola “salari”, limitandosi soltanto a ricordare, in chiusura, di aver promulgato la pessima norma sul cosiddetto “salario giusto” – sulla quale a suo tempo, in quanto Centro Studi, avevamo prodotto un’analisi critica[1] evidenziandone contraddizioni e limiti
L’intervento della Presidente del Consiglio, tuttavia, s’è rivelato ampiamente chiarificatore circa le prossime iniziative politiche del Governo. I temi principali sono stati quelli dell’indipendenza energetica e della revisione delle politiche climatiche, da un lato, e dall’altro quelli della burocrazia e della responsabilità penale per le aziende.
Sull’energia il Documento di Finanza Pubblica aveva già messo in allarme Meloni, riferendo di «rischi di natura strutturale dell’economia italiana, legati alla dipendenza dalle fonti fossili»,[2] e di «una strutturale dipendenza dall’estero per l’energia (pari al 74%, contro il 57% della media UE), con un ruolo significativo dei Paesi del Golfo persico [grassetti in originale]».[3] L’attacco della Premier alle tasse sulle emissioni di carbonio (Emissions Trading System) – che noi critichiamo da sinistra, in quanto consentono alle imprese di vendere “quote” di emissioni non emesse ad altre aziende che, invece, ne hanno già effettuate troppe –, allora, anziché essere il frutto di una visione politico-economica illuminata è, semplicemente, strumentalmente dettato da interessi capitalistici nazionali. «Io penso – ha detto Meloni all’Assemblea – che sia abbastanza chiaro che l'attuale sistema ETS è un po' distante dai bisogni attuali dell'industria europea. A maggior ragione, in questa fase di emergenza energetica, dove il buonsenso spingerebbe chiunque a sospendere temporaneamente la misura, almeno per i settori più colpiti dalla chiusura di Hormuz, in attesa di una sua organica e significativa revisione». In quest’ottica va letta la richiesta italiana alla Commissione Europea di estendere «la flessibilità già concessa per le spese in sicurezza e difesa anche agli investimenti necessari a far fronte alla crisi energetica». Al riguardo la UE ha scelto di evitare il muro contro muro, consentendo all’Italia – e ad altri paesi eventualmente interessati – «un margine di flessibilità per gli investimenti legati all’energia pari allo 0,3% del Pil annuo per il triennio 2026-28»[4]. Invero, questa parziale deroga si colloca in un quadro ben preciso che esclude nuovi sussidi alle famiglie o alle imprese, indirizzando tutti gli investimenti verso quella autonomia energetica che, necessariamente, passa per le rinnovabili e per le produzioni green. Dunque, la Unione Europea ribadisce una delle sue opzioni di fondo, il cosiddetto capitalismo verde (poco amato dall’Esecutivo italiano non in quanto ossimoro, ma perché ritenuto foriero di eccessivi vincoli per le imprese). Di più, la disponibilità europea sottende pure che, in cambio, l’Italia ripensi le sue ultime decisioni in merito al SAFE (Security Action for Europe), il principale strumento volto a sostenere finanziariamente la difesa comune europea. Nei giorni scorsi, il governo nostrano ha infatti comunicato la volontà di rinunciare a gran parte dei 14,9 miliardi di prestiti a tassi agevolati garantiti dal suddetto fondo, cui pure aveva scelto di aderire lo scorso anno. Ovviamente, Von der Leyen e i suoi sperano che, concedendole qualcosa, l’Italia s’impegni ancor più decisamente sulla strada del riarmo.
Ma torniamo al discorso di Meloni, in cui non è mancato l’elogio del cosiddetto “Decreto Energia” dell’anno scorso: «Grazie al decreto Energia abbiamo garantito un taglio concreto sulle bollette di luce e gas per tutte le aziende, oltre che ovviamente per le famiglie vulnerabili. Con benefici stimati per le PMI che arrivano a 9 mila euro l'anno per l'elettricità e a 10 mila euro per il gas». Peccato che i benefici per le famiglie si siano ridotti a un contributo governativo di 200€ una tantum e complessivo per nucleo familiare…
Proseguendo, la Presidente ha speso parole «per il ritorno dell'energia nucleare in Italia, puntando sulle tecnologie più innovative con mini-reattori modulari, sicuri e puliti, che consentano di avere maggiore sicurezza, ma anche costi nettamente più bassi rispetto agli attuali», minacciando l’arrivo di una legge delega «Entro l'estate».
Per chiudere non è mancato un attacco ai pacchetti Omnibus dell’Unione Europea – tramite i quali molte imprese sono già oggi esonerate dagli obblighi di rendicontazione ESG (Environmental Social Governance), che imporrebbero un tracciamento delle emissioni in CO2, dei consumi, dell’impatto ambientale e della gestione dei rifiuti industriali –, definiti «non sufficienti» e inquadrati all’interno della questione della semplificazione burocratica e amministrativa per le attività imprenditoriali, anziché in quella climatica. Stessa cosa al riguardo di alcuni dossier europei – «penso al regolamento sugli imballaggi, penso ad alcuni obiettivi climatici» –, che per Meloni non sono «accettabili».
Secondo Meloni «la responsabilità di impresa non può trasformarsi automaticamente in criminalizzazione di impresa», pertanto ha accolto la richiesta di Confindustria di un confronto finalizzato alla revisione del D. Lgs. 231/2001. Un Decreto che da oltre vent’anni garantisce che in caso di reati societari, tributari, ambientali, connessi al riciclaggio di denaro e via dicendo, compiuti nell’interesse dell’impresa, la responsabilità giuridica non sia solo individuale (personale) ma anche dell’impresa stessa. Si tratta di una garanzia che andrebbe estesa anche ad alcune tipologie di reato compiute contro il lavoro dipendente (come l’applicazione di un Contratto illegale o improprio) ma che, al contrario, Meloni sembra voler abolire o comunque ridurre considerevolmente.
Di più: la Presidente è arrivata addirittura a proporre agli industriali «un cantiere comune per arrivare a una riforma radicale della burocrazia in Italia. Io penso che questo sia fondamentale farlo insieme, perché quando c’è un servizio che non funziona, se vuoi risolvere quel problema devi interrogare l'utente. E voi siete gli utenti della burocrazia italiana» (!). Aspettiamoci, dunque, un’ulteriore deregolamentazione normativa per le attività d’impresa, già anticipate da alcune norme precedenti – come quella sulla deresponsabilizzazione legale dei dirigenti per progetti legati al PNRR (il famoso “scudo penale”) o quella che limita l’ammontare economico delle condanne, riducendo, per questa via, i poteri di controllo della Magistratura contabile sugli appalti. Per non dire di quelle che riguardano i crediti d’imposta e di tante altre ancora…
Le ambizioni di certa politica e di settori imprenditoriali sono ben note: ci si vuole dirigere verso un sistema di controlli decisamente allentato, lasciando alle imprese piena di libertà di manovra anche su materie come le clausole sociali – giudicate come un’intrusione della legislazione giuslavoristica nei processi decisionali e organizzativi di impresa. Detto in altri termini, da una parte si vogliono evitare controlli e controllori, dall’altra spingere al ribasso i costi della manodopera.
Infine, Meloni ha parlato degli incentivi concessi alle aziende, in particolar modo a quelle attive nel Mezzogiorno (accennando anche all’estensione della Zona Economica Speciale a tutto il territorio nazionale), e ha promesso un ulteriore rafforzamento dell’iper-ammortamento, ossia di quel meccanismo che concede alle imprese di aumentare il peso fiscale degli investimenti al fine di accedere ad agevolazioni statali e arrivare, così, a uno sconto su IRES e IRPEF. L’ultima Legge di Bilancio[5] aveva già stabilito, relativamente agli investimenti in tecnologie o beni energetici, un incremento del peso fiscale del 180% per investimenti fino a 2,5 milioni di euro, del 100% per la quota da 2,5 a 10 milioni e del 50% per la quota da 10 a 20 milioni. La proposta in essere sarebbe quella di includere nell’ammortamento gli investimenti su software e cloud – che in realtà sono parzialmente già inclusi, ma solo per alcune tecnologie specifiche.
III. Elementi della strategia del Governo
Nel corso del proprio discorso Meloni ha evidenziato alcuni elementi di strategia politica, che andiamo brevemente a esporre.
Secondo lei «le crisi ci hanno mostrato anche quanto fosse miope l’idea di un’Europa che pensava di poter limitare il suo ruolo a quello di piattaforma commerciale, in una posizione quasi passiva tra l’America e i grandi attori asiatici, lasciando ad altri il controllo sugli snodi fondamentali delle catene del valore». Gli snodi fondamentali sono quelle porzioni di mercato in cui gli investimenti sono altamente remunerativi e che, allo stesso tempo, garantiscano un elevato controllo su tutta la filiera produttiva. Un esempio ne sono le produzioni di semiconduttori (chip). Per garantire alle imprese europee una “posizione” all’interno di questi snodi sono fondamentali, per varie ragioni, un rafforzamento del settore militare (ad esempio per garantirsi l’approvvigionamento di materie prime critiche e per la creazione di una domanda forte e stabile, proveniente dagli eserciti dei Paesi membri dell’UE) e una politica commerciale aggressiva. Per questi motivi Meloni ha detto: «Le spese di difesa sono il prezzo della libertà, e io voglio che l'Italia sia una Nazione libera». È la differenza tra chi sostiene questo mondo e chi – come noi –, invece, vuole cambiarlo.
Nello stesso fronte si inseriscono le boutades sul Mercato unico dei capitali e del risparmio e sul Mercato unico europeo in generale. Secondo Meloni la realizzazione e il potenziamento di questi strumenti «consentirebbe di mettere l’Europa al riparo da scelte protezionistiche di altre nazioni», ma il prezzo da pagare sarebbe la totale deregolamentazione normativa imprenditoriale e bancaria – direzione nella quale, sia detto per inciso, il legislatore europeo si sta già muovendo.
Infine, l’ultima indicazione strategica riguarda i fondi pensione, che in tutta Europa sono in via di potenziamento al fine di mobilitare una massa di capitali (teoricamente proprietà dei lavoratori) per le imprese, «in particolare per quello che riguarda innovazione, startup e infrastrutture». Rivendicando le ultime trovate inserite nella Legge di Bilancio per il 2026, come la riduzione del tempo per l’attivazione del meccanismo del silenzio-assenso – tramite cui il lavoratore viene inconsapevolmente iscritto a un fondo pensione – da sei mesi a soli sessanta giorni, Meloni ha sostanzialmente promesso un ulteriore rafforzamento dell’adesione ai fondi e, quindi, maggiori liquidità per le imprese.
[1] Cfr. E. Gentili, F. Giusti, Salario “giusto”, contratti nazionali a rischio, 6 Maggio 2026, https://diogenenotizie.com/salario-giusto-contratti-nazionali-a-rischio/.
[2] Documento di Finanza Pubblica 2026, Doc. CCXL, n. 2, 27 Aprile 2026, p. 32.
[3] Ivi, p. 20.
[4] M. Esposito e S. Rosset, Mini-clausola da 6,5 miliardi per Roma, i paletti Ue sulla difesa, 2 Giugno 2026, https://www.ansa.it/sito/notizie/economia/2026/06/02/fonti-flessibilita-ue-su-energia-vale-03-pil-entro-deroga-15-per-la-difesa_e3f7bb97-1e7c-401b-bdf4-1cd423a00413.html.
[5] L. 30 dicembre 2025, n. 199, cc. 427 e 429. Cfr. Allegati IV e V per l’elenco delle tecnologie industriali ammesse all’ammortamento.

Lavar a fruta assim que chega a casa pode parecer uma boa prática, mas nem sempre é a melhor decisão. Especialistas alertam que alguns frutos devem ser guardados sem lavar, porque a humidade extra pode acelerar o aparecimento de bolor e reduzir a sua duração no frigorífico.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a recomendação aplica-se sobretudo a frutas mais delicadas, porosas ou com camadas naturais de proteção. Nestes casos, o ideal é conservar o alimento seco e só passar por água fria imediatamente antes de o consumir.
Segundo especialistas citados pela EatingWell, frutos como morangos, mirtilos, framboesas, amoras, maçãs, pêssegos, nectarinas, uvas e cerejas podem estragar-se mais depressa quando são lavados antes de serem guardados.
Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são frutos porosos, ou seja, absorvem água com facilidade. Quando são lavados antes de irem para o frigorífico, ficam com mais humidade na superfície e no interior.
Essa humidade cria um ambiente favorável ao crescimento de bolor e pode fazer com que amadureçam mais depressa. Mesmo uma lavagem rápida pode reduzir em vários dias a vida útil destes frutos.
O ideal é guardá-los secos, num recipiente ventilado, sobre papel de cozinha e, se possível, numa só camada. A lavagem deve ser feita apenas no momento de comer.
Apesar de serem mais resistentes, as maçãs também não devem ser lavadas antes de serem armazenadas. A razão está na camada natural cerosa que ajuda a proteger o fruto.
Essa cutícula ajuda a reter humidade e a manter a maçã crocante durante mais tempo. Quando é removida pela lavagem antecipada, a fruta pode ficar mais vulnerável ao ressecamento e à deterioração.
As maçãs devem ser guardadas à temperatura ambiente ou no frigorífico, consoante a duração pretendida. Também é aconselhável mantê-las afastadas de outras frutas, porque libertam etileno, um gás que acelera o amadurecimento.
Pêssegos e nectarinas têm casca fina e macia, o que os torna mais sensíveis à humidade. Quando são lavados antes de serem guardados, a água pode penetrar na casca e acelerar o aparecimento de bolor.
Estes frutos devem ser manuseados com cuidado, especialmente se já estiverem maduros. Pequenas marcas ou zonas pisadas podem tornar-se pontos de deterioração mais rápida.
A melhor opção é mantê-los secos até ao consumo. Quando chegar a altura de os comer, devem ser lavados em água corrente fria e consumidos pouco depois.
As uvas muitas vezes apresentam uma camada esbranquiçada na casca, que algumas pessoas confundem com pó ou sujidade. Na verdade, trata-se de pruína, uma proteção natural do fruto.
Essa camada ajuda a proteger as uvas contra insetos e deterioração. Lavar as uvas antes de as guardar pode remover essa proteção e aumentar a humidade no cacho.
Por isso, deve resistir à tentação de lavar as uvas logo após a compra. O melhor é conservá-las secas e lavá-las apenas na quantidade que vai consumir.
As cerejas também não devem ser lavadas antes de serem guardadas. A humidade na casca pode acelerar a deterioração e favorecer o bolor.
Outro cuidado importante é não retirar os caules antes do tempo. O caule ajuda a proteger o fruto e a manter a frescura durante mais tempo.
Tal como acontece com os frutos vermelhos, as cerejas devem ser lavadas apenas antes de serem comidas. Depois de molhadas, o ideal é consumi-las rapidamente.
A fruta com casca comestível deve ser lavada antes do consumo, mas não precisa de sabão, detergente, vinagre ou outros produtos químicos. A recomendação é usar apenas água corrente fria.
Durante a lavagem, deve remover sujidade ou resíduos visíveis com cuidado, sem danificar a casca. Depois, pode secar a fruta com papel de cozinha limpo ou um pano adequado.
Os especialistas lembram que as bactérias podem contaminar produtos cultivados de diferentes formas, pelo que lavar antes de consumir continua a ser importante. A diferença está no momento certo: não ao chegar a casa, mas sim antes de comer.
A regra prática é guardar a fruta seca e lavar apenas no momento do consumo. Esta dica é especialmente importante para frutos vermelhos, uvas, cerejas, pêssegos, nectarinas e maçãs.
Ao evitar humidade desnecessária, é possível prolongar a frescura, reduzir desperdício e poupar dinheiro. Muitas vezes, o hábito que parece mais higiénico acaba por fazer a fruta estragar-se mais depressa.
Por isso, antes de lavar tudo ao chegar das compras, vale a pena separar o que deve ficar seco. A fruta continua a precisar de ser lavada, mas só na altura certa.
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Um homem ficou ferido após sofrer uma agressão física na tarde de sábado (06/06), na Rua dos Tupinambás, nas proximidades de um estabelecimento comercial, no bairro Mangabeira, em Feira de Santana. O caso ocorreu por volta das 15h40 e mobilizou equipes da Polícia Militar.
Segundo informações da corporação, policiais do 25º Batalhão da Polícia Militar foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) para verificar uma denúncia de lesão corporal. Ao chegarem ao endereço informado, os militares constataram que o agressor já havia fugido.
Testemunhas relataram que a vítima foi atingida com golpes de porrete. Equipes que atuaram na ocorrência identificaram lesões na região da cabeça e do tórax, além de sangramento aparente provocado pelas agressões.
Após a avaliação inicial, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram os primeiros atendimentos no local. Em seguida, o homem foi encaminhado para uma unidade hospitalar para receber cuidados médicos.
A vítima foi levada ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde permaneceu sob observação médica. Uma guarnição da Polícia Militar acompanhou o deslocamento até a unidade de saúde.
Foto e Vídeo: Redes Sociais
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Oltre 27 milioni di cittadini peruviani si stanno recando alle urne in tutto il Paese per partecipare al secondo turno delle elezioni presidenziali.
Le elezioni determineranno il capo dello Stato per il mandato 2026-2031, rendendo il nuovo presidente il nono nella storia della nazione andina in un decennio: una cifra allarmante che sottolinea la profonda crisi di governance e l'instabilità istituzionale che affliggono il Paese.
Il voto chiama gli elettori a decidere il successore del presidente ad interim José María Balcázar, in un panorama politico caratterizzato da una significativa frammentazione derivante dal primo turno elettorale, al quale hanno partecipato 35 candidati presidenziali e nessuno dei finalisti è riuscito a superare il 20% dei voti totali.
Le opzioni in competizione rappresentano due progetti politici e ideologici completamente opposti: da un lato, la proposta della destra conservatrice, guidata da Keiko Fujimori del partito Fuerza Popular; dall'altro, l'alternativa del leader di sinistra Roberto Sánchez della coalizione Juntos por el Perú, che gode di un forte sostegno tra la classe operaia e nelle regioni interne del Paese.
#EnVivo | TeleSUR transmite cómo se encuentra el Perú en esta nueva jornada electoral, nuestro corresponsal Ramiro Angulo está en el lugar y trae más detalles. https://t.co/ce290VlNE7
— teleSUR TV (@teleSURtv) June 7, 2026
Il disinteresse e la sfiducia della popolazione nei confronti della classe politica tradizionale si sono riflessi nell'alto tasso di astensionismo registrato nella prima fase, dove quasi sei milioni di elettori iscritti hanno scelto di non votare, oltre ad altri tre milioni di cittadini che hanno optato per schede nulle o bianche.
In questo contesto di apatia civica, il voto degli indecisi e il rifiuto delle vecchie strutture istituzionali si stanno configurando come fattori determinanti per definire il percorso politico della nazione andina nei prossimi cinque anni.
I seggi elettorali hanno aperto alle 7:00 e chiuderanno alle 17:00 ora locale. L'Ufficio Nazionale dei Processi Elettorali (ONPE) ha messo a disposizione una piattaforma digitale per consentire agli elettori di verificare il proprio seggio, il numero del tavolo e l'ordine di voto, garantendo un flusso ordinato durante la giornata elettorale.





No País em que as concessões rodoviárias - também conhecidas popularmente como rodovias pedagiadas ou com cobrança de pedágio - estão completando três décadas de operação, regiões como o Nordeste e o Norte brasileiros seguem à margem do processo. Ou, pelo menos, quase à margem dele.
São 30 anos desde a primeira rodovia brasileira concedida à operação privada - a Ponte Rio-Niterói (Ponte Presidente Costa e Silva - BR-101/RJ) - e, mesmo assim, o Nordeste segue com uma participação ainda ínfima do pacote de concessões rodoviárias. Algo próximo de 8% da malha concedida no País.
São pouquíssimos projetos até hoje, três décadas depois. E, mesmo assim, predominantemente no estado da Bahia. Pernambuco tem uma participação muito pequena, assim como o Piauí. São concessões concentradas em áreas litorâneas e hubs logísticos como a BR-116 que corta a Bahia e Pernambuco.
Subindo para a região Norte, o abismo aumenta ainda mais e chega a 4%. A presença de projetos é menor devido à baixa densidade demográfica e os que existem estão focados em eixos específicos de exportação, como a BR-163 no Pará, corredor logístico estratégico que conecta o estado ao Rio Grande do Sul.
Enquanto isso, o Sudeste e o Sul do Brasil avançam cada vez mais, tanto na ampliação das concessões das malhas rodoviárias federal e estadual, quanto nas inovações tecnológicas, como os sistemas de free flow e do pedágio dinâmico.
Mas, por que as concessões rodoviárias não avançam nessas regiões, especialmente no Nordeste? Mesmo sendo estados onde a degradação da malha rodoviária - federal e estadual - faz vítimas fatais, deixa milhares de mutilados e atrasa o desenvolvimento num País economicamente rodoviário?
Para entrar nessa discussão, a Coluna Mobilidade do Jornal do Commercio publica a série de reportagens Nordeste Sem Pedágio, construída a partir de dados e da ouvida de especialistas, operadores e a população em geral numa tentativa de entender se esse atraso regional é resultado apenas da dificuldade econômica ou se aspectos culturais e políticos se sobrepõem.
A chegada das concessões rodoviárias ao Nordeste e Norte brasileiros sofre com a resistência cultural e, principalmente, política. O medo do desgaste político predomina entre os gestores públicos federais e, principalmente, estaduais. Além disso, destinar recursos intermináveis para recuperação da malha rodoviária é vantajoso politicamente.
Muitos governos têm em programas de renovação e requalificação das rodovias federais e estaduais uma das principais bandeiras eleitorais para usar antes, durante ou depois das gestões e campanhas.
A preocupação com o custo econômico que será pago pela população com as tarifas de pedágio cobradas nas concessões rodoviárias também pesa - é inegável. Mas a resistência tem base, principalmente, nas idas e vindas da política brasileira.
Em Pernambuco, para citar um estado como exemplo no País, a destinação de recursos bilionários para sustentar programas de recuperação da malha rodoviária já garantiu eleições e reeleições de muitos governadores. E mais: virou marca indelével de políticos, como é o caso da duplicação da BR-232 entre o Recife e Caruaru, no Agreste do Estado, para o ex-governador Jarbas Vasconcelos.
A obra - na época orçada em R$ 400 milhões e financiada com a privatização da antiga Celpe - virou marca permanente de Jarbas e segue assim até hoje, tendo-lhe garantido também alguns mandatos legislativos.
Depois dele, ex-governadores como Eduardo Campos e Paulo Câmara, ambos do PSB, lançaram programas de requalificação de rodovias com valores que chegaram a R$ 8 bilhões - R$ 4 bilhões cada. Programas que, sem dúvida, renderam muita propaganda e votos para os gestores.
E não para por aí. A atual gestão estadual em Pernambuco, agora sob o comando da governadora Raquel Lyra (PSD), também segue na mesma linha. Tem no programa de requalificação da malha rodoviária PE na Estrada um dos alicerces de seu governo e da sua campanha de reeleição. O PE na Estrada começou com investimentos de R$ 5 bilhões, que rapidamente foram ampliados para R$ 7 bilhões em recursos públicos financiados devido à demanda existente.

Em resumo, as vantagens políticas que esses altos investimentos públicos geram, além do preconceito cultural de que a figura do ‘Estado’ deve ser o único responsável pela infraestrutura no País, predominam e atrasam a chegada das concessões rodoviárias ao Nordeste.
Na visão de especialistas, a resistência às concessões rodoviárias no Nordeste possui raízes tanto culturais quanto políticas. Há um entendimento de que os agentes políticos da região ainda não incorporaram a ideia de que o objetivo principal de uma concessão não é apenas a realização de uma obra pública, mas sim a prestação de um serviço contínuo, focado em segurança viária e na redução de sinistros de trânsito.
Gestores públicos e profissionais que já estiveram diretamente ligados a estudos de concessões que nunca avançaram em Pernambuco, por exemplo, afirmam que, quase sempre, o custo político se sobrepõe até mesmo às condições das estradas. “O custo político de se cobrar pedágio, especialmente em rodovias que já se encontram em más condições, é um dos maiores entraves no Nordeste. Pernambuco é um exemplo.
O estado precário do sistema rodoviário atua como um "agravante" na aceitação popular. Diante do desgaste político, muitas vezes a opção dos gestores é realizar melhorias paliativas para evitar o debate sobre a concessão no momento”, analisa uma fonte em reserva.
Por outro lado, esse preconceito tende a reduzir quando a concessão prevê a implantação de novas rodovias. “A aceitação política é significativamente maior quando a concessão envolve a construção de uma rodovia que ainda não existe. No caso de rodovias já existentes e muito demandadas, como a BR-101, o preço político é considerado alto, o que faz com que projetos importantes acabem arquivados ou paralisados. Enquanto estados como Bahia e Piauí já avançaram nesse modelo, Ceará e Rio Grande do Norte ainda não possuem concessões rodoviárias”, alerta.

Uma das resistências comuns ao pedágio nas rodovias baseia-se no argumento de que seria inconstitucional realizar uma concessão sem oferecer uma rota alternativa gratuita. Mas, do ponto de vista legal, não existe a obrigação de uma via alternativa, algo já definido em decisões de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Pernambuco, inclusive, tem um exemplo prático que confirma essa avaliação: a Rota do Atlântico, via que dá acesso ao Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul do Estado. Não há rota alternativa e, mesmo assim, a cobrança de pedágio foi realizada e é considerada legítima.
Na visão de muitos especialistas e gestores públicos ouvidos pela reportagem, o modelo de pedágio é uma forma de promover justiça fiscal. Isso porque, quando não se cobra do usuário direto da rodovia, o custo da manutenção recai sobre o cidadão comum através de impostos gerais, inclusive sobre quem nunca utilizou a via. “Faz mais sentido cobrar de quem efetivamente usa o serviço e possui renda para tal, permitindo uma alocação mais justa dos recursos públicos”, avalia um gestor público estadual.
Como os recursos fiscais são escassos, esse mesmo gestor enxerga uma tendência de crescimento das Parcerias Público-Privadas (PPPs), também chamadas de concessões patrocinadas. Nesse modelo, o Estado aporta uma contraprestação para moderar o valor da tarifa.
“Em Pernambuco, por exemplo, estudos indicaram que os valores de pedágio poderiam ser menores que o custo de um estacionamento de shopping, o que poderia ajudar a mitigar a resistência da população quanto à capacidade de pagamento”, afirma.
Para um ex-executivo de uma holding brasileira do setor, o avanço das concessões rodoviárias no Brasil, especialmente no Nordeste, enfrenta um obstáculo primordial que precede a engenharia ou a viabilidade econômica: a vontade política. Embora o modal rodoviário transporte entre 60% e 70% das cargas no País, a implementação de pedágios ainda é vista com receio por gestores públicos devido ao impacto eleitoral, sob a premissa de que "taxa de pedágio não ganha voto".
O cenário no Nordeste aponta que a primeira grande barreira para a expansão do modelo de concessões na região é a política eleitoral. Para esse ex-executivo, o governante precisa ter a coragem de justificar a viabilidade da tarifa, buscar a aceitação da sociedade e mostrar as vantagens de uma rodovia bem mantida frente à degradação por falta de recursos públicos.

No caso de Pernambuco, ele cita que trechos como o da BR-232 ligando o Recife a Caruaru, no Agreste do Estado, teriam viabilidade técnica tranquila para uma concessão, o que poderia inclusive gerar recursos para outros projetos, como o Arco Metropolitano - eixo rodoviário projetado há mais de 30 anos e que só agora começou a sair do papel.
No entanto, o ex-executivo ressalta que, enquanto não houver um governo que enfrente o tema e pare de esperar exclusivamente por recursos federais, o progresso será lento. Em comparação com outros estados, o Nordeste ainda apresenta números modestos: enquanto a Bahia possui cerca de 680 km de estradas estaduais concedidas, São Paulo tem 9 mil km e o Paraná 3.300 km.
Para o especialista, o caminho para superar a resistência é pragmático. “Os governos estaduais devem analisar os trechos, definir o tipo de tráfego, considerar isenções para moradores quando não houver vias alternativas e, sobretudo, realizar simulações financeiras via BNDES, Caixa Econômica ou consultorias”, orienta.
O ex-executivo destaca, ainda, que estados como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul já consolidaram seus programas estaduais de concessão por entenderem que não possuem "caixa" para recuperar e manter as rodovias sozinhos. “Já no Nordeste, a mudança de paradigma depende de uma decisão política que priorize a eficiência da infraestrutura em detrimento do receio das urnas”, ensina.
Apesar da resistência, existem exemplos operacionais e projetos em estudo na região Nordeste:
Bahia: Já conta com operações como a Estrada do Coco, Bahia Norte e Via Metropolitana. A Estrada do Coco, especificamente, é mencionada como um caso que atingiu maturidade e recebeu aportes públicos para viabilização.
Pernambuco: O projeto do Arco Metropolitano é alvo de estudos, com trechos que apresentam alto volume de tráfego (60 a 70 mil veículos por dia) e potencial de tarifa estimado em R$ 10.
Ceará: O Arco Metropolitano de Fortaleza foi iniciado como obra pública, evidenciando a preferência inicial por esse modelo na região.
A 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, que celebrou três décadas de diagnóstico da infraestrutura brasileira, reafirmou uma disparidade crítica que deveria ser motivo inquestionável para a expansão das concessões rodoviárias no Nordeste, por exemplo: o tipo de gestão impacta diretamente a qualidade da rodovia.
Enquanto 67,8% da extensão das rodovias sob gestão concedida à iniciativa privada - pedagiadas - foram classificadas como Ótimo ou Bom, esse índice despencou para apenas 27,2% nas rodovias sob gestão pública. Esses índices são de 2025, mas a distância entre eles se mantém há muitos e muitos anos, sempre verificada pelas pesquisas da CNT.
O estudo de 2025 constatou que as concessionárias conseguem aplicar recursos em intervenções de forma mais rápida e constante - até porque são obrigadas por contrato, vale ressaltar -, resultando em um volume de investimento por quilômetro superior ao destinado pelo setor público para as mesmas finalidades.

No quesito pavimento, a diferença entre as rodovias sob gestão pública e privada é marcante, com 65,6% da malha concedida em estado Ótimo ou Bom contra apenas 35,6% da malha pública. Algo simbólico quando se considera que o pavimento é o mais percebido pelos condutores e passageiros, além da relação direta com a segurança viária da rodovia.
Além disso, a qualidade superior do asfalto em trechos privados reduz drasticamente o custo operacional para os transportadores, que enfrentam um aumento médio de até 35,8% nos custos de rodagem em vias públicas devido à má conservação. A tecnologia também é uma aliada na gestão privada, que utiliza sistemas de avaliação avançados, georreferenciamento e suporte operacional contínuo para garantir o conforto e a eficiência do escoamento de cargas e pessoas.
A sinalização e a geometria também refletem o abismo entre os modelos de rodovias. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, nas estradas concedidas, 83,5% da extensão possui sinalização classificada como Ótimo ou Bom, garantindo melhor orientação e segurança viária, enquanto o setor público atinge apenas 38,6% nessas categorias.
Quanto à geometria da via, que envolve traçados e obras de arte como pontes e viadutos, as concessões apresentam 59,8% de qualidade superior, fruto de investimentos em duplicações e adequações estruturais para suportar o alto volume de tráfego, contrastando com os meros 29,9% da gestão pública.

O diagnóstico nacional da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 é preocupante: 62,1% da extensão total pesquisada apresenta algum tipo de deficiência, sendo classificada como Regular, Ruim ou Péssimo. Para reverter esse cenário de deterioração, estima-se ser necessário um investimento total de R$ 101,10 bilhões em ações de reconstrução, restauração e manutenção.
A região Nordeste possui uma extensão avaliada de 30.294 quilômetros, a segunda maior malha regional do estudo - e mesmo assim segue tendo uma participação quase ínfima no panorama nacional de concessões. Os dados apontam que a região enfrenta desafios severos em geometria e segurança viária, com altos índices de rodovias de pista simples de mão dupla, que aumentam o risco de colisões frontais.
Em Pernambuco, foram analisados 3.189 quilômetros de vias. O Estado reflete a carência de investimentos estruturais: apenas 565 quilômetros (cerca de 17,7%) foram considerados em estado Ótimo ou Bom, enquanto a grande maioria da malha estadual e federal no território pernambucano sofre com deficiências de pavimento e sinalização.
Em números gerais, em 2025 o estudo avaliou 114.197 quilômetros de rodovias por todo o Brasil, cobrindo 52,6% de toda a malha pavimentada do País.
A densidade de problemas nas rodovias públicas é dez vezes superior à das rodovias concedidas, ou seja, as vias pedagiadas. É como se fosse encontrado um ponto crítico que compromete a segurança viária de condutores e passageiros a cada 40 quilômetros percorridos nas rodovias públicas. Enquanto que nas estradas geridas pela iniciativa privada o intervalo é a cada 430 quilômetros.
A superioridade das rodovias pedagiadas sob a ótica da segurança viária foi constatada, mais uma vez, na 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada no fim de 2025. A edição mais recente do estudo registrou uma queda de 12,3% no número total de pontos críticos em relação a 2024, totalizando 2.146 ocorrências em todo o País.
No entanto, a disparidade entre os modelos de gestão permaneceu acentuada: enquanto as rodovias sob concessão privada registraram apenas 70 pontos críticos, as estradas sob gestão pública concentram 2.076 dessas falhas graves.

Além da quantidade superior, as rodovias públicas enfrentam uma dificuldade crônica em solucionar problemas antigos. O número de pontos críticos recorrentes — aqueles que permanecem sem solução de um ano para o outro — é 24 vezes maior nas vias públicas em comparação às concessionadas. Essa ineficiência na recuperação da malha é evidenciada pelo fato de que apenas 1,6% de todos os pontos identificados no País (34 casos) estavam passando por obras de recuperação no momento do levantamento em campo.
A segurança dos usuários é posta em xeque não apenas pela presença das falhas, mas pela alarmante falta de alertas. O estudo aponta que 88,0% dos pontos críticos identificados não possuíam qualquer tipo de sinalização. Os "buracos grandes" são a categoria mais frequente, representando 80,0% do total de registros nacionais, e são justamente os mais negligenciados, com 98,6% deles sem sinalização adequada.
Outras ocorrências graves registradas incluem erosões na pista (11,6%) e quedas de barreira (3,8%), que elevam os custos operacionais e os riscos de sinistros de trânsito.
Regionalmente, estados como Acre e Roraima apresentam as situações mais críticas do Brasil, com uma densidade que resulta em um ponto crítico a cada 5,5 quilômetros percorridos. Para sanar as falhas mapeadas em 2025, a CNT estima ser necessária a aplicação de R$ 3,40 bilhões, valor direcionado principalmente para a adequação de pontes estreitas e resolução de buracos grandes.
Os dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) - que faz estudos e análises sobre a malha rodoviária brasileira há mais de 30 anos - confirmam a predominância das concessões rodoviárias no Sudeste e Sul do País. E também a qualidade e a segurança dessas rodovias concedidas - vale destacar.
O Sudeste lidera o ranking com 45% das estradas operadas pela iniciativa privada. É o coração das concessões, especialmente São Paulo e Minas Gerais. A região possui as rodovias mais modernas e rentáveis.
Em segundo lugar vem o Sul do Brasil, com 25%. O Rio Grande do Sul e, mais recentemente, os blocos integrados do Paraná são os destaques. O foco da operação é o escoamento para os portos da região e do País.
Abaixo vem a região Centro-Oeste, com 18% da operação rodoviária privada e foco total no agronegócio, principalmente o eixo da BR-163, considerada o principal eixo estruturante de desenvolvimento regional e logístico para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro.
A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, defende que não existe uma solução única para a infraestrutura brasileira, sendo necessária uma composição equilibrada entre gestão pública e privada.
“Atualmente, o Nordeste apresenta um cenário desafiador, ocupando o quarto lugar no ranking nacional de qualidade, com apenas 30,9% de suas rodovias classificadas como ótimas ou boas. Essa realidade contrasta com o desempenho das rodovias concedidas em todo o País, que mantêm 67,8% de avaliação positiva, enquanto 72,8% da malha sob gestão pública é considerada regular, ruim ou péssima”, afirma a diretora, tendo como base a Pesquisa CNT Rodovias 2025.
Sob um olhar técnico, Fernanda Rezende explica que o principal entrave para a expansão das concessões na região Nordeste reside na viabilidade econômica atrelada ao volume de tráfego. Isso porque, historicamente, o setor privado concentra investimentos no Sul e Sudeste devido à maior densidade industrial e à concentração do PIB nessas regiões, o que garante que a arrecadação tarifária compense os investimentos necessários.
“Em contrapartida, trechos no Norte e Nordeste muitas vezes carecem desse volume intenso, o que dificulta a adoção de modelos de concessão baseados exclusivamente na cobrança de pedágio”, explica.
Para mitigar essas disparidades regionais, a diretora pontua que o governo federal tem buscado novos modelos de negócios, como a divisão de trechos em lotes menores em vez de grandes extensões de mil quilômetros. Segundo Rezende, o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs) deve ser estudado para garantir tarifas módicas em locais onde o retorno financeiro via pedágio é insuficiente.
Além disso, a implementação de tecnologias como o Pedágio Dinâmico, onde o motorista paga apenas pelo quilômetro percorrido, é vista como uma alternativa mais justa e resiliente para atrair novos investidores para diferentes realidades regionais.
Fernanda Rezende destaca, ainda, que a urgência na ampliação desses projetos é reforçada pelos ganhos em segurança e eficiência econômica, já que rodovias concedidas registram 30% menos sinistros de trânsito do que as rodovias públicas.
“O setor privado chega a investir o dobro por quilômetro em comparação ao poder público, gerando um retorno significativamente maior para o PIB nacional”, destaca. Diante de uma malha federal onde 62,1% do pavimento apresenta deficiências, a CNT defende que a prioridade deve ser transferir para a iniciativa privada todos os trechos que possuam viabilidade econômica, garantindo maior durabilidade e resiliência climática à infraestrutura.

A infraestrutura rodoviária brasileira vive um cenário conflitante, no qual a participação da iniciativa privada deixou de ser uma escolha para se tornar uma necessidade estratégica. O estudo Parcerias: A Provisão de Infraestruturas de Transporte pela Iniciativa Privada, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), chegou a essa constatação: o Estado sozinho não possui mais capacidade fiscal para realizar os investimentos urgentes que o setor demanda para eliminar gargalos logísticos.
Enquanto o orçamento público sofre restrições sistemáticas, as concessões rodoviárias, que completaram 30 anos em 2023, consolidam-se como o principal caminho para assegurar uma malha de alta qualidade, essencial para um País onde 65% das cargas e 95% dos passageiros circulam por terra.

A disparidade de recursos aplicados entre os dois modelos de gestão é gritante e um dos pontos que mais chamam atenção. A CNT constatou no estudo que, no período de 2016 a 2022, as rodovias federais sob concessão receberam, em média, 2,3 vezes mais investimentos por quilômetro do que as administradas pelo poder público.
Essa diferença aumentou em 2022, quando as concessionárias investiram R$ 486,55 mil/km, um valor 3,8 vezes superior aos R$ 127,42 mil/km aplicados pela União. O resultado direto desse aporte financeiro refletiu na Pesquisa CNT de Rodovias 2022: enquanto 67,1% da malha concedida foi classificada como Ótima ou Boa, apenas 32,4% das rodovias públicas atingiram esse patamar.
O estudo da CNT mostra que a gestão privada demonstra uma capacidade de recuperação acelerada dos ativos. Nos primeiros cinco anos de um contrato de concessão, a extensão das rodovias avaliadas como "Ótimas" costuma saltar de 16,7% para 29,4%, um crescimento de 76% na qualidade máxima.
Esse desempenho é impulsionado por contratos de longo prazo que definem metas rigorosas de desempenho, algo que o modelo tradicional de contratação pública, frequentemente amarrado por burocracias e falta de previsibilidade orçamentária, não consegue sustentar com a mesma agilidade.
O estudo da CNT também comprova que, para o transportador e o motorista comum, a qualidade superior das rodovias concedidas se traduz em economia direta. Estradas com pavimento deficiente aumentam os custos operacionais do transporte em 37,1%, enquanto nas vias concedidas esse impacto cai para 17,8%.
Além disso, a iniciativa privada atua como um estímulo para a modernização tecnológica, implementando inovações como o sistema Free Flow (pedágio eletrônico sem paradas), conexão 5G e monitoramento integral por câmeras, que aumentam a eficiência logística.
O estudo da CNT também constatou que os benefícios das concessões rodoviárias transbordam os limites do asfalto e alcançam a gestão pública municipal. Somente em 2021, o programa federal de concessões gerou R$ 362,47 milhões em arrecadação de ISSQN para os municípios interceptados pelas vias. A receita extra permitiu que as prefeituras investissem em saúde, educação e outros serviços públicos essenciais, promovendo o desenvolvimento regional.
A segurança nas estradas brasileiras é um desafio de saúde pública, com milhares de vidas perdidas anualmente em sinistros de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT). No entanto, o estudo Parcerias: A Provisão de Infraestruturas de Transporte pela Iniciativa Privada, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), revela que o modelo de gestão das rodovias é um fator determinante para a preservação da vida.
Em pouco mais de uma década (entre 2010 e 2022), as concessões federais alcançaram uma redução impressionante de 61,0% no Índice de Mortalidade. Essa queda acentuada demonstra que o cumprimento de padrões contratuais e o investimento focado em segurança transformam trechos antes perigosos em vias muito mais seguras para motoristas e passageiros.
Algo fundamental principalmente nas rodovias, onde a acidentalidade e a letalidade dos sinistros de trânsito são muito maiores do que em vias urbanas.
A análise comparativa entre a gestão pública e a privada expõe uma realidade preocupante para quem trafega em rodovias sob a responsabilidade do Estado. No período de 2018 a 2021, o número de fatalidades em rodovias federais geridas pela União foi 40,0% maior do que nas rodovias concedidas.
Enquanto a taxa de óbitos na malha pública foi de 4,69 a cada 100 milhões de veículos-quilômetro, nas rodovias sob gestão privada esse índice caiu para 3,35. “Essa diferença é reflexo de investimentos constantes em sinalização vertical e horizontal, além da manutenção contínua do pavimento”, alerta a CNT no estudo.
A infraestrutura física das concessões é desenhada para mitigar o erro humano. Investimentos em duplicações e instalação de canteiros centrais, por exemplo, reduzem a taxa de fatalidade em 60,1% em comparação com pistas simples de mão dupla.
Nas concessões federais da chamada 2ª etapa, onde houve maior volume de obras de ampliação de capacidade, seis em cada oito concessionárias conseguiram reduzir o índice de mortes em mais de 50%. “O rigor contratual obriga os parceiros privados a manterem planos ativos de redução de sinistros, sob pena de sofrerem reajustes negativos em suas tarifas de pedágio”, destaca a CNT.

Um dos grandes diferenciais das rodovias concedidas é a oferta de serviços operacionais que garantem socorro imediato em caso de emergência. O estudo da CNT destaca que as concessões federais contam com uma estrutura robusta: 343 veículos de suporte médico, 483 veículos de suporte mecânico e 226 bases operacionais espalhadas pela malha.
Esse pronto-atendimento e o resgate pré-hospitalar são cruciais para aumentar as chances de sobrevivência das vítimas em caso de sinistros, oferecendo um nível de assistência que raramente é encontrado de forma padronizada nas rodovias sob gestão pública.
O empresário Mozart Moraes, condutor que usa frequentemente as vias concedidas Rota do Atlântico e Rota dos Coqueiros, no Litoral Sul de Pernambuco, foi um dos beneficiados por essa infraestrutura. Ele ficou sem gasolina quando trafegava pela Rota do Atlântico e foi socorrido prontamente por um dos guinchos da concessionária, sendo levado até um posto de gasolina para abastecer o carro.
“Apesar de pagarmos, ao menos em Pernambuco, uma tarifa muito alta para percorrer poucos quilômetros de rodovias, o suporte mecânico oferecido pela concessionária aos motoristas é fundamental. Nos dá segurança. É uma vantagem incontestável", afirma.
Mas reforça que não há um equilíbrio entre o custo e o benefício, especialmente no que diz respeito à distância percorrida em relação ao valor da tarifa. “Defendo que o preço deveria ser proporcional ao trecho utilizado, como acontece em outras regiões do País onde o custo por quilômetro é menor”, pontua.
E segue: "Acho injusto se cobrar R$ 12 por uma faixa de extensão de 8 km, onde a gente chega em rodovias no Sul e nós temos 30 km, 20 km de estrada a percorrer pagando o mesmo valor", reforça.
Já o caminhoneiro Severino Isaac é totalmente a favor do pedágio. “Nós pagamos por uma infraestrutura melhor, que nos dá segurança para conduzir por horas. Além disso, contamos com apoio mecânico e áreas de descanso seguras”, destaca. O caminhoneiro conversou com a reportagem do JC quando trafegava na BR-232 a caminho de Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Além do socorro físico, a tecnologia atua como uma aliada silenciosa. A presença de quase 3 mil câmeras de monitoramento (CFTV), centenas de radares e painéis de mensagens variáveis permite um controle em tempo real do tráfego e a detecção rápida de sinistros de trânsito ou incidentes.
Inovações como áreas de escape para veículos pesados e sistemas de pesagem em movimento ajudam a evitar sinistros graves antes mesmo que eles aconteçam. Ao transferir a operação para a iniciativa privada, o Estado garante que a segurança viária deixe de depender de orçamentos sazonais e passe a ser uma obrigação técnica permanente.
Em Pernambuco e na Bahia, as concessões rodoviárias são operadas pela Austra Vias - antiga Monte Rodovias -, que desde 2021 vem consolidando a atuação no Nordeste com investimentos acumulados que ultrapassam os R$ 2 bilhões em suas quatro concessões nos dois estados.
Em 2025, o grupo gerenciou um tráfego intenso que superou os 45 milhões de veículos anuais, com destaque para a Bahia Norte (CBN), que sozinha recebeu mais de 27 milhões de condutores. Esse volume crescente de usuários é acompanhado por um robusto aporte financeiro em infraestrutura, incluindo duplicações, recuperação de pavimento e modernização da sinalização, visando garantir fluidez e proteção em eixos vitais como a Rota do Atlântico - acesso ao Complexo de Suape - e a litorânea Estrada do Coco.
Nenhum porta-voz da Austra Vias, que passou por uma reposicionamento de marca recentemente, quis falar com a reportagem, mas foram encaminhados dados que mostram que o Nordeste tem, sim, força econômica para ver a expansão das concessões acontecer.
O impacto positivo dos investimentos reflete diretamente na redução histórica da sinistralidade nas rodovias operadas pelo grupo. Na Bahia, a concessionária Bahia Norte atingiu uma queda de 60% no número de sinistros entre 2014 e 2025, enquanto no Litoral Norte (CLN) a redução foi de 26% desde 2015.
Em Pernambuco, os números são igualmente expressivos: a Rota dos Coqueiros (CRC) registrou uma diminuição de 78% nas ocorrências desde 2012, e a Rota do Atlântico (CRA) reduziu os sinistros em 58% em relação ao seu pico operacional em 2014. Esses indicadores comprovam que a modernização da infraestrutura é um pilar essencial para a preservação de vidas no trânsito.
Para sustentar esses índices de segurança, a Austra Vias afirma ter destinado R$ 288,15 milhões apenas no ano de 2025 para frentes de novas obras, manutenção especial e operação. O suporte ininterrupto é garantido pelo Serviço de Apoio ao Usuário (SAU) e pelos Centros de Controle Operacional (CCO), que monitoram os trechos via CFTV e coordenam ambulâncias, guinchos e equipes de inspeção. Somente no último ano, foram realizados mais de 15,5 mil atendimentos mecânicos e cerca de 1,7 mil atendimentos emergenciais nas quatro unidades.



© JC IMAGEM

Первая ассоциация с ЛСД, МДМА, псилоцибином и другими психоделическими веществами для многих — хиппи, контркультура и наркотическая эпидемия, угрожающая обществу. Однако в последние годы этот имидж стремительно меняется. Теперь психоделики — это прежде всего перспективная терапия для лечения ментальных расстройств. Отдельные вещества уже почти добрались до массового рынка, еще сотни находятся на ранних стадиях клинических испытаний. В индустрию текут деньги инвесторов, а власти по всему миру (даже Дональд Трамп!) облегчают еще недавно запрещенным веществам доступ в национальные медицинские системы. «Медуза» подробно рассказывает о тихой революции, которая происходит в фармацевтической отрасли, — и о рисках, которые она несет.
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18 апреля 2026 года Дональд Трамп подписал указ об ускорении исследований психоделиков в лечении психических расстройств. В документе говорится, что от таких расстройств сегодня страдают около 14 миллионов американцев — и лишь чуть более половины из них вообще получают терапию. Но и это оказывает огромную нагрузку на медицинскую систему и экономику. Такая же ситуация в других развитых странах. Согласно отчету ОЭСР, каждый пятый житель 38 государств — членов организации страдает от психических расстройств — и при этом более половины пациентов, получающих лечение, не отвечают на него.
Здравоохранение в области ментальных расстройств в серьезном кризисе. В отличие, к примеру, от онкологии или расстройств иммунной системы, в психиатрии за последние 50 лет практически не появилось по-настоящему инновационных лекарств. Подавляющая часть средств от психоза, депрессии и тревожного расстройства, одобренных FDA за последние годы, обладает лучшей переносимостью, но по эффективности и механизму действия не отличается от веществ, открытых еще в 1950–70-е.
Цель нового указа Трампа — устранить бюрократические препоны на пути исследования и использования психоделических веществ для лечения психических расстройств. Администрация Трампа призывает FDA ускорить сроки рассмотрения и одобрения препаратов, которые регулятор сочтет перспективными. Делаться это будет через систему выдачи специальных ваучеров на такие процедуры.
Кроме того, указ выделяет федеральное финансирование в 50 миллионов долларов на исследования и обещает обеспечить право доступа критически нуждающихся пациентов к экспериментальным видам терапии без одобрения FDA, через Закон о праве на лечение.
Наконец, документ облегчает контроль над потенциально эффективными психоделическими веществами. Соединения, показавшие эффективность в третьей фазе клинических испытаний, можно будет перенести из наиболее строго регулируемого Списка I в чуть менее строгий Список III контролируемых веществ.
Мотивация Трампа в этом решении не вполне очевидна. Джош Хардман, основатель аналитического портала о психоделической индустрии Psychedelic Alpha, отметил, что при подписании указа, помимо людей, непосредственно относящихся к индустрии, таких как глава Минздрава США Роберт Кеннеди — младший, присутствовал подкастер Джо Роган — известный сторонник исследования и использования психоделиков. Предполагают, что Трамп мог ускоренно подписать указ, чтобы восстановить добрые отношения с Роганом, который в последнее время стал критически относиться к президенту из-за жесткой миграционной политики и войны в Иране. И подкастер действительно с энтузиазмом отнесся к указу.

В документе отдельно упоминается широкая распространенность суицидов и ментальных расстройств, таких как посттравматическое стрессовое расстройство (ПТСР) и зависимость, среди американских ветеранов. Они традиционно голосуют за республиканцев — и Трамп рассчитывает на их поддержку на следующих выборах.
В целом эксперты в области психоделической терапии отнеслись к подписанию указа с осторожным оптимизмом. Многие подчеркивают важность того, чтобы изначальный оптимизм не вылился в халатное отношение к безопасности и не навредил потенциальным пациентам. Так что за собой может повлечь указ Трампа? В каком состоянии находятся исследования и индустрия психоделической терапии? И как может работать лечение веществами, использование которых в медицине было де-факто запрещено десятилетиями?
Термин «психоделик», предложенный психиатром Хамфри Осмондом, в переводе с греческого означает «проявляющий сознание / психику» и подчеркивает способность этих веществ изменять восприятие и состояние сознания. К психоделикам относят широкий спектр веществ, среди которых наиболее известные — ЛСД, псилоцибин, мескалин и ДМТ. Раньше их называли «классическими» психоделиками, но теперь исследователи предпочитают термин «галлюциногенные». Это отделяет их от других категорией психоделиков: диссоциативных, таких как кетамин и PCP, эмпатогенных, включающих МДМА и 2C-B, и онейрогенных, включающих ибогаин.
Многие из них были открыты или синтезированы в XX веке; некоторые стали известны за пределами научного сообщества в 1960–70-х — и вскоре запрещены. Хотя часть веществ и продолжала применяться в рамках традиционных церемоний коренных народов Мексики и США.
Несмотря на схожие химические свойства и эффекты, у каждого из психоделиков уникальная история. Самое известное вещество из класса — ЛСД — в 1938 году синтезировал на основе алкалоидов спорыньи швейцарский химик Альберт Хофман. Однако психоактивные свойства ЛСД обнаружились значительно позднее, в разгар Второй мировой войны — в 1943-м. В течение десятилетия вещество использовалось в узких кругах в рамках психоаналитических сессий, а также эпизодически для лечения разных заболеваний и расстройств — строгого регулирования этой области тогда еще не существовало.

Из-за простоты синтеза и легкости распространения ЛСД вскоре «утек в народ» и стал ассоциироваться преимущественно с контркультурным движением в США. Постепенно это привело к его демонизации и запрету в 1970 году, хотя позже стало известно, что нерегулируемые эксперименты с ЛСД проводили даже в ЦРУ. Как и многие другие психоделики, ЛСД был внесен в самую строгую категорию — Список I контролируемых веществ в США, куда попадают вещества, обладающие высоким потенциалом злоупотребления (то есть вызывающие зависимость), и без признанного медицинского применения.
Туда же в 1980-х угодил и метилендиоксиметамфетамин, или МДМА. Это вещество, которое называют эмпатогеном за свойство стимулировать эмпатию. Его синтезировали в 1912 году в компании Merck в качестве потенциального средства, стимулирующего сворачивание крови, и на долгие годы отложили на полку. В 1975-м о МДМА узнал химик Александр Шульгин — он начал экспериментировать и смог понять его терапевтический потенциал, после чего МДМА успешно использовали для психотерапии на протяжении почти 15 лет. Затем вещество утекло в клубную культуру и приобрело название «экстази». Хотя в реальности под «экстази» чаще всего скрывается смесь МДМА со спектром веществ — от безобидных кофеина и анальгина до мефедрона, амфетамина и крайне опасного синтетического опиоида фентанила.

В отличие от ЛСД, исследование МДМА для клинического использования почти никогда не прекращалось полностью. В 1985-м группа психотерапевтов, работавшая с МДМА до его строгого запрета, создала некоммерческую организацию MAPS. Она продолжила исследования и использование психоделиков для терапии психических расстройств. Хотя работа не ограничивалась одним веществом и одним расстройством, организация сфокусировалась именно на применении МДМА для лечения ПТСР и с момента основания провела все стадии клинических исследований. Изначально MAPS хотела не патентовать МДМА и провести все исследования в рамках некоммерческой инфраструктуры, чтобы такой вид терапии остался доступным большему количеству пациентов.
Но в 2014-м все же пришлось основать коммерческую фармкомпанию, которая в разное время была известна под названиями MAPS Public Benefit Corporation, Lykos Therapeutics, а сейчас — Resilient Pharmaceuticals.
В 2017-м, после нескольких клинических испытаний второй фазы и предварительных обнадеживающих результатов, FDA присвоил MDMA-терапии для ПТСР статус прорывной. Между 2018 и 2023 годами компания провела два клинических испытания третьей фазы, в которых в совокупности приняли участие почти 200 человек. Результаты показали (1, 2), что три сессии употребления МДМА в сочетании с психотерапией значительно снижают симптомы ПТСР. В 2023-м бывшая MAPS подала в FDA заявку на одобрение МДМА для лечения ПТСР, и практически все в этой области ожидали положительного решения — но заявка была неожиданно отклонена. Теперь компания планирует проведение еще одного испытания третьей фазы, чтобы ответить на все вопросы FDA и переподать заявку в 2028–2029 годах.
Вероятно, именно работа психотерапевтов, включая Шульгина, их публикации и активность, а также свидетельства о пользе МДМА для терапии психических расстройств привели к тому, что вещество не ушло в подполье. В итоге это привело к тому, что МДМА стало возможно включить в клинические испытания и податься на одобрение терапии. MAPS, безусловно, были пионерами в области снижения стигмы и маргинализации психоделиков и выведении их в сферу строгих контролируемых научных и клинических исследований.
За ними последовал психоделический ренессанс — вещества стали больше исследовать в академии по современным научным стандартам, появилось уже больше сотни клинических испытаний самых разных препаратов для разных, преимущественно психических расстройств.
Ниже мы сосредоточимся на крупных клинических испытаниях психоделиков, которые проводят большие фармакологические компании. Очевидно, именно их усилия, при должной удаче, скорее всего, приведут к тому, что пациенты получат доступ к лечению. Но возникает очевидный вопрос: если то, что мы наблюдаем, можно назвать ренессансом, то почему он происходит именно сейчас, а не тогда, когда эти вещества были впервые описаны? Почему в 1970-х психоделики угодили в категорию запрещенных соединений?
На этот вопрос нет простого и однозначного ответа. В большой степени это случилось из-за социополитических факторов. В США употребление ЛСД было частью контркультуры, сторонники которой активно выступали против войны во Вьетнаме и политики Ричарда Никсона. Правительство пыталось подавить это движение, запрещая его атрибуты. На слушаниях в подкомитете Сената в 1966 году психоаналитик и исследователь психоделиков Сидни Коэн называл контркультуру «микрокультурой „кислотных битников“» и описывал ее так: «Мы стали свидетелями чего-то, что в каком-то смысле пугает даже больше, чем смерть, а именно полной утраты культурных ценностей, потери ощущения правильного и неправильного, хорошего и плохого. Эти люди живут без ценностей, без мотивации, без стремлений… они лишились культурных корней, потеряны для общества и для самих себя». Вероятно, эксперт боялся, что популярность психоделиков среди хиппи помешает научным исследованиям, и не опирался ни на какие научные данные в своем утверждении.

Хотя считается, что запрет в Европе был навеян никсоновской «войной с наркотиками», это не совсем так. Недавно вышло исследование законодательного процесса запрета психоделиков на уровне ООН. Его авторы приходят к выводу, что запрет был вызван преимущественно идеологическими и алармистскими причинами. Научных знаний о психоделиках было совсем мало, и хотя некоторые исследователи искренне беспокоились о негативных последствиях, существовавшие тогда работы не указывали на высокий потенциал зависимости или серьезный вред.
В 1966-м специальный комитет ООН составил отчет о различных веществах для Комиссии по наркотическим средствам. В СМИ писали, что комитет «предположил, что все психоделики должны рассматриваться как крайне опасные, пока не доказано обратное». В ООН психоделики представляли больше в качестве социальной угрозы, связанной со «сниженной продуктивностью, протестами и пренебрежением установленными нормами». Медиа тоже сыграли свою роль, освещая «предположительные риски психоза, суицида и хромосомных повреждений», а также делая акцент на том, что «психоделики распространяются как эпидемия среди молодых людей».
Повлияла и холодная война: СССР считал вещества атрибутом буржуазного мира и, наравне с Францией, выступил в ООН за строжайший запрет. США, кстати, наоборот, выступали за доступность психоделиков для исследований. В то время как за алкоголем и табаком стояла мощная промышленность, а за стимуляторами (такими как амфетамины) и барбитуратами — фармакологическая индустрия, у психоделиков не было влиятельного лобби, которое бы защищало их интересы на законодательном уровне.
Сегодня есть уже десятки фармкомпаний, которые пытаются исследовать применение терапии с использованием психоделиков для самых разных расстройств и заболеваний. Большая часть из них находится в США — с их огромным фармацевтическим рынком и доступом к инвесторам. Но до финала наиболее трудной — третьей — фазы исследований (которая подразумевает доказательство эффективности терапии на большой выборке пациентов) даже там добрались всего две компании.
Помимо Lykos Therapeutics (коммерческого ответвления MAPS), речь о которой шла выше, это британско-американская Compass Pathways, развивающая использование синтетического псилоцибина для лечения терапевтически резистентной депрессии в сочетании с психологической поддержкой. Так же как и Lykos, Compass получила статус прорывной терапии от FDA, а после подписания указа Трампа — еще и ваучер приоритетного рассмотрения. Это позволяет FDA провести ускоренную процедуру рассмотрения заявки на одобрение лекарства и сокращает время рассмотрения с 10 месяцев всего до двух. Compass планирует подать заявку на одобрение псилоцибина к концу 2026 года, так что в случае успеха тот может стать первым официально одобренным FDA галлюциногенным психоделиком уже в начале 2027-го. В самом быстром сценарии за одобрением может последовать перенос псилоцибина из Списка I в Список III контролируемых веществ, что облегчит дальнейшие исследования.
Прямо сейчас на третьей фазе клинических испытаний псилоцибина или аналогов находятся еще две компании — некоммерческая Usona Institute и Helus Pharma. Обе используют псилоцибин для лечения большого депрессивного расстройства и обладают статусом прорывной терапии. Еще один фармгигант — Definium Therapeutics — проводит третью фазу испытаний оптимизированной формы ЛСД для лечения большого депрессивного расстройства и генерализованного тревожного расстройства. Это два параллельных испытания, и только у тревожного расстройства есть статус прорывной терапии.
На второй стадии находится более 30 показаний. Среди них наиболее примечательное — использование метилона, очень близкого к МДМА, для лечения ПТСР, которое исследует компания Transcend Therapeutics. Несмотря на более раннюю фазу испытания, компания получила и статус прорывной терапии, и ваучер приоритетного рассмотрения, что стало сюрпризом — все ожидали, что на месте Transcend будет пионер индустрии Lykos.
Во второй фазе можно увидеть как более интересные вещества, помимо всем известных псилоцибина и ЛСД, так и более широкий спектр расстройств. Хотя в клинических испытаниях чаще встречаются аналоги или модификации классических веществ: компании стремятся запатентовать их ради извлечения прибыли. Но есть и, например, разные формы 5-MeO-DMT — психоделика, естественно синтезируемого некоторыми растениями и выделяемого железами колорадской жабы. Его особенность — короткое время действия (10–20 минут в сравнении с пятью-шестью часами при употреблении псилоцибина и до 10 часов у ЛСД), за счет которого фармкомпании надеются сократить время, уделяемое пациенту, и снизить расходы на терапию. 5-MeO-DMT испытывают для лечения алкогольной зависимости, биполярного расстройства второго типа, а также послеродовой депрессии.

Среди других необычных показаний — фибромиалгия и компульсивное переедание, опиоидная зависимость и зависимость от стимуляторов, социальное тревожное расстройство само по себе и при расстройстве аутистического спектра и даже депрессия и тревожность, вызванные болезнью Альцгеймера.
Количество клинических испытаний первой и доклинической фазы с использованием психоделиков исчисляется уже сотнями, и среди них прослеживается тенденция к расширению возможных показаний за пределы психических расстройств. Особенно в область неврологии.
Наименее изучен ибогаин — галлюциногенное вещество естественного происхождения, обнаруживающееся в африканском кустарнике ибога (Tabernanthe iboga) и заслужившее отдельное упоминание в указе Трампа. У ибогаина и аналогов сложный механизм действия; изменение сознания и восприятия может длиться двое-трое суток; также эти вещества вероятно кардиотоксичны, что представляет серьезный риск для здоровья. Эксперты недавно даже выпустили открытое письмо, призывающее к бережности и ответственному подходу в развитии терапии, использующей вещество. Однако ибогаин и его производные пользуются популярностью среди американских ветеранов и обладают потенциалом для терапии ПТСР и зависимостей.
В Европе масштабы исследований и испытаний гораздо скромнее, но и здесь в последние годы есть заметные шаги в сторону использования психоделиков для терапии психических расстройств.
Самая прогрессивная страна — это, пожалуй, Швейцария. В ней с 2014 года действует программа ограниченного медицинского доступа для пациентов, исчерпавших другие варианты лечения. Аккредитованные врачи, которых в 2024 году было около сотни, получают специальное разрешение от Федерального управления общественного здравоохранения под каждый конкретный случай. И при получении разрешения лечить пациента могут любым веществом — выбор на усмотрение врача. Программа пользуется спросом. В 2024-м через нее прошли более 700 пациентов (еще в 2020-м лечение получали десятки людей).
Похожую программу летом 2025 года одобрила Германия, но сильно ограничила возможности выбора. Фактически использовать можно только псилоцибин, только для лечения терапевтически резистентной депрессии, только в сочетании с психотерапией и только на базе госпиталей в Мангейме и Берлине. Там работают специальные программы раннего доступа к экспериментальным видам лечения для пациентов, которые исчерпали другие варианты. При этом психоделики остаются незарегистрированными лекарственными средствами. Подобные программы существуют еще в Австралии и Канаде.
Чехия тоже довольно близко подошла с законодательной легализации психоделиков. В мае 2025 года нижняя палата парламента проголосовала за законопроект о легализации псилоцибина в медицинских целях. В Нидерландах псилоцибиновые трюфели остаются легально доступными без медицинских показаний, и многие частные компании предлагают ретриты с терапевтическими целями. Спектр таких услуг варьируется от совсем серых и нерегулируемых до таких, где организаторы следуют утвержденным протоколам принятия веществ и процедура проводится в сопровождении медиков.


В начале 2024 года Евросоюз выделил 6,5 миллиона евро по программе Horizon Europe на исследования психоделической терапии у пациентов с неизлечимыми заболеваниями, получающих паллиативную помощь. Клинические испытания с использованием псилоцибина будут проводиться в девяти странах ЕС и охватывают 19 исследовательских и медицинских коллективов. Цель — помочь пациентам преодолеть психологический и экзистенциальный дистресс. Еще один проект Integrate, финансируемый ЕС, призван исследовать механизмы работы психоделиков, разработать клинические стандарты их применения, а также изучить законодательные и этические барьеры.
Особняком стоит кетамин, широко известный и применяемый в качестве анестетика на людях и животных. В меньшей дозировке он обладает диссоциативными и психоактивными свойствами, а также доказанным и необычайно быстрым антидепрессивным эффектом. Это пока единственное психоделическое вещество, одобренное FDA для терапии большого депрессивного расстройства и терапевтически резистентной депрессии (без сопровождающей психотерапии) и продающееся в США по рецепту под названием «Справато» в форме назального спрея.
В третьей фазе клинических испытаний находится и терапия внутривенными инъекциями кетамина для лечения депрессии с суицидальными проявлениями и тяжелой алкогольной зависимости. При этом кетамин регулируется не так строго, как другие психоделики: он находится в списке III в США. Это связано с тем, что у вещества есть одобренное медицинское применение. И получить разрешение на работу с ним проще.
Летом 2025-го использование кетамина для лечения терапевтически резистентной депрессии было одобрено в Норвегии, и, в отличие от США, там терапия будет покрываться общественной системой здравоохранения, то есть доступна всем вне зависимости от финансового положения. В марте 2026-го Франция одобрила применение кетамина при остром суицидальном кризисе.
В Украине тоже существует центр кетаминовой терапии, предлагающий внутривенные инъекции микродоз кетамина для терапии разных расстройств, в том числе ПТСР у ветеранов войны. Также в стране запустился проект Heal Ukraine Trauma (HUT), который развивает групповую психотерапию с применением кетамина для лечения ПТСР и обучает психотерапевтов.
В России клинических испытаний психоделических веществ не проводится, хотя в 1990-х профессор Евгений Крупицкий, работающий в Национальном медицинском исследовательском центре психиатрии и неврологии им. В. М. Бехтерева, был пионером исследования кетамина для лечения алкогольной и опиоидной зависимости и неврозов. Несмотря на несколько успешных публикаций, после 10 лет работа в этом направлении в России сошла на нет.
Чтобы ответить на вопрос, как работают психоделики и что между ними общего, полезно вспомнить механизм действия антидепрессантов. Почти все такие препараты взаимодействуют с серотониновой системой мозга. Определенные нейроны в мозге выделяют нейротрансмиттер серотонин, он оказывается в пространстве между нейронами и связывается с разнообразными рецепторами серотонина на других нейронах. До сих пор популярная серотониновая гипотеза депрессии (в последнее время она все чаще оспаривается) постулирует: при депрессии серотонина в мозге не хватает или система нарушена другим образом. Соответственно, самый распространенный тип антидепрессантов, селективные ингибиторы обратного захвата серотонина, увеличивают количество серотонина, способного связываться с разными типами серотониновых рецепторов.
Описать целостную и понятную картину того, как работают психоделики, очень сложно, но эта проблема не уникальна. Механистически действие любых психоактивных веществ можно объяснить на разных уровнях — молекулярном, клеточном, уровне сетей нейронов и поведенческом. Например, в случае с антидепрессантами мы знаем, с какими рецепторами они связываются, частично знаем, какие молекулярные реакции это запускает в нейронах и как это, вероятно, помогает нейронам эффективно коммуницировать. При этом мы не понимаем до конца, как эти изменения выливаются в улучшение настроения.
Так и с психоделиками: известно уже довольно много о том, как они работают на разных уровнях, но белых пятен остается не меньше. Большинство данных о механизмах получены в экспериментах на животных, ведь многие процессы невозможно исследовать на людях с этической точки зрения.
На молекулярном уровне галлюциногенные психоделики, такие как ЛСД и псилоцибин, являются агонистами серотониновых рецепторов, то есть связываются с рецепторами вместо серотонина. Считается, что психотропный эффект ассоциирован с определенным типом серотонинового рецептора — 5-HT2A. Связь с ним запускает в нейроне целый механизм разных процессов.
Главным терапевтическим кандидатом в действии психоделиков считается усиление нейропластичности — способности мозга изменяться в ответ на стимулы из окружающей среды. Проще говоря, под воздействием психоделиков мозг становится более восприимчивым и обучаемым. Это происходит благодаря изменениям на разных уровнях:
Выделяют даже метапластичность — бо́льшую восприимчивость к последующей пластичности.
Впрочем, некоторые исследователи не уверены, что за терапевтический эффект отвечает именно пластичность. Например, Гюль Долен из Университета Калифорнии в Беркли отмечает, что кокаин тоже индуцирует массивный уровень пластичности в мозге, но это не ведет к терапевтическому эффекту. Вместо этого ученая предпочитает использовать понятие «критического периода» — это ограниченный период в развитии, когда происходит наиболее интенсивное обучение чему-то, например социальным навыкам. Если пластичность — это более общее понятие, то критический период для обучения отличается тем, что в какой-то момент закрывается. По словам Долен, психоделики помогают «переоткрыть» этот период и дообучиться.
На уровне глобальных сетей нейронов известно, что психоделики усиливают коммуникацию между отделами мозга. Это подтверждено на людях с помощью фМРТ и реплицируется в большом количестве исследований.
Одна из популярных моделей, которую исследователи разработали в попытке объяснить механизм работы психоделиков, REBUS, предлагает понимание терапевтического эффекта через ослабление устойчивых убеждений, а еще — объяснение того, почему психоделики так эффективны (по крайней мере так кажется) для терапии широкого спектра психических расстройств. В основе многих из них лежат дисфункциональные внутренние модели — или убеждения человека, от которых он не может избавиться. За счет усиления нейропластичности и перестройки сетей нейронов психоделики могут помочь ослабить эти убеждения и заменить их новыми, более подходящими окружающей среде и адаптивными. Однако стоит учитывать, что это модель, у которой пока отсутствуют надежные экспериментальные доказательства.
Наконец, среди субъективных психологических эффектов психоделиков обычно упоминают мистический опыт, включающий ощущение единства, позитивное настроение, выход за пределы времени и пространства, а также невозможность выразить опыт словами. Участники исследований признаются, что для них это имеет глубокий личностный смысл и духовную значимость.
И объективно измеримые, и субъективные эффекты вызываются действием галлюциногенных психоделиков на один и тот же рецептор — 5-HT2A. Однако до конца непонятно, можно ли разделить эти эффекты. Некоторые исследования показывают, что все субъективные ощущения, описанные выше, не просто «побочки», а необходимое переживание для успешной терапии психических расстройств.
Но есть и противоположные данные. В любом случае исследователи давно пытаются отделить субъективные и психоактивные эффекты от терапевтических.
Эффекты, какими бы они ни были, можно дополнительно разделить на острые и долгосрочные. Острые происходят, пока вещество остается в организме, к ним относят изменения восприятия. А долгосрочные сохраняются в течение дней и даже месяцев, к ним относят в том числе усиление нейропластичности и когнитивной гибкости. Поэтому практически все клинические испытания сопровождают прием психоделиков психотерапией. Идея заключается в том, что мозг под действием психоделиков становится более пластичным, у него повышается способность к обучению, а психотерапия задает вектор этому обучению и направляет его в нужное русло. Что теоретически может помочь выработать более адаптивные механизмы и способы восприятия окружающего мира.
Ключевое отличие психоделической терапии от антидепрессантов — то, что психоактивное вещество не является лекарством само по себе, а только помогает лечению. В английском языке чаще всего используется термин «психоделик-ассистированная терапия» (psychedelic-assisted therapy) — он подчеркивает ключевую роль психотерапии, что само по себе уже сильно отличает такую схему от более привычной, где в центре находится препарат.
Обычно пациенты проходят несколько сессий подготовительной психотерапии без приема вещества, где знакомятся с терапевтом, обсуждают свои ожидания и переживания. На этой стадии важно сформировать доверие между пациентом и терапевтом, чтобы во время приема вещества человек чувствовал себя в безопасности. Затем пациент принимает вещество в госпитале в специально оборудованной палате под присмотром одного или двух медицинских специалистов. Для протекания «трипа» крайне важны настрой и обстановка, поэтому медицинские палаты стараются обустроить уютно и спокойно, а пациенту предлагают спокойную инструментальную музыку и маску для глаз. Чаще всего пациенту советуют сосредоточиться на своих ощущениях и переживаниях, в случае ПТСР — возможно соприкоснуться с травмирующим опытом. В любой момент пациент может обратиться за помощью к сопровождающим, которые стараются не вмешиваться в процесс без необходимости. Как правило, пациент остается под присмотром специалистов до окончания действия вещества, на протяжении всей острой фазы. Затем, спустя несколько дней, наступает фаза интеграции — последующие сеансы психотерапии без приема вещества, помогающие осмыслить и внедрить пережитый опыт.

Исследователи психоделиков подчеркивают, что настрой пациента и окружающая обстановка критически важны для эффективности терапии: использование психоделиков в рекреационных целях, без сопровождения психотерапией или, наоборот, под общим наркозом не ведет к избавлению от психических расстройств. Нейробиолог Гюль Долен предполагает, что именно контекст, создаваемый психотерапией, помогает «переоткрыть» необходимые критические периоды и направить обучение в необходимое русло. Она пишет, что «психоделики восстанавливают способность человека отучиться от нежелательного поведения и выработать новые привычки».
Многим пациентам трудно описать пережитый опыт, так как они никогда не испытывали ничего подобного. В одном из первых клинических испытаний псилоцибина две трети участников позже в опроснике оценили психоделический опыт как один из самый «значимых» или «глубоких» в жизни. Значимость при этом не оценивалась в терминах приятности или неприятности — опыт пациенты сравнивали и с рождением ребенка, и со смертью собственного родителя.
Некоторые описывают ощущения от приема псилоцибина как «более глубокое понимание», сообщают о том, что «перестали носить в себе злость», «больше открылись миру» и «ощутили близость и любовь». Часто пациенты используют компьютерные метафоры и описывают опыт как «перезагрузку» или «дефрагментацию, как жесткий диск компьютера». «Псилоцибин, возможно, дает этим людям временный „толчок“, необходимый для выхода из депрессивного состояния», — говорит исследователь психоделиков Робин Кархарт-Гаррис.
Ощущения от МДМА отличаются от галлюциногенных психоделиков. Многие пациенты испытывают чувство сильной эмпатии к окружающим и себе, доверие и повышенную социальность. Исследования показывают, что МДМА заглушает активность миндалины в мозге, ассоциированную с реакцией страха, что, вероятно, помогает переработать болезненные воспоминания без ретравматизации. Именно поэтому МДМА чаще всего применяют в терапии ПТСР. Бывший пожарный Эд Томпсон, у которого развилось ПТСР из-за травматичных событий на работе, отмечает, что терапия при помощи МДМА «без сомнения спасла его жизнь и помогла участвовать в процессе излечения» и что он «наконец-то смог почувствовать сострадание к окружающим и к самому себе». Томпсон подчеркивает, что это отнюдь не было развлечением и потребовало от него много работы, так что употреблять МДМА еще раз ради забавы он бы не стал.
Действительно, пациенты могут сталкиваться со сложными чувствами или негативными эмоциями, но исследования (на примере псилоцибина) показывают, что то, что в народе именуется «бэд трипом», ассоциировано с долгосрочным улучшением. То есть преодоление сложного опыта, в противоположность его прерыванию, дает лучшие результаты.

У клинических испытаний психоделических веществ есть отличительная черта, которая сильно усложняет их объективное изучение. Золотой стандарт для тестирования эффективности лекарств — слепые рандомизированные клинические исследования, то есть такие, в которых случайно разделяют в группы, получающие настоящее лекарство и плацебо. С психоделиками провести «ослепление» затруднительно: более 90% пациентов легко угадывают, достался ли им психоделик или нет.
В фармакологии эта проблема называется «функциональным расслеплением», и она действительно может исказить результаты эксперимента. То, что пациенты догадываются о том, что получили, и завышает эффект плацебо, и увеличивает различия между группами за счет эффекта ноцебо — те, кто получил «пустышку», расстраиваются, и это ведет к еще большему ухудшению симптомов. Соответственно, кажущаяся эффективность терапии из-за сочетания двух этих эффектов искусственно повышается.
Именно функциональное расслепление стало важной претензией к тем исследованиям, на основании которой эксперты FDA отказались зарегистрировать лечение ПТСР с помощью МДМА-ассистированной психотерапии, которую разрабатывает Lykos. Основатель компании Рик Доблин настаивает, что претензия не вполне адекватна, так как на использовании в исследовании инертного плацебо, вызывающего функциональное расслепление, настояло само агентство. А в Lykos предлагали другую схему. Так или иначе, альтернативные решения существуют.
Проблема расслепления возникает в фармакологии не только при тестировании психоактивных веществ, и за последние десятилетия появилось несколько стратегий, способных ее уменьшить. Например, иногда в качестве активного плацебо используется ниацин, который вызывает тошноту, а ее можно спутать с эффектами психоделиков. Другая стратегия подразумевает, что контрольная группа получает то же вещество, но в сильно меньшей дозе. Так, чтобы уже субъективно ощущаться пациентами, но еще не давать терапевтического эффекта. Ее подбор — непростая задача, но Доблин считает, что именно этот путь наиболее оптимален в случае психоделиков.
Существуют и такие подходы, где предлагается оценивать эффективность веществ в открытых исследованиях — например, есть свежий метаанализ, где психоделическую терапию сравнивали с лечением традиционными антидепрессантами. Он показал, что в неослепленных испытаниях у них примерно одинаковый эффект (следовательно, он есть). Есть и регуляторные сложности: никогда ранее FDA не приходилось оценивать эффективность фармакологического действия вещества в комбинации с психотерапией, которую в принципе сложнее формализовать и регулировать.
Так или иначе, тема психоделиков в терапии имеет сложную историю, накалена идеологически и поляризована — вещества прошли путь от крайне негативного медийного восприятия между 1960–2000 годами до осторожного признания их потенциала с 2006-го. Прямо сейчас исследования могут находиться в ловушке пузыря, раздутого усилиями медиа и индустрии. Легко обнаружить целый спектр радикальных точек зрения, от полной стигматизации, эксплуатации иррациональных страхов и неприятия до слишком завышенных ожиданий и восприятия психоделиков как панацеи. Ведущие исследователи предупреждают, что обе позиции, вероятно, неверны — у нас уже достаточно доказательств того, что терапевтический потенциал психоделиков не гипотетический, а вполне обоснован результатами контролируемых клинических исследований.
Однако будущее психоделиков в медицинской практике критически зависит как от усилий исследователей, так и от применения в реальной жизни. Критическое мышление, опора на научные данные и этический подход к коммуникации и популяризации — ключевые факторы для этой области. Неосторожность приведет к тому, что использование психоделиков снова уйдет в подполье — и несмотря на то, что научных данных об эффективности и безопасности, а также о рисках значительно больше по сравнению с прошлым веком, самолечение и подпольное использование могут навредить и самим пациентам, и всей индустрии.
Один из крупнейших экспертов в области психоделиков Дэвид Натт сравнивает их внедрение в практику с историей внедрения трансплантации почки: на раннем этапе такая процедура воспринималась как абсолютно невозможная, но в итоге стала рутинной и распространенной. Имплементация психоделической терапии требует аналогичной строгости и критического мышления — ведь мало кому пришло бы в голову пересаживать почку в подполье.
Марина Слащева