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Eriksen cai novamente inanimado. Particular entre Dinamarca e Ucrânia cancelado

By: ZAP
7 June 2026 at 20:30
O médio dinamarquês, que durante o Euro 2020 colapsou em campo e teve que ser reanimado, teve este domingo de novo um colapso no relvado. Está consciente e está bem: o seu pacemaker “fez aquilo para que foi programado: trazê-lo de volta”. O internacional dinamarquês de futebol Christian Eriksen caiu hoje inanimado no relvado durante o particular entre a Dinamarca e a Ucrânia, encontro que acabou cancelado. Em Odense, na Dinamarca, o médio de 34 anos agarrou‑se ao peito e colapsou ao minuto 66, numa altura em que a seleção dinamarquesa vencia por 2-1, levando colegas e adversários a chamarem

É a bebida energética da natureza. O mel ajuda a recuperar dos treinos

7 June 2026 at 19:30
O mel tem sido utilizado pelos seres humanos como adoçante natural e fonte de energia para sustentar o trabalho e o desempenho físico há milhares de anos. Este é composto principalmente por hidratos de carbono que fornecem uma fonte de energia rápida e acessível, o que é particularmente útil durante o exercício, quando o corpo precisa de energia rapidamente, explicam Henry Chung, Charlotte Gowers e Justin Roberts, num artigo do The Conversation. O nosso corpo armazena hidratos de carbono sob a forma de glicogénio nos músculos e no fígado. Estas reservas esgotam-se durante o exercício de intensidade moderada a elevada,

Naufrágio “quase inacreditável” surpreende arqueólogos na Noruega

By: ZAP
7 June 2026 at 17:30
Até agora, os arqueólogos recuperaram 40 artefactos desta descoberta: um naufrágio do século XVIII com uma carga de pratos de porcelana intactos e bens de luxo, que deverá ainda revelar milhares de tesouros. No Outono passado, Espen Saastad explorava o estreito de Skagerrak, entre a Noruega e a Dinamarca, quando percebeu que tinha encontrado algo especial. Escondido a quase 600 metros de profundidade, ali jazia um navio naufragado carregado de delicados pratos de porcelana. E muitos deles estavam ainda intactos. Saastad, relojoeiro e proprietário de uma pequena empresa de prospecção subaquática, contactou arqueólogos do Norwegian Maritime Museum, que ficaram assombrados

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https://www.youtube.com/watch?v=NCgf1nV1do0 Até agora, os arqueólogos recuperaram 40 artefactos desta descoberta: um naufrágio do século XVIII com uma carga de pratos de porcelana intactos e bens de luxo, que deverá ainda revelar milhares de tesouros. No Outono passado, Espen Saastad explorava o est

Porque precisamos de usar aparelho se os nossos antepassados não precisavam? O ouro explica

7 June 2026 at 14:30
Civilizações antigas tinham consciência dos problemas dentários e tentavam ocasionalmente soluções simples, mas não tinham nem a necessidade nem a tecnologia para mover dentes como fazemos atualmente. Os antigos egípcios e os etruscos foram pioneiros da ortodontia, usando delicados fios de ouro e categute para endireitar dentes. É uma história que aparece há décadas em manuais de medicina dentária, retratando os nossos antepassados como surpreendentemente modernos na sua busca pelo sorriso perfeito. Mas quando arqueólogos e historiadores da medicina dentária finalmente analisaram as provas com atenção, descobriram que grande parte disso é mito. Veja-se a ponte dentária de El-Quatta, no

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

Logo Agência Brasil

O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

Notícias relacionadas:

Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

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O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

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Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Como é que a pedra gigante de Stonehenge se deslocou 700 km? Os glaciares podem ter ajudado

By: ZAP
7 June 2026 at 11:30
A pedra, que terá tido origem na Escócia, deslocou-se 700 quilómetros até ao famoso monumento. Os movimentos glaciares podem explicar 300 quilómetros da jornada, com os restantes 400 a ter tido dedo humano. Um novo estudo publicado na Journal of Quaternary Science trouxe novas informações sobre um dos mistérios mais duradouros da arqueologia: como é que a enorme Pedra do Altar de Stonehenge foi transportada centenas de quilómetros há mais de 4000 anos. O bloco de arenito de seis toneladas, localizado no centro de Stonehenge, intriga os investigadores há muito tempo. Estudos anteriores estabeleceram que a pedra não teve origem

O mecanismo do vício: por que o cérebro reage às bets como uma droga

7 June 2026 at 09:39
O Brasil vive hoje uma contradição inquietante: enquanto as apostas esportivas se popularizam e ganham força com a Copa do Mundo, segue crescendo o número de pessoas viciadas em jogos. Estudos da Universidade de São Paulo (USP) apontam que mais de 2 milhões de brasileiros sofrem com o vício – conhecido como ludopatia – em grau severo.A ludopatia endivida, abala relações e intensifica quadros de ansiedade e depressão. Na Bahia, grupos de apoio e profissionais de saúde relatam aumento da procura por tratamento, enquanto campanhas publicitárias estreladas por jogadores e influenciadores associam as famosas “bets” à diversão e lucro fácil.“Venho observando e os dados epidemiológicos da Bahia também apontam para idade entre 18 e 35 anos, com influência direta pela cultura digital e uso massivo de smartphones. Pacientes que antes chegavam ao consultório por queixas de ansiedade ou depressão, hoje revelam que o gatilho da crise foi o endividamento e a compulsão por apostas digitais”, explica a psicóloga clínica e hospitalar, Catarina Pina Camandaroba, que atende no Hospital Mater Dei Emec (Feira de Santana).Desde a infância, Matheus transformava qualquer brincadeira em disputa. Ele começou a se envolver com apostas em dinheiro por volta dos 14 anos, quando fez amigos que apostavam em esportes em bancas de rua. Ele considerou a experiência fascinante, quis apostar mais e não via a hora de ter idade para acessar as apostas online.“No dia seguinte ao meu aniversário de 18 anos, baixei a Bet365. Peguei os R$ 150 que ganhei de presente e coloquei tudo na plataforma. A partir daí, as apostas viraram parte da minha vida e o valor das apostas cresceu”, recorda.A neurobiologia reconhece o funcionamento cerebral de um adicto por jogos funciona de forma idêntica à dependência química. “É o mecanismo da recompensa intermitente: o cérebro da pessoa que está dependente do jogo é movido pela liberação massiva de dopamina pela expectativa do ganho, e não pelo ganho em si”, explica Catarina.No caso de Matheus, foi quando perdeu R$ 3 mil no cartão de crédito que o primeiro alerta surgiu e ele tentou parar, mas acabou voltando a apostar depois de recuperar o dinheiro. É um ciclo: você perde, para, recupera e aposta de novo.A namorada foi a primeira a enxergar o problema, pois os pais não entendiam, de fato, o que estava acontecendo. “Quando perdi R$ 15 mil, ela terminou comigo. Depois perdi R$ 40 mil, dinheiro que havia pego emprestado com colegas de trabalho prometendo devolver a mais. Eu mentia muito, acreditando no dinheiro fácil”, conta Matheus.Ele pediu ajuda à família para pagar e devolver o dinheiro aos poucos, mas voltou a apostar. "Então perdi cerca de R$ 200 mil, quando enganei mais de 40 pessoas e me envolvi com agiotas. Passei dois meses praticamente trancado no quarto, perdi mais de 20 quilos. Cheguei a cogitar tirar minha vida. Foi o fundo do poço", relata o jovem. Leia Também: SAÚDE Mamilo do corredor: sangramento comum ainda é tabu entre atletas NOVO IMUNIZANTE Nova vacina contra pneumonia chega ao SUS a partir de junho IMUNIZAÇÃO EM PAUTA Bahia amplia vacinação contra gripe após alta de casos Busca por ajudaOs pais de Matheus precisaram vender um imóvel para pagar parte da dívida e ele começou a participar dos encontros do JA. “Foi no programa que encontrei uma saída e consegui reconstruir minha vida”, desabafa Matheus, que participa das reuniões a cerca de oito meses.Os Jogadores Anônimos (JA) foi fundado nos EUA em 1957, inspirado em irmandades como dos Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, com uma recuperação que se baseia em 12 passos. Jairo (nome fictício) frequenta o JA há 16 anos, após perder um emprego estável, se afastar da família e amigos, e cogitar suicídio ao entrar em um caos financeiro com o vício em bingos, jogo do bicho e loterias.“O primeiro passo é o mais importante: reconhecer que a vida ficou ingovernável e se render. Sem isso, a pessoa corre risco de se autodestruir ou ser internada. Não existe cura definitiva para a ludopatia, mas existe controle. Esse controle vem do apoio coletivo, das reuniões e da troca de experiências. Vemos pessoas desesperadas, cogitando o suicídio. Nosso papel é mostrar que a vida tem jeito, desde que haja vontade de mudar e seguir o processo de recuperação”, afirma Jairo.Apostas esportivasMatheus sempre apostou em jogos de futebol e conta que não tem mais vontade de apostar, mas a vigilância emocional para conter a compulsão é diária. O que não é fácil, pois é comum atrelar à paixão por futebol às apostas. “E isso é potencializado por grandes eventos, como a Copa do Mundo. O marketing das bets e a publicidade massiva nesse período valida socialmente esse comportamento”, explica Catarina Pina Camandaroba.O fato é que as apostas recreativas tendem a se tornar um transtorno quando deixam de ocupar um papel secundário na vida, aponta a psicóloga Bárbara Guimarães, docente da Uniruy.“É perigoso quando elas se tornam uma das principais formas de lidar com emoções, frustrações ou expectativas. O problema não está apenas no ato de apostar, mas na relação que a pessoa estabelece com esse comportamento. E eventos como a Copa normalizam as apostas e aumentam a exposição de pessoas que já apresentam fatores de risco”, alerta Bárbara.CompulsãoJogador compulsivo – de ronda, bingo, caça-níqueis, cartas – desde os 14 anos, Clodoaldo (nome fictício) afirma que “vivia para jogar e jogava para viver”. No JA há 12 anos, 11 deles sem jogar, ele explica que as recaídas lhe ensinaram o que evitar.“O programa me deu equilíbrio e esperança, e agora posso ajudar quem chega em sofrimento, mostrando que a vida tem jeito. Eu, por exemplo, havia parado de estudar na 5ª série e agora, com quase 60 anos, curso Direito na UNEB. O programa me ensinou que só com apoio e consciência é possível nos mudar diante do vício, mas essas bets ampliam ainda mais os riscos”, afirma Clodoaldo.Atualmente, as plataformas de apostas no Brasil devem prevenir o jogo compulsivo, identificar usuários vulneráveis e oferecer ferramentas de controle financeiro e autoexclusão, seguindo o Código de Defesa do Consumidor, a Lei nº 14.790/2023 e normas do Ministério da Fazenda.Essas plataformas podem ser responsabilizadas civilmente se omitirem medidas obrigatórias ou estimularem práticas nocivas. Já sobre o superendividamento, a Lei nº 14.181/2021 protege consumidores de boa-fé, mas dívidas diretamente ligadas a apostas não têm garantia automática de renegociação. Cada caso depende da análise judicial e da comprovação de ludopatia, explica o advogado Fábio Silva Freire, sócio do escritório Batista Silva Freire Advogados.Bloqueio voluntário já foi feito por 574 mil pessoasLançada pelo Ministério da Fazenda no final de 2025, a ferramenta de autoexclusão - disponível no site da SPA mediante login com conta GOV.BR - já foi utilizada por 574 mil brasileiros para bloquear voluntariamente o acesso a casas de apostas online, reforçando a política de jogo responsável prevista na regulação do setor.A medida integra o pacote de jogo responsável e complementa a restrição já existente para beneficiários do Bolsa Família e do BPC, conforme decisão do STF. O usuário pode programar o bloqueio para 1, 3, 6 ou 12 meses, além de prazo indeterminado. Durante o período escolhido, o usuário não poderá abrir contas, depositar, apostar ou receber publicidade segmentada.“Juridicamente, essas ferramentas deixaram de ser meras recomendações e passaram a constituir obrigações regulatórias para as operadoras autorizadas. Hoje as empresas licenciadas devem implementar mecanismos de identificação dos usuários, controle de acesso, verificação de identidade, monitoramento de comportamento de risco e sistemas de autoexclusão. Também existe vedação expressa de alguns grupos, como menores de idade”, explica o advogado Fábio Silva Freire.O problema está na sua efetividade prática, pois a fiscalização ainda enfrenta desafios relacionados à dimensão do mercado digital. Para além de novas regras e ferramentas, é preciso garantir que as que já existem sejam cumpridas.“É preciso harmonizar dois interesses constitucionalmente relevantes: a liberdade de exploração de uma atividade econômica legalmente autorizada, e garantia de proteção da saúde e dignidade dos consumidores. É preciso construir um modelo regulatório que permita a exploração econômica da atividade sem tornar a arrecadação fiscal uma prioridade em detrimento da proteção da pessoa humana. A tendência é que o Poder Judiciário seja cada vez mais chamado a atuar na definição desses limites, especialmente em ações envolvendo danos causados pelo vício em apostas”, completa o advogado.“A fiscalização ainda enfrenta desafios relacionados à dimensão do mercado digital, à velocidade das operações online e à existência de plataformas estrangeiras ou clandestinas que atuam à margem da regulamentação brasileira. As ferramentas são juridicamente impositivas e representam um avanço importante, mas sua eficácia ainda depende do fortalecimento da fiscalização estatal e da capacidade técnica dos órgãos reguladores de acompanhar um mercado altamente digitalizado”, afirma o advogado.Luís Otávio (nome fictício), pai de Matheus, participa de todas as reuniões do JA ao lado do filho, vendo sua melhora de perto.“Acaba sendo uma cura para mim também, pois é uma situação muito difícil, porque a família é sempre a última a saber. Só descobre quando a bomba estoura, quando já está no limite do limite. O vício em jogos não é falta de caráter, é doença. Participar do JA foi fundamental, pois entendi que não existe cura, mas existe tratamento. A recaída faz parte, e pedir ajuda já é um avanço. Venho toda semana para o encontro, porque quero ajudar outras pessoa. Essa corrente de apoio é o que mantém a gente de pé”, afirma.Reconhecendo o vício:Dedicação: Preocupação excessiva com apostas e resultados esportivos, além do aumento do tempo dedicado às plataformas.Irritação: Irritabilidade quando não pode apostar e frequentes tentativas de esconder os gastos para que amigos ou familiares não descubram o quanto está gastando.Oscilação: Alterações de humor relacionadas a ganhos e perdas e o afastamento de atividades que antes eram importantes.Emocional: Muitas vezes, o sofrimento emocional – como ansiedade, pouca concentração, alterações no sono e isolamento social – pode aparecer antes das consequências financeiras mais graves.Atenção na Copa: Grandes eventos esportivos podem contribuir para o surgimento de novos casos e recaída de pessoas vulneráveis, pois reúnem ampla cobertura midiática, forte apelo emocional e aumento significativo das propagandas dos sites de apostas, normalizando o comportamento de apostar.

A força de preensão pode prever o tempo que vai viver

7 June 2026 at 10:00
A força de preensão de uma pessoa é um bom indicador da sua saúde geral e, por isso, pode servir como um indicador de quanto tempo poderá viver. A força das suas mãos não o torna mais saudável, mas indica o quão robusto o corpo é, desde a função muscular e nervosa até à saúde do coração e das veias, e como o corpo utiliza a energia. Segundo o Science Alert, uma forma típica como os investigadores têm estudado a relação entre a força de preensão, a saúde e a longevidade é medir a força de preensão dos participantes, pedindo-lhes

Quando a comida escasseia, torna-se um canibal gigante para sobreviver

By: ZAP
7 June 2026 at 09:00
Uma nova espécie de ciliado mostra que organismos unicelulares podem adoptar estratégias de sobrevivência muito mais complexas do que se pensava, alternando entre modos de vida distintos consoante a disponibilidade de alimento. O Euplotes gigatrox, uma espécie de ciliado recentemente recolhida num sistema de filtração de água do mar na ilha de Curaçau, nas caraíbas, consegue transformar-se num “supergigante” canibal, levantando novas questões sobre a complexidade da vida à escala microscópica. A espécie agora descoberta foi apresentada num artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences. “Os ciliados do género Euplotes chamam a atenção desde os primórdios da

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Uma nova espécie de ciliado mostra que organismos unicelulares podem adoptar estratégias de sobrevivência muito mais complexas do que se pensava, alternando entre modos de vida distintos consoante a disponibilidade de alimento. O Euplotes gigatrox, uma espécie de ciliado recentemente recolhida num s

Cromossoma de um rato congelado foi “ressuscitado”. A seguir… mamutes

7 June 2026 at 08:00
Cientistas criaram ratinhos que contêm células com um cromossoma adicional de rato. A equipa de investigadores vai agora tentar repetir o processo com tecido de elefante congelado — e, se resultar, fazê-lo também com mamutes. A controversa empresa de “desextinção” Colossal Biosciences, que tenta há anos trazer lobos gigantes, dodós e mamutes de volta ao mundo dos vivos, com resultados questionáveis, pode estar prestes a ser ultrapassada. Num novo estudo, uma equipa de cientistas da Universidade de Yamanashi, no Japão, transferiu para células vivas de ratinho um cromossoma de um rato que tinha estado ultracongelado durante mais de um ano

O Sistema Solar pode ter tido um quinto gigante gasoso que foi “cuspido”

By: ZAP
7 June 2026 at 07:20
Uma nova pesquisa descobriu que a existência de um quinto planeta gigante que foi ejetado pode ajudar a explicar as luas irregulares de Júpiter e Urano. Um novo estudo que ainda não foi revisto por pares levanta novas questões sobre uma das teorias mais populars sobre a evolução do Sistema Solar. A investigação, que está disponível para consulta pré-publicação no arXiv, sugere que a violenta reorganização planetária, que se acredita ter ocorrido há milhares de milhões de anos, pode ser difícil de conciliar com a sobrevivência de algumas luas de Júpiter e Urano. A investigação revisita o chamado Modelo de

Doença Hepática Esteatótica: o “fígado gordo” que não deve ser ignorado | Por Sofia Carvalhana

7 June 2026 at 07:30

Assinalado a 11 de junho, o Global Fatty Liver Day pretende sensibilizar a população para uma condição silenciosa, mas cada vez mais frequente: a doença hepática esteatótica.

A designação “Doença Hepática Esteatótica” engloba diferentes formas de doença hepática associadas à gordura acumulada no fígado. Entre elas, a doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (MASLD), previamente conhecida como fígado gordo não alcoólico, que reflete melhor a forte ligação entre esta condição e alterações metabólicas como obesidade, diabetes tipo 2, síndroma metabólica e hipertensão arterial.

A MASLD é a doença hepática crónica mais comum no mundo. Estima-se que cerca de um em cada quatro adultos no mundo tenha algum grau de fígado gordo (esteatose), sendo que muitos desconhecem totalmente o problema. Em Portugal, tal como noutros países europeus, o aumento do sedentarismo, da obesidade, da diabetes e dos hábitos alimentares desequilibrados tem contribuído para o crescimento do número de casos.

Os fatores de risco mais comuns para MASLD incluem excesso de peso, obesidade abdominal, diabetes tipo 2, resistência à insulina, colesterol e triglicéridos elevados, hipertensão arterial e sedentarismo. A predisposição genética e alguns hábitos alimentares, como uma dieta rica em açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados também contribuem para o desenvolvimento da doença.

Apesar de na maioria das vezes não provocar sintomas nas fases iniciais, esta doença pode evoluir para situações graves, como inflamação hepática, fibrose, cirrose e até cancro do fígado. O diagnóstico precoce, através de exames de imagem e análises específicas, bem como o acompanhamento médico, são fundamentais, sobretudo na presença de fatores de risco, permitindo intervir antes que os danos hepáticos se tornem irreversíveis.

A adoção de um estilo de vida saudável continua a ser a estratégia mais eficaz para travar a progressão da doença e, em muitos casos, reverter os danos iniciais. A perda de peso, a prática regular de exercício físico e uma alimentação equilibrada têm demonstrado benefícios significativos.

O Global Fatty Liver Day surge, assim, como uma oportunidade para reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância do diagnóstico precoce. Apesar de frequentemente negligenciada, a Doença Hepática Esteatótica é hoje um importante problema de saúde pública, com impacto crescente a nível mundial.

Leia também: Aos 102 anos, algarvia Gracinda Andrade continua a encantar gerações

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