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Portimão recebe etapa do Tour de Surf Inclusivo

4 June 2026 at 12:01

Portimão recebe, no próximo dia 6 de junho, mais uma etapa do Tour de Surf Inclusivo, uma iniciativa promovida pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal em parceria com a associação Europe XXI, vencedora nacional do Prémio Europeu Carlos Magno para a Juventude 2026.

A iniciativa decorre entre as 10h00 e as 13h00, na Future Eco Surf School, junto à Marina de Portimão, e contará com a presença da eurodeputada Isilda Gomes.

A ação pretende promover a inclusão de pessoas com deficiência através do desporto e sensibilizar para os valores da igualdade, da acessibilidade e da não-discriminação.

O Tour de Surf Inclusivo é um projeto pioneiro da Europe XXI, em parceria com o Parlamento Europeu, que promove a inclusão de pessoas com deficiência através do desporto, demonstrando na prática os valores fundamentais da União Europeia, como a igualdade e a não-discriminação.

Chapéus-de-sol dividem banhistas e concessionários no Algarve

4 June 2026 at 11:11

A poucos dias do arranque oficial da época balnear, as praias algarvias tornaram-se palco de uma crescente controvérsia em torno da colocação de chapéus-de-sol particulares em frente às zonas concessionadas. A ausência de uma clarificação definitiva das regras está a gerar conflitos entre banhistas e concessionários, com situações que já obrigaram à intervenção da Polícia Marítima. A Praia de Monte Gordo é um dos exemplos mais visíveis desta disputa. Muitos veraneantes chegam ao areal convencidos de que já não existem restrições à instalação de chapéus-de-sol em frente às concessões, mas acabam por ser confrontados com indicações para se deslocarem para outras áreas da praia. Na origem da polémica está a interpretação de que não existe qualquer legislação que proíba explicitamente a colocação de chapéus-de-sol particulares nessas zonas. As recentes declarações do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que classificou como abusiva a proibição imposta em algumas praias, alimentaram a expectativa de mudança. Contudo, essa posição ainda não se refletiu na sinalização existente em vários areais. Enquanto algumas praias já começaram a flexibilizar as regras, outras mantêm o modelo tradicional. Na Praia da Galé, em Albufeira, os banhistas voltaram a ocupar áreas anteriormente reservadas às concessões. Já em Vila Real de Santo António, a proibição continua em vigor. Os operadores de praia argumentam que a manutenção da atual organização é essencial para garantir a segurança dos utilizadores e evitar situações de desordem no areal. Alguns receiam mesmo que uma liberalização total da ocupação das praias transforme determinadas zonas numa verdadeira “selva”, dificultando a circulação e a gestão do espaço. Além das preocupações relacionadas com a segurança, existe também apreensão quanto ao impacto económico da medida. Atualmente, muitos turistas e frequentadores pagam cerca de 20 euros para usufruir dos serviços disponibilizados pelas concessões, incluindo chapéus, espreguiçadeiras e apoio de praia. A possibilidade de qualquer banhista instalar os seus próprios equipamentos em frente a essas áreas poderá reduzir a procura pelos serviços concessionados.

Praia de Monte Gordo

Concessionários pedem regras clarasOs concessionários das praias algarvias defendem que a situação resulta essencialmente da falta de orientações uniformes por parte das entidades competentes. André Sousa, concessionário na Praia do Garrão, afirma que os operadores têm seguido as regras constantes da sinalética e dos editais de praia. “A verdade é que parece que nunca houve nenhuma lei, mas nos editais de praia vinha sempre a dizer que era obrigatório cumprir a sinalética em vigor”, explicou. O empresário rejeita ainda a ideia de que os concessionários tenham atuado de forma abusiva, defendendo que apenas informavam os utentes sobre as zonas destinadas à colocação de chapéus-de-sol particulares. “Nunca obrigámos ninguém a sair. Sempre recomendámos às pessoas, informando tod...

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Faro recebe encontro dedicado ao Património Cultural Imaterial do Algarve

4 June 2026 at 11:02

Faro acolhe, nos dias 18 e 19 de junho, o Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve, uma iniciativa que reúne especialistas, autarquias, instituições culturais e representantes das comunidades locais para debater estratégias de preservação, valorização e transmissão das tradições e saberes que integram a identidade cultural da região.

Promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Rede de Museus do Algarve, o encontro decorrerá no Auditório David Assoreira, na sede da CCDR Algarve, em Faro.

A sessão de abertura contará com a participação do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, e do presidente do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, dando início a dois dias de reflexão sobre os desafios associados à identificação, documentação, inventariação e salvaguarda do património cultural imaterial.

O programa inclui apresentações sobre o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, metodologias de registo e documentação destas manifestações culturais, bem como a partilha de experiências e boas práticas desenvolvidas na região. Entre os exemplos em destaque estarão o Culto da Nossa Senhora da Piedade de Loulé e a Dieta Mediterrânica, duas referências incontornáveis do património cultural algarvio.

Estão igualmente previstas sessões de debate e momentos de trabalho colaborativo que envolverão representantes de vários municípios e entidades da região.

O património cultural imaterial engloba práticas, expressões, conhecimentos e técnicas transmitidos de geração em geração, desempenhando um papel fundamental na preservação da identidade e diversidade cultural das comunidades. No Algarve, destacam-se várias manifestações já inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, entre as quais o Culto da Nossa Senhora da Piedade de Loulé, a Festa da Nossa Senhora dos Navegantes da Ilha da Culatra e o Bolo de Tacho de Monchique.

A região assume também uma posição de relevo na preservação da Dieta Mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2013. Tavira foi designada comunidade representativa portuguesa desta candidatura, num processo em que a CCDR Algarve participou desde a fase preparatória, desenvolvendo desde então diversas ações de valorização e transmissão deste património em articulação com parceiros regionais.

A participação no Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve é gratuita, mediante inscrição prévia.

Praça 1914 inaugurada em São Brás de Alportel

4 June 2026 at 10:01

A nova Praça 1914 foi inaugurada no dia 1 de junho, em São Brás de Alportel, no âmbito das comemorações do 112.º aniversário do concelho. A obra de regeneração urbana, apoiada pelo Programa Regional Algarve 2030, representou um investimento global superior a 958 mil euros e permitiu transformar uma área degradada num novo espaço público dedicado ao lazer, à convivência e à valorização do património local.

A inauguração da Praça 1914 coincidiu com uma data de forte simbolismo para o município, que assinalou mais um aniversário da sua autonomia administrativa. Foi precisamente a 1 de junho de 1914 que São Brás de Alportel se tornou concelho, após um processo reivindicativo liderado por várias figuras locais, entre as quais João Rosa Beatriz.

Até então integrado no concelho de Faro, São Brás de Alportel destacou-se ao longo dos séculos como um dos principais centros económicos e sociais do Algarve, assumindo particular relevância no século XIX como o maior produtor nacional de cortiça.

A nova praça surge como uma homenagem a esse percurso histórico, através da requalificação de uma zona anteriormente degradada, agora convertida num espaço moderno, acessível e integrado na malha urbana. A intervenção permitiu melhorar a mobilidade pedonal, reforçar as ligações aos espaços envolventes e criar novas áreas de lazer e de encontro para a população.

O projeto contemplou igualmente a preservação e valorização das ruínas da antiga Fábrica de Cortiça, elemento considerado emblemático da identidade são-brasense. A recuperação deste património pretende contribuir para a preservação da memória industrial e cultural do concelho.

Além das áreas verdes e dos equipamentos destinados a diferentes faixas etárias, a intervenção integrou soluções sustentáveis orientadas para o conforto ambiental e para a melhoria da qualidade de vida dos utilizadores.

A obra representou um investimento total de 958.958,98 euros, dos quais 576.671,48 euros correspondem a despesa elegível. O financiamento assegurado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Regional Algarve 2030, ascendeu a 346.002,89 euros, o equivalente a uma taxa de comparticipação de 60% da despesa elegível.

Segundo a nota de imprensa, com esta intervenção, o município reforça a “qualificação do espaço urbano, valoriza o seu património histórico e industrial e cria um novo espaço de encontro e fruição para a comunidade, num ano particularmente simbólico para a celebração da sua identidade e autonomia municipal”.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve associou-se às comemorações do Dia do Município, felicitando os cidadãos e os autarcas de São Brás de Alportel pela celebração de mais um aniversário da criação do concelho e pelo investimento contínuo na valorização do território e na melhoria da qualidade de vida da população.

Caminhada solidária ao pôr do sol reuniu dezenas de participantes em Castro Marim

4 June 2026 at 09:02

Cerca de 60 pessoas participaram, no passado sábado, 30 de maio, numa caminhada solidária ao pôr do sol que percorreu algumas das ruas e locais mais emblemáticos da vila de Castro Marim e da Reserva Natural do Sapal.

Ao longo de um percurso de aproximadamente 7,5 quilómetros, os participantes associaram a prática de atividade física a uma causa solidária, contribuindo com bens alimentares no valor até cinco euros, posteriormente entregues ao Banco Alimentar Contra a Fome.

A caminhada foi organizada pela Junta de Freguesia de Castro Marim, em parceria com o Município.

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