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O Espanto está de volta sob o signo do desejo

12 June 2026 at 17:08

O Espanto nasceu com uma ambição rara: retirar a filosofia dos espaços estritamente académicos e devolvê-la à cidade, ao encontro público, à experiência comunitária e à vida concreta.” Ambicioso? Será. Mas cumpre-se o desígnio de não soçobrar. Nem tal seria opção. Aliás, se dúvidas houvesse, a 1ª edição, dedicada ao “Medo”, tudo terá dissipado, para que a segunda edição do Espanto – Festival Internacional de Filosofia, de 13 e 28 de junho, em Cascais, se realize sob o signo do “Desejo”.

E porquê Cascais? Porque foi aqui que tudo começou há cinco séculos. No antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, uma das primeiras escolas de filosofia do país e lar de uma ordem de monges contemplativos. E se a alquimia não está nos planos, outros voos há para o Espanto. “Projeto criado para levar a Filosofia e a prática do pensamento a todos, independentemente da sua classe social, género, religião, etnia ou qualquer outra categorização feita pelo ser humano”. Palavras de Catarina Barosa, fundadora e curadora do Festival. Que ambiciona colocar Cascais no mapa como Concelho da Filosofia, com o reconhecimento da UNESCO, tal como acontece em Óbidos com a Literatura.

Pensar em conjunto
O arranque do Espanto, a 13 e 14 de junho, faz-se com Voluntariado Filosófico em bairros sociais do concelho, em simultâneo com workshops de filosofia para crianças. Nesta edição, o filósofo homenageado é Viriato Soromenho-Marques, professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Que estará presente, também, no jantar oficial de abertura In Vino Veritas, no Centro Cultural de Cascais (Conversas da Gandarinha), a 25 de junho, que vai sentar à mesa todos os filósofos, curadores, pensadores e parceiros do festival.

E são muitos os pensadores que marcam presença no Espanto, como Didier Eribon, escritor e filósofo francês, Richard Shusterman, professor da Florida Atlantic University e fundador do Centro para Corpo, Mente e Cultura, ou Gilles Lipovetsky, filósofo francês e ensaísta. Sebastian Sunday Grève, filósofo e professor assistente na Universidade de Pequim, marca novamente presença no Festival, assim como Samantha Rose Hill, escritora, investigadora e tradutora norte-americana. Sem esquecer Maria Luísa Ribeiro Ferreira, filósofa e professora universitária, Onésimo Teotónio Almeida, escritor e filósofo português radicado nos Estados Unidos e o escritor Gonçalo M. Tavares, entre muitos outros.

Vamos filosofar?
De 25 a 28 de junho, terá lugar o ESPANTO OFF – encontros à margem das atividades programadas. Em que consiste? O público poderá marcar (gratuitamente) um encontro com os filósofos que aderirem a esta iniciativa. Têm a duração de uma hora e contam com a participação de três pessoas em simultâneo. Os interessados devem inscrever-se antecipadamente no site do Festival e indicar um tópico ou pergunta a abordar.

Para 26 de junho está marcada uma Caminhada Filosófica pelos pontos de interesse do concelho de Cascais, a que se seguirão Lições de Filosofia (Curators and Philosophers Lectures) no Centro Cultural de Cascais, com sessões interativas conduzidas pelos curadores e filósofos convidados. A Noite dos Desejos, na Sala da Cisterna, na Cidadela de Cascais, encerra o dia com um debate filosófico, a atuação da artista Dela Marmy e um ‘Chá das Onze’. No dia 27, na Casa das Histórias Paula Rego, será apresentada a peça “Hamlet”, encenada por Marco Medeiros, com base na tradução da obra de William Shakespeare, feita por D. Luís I. No jardim, haverá leituras e escritas, e iniciativas para famílias e crianças, porque de pequeno se começa a filosofar.

Os bilhetes estão à venda online e nos locais dos eventos (15€ a 95€). Consulte o programa completo em espanto.pt.

Bulgaria’s defense minister banned weapons to Ukraine. It’s not that simple

10 June 2026 at 19:38

Decommissioning of the Bulgarian 2S1 Gvozdika howitzers, spring 2024. Photo via Defense Express

Ukraine does not currently receive free military aid from Bulgaria but maintains ongoing mutually beneficial commercial defense cooperation, Ukrainian Foreign Ministry Spokesperson Heorhii Tykhyi says, Ukrinform reports. The clarification followed Bulgarian Defense Minister Dimitar Stoyanov's announcement that Bulgaria will not provide any more weapons to Ukraine, with Stoyanov stating his view that "the war in Ukraine will not be resolved on the battlefield," per Sofia Globe.

Bulgaria has historically been one of the most significant European suppliers of Soviet-caliber ammunition and weaponry to Ukraine, with much of that cooperation passing through commercial defense-industry channels rather than appearing in official aid trackers, per Novinite.

Bulgaria supplied approximately one-third of all ammunition used by the Ukrainian military in the first six months of 2022, routed via the US and UK at an estimated value of $2.7 billion.

What did Ukraine's MFA say? 

"Ukraine, as of right now, does not receive free military aid from Bulgaria. Ukrainian-Bulgarian defense cooperation is continuing on a commercial basis, and it is mutually beneficial for Ukraine and Bulgaria," Tykhyi said.

According to the spokesperson, the Ukrainian Foreign Ministry expects this cooperation to continue because it benefits Bulgarian companies, enabling them to scale production and generate revenue.

"We are grateful to Bulgaria for the fact that such projects are possible. We value cooperation with their defense companies," Tykhyi added.

"Not resolved on the battlefield": Stoyanov's statement 

Bulgarian Defense Minister Dimitar Stoyanov announced on 9 June 2026 that Bulgaria will not supply any further weapons to Ukraine, stating his view that "the war in Ukraine will not be resolved on the battlefield."

The framing echoes Russian and Russian-aligned narratives. Moscow has long wanted to make a pact with Ukraine, but under Kyiv's complete capitulation. 

Stoyanov's statement, however, does not address commercial Bulgarian-Ukrainian defense cooperation, which is conducted between Bulgarian private and state defense enterprises and Ukrainian buyers rather than through state-to-state donations.

‘Ética de la compasión’: la zona sombría de la moral y el cruel anhelo del bien

10 June 2026 at 04:30

Hay una frase de Joan-Carles Mèlich, incluida en el prólogo de esta edición de Ética de la compasión, que podría resumir buena parte de su trayectoria filosófica: “Para un ser finito no hay posibilidad de existir en una calma total sin desprenderse de un pasado que nunca está definitivamente cancelado, de un presente que no se reduce a la actualidad ni de un futuro que se vislumbra borroso en el horizonte. Ninguna existencia puede evitar la extraña sensación de la disonancia”. Este ensayo, publicado originalmente hace más de una década en la editorial Herder, regresa hoy en una edición revisada para afirmarse como una de las obras filosóficas más singulares del pensamiento español contemporáneo. Desde La lección de Auschwitz, donde la barbarie del siglo XX se convertía en punto de partida para pensar los límites de toda pedagogía moral, pasando por Filosofía de la finitud, La sabiduría de lo incierto, Lógica de la crueldad o La fragilidad del mundo (premio nacional de ensayo 2022), Mèlich lleva décadas construyendo una filosofía de la vulnerabilidad, de la contingencia y de la sospecha frente a cualquier sistema moral demasiado seguro de sí mismo. Lo humano no comienza en la autonomía, sino en la dependencia, y Ética de la compasión condensa esa intuición. Ya en el prólogo, Mèlich afirma que toda ética que sitúe la finitud en su centro requiere necesariamente de compasión. “Una ética de la compasión se toma en serio el drama de la existencia: el espacio, el tiempo, las historias, las situaciones y las relaciones”.

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Ética de la compasión 

Joan-Carles Mèlich   Tusquets, 2026 320 páginas. 21,90 euros

© Niday Picture Library / Alamy / CORDON PRESS (EL PAÍS)

'El buen samaritano' (1647), de Balthasar van Cortbemde.

Bulgaria’s new government plans to halt weapons supplies to Ukraine

9 June 2026 at 13:43

bulgaria's new government plans halt weapons supplies ukraine · post bulgarian defense minister dimitar stoyanov council ministers sofia fakti db news ukrainian reports

Bulgaria's new government plans to stop supplying weapons to Ukraine, a shift that breaks with the European Union's push to pressure Russia, Bloomberg reported. The country's Defense Minister tied the move to a call for negotiations rather than arms, echoing a prime minister who has long been hostile to military aid for Kyiv. 

A falling and rising tide of Russia-friendly governments across central Europe has steadily frayed the bloc's united front on arming Kyiv amid the ongoing Russian invasion, turning each national capital into a potential brake on support.

Government's excuses

Bulgarian Defense Minister Dimitar Stoyanov told reporters in Sofia on 9 June that his government would end weapons deliveries to Kyiv

"Ukraine needs more people, not more armament," he stated, and called instead for a "just peace that will be defined by both sides participating in the conflict." 

He added that the EU's role in any peace process is "extremely important." But the Bloc would struggle to act as a mediator, he claimed, after assisting Ukraine throughout the war.

opposition party Tisza
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A prime minister who opposes arming Kyiv

The stance reflects Prime Minister Rumen Radev, who has long held that the war cannot be won on the battlefield. Radev, a former air force commander and president until January, has repeatedly opposed the EU's military support for Ukraine. He has also called for lifting sanctions on the Kremlin, arguing they damage Europe's economy. In office for only a month, the Prime Minister has promised to expand Bulgaria's weight in joint European decisions.

A quiet arms pipeline now set to close

Bulgaria ranks among the EU's biggest producers of Soviet-standard ammunition. Those older Soviet-caliber shells proved crucial to Ukraine early in the war. The government officially refused direct military aid in 2022. Even so, Bulgarian shells reached the front through exports to other EU countries. Since 2022, Sofia has sent 13 packages of military aid, keeping their value and contents classified.

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The timing

The plan surfaced days after the leaders of France, Germany, and Britain urged the Kremlin to accept an immediate, complete ceasefire that would open talks on a lasting deal. Moscow has rejected Kyiv's offer to meet and negotiate an end to the full-scale invasion, launched more than four years ago.

The Times earlier called the rise to power of pro-Russian Radev a strategic success for Putin. 

Ann Cvetkovich, la activista que convirtió la depresión en acción política

7 June 2026 at 04:30
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“Todo irá bien”, proclamaban antes las películas. Pero no. En la calle vemos alguna cara sonriente y muchos semblantes serios o tristes, bregando como pueden con el mundo exterior. A todos ellos hay que sumarles los que no vemos, los invisibles rostros de interior de personas recluidas en sus casas, vencidas.

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Kusso e Reinaldo rumam à Bulgária para representar o Levski Sofia

VTM

David Kusso transferiu-se em definitivo do clube flaviense para a Bulgária, enquanto Reinaldo foi contratado pelo Levski após terminar o período de empréstimo aos “valentes transmontanos”.

A transferência de Kusso foi anunciada esta quinta-feira pelo Grupo Desportivo de Chaves, que confirmou ter chegado a acordo com o emblema búlgaro para a cedência definitiva dos direitos de inscrição desportiva do defesa esquerdo. No comunicado divulgado, os flavienses agradeceram ao jogador o “compromisso e dedicação” demonstrados ao longo das várias épocas em que representou o clube.

Kusso destacou-se inicialmente na equipa B do Chaves, onde apontou 18 golos em 27 jogos na época 2023/24. Depois de uma passagem pela AD Sanjoanense, regressou aos flavienses e realizou a sua temporada na equipa principal em 2025/26, somando cinco golos e três assistências em 30 partidas.

Também Reinaldo vai vestir a camisola do Levski Sofia. O avançado brasileiro, de 24 anos, foi oficializado pelo clube búlgaro com um contrato válido até ao verão de 2029. Segundo alguns órgãos de comunicação social portugueses, a transferência foi realizada por cerca de 1,5 milhões de euros, mantendo o Santa Clara 15 por cento dos direitos económicos do jogador.

Contratado pelos açorianos em 2024, proveniente do Athletico Paranaense, Reinaldo passou por empréstimo pelo Guarani, FC Alverca e GD Chaves. Ao serviço dos transmontanos realizou 31 jogos na última temporada, tendo marcado seis golos e efetuado três assistências.

Com estas duas contratações, o Levski Sofia aposta em jogadores que ganharam destaque recente na Liga Portugal 2 e que tiveram um papel relevante na campanha do GD Chaves em 2025/26.

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