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Deco avisa que subida do BCE vai encarecer crédito habitação e dificultar acesso ao financiamento

11 June 2026 at 20:33

A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de aumentar as taxas de juro diretoras em 25 pontos-base, elevando a taxa de depósitos para 2,25%, deverá traduzir-se num agravamento das prestações do crédito à habitação para as famílias portuguesas e em condições de acesso ao financiamento mais restritivas. O alerta é da Deco PROteste, que esta quinta-feira analisou o impacto da medida para os consumidores.

A subida surge num contexto de aceleração da inflação na Zona Euro, que voltou a ultrapassar a meta de 2% definida pelo BCE, situando-se agora em 3,2%. O agravamento dos preços, inicialmente concentrado na energia, alastrou entretanto a outros setores, incluindo os serviços, aumentando a pressão sobre a autoridade monetária europeia para intervir.

O principal canal de transmissão para os consumidores será a Euribor, indexante utilizado na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável. Os mercados já antecipavam uma subida das taxas, e a confirmação da decisão do BCE deverá reforçar essa tendência ao longo dos próximos meses. O impacto efetivo nas prestações dependerá do montante em dívida, do prazo remanescente e do indexante contratado por cada família.

Para ilustrar os efeitos concretos, a Deco PROteste apresentou três cenários simulados, com base num prazo de 30 anos, spread de 1% e Euribor a seis meses como indexante, assumindo um agravamento de 0,25 pontos percentuais. Num contrato com 150.000 euros em dívida, a prestação passaria de 676,58 euros para 697,74 euros, um acréscimo mensal de 21,16 euros. Para um financiamento de 250.000 euros, o aumento seria de 35,26 euros mensais, e para 350.000 euros, de 49,36 euros.

A organização de defesa do consumidor alerta ainda para um segundo efeito desta conjuntura: o possível endurecimento das condições de acesso ao crédito. Está em discussão, a nível das autoridades nacionais, uma eventual redução da taxa de esforço máxima recomendada pelo Banco de Portugal para a concessão de novos créditos à habitação. Embora não haja ainda qualquer decisão final, a Deco PROteste considera que, num contexto de taxas mais elevadas e maior pressão inflacionista, essa alteração poderia dificultar ainda mais o acesso ao financiamento para quem está a preparar um pedido de crédito.

“A subida das taxas de juro não afeta apenas quem já tem crédito à habitação. Também pode tornar mais difícil o acesso à compra de casa para milhares de famílias que estão atualmente a preparar um pedido de financiamento. É fundamental que os consumidores avaliem cuidadosamente a sua capacidade financeira antes de assumirem novos encargos”, afirmou a organização.

A Deco PROteste recomenda que os consumidores revejam regularmente as condições do seu crédito, comparem propostas entre instituições financeiras e recorram a simuladores para antecipar o impacto de futuras variações das taxas. Para o efeito, disponibiliza o serviço Proteste Crédito e ferramentas de simulação no seu sítio na internet.

Cabaz alimentar com maior descida desde início de abril

11 June 2026 at 13:34
Preço do cabaz teve a maior descida e "ficou próximo dos valores registados no início de abril", declara a DECO. Couve, pão de forma e manteiga continuam a liderar cesto como os produtos mais caros.

© Getty Images

Já no início de 2022 gastava-se menos 67,87 euros (uma diferença de 36,16%) e há, quatro anos, o mesmo cabaz essencial custava menos 67,87 euros (36,16%)

Preço do cabaz alimentar fica próximo dos valores registados no início de abril

11 June 2026 at 12:17

O preço do cabaz alimentar que é monitorizado pela DECO PROteste atingiu um custo de 255,57 euros, na semana compreendida entre 3 de junho e 10 de junho, menos 3,74 euros que na semana anterior. “Depois da subida registada na semana anterior, o preço do cabaz tem a maior descida das últimas semanas e fica próximo dos valores registados no início de abril”, refere a associação de defesa do consumidor.

“Desde o início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 13,75 euros (menos 5,69%). Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 14,79 euros (menos 6,14%). Já no início de 2022, era possível gastar menos 67,87 euros (uma diferença de 36,16%)”, refere a DECO PROteste.

A associação adianta que na semana, entre 3 de junho e 10 de junho, a “couve-coração aumentou 0,15 euros (9%), o pão de forma sem côdea subiu 0,16 euros (7%) e a manteiga com sal registou um acréscimo de 0,12 euros (5%)”, sendo os três produtos que sofrem a maior subida no seu preço, em comparação com a semana anterior.

“Comparando com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (37% custando atualmente 1,85 euros/kg), o carapau (32%, custando atualmente 5,38 euros/kg) e os brócolos (28%, o que se reflete num custo de 3,39 euros/kg)”, diz a mesma entidade.

Desde que a DECO PROteste iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os “maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (125% para 13,08 euros/kg), a couve-coração (87% para 2,10 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros)”.

Deco quer livro de reclamações nas apps de TVDE

9 June 2026 at 19:07
A associação de defesa do consumidor falou no parlamento numa audição sobre a revisão da lei dos TVDE e criticou a opacidade das plataformas nas reclamações e nos preços.

© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Outras reclamações feitas à Deco referem-se a "tempos de espera, cancelamento de serviço (...)"

Prémios DECO Municípios e Freguesias: Já são conhecidos os projetos vencedores da 3.ª edição

2 June 2026 at 17:05

Já são conhecidos os vencedores dos Prémios DECO Municípios e Freguesias. Nesta 3.ª edição, a Associação voltou a distinguir políticas públicas e projetos locais que colocam os consumidores e os cidadãos no centro da atuação autárquica. Com uma imagem renovada e com oito novas categorias, a iniciativa garantiu um número recorde de projetos inscritos, tendo […]

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