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Un Papa extraordinario

10 June 2026 at 21:52

León XIV ha superado cualquier expectativa. Ha reafirmado su liderazgo mundial con este largo e intenso viaje a España, que es sin lugar a dudas la nación más importante en la Historia del Catolicismo. Es algo sobre lo que el Santo Padre era consciente, pero que sobre todo conoció por su experiencia en el otro lado del Atlántico. Su labor misionera le permitió profundizar, al margen de la ignorancia de aquellos que critican la huella hispana en América, la labor evangelizadora y cultural realizada desde el Descubrimiento. La ignorancia se cura viajando, porque no hay nada mejor que visitar esos países hermanos y relacionarse con los descendientes de los pueblos originarios para entender que siempre se buscó el desarrollo y la integración. Es un proceso que se ralentizó, desgraciadamente, con las guerras civiles que se vivieron en los antiguos virreinatos cuando las élites dirigentes, ayudadas por los ingleses, iniciaron el proceso de separación de la Monarquía Hispánica. No hay duda de que es más ajustado a la realidad histórica referirse a unas guerras civiles que a una independencia que no quería una gran parte de la población que era leal a España. Hay que felicitarse por la respuesta generalizada de la sociedad española y sus instituciones ante esta histórica visita. León XIV ha mostrado que es un hombre de Dios sensible, intelectualmente muy sólido y con una proximidad que desconocíamos. El recibimiento que ha recibido, no hay duda de que le ha emocionado. Los sucesivos mensajes que ha lanzado son claros, directos y profundos, mostrando que su Papado se inscribirá entre los más trascendentes de la Edad Contemporánea. Ese liderazgo moral, con ese cierto aire de timidez que muestra ante el fervor que desata su figura, es muy importante en estos tiempos tan turbulentos y complejos. Desde su elección, me resultó muy interesante su trayectoria académica y pastoral. En lo primero, se muestra la solidez de su mensaje y una cabeza extraordinariamente ordenada, fruto de su formación como matemático. La humanidad que destila es coherente con su trayectoria como misionero. El haber trabajado entre los más desfavorecidos imprime carácter, pero lo hace desde el equilibrio, la justicia social y el progreso tanto personal como colectivo. Sus funciones como obispo y posteriormente como prefecto del Dicasterio para los Obispos le dieron la experiencia que le faltaba para asumir el Papado.

Francisco Marhuenda. Académico de número de la Real Academia de Jurisprudencia y Legislación de España y de la Real Academia de Doctores de España. Académico correspondiente de la Real Academia de la Historia. Catedrático de Derecho Público e Historia de las Instituciones (UNIE).

© EFE

Papa León XIV visita Barcelona

Anthropic lanza una versión más segura de Mythos, el modelo de IA que pone al mundo en vilo

10 June 2026 at 16:59
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El nuevo modelo de inteligencia artificial que ha lanzado Anthropic, Claude Fable 5, es tan capaz de hallar brechas en la ciberseguridad como su antecesor Claude Mythos Preview (ahora Claude Mythos 5), pero tiene más barreras de seguridad que deberían evitar que se utilice con fines maliciosos. Por eso, la compañía de IA lo ha puesto a disposición del público en general, dentro del catálogo para los clientes suscriptores.

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El asombroso ratón plegable portátil de Logitech

10 June 2026 at 13:25
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Aunque la mayoría de quienes utilizan un ordenador portátil para usos profesionales tiene un ratón y lo emplea en la oficina o en casa, sólo el 26% se lo lleva cuando sale de esos ámbitos privados. Uno de los principales motivos para dejar el ratón de uso habitual es que transportarlo es incómodo. Su forma no lo hace adecuado para llevar en determinadas mochilas y bolsos. La compañía especializada en accesorios Logitech ha tomado en parte una idea de Microsoft que tiene 11 años, la de un ratón portátil curvado para crear el Mobi Fold, su primer ratón plegable.

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Odemira: Incêndio em São Luís combatido por 140 operacionais

10 June 2026 at 16:01

O incêndio que teve início esta manhã na zona de São Luís, concelho de Odemira, está a ser combatido por 140 operacionais dos bombeiros, de acordo com fonte da Proteção Civil.

O incêndio em São Luís, está a consumir uma área de mato e teve início às 11h49, altura em que foi dado o alerta à Proteção civil.

No local estão envolvidos 140 elementos dos bombeiros apoiados por 47 viaturas.

No combate às chamas estão envolvidos sete meios aéreos.

Incêndio na área de Odemira consome zona de mato

10 June 2026 at 12:38

Um incêndio em São Luís, concelho de Odemira, distrito de Beja, está neste momento a consumir uma área de mato.

O incêndio teve início às 11h49, altura em que foi dado o alerta à Proteção civil.

No combate às chamas estão envolvidos 44 operacionais dos bombeiros apoiados por 12 viaturas.

No local, numa intervenção inicial, estão empenhados três meios aéreos.

Quercus é parceira do primeiro filme português comcertificação ambiental internacional Green Film

10 June 2026 at 12:14

A Quercus associou-se à produtora Wonder Maria no apoio à divulgação da longa-metragem “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, que estreia no
feriado do dia de Portugal dia 10 de junho, nas salas NOS.

Esta parceria nasce do reconhecimento de um projeto cinematográfico que, para além de abordar na sua narrativa a relação entre o ser humano, o território e as alterações climáticas, integrou práticas concretas de sustentabilidade ao longo de todo o processo de
produção, desde a conceção até à rodagem.

Além disso, parte da receita de bilheteira ajudará a Quercus na reflorestação de áreas afetadas pelos incêndios, com 1% dos lucros da produtora Wonder Maria a reverter para o projeto Criar Bosques.

Para a Quercus, este filme constitui um exemplo relevante de como a criação artística pode contribuir para a sensibilização ambiental, promovendo o debate público sobre os impactos das alterações climáticas, a transformação do território e a forma como as comunidades se relacionam com os lugares que habitam.

Esta colaboração aproxima a cultura, o cinema e a ação ambiental, reconhecendo o papel da arte enquanto ferramenta de reflexão,
mobilização e transformação social.

“18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, é uma coprodução entre Portugal, Itália e Argentina e integrou seleções oficiais de festivais internacionais como Tallinn e Mar del Plata, estando igualmente confirmado na seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara.

É o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, distinção que reconhece práticas sustentáveis implementadas em produções audiovisuais. Este reconhecimento foi destacado pela Portugal Film Commission, no âmbito do programa PIC Portugal.

Os Ritmos da Colômbia na República 14

10 June 2026 at 11:16

Proyecto Jazz Colombia – Sábado 13 de junho às 21h00 – Olhão

A República 14 recebe este sábado o concerto dos Proyecto Jazz Colombia, uma formação sediada em Sevilha que cruza a riqueza dos ritmos tradicionais colombianos com a linguagem livre e improvisada do jazz, criando uma experiência musical singular marcada pelo encontro entre culturas e sonoridades.

Fundado em Sevilha, em 2020, o projeto tem vindo a afirmar-se nos palcos andaluzes, onde já participou em diversos festivais e ciclos de concertos, conquistando públicos de diferentes idades através de uma abordagem inovadora à música tradicional e contemporânea.

O grupo reúne três músicos andaluzes com sólida experiência no flamenco e jazz e a guitarrista e cantora colombiana Juana Gaitán, investigadora dedicada das tradições musicais do seu país. Desta colaboração nasceu uma sonoridade original, onde o diálogo entre as heranças musicais da Andaluzia e da Colômbia assume um papel central. Durante os concertos, os músicos partilham ainda algumas das ligações históricas e musicais entre estas culturas, revelando afinidades surpreendentes entre ritmos de ambos os lados do Atlântico.

No espetáculo será apresentado o álbum de estreia, “De Aquel Alto Vengo”, um trabalho que percorre as diversas regiões da Colômbia através de uma viagem sonora profundamente inspirada pelas suas tradições. Ritmos africanos, europeus e indígenas – elementos fundamentais da identidade musical colombiana – encontram-se com o jazz, que funciona como ponte entre a tradição e a modernidade, dando origem a uma música simultaneamente enraizada e contemporânea.

A formação é composta por Juana Gaitán (guitarra elétrica, voz e arranjos), Bernardo Parrilla (saxofones, flauta e arranjos), Javier Delgado (contrabaixo) e Nacho Megina (bateria e percussão).

Uma oportunidade para descobrir as múltiplas paisagens sonoras da Colômbia através de uma abordagem criativa, envolvente e aberta à improvisação, onde o jazz serve de ponto de encontro entre diferentes tradições musicais.
Sábado dia 13 de Junho às 21h na República 14 em Olhão.

Bilhetes estão disponíveis no local ou clicando AQUI.

La larga espera de la IA de Apple

10 June 2026 at 05:00
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Uno de los mantras recurrentes en tecnología de consumo desde los años 80 establece que Apple no suele ser la primera en llegar a una tecnología, pero que, cuando entra en una, se convierte en la gran referencia. El mundo lleva al menos dos años pendiente de ver cómo responde la compañía de Cupertino a la era de los grandes modelos de lenguaje de inteligencia artificial, después de un bienio dubitativo en el que ha visto cómo rivales como Samsung y Google hacían apuestas decididas por meter las IA en los bolsillos de sus clientes. La conferencia mundial de desarrolladores (WWDC) inaugurada el lunes abre una nueva era, con Apple decidida a integrar la IA de forma profunda en sus sistemas operativos. La nueva Siri se llama (cómo no) Siri AI y entiende el contexto de cada usuario.

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Adeus, Lisboa. Hola, Madrid: José Mourinho deixa o Benfica e será treinador do Real

Mesmo com o Benfica a oferecer-lhe a renovação, José Mourinho vai rumar ao Real Madrid. O treinador português tem o respaldo de Florentino Pérez para lidar com o balneário fragmentado. Se evitar os fantasmas da primeira passagem pelos merengues, ficará por Espanha durante as próximas três épocas. O Benfica confirmou que os espanhóis vão pagar 15 milhões de euros para voltar a ter Mou

Un gran acuerdo del PP y Vox para Castilla y León

9 June 2026 at 21:51

La izquierda y la derecha mediática acomplejada coinciden en que el PP no tiene que gobernar con Vox. Es habitual escuchar a tertulianos o leer a columnistas demonizando al partido de Abascal, como le gusta, por cierto, a Sánchez. Les gusta criticar a Ayuso, algo que es difícil de explicar, pero supongo que todos tenemos nuestras manías. Es algo habitual en los medios públicos del sanchismo. Hemos visto que son los mismos que se preguntan por qué los diputados y los senadores aplaudieron durante más de siete minutos al Papa tras un discurso en el que defendía el derecho a la vida y la libertad educativa. Afortunadamente, las leyes se cambian a golpe de mayorías, pero, además, pueden ser malas, aunque hayan obtenido un amplio apoyo parlamentario. Con un enorme desconocimiento de la realidad de la Iglesia, consideran que es el jefe del Estado de una teocracia y un monarca absoluto. No solo es una muestra de ignorancia, sino que es, simplemente, interpretar la estructura de la Iglesia como si fuera un sistema u organización política.

Es fácil preguntarse por qué existe este absurdo complejo frente a Vox. La realidad es que es un partido democrático que respeta la Constitución y el ordenamiento que la desarrolla. Cuenta con gente muy bien formada, pero han decidido llamarla ultraderecha, mientras que Sumar, Podemos y Bildu son la izquierda. No hay que sorprenderse. Es una estrategia global y es lo que sucede en Iberoamérica con los seguidores del Grupo de Puebla. Los españoles han hablado alto y claro en las elecciones que se han celebrado. La victoria del PP y Vox ha sido demoledora para la izquierda. A pesar de ello, esa colección de antiayusistas persiste en promover las habituales chorradas propagandísticas de La Moncloa. Mañueco ha vuelto a ser investido presidente de Castilla y León, pero siempre parece que el PP está solo porque cuenta con el apoyo de Vox y le rechaza el resto de los partidos. Es como una broma. En este caso, el nuevo Gobierno contará con 47 diputados a favor frente al rechazo de 35, aunque Por Ávila es una escisión de los populares. Creo que los números dejan muy claro la inconsistencia de los que critican los pactos entre las dos formaciones.

Francisco Marhuenda. Académico de número de la Real Academia de Jurisprudencia y Legislación de España y de la Real Academia de Doctores de España. Académico correspondiente de la Real Academia de la Historia. Catedrático de Derecho Público e Historia de las Instituciones (UNIE).

© EUROPAPRESS

Mañueco se somete a su tercera investidura como presidente de la Junta de Castilla y León

Portugal foi à guerra sem armas, mas com um escudo que valeu o regresso à elite

Já com o play-off de acesso ao Mundial garantido, Portugal não esperava ter que passar por tamanho sobressalto para assegurar a subida à divisão A da Liga das Nações. Mesmo num jogo contra a Finlândia (3-1) disputado com níveis de agressividade...

Oyarzabal, el "9" verdadero que tiene España

9 June 2026 at 21:26

Mikel Oyarzabal ha marcado 18 goles en 40 partidos en una temporada histórica para la Real Sociedad, que ganó la Copa del Rey. Todos los encuentros los jugó como delantero centro. Es algo que ahora no llama la atención, pero no siempre ha sido así. De toda la vida ha sido un jugador con buen pie, que participaba más partiendo desde los costados o como enganche, como mediapunta, pero en España ha encontrado un sitio como punta fijo. Los números que ha hecho con la Real sólo son «malos» si se los compara con los que tiene con la selección. En sus últimos once partidos ha marcado doce goles, incluido uno en el amistoso contra Perú previo al Mundial que comienza mañana. Apenas necesitó 101 segundos para enganchar un disparo desde fuera del área y abrir el marcador de un encuentro disputado en la madrugada española que acabó 1-3 (el gol de Perú fue de Jairo Vélez y los otros dos de España, de Pedri y en propia puerta de Pedro Gallese). También dejó entrever Luis de la Fuente el once que puede debutar en la Copa del Mundo ante Cabo Verde, con Unai Simón de portero, Llorente y Cucurella en los laterales, Cubarsí y Laporte en el centro de la defensa, Rodri, Pedri y Fabián en el medio campo, Ferran y Baena en los extremos (a la espera de cómo evolucionan Lamine Yamal y Nico) y Oyarzabal como «nueve».

 

Esos doce goles además los ha repartido muy bien, pues sólo se quedó en blanco contra Turquía en la fase de clasificación para el Mundial, aunque repartió tres asistencias, y en las semifinales de la Nations League contra Francia, pero dio dos pases definitivos. Eso muestra que su influencia ofensiva va más allá de la puntería que tenga ante las porterías rivales.

Oyarzabal sólo fue titular en un partido de la Eurocopa de 2024 que ganó España, el último del grupo contra Albania. No lo hizo en punta, lo hizo partiendo desde la izquierda, con Joselu más adelantado. El delantero centro titular en el torneo continental fue Morata. En cuartos contra Alemania, Mikel empezó en el banquillo y entró en los minutos finales para sustituir a Morata, lo mismo que en semifinales ante Francia y en la final contra Inglaterra, contra quien marcó el gol que hizo a la Roja campeona, metiendo la puntera del pie talla 47 que calza.

 

Morata fue desapareciendo poco a poco de las convocatorias, tras una mala temporada en el Como. El puesto de delantero ya era para Oyarzabal estando los dos en la lista. No es una posición que le sea desconocida, ni mucho menos. Nace casi en el primer momento que cruzó su camino con Luis de la Fuente.

De la Fuente - Oyarzabal: desde la sub'19

El actual seleccionador absoluto conoce a Oyarzabal desde hace mucho, desde que lo dirigió en la sub’19 en 2016. En esa categoría jugó cuatro partidos, uno de mediapunta y tres de extremo derecho. En la sub’21 siguió contando con él y principalmente lo colocó por la parte izquierda, pero en la Eurocopa de esa categoría en 2019 ya fue delantero en los tres partidos decisivos: el último de la fase de grupos, las semifinales contra Francia, en las que marcó un gol (4-1), y la final contra Alemania (2-1), con asistencia de Mikel a Fabián. El otro tanto lo logró Dani Olmo, y quien le dio el pase decisivo fue el propio Fabián. Los tres están ahora en el Mundial. En aquel equipo campeón sub’21 también estaban Unai Simón y Mikel Merino. «Nos conoce muy bien a todos, ha coincidido prácticamente con todos en las categorías inferiores y sabe lo que cada jugador en cada momento le puede dar. Eso es muy importante a la hora de decidir. Tiene ese momento de decir o ver qué jugador puede ayudarte más o menos», afirma Mikel de Luis de la Fuente. «Cuando eres joven poder tener a una persona como Luis es muy importante. Es cercano y transmite confianza. Todo lo bueno que le pase a él será también una alegría para nosotros, así que estoy muy feliz de haber podido compartir todo ese tiempo con él. Trato de intentar devolver la confianza que me transmite en el día a día y también en el día del partido haciéndome ver que todo va a salir bien», añade.

Noveno en la lista de goleadores españoles

Oyarzabal dio el salto a la absoluta y en su segundo partido, contra Suiza, Luis Enrique heredó esa posición y siempre lo colocó en punta, aunque no pudo llevarlo al Mundial de Qatar 2022 porque el futbolista sufrió una grave lesión en la rodilla. Se hablaba de «falso 9», pero Luis de la Fuente siempre ha defendido que Mikel es un «killer», un delantero centro. La posición del delantero mentiroso se utiliza para desconcertar, para salir de la zona y que los centrales no tengan un referente, pero Oyarzabal se sitúa en punta y tiene movimientos de punta.

«En el último Mundial me quedé a las puertas y ahora me quedo con el hecho de poder estar y de disfrutar el día a día de la convivencia. Estar aquí ya es increíble. Ojalá pueda marcar goles, pero hay que priorizar que le vaya bien al equipo independientemente de lo individual», afirma el jugador de la Real Sociedad en una entrevista a la FIFA. Los 25 tantos que lleva con la absoluta lo colocan en el «top 10» de goleadores en la historia de España. Es noveno, pero está ya muy cerca de Butragueño (26), Morientes (27) y Fernando Hierro (29). En la cima está Villa (59), otro de los jugadores que marcó en seis partidos seguidos por España. Oyarzabal se ha unido al asturiano, a Pirri y a Hierro.

© AP

Peru Spain Soccer

La nueva Siri sólo funcionará al completo en los dispositivos más potentes de Apple

9 June 2026 at 11:47
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La puesta en marcha de la IA en los dispositivos de Apple está siendo un camino lleno de obstáculos. Además de las consabidas restricciones que harán que la nueva Siri AI no se pueda estrenar el próximo otoño en los países de la Unión Europea, tampoco la podrían usar al completo la mayoría de los ciudadanos europeos, a causa de los requerimientos técnicos necesarios para algunas de las funciones más atractivas del nuevo asistente con IA de Apple.

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GAC desembarca en España con la nueva gama Aion: llegan los V y UT

8 June 2026 at 23:00

El desembarco de GAC en el mercado español marca la llegada de un nuevo protagonista al competido universo del automóvil eléctrico, con una propuesta apoyada en dos pilares muy claros: tecnología propia y producción en Europa a precios agresivos. La firma china inicia su andadura en nuestro país de la mano de Grupo Invicta, que ejercerá como importador oficial y responsable de construir una red comercial y de posventa capaz de sostener un crecimiento a largo plazo.

GAC, el gigante chino que mira a Europa

GAC, siglas de Guangzhou Automobile Group, es uno de los grandes grupos automovilísticos chinos, con presencia en 102 países y más de 28 millones de vehículos producidos a lo largo de su historia. Fundada en 1997, la compañía ha desarrollado un modelo de negocio integrado que abarca desde la investigación y desarrollo hasta la fabricación, el comercio automovilístico, la financiación y los servicios de movilidad, lo que le permite controlar toda la cadena de valor del vehículo.

Con sede en la ciudad de Guangzhou, GAC se ha consolidado como el quinto fabricante del gigantesco mercado chino, apoyado tanto en sus propias marcas como en alianzas estratégicas y ‘joint ventures’ con grupos como Honda y Toyota para el mercado local. Esta escala industrial se traduce en productos con alto valor residual, donde GAC lidera los valores de reventa a tres años en China, un indicador clave en el mayor mercado automovilístico del mundo.

La internacionalización de GAC se aceleró a partir de 2013, con una expansión que abarca AsiaOriente MedioÁfricaAmérica Latina y ahora Europa, bajo el lema “In Europe, for Europe”: desarrollar coches pensados para el cliente europeo, fabricados bajo estándares europeos y con una red de ventas y servicio arraigada en el continente.

España, puerta de entrada con Grupo Invicta

En este contexto, España se convierte en uno de los primeros grandes mercados europeos donde GAC activa su nueva estrategia de vehículos electrificados inteligentes. El socio elegido es Grupo Invicta, que asume el papel de importador oficial y se encargará de desplegar la red comercial y el ecosistema de posventa necesarios para dar soporte a la marca.

El arranque se realiza con 29 puntos de venta en la península y un plan de expansión que prevé alcanzar 45 centros a finales de 2026, para crecer hasta 58 en 2027, incluyendo presencia en ambos archipiélagos. La estrategia pone el foco en una cobertura de calidad antes que de cantidad, con fases bien definidas: primero las grandes áreas metropolitanas y talleres autorizados seleccionados, para después completar un entramado nacional a medida que crezcan las matriculaciones.

Desde Grupo Invicta subrayan la oportunidad que supone incorporar una marca que combina tecnologíaproducto competitivo y vocación internacional, apoyada en una garantía de ocho años y una política comercial agresiva para abrirse hueco entre los conductores que buscan coches extremadamente fiables a precios atractivos.

Fabricación en Magna Steyr: eléctricos chinos hechos en Austria

Uno de los argumentos más poderosos de la ofensiva de GAC en Europa es que tanto el Aion V como el Aion UT se ensamblan en las instalaciones de Magna Steyr en Graz (Austria), una planta de referencia en la industria por su experiencia fabricando modelos para marcas como Mercedes‑Benz o BMW. En esta factoría se han producido ya cuatro millones de vehículos de 39 modelos diferentes para 13 marcas, con estándares de calidad premium y procesos altamente automatizados.

Fabricar en Europa aporta varias ventajas estratégicas: reduce los plazos logísticos, mitiga los riesgos asociados al transporte marítimo y a las interrupciones de la cadena de suministro, y refuerza la percepción de calidad entre los clientes europeos, que valoran cada vez más el origen y los procesos de producción. La localización europea del ensamblaje también facilita una respuesta más rápida a la demanda, con una capacidad de entrega más estable para concesionarios, clientes corporativos y particulares.

Calidad, pruebas extremas y garantía de largo recorrido

La calidad es uno de los ejes centrales de la estrategia de GAC y un argumento clave para convencer a un público europeo tradicionalmente exigente. La marca aplica un sistema de controles rigurosos en todas las etapas del proceso productivo, desde el diseño y la selección de materiales hasta las pruebas finales de cada vehículo. En sus centros de I+D, donde trabajan 6.000 especialistas, se realizan anualmente más de 17 millones de kilómetros en pruebas, a lo que se suman campañas específicas para cada nuevo modelo.

Los modelos de la gama Aion están respaldados por una garantía de 8 años o 160.000 kilómetros para el conjunto del vehículo, y de 8 años o 200.000 kilómetros asegurando al menos el 70% de la capacidad de la batería, lo que refuerza la confianza en la durabilidad del sistema eléctrico. Los periodos de mantenimiento se fijan cada 30.000 kilómetros o 24 meses, señal de la apuesta por reducir el coste total de propiedad para el usuario.

En materia de seguridad, el Aion V ha obtenido la calificación máxima de cinco estrellas Euro NCAP 2025, con un 88% de protección para ocupantes adultos, 85% para niños y un 79% para usuarios vulnerables de la vía, además de un 78% en asistentes de seguridad. Son cifras que sitúan al SUV eléctrico de GAC en la primera línea del mercado europeo en términos de protección.

Aion V: el SUV eléctrico que abre camino

El GAC Aion V es el modelo encargado de abrir mercado en España y se posiciona como un SUV eléctrico de tamaño medio de 4,60 metros de largo, diseñado sobre una plataforma específica 100% eléctrica que maximiza habitabilidad y eficiencia. Llega con dos niveles de acabado, Premium y Luxury, con precios desde 28.195 euros y 30.795 euros respectivamente, incluyendo financiación y ayudas públicas, lo que le coloca como una de las propuestas más competitivas en relación precio‑calidad‑equipamiento de su segmento.

En el apartado técnico, el Aion V monta un motor síncrono de imanes permanentes con 150 kW (204 CV) y 240 Nm de par, asociado a una batería LFP de 75,26 kWh de capacidad. Esta combinación le permite homologar hasta 510 kilómetros de autonomía en ciclo WLTP combinado y nada menos que 702 kilómetros en uso urbano, cifras que atacan de frente una de las grandes preocupaciones del coche eléctrico: la autonomía real. La carga en corriente continua admite hasta 180 kW, lo que posibilita pasar del 10 al 80% en apenas 24 minutos, mientras que en corriente alterna la potencia es de 11 kW, con un tiempo aproximado de 8,5 horas para una carga completa.

La clave técnica se encuentra en la Magazine Battery, un sistema de batería de diseño propio con arquitectura multicapa, protección física reforzada, gestión térmica optimizada y control inteligente de la energía, orientado a garantizar no solo más autonomía, sino también fiabilidad y seguridad en condiciones exigentes.

En términos de espacio, el Aion V ofrece un interior muy amplio para cinco ocupantes, con unas plazas traseras entre las más generosas de su categoría y un maletero de 427 litros (978 litros con los respaldos abatidos), además de un original maletero de tres niveles de altura. Su diseño, fruto del trabajo conjunto de los estudios de Shanghái, Milán y Los Ángeles, apuesta por una estética robusta y tecnológica, apoyada en llantas de 19 pulgadas y una altura libre al suelo de 166 milímetros, orientada a un uso versátil.

La dotación tecnológica incluye un entorno digital avanzado, múltiples espacios de almacenamiento —hasta 30 huecos repartidos por el habitáculo— y una completa batería de asistentes de conducción basados en inteligencia artificial, que combinan sensores, sistemas de visión y procesadores de alto rendimiento para anticipar situaciones de riesgo. A ello se suman siete airbags, incluido uno central delantero, y una arquitectura electrónica pensada para garantizar la seguridad funcional e informática del vehículo.

Aion UT: compacto eléctrico pensado por y para Europa

Si el Aion V es la punta de lanza, el Aion UT encarna la vocación de GAC de ofrecer una movilidad eléctrica accesible sin renunciar a prestaciones ni equipamiento. Se trata de un compacto eléctrico de 4,27 metros de longitud y 2,75 metros de batalla, co‑diseñado por el Advanced Design Centre de GAC en Milán para alinear su lenguaje de diseño y su enfoque de calidad con las expectativas del cliente europeo.

El Aion UT utiliza también un motor síncrono de imanes permanentes con 150 kW (204 CV) y 210 Nm de par, asociado a una batería LFP de 60 kWh netos (62 kWh brutos), refrigerada por líquido. Homologa 430 kilómetros de autonomía WLTP combinada y hasta 620 kilómetros en ciudad, con un consumo de 16,4 kWh/100 km en ciclo mixto y 11,5 kWh/100 km en ambiente urbano. La recarga se realiza a 11 kW en corriente alterna y hasta 87 kW en continua, con tiempos de 6 h 50 min del 0 al 100% en AC y de 32 minutos del 10 al 80% en DC; del 30 al 80% se completa en unos 24 minutos.

En carretera, el Aion UT ofrece una conducción fluida, silenciosa y progresiva, con una aceleración de 0 a 100 km/h en 7,3 segundos y una velocidad máxima de 160 km/h. Su coeficiente aerodinámico de 0,32 ayuda a maximizar la eficiencia, mientras que el sistema de gestión energética optimizado saca partido tanto a los trayectos urbanos como a los interurbanos. Como elemento diferencial, integra tecnología Vehicle‑to‑Load (V2L), que permite usar el coche como fuente de energía externa hasta 3,3 kW, útil para alimentar dispositivos, herramientas o equipamiento de ocio.

En el habitáculo, el Aion UT se posiciona como uno de los modelos más espaciosos de su segmento, con un interior comparable al de berlinas mayores y un maletero de 440 litros, ampliable hasta 1.600 litros con los asientos traseros abatidos. Dispone de hasta 24 espacios de almacenamiento, un salpicadero dominado por una pantalla central de 14,6 pulgadas y un cuadro digital, conectividad inalámbrica y gestión remota mediante app móvil, que integra el vehículo en el ecosistema digital del usuario.

En seguridad, el compacto eléctrico de GAC incorpora un paquete completo de asistentes de conducción de Nivel 2, alineado con los estándares europeos más exigentes y pensado para reducir el estrés del conductor en el día a día. La suspensión combina un esquema McPherson delantero con eje de torsión trasero, y monta neumáticos 215/55 R17, buscando un equilibrio entre confort, eficacia y eficiencia.

Posventa, repuestos y proyecto a largo plazo

La apuesta de GAC por España se apoya en una infraestructura de posventa diseñada para garantizar la tranquilidad del cliente desde el primer día. La asistencia técnica se canaliza a través de Grupo Invicta, con el soporte directo de GAC Motor Europe B.V. desde Ámsterdam y de los equipos técnicos en China. La prioridad es que cualquier cliente de GAC reciba un estándar homogéneo de atención en toda la red, empezando por una cobertura entre el 70 y el 90% del territorio en los dos primeros años.

El suministro de piezas se articula en dos niveles: un Centro Europeo de Distribución de Piezas en Róterdam, operativo desde 2025, que mantiene stock regional para reducir plazos, y los almacenes de Grupo Invicta, con casi 4.000 metros cuadrados dedicados exclusivamente a repuestos y alrededor de 30.000 referencias. El objetivo es resolver las averías que inmovilizan el vehículo entre 24 y 72 horas, mientras que las piezas estándar se sirven en un plazo de 2 a 5 días laborables.

Con esta estructura, la llegada de los Aion V y Aion UT se enmarca en un plan más amplio que prevé el lanzamiento de hasta cinco modelos a lo largo de 2026, incluyendo el GAC GS4 de gasolina, el S7 y el monovolumen E9 híbrido enchufable, con el objetivo de alcanzar ocho modelos en la gama española en 2027. La combinación de producción europeatecnología eléctrica propiagarantías extensas y una red en crecimiento dibuja un escenario en el que GAC aspira a convertirse en un nuevo actor de referencia para quienes buscan un eléctrico bien equipado, de gran autonomía y con un precio de entrada especialmente competitivo.

Ni el colegio ni la biblioteca, los nuevos lectores se forman en las redes: “Sin TikTok no estaría aquí”

8 June 2026 at 20:58

Ni el colegio ni la biblioteca, los nuevos lectores se forman en las redes: “Sin TikTok no estaría aquí”

El fenómeno de TikTok e Instagram como aplicaciones que fomentan la lectura entre los más jóvenes se palpa en la Feria del Libro de Madrid. "Mis padres me dicen que paso mucho rato en el móvil, pero saben que no estoy haciendo el tonto", dice una joven

Cornelia Funke, la escritora superventas que niega las estadísticas: “No reflejan la sed de libros de los jóvenes”

Acaba de llegar al Parque del Retiro, mira la fila gigante de personas que tiene delante y se resigna a ponerse al final. Sabe que es muy probable que se vaya sin la firma de su escritora favorita porque el tiempo es limitado y las colas se cortan de golpe, pero aun así está dispuesta a esperar durante horas para intentarlo. Steisy Milei León, de 14 años, se mantiene en su sitio impulsada únicamente por su admiración hacia Inma Rubiales y la “esperanza de poder conocerla” en la Feria del Libro de Madrid. Se trata de una autora que ha congregado alrededor de 300 personas en el que supone un fenómeno de masas que no se organiza a través de los medios tradicionales ni en bibliotecas, sino en los móviles de los adolescentes.

A pesar de que Milei León viene de vivir una experiencia similar haciendo cola para Myriam M. Lejardi, otra escritora a la que conoció mediante redes sociales y de la que se ha quedado sin firma después de tres horas esperando, el interés por desvirtualizarlas vence a la desilusión e incluso se ha presentado sola. “Cuando esperas y no consigues verlas se hace complicado”, confiesa a elDiario.es, pero merece la pena “por los nervios que hay por ver cómo son y hablar con ellas sobre sus libros”. Para saciar esta incertidumbre hay que transportarse al principio de la fila —centenares de lectores de distancia con respecto al puesto que ocupa Milei León—, donde hay quien lleva ya más de cinco horas soportando las altas temperaturas de junio.

A falta de diez minutos para que empiece la firma, las primeras fans que serán las afortunadas en ver a Inma Rubiales miran el reloj impacientes. Lo hacen de pie, tras haber pasado sentadas todo el día en un rincón del Paseo de los Coches y haber recogido sus cosas. Para entretenerse habían montado sobre el asfalto un campamento improvisado en el que extienden sus mantas, sacan barajas de cartas, se ponen a leer sus novelas o hasta comparten entre ellas sus citas favoritas y las subrayan. No importa que la capital esté colapsada por cortes de tráfico ni que a pocos kilómetros coincidan la visita del Papa y los conciertos de Bad Bunny, pues aquí lo único que guarda relevancia son los libros y todas las conversaciones giran en torno a estos.

Para ellas, Inma Rubiales es una amiga. Así se lo transmite también la escritora cuando lo primero que hace al llegar al Retiro es pasarse a saludarlas, saltándose cualquier tipo de protocolo. La autora se acerca a las lectoras que se encuentran al inicio de la fila, las abraza y les pide que busquen los tramos de sombra para protegerse del calor. Además, las anima a alzar sus ejemplares para un vídeo que publicará en su perfil de Instagram y TikTok. Daniela Barrio, una fan de 15 años que ha viajado desde Parla para estar en la Feria, es el ejemplo perfecto del éxito de esta táctica. Su pasión por los libros no nació en el colegio, sino navegando por su aplicación favorita: “Sin TikTok no estaría aquí”.

La lectora, que se aficionó a las historias de Rubiales el año pasado, explica que ver el contenido que suben otras personas de su edad a Internet es lo que la empuja a consumir literatura. “Me salen vídeos de TikTok de gente leyendo o recomendando libros, y entonces voy a comprarlos”, señala la joven. Pese al tiempo que pasa pegada a la pantalla buscando estas novedades, su familia ha terminado por comprender que hay un beneficio cultural detrás de ese uso del teléfono: “Mis padres me dicen que paso mucho rato en el móvil, que es verdad, y a veces dicen que estoy perdiendo el tiempo, pero normalmente saben que no estoy haciendo el tonto”.

Las fans de Inma Rubiales esperan en la cola de su firma
Las fans de Inma Rubiales esperan en la cola de su firma

Sin embargo, los vídeos que se viralizan en TikTok e Instagram no solo son de recomendaciones, pues los jóvenes se graban en casa reaccionando a pasajes de la novela, comentando sus impresiones, teorizando sobre las próximas entregas u ordenando las estanterías. Se trata de un mundo tan amplio dentro de estas aplicaciones que tienen sus propios nombres: BookTok y Bookstagram (quienes publican este contenido se llaman booktokers o bookstagrammers en vez de tiktokers o instagrammers). Pero el impacto va mucho más allá de comprar o leer una novela; su verdadero poder está en la capacidad de unir a adolescentes de distintas partes del mundo que no se conocen.

Irene Reyes, de 17 años, está haciendo cola acompañada de tres chicas a las que nunca antes había visto en persona. “Las conocí de TikTok porque nos seguimos, tenemos contenido similar”, señala a este periódico. “Al principio da un poquito de vergüenza, porque al final las conoces a través de una pantalla, pero son muy buenas experiencias”, afirma la lectora, que añade que llevan mensajeándose por Internet varios meses. No es la única que ha vivido esto, pues Milei León también tiene un grupo en WhatsApp con gente con la que empezó a escribirse a través de las redes sociales. “Hablamos sobre libros, sobre Inma... es muy bonito conectar con personas que te entienden”, detalla.

Por su parte, Icíar Pulido, de 17 años, argumenta que estas comunidades le sirven para romper el hielo y conectar con otras personas de forma más inmediata. “A mí me salen cuentas de chicas que hacen reseñas de un libro o que debaten sobre spoilers”, cuenta. Cuando llega a la Feria y se encuentra con fans que ven los mismos vídeos, entablar conversación surge de manera natural: “Al principio estás nerviosa, pero como leen los libros de la misma autora que tú, pues comentas todo y se forma un vínculo. Alguna amiga sí que he hecho así”. La interacción, como indica Daniela Barrio, sigue en Internet: “Acabamos de conseguir contactos de gente que no conocíamos de nada. Nos hemos puesto a hacernos fotos entre nosotras y luego nos hemos seguido en Instagram”.

Al otro lado del fenómeno

Inma Rubiales se encuentra al otro lado de este gran fenómeno literario y conoce muy bien los mecanismos que mueven a su comunidad porque, además de escribir historias de éxito, ha estudiado la carrera de Publicidad. Nacida en 2002, ha crecido con las redes sociales, por lo que para ella tienen la misma importancia que le dan sus lectores. A día de hoy acumula 250.000 seguidores solo en Instagram. “Me sigue suponiendo un choque cuando 60.000 personas le dan like a un post. ¡Eso es como un campo de fútbol!”, declara a este periódico. “Luego, cuando esa gente viene a una firma, te das cuenta de que todo es real, que esa gente que me escribe a través de Instagram tiene cara, boca, ojos y nariz y han venido desde donde sea”, agrega.

Inma Rubiales firma a una lectora en la Feria del Libro de Madrid, en 2026
Inma Rubiales firma a una lectora en la Feria del Libro de Madrid, en 2026

Su forma de entender la literatura no es un caso aislado, sino que forma parte de una nueva generación de jóvenes escritoras españolas que hacen piña, se apoyan en las redes y celebran su triunfo. En este grupo de autoras se encuentran nombres como Emma Gil, que con solo 17 años compagina sus estudios con la publicación de sus novelas románticas, o Cherry Chic, que arrastra a miles de seguidoras fieles gracias a su naturalidad en Internet. Todas ellas han construido un vínculo basado en la confianza absoluta, hasta el punto de que los anuncios oficiales de las instituciones pasan a un segundo plano.

Una editorial no puede conseguir que un libro sea un fenómeno de TikTok, es algo totalmente espontáneo

Inma Rubiales Escritora

“Hay veces que, cuando voy a hacer una firma en alguna ciudad, el Ayuntamiento se adelanta y anuncia la firma antes de que la anuncie yo. Las chicas cogen, me envían captura de pantalla de la publicación y me preguntan si es verdad. Es como: 'Dímelo tú, que eres en quien realmente confío'”, explica Inma Rubiales. Esta revolución ha cambiado por completo las dinámicas de la industria literaria, con mayor peso por parte de las jóvenes lectoras. “Ahora mismo entras en la Casa del Libro y en la puerta tienes una estantería que se llama 'Fenómenos de TikTok'. Son libros que se han hecho famosos gracias a las chavalas”, cuenta. “Una editorial no puede conseguir que un libro sea un fenómeno de TikTok, es algo totalmente espontáneo”, añade la autora.

La cola de Inma Rubiales en la Feria del Libro de Madrid de 2023
La cola de Inma Rubiales en la Feria del Libro de Madrid de 2023

Asimismo, Inma Rubiales defiende el uso de las nuevas tecnologías para promover el hábito lector, incluso si a las generaciones más adultas les cuesta comprenderlo. “Me da cierta impotencia cuando me dicen que los jóvenes no leen por culpa del móvil”, dice la escritora, aludiendo a que son el segmento de la población que más lee, según los informes. “De hecho, utilizan el móvil para fomentar la lectura. Coge las redes sociales, métete en Bookstagram y verás millones de publicaciones de chicas que hacen reseñas y suben frases de libros. Esas plataformas, tanto BookTok como Bookstagram, están revolucionando el mercado editorial”, afirma.

Como sabe quién es el público al que se dirige —el romantasy, el género del que escribe, tiene un porcentaje abrumadoramente mayoritario de lectoras menores de 16 años—, Rubiales asume su responsabilidad y apuesta por abordar en sus textos temas como la salud mental o las relaciones sanas. “No escribo para enseñar a nadie, pero es cierto que es un público muy influenciable y uno siempre tiene la presión de hacer las cosas bien y transmitir los mensajes de manera correcta”, apunta la autora, que en su última obra, Un amigo gratis, aborda el bullying. “Mi madre, que es psicóloga, lo estuvo leyendo capítulo a capítulo para ir valorando si se estaba tratando bien”, explica. “También he hablado sobre adicciones y he acudido a la Asociación de Alcohólicos Rehabilitados de Almendralejo, de mi pueblo, para hablar con el presidente y que me echara un cable”, comenta.

Su mayor esfuerzo se concentra en los modelos afectivos que traslada a las adolescentes a través de sus historias románticas, intentando evitar que se normalicen conductas peligrosas o tóxicas dentro del noviazgo. Y parece que funciona. Icíar Pulido reconoce que “son historias que ayudan a que veas la realidad y las cosas que están mal”. “A una amiga mía le ha pasado. Ha leído un libro suyo y gracias a esa historia ha podido salir de la situación”, celebra la joven. Steisy Milei León está de acuerdo: “Es muy importante poder definir qué es una relación sana porque así te ayuda a no pasar por eso”. Y, mientras tanto, ambas seguirán dejándose apasionar por la lectura gracias al algoritmo.

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