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Semana começa com frente fria e chance de tempestade no Sul do País

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Temporais acompanhados por rajadas de vento e chance até de granizo estão entre as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para praticamente todo o Rio Grande do Sul (incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre) e também para parcela dos territórios do Paraná e de Santa Catarina.

A frente fria no Sul do Brasil pode gerar outros dias de instabilidade durante esta semana. O Inmet chama atenção para cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana, onde há risco para chuva forte e possibilidade de granizo isolado. 

Notícias relacionadas:

Em Porto Alegre, por exemplo, há previsão de tempo encoberto para a semana inteira, com temperatura mínima de 14ºC. Curitiba também está com previsão de instabilidade e com temperatura máxima de 16ºC

Ainda nesta segunda, as chuvas devem chegar no oeste e interior de Santa Catarina, incluindo as cidades de Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages.

No Paraná, os maiores riscos estão para as cidades do oeste, sudoeste e sul do estado, incluindo Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco.

Chuva e frio pelo País

O órgão também prevê perigo potencial de chuvas intensas para esta manhã de segunda no Norte do País, incluindo a maior parte dos estados do Pará e do Amazonas, e do Amapá, além do Sul de Roraima.

No Sudeste, São Paulo (SP) deve ter temperatura mínima de 9ºC na terça (9), e Belo Horizonte, pode experimentar também o frio de 11ºC.

No Centro-Oeste, os brasilienses também podem sentir o frio de 11ºC nesta segunda e 13ºC, nesta terça. De quarta a sexta, a capital do Brasil deve ter muitas nuvens no céu.

 

Semana começa com frente fria e chance de tempestade no Sul do País

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Temporais acompanhados por rajadas de vento e chance até de granizo estão entre as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para praticamente todo o Rio Grande do Sul (incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre) e também para parcela dos territórios do Paraná e de Santa Catarina.

A frente fria no Sul do Brasil pode gerar outros dias de instabilidade durante esta semana. O Inmet chama atenção para cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana, onde há risco para chuva forte e possibilidade de granizo isolado. 

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Em Porto Alegre, por exemplo, há previsão de tempo encoberto para a semana inteira, com temperatura mínima de 14ºC. Curitiba também está com previsão de instabilidade e com temperatura máxima de 16ºC

Ainda nesta segunda, as chuvas devem chegar no oeste e interior de Santa Catarina, incluindo as cidades de Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages.

No Paraná, os maiores riscos estão para as cidades do oeste, sudoeste e sul do estado, incluindo Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco.

Chuva e frio pelo País

O órgão também prevê perigo potencial de chuvas intensas para esta manhã de segunda no Norte do País, incluindo a maior parte dos estados do Pará e do Amazonas, e do Amapá, além do Sul de Roraima.

No Sudeste, São Paulo (SP) deve ter temperatura mínima de 9ºC na terça (9), e Belo Horizonte, pode experimentar também o frio de 11ºC.

No Centro-Oeste, os brasilienses também podem sentir o frio de 11ºC nesta segunda e 13ºC, nesta terça. De quarta a sexta, a capital do Brasil deve ter muitas nuvens no céu.

 

Inmet tem alerta para tempestade no Sul nesta madrugada

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) disparou um alerta de risco de tempestade para parte da região Sul nesta segunda-feira (8). O órgão avaliou que há perigo potencial a partir das 3h da próxima madrugada. 

Há previsão de chuvas com ventos intensos e até queda de granizo. O Inmet acrescenta a possibilidade de estragos em plantações, queda de galhos de árvores e também alagamentos. 

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As áreas afetadas estão situadas principalmente no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Além desse Estado, segundo o Inmet, devem ficar em alerta cidades do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná. 

Riscos

O Inmet orienta a população para que, em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas. Outra recomendação é que as pessoas afetadas podem buscar informações com a Defesa Civil (telefone 199) e com o Corpo de Bombeiros (193).

O órgão também prevê perigo potencial de chuvas intensas para esta manhã de segunda no Norte do País, incluindo a maior parte dos estados do Pará e do Amazonas, e do Amapá, além do Sul de Roraima.

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Há previsão de chuvas com ventos intensos e até queda de granizo. O Inmet acrescenta a possibilidade de estragos em plantações, queda de galhos de árvores e também alagamentos. 

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As áreas afetadas estão situadas principalmente no Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Além desse Estado, segundo o Inmet, devem ficar em alerta cidades do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná. 

Riscos

O Inmet orienta a população para que, em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas. Outra recomendação é que as pessoas afetadas podem buscar informações com a Defesa Civil (telefone 199) e com o Corpo de Bombeiros (193).

O órgão também prevê perigo potencial de chuvas intensas para esta manhã de segunda no Norte do País, incluindo a maior parte dos estados do Pará e do Amazonas, e do Amapá, além do Sul de Roraima.

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

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Entidades ligadas ao jornalismo manifestaram repúdio à decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo (SP), de determinar a prisão, em regime aberto, do profissional Luan Araújo. Em outubro de 2022, ele foi alvo de uma perseguição a mão armada por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A prisão foi uma decisão do juiz José Fernando Steinberg. Ele argumentou que o “condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta”. Araújo, que está desempregado, precisava pagar uma indenização de R$ 2,2 mil em vista da condenação por “difamação”. Ele foi considerado culpado por ter publicado um texto com críticas a Carla Zambelli.

Notícias relacionadas:

Luan Araújo escreveu, na ocasião, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.

Em nota, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira/Fenaj) criticaram a punição ao jornalista.

“[As entidades] vêm a público repudiar a decisão da Justiça paulista que determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo em razão do não pagamento de R$ 2.216,30 decorrentes de uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)”, diz a nota.

"Estou triste"

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial divulgou ainda um posicionamento de Luan Araújo, que prevê um período complicado pela frente. “Estou triste com toda essa repercussão, mas também feliz por ver o acolhimento das pessoas.”

Segundo a comissão, ele tem pedido apoio diante do cenário que tem enfrentado. “Estou sem emprego e tentando buscar uma oportunidade de trabalho”, afirmou.

Depois da condenação, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais em que considera “injusta” a condenação. “Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse.

Ainda nas redes, Araújo lamentou que a ex-deputada federal teve o pedido de extradição rejeitado pela Justiça da Itália.  “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela.”

Ele se considerou “desesperançoso”. “Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela.”

O caso

No dia 29 de outubro de 2022, antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo tiveram um bate-boca e a então deputada sacou um revólver. Imagens divulgadas à época mostram Zambelli perseguindo o jornalista pelas ruas de São Paulo e dentro de uma lanchonete.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

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Entidades ligadas ao jornalismo manifestaram repúdio à decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo (SP), de determinar a prisão, em regime aberto, do profissional Luan Araújo. Em outubro de 2022, ele foi alvo de uma perseguição a mão armada por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A prisão foi uma decisão do juiz José Fernando Steinberg. Ele argumentou que o “condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta”. Araújo, que está desempregado, precisava pagar uma indenização de R$ 2,2 mil em vista da condenação por “difamação”. Ele foi considerado culpado por ter publicado um texto com críticas a Carla Zambelli.

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Luan Araújo escreveu, na ocasião, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”.

Em nota, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira/Fenaj) criticaram a punição ao jornalista.

“[As entidades] vêm a público repudiar a decisão da Justiça paulista que determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo em razão do não pagamento de R$ 2.216,30 decorrentes de uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)”, diz a nota.

"Estou triste"

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial divulgou ainda um posicionamento de Luan Araújo, que prevê um período complicado pela frente. “Estou triste com toda essa repercussão, mas também feliz por ver o acolhimento das pessoas.”

Segundo a comissão, ele tem pedido apoio diante do cenário que tem enfrentado. “Estou sem emprego e tentando buscar uma oportunidade de trabalho”, afirmou.

Depois da condenação, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais em que considera “injusta” a condenação. “Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, disse.

Ainda nas redes, Araújo lamentou que a ex-deputada federal teve o pedido de extradição rejeitado pela Justiça da Itália.  “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela.”

Ele se considerou “desesperançoso”. “Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela.”

O caso

No dia 29 de outubro de 2022, antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo tiveram um bate-boca e a então deputada sacou um revólver. Imagens divulgadas à época mostram Zambelli perseguindo o jornalista pelas ruas de São Paulo e dentro de uma lanchonete.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Vitória Nuines fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Vitória Nuines fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Vitória Nunes coordena grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, na periferia do DF - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão. “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Luiza Helena Teixeira, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Luiza Helena Teixeira, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Publicitária Luiza Helena Teixeira teve seu desenho escolhido para se transformar em tapete de Corpus Christi - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.
 

Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Marcio da Cruz, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Marcio da Cruz, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Márcio da Cruz se juntou aos  grupos que foram à Esplanada participar da montagem dos tradicionais tapetes de Corpus Christi - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

"A linguagem deles"

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.
 

Galeria/Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios

 

Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Vitória Nuines fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Vitória Nuines fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Vitória Nunes coordena grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, na periferia do DF - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão. “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

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Publicitária Luiza Helena Teixeira teve seu desenho escolhido para se transformar em tapete de Corpus Christi - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.
 

Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Marcio da Cruz, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 04/06/2026 -  Cerca de 600 pessoas trabalham na  montagem de tapete no gramado da Esplanada dos Ministérios para celebração de  Corpus Christi. Marcio da Cruz, fala com a Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Márcio da Cruz se juntou aos  grupos que foram à Esplanada participar da montagem dos tradicionais tapetes de Corpus Christi - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

"A linguagem deles"

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.
 

Galeria/Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios

 

Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências

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O espaço histórico conhecido hoje como Osoca, na cidade de Cavalcante (GO), já abrigou a cadeia pública do lugar e guarda memórias das violências contra pessoas escravizadas. Sobraram as ruínas desse espaço que foi ressignificado pelos artistas do lugar. Neste  feriadão (de quinta a domingo) o lugar será palco da 4ª Mostra Afro Cena e da 3ª Mostra de Teatro Afro Cena

“É um evento que representa muito para a comunidade de Cavalcante porque amplia o acesso à arte e à cultura em uma cidade que não tem um teatro ou equipamento cultural voltado para as artes cênicas”, disse uma das coordenadoras do evento, Fátima Tertuliano, à Agência Brasil

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Ela explica que, mais do que assistir aos espetáculos, a comunidade participa, de fato, da construção do evento seja na produção, na organização ou nas atividades formativas.

“Eu acredito que isso fortalece a identidade local, gera oportunidades e aproxima as pessoas da arte”, considera. 

A coordenadora lembra que o Osoca é um prédio histórico que faz parte da memória coletiva da cidade e que já teve diferentes funções ao longo do tempo.

Brasília (DF), 03/06/2026 – Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências.
Foto: Arthur Monteiro/divulgação Brasília (DF), 03/06/2026 – Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências.
Foto: Arthur Monteiro/divulgação
Brasília (DF), 03/06/2026 – Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências. Foto: Arthur Monteiro/divulgação - Arthur Monteiro/divulgação

“Hoje é ressignificado pela cultura, pela arte e pelo encontro de pessoas. Realizar a mostra nesse local é também uma forma de valorizar a história de Cavalcante”.

Transformações

O evento em território Kalunga, considerado o maior território quilombola do Brasil, reúne espetáculos, apresentações musicais, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas. "Onde hoje se realiza a mostra, no passado funcionou uma guilhotina e, depois, uma cadeia pública. Anos mais tarde, foi erguida a construção da Osoca, que virou palco de ações sociais e de muitos eventos", afirma a também coordenadora do evento, Edymara Diniz. A Osoca é sigla para "Obras Sociais da Paróquia da Senhora Sant'Ana de Cavalcante".

Ela explica que a escolha do lugar não tem a intenção de apagar o passado, mas encará-lo de frente. “Ao trazer o teatro negro para esse espaço, afirmamos que um local que já foi cenário de dores pode se ressignificar por meio da arte".

Nesta quinta-feira (4), o evento reúne artesãos, cozinheiras, artistas, estilistas e empreendedores culturais negros e quilombolas. Estarão no palco a Pequena Orquestra de Cavalcante, a Curraleira Engenho 2, a Dança Sussa Kalunga e o cantor quilombola Allexy Nerys.

De sexta (5) a domingo (7), a Mostra de Teatro Afro Cena tem como destaques o espetáculo Danúbio (DF), o Sarará Crioulo, dos artistas de Cavalcante e do Quilombo Kalunga, o recital Vozes Negras, de Salvador (BA), e e a performance Ancestrais a Benção, de um coletivo de mulheres negras e indígenas de Goiás.

Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação

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Em discurso no Hospital Universitário de Rio Verde (GO), nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “intervir no Pix” brasileiro.

"O tal do bolsonarista foi nos Estados Unidos. Ele não estava focado e pediu para o Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar", disse o presidente

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No final do mês passado, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, reuniu-se com Trump na Casa Branca, em Washington, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dias depois do encontro, o governo dos Estados Unidos anunciou que passaria a classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Hoje, os norte-americanos divulgaram relatório em que acusam o Pix de prejudicar "injustamente” as empresas que prestam serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay, além de propor nova taxação aos produtos brasileiros.   

Mais cedo, em evento em Catalão (GO), Lula criticou diretamente Flávio Bolsonaro, dizendo que ele agora nega que tenha pedido interferência de Trump nas tarifas brasileiras. 

“Esse cidadão hoje aparece na imprensa dizendo: ‘eu não falei nada’. Todo covarde é assim”, disse.  

“Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro. Ele vai prejudicar os empresários brasileiros. Ele vai vai prejudicar é o agronegócio”, completou Lula.  

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) listou nesta terça-feira o impacto financeiro e os setores produtivos que correm risco caso a proposta dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. A decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. 

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros no encontro no final de maio. O senador afirmou ainda que enviou uma carta ao presidente dos EUA reforçando sua posição. 

Confira as informações sobre as novas tarifas dos EUA no Repórter Brasil, da TV Brasil

Pix assusta EUA

Para o presidente Lula, o Pix é mais vantajoso que sistemas de empresas estadunidenses e, por isso, assusta os EUA

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) saiu em defesa do sistema de pagamento brasileiro. Segundo a entidade, o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial

A Febraban considera que a tecnologia favorece “a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”. 

De acordo com a entidade, não existem barreiras para a entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação.

SUS

No evento de Rio Verde, o presidente Lula visitou o hospital universitário que atende integralmente pelo SUS. A unidade realizou, em janeiro, a primeira cirurgia do Centro-Oeste com o sistema cirúrgico robótico Da Vinci X, um dos sistemas mais modernos do mundo, que proporciona maior precisão, segurança e recuperação mais rápida aos pacientes. 

Na ocasião, dois pacientes, com câncer de próstata, foram submetidos ao procedimento cirúrgico de forma robótica. Essas duas cirurgias foram feitas com sucesso e os dois pacientes seguem em recuperação. 

Segundo o governo, a incorporação dessa tecnologia ao SUS do município representa um passo decisivo na redemocratização do acesso a procedimentos de alta complexidade, que tradicionalmente estavam restritos à rede privada. 

O presidente destacou que todo brasileiro que precise fazer radioterapia deve ter acesso gratuito em igualdade de condições. “A Constituição diz que todos nós somos iguais perante a Constituição. O SUS é possivelmente o melhor e único sistema de saúde que existe num país com mais de 100 milhões de habitantes”, afirmou.  

Ele chegou a tirar o chapéu para falar sobre o tratamento contra o câncer de pele em seu couro cabeludo.

“Você está vendo minha cabeça? Está machucada porque eu tive um câncer de pele e eu estou tratando para ficar bonitão”. 

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