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NASA anuncia primeiro europeu no programa Artemis

9 June 2026 at 20:21
Luca Parmitano, da ESA, pilotará a nave Orion na missão Artemis III. A missão testará a acoplagem aos módulos de aterragem da SpaceX e Blue Origin, preparando o regresso à Lua em 2028.

© NASA

Apenas astronautas norte-americanos, todos homens, pisaram solo lunar

IPMA prevê que efeitos do El Niño sejam indiretos no país

9 June 2026 at 18:57
O fenómeno climático deverá persistir até ao fim de 2026, mas os efeitos em Portugal serão indiretos e pouco significativos, diz o IPMA.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

o El Niño pode influenciar os padrões climáticos à escala global

Estudo revela mais associações genéticas ligadas à ansiedade

9 June 2026 at 18:26
Investigação com quase 700 mil pessoas revela genes específicos ligados à ansiedade e mostra que fatores ambientais pesam mais do que a genética.

© Getty Images/iStockphoto

Estudo descobriu ainda "uma vasta gama de correlações genéticas entre a ansiedade e condições de saúde mental e física"

Onda de calor de maio foi a 2.ª mais longa de sempre

9 June 2026 at 18:19
Com início a 20 de maio, a onda de calor registada em Portugal continental teve a duração de 9,5 dias. Apenas foi superada por uma onda de calor registada em 1964, que durou 9,7 dias.

© NUNO VEIGA/LUSA

Em maio, as temperaturas mais altas foram registadas em Mora, no dia 27

Investigadores da UAlg estudam ratinho espinhoso africano resistente a tumores

9 June 2026 at 18:10

Uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-Ri), da Universidade do Algarve (UAlg), e do Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM) publicou na revista Scientific Reports um estudo sobre o ratinho espinhoso africano, conhecido cientificamente como Acomys.

A espécie é conhecida pela elevada capacidade de regeneração tecidular e pela resistência ao desenvolvimento de tumores, características que estão agora a abrir novas perspetivas de investigação sobre mecanismos biológicos associados à prevenção do cancro e à medicina regenerativa.

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam após uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal, tornando-se um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, uma vez que tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células. Esta semelhança levou os investigadores a questionar se organismos com maior capacidade de regeneração poderiam ter também maior propensão para desenvolver cancro.

Ratinho espinhoso resistiu à formação de tumores

Os resultados do estudo apontam, no entanto, em sentido contrário. A equipa comparou a resposta do ratinho espinhoso africano com a de ratinhos de laboratório convencionais, da espécie Mus musculus, depois de ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum.

Para compreender esta diferença, os investigadores analisaram, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies. Os dados mostram que o ratinho espinhoso desencadeia uma resposta biológica distinta quando exposto a fatores capazes de provocar cancro.

Este animal ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas. Quando o dano é controlado, a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais.

Outro dos aspetos observados foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas, mecanismo que permite eliminar células com alterações genéticas antes de estas se transformarem em células cancerígenas.

Investigação pode ajudar a identificar novos alvos terapêuticos

Para Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo, os resultados mostram que regeneração e resistência ao cancro podem estar ligadas.

“Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas”, explica o investigador.

“O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores”, acrescenta.

O estudo posiciona os mecanismos de regeneração tecidular como uma possível chave para a prevenção do cancro. Compreender como o ratinho espinhoso africano consegue controlar a multiplicação celular poderá contribuir para identificar novos alvos terapêuticos e apoiar o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano.

A investigação poderá ainda abrir caminho a novos avanços na medicina regenerativa, ao permitir compreender melhor como alguns organismos conseguem reparar tecidos sem desencadear processos tumorais.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

Artigo disponível em: Resistance to tumorigenesis in the african spiny mouse (Acomys) correlates with upregulation of multiple tumor suppressor genes

Leia também: Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

Venus y Júpiter se dan hoy el 'beso cósmico' más esperado: "Será la conjunción planetaria más bella del año"

9 June 2026 at 17:40

El cielo ofrecerá tras el atardecer de este martes una de las estampas astronómicas más llamativas del año tras. Los planetas Venus y Júpiter protagonizarán un 'beso cósmico' al alcanzar su mínima separación aparente vista desde la Tierra. "Posiblemente será la conjunción planetaria más bella del año", explica a 20minutos Rafael Bachiller, director del Observatorio Astronómico Nacional (OAN).

"Desde hace unos días, cada noche a una misma hora puede observarse, mirando hacia el oeste, dos puntos de luz en el cielo", traslada asimismo a este medio Antonio Carretero, profesor de la Universidad Francisco de Vitoria y socio de la Agrupación Astronómica de Madrid. De estas dos marcas brillantes, la más intensa es Venus y la otro es Júpiter.

Bachiller detalla que en el ocaso de este martes los planetas se verán "muy próximos en el cielo", más que en días previos. La separación angular vista desde la Tierra será de un grado y medio, una distancia equivalente "a tres veces el diámetro de la Luna llena". Esa cercanía, sin embargo, es "aparente": "Están en líneas de visión muy próximas, pero Júpiter se encuentra ahora cinco veces más lejos de la Tierra que Venus".

"Se da la circunstancia de que, por la forma de sus órbitas respecto de un observador en la Tierra, parece que Venus va avanzando hacia Júpiter desde abajo a la derecha hacia arriba a la izquierda", indica Carretero. "Es una curiosidad que no es nada común", añade el experto.

Este tipo de fenómeno se conoce como conjunción planetaria: dos planetas que parecen situarse cerca el uno del otro desde el punto de vista en la Tierra, aunque en realidad continúan separados por enormes distancias en el espacio. Este caso es llamativo porque Venus y Júpiter son dos de los objetos más brillantes del cielo nocturno y, además, puede que no se repita con características similares hasta 2028.

Además de la proximidad aparente, Venus y Júpiter se integrarán en el entorno estelar, lo que añadirá belleza al fenómeno. "La conjunción tiene lugar en la constelación de Géminis, cerca de las estrellas Cástor y Pólux, también muy brillantes, pero no tanto como los planetas", explica Bachiller.

El acercamiento entre ambos planetas se ha podido observar desde la semana pasada, aunque el punto álgido es este martes. Si bien el fenómeno podrá seguir percibiéndose durante los próximos días, la separación aparente entre Júpiter y Venus irá aumentando poco a poco.

Dónde mirar y cuál es la mejor hora

La conjunción podrá observarse sin necesidad de telescopios ni equipos especializados, siempre que las condiciones meteorológicas lo permitan, según la NASA. Bastará con buscar un lugar con buena visibilidad hacia el oeste, sin edificios, árboles o montañas que tapen el horizonte, y esperar a que el Sol se haya ocultado.

"Conviene mirar al cielo, hacia el oeste, una hora y media tras la puesta de sol. En ese momento, con el cielo bien despejado de nubes y sin obstáculos delante del horizonte, podremos ver también al esquivo y pequeño Mercurio", apunta Bachiller. Este último planeta será, no obstante, más difícil de localizar, ya que aparecerá a menor altura y con menos brillo.

Quienes tengan prismáticos podrán utilizarlos para apreciar mejor la escena, aunque no son imprescindibles. También puede ser una buena oportunidad para fotografiar el atardecer astronómico con una cámara y un trípode, sobre todo desde lugares con el horizonte despejado.

En los próximos días se esperan otras "escenas bellísimas"

El encuentro entre Venus y Júpiter no será el único fenómeno destacado de los próximos días y, según avance la semana, surgirán nuevos motivos para la observación. Bachiller recuerda que el novilunio tendrá lugar el lunes 15 de junio, lo que dejará una noche muy oscura y "perfecta para la observación del cielo".

"Viviremos otra conjunción muy especial a continuación, cuando el fino filo de la Luna creciente venga a visitar a los dos planetas", avanza el director del OAN. Según explica, el martes 16 y el miércoles 17 de junio se podrán ver "unas escenas bellísimas", también hacia el oeste y aproximadamente una hora y media después de la puesta de sol.

En esos días será posible observar una cuádruple conjunción formada por la Luna creciente, Mercurio, Venus y Júpiter. La imagen más llamativa llegará, según Bachiller, el día 17: "Particularmente espectacular será la aproximación del fino filo lunar con Venus".

El impactante descubrimiento de un grupo de buzos que ayuda a desvelar uno de los mayores secretos de los agujeros azules

9 June 2026 at 17:35

Los océanos siguen guardando numerosos secretos pese a décadas de exploración científica. Entre los fenómenos más enigmáticos se encuentran los llamados agujeros azules, enormes sumideros submarinos que alcanzan profundidades sorprendentes y que todavía plantean muchas preguntas a los expertos sobre su origen, su ecosistema y las formas de vida que albergan.

Un hallazgo inesperado en las profundidades

El interés por estas formaciones ha vuelto a crecer tras una reciente inmersión en el Agujero de Amberjack, situado a unos 50 kilómetros de la costa de Florida. Durante la expedición, un grupo de buzos localizó en el fondo los restos de dos peces sierra de dientes pequeños, una especie considerada en peligro de extinción.

Los agujeros azules son relativamente frecuentes en zonas como el golfo de México, aunque también pueden encontrarse en lugares como Belice, Florida, México o China. Su enorme profundidad y las condiciones extremas de sus aguas convierten estos espacios en auténticos laboratorios naturales para la investigación marina.

Una de las cuestiones que más intriga a los científicos es qué ocurre en las capas más profundas de estos sumideros. Lo que sí se sabe es que, a medida que aumenta la profundidad, disminuyen notablemente los niveles de oxígeno, creando un entorno muy diferente al de las aguas superficiales.

En el caso del Agujero de Amberjack, los investigadores detectaron una sorprendente comunidad microbiana que representaba cerca del 60% de los organismos presentes. Así lo explicó Nastassia Patin, investigadora de la Universidad de Miami y la NOAA, en declaraciones recogidas por la revista de divulgación científica Daily Galaxy.

Ecosistemas únicos bajo el mar

Otros agujeros azules también han dejado imágenes sorprendentes. En el cenote Green Banana, ubicado en Florida, los exploradores describieron una sensación de vacío absoluto en las profundidades. “Estás en medio del Golfo de México y no ves nada a tu alrededor”, explicó Emily Hall, científica del Laboratorio Marino Mote, en declaraciones recogidas por The New York Times.

Entre el misterio y la biodiversidad

Aunque las zonas más profundas parecen deshabitadas a simple vista, los agujeros azules funcionan como auténticos refugios de biodiversidad. En los situados frente a las costas de Florida, los investigadores encuentran primero praderas marinas y corales blandos, antes de llegar a áreas donde habitan numerosas especies marinas.

Entre los animales observados en estas zonas destacan tortugas, medusas luna, barracudas, delfines y una gran variedad de peces que encuentran en estos entornos condiciones favorables para desarrollarse.

Además de su valor científico, estas formaciones presentan importantes desafíos para la exploración. Algunos agujeros azules pueden superar los 125 metros de profundidad, una circunstancia que aumenta los riesgos para los buceadores debido a fenómenos como la narcosis por nitrógeno, capaz de alterar la percepción conforme se incrementa la presión bajo el agua.

Por todo ello, los agujeros azules continúan siendo uno de los grandes misterios de los océanos y un foco permanente de atención para la comunidad científica internacional.

© istock

El impactante descubrimiento de un grupo de buzos que ayuda a desvelar uno de los mayores secretos de los agujeros azules

UAlg acolhe lançamento de plataforma europeia de formação gratuita em Aquacultura 4.0

9 June 2026 at 17:09

AQUATECHinn 4.0 oferece formação gratuita e certificada para preparar profissionais da Aquacultura 4.0. Será apresentado em Faro, na Universidade do Algarve (UAlg) a 17 de junho de 2026.

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O coração que se defende batendo | Por Isabel Duarte

9 June 2026 at 16:10

O coração bate. Bate antes do primeiro choro e só cessa quando o corpo cessa. No adulto, repete o gesto cerca de cem mil vezes por dia, sem férias nem domingos. Recebe sangue oxigenado, nutrientes em abundância, vasos sanguíneos por toda a parte. À luz da biologia que se aprende na escola, deveria ser um terreno fértil para o cancro: rico, irrigado, vivo. E, no entanto, é uma das raríssimas excepções.

Os tumores primários do coração são tão pouco frequentes que ocupam um parágrafo apenas nos manuais de patologia. Durante décadas, várias hipóteses tentaram explicar esta resistência. Dizia-se que as células do coração já não se dividem, que o tecido cardíaco é demasiado muscular para acomodar um tumor, que a circulação rápida não permite às metástases fixarem-se. Nenhuma destas explicações era inteiramente convincente. O coração permanecia um enigma anatómico, vizinho dos pulmões, do fígado, do estômago (todos eles vulneráveis), mas aquele protegido por uma razão que ninguém sabia justificar.

Crédito: pexels

Em Abril de 2026, uma equipa italiana do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology de Trieste, liderada por Giulio Ciucci e Serena Zacchigna, publicou na revista Science uma explicação tão simples que parece literatura: O que defende o coração do cancro é o próprio bater do coração.

A intuição partiu de uma observação clínica. Em doentes com insuficiência cardíaca grave, quando se implanta um dispositivo que assume a função de bombear o sangue, o coração descansa, e as suas células voltam a multiplicar-se, coisa que normalmente não fazem no adulto. Os cardiomiócitos regeneram-se a uma taxa de apenas cerca de 1% ao ano. Aliviada a pressão, retomam o hábito esquecido de se dividirem.

E se essa mesma pressão impedisse também as células cancerosas de proliferar?

Para testar esta hipótese, foi necessário fazer algo inverosímil: Construir um coração vivo que não batesse. Os investigadores transplantaram um segundo coração de ratinho para o pescoço de outro ratinho, ligado à sua circulação. O órgão recebia sangue, oxigénio e nutrientes, mas não bombeava, não suportava pressão, e como tal não batia. Em seguida, injectaram células cancerosas humanas em ambos os corações: O nativo, que continuava o seu normal batimento, e o transplantado, condenado a um repouso forçado. Os resultados foram claros. No coração imóvel, o tumor multiplicou-se sem restrição. No coração que batia, o tumor ocupou apenas cerca de 20% do tecido. O restante tecido cardíaco resistiu ao desenvolvimento tumoral.

Mais do que observar e medir esta resistência à progressão tumoral, os cientistas precisaram de a compreender. Identificaram uma proteína, a Nesprin-2 [https://www.uniprot.org/uniprotkb/Q8WXH0/entry], situada entre a membrana da célula e o seu núcleo, que age como um mensageiro mecânico: traduz a pressão física da contracção em sinais que chegam ao ADN e silenciam os genes da proliferação. A célula “sente” que está a ser comprimida e “decide” não se dividir. O cancro, que é (de uma forma simplificada) uma divisão descontroloda das células, encontra ali uma parede sem porta. Não é um gene que o detém. É o processo rítmico que o impede.

E é esta constatação que me parece mais notável, e que justifica esta crónica: A natureza do mecanismo. Estamos habituados a pensar que o corpo se defende com biomoléculas: anticorpos, enzimas, hormonas, células “assassinas”. Quase toda a medicina moderna se construiu sobre moléculas que se ligam a outras moléculas. Aqui, pela primeira vez com tanta clareza, descobre-se que o corpo se defende também com movimento. Que a fisicalidade do bater, o ritmo, a compressão que se repete, é em si uma forma de imunidade. A vida, ao mover-se, protege-se.

O grupo de Trieste trabalha agora com um grupo de engenheiros, num dispositivo para vestir no combate ao melanoma (um agressivo tipo de cancro da pele) que comprime os tecidos na cadência aproximada de um batimento cardíaco. Os primeiros resultados, dizem, são encorajadores. Imaginar a medicina futura como um exercício de aplicar pressões certas, em sítios certos, no instante certo, é hoje menos absurdo do que era ontem.

Mas há algo aqui que vai muito além da prática clínica. Aprendemos, desde Hipócrates, a pensar a doença como um excesso ou uma falta (de bílis, de açúcar, de células, de oxigénio). Raramente a pensamos como uma falha de ritmo. E todavia o coração, que é por definição rítmico, sugere-nos agora que a saúde pode ser, em parte, uma questão de cadência. De insistência. De voltar sempre ao mesmo gesto.

O coração não bate para sobreviver. Bate porque é essa a sua maneira de existir. E ao fazê-lo, sem saber, sem propósito, sem destino, defende-se daquilo que nem imaginava ter de combater.

Referências:

Ciucci, G. et al. Mechanical load inhibits cancer growth in mouse and human hearts. Science 392, eads9412 (2026). doi:10.1126/science.ads9412.

Fieldhouse, R. How your heartbeat could keep cancer at bay. Nature News (23 Abril 2026). doi:10.1038/d41586-026-01296-z.

Leia também: O dia em que a doença chegou antes dos sintomas | Por Isabel Duarte

UAlg participa em estudo com ratinho espinhoso para perceber o cancro

9 June 2026 at 15:45

Investigação com participação da UAlg identificou mecanismos biológicos associados à resistência a tumores no ratinho espinhoso africano.

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Cientistas descobriram um efeito inesperado de trabalhar no turno da noite

By: ZAP
9 June 2026 at 09:15
A mudança é subtil, mas está literalmente a alterar a estrutura física do próprio cérebro. Trabalhar no turno da noite até pode parecer bastante tranquilo. É verdade que é preciso estar atento a figuras suspeitas e a ladrões, mas o mundo está mais silencioso, mais calmo. É fácil perceber o apelo. Pelo menos até se conhecer a ciência que mostra como o trabalho noturno pode reduzir o volume de algumas partes do cérebro. Num novo estudo, recentemente publicado na revista NeuroImage, uma equipa de investigadores analisou dados de 14.198 participantes do UK Biobank. Concluíram que as pessoas que trabalham regularmente

Sorpresón bajo las aguas: filman por primera vez a un gran tiburón blanco adulto en el mar Mediterráneo

9 June 2026 at 04:00

Alrededor de 80 especies de tiburones y rayas habitan en el mar Mediterráneo. Las más habituales son el angelote, la mielga y la tintorera o tiburón azul. El famoso tiburón blanco (Carcharodon carcharias) mantiene una presencia persistente pero extremadamente infrecuente en el Mare Nostrum. Ha habido avistamientos; de hecho, cada vez hay más.

Hace unas semanas, un equipo de buzos que participaba en una misión de retirada de redes de pesca abandonadas en el estrecho de Sicilia, entre Sicilia y Túnez, logró captar lo que se considera la primera filmación submarina de un tiburón blanco adulto en el Mediterráneo en libertad. Serían las primeras imágenes de este animal moviéndose por su hábitat natural mediterráneo.

El hallazgo se produjo durante una expedición organizada por la Fundación Healthy Seas, junto con las organizaciones Ghost Diving (de buceadores voluntarios dedicada a la eliminación de aparejos de pesca abandonados) y SDSS (Sociedad para la Documentación de Yacimientos Sumergidos). Estaban allí para recuperar redes fantasma atrapadas en un barco hundido en el estrecho de Sicilia, una zona de gran valor ecológico y sometida a una intensa presión pesquera.

Los avistamientos de tiburón blanco desde embarcaciones son ocasionales en el Mediterráneo. "Estadísticamente, es mucho más probable ganar la lotería que encontrarse con un animal tan emblemático bajo el agua", declaró Derk Remmers, el buzo que filmó el encuentro.

Estadísticamente, es mucho más probable ganar la lotería que encontrarse con un animal tan emblemático bajo el agua"

Healthy Seas recuerda en un comunicado que no existían hasta ahora registros documentados de encuentros submarinos filmados por buzos. "Un encuentro con un tiburón bajo el agua en alta mar, en el Mediterráneo, es una locura, pero aun así seguimos adelante con nuestro plan de buceo para retirar las redes del pecio", explicó Remmers.

"Estábamos allí para retirar redes fantasma que atrapan vida marina en un ecosistema de naufragio que es un punto clave de biodiversidad", explicó Veronika Mikos, directora de Healthy Seas. Según ella, "momentos como este nos recuerdan cuánta vida aún puede existir en las aguas del Mediterráneo y lo importante que es protegerla de amenazas evitables como los aparejos de pesca abandonados o la sobrepesca".

Ejemplares jóvenes en el Mediterráneo español

Lo del estrecho de Sicilia se suma a otros avistamientos e incluso identificaciones de los últimos años. El pasado febrero, investigadores del Instituto Español de Oceanografía (IEO-CSIC), en colaboración con la Universidad de Cádiz (UCA), documentaron un nuevo registro confirmado de tiburón blanco en aguas del Mediterráneo español.

Fue un ejemplar joven de aproximadamente dos metros de longitud, capturado de forma accidental en abril de 2023 dentro de la Zona Económica Exclusiva española. Aquella identificación de tiburón blanco fue confirmada mediante análisis genéticos. El hallazgo fue uno de los pocos registros verificados de tiburón blanco en aguas españolas en las últimas décadas.

El tiburón blanco es más frecuente en aguas costeras templadas y subtropicales, particularmente en el noreste del Pacífico, el sur de África y Oceanía. Lo reportado en los últimos meses sugiere que la especie habita ahora las aguas frente a las costas de Europa. Aunque no hay que temer: en más de 160 años de registros en aguas españolas, los incidentes documentados con personas han sido excepcionalmente escasos.

Por la fecha del caso español, pleno mes de abril, algunos científicos vinculan la presencia del tiburón blanco a la migración del atún rojo del Atlántico. Pero no es fácil para los investigadores esclarecer la distribución del tiburón blanco porque la mayor parte del conocimiento, al menos en el Mediterráneo, proviene de registros de ejemplares muertos capturados por la pesca.

Intentado saber dónde vive el tiburón blanco

Observaciones como la ocurrida en el estrecho de Sicilia "son extremadamente valiosas para comprender mejor la distribución, los hábitos y el comportamiento de esta especie en peligro crítico de extinción, cuya supervivencia se ve amenazada por las actividades humanas", asegura Carlo Cattano, del Centro Marino de Sicilia de la Estación Zoológica Anton Dohrn.

El cambio climático también puede estar jugando su papel. Investigadores aseguran que los tiburones blancos podrían volver a habitar la región sur del Mar del Norte, entre el Reino Unido, Bélgica y Dinamarca debido al calentamiento global. No hay registros oficiales, pero se han producido numerosos avistamientos en Cornualles y el norte de Escocia.

"El cambio climático podría recrear las condiciones que permitieron a los ancestros del gran tiburón blanco cazar en estas aguas", han escrito en The Conversation el profesor de Paleoecología Evolutiva de la Universidad de Bournemouth, John Stewart, y el investigador del Real Instituto Belga de Ciencias Naturales, Olivier Lambert.

Su presencia, indicador de un hábitat sano

El tiburón blanco desempeña un papel fundamental en el funcionamiento de los ecosistemas marinos. Como especie altamente migratoria, conecta diferentes regiones y contribuyen al buen estado del medio marino.

La ciencia ha visto que su presencia es un indicador de un hábitat sano, ya que se encuentran en la cima de la cadena alimentaria y, por tanto, es clave para el funcionamiento del ecosistema. Sin embargo, esta especie está catalogada como en peligro crítico en la región.

Los tiburones son longevos —pueden llegar a vivir 73 años—, pero son uno uno de los animales más amenazados del mundo. En el Mediterráneo, más de la mitad de las especies de tiburones y rayas se encuentran amenazadas, según datos de la Unión para la Conservación de la Naturaleza (UICN). El 25% de ellas están en peligro crítico de extinción.

Asegura WWF España que la causa principal de su desaparición es la sobrepesca, como ilustra el dato de que el 80% de las pesquerías del Mediterráneo están sobreexplotadas. La pesca de arrastre es el arte más extendida en el Mediterráneo: la practica el 10% de la flota, pero captura algo más de la mitad del total. Puede llegar a tener un impacto muy negativo porque se capturan juveniles, muchas especies que no son comerciales y se dañan los fondos marinos vulnerables.

Lei institui no Rio de Janeiro o Marco Legal Mães na Ciência

Logo Agência Brasil

O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no Diário Oficial do estado, que institui o Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação estabelece diretrizes para garantir apoio a mães e adotantes na graduação e na pós-graduação, assegurando condições mais justas para a permanência e para a progressão acadêmica.

Notícias relacionadas:

A lei veda a adoção de critérios discriminatórios contra candidatas por motivo de gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.

Ao mesmo tempo, a lei proíbe a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição, salvo quando a candidata manifestar a intenção de tratar do tema.

As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação vai observar autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das instituições de ensino superior e os objetivos do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

A lei reconhece o trabalho de cuidado, especialmente da maternidade e da adoção, na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular, para fins de pontuação em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Fortalecimento

Segundo o governo fluminense, por meio de sua assessoria de imprensa, a Faperj já mantém ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência.

O Marco Legal Mães na Ciência vem reforçar, entre outras ações da Faperj, o Programa de Apoio às Cientistas Mães, destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto para apoiar a retomada e a continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos e também mães de crianças com deficiência.

Foram adotadas também pela Fundação medidas que consideram o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos, a concessão de licença-maternidade para bolsistas e a possibilidade de inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.

De acordo com a presidente da Faperj, Caroline Alves, “quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora. Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. Admitiu que, durante longo tempo, as mulheres precisaram escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica.

“Hoje, nosso compromisso é garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, afirmou Caroline.

Mais incentivo

Segundo a Faperj, o incentivo à participação feminina na ciência ocorre ainda por meio do Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio.

Esse programa é dirigido a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento e objetiva ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu investimento de R$ 10 milhões.

Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade das pesquisadoras fluminenses, como o evento Mulheres na Ciência, que reúne pesquisadoras, gestoras e instituições para debater desafios e políticas públicas voltadas à equidade de gênero, e o Prêmio Mulheres na Ciência, que reconhece trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.

 

Lei institui no Rio de Janeiro o Marco Legal Mães na Ciência

Logo Agência Brasil

O Rio de Janeiro conta, a partir desta segunda-feira (8), com novo instrumento de promoção da equidade de gênero na produção científica. A Lei 11.213, que trata do assunto, foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já publicada no Diário Oficial do estado, que institui o Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação estabelece diretrizes para garantir apoio a mães e adotantes na graduação e na pós-graduação, assegurando condições mais justas para a permanência e para a progressão acadêmica.

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A lei veda a adoção de critérios discriminatórios contra candidatas por motivo de gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.

Ao mesmo tempo, a lei proíbe a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição, salvo quando a candidata manifestar a intenção de tratar do tema.

As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.

A legislação vai observar autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das instituições de ensino superior e os objetivos do Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

A lei reconhece o trabalho de cuidado, especialmente da maternidade e da adoção, na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular, para fins de pontuação em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Fortalecimento

Segundo o governo fluminense, por meio de sua assessoria de imprensa, a Faperj já mantém ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência.

O Marco Legal Mães na Ciência vem reforçar, entre outras ações da Faperj, o Programa de Apoio às Cientistas Mães, destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto para apoiar a retomada e a continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos e também mães de crianças com deficiência.

Foram adotadas também pela Fundação medidas que consideram o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos, a concessão de licença-maternidade para bolsistas e a possibilidade de inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.

De acordo com a presidente da Faperj, Caroline Alves, “quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora. Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. Admitiu que, durante longo tempo, as mulheres precisaram escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica.

“Hoje, nosso compromisso é garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, afirmou Caroline.

Mais incentivo

Segundo a Faperj, o incentivo à participação feminina na ciência ocorre ainda por meio do Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio.

Esse programa é dirigido a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento e objetiva ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu investimento de R$ 10 milhões.

Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade das pesquisadoras fluminenses, como o evento Mulheres na Ciência, que reúne pesquisadoras, gestoras e instituições para debater desafios e políticas públicas voltadas à equidade de gênero, e o Prêmio Mulheres na Ciência, que reconhece trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.

 

Hallan un fósil de una extraña criatura planeadora con 'cuatro alas' y depredadora

5 June 2026 at 14:17

Una reciente hallazgo paleontológico ha cambiado la visión que hasta ahora se tenía de los microraptores, un grupo de dinosaurios depredadores caracterizados por su capacidad para planear. Un equipo de investigadores ha analizado un fósil de 120 millones de años descubierto en el noroeste de China y los resultados han dado con una especie previa y desconocida de lo que ya se sabía de un microraptor.

Tras este descubrimiento, los investigadores decidieron bautizarlo con el nombre de un ave mitológica china, Jian changmaensis, que también rinde homenaje a la cuenca de Changma, en la provincia de Gansu, el lugar donde se halló este fósil. Los resultados de esta investigación publicados en la revista Annals of Carnegie Museum ya son considerados como el registro fósil más reciente hasta la fecha, que ha supuesto también una ampliación geográfica del lugar en el que habitaban estas criaturas.

Su reconstrucción podría parecer la de un ave actual

Su reconstrucción podría parecer la de un ave actual, un hecho que sorprendió a los investigadores. Y es que, lo conocido hasta el momento de los microraptores es que eran una especie similar a los velociraptores, pero de menos tamaño. Lo único que no se esperaban es que pudieran llegar a ser tan pequeños. Al investigar el fósil y reconstruirlo, el Jian changmaensis tenía el tamaño aproximado de una lechuza común, sin embargo, explican que esto se podría tratar de que se encontrara en una edad más joven o un etapa de vida intermedia. Además, han destacado su denso plumaje pues también alcanzaba sus patas, por ello los investigadores explican que parecía tener una apariencia de cuatro alas.

Según explica el Dr. Matt Lamanna, coautor del estudio y paleontólogo del Museo Carnegie de Historia Natural, estas características podrían sugerir que el animal era capaz de trepar y planear de árbol en árbol, al igual que las ardillas voladoras. Aun así, al hallar un hueso del hombro inusualmente largo y con una abertura exclusiva de este grupo, que denominan fenestra supracoracoidea, han confirmado que su anatomía estaba hecha para el vuelo.

Los investigadores, además, han contado con una gran suerte y es que a diferencia de la inmensa mayoría de fósiles que han encontrado en la región, que suelen aparecer completamente aplastados por la presión de las rocas, el ala del Jian se ha conservado en tres dimensiones. Esto permitirá a los expertos seguir investigando su historia evolutiva y quizás despejar más dudas.

Depredadora de las primeras aves

En la cuenca de Changman, los investigadores han estado hallando a lo largo del tiempo una multitud de fósiles correspondientes a las primeras aves o aves primitivas, como la especie Gansus yumenensis. Sin embargo, nunca se había descubierto nada sobre un dinosaurio perteneciente al mundo de las aves.

Ahora, con el hallazgo de Jian, las hipótesis empiezan a apuntar a que este microraptor era el responsable de convertir a los Gansus en su comida. Los expertos han respaldado esta teoría con otros restos fósiles idénticos a las egagrópilas que las aves rapaces de hoy en día regurgitan tras comer.

Universidade de Coimbra coordena descoberta de novas orquídeas africanas

Duas novas espécies de orquídeas descobertas na África Central estão a ajudar cientistas a compreender melhor como plantas tropicais interagem com os seus polinizadores e a revelar um tipo de polinização raramente observado na natureza. O estudo, coordenado pelo Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra mostra, ainda, que estas espécies, agora identificadas, já se encontram ameaçadas de extinção.

As espécies, pertencentes ao género Rhipidoglossum, foram identificadas através de uma abordagem que combinou trabalho de campo, análise morfológica e dados de distribuição geográfica. Para além da descoberta, os investigadores conseguiram algo pouco comum: observar diretamente a interação com os seus polinizadores, neste caso mariposas noturnas, um comportamento raramente documentado.

Estas observações ajudam a confirmar que a forma das flores está intimamente adaptada aos insetos que as polinizam, revelando relações ecológicas altamente especializadas.

As novas espécies foram encontradas em regiões da África Central, incluindo áreas montanhosas e florestas tropicais, consideradas importantes centros de biodiversidade. No entanto, apresentam uma distribuição limitada e já foram classificadas como ameaçadas, sobretudo devido à destruição de habitat.

Para os investigadores, este trabalho demonstra que a biodiversidade tropical é não só mais rica do que se pensava, mas também mais complexa nas suas interações ecológicas. A falta de dados e a pressão sobre os ecossistemas tornam urgente continuar a estudar e proteger estas espécies antes que desapareçam.

“No grande quebra-cabeças que é a biodiversidade tropical, cada nova amostra ou registo pode representar uma peça ainda desconhecida pela ciência. Estes ecossistemas estão entre os mais ricos em biodiversidade do planeta, mas também entre os mais ameaçados e com maiores lacunas de informação. Estudos que combinem coleções biológicas, trabalho de campo e colaboração internacional são essenciais para compreender esta diversidade e apoiar estratégias de conservação antes que muitas destas espécies desapareçam”, refere Arthur Macedo, doutorando do CFE.

Os investigadores registaram ainda interações entre grilos e flores de orquídeas, um fenómeno extremamente raro e pouco documentado em escala global. Esta observação representa uma descoberta inédita e sugere que estes insetos poderão desempenhar um papel ecológico mais relevante na polinização de algumas espécies tropicais do que se pensava anteriormente.

“A grande diversidade floral de Rhipidoglossum deixa adivinhar muitas interações desconhecidas. Quem sabe se os grilos não poderão ser os polinizadores principais de alguma espécie na flora da África Tropical?”, questiona João Farminhão, investigador do CFE e orientador principal.

Perlas de Baily, el efecto que los españoles podrán observar durante el eclipse solar total

8 June 2026 at 16:27

El próximo 12 de agosto de este 2026 España será testigo de un eclipse solar total. Ha tenido que pasar más de 100 años para que la Península Ibérica pueda volver a observar este fenómeno astronómico que para los expertos siempre es algo excepcional. Y, es que, más allá de la totalidad y esa sombra tan espectacular que crea la Luna al interponerse entre la Tierra y el Sol, también hay otros efectos que aquellos que vayan a observar el eclipse solar desde los mejores puntos no deberían perderse. Se trata de las perlas de Baily, un efecto visual muy bonito que es muy fácil perderse debido a que se produce fugazmente.

¿Qué son las perlas de Baily?

Su nombre es un homenaje al astrónomo británico Francis Baily, quien descubrió estas perlas por primera vez durante el eclipse de Sol de 1836. Este efecto se produce tanto poco antes como poco después de la totalidad del eclipse solar y dura muy poco tiempo, por lo que su fugacidad le hace ser un efecto único e imperdible. Se trata de fragmentos de luz solar que se cuelan a través de los relieves de la superficie de la Luna.

Como ya se sabe, la orografía lunar está compuesta de cráteres, montañas y valles, por lo que su superficie no es lisa. De esta forma, cuando el satélite natural se interpone entre nuestro planeta y la luz solar y antes de llegar a la totalidad, la última luz solar se filtra por estos huecos creando el efecto visual de perlas o canicas en el borde del disco lunar.

¿Se puede observar sin gafas?

La respuesta rotunda es un no. Estas perlas se producen porque la luz solar todavía es capaz de colarse por los huecos de la superficie lunar. Por tanto, para poder observar estas canicas luminosas se deben utilizar las gafas homologadas con las que se evitarán riesgos para la salud innecesarios, como daño ocular o quemaduras en la retina.

Los expertos solo recomiendan quitarse las gafas pocos segundos para observar el momento de la totalidad del sol, cuando aparece el anillo habitual. Sin embargo, durante todo el proceso es importante estar protegidos con gafas que tengan un ISO 12312-2.

Mientras tanto, lo que sí se debe tener en cuenta es que este eclipse solar total del 12 de agosto se producirá en España en el bajo horizonte. Esto puede comprometer su visibilidad, ya que cualquier montaña, edificio o vegetación alta puede ser un obstáculo. En este sentido, se recomienda elegir lugares de ubicación oeste despejados. Y recuerda, las perlas de Baily se producen durante solo unos segundos antes de la totalidad por un lado, pero también poco después, cuando el movimiento lunar empieza a salir de la fase de la totalidad.

'La hostIA que viene', Jon Hernández advierte de un futuro donde la inteligencia humana "valdrá cero"

7 June 2026 at 23:07
Jon Hernández, divulgador y experto en IA

El mundo tal y como lo conocemos está desapareciendo bajo una marea de algoritmos. No es una predicción a largo plazo, es un proceso que ya está aquí. Jon Hernández divulgador y experto en inteligencia artificial acaba de publicar 'La hostIA que viene', un libro en el que analiza la velocidad a la que se está imponiendo esta tecnología en todos los aspectos de nuestras vidas.

El fin de la inteligencia humana

La inteligencia humana, nuestro principal valor de diferenciación a lo largo de los siglos, está siendo amenazada. "Hemos creado una máquina que hace lo mismo que los humanos venimos haciendo con nuestra cabeza", explica el autor.

Jon Hernández compara esta irrupción de la inteligencia artificial con la Revolución Industrial. Eso sí, con la importante diferencia de la velocidad a la que se está produciendo. "Este proceso será diez veces más grande y diez veces más rápido. Si aquello tardó 40 años, esto son cuatro", advierte el divulgador. Hace referencia a ese acontecimiento histórico para explicar que ahora son los propios trabajadores los que tendrán que readaptarse y no la siguiente generación, "es el propio tejedor o carpintero el que tiene que reconvertirse, no sus hijos".

Hernández señala que la ventaja competitiva de la máquina es la optimización, "el nivel de inteligencia que tenía en diciembre de 2024, en diciembre de 2025 le cuesta 4.000 veces menos. Mi inteligencia no ha mejorado tanto" ironiza. Este avance desmesurado pone en el punto de mira el valor económico que aportamos, es decir, para las empresas ha dejado de ser eficiente el ser humano en ciertas tareas básicas, asegura el experto.

El riesgo para las nuevas generaciones

Uno de los puntos en los que enfatiza el autor en el libro es cómo los más pequeños se están enfrentado a este cambio. La irrupción de la inteligencia artificial en las aulas asusta a la gran mayoría. "No sabemos que efectos puede tener a largo plazo" resalta haciendo referencia al peligro que puede correr el desarrollo cognitivo de los más pequeños, "el peligro es que al delegar demasiado en la IA el cerebro de un joven no llegue a formar las estructuras necesarias para el pensamiento crítico".

Sin embargo, para el autor, no es un motivo para la prohibición o el rechazo a esta nueva tecnología, considera que el sistema educativo actual está basado en un "itinerario caducado". En su lugar propone presentar la inteligencia artificial como una "brújula". "Si no sabemos lo que va a venir, no les podemos preparar. Lo que podemos hacer es darles herramientas para que ellos mismos puedan reaccionar", explica.

La clave está en enseñar a los niños no solo a usar la IA, si no a razonar con ella, fomentando el pensamiento en lugar de la respuesta masticada. "Preparar a las nuevas generaciones para lo que viene. Ahora estudiarse los ríos de España no tiene mucho sentido, le pides a ChatGPT que te geolocalice y te dice en qué río estás". Hernández plantea con esto utilizar la inteligencia artificial como "tutores personalizados".

La regulación frente al "desarme" de la IA

La regulación es el gran campo de batalla actual para aquellos en contra del desarrollo de esta tecnología —para aquellos a favor también—, incluso el Papa León XIV llegó a pedir el "desarme" de la IA en su 'Magnifica Humanitas'. Para Hernández el problema es la lentitud de los legisladores, en su opinión se están dedicando a "apagar fuegos" en lugar de planificar.

Según explica el autor, el problema técnico para la regulación es la trazabilidad. Europa, una de las cosas que exige a la hora de permitir ciertas inteligencias artificiales es entender por qué una IA toma una decisión, pero Jon Hernández lo compara con "el día que aprendes a nadar" argumentando que, más o menos, sabes en qué periodo fue pero no el día y la hora exactas. "Es una red neuronal que no entendemos por dentro. No podemos exigir la trazabilidad cuando la IA no tiene ni por qué saber de dónde ha sacado esa decisión". Aunque destaca que no por ello las respuestas carecen de validez.

Además, existe el riesgo de la pérdida de competitividad. Advierte que una regulación estrictamente europea podría ser "una patada al tercer mundo" en términos económicos — aún más si China y EEUU no siguen las mismas normas—. "Necesitamos una regulación global. Cualquier regulación local o regional no nos va a ayudar". Menciona además que ya hay herramientas potentes que no se despliegan en Europa por miedo regulatorio y que esto nos está dejando en desventaja como continente.

Prevenir la catástrofe

La advertencia más repetida a lo largo de las páginas es la prevención de desastres. Para Hernández es importante recalcar que, históricamente, la humanidad solo ha regulado tecnologías peligrosas después de sufrir sus efectos. "Hasta que no hubo un Hiroshima o un Nagasaki, no existió un pacto para frenar las armas nucleares", recuerda Hernández.

El peligro actual reside en los incentivos económicos. Las empresas privadas están en una "guerra armamentística" que las obliga a tomar atajos en seguridad para no quedarse atrás. El autor teme que necesitemos un desastre —como el cierre accidental de una central nuclear por una IA fuera de control— para que la sociedad reaccione. "Deberíamos ser un poco más maduros como sociedad y no llegar a ese extremo. Ser capaces de prevenir y no de curar", afirma Hernández, aunque reconoce que el camino que estamos tomando parece ser el del aprendizaje por el error.

¿Qué nos queda a los humanos?

Ante este panorama, Jon Hernández plantea la pregunta "¿Cuál será nuestro valor cuando nuestra inteligencia valga cero?", el autor sugiere que estamos ante un cambio cultural profundo. "Debemos dejar de ver la IA como una herramienta y empezar a verla como una infraestructura que nos obliga a redefinir lo que el ser humano aporta a la sociedad".

'La hostIA que viene' es, en definitiva, un aviso para navegantes. La inteligencia artificial no es algo que vendrá, es algo que ya está transformando el mundo tal y como lo conocemos. En este nuevo mapa que se está dibujando la IA será la brújula, pero Hernández deja claro que somos nosotros quienes debemos decidir si la usamos para navegar o si permitiremos que nos arrolle.



Asfalto y contaminación, responsables tras las tormentas aisladas cada vez más fuertes en las ciudades

8 June 2026 at 13:24

Las ciudades cambian la forma en la que llueve. Eso no es ninguna sorpresa para la ciencia. No obstante, las precipitaciones así como las tormentas pueden formarse de distintas formas pudiendo tener una más impactos que otras según en las zonas en las que se produzca. Bajo esta premisa se ha desarrollado un estudio publicado en Nature, en el que investigadores han analizado más de 40.000 tormentas en cuatro ciudades de Texas en un periodo que abarca desde 1995 al 2017, descubriendo así cuáles son las tormentas que más se intensifican en las áreas urbanas.

Tormentas aisladas y tormentas de frentes de calor

Durante esta investigación de 20 años, los investigadores han las tormentas pequeñas y aisladas, así como aquellas que están asociadas a los frentes de calor son mucho más intensas cuando se producen en ciudades urbanas. "Las tormentas de una sola célula a escala local y las tormentas aisladas ocurren con mayor frecuencia sobre las ciudades, particularmente por la noche, en consonancia con estudios numéricos anteriores que demuestran la inestabilidad atmosférica impulsada por la isla de calor urbana", explican desde el estudio.

En este sentido, el estudio recoge que las tormentas pequeñas y aisladas crecen en intensidad y se producen de forma más habitual de un 7% a un 31% en los núcleos urbanos, siendo más frecuentes por las noches. Esto se debe a que el asfalto y otros factores como la contaminación de las grandes ciudades favorece el efecto isla de calor urbana. Esta se produce cuando la ciudad atrapa el calor acumulado por una inestabilidad en el flujo de aire, lo que crea corrientes ascendentes que favorecen la intensidad de las tormentas.

Estos datos, por tanto, son esclarecedores y de gran apoyo sobre todo para estructurar planes de acción en las ciudades, que normalmente tienen pocas formas de que el agua de la lluvia pueda filtrarse naturalmente. Esta situación aumenta el riesgo de inundaciones que puede tener un impacto en la sociedad. En este sentido, conocer el tipo de tormenta que se intensifica en el núcleo urbano es primordial para tomar conciencia de por qué tormentas aparentemente pequeñas y aisladas son cada vez más convectivas y estudiar casos de protección en la ciudad.

Los frentes fríos las debilitan y las tormentas tropicales pesan

Sin embargo, pese a lo que una tormenta de frente frío puede aparentar, lo cierto es que los investigadores han desvelado que al tocar núcleo urbano se debilitan. Esto se produce porque este tipo de tormentas están marcadas por diferencias de temperatura y viento que cuando entran al núcleo cálido urbano cambia el contraste y baja la intensidad de las precipitaciones entre un 16 y un 28%, según el coautor del estudio John Nielsen-Gammon.

Por otra parte, las tormentas tropicales tampoco tiene un efecto diferenciador en el núcleo urbano, es decir, no se intensifican. Sin embargo, el estudio sí ha desvelado que cuando estas llegan a las ciudades se concentran a menor altura, "pero sin cambios consistentes en frecuencia o intensidad".

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