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Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

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Escritores brasileiros, com obras inéditas em primeira edição, redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras do país - entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026 - já podem se inscrever ao Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026.

As inscrições começaram nesta segunda-feira (8) e permanecem abertas até 8 de julho neste endereço online.

Notícias relacionadas:

De acordo com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e promotora da premiação, o concurso é voltado também a autores independentes, desde que a obra esteja em deepósito legal e traga impresso o número do International Standard Book Number (ISBN).

Cada vencedor das 13 categorias receberá R$ 30 mil. A novidade desta edição é o Prêmio João do Rio, categoria dedicada aos livros de crônicas.

Categorias

Concedido anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional visa reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil.

O concurso é considerado um dos mais conceituados do país e o mais democrático no cenário nacional, uma vez que não tem taxa de inscrição e concede o mesmo valor de premiação para cada uma das 13 categorias.

São elas: Conto (Prêmio Clarice Lispector); Crônica (Prêmio João do Rio); Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade); Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda); Histórias de tradição oral (Prêmio Akuli); Histórias em quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen); Ilustração (Prêmio Carybé); Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof); Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé); Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens); Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães); Romance (Prêmio Machado de Assis); Tradução (Prêmio Paulo Rónai).

Treze comissões julgadoras, sendo uma por categoria e compostas por três especialistas da área farão a avaliação das obras inscritas. Originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução são os critérios que serão considerados.

O resultado final será divulgado até 30 de outubro no Diário Oficial da União e no portal da Fundação Biblioteca Nacional, após a análise de recursos e homologação do resultado pela presidência da FBN.

 

Biblioteca Nacional abre inscrições para Prêmio Literário 2026

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Escritores brasileiros, com obras inéditas em primeira edição, redigidas em língua portuguesa e publicadas por editoras do país - entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026 - já podem se inscrever ao Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026.

As inscrições começaram nesta segunda-feira (8) e permanecem abertas até 8 de julho neste endereço online.

Notícias relacionadas:

De acordo com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e promotora da premiação, o concurso é voltado também a autores independentes, desde que a obra esteja em deepósito legal e traga impresso o número do International Standard Book Number (ISBN).

Cada vencedor das 13 categorias receberá R$ 30 mil. A novidade desta edição é o Prêmio João do Rio, categoria dedicada aos livros de crônicas.

Categorias

Concedido anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional visa reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil.

O concurso é considerado um dos mais conceituados do país e o mais democrático no cenário nacional, uma vez que não tem taxa de inscrição e concede o mesmo valor de premiação para cada uma das 13 categorias.

São elas: Conto (Prêmio Clarice Lispector); Crônica (Prêmio João do Rio); Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade); Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda); Histórias de tradição oral (Prêmio Akuli); Histórias em quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen); Ilustração (Prêmio Carybé); Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof); Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé); Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens); Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães); Romance (Prêmio Machado de Assis); Tradução (Prêmio Paulo Rónai).

Treze comissões julgadoras, sendo uma por categoria e compostas por três especialistas da área farão a avaliação das obras inscritas. Originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução são os critérios que serão considerados.

O resultado final será divulgado até 30 de outubro no Diário Oficial da União e no portal da Fundação Biblioteca Nacional, após a análise de recursos e homologação do resultado pela presidência da FBN.

 

Abertas inscrições para 5ª Olimpíada Nacional de Eficiência Energética

A Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) 2026 abriu inscrições gratuitas nesta segunda-feira (8) para estudantes e professores de todo o Brasil. Poderão se inscrever, pela primeira vez, nesta quinta edição, estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio das redes pública e privada, além dos alunos da 8ª e 9ª séries do ensino fundamental. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro no site oficial da ONEE.

Organizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), a ONEE é coordenada pelo Instituto Abradee, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que representa 42 distribuidoras de energia elétrica do país, ou 99,6% da distribuição nacional de energia.

Na edição deste ano, a Olimpíada terá o Grupo Equatorial, representado pela Equatorial Piauí, como empresa proponente da iniciativa. No total, 48 distribuidoras de energia elétrica participarão da ONEE 2026, abrangendo todos os estados brasileiros.

A presidente da Abradee, Patricia Audi, disse à Agência Brasil que o certame deverá mobilizar mais de 660 mil alunos de todo o país. Para os professores, será oferecido um curso de formação gratuito, com quatro módulos que tratam de eficiência energética, consumo eficiente, desenvolvimento sustentável e cuidados no uso da energia.

Objetivos

Considerada a maior olimpíada do setor elétrico brasileiro, a competição objetiva estimular os estudantes a entenderem que energia elétrica “é vida, é desenvolvimento, é prosperidade, é dignidade”, ressaltou Patricia Audi. E explicou: “Todos nós que temos esse ativo como uma coisa dada, muitas vezes não entendemos a importância da energia elétrica”.

A presidente da Abradee lembrou que, no caso do Brasil, a energia elétrica é um ativo porque quase 90% da matriz energética do país são sustentáveis, o que “é motivo de orgulho”. Daí um dos objetivos principais da ONEE ser ensinar aos alunos como consumir a energia elétrica com responsabilidade, com eficiência. “E estimular uma visão cidadã desses alunos que serão profissionais no futuro, inclusive nas suas próprias casas, sobre a importância da energia elétrica no desenvolvimento sustentável do país”, explicou Patricia.

Além de incentivar a conscientização sobre eficiência energética, a ONEE também busca fortalecer o aprendizado no campo de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Etapas

Antes mesmo do encerramento das inscrições, os estudantes participarão de desafios, que se estenderão de 4 a 18 de setembro. Serão games (jogos) e quizzes (questionários curtos de perguntas e respostas) para despertar o interesse e a conscientização das crianças e adolescentes sobre o tema da energia elétrica de forma lúdica.

“Os alunos vão competir entre eles e ganharão pontuações”, disse Patricia Audi. “É uma maneira bastante atrativa e contemporânea de fazer com que eles se interessem sobre o tema”.

Já as provas online serão realizadas no período de 21 a 25 de setembro, em uma primeira etapa, com resultado previsto para a primeira quinzena de outubro. Os melhores classificados participarão da segunda fase de provas, realizando uma prova objetiva disponível pelo site e plataforma oficial da olimpíada, durante a Semana Olímpica, que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de novembro. A cerimônia nacional de premiação será no dia 12 de novembro.

A presidente da Abradee destacou que a Semana Olímpica visa a intensificação do conhecimento.

“É muito rico ver a realidade desses jovens entendendo o que é eficiência energética, de que forma eles podem aplicar esse conhecimento no dia a dia, para a vida deles, inclusive em termos de política pública, de economia e, principalmente, com a responsabilização e o viés de cidadania, com a participação de cada um deles”, disse.

Os alunos com melhores resultados receberão medalhas de ouro, prata e bronze. Além disso, o estudante com melhor desempenho de cada estado ganhará um notebook como reconhecimento pelo resultado alcançado na competição e uma viagem para a Semana Olímpica, em Brasília, onde ocorrerá o desafio final, que definirá o grande vencedor nacional. Os familiares e professores dos melhores alunos participarão também da cerimônia nacional de premiação, com tudo pago pela ONEE.

Transformação

Na avaliação do diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, a ONEE vai além da competição acadêmica, porque “é por meio do conhecimento que os jovens têm a capacidade de transformar e impactar o meio em que vivem”. Feitosa considera que iniciativas como a ONEE reforçam esse compromisso tão importante com o interesse pelo aprendizado. Ele não tem dúvida de que essa prática transforma os estudantes em protagonistas do futuro do País, “incentivando e valorizando esses jovens para uma sociedade mais sustentável e justa para todos.”

Para Sergio Araújo, superintendente de Digital, Inovação e Projetos Estratégicos do Grupo Equatorial, a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética representa uma importante iniciativa de conscientização e formação cidadã, ao aproximar estudantes e professores de um tema estratégico para o desenvolvimento sustentável do país. 

 

Abertas inscrições para 5ª Olimpíada Nacional de Eficiência Energética

A Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) 2026 abriu inscrições gratuitas nesta segunda-feira (8) para estudantes e professores de todo o Brasil. Poderão se inscrever, pela primeira vez, nesta quinta edição, estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio das redes pública e privada, além dos alunos da 8ª e 9ª séries do ensino fundamental. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro no site oficial da ONEE.

Organizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), a ONEE é coordenada pelo Instituto Abradee, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que representa 42 distribuidoras de energia elétrica do país, ou 99,6% da distribuição nacional de energia.

Na edição deste ano, a Olimpíada terá o Grupo Equatorial, representado pela Equatorial Piauí, como empresa proponente da iniciativa. No total, 48 distribuidoras de energia elétrica participarão da ONEE 2026, abrangendo todos os estados brasileiros.

A presidente da Abradee, Patricia Audi, disse à Agência Brasil que o certame deverá mobilizar mais de 660 mil alunos de todo o país. Para os professores, será oferecido um curso de formação gratuito, com quatro módulos que tratam de eficiência energética, consumo eficiente, desenvolvimento sustentável e cuidados no uso da energia.

Objetivos

Considerada a maior olimpíada do setor elétrico brasileiro, a competição objetiva estimular os estudantes a entenderem que energia elétrica “é vida, é desenvolvimento, é prosperidade, é dignidade”, ressaltou Patricia Audi. E explicou: “Todos nós que temos esse ativo como uma coisa dada, muitas vezes não entendemos a importância da energia elétrica”.

A presidente da Abradee lembrou que, no caso do Brasil, a energia elétrica é um ativo porque quase 90% da matriz energética do país são sustentáveis, o que “é motivo de orgulho”. Daí um dos objetivos principais da ONEE ser ensinar aos alunos como consumir a energia elétrica com responsabilidade, com eficiência. “E estimular uma visão cidadã desses alunos que serão profissionais no futuro, inclusive nas suas próprias casas, sobre a importância da energia elétrica no desenvolvimento sustentável do país”, explicou Patricia.

Além de incentivar a conscientização sobre eficiência energética, a ONEE também busca fortalecer o aprendizado no campo de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Etapas

Antes mesmo do encerramento das inscrições, os estudantes participarão de desafios, que se estenderão de 4 a 18 de setembro. Serão games (jogos) e quizzes (questionários curtos de perguntas e respostas) para despertar o interesse e a conscientização das crianças e adolescentes sobre o tema da energia elétrica de forma lúdica.

“Os alunos vão competir entre eles e ganharão pontuações”, disse Patricia Audi. “É uma maneira bastante atrativa e contemporânea de fazer com que eles se interessem sobre o tema”.

Já as provas online serão realizadas no período de 21 a 25 de setembro, em uma primeira etapa, com resultado previsto para a primeira quinzena de outubro. Os melhores classificados participarão da segunda fase de provas, realizando uma prova objetiva disponível pelo site e plataforma oficial da olimpíada, durante a Semana Olímpica, que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de novembro. A cerimônia nacional de premiação será no dia 12 de novembro.

A presidente da Abradee destacou que a Semana Olímpica visa a intensificação do conhecimento.

“É muito rico ver a realidade desses jovens entendendo o que é eficiência energética, de que forma eles podem aplicar esse conhecimento no dia a dia, para a vida deles, inclusive em termos de política pública, de economia e, principalmente, com a responsabilização e o viés de cidadania, com a participação de cada um deles”, disse.

Os alunos com melhores resultados receberão medalhas de ouro, prata e bronze. Além disso, o estudante com melhor desempenho de cada estado ganhará um notebook como reconhecimento pelo resultado alcançado na competição e uma viagem para a Semana Olímpica, em Brasília, onde ocorrerá o desafio final, que definirá o grande vencedor nacional. Os familiares e professores dos melhores alunos participarão também da cerimônia nacional de premiação, com tudo pago pela ONEE.

Transformação

Na avaliação do diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, a ONEE vai além da competição acadêmica, porque “é por meio do conhecimento que os jovens têm a capacidade de transformar e impactar o meio em que vivem”. Feitosa considera que iniciativas como a ONEE reforçam esse compromisso tão importante com o interesse pelo aprendizado. Ele não tem dúvida de que essa prática transforma os estudantes em protagonistas do futuro do País, “incentivando e valorizando esses jovens para uma sociedade mais sustentável e justa para todos.”

Para Sergio Araújo, superintendente de Digital, Inovação e Projetos Estratégicos do Grupo Equatorial, a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética representa uma importante iniciativa de conscientização e formação cidadã, ao aproximar estudantes e professores de um tema estratégico para o desenvolvimento sustentável do país. 

 

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

Logo Agência Brasil

O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

Notícias relacionadas:

Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira

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O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani.

O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. 

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Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. 

Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico.

Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem.

Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma.

A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais.

Alerta

A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população.

“É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani.

Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. 

Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma.

Sensibilidade

O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”.

No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. 

Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. 

“Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”.

Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. 

“Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”.

Campanhas

Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. 

“Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”.

Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”.

Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil.

“A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou.

Grupos de risco

Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. 

“As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani.

As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco. 

Fusing the US Military and the IDF, by Alan Macleod

6 June 2026 at 05:00
A bill’s provision to integrate the U.S. and Israeli militaries will go to a U.S. House vote after an effort to stop it failed Thursday. Passage will make it nearly impossible to end the U.S.-Israel special relationship. Amid widespread and growing public opposition to the Israeli genocide of Gaza and South Lebanon, a controversial new...
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