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Crédito pessoal: intermediários conduzem a TAEG mais alta. O cliente está disposto a pagar

By: Lusa
8 June 2026 at 21:30
O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho. Os consumidores procuram ajuda para “descomplicar” o processo. Segundo uma análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta. Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de

BdP: Recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a TAEG mais alta

8 June 2026 at 16:47
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O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.

Segundo a análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.

Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.

“Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido”, ressalva.

Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.

Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.

Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.

De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.

“Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras”, indica o BdP, salientando que os intermediários podem “descomplicar” o processo.

É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.

A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que “podem estar relacionadas”.

Banca deve aplicar já regras europeias de transparência salarial, defende Mais sindicato

8 June 2026 at 13:28

O Mais Sindicato defendeu que os bancos devem começar a aplicar de imediato os princípios previstos na Diretiva Europeia sobre transparência salarial, apesar de Portugal não ter concluído a transposição da norma para a legislação nacional dentro do prazo estabelecido. A Diretiva (UE) 2023/970 deveria ter sido integrada no ordenamento jurídico português até 7 de junho de 2026, explica o sindicato liderado por António Fonseca.

Segundo o sindicato, a diretiva pretende reforçar a igualdade remuneratória entre trabalhadores, estabelecendo mecanismos que permitam identificar e corrigir discriminações salariais. Entre as medidas previstas estão o direito dos trabalhadores a conhecer os critérios que determinam a remuneração e a progressão salarial, a obrigação de informar candidatos sobre a remuneração associada a uma função antes da contratação e a proibição de solicitar informações sobre salários anteriores durante processos de recrutamento.

A organização sublinha que a transparência salarial não implica a divulgação pública dos vencimentos individuais, mas sim a existência de regras claras, critérios objetivos e instrumentos eficazes para assegurar a igualdade de remuneração por trabalho igual ou de igual valor.

O sindicato considera que a diretiva se aplica tanto a entidades públicas como privadas, abrangendo igualmente o setor bancário. Nesse sentido, entende que as instituições financeiras devem rever os seus sistemas remuneratórios, procedimentos de recrutamento, critérios de progressão na carreira, avaliações de desempenho e mecanismos de atribuição de prémios ou complementos salariais, de forma a prevenir desigualdades injustificadas.

O Mais Sindicato sustenta ainda que o atraso do Estado português na transposição da diretiva não deve prejudicar os trabalhadores, defendendo que os direitos nela previstos devem ser reconhecidos e aplicados pelas entidades empregadoras enquanto não for aprovada a legislação nacional correspondente.

Além disso, a estrutura sindical apelou ao Governo para que avance rapidamente com a transposição da diretiva e pediu à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e a outras entidades competentes que reforcem a fiscalização nesta matéria.

O sindicato afirma que continuará a acompanhar a implementação das regras de transparência remuneratória e a intervir junto das entidades empregadoras sempre que considere existirem situações de desigualdade salarial sem justificação objetiva.

BPI lançou o BPI Reforma Vida PPR

8 June 2026 at 12:49

O Banco BPI lançou o BPI Reforma Vida PPR, uma nova solução de poupança para a reforma que combina, numa única apólice, um Plano de Poupança Reforma (PPR) e um seguro de vida. O produto, segundo explica o banco, foi concebido para assegurar o cumprimento de um objetivo de poupança previamente definido, mesmo em situações de morte ou invalidez total e permanente do titular.

Segundo o banco, a nova solução surge num contexto de aumento da esperança média de vida e de crescente necessidade de complementar o sistema público de pensões. O cliente pode definir um capital-objetivo a atingir aos 60 anos e estabelecer um plano de poupança mensal ajustado à sua capacidade financeira. Em caso de morte ou invalidez total e permanente, o titular ou os beneficiários recebem o montante acumulado na componente PPR, acrescido de um capital seguro destinado a cobrir a diferença até ao valor do objetivo de poupança atualizado.

Em comunicado, Maria Isabel Semião, administradora executiva da BPI Vida e Pensões, refere que o produto pretende reforçar a proteção das famílias e garantir o cumprimento dos objetivos de poupança, mesmo perante acontecimentos imprevistos. Já Pedro Palos, diretor de Marketing de Particulares e Negócios do BPI, destaca a crescente preocupação dos clientes com o planeamento financeiro de longo prazo e a procura por soluções que conciliem simplicidade, proteção e potencial de retorno.

O montante investido na componente PPR beneficia das vantagens fiscais previstas na legislação em vigor, podendo ser resgatado a qualquer momento a valor de mercado. O produto inclui ainda um modelo de gestão automática do investimento, ajustado à idade do cliente. O BPI Reforma Vida PPR destina-se a clientes entre os 18 e os 55 anos e está disponível para subscrição em qualquer balcão do banco.

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