O Audi elétrico que tinha ardido, a meio da tarde deste sábado, na Póvoa de Lanhoso, voltou a incendiar-se, também na Estrada Nacional 103 (EN103) e igualmente na Póvoa de Lanhoso, ao final da tarde, quando estava a ser rebocado em direção a Braga.
O automóvel, totalmente elétrico, da marca e modelo Audi E-TRON GT, estando equiparado a um Porsche Panamera, já tinha incendiado cerca das 15h55, em Frades, na Póvoa de Lanhoso, tendo voltado a incendiar-se, em Covelas, na Póvoa de Lanhoso.
Apesar de ter sido totalmente extinto, o incêndio rodoviário, pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o automóvel elétrico, cerca das 18h20, voltou a incendiar-se, na zona da Rita, em Covelas, ficando, então aí, sim, completamente incinerado.
O veículo estava a ser rebocado, para a cidade de Braga, quando inesperadamente, apesar de ter sido apagado o primeiro fogo, voltou a arder, tendo o motorista daquele reboque, por razões de segurança, largado imediatamente o automóvel para a EN103.
Um automóvel de marca e modelo Audi ardeu totalmente a meio da tarde deste sábado, na Estrada nacional (EN103), entre Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, não havendo danos pessoais, mas o trânsito ainda está muito condicionado naquela via.
Foto: Ivo Borges / O MINHOFoto: Ivo Borges / O MINHOFoto: BV Póvoa de Lanhoso
O sinistro irrompeu cerca de cinco minutos antes das 16 horas, na localidade de Frades, da União das Freguesias de Calvos e de Frades, no concelho da Póvoa de Lanhoso, por razões que ainda são indeterminadas, no sentido entre Igreja Nova e Frades.
A ocorrência foi resolvida pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, com o recurso a 16 operacionais e seis veículos, e foi registada pela GNR da Póvoa de Lanhoso, que participou nas operações e manteve a segurança naquele troço da EN103.
A Câmara de Braga apresentou hoje o Dispositivo Municipal de Vigilância e 1.ª Intervenção, uma iniciativa que “reforça a capacidade operacional no terreno para 2026” no combate aos incêndios.
Em comunicado, a autarquia sublinha que esta iniciativa coloca o “foco no envolvimento direto da comunidade”.
O plano reuniu forças de segurança, proteção civil e parceiros, incluindo as Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC) de Este, Sobreposta, Pedralva e Lomar e Arcos, cujos operacionais, juntamente com a Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF), receberam novos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), num investimento superior a 35 mil euros, cofinanciado pelo NORTE 2030.
Foto: CM BragaFoto: CM BragaFoto: CM Braga
O dispositivo para 2026 conta com 56 operacionais e 19 viaturas na vigilância, e 229 operacionais apoiados por 24 viaturas na 1.ª intervenção (mais sete do que no ano anterior), “reforçando a capacidade de resposta no terreno”.
O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, sublinhou que a proteção civil no concelho tem vindo a consolidar-se como um “trabalho cada vez mais integrado entre as entidades e a comunidade”.
O autarca destacou a “importância de uma cultura de prevenção partilhada e construída desde tenra idade, garantindo que os serviços municipais e os operacionais estão hoje mais preparados, qualificados e mobilizados do que nunca, fruto de um forte investimento em mais meios, mais recursos e mais formação”.
No plano das infraestruturas e da estratégia de combate no terreno, João Rodrigues detalhou ainda a criação de um novo ponto de água em Oliveira São Pedro e a preparação de outro em Arentim, infraestruturas cruciais para “reforçar a capacidade de resposta imediata no combate a incêndios rurais”.
Em representação das ULPC, a presidente da Junta de Freguesia de Sobreposta, Elizabete Silva, tomou a palavra para sublinhar que a criação destes mecanismos locais é “fundamental”, uma vez que permite desenvolver um trabalho de muito maior proximidade com as populações, garantindo que o alerta e a primeira intervenção acontecem de forma rápida e integrada no território.
Já o vice-presidente da Câmara de Braga, Altino Bessa, destacou que Braga registou a menor área ardida em incêndios rurais desde que há registo, sublinhando que este resultado “histórico reflete precisamente esse salto qualitativo na prevenção e o trabalho conjunto e articulado entre todos os agentes envolvidos”.
A fechar a apresentação, João Rodrigues deixou um forte apelo à população para a adoção de comportamentos seguros, reforçando a importância da vigilância ativa e do contacto imediato com o 112 em situações de risco.
Citado em comunicado, o autarca relembrou a necessidade de “evitar totalmente as queimas de sobrantes agrícolas e florestais”, apontando como alternativa gratuita o biotriturador do projeto “Cuidar Braga”, disponível através do Serviço Municipal de Proteção Civil e das respetivas juntas de freguesia.