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Estudo pedido por Biden e barrado por Trump mostra risco em dose de álcool

10 June 2026 at 07:36

Um estudo encomendado pelo governo do presidente Joe Biden para investigar os danos à saúde relacionados ao álcool foi divulgado de forma independente, depois que o governo do presidente Donald Trump decidiu não incluir as conclusões dos pesquisadores em novas diretrizes alimentares, devido à pressão da indústria de bebidas alcoólicas e de uma comissão do Congresso.

As conclusões do estudo, publicado no Journal of Studies on Alcohol and Drugs, corroboraram anos de pesquisa, afirmando que os riscos à saúde aumentam com apenas uma dose de bebida alcoólica por dia e que nenhum nível de consumo de álcool tem efeito protetor contra a mortalidade. Mesmo níveis considerados “moderados” elevam o risco de morte prematura e de mais de 200 doenças, incluindo doenças cardíacas e câncer, constataram os pesquisadores.

O novo estudo foi uma das duas revisões governamentais destinadas a ajudar a fundamentar as novas diretrizes alimentares. Divulgadas no início deste ano, as diretrizes recomendavam o consumo de “menos álcool para uma saúde geral melhor”. Os autores do estudo independente afirmam que as diretrizes não forneceram conselhos práticos detalhados sobre os riscos do consumo de álcool.

Um dos funcionários envolvidos no estudo encomendado pela administração democrata de Biden acusou a administração republicana de Trump de “marginalizar” a pesquisa — alegação que a administração Trump nega.

Robert Vincent, ex-funcionário da Administração de Serviços de Saúde Mental e Abuso de Substâncias (SAMHSA) responsável pelas políticas sobre álcool e que liderou o esforço de longa duração, fez as acusações em um editorial publicado juntamente com o estudo. Vincent foi demitido no ano passado como parte de uma redução de pessoal do governo .

“Os desafios que as políticas sobre álcool enfrentam hoje não têm origem na incerteza científica”, escreveu Vincent. “O que permanece em disputa é se as evidências serão realmente úteis para orientar as políticas quando entrarem em conflito com interesses comerciais.”

A disputa em torno do estudo ressaltou as relações cada vez mais tensas entre a comunidade médica e científica e o governo Trump, que questionou ou ignorou a ciência consolidada em suas políticas, demitiu diversos cientistas veteranos do quadro de funcionários federais e cortou verbas de pesquisa que, segundo seus defensores, ajudam a manter os EUA na vanguarda da inovação médica.

A indústria e os republicanos do Congresso reagiram negativamente ao estudo

Após a divulgação de um relatório preliminar do estudo no ano passado, a indústria de bebidas alcoólicas se mobilizou contra ele, lançando campanhas para desacreditar seu trabalho. O comitê de supervisão da Câmara dos Representantes também criticou o estudo, divulgando um relatório no início deste ano que o classificou como “repleto de vieses” e acusou os autores do estudo de terem predeterminado suas conclusões com base em pesquisas e afiliações anteriores.

Emily Hilliard, porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, negou qualquer sugestão de que o estudo não tenha sido levado em consideração.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e o Departamento de Agricultura dos EUA “analisaram o estudo juntamente com o conjunto mais amplo de evidências científicas disponíveis e seguiram o processo estabelecido para o desenvolvimento das Diretrizes Alimentares para Americanos de 2025–2030”, disse ela. “As Diretrizes são baseadas na totalidade do registro científico, e não em um único relatório ou análise.”

Vincent disse à Associated Press em entrevista que os pesquisadores foram rigorosamente investigados quanto a conflitos de interesse e que as conclusões eram cientificamente sólidas. Ele afirmou que, enquanto trabalhava no governo Trump, foi “solicitado a interromper o estudo”, mas não o fez. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) não respondeu imediatamente a essa alegação.

Os resultados apoiam recomendações mais enfáticas sobre o consumo de álcool

No início deste ano, o governo Trump divulgou novas diretrizes alimentares que aconselhavam o consumo de “menos álcool para uma saúde geral melhor”. Os pesquisadores afirmaram que não contestam essa recomendação, mas que suas descobertas apoiam uma recomendação mais detalhada e enfática para que os adultos que consomem bebidas alcoólicas ingiram uma dose ou menos por dia.

“Fico feliz que a mensagem esteja de acordo com a nossa ciência, ou seja, menos é mais”, disse o Dr. Timothy Naimi, diretor do Instituto Canadense de Pesquisa sobre o Uso de Substâncias da Universidade de Victoria e um dos autores do estudo. “Mas fornecer informações sobre a quantidade é essencial para criar uma diretriz realmente informativa.”

O estudo divergiu de outras pesquisas encomendadas pelo governo para auxiliar na elaboração das diretrizes alimentares sobre o assunto, as quais afirmavam que o consumo moderado de álcool estava associado a um risco reduzido de mortalidade por todas as causas, mas também a um risco aumentado de algumas doenças.

Priscilla Martinez-Matyszczyk, uma das autoras do novo estudo e vice-diretora científica do Grupo de Pesquisa sobre Álcool do Instituto de Saúde Pública, afirmou que o estudo não analisou a mortalidade por todas as causas, mas sim examinou a mortalidade especificamente atribuída ao álcool para evitar fatores de confusão.

Martinez-Matyszczyk também abordou uma questão levantada pelo Dr. Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid , em suas explicações sobre as novas diretrizes: que a bebida é “um lubrificante social que une as pessoas” e que, embora não beber seja preferível, socializar traz benefícios para a saúde.

“Não tenho conhecimento de nenhum estudo que tenha separado o efeito social do efeito na saúde”, disse ela.

A pesquisa está em consonância com outras descobertas recentes

As novas descobertas estão “em consonância com a ciência mais recente, que basicamente demonstra que, quando se trata de saúde, menos é mais”, disse Naimi.

Por exemplo, um estudo de 2019 publicado na revista Lancet descobriu que o consumo moderado de álcool aumentava ligeiramente o risco de acidente vascular cerebral e hipertensão, sem oferecer efeitos protetores para a saúde.

Acreditava-se que o consumo moderado de álcool trazia benefícios para o coração, mas métodos de pesquisa mais modernos refutaram essa ideia. Estudos antigos comparavam grupos de pessoas com base na quantidade de álcool que consumiam, em vez de designá-las aleatoriamente para beber ou não, o que impedia a comprovação de causa e efeito. Quando os pesquisadores ajustavam os dados considerando fatores como nível de escolaridade, renda e acesso a serviços de saúde, os benefícios tendiam a desaparecer.

Segundo pesquisadores, cerca de metade dos americanos com 12 anos ou mais consumiram bebidas alcoólicas no último mês, tornando-as a substância viciante mais consumida nos EUA. Uma dose equivale a aproximadamente uma lata de cerveja de 355 ml, uma taça de vinho de 148 ml ou uma dose de destilado.

Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta

10 June 2026 at 07:35

Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal.

Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí.

Os pesquisadores reservaram algumas horas durante as noites para observar o céu e identificar algo impressionante, disse o astrônomo Travis Rector.

“É uma forma de compartilhar com as pessoas o quão incrível é o nosso universo, então a nebulosa não era um alvo científico, foi escolhida simplesmente por ser visualmente impressionante”, disse Rector, membro da equipe do NOIRLab que capturou a imagem. NOIRLab é a sigla para Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica e Infravermelha da Fundação Nacional de Ciência (National Science Foundation’s National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory).

A imagem revela os detalhes impressionantes da nebulosa planetária, que fica a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, na constelação de Touro. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, o que equivale a 9,46 trilhões de quilômetros (5,88 trilhões de milhas) — o que significa que a luz retratada na imagem foi emitida há cerca de 1.500 anos.

As nebulosas planetárias recebem esse nome porque, quando observadas através de um pequeno telescópio, assemelham-se a planetas. Esses objetos celestes se formam quando estrelas moribundas ejetam suas camadas externas. Esse desprendimento cria uma região de poeira e gás ao redor do núcleo da estrela — uma anã branca.

“Elas têm formas próprias e distintas. São objetos realmente espetacularmente belos e frequentemente apresentam estruturas muito complexas, porém simétricas”, disse Rector, professor de física e astronomia da Universidade do Alasca em Anchorage.

A imagem impressionante permite aos cientistas observar como um sistema binário é afetado quando uma estrela chega ao fim de sua vida antes da outra.

Veja descobertas astronômicas de 2026

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    Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS

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    Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute

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    Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester

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    Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale

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    Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp

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    Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)

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    Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisívelElizabeth Wheatley/ESA/NASA

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    Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb

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    Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. Divulgação/ESO

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    Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.

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    Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)

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    Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech

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    Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar. No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menorNasa

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    Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa

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    Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava, a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento

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    Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images

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    Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de AndrômedaKeith Miller, Caltech/IPAC – SELab

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    Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA

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    Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais

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    Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS

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    Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth, visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google

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    Descobertas de 2026 (23) - Astrônomos identificaram uma galáxia tão tênue que é quase invisível — uma descoberta que pode ajudar a lançar luz sobre uma das substâncias mais elusivas do Universo. Os pesquisadores encontraram a Candidate Dark Galaxy-2, ou CDG-2, usando o Telescópio Espacial Hubble, e acreditam que ela seja composta por pelo menos 99,9% de matéria escuraLi (utoronto), Ima/ESA/NASA

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    Descobertas de 2026 (24) - Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente • Bangzheng “Tom” Sun

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    Descobertas de 2026 (25) - Cientistas obtiveram o mapa mais completo e de alta resolução do gás frio no centro da Via Láctea, que contém a matéria-prima a partir da qual estrelas e planetas são formados. As informações da imagem podem ajudar os astrônomos a entender a origem do nosso sistema solar. A imagem é fruto de um esforço internacional de quatro anos, utilizando um dos telescópios mais potentes da Terra, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou ALMA, um conjunto de mais de 50 antenas de rádio espalhadas por um planalto nos Andes chilenosALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Longmore/D. Minniti et al.

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    Descobertas de 2026 (26) - Uma intensa bola de fogo cortou o céu na Europa por volta de 14h55 do domingo (8/3), deixando um rastro de fumaça. O brilho foi de aproximadamente seis segundos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). O registro foi observado por muitas pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.AllSky7/ESA

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    Descobertas de 2026 (27) - Uma supernova superluminosa envolvendo uma estrela enorme em uma galáxia a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra está agora ajudando os cientistas a resolver esse mistério. Os pesquisadores determinaram que ela se tornou extremamente brilhante porque a explosão deixou para trás um magnetar , um remanescente estelar extremamente compacto e de rotação rápida, com um campo magnético imensamente poderosoJoseph Farah and Curtis McCully

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    Descobertas de 2026 (28) - Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem. De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual. • Nasa

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    Descobertas de 2026 (29) - Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb Space Telescope e de observatórios em solo. O interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava • Mark A. Garlick

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    Descobertas de 2026 (30) - Uma supernova - a morte explosiva de uma estrela - é sempre violenta, lançando material para o espaço e geralmente deixando para trás um remanescente estelar compacto, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Mas algumas supernovas envolvendo as maiores estrelas do cosmos podem ser tão imensamente poderosas que não deixam absolutamente nada para trás • Universidade Monash

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    Descobertas de 2026 (31) - Observações diárias por satélite revelaram um aumento contínuo do brilho noturno em todo o mundo devido à iluminação artificial, com importantes variações regionais, incluindo um aumento na África Subsaariana e no Sudeste Asiático, juntamente com uma redução deliberada na Europa, motivada por preocupações com a conservação de energia e a poluição luminosa. • Reuters

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    Descobertas de 2026 (32) - Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal. Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí. • Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA

Um sistema de duas estrelas

A Nebulosa Bola de Cristal contém um sistema estelar binário: duas estrelas que se formaram próximas uma da outra ao mesmo tempo e orbitam uma à outra. Mais da metade das estrelas em nossa galáxia fazem parte de sistemas multiestelares, de acordo com a NASA .

“A primeira estrela está expelindo suas camadas externas. A outra estrela, simplesmente por orbitar ao redor da primeira, intensifica as coisas e cria essas belas formas complexas”, disse Rector.

As cores da nebulosa parecem vívidas devido a um filtro no espectrógrafo que permite a passagem de comprimentos de onda específicos de luz, correspondentes a tipos específicos de gás. Os tons avermelhados provêm do hidrogênio quente e o azul brilhante do oxigênio quente, que são tipicamente os gases mais abundantemente produzidos por nebulosas planetárias.

O astrônomo germano-britânico William Herschel, que cunhou a expressão “nebulosa planetária” ao notar o formato semelhante ao de um planeta desses objetos, avistou pela primeira vez a Nebulosa Bola de Cristal em 1790.

Nesse sistema binário, uma estrela leva nove anos para orbitar a outra, o que é um tempo relativamente longo, segundo Rector, e é parte da razão pela qual essa nebulosa planetária tem um formato incomum, semelhante a uma nuvem.

À medida que a estrela em órbita se move, ela agita a camada de gás que se expande ao redor de sua companheira, o que cria a forma da nebulosa — semelhante à maneira como o algodão-doce gira para formar sua nuvem de açúcar, disse Rector.

Aprendendo com as observações da Nebulosa Bola de Cristal

Jan Cami, professor de física e astronomia da Western University em London, Ontário, compara as nebulosas planetárias a borboletas devido à diversidade de cores e formas. Ele não participou do trabalho que gerou a nova imagem.

A aparência de uma nebulosa pode mudar quando se utilizam telescópios que operam em diferentes comprimentos de onda.

“Se você observar o mesmo objeto com o Telescópio Espacial James Webb, juraria que está vendo um objeto completamente diferente”, disse Cami. “É um dos motivos pelos quais estudamos esses objetos em diferentes comprimentos de onda.”

Embora Herschel tenha descoberto essa nebulosa há mais de dois séculos, os cientistas ainda a observam e aprendem com ela. Com o avanço da tecnologia, os telescópios conseguem captar detalhes e capturar imagens de maior qualidade.

As nebulosas planetárias têm uma fase de morte relativamente curta — cerca de 10.000 anos. Esse breve período, em termos astronômicos, permite que os cientistas observem os objetos celestes à medida que chegam ao fim de sua vida, de acordo com Cami.

“Daqui a 10 ou 20 anos, você poderá ver a temperatura da estrela central mudando, verá que tipo de efeito isso tem na nebulosa. E poderá ver como esse material está se expandindo para o espaço, fornecendo informações sobre a velocidade com que a estrela está perdendo massa”, disse Cami. “É por isso que é interessante continuar monitorando-as a cada dois anos, mais ou menos.”

Essas imagens fascinantes são empolgantes para todos, até mesmo para os astrônomos que olham pelos telescópios e encontram corpos celestes até então desconhecidos o tempo todo.

“Já vi muitas imagens e, em algum momento, você pensa: ‘Provavelmente já vi a maior parte disso’, e então você se depara com algo assim e pensa: ‘Meu Deus, é espetacular de novo'”, disse Cami.

Conheça Frank Rubio, coronel militar e especialista da missão Artemis III

9 June 2026 at 23:57

O astronauta Frank Rubio foi anunciado, nesta terça-feira (9), como um dos especialistas da missão Artemis III, considerada uma das operações mais importantes da nova fase da exploração lunar da Nasa.

Rubio nasceu em Los Angeles, Califórnia, mas considera Miami, Flórida, sua cidade natal. Ele é casado com Deborah Rubio e o casal tem quatro filhos. Sua mãe, Myrna Argueta, mora em El Salvador.

Formou-se na Miami Sunset Senior High School em Miami, Flórida. Obteve o título de bacharel em Relações Internacionais pela Academia Militar dos Estados Unidos em West Point, Nova York. Concluiu o doutorado em Medicina pela Uniformed Services University of the Health Sciences em Bethesda, Maryland. Fez residência em Medicina de Família no Martin Army Community Hospital, em Fort Benning, Geórgia.

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Rubio foi membro da equipe de paraquedismo de West Point, os “Black Knights”. Ele é um mestre de salto com mais de 650 saltos em queda livre, possui certificação PRO e licença D. Serviu como líder de pelotão na Companhia A, 2º Batalhão do 82º Regimento de Aviação de Assalto (REDHAWKS), e como comandante de companhia na Companhia A, 2º Batalhão do 3º Regimento de Aviação (STORM).

Ele também atuou como supervisor de clínica, médico executivo e cirurgião de voo no Arsenal de Redstone, Alabama. Na época de sua seleção, em junho de 2017, ele era cirurgião de batalhão do 3º Batalhão do 10º Grupo de Forças Especiais (Aerotransportado) do Exército dos EUA.

• NASA

O Coronel Rubio, juntamente com os cosmonautas Sergey Prokopyev e Dmitry Petelin da Roscosmos, foi lançado em 21 de setembro de 2022 a bordo da espaçonave Soyuz MS-22 do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional.

Rubio realizou três atividades extraveiculares (EVAs) totalizando 21 horas e 24 minutos e instalou dois novos painéis solares IROSA para a ISS. Mais recentemente, Rubio atuou como Conselheiro da Turma de Candidatos a Astronautas da NASA de 2025.

Agora, foi confirmado como especialista de missão da Artemis III ao lado de Andre Douglas. A missão terá comando de Randy Bresnik e será pilotada pelo astronauta italiano Luca Parmitano.

A Artemis III integra o programa da Nasa voltado para ampliar a presença humana na Lua e desenvolver tecnologias para futuras viagens tripuladas a Marte.

Próxima missão: Artemis III

Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.

A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.

 

Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.

Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.

Relembre a Artemis II

A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 – horário de Brasília.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.

Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.

O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.

Conheça Randy Bresnik, fuzileiro e comandante da missão Artemis III

9 June 2026 at 22:03

O astronauta Randy Bresnik foi anunciado nesta terça-feira (9) como o comandante da missão Artemis III, considerada uma das operações mais importantes da nova fase da exploração lunar da Nasa.

Natural de Fort Knox, Kentucky, Randy foi selecionado como astronauta pela Nasa em maio de 2004, e em 2006, concluiu o treinamento.

Antes de ser astronauta, Bresnik foi Segundo-Tenente no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Aviador Naval, Piloto de Teste/Oficial de Projeto do F/A-18 no Esquadrão de Teste e Avaliação Aérea (VX-23), Instrutor de Voo de Asa Fixa e Sistemas, Oficial de Operações Futuras do Grupo Aéreo da Marinha Onze (MAG-11) e Oficial de Operações do VMFA-232.

O astronauta é bacharel em Matemática pela The Citadel e mestre em Sistemas de Aviação pela Universidade do Tennessee-Knoxville. Ele também é graduado pela Air War College, além de ser doutor honorário em Aeronáutica pela The Citadel.

Sua carreira como piloto militar é extensa, com mais de 7.000 horas de voo em 95 tipos de aeronaves/helicópteros/planadores e 3.600 horas em espaçonaves. Randy possui habilitação de Piloto de Linha Aérea e Autorização para Operação de Motores a Pistão, sem restrições.

Na Nasa, ele realizou seu primeiro voo espacial na missão STS-129, em novembro de 2009. Entre 2009 e 2011, foi astronauta líder da equipe do encerramento do programa espacial do ônibus espacial.

Bresnik também liderou, entre 2012 e 2015, liderou a parceria da NASA com a SpaceX no projeto e desenvolvimento da cápsula tripulada Dragon.

Randy ainda atuou como Assistente do Chefe do Escritório de Astronautas para Exploração, gerenciando o desenvolvimento e os testes de tudo o que funcionará além da órbita terrestre baixa nas missões Artemis.

A Artemis III integra o programa da Nasa voltado para ampliar a presença humana na Lua e desenvolver tecnologias para futuras viagens tripuladas a Marte.

Próxima missão: Artemis III

Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.

A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.

Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.

Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.

Relembre a Artemis II

A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 – horário de Brasília.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.

Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.

O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.

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