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Governo quer juntas a entregar dinheiro em freguesias onde não forem instalados multibancos

17 June 2026 at 14:15

O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que nas freguesias onde não forem montadas caixas Multibanco o objetivo é serem as Juntas de Freguesia a ter dinheiro para entregar às pessoas que precisem de fazer levantamentos.

Em audição na Comissão parlamentar da Reforma do Estado e Poder Local, Castro Almeida falou do projeto que o Governo tem vindo a trabalhar com a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco de Portugal e a empresa SIBS (gestora da rede Multibanco) para instalação de caixas Multibanco em freguesias onde não há e que se estimam em mais de 1.000.

O governante explicou que, nas maiores freguesias sem caixas automáticas, o objetivo é “poder instalar as normais máquinas Multibanco”.

Já nas mais pequenas, o objetivo é “instalar não as máquinas Multibanco mas aquelas pequenas plataformas que permite fazer o que uma máquina Multibanco permite, a não ser dar dinheiro”.

Ou seja, nestas freguesias, o objetivo é instalar máquinas que permitam aos cidadãos fazer operações como pagamentos, mas sem a opção de levantar dinheiro.

Aí, disse, o projeto é que sejam as Juntas de Freguesias a entregar dinheiro às pessoas que pretendem levantar dinheiro ‘vivo’.

“Aí temos de montar um sistema com as freguesias para as pessoas poderem fazer movimentos com, digamos assim, a participação monetária das freguesias. Terão de ser as juntas a ter dinheiro líquido para poder entregar às pessoas”, disse Castro Almeida.

A falta de caixas Multibanco tem sido uma preocupação regularmente levantada pela Associação Nacional de Freguesias – Anafre que, inclusivamente, foi debatida no congresso de final de janeiro. Aí, foi aprovada uma moção que pedia atenção para este assunto.

Sobre serem as Juntas de Freguesia a entregar dinheiro, no passado, a Anafre já tinha levantado dúvidas sobre a capacidade de as Juntas de Freguesia adiantarem dinheiro.

Quando tomou posse como governador do Banco de Portugal, em outubro de 2025, Álvaro Santos Pereira disse que o sistema bancário tem de manter suficientes caixas automáticas em todo o país para garantir que a população consegue aceder facilmente a dinheiro físico.

Em setembro de 2025, a Denária, associação que defende a utilização do numerário como um meio de pagamento, criticou os “desertos de numerário” em Portugal, devido à falta de caixas multibanco, considerando que afeta sobretudo os grupos mais isolados e vulneráveis.

A associação citava dados do Banco de Portugal de 2022, segundo os quais 1.276 freguesias (41%) não tinham qualquer ponto de acesso a dinheiro físico. Há freguesias onde os habitantes têm de fazer dezenas de quilómetros para aceder a uma caixa automática.

Para a associação, é imperativo reforçar a cobertura da rede e garantir que todos os portugueses têm o direito de utilização do numerário.

No final de 2025, existiam 13.700 caixas automáticas em Portugal, segundo dados do Banco de Portugal.

Maersk advierte presión sobre cadenas de suministro en América Latina

16 June 2026 at 01:54

Washington, 15 jun (Prensa Latina) La compañía Maersk advirtió hoy la creciente presión sobre las cadenas de suministro en América Latina para el segundo semestre, por picos de demanda, volatilidad operativa e interrupciones climáticas que exigirán planificación y adaptación.

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Irão ameaça romper negociações após ataque israelita ao Líbano

14 June 2026 at 15:49

O Irão ameaçou hoje romper as negociações de paz que mantém com os Estados Unidos, na sequência de um ataque israelita à cidade libanesa de Beirute, que provocou pelo menos três mortos e 15 feridos.

“Se não houver vontade ou capacidade para cumprir os compromissos, é impossível falar de continuar este caminho”, advertiu Mohamad Qalibaf, negociador-chefe iraniano, citado pela agência EFE, em reação ao ataque no bairro de Dahye, no sul da capital libanesa.

O também presidente do parlamento do Irão acusou os Estados Unidos de darem “luz verde” a Israel, defendendo que a chamada estratégia do “polícia bom, polícia mau” está ultrapassada.

Israel anunciou hoje que realizou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, considerados um reduto do grupo armado pró-Irão Hezbollah, enquanto um meio de comunicação estatal libanês noticiou um bombardeamento no distrito de Ghobeiry.

O exército realizou ataques aéreos “no distrito de Dahiyeh, em Beirute […], em resposta aos disparos do Hezbollah contra o território israelita”, disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, numa breve declaração conjunta com o ministro da Defesa, Israel Katz, confirmada pelo exército, acrescentando que “Israel não tolerará nenhum ataque ao seu território”.

De acordo com um balanço divulgado pela Agância Nacional de Notícias do Líbano (NNA), o ataque israelita a Beirute causou pelo menos três mortes e 15 feridos, além de danos significativos em edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais.

Este ataque surge num momento em que os Estados Unidos e o Irão estarão próximos de assinar um memorando de entendimento, com vista à reabertura do estreito de Ormuz e ao início de negociações alargadas sobre o programa nuclear iraniano.

Quando Israel atacou os subúrbios de Beirute pela última vez, há uma semana, o Irão respondeu com ataques contra território israelita.

Teerão, principal apoiador do Hezbollah, insiste em que qualquer acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão também deve incluir o fim dos ataques israelitas no Líbano.

O Hezbollah lançou mísseis contra Israel em 02 de março, dois dias depois de os Estados Unidos e Israel atacarem o Irão, desencadeando a atual guerra no Médio Oriente.

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