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7 frases que pessoas emocionalmente maduras nunca dizem em uma discussão

13 June 2026 at 08:00

Discussões podem fazer parte de qualquer relacionamento, seja entre casais, familiares, amigos ou colegas de trabalho. O problema não está no conflito em si, mas na forma como ele é conduzido.

Algumas expressões, embora comuns em momentos de tensão, podem dificultar o diálogo, aumentar o desgaste emocional e até comprometer os vínculos ao longo do tempo.

Pessoas emocionalmente maduras tendem a evitar frases que transferem responsabilidades, invalidam sentimentos ou fecham as portas para uma comunicação mais construtiva.

Em conversa com Adriano Fernandes, psicólogo e especialista em Neuropsicologia, que atua na área clínica há mais de uma década e possui experiência em pesquisa no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (IPq-HCFMUSP), algumas frases frequentemente utilizadas durante discussões podem revelar dificuldades na forma de lidar com conflitos. Confira alguns exemplos.

Frases que revelam imaturidade emocional durante uma discussão

1. “Eu sempre fui assim”

Essa frase costuma funcionar como uma justificativa para evitar mudanças ou reflexões sobre o próprio comportamento. Em vez de assumir a possibilidade de crescimento, a pessoa utiliza a própria personalidade como argumento para não rever atitudes.

2. “Você me deixa assim”

Atribuir ao outro a responsabilidade pelas próprias reações emocionais é um dos sinais mais comuns de imaturidade emocional. Embora as atitudes de terceiros possam causar desconforto, cada indivíduo é responsável pela forma como escolhe responder às situações.

3. “Não é culpa minha”

Durante conflitos, pessoas emocionalmente maduras conseguem reconhecer a própria participação nos problemas. Já a recusa em assumir qualquer responsabilidade tende a dificultar a resolução da situação.

4. “Todo mundo age assim”

Generalizações costumam ser utilizadas para minimizar comportamentos inadequados. Segundo o especialista, esse tipo de argumento impede uma análise individual da situação e afasta a possibilidade de mudança.

5. “Tanto faz”

Embora pareça uma frase simples, mas ela pode esconder uma tentativa de fugir do diálogo. Muitas vezes, o “tanto faz” surge como uma forma passiva de encerrar a conversa sem realmente resolver a questão.

6. “Eu só estava brincando”

Essa expressão pode ser utilizada para mascarar comentários agressivos ou ofensivos. Quando alguém se sente ferido e a resposta é “era só brincadeira”, seus sentimentos acabam sendo invalidados.

7. “Você sempre faz isso” ou “Você nunca me entende”

Muito comuns em discussões, essas frases carregam generalizações que dificultam a comunicação. Segundo o psicólogo, elas podem ser interpretadas como uma forma de subjugar o julgamento do outro, ignorando sua capacidade de evoluir e mudar comportamentos.

Por que pessoas emocionalmente maduras evitam essas frases?

Segundo o especialista, adultos emocionalmente saudáveis reconhecem suas necessidades emocionais, respeitam as vulnerabilidades alheias e procuram compreender as diferenças presentes em qualquer relação.

“Buscam resolver o problema atual com sensibilidade e compromisso, evitando interpretações distorcidas e estratégias de enfrentamento disfuncionais”, explica à CNN Brasil.

Em vez de procurar culpados, essas pessoas tendem a focar na construção de soluções e no fortalecimento da confiança dentro da relação.

O impacto dessas expressões nos relacionamentos

O uso frequente de acusações, ataques pessoais e generalizações pode gerar um desgaste significativo na convivência. Com o tempo, torna-se mais difícil construir confiança, empatia, compaixão e vínculos saudáveis.

Além disso, o especialista alerta para a criação de um círculo vicioso: quanto mais a comunicação se torna agressiva ou defensiva, maiores são as chances de as necessidades emocionais não serem compreendidas e atendidas. Como consequência, surgem mais frustrações, ressentimentos e novos conflitos.

O profissional também destaca que o equilíbrio emocional é fundamental para a saúde mental. “Assim como a Terra não está nem tão perto do Sol para queimar, nem tão longe para congelar, nós também precisamos de equilíbrio no contexto biopsicossocial”, compara.

Uma crônica de dia dos namorados

O vídeo segue a praxe das redes sociais, em que é preciso capturar a atenção da audiência frenética em dois ou três segundos: começa com um meme. “POV: você resolve dormir às 20h30 porque não recebeu aquela mensagem” — e a imagem é de um jovem se revirando na cama. Corta a cena e o jovem, na verdade, é um “psi” — como tantos se autodenominam nesse universo que outrora pensamos que seria a ágora da idade pós-moderna e hoje é apenas uma mistura de propaganda, desinformação e manual de existência — que fala pra câmera e explica: a ansiedade de esperar “aquela” mensagem trata-se de “hipervigilância emocional”.

E reflete, listando outros sintomas dessa condição, como perda de apetite e dificuldade de concentração: será que o problema é não ter recebido a mensagem, ou será o medo que você sente de ter sido esquecido ou rejeitado? Você está vivendo num círculo vicioso, em que receber a tal mensagem gera alívio, e não recebê-la tira sua paz? Isso é hipervigilância emocional.

Tomando meu café amargo de todos os dias, sinto como se meus quarenta anos tivessem virado oitenta e respondo em voz cansada: “Não, jovem. O nome disso é estar apaixonado”. “É o velho amor ainda e sempre”, como cantou o mineirinho Samuel Rosa nos anos 1990. É “o que cantam os poetas mais delirantes” (Chico Buarque), “a coisa que machuca tanto”, nas palavras do Só Pra Contrariar. É o que fez chorar Noel Rosa e Álvares de Azevedo e o que fez Ângela Ro Ro pedir: “não chegue na hora marcada”. Porque se apaixonar, jovens, incomoda.

​A paixão é disruptiva e não combina com manter o foco nem com preservar a sua paz. Lembro de uma conversa que tive com uma amiga que, do alto dos seus 50 e alguns anos, estava lá, de novo, apaixonada. Sem fome, sem sono, queimando a comida, sorrindo pro celular. Sem saber se era correspondida na mesma medida — o eterno receio do apaixonado. Reclamou de tudo isso e, no fim, disse: “Mas o comichão é bom, né?”. E é. Aquilo que importamos do inglês e hoje chamamos de “borboletas no estômago”, aquele frio na barriga, aquela sensação que (quase) todo mundo sabe qual é (e quem não sabe, desejo do fundo do coração que chegue sua hora): é paixão. Mas me parece que tem muita gente querendo transformar em sintoma ou em condição. Apego ansioso. Dependência emocional. Hipervigilância. Etcetera.

​E eu sei que aqui devo fazer um disclaimer, mesmo um tanto a contragosto, não apenas porque não quero ser cancelada, mas também porque não quero magoar ninguém. É claro que existem condições e sintomas psíquicos que devem ser observados com cuidado. E sim, recomendo a todos que façam terapia e busquem o equilíbrio emocional. Mas a que me refiro nesse texto não é isso. O meu medo é que estejamos tentando aprisionar e medicalizar a paixão (“que dá dentro da gente e que não devia”), numa busca por uma suposta estabilidade emocional que me parece mais uma estratégia do capital para nos tornar cada vez mais obedientes consumidores e trabalhadores. Funcionais. E a paixão, meus caros, não é funcional.

​Por isso, ainda que tomando meu café amargo e sem grandes perspectivas para este Dia dos Namorados, peço aos jovens que escutem mais os conselhos de Paulinho da Viola (Ame, seja como for/ Sem medo de sofrer) e menos os dos coaches e psis da internet. Porque, como diria nossa eterna Marília Mendonça, “todo mundo vai sofrer”. Mas se não, que graça tem?

19h. Incêndio em Gondomar está dominado

12 June 2026 at 19:23
Alastrou para o concelho de Valongo, obrigou ao corte da EN15 e ameaçou habitações. Ainda, foram condenados a prisão efetiva os 4 influencers acusados de violarem uma jovem de 16 anos em Loures.

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Influencers condenados por violar e filmar menor

12 June 2026 at 17:54
Os quatro influencers tinham milhares de seguidores nas redes sociais e um dos vídeos do crime foi visto mais de 32 mil vezes, apesar de ninguém ter alertado as autoridades.

© Getty Images

PJ detém suspeito de violação em Rio Maior

12 June 2026 at 16:35
A detenção surge semanas após o crime, cometido a 27 de maio. O agressor terá aproveitado a relação de amizade para consumar a violação dentro de casa.

© Getty Images

O detido é esta sexta-feira presente ao Tribunal de Santarém

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Relacionamentos abertos e sem filhos: existe ligação ou é mera coincidência

12 June 2026 at 07:30
Os relacionamentos abertos se tornaram tendências após o final da pandemia da Covid-19, e desde então seguem ampliando e se juntando com outras formas de viver uma união, a principal delas, não ter filhos.A modalidade de união sem um filho também ganhou popularidade, visto que, nos últimos 20 anos, o número de famílias sem um descendente subiu para 24,1%, de acordo com o Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Esse tipo de união foi discutido na mídia nas últimas semanas, após o casal de atores da Globo Agatha Moreira e Rodrigo Simas confirmar que não quer ter filhos, afirmando que atualmente “já são uma família”. Agatha Moreira e Rodrigo Simas - Foto: Reprodução | Redes Sociais “Sou apaixonada por criança. Mas a decisão de ser mãe me soa quase egoísta. Se eu decido ter, pode ser só para suprir o meu desejo. Se eu decido não ter, é porque realmente não quero abrir mão da vida que tenho. E eu gosto muito da vida que tenho hoje”, afirmou a atriz em entrevista à Globo. Relacionamento aberto e sem filhos tem relação?Tomando a inspiração do casal de atores, o portal A TARDE conversou com a psicoterapeuta clínica, especializada em casais e sexologia clínica, Ana Paula Pitiá, que comentou sobre o comportamento dos casais que vivem um relacionamento aberto e sobre a escolha de não terem filhos.Inicialmente, a profissional contou que atualmente não existe uma relação concreta entre abrir um relacionamento e ter filhos, porém passariam pelo mesmo processo, o consenso do casal.Tendo isso em vista, levantamos os seguintes questionamentos sobre a relação do relacionamento aberto com a decisão de ter filhos ou não:Existe uma relação entre a felicidade e longevidade do casal com a decisão de abrir o relacionamento e não ter filhos?Quais os principais motivos que levam os casais a abrirem os relacionamentos? E pela decisão de não ter filhos?Qual é o maior desafio para os casais que decidem abrir a relação? Como estabelecer acordos e limites que funcionem na prática sem gerar insegurança?Quais são as principais queixas ou crises que casais com esse perfil (aberto e sem filhos) costumam levar para a terapia?Longevidade e felicidade do casalSobre esse ponto, a psicoterapeuta aponta que inicialmente existem expectativas, principalmente de segurança e parceria, de ambas as partes para um casal ser longevo em um relacionamento aberto.“Se existe um relacionamento, existe um nível de comprometimento emocional”, contou Ana Paula Pitiá.Somado a isso, ela aponta que o fato de um relacionamento ser aberto não garante que ele seja longevo e feliz, mas, na verdade, “tem que ter muito amor dentro dessa relação para se abrir essa relação”. Ou seja, os principais pontos que garantiriam um relacionamento aberto e duradouro, de acordo com a psicoterapeuta, devem ser:disponibilidade afetiva;afeto;segurança emocional.Porém, ainda conforme a especialista, existe uma relação que indica que a probabilidade de um divórcio diminui quando um casal tem um filho pequeno. “Ter filhos, principalmente de idades menores, como na primeira infância, é um indicativo de que os divórcios não são tão prevalecentes”, apontou a psicoterapeuta. Relacionamento aberto - Foto: Divulgação | Freepik Leia Também: COMPORTAMENTO Deixar a toalha úmida no banheiro pode trazer riscos à saúde; entenda DESCONFIANÇA Jovens são os mais desconfiados com recursos de IA, diz pesquisa DO ESTÁDIO AO ASFALTO Corrida é o novo futebol? Entenda por que a modalidade virou um fenômeno entre gerações O que motiva um casal a abrir o relacionamento e não ter filhos?Atualmente, está cada vez mais comum a prática dos relacionamentos abertos sem filhos, porém, de acordo com a psicoterapeuta, ainda não existem estudos concretos que unam a abertura de um relacionamento com a decisão de não ter um filho.Mas, mesmo sem a existência de um elo entre os dois assuntos, o meio de decisão é o mesmo: um diálogo e um consenso entre ambas as partes.Adepto das relações não monogâmicas, o filmmaker e editor Rodolfo Guimarães contou sobre sua trajetória nos relacionamentos abertos e indicou que, no seu caso, as decisões da abertura de suas relações aconteceram de forma natural, já que, desde o início, ele buscou se relacionar com pessoas que seguiam o mesmo modelo de relação que ele."No meu caso, não aconteceu dessa forma de formular uma decisão para que o relacionamento se abra. Normalmente, eu já me relacionava com as pessoas não monogâmicas".Além disso, é válido relatar que, no presente, tal decisão de não ter filhos já é evidenciada em diversos casais atuais, podendo estar ligada a modelos de famílias mais modernas e quebras de paradigmas históricos.Mudança na perspectiva do que é ser adultoUm dos principais pontos citados pela psicoterapeuta seria uma alteração na forma da sociedade entender o que seria uma pessoa adulta.“Antigamente ser adulto era ter família; hoje, após essa transformação na perspectiva cultural, ser adulto implica em outros aspectos, em outras responsabilidades, que fazem com que os adultos tomem e tenham a liberdade de decidir por ter ou não filhos”, diz a psicoterapeuta.Parte desse sentimento de independência citado pela psicoterapeuta também foi levado em conta por Rodolfo, que contou à reportagem que não quer ser pai e tomou essa decisão buscando “ter liberdade, uma tomada de decisão livre e independência”.Esse ponto ainda pode ser utilizado como justificativa para a abertura de um relacionamento. Além da mudança da perspectiva da sociedade atual, o casal pode abrir o relacionamento por outros motivos, dependendo de regras, expectativas e valores.Questão econômicaAlém da mudança do entendimento do que é ser um adulto atualmente, outro ponto que influencia as pessoas a serem pais ou não é a questão econômica, já que está cada vez mais caro ter um filho.De acordo com um estudo feito pelo Insper a pedido do Estadão, conduzido por Juliana Inhasz, professora e coordenadora do curso de economia do instituto, o custo para criar um filho é:Para as famílias da classe C (entre R$ 5.281 e R$ 13,2 mil de renda mensal): gasto estimado varia de R$ 480 mil a R$ 1,2 milhão;Para as famílias da classe B (entre R$ 13.201 e R$ 26,4 mil de renda mensal): gasto estimado de R$ 1,2 milhão até R$ 2,4 milhões;Para as famílias da classe A (renda mensal superior a R$ 26 mil): gasto estimado partindo de R$ 3,6 milhões e continua a subir em função da renda familiar.Desafios atuais para se abrir um relacionamentoAlém da decisão consensual, existem diversos outros desafios para a abertura de um relacionamento; a principal delas, de acordo com Ana Paula Pitiá, seria a preservação do afeto e a sustentação da relação como um todo.Somado a isso, Rodolfo Guimarães separou alguns pontos que, para ele, seriam positivos ou negativos quando se trata de um relacionamento aberto.Pontos PositivosHonestidade e comunicação profunda: Há a premissa de que os envolvidos são maduros para dialogar sobre "tudo e qualquer coisa", tornando a parceria e a cumplicidade mais profundas do que nas relações monogâmicas.Manutenção da individualidade: O modelo permite que a pessoa compreenda e mantenha a sua própria individualidade, algo que o autor nota se perder frequentemente nos casamentos tradicionais.Criação de filhos em comunidade (descentralização): Diferente da monogamia, em que costuma haver uma sobrecarga da mãe na criação, o pensamento não monogâmico abre margem para uma lógica mais comunitária e horizontalizada, em que o cuidado com a criança é compartilhado (como o autor exemplifica com comunidades indígenas).Poder de decisão e personalização: A relação não vem em um pacote pré-formatado pela sociedade. Os envolvidos têm a liberdade de construir seus próprios acordos, negociações e formatos de acordo com suas experiências pessoais.Pontos negativosFalta de plena consciência e referências: Por ser um "mundo de descobertas" e não um modelo pronto, muitas vezes nem quem está vivendo a relação tem total consciência do que está fazendo.Caminho desconhecido e difícil: O autor compara o processo a "abrir a mata com o facão". É um caminho escuro que precisa ser iluminado conforme se anda, o que não torna a relação mais fácil e exige constantes diálogos de resolução.Gasto energético e emocional elevado: Lidar com a complexidade de tantas emoções juntas gera um desgaste grande de energia e disposição.Impacto de terceiros na relação: Ter que gerenciar e lidar com problemas e situações que aconteceram em outras relações do parceiro(a), mas que inevitavelmente acabam influenciando e afetando o relacionamento de vocês.Insegurança acende alertaJá sobre os arrependimentos e alertas que um relacionamento aberto pode causar, a psicoterapeuta afirma que, quando casais que vivem em um relacionamento aberto e sem filhos buscam um auxílio psicológico, “normalmente é por insegurança ou ciúmes”. No fim, seja optando pela liberdade das relações abertas ou pela independência de uma vida sem filhos, o diagnóstico de especialistas e adeptos é o mesmo: não existem fórmulas prontas, e o sucesso de qualquer formato familiar dependerá sempre da transparência e do respeito aos acordos estabelecidos.

Varal vertical ganha espaço e se torna tendência para lares compactos

11 June 2026 at 10:57
Com os imóveis cada vez menores e rotinas mais intensas, novas soluções se tornam necessárias nos projetos domésticos. Nesse cenário, o varal vertical surge como uma alternativa para otimizar ambientes e facilitar uma tarefa que pode se tornar desafiadora para quem dispõe de pouco espaço em casa.As versões de varal tradicionais, que se abrem na horizontal, podem atrapalhar a circulação e deixar o ambiente com aparência desorganizada, por isso, alternativas mais funcionais, ganham força e se tornam tendência para 2026. Leia Também: COMPORTAMENTO Deixar a toalha úmida no banheiro pode trazer riscos à saúde; entenda DESCONFIANÇA Jovens são os mais desconfiados com recursos de IA, diz pesquisa DO ESTÁDIO AO ASFALTO Corrida é o novo futebol? Entenda por que a modalidade virou um fenômeno entre gerações Entre os modelos que vêm chamando atenção estão os varais de torre, com vários níveis, os retráteis de parede, os dobráveis, os de porta e as versões próprias para sacadas.Os retráteis e dobráveis podem ser recolhidos quando não estão em uso, deixando o espaço mais livre e organizado. Outra vantagem é a adaptação a diferentes rotinas. Algumas opções ainda têm rodas, facilitando a movimentação entre cômodos ou podem ser de aço inox e materiais resistentes, indicadas para áreas externas. Assim, a tendência mostra que até tarefas simples da casa estão sendo repensadas..

O melhor dos fins do mundo possíveis

11 June 2026 at 00:21
Há um mundo que ainda existe, que ainda se interessa por filosofia, por pintura, pelos cinemas de rua, pela verdade, o que quer que ela seja, por aquilo de que pode ser capaz o engenho humano.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Deixar a toalha úmida no banheiro pode trazer riscos à saúde; entenda

10 June 2026 at 17:42
Entre o calor úmido de Salvador e o frio característico do sudoeste baiano, um hábito comum passa despercebido por muita gente: deixar a toalha molhada no banheiro. Embora pareça inofensiva, essa prática pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o risco de problemas de saúde.Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital e outras cidades do litoral baiano registram níveis médios de umidade do ar frequentemente acima de 70%, com picos que ultrapassam 80% nos períodos mais chuvosos.Esse cenário transforma ambientes fechados e pouco ventilados, como os banheiros, em locais propícios para a multiplicação de fungos, bactérias e outros microrganismos. Leia Também: DESCONFIANÇA Jovens são os mais desconfiados com recursos de IA, diz pesquisa DO ESTÁDIO AO ASFALTO Corrida é o novo futebol? Entenda por que a modalidade virou um fenômeno entre gerações BRASIL ‘O choro é livre’: próximo feriadão nacional é só daqui a 3 meses Por que isso acontece?De acordo com a professora da Afya Salvador e médica infectologista, Caroline Barbosa, o comportamento desses microrganismos em superfícies, como as toalhas de banho, podem rapidamente se tornar um ambiente propício à multiplicação de bactérias. “Os restos de células da pele, suor, oleosidade e resíduos orgânicos ficam impregnados no tecido, favorecendo a multiplicação desses microrganismos. Esse cenário aumenta o risco de irritações cutâneas, infecções e agravamento de doenças dermatológicas", afirma.No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que problemas de pele e alergias figuram entre as principais causas de atendimentos na atenção básica à saúde, muitas vezes relacionados a fatores ambientais e hábitos do cotidiano.Isso deriva do clima quente e úmido que também reduz o tempo de evaporação da água em tecidos e superfícies. Com isso, uma toalha pode levar horas, e até mesmo dias, para secar quando deixada dentro do banheiro, especialmente após banhos quentes.Como reduzir os riscos?Para reduzir os riscos da proliferação dessas bactérias, especialistas indicam medidas de prevenção, como a organização doméstica. Entre elas, estão: Frequência de troca e higienização das toalhas, que pode ampliar a carga microbiana presente no tecido;Contato repetido com toalhas contaminadas, que pode desencadear desde quadros simples, como acne e irritações;Secar a toalha em ambientes ventilados ou ao sol, evitar deixá-la dentro do banheiro após o uso.

Jovens são os mais desconfiados com recursos de IA, diz pesquisa

10 June 2026 at 03:02
Engana-se quem pensa que os jovens são os maiores usuários de Inteligência Artificial no Brasil. Segundo dados divulgados no Monitor de Inteligência Artificial de 2026, pesquisa realizada pela Ipsos, pessoas com menos de 35 anos ficam desconfiadas com os recursos oferecidos pelas plataformas.Ao todo, 52% dos entrevistados de 32 países revelaram que se sentem nervosos com a tecnologia. Entre os brasileiros, 44% deles não confiam integralmente na IA e 60% acreditam que, entre 3 e 5 anos, as plataformas alterarão o seu dia a dia. Leia Também: DO ESTÁDIO AO ASFALTO Corrida é o novo futebol? Entenda por que a modalidade virou um fenômeno entre gerações BRASIL ‘O choro é livre’: próximo feriadão nacional é só daqui a 3 meses PIONERISMO O sabor do recomeço: baiana cria confeitaria de sucesso após câncer A maior preocupação entre eles é com relação a quantidade de desinformação na internet com a alteração de informações e imagens manipuladas. Cerca de 42% dos brasileiros jovens acreditam que as fake news crescerão nos próximos anos.No Brasil, cerca de mil pessoas participaram da pesquisa. O número total foi de 23.532 adultos com 18 anos ou mais, que falaram de países como Índia, Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia, Estados Unidos, Tailândia, Indonésia e Singapura.

‘O choro é livre’: próximo feriadão nacional é só daqui a 3 meses

8 June 2026 at 11:05
Acabou o milho, acabou a pipoca! O fim do descanso prolongado após o feriado de Corpus Christi, celebrado na última quinta-feira, 4, obrigou as pessoas voltarem às suas rotinas normais nesta segunda, 8, mas já de olho no próximo feriadão.Ainda restam seis feriados nacionais em 2026, e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.No entanto, o próximo feriado nacional só acontecerá daqui a três meses. O 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil vai cair em uma segunda-feira neste ano e pode render folga prolongada.Importante pontuar que mesmo nos feriados nacionais, nem todos os trabalhadores são dispensados. A legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais.Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória. Leia Também: BRASIL Muitos feriados? Qual a posição do Brasil em ranking mundial de folgas SE LIGA NA DICA! 6 filmes da Netflix para transformar seu feriado em maratona BRASIL Nova regra para trabalho em feriados começa a valer; entenda mudança Próximos feriados de 2026No total, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Depois do 7 de Setembro, o próximo feriado nacional será 12 de outubro, quando é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida.A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana.Confira os próximos feriados nacionais:7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)Veja os próximos pontos facultativos, que também podem render folgas:28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)2 de julho na BahiaPara os baianos, existe a possibilidade de mais um feriadão. Isso porque no dia 2 de julho é comemorado o Dia da Independência do Brasil na Bahia. Em 2026, a data vai cair em uma quinta-feira.

Álbum da copa: cotação da alegria

“Quanto tá o Cristiano Ronaldo?”

“Trinta reais”

É um absurdo.

Tudo o que você quer é completar um álbum.

A década de 90 era mais fácil. Figurinhas para meninas só se fossem da Moranguinho ou dos ursinhos carinhosos. No máximo, aquela coleção de casal apaixonado te dizendo que amar é alguma coisa.  

Mas a vida quis te dar um filho, e o moleque foi inventar de fazer futebol na escola, justo no ano da Copa. Porque o filho da gente precisa ser criança ativa, fazer exercício e aprender a lidar com o coletivo.

Todos os amiguinhos da escola têm o álbum. Não será o seu filho, logicamente, quem vai ficar de fora, correndo o gravíssimo risco de ser uma criança traumatizada por qualquer tipo de privação na infância. Ou de você ser acusada de mãe desnaturada. Ou só mão-de-vaca mesmo.

Mãe e pai, dois zeros à esquerda em assuntos esportivos, nem sabem por onde passa a atual escalação, nem sequer o nome do técnico atual. Só sabem que o Neymar, como sempre, tá com contusão.

Mesmo assim, acharam por bem adquirir o bendito álbum. Baratinho, 30 e poucos reais, uma barganha. Pacote de figurinha, 7 por 7, 1 real cada. Vai que dá.

Chegam em casa com o álbum e algumas figurinhas.

“Será que tem o Cristiano Ronaldo?”, o filho abre empolgado alguns pacotes.

Não, nada de Cristiano. Terminada a leva o filho já não se interessa mais pelas figurinhas novas que ganhou, só quer saber das repetidas.

“Agora eu vou poder trocar com os meus amigos”

Tá aí o aprendizado, seu filho é um arraso, se interessa mais pelas amizades e interação social. Quer fazer parte da roda de amigos. Olha aí, esse álbum vai valer a pena!

Final do dia o pai chega junto, empolgado para colar as figurinhas.

“Esse álbum não tem nem sumário…”

“Vem cá, meu filho, bora aprender a bandeira dos países”, a mãe convoca.

Vermelho, verde, estrelas amarelas. Um país chamado Curaçao. Sem til no ao.

“Onde diabos fica isso?”, a ignorante da mãe pergunta.

“É uma ilha no Caribe”, o pai pesquisa no Google.

Olha aí, o álbum de figurinhas, ensinando geografia.

Figurinhas espalhadas no tapete, os três estabelecendo a melhor estratégia de colar. “Olha aqui atrás, checa as letras do país e o número.”

“Esse álbum é muito confuso”

“Cheio de propaganda”

A mãe ordena as figurinhas em ordem alfabética. O pai ensina o filho a ver as bandeiras. Leem as siglas em inglês, checam os números. Olha aí, esse álbum de figurinhas, ensinando seu filho ortografia e ordem numérica.

“Na minha época, já vinha o catálogo embutido”, o pai se explica.

Dos três, a mãe é quem tem unha, haja paciência para descolar apenas o cantinho do adesivo e deixar pronto a puxada triunfal da colação.

“Vai, filho, cola aqui, Catar 15”, a mãe incentiva.

“Confere o nome”, o pai alerta.

O filho pega a figurinha de qualquer jeito e sai grudando.

“Não vai colar torto!”, o pai quer ensinar pro filho precisão e ajuste.

“Se ficar um pouquinho torto não faz mal, né, filho?”, a mãe quer ensinar a aceitação do imperfeito e a ressignificação dos erros.

Se olham atravessados. O filho se esmera em colar um pouco melhor.

“Olha pai, uma figurinha rara!”, ele grita, balançando o brasão prateado do Uzbequistão.

Agora o álbum ensina sobre valorização e humildade.

Colam mais figurinhas prateadas raras, mas logo o filho cansa, quando percebe a quantidade que ainda falta.

“Posso assistir televisão?”

“Não!”, os pais gritam.

Só vai levantar a bunda do sofá quando terminar de colar tudo e limpar a bagunça.

O grande álbum ensinando agora resiliência.

A mãe pega um estilete para acelerar o desgrude e o pai sai colando o que falta.

“Vou levar o álbum amanhã pra escola!”, o filho guarda empolgado na mochila.

O colégio delimitou local e horários para as trocas, proibiu transações dentro das salas, mas deixou bem claro no comunicado que não irá se meter nas negociações.

“Marca as repetidas.”

“Não vai ser feito de trouxa”

O filho chega depois, meio triste.

“Não consegui trocar todas.”

“Por que?”

O filho explica que ninguém queria trocar com ele as figurinhas de Cabo Verde.

“Meus amigos não querem colar foto de jogador feio”

“O que é isso, meu filho?”

Lá vai a mãe aproveitar a belíssima oportunidade para o sermão sobre beleza interior, olhar além das aparências e discriminação. Agora o álbum de figurinhas também ensinando sobre racismo e preconceito.

“Mas se não completar tudo não faz mal, né, mamãe?”

“Lógico que não, meu filho!”

Olha aí o álbum te ensinando a aceitar o incompleto, o não conjugado, o imperfeito. O importante é a diversão!

A avó chega no final de semana com 30 pacotes, para o seu alívio, o filho já tem um belo monte de repetidas. Lá vai a mãe, até o posto de troca do shopping, tentar desencavar figurinhas novas, vai lá, filho, interage. Troca 3 por uma especial!

O álbum ensinando a força das interações anônimas.

“Não mistura o monte!”, o adolescente de 13 anos briga com o seu moleque.

Passa aqui, mostra acolá, organiza as figurinhas na ordem do álbum, não mistura. Apesar do perrengue, trocas efetivas: 23 figurinhas numa única transação. Uma glória!

Agora só falta 659.

“Se não completar tudo, não faz mal, né, mamãe?”

Depois daquela pesquisada no orçamento, são 980 figurinhas, oficiais, fora as distribuídas nas garrafas de refrigerante e as especiais.

“Lógico que não, não faz mal, filho!”, você relembra essa máxima.

O pai se recusa a baixar aplicativo. A mãe imprimiu o catálogo para ir marcando as repetidas nos moldes antigos. Pai e filho agora marcam os bens adquiridos na folha, tudo para impedir que o filho não seja feito de besta. O álbum exigindo esperteza e sagacidade.

Mesmo assim, passando em frente a uma banca, você não resiste. Sempre pega um ou dois pacotinhos.

“É baratinho. Só sete reais…”

Um dia, numa feira aberta com um extenso posto de troca e vendas, a mãe não resiste. Chega com um dos vendedores e pergunta sobre a figurinha do Cristiano Ronaldo. Descobre a cotação altíssima, junto com a figurinha FWC 8, valendo 30 vezes mais que o mercado.

Muito caro. Na sua época, pelo menos vinham com um chiclete.

“Eita indústria capitalista!”, a mãe pensa.

O álbum de figurinhas ensinando a superar o que capital representa. O importante é a experiência.

Antes de partir, a mãe para e pergunta:

“E quanto tá o Messi?”

“O Messi? Tá vinte.”

“Ah, tá. Obrigada”.

Pelo menos a cotação andava justa.

E o Neymar nem tá no álbum.

Polícia de Nova Iorque investiga vídeos de homens a sair do sistema de esgotos

By: ZAP
4 June 2026 at 08:30
Homens-toupeira? Caçadores de crocodilos? Os irmãos Mario? Uma série de avistamentos bizarros de pessoas a entrar e a sair do vasto sistema subterrâneo de esgotos de Nova Iorque tem deixado a cidade a interrogar-se sobre o que se está exatamente a passar. A polícia está agora a investigar o mistério. A polícia de Nova Iorque está a investigar o caso de vários vídeos divulgados nas últimas semanas nas redes sociais, que mostram grupos de pessoas a entrar e a sair do sistema de esgotos da cidade. Segundo a AP News, câmaras de videovigilância em ruas do Brooklyn e de Queens

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https://youtu.be/cryVVjyjEnI Homens-toupeira? Caçadores de crocodilos? Os irmãos Mario? Uma série de avistamentos bizarros de pessoas a entrar e a sair do vasto sistema subterrâneo de esgotos de Nova Iorque tem deixado a cidade a interrogar-se sobre o que se está exatamente a passar. A polícia está

Como estragar seu dia: vá ao dermatologista

Faz uns dias que tive uma consulta com a dermatologista. Mais de uma década se passou desde que tive o desprazer de alguém apontar uma lupa para os meus poros, e achei que era hora de conferir a saúde da pele. Nada, porém, me preparou para a experiência. Inclusive, se um dia você estiver procurando um jeito de estragar sua semana, faça como eu e marque um dermatologista para segunda de manhã bem cedo. É um estrago garantido.

Fomos eu e meu companheiro: dois branquelos com histórico de algumas pintas meio problemáticas na família. A médica pediu para entrarmos juntos para “dedurarmos um ao outro”. Meu companheiro começou explicando que seu objetivo era ver pintas. A médica fez perguntas sobre elas e sobre a pele dos pais etc. Tudo normal e profissional. Até que ela se virou para mim.

Repeti que também estava ali por causa das pintas, especialmente de uma no rosto. Daí a primeira diferença: ela me perguntou o que eu fazia de “skin care”. Bastou mencionar o produto para a região dos olhos que ela me interrompeu: “Pois é, a verdade é que você devia pensar seriamente em botox com essas linhas na sua testa”.

Mesmo chocada, consegui articular: “Não quero colocar botox”. Ela, porém, não desanimou. Insistiu: botox era a única saída, porque minha pele “tem tendência a craquelar” e as linhas de expressão “já estão visíveis mesmo com o rosto relaxado” e, portanto, era “agora ou nunca”: se eu quiser colocar em alguns anos, será tarde; as linhas terão se tornado “vincos irreversíveis”.

“Mas… eu não me importo com as minhas linhas”, falei, baixinho, enquanto minha autoestima era sugada por aquela médica transformada em vendedora de botox.

Vejam, eu entendo as mulheres que se injetam a toxina botulínica. O ano é 2026, mas a pressão ainda é tão grande que até dá pra argumentar que a função primeira e principal de toda mulher é ser bonita e, portanto, jovem — o que só é possível com uma pele livre de qualquer marca deixada pelo tempo. Não é como se surpreendesse que, em 2024, as aplicações de botox tenham representado 46% de todos os procedimentos estéticos não-cirúrgicos no Brasil. Foram 351 mil aplicações, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

O que me surpreendeu foi ter sido explícita sobre minha preocupação naquela consulta (a saúde da minha pele) e, em troca, ter recebido uma enxurrada de opiniões não solicitadas sobre a aparência dela.

Sem falar na diferença no tratamento: meu companheiro também tem linhas de expressão na testa. Adivinhe se a médica falou alguma coisa para ele? Já eu tive que passar minutos ouvindo sobre como minha pele “é difícil” e, que absurdo!, eu, “com 30 anos”, já estou “com essas linhas todas”.

Saí arrasada, me sentindo inadequada e com raiva de mim mesma por não ter antecipado o pior. O que esperava? Receber o mesmo tratamento que um homem? Encontrar uma médica focada na saúde? Mesmo sabendo que homens não são tão cobrados pela aparência quanto nós, como todo mundo vem me dizer, que dermatologista ganha dinheiro mesmo aplicando botox? Inocência da minha parte.

Depois, fui falar com mulheres. Uma tem um grupo de amigas com a opinião unânime de que “depois dos 25 anos é obrigatório colocar botox”. Outra estava pensando em se candidatar, enquanto uma terceira admitiu: “Já cedi, estou noiva, não tem como!”. Uma quarta confessou: “Não gosto de falar sobre isso; esse assunto me dá muita ansiedade”. Bom, pelo menos não sou a única lançada nesse redemoinho que só deve ter aprofundado minhas linhas.​

Desde então, não paro de me perguntar: por que um procedimento que não é indicado para grávidas é vendido como a coisa mais tranquila do mundo? O que é tão horrível em linhas de expressão? Estou perdendo o bonde da História ao não me livrar das minhas? Será que algum dia vamos deixar as mulheres envelhecerem em paz? Ou será que, em breve, vamos ser incapazes de lembrar como são os rostos humanos normais e imperfeitos?

Quem procura, acha. E eu, em 30 minutos, estraguei minha semana e achei uma nova noia para chamar de minha.

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