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Futuros médicos da UMinho visitam idosos de aldeias isoladas

12 June 2026 at 11:31

Três dezenas de estudantes de Medicina da Universidade do Minho vão, entre 29 de junho e 03 de julho, monitorizar a saúde e acompanhar os idosos de localidades isoladas de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

Trata-se da 14.ª edição da iniciativa “Aldeia Feliz”, promovida pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da UMinho (NEMUM), com o apoio do município e das freguesias de Vila Nova de Foz Côa.

Em comunicado, a academia minhota adianta que os alunos vão visitar domicílios, bem como lares e centros de dia daquele concelho.

As ações incluem a promoção da saúde através da medição da pressão arterial e da glicemia capilar, sessões educativas sobre hábitos e estilos de vida saudáveis e, em especial, momentos de proximidade, convívio e partilha.

A intenção – explica a UMinho – é combater o isolamento e alargar o acesso à informação para esta população, por vezes afastada dos cuidados primários oferecidos pelo centro de saúde ou limitada no contacto com o médico de família.

“O envelhecimento populacional é um dos principais desafios da sociedade portuguesa e tem um impacto profundo na saúde e qualidade de vida dos mais vulneráveis. Enquanto cidadãos e futuros médicos, queremos ter um papel ativo no combate a esta emergência social. Por isso, decidimos intervir no terreno, num projeto de proximidade que enriquece também a nossa formação clínica e humana”, afirma a presidente do NEMUM, Ana Rita Peixoto, citada no comunicado.

O projeto “Aldeia Feliz” arrancou em 2014, apoiando então 150 idosos a viver na Parque Nacional da Peneda-Gerês. A cada verão, já percorreu aldeias de Arcos de Valdevez, Vila Pouca de Aguiar, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Braga, Ponte da Barca, Viana do Castelo, Valença, Monção e, agora, Foz Côa.

A iniciativa foi finalista do Prémio Nacional Voluntariado Universitário, do Banco Santander.

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Braga: 463 mil euros para trabalhos a mais na “maior residência estudantil pública” do país

10 June 2026 at 15:06

O executivo de vereadores da Câmara de Braga debate e vota, sexta-feira, em reunião, uma proposta de autorização, pelo Município , para a execução dos trabalhos complementares, na obra de transformação da antiga fábrica Confiança em residência universitária, no valor de 463 mil euros (mais IVA) e a aprovação da supressão de trabalhos no valor 81 mil (mais IVA). O valor da obra – financiada pelo PRR- Plano de Recuperação e Resiliência – sobe, assim, de 25, 5 milhões para quase 26 milhões.

A proposta da autarquia salienta que se entende “haver motivo para a prorrogação do prazo da empreitada por um período de 62 dias, prevendo-se a sua conclusão para 31 de agosto de 2026, ainda antes do arranque do próximo ano letivo”.

Um das razões invocadas pelo construtor, o grupo Casais, de Braga, está a necessidade de implementar um sistema de ‘Controlo de acessos’ à futura residência.

E explica: “No âmbito da gestão da residência pelos Serviços de Ação Social da Universidade, constatou-se a necessidade de introduzir diversos sistemas de controlo de acessos em várias entradas, de modo a assegurar uma gestão eficaz do espaço e das áreas comuns”.

Esta necessidade – acrescenta – “assume particular relevância pelo facto de o edifício existente vir a ser gerido por duas entidades distintas, nomeadamente a ala poente pelo Município e a ala nascente pelos Serviços da Universidade”.

Importa referir – diz, ainda, o documento em discussão – que a implementação destes sistemas de controlo de acessos não se encontrava prevista no programa inicial, “revelando-se, no entanto, fundamental para viabilizar a adequada gestão da residência”.

Situação análoga verifica-se ao nível da gestão do estacionamento no piso -1 do edifício novo, nomeadamente no controlo de acessos ao exterior deste espaço e na sua interligação com os pisos superiores onde se desenvolve a residência.

Vários ‘trabalhos a mais’

Os ‘trabalhos a mais’ incluem várias outras alterações, como é o caso da do “Corte e levantamento de pavimento em tapete betuminoso” e da aplicação de “Lancis em granito”.

Aqui está em causa o fornecimento e aplicação de lancis curvos em granito incluindo fundação em betão.

Englobam, ainda, a “pavimentação em microcubo em granito” e “trabalhos de adaptação dos arranjos exteriores da Rua Nova da Fábrica, neste caso, já que, a compatibilização dos arranjos exteriores da operação urbanística em curso a norte da Rua Nova da Fábrica com os previstos no âmbito da presente empreitada, torna-se necessário proceder a ligeiras adaptações ao traçado do arruamento, bem como ao alargamento do passeio sul. Esta intervenção é fundamental para assegurar a adequada articulação entre as duas operações, garantindo um desenvolvimento viário coerente com a utilização prevista para o arruamento e o cumprimento dos regulamentos em vigor”.

Envolvem, também, entre outros, o “trabalho de adaptação da iluminação pública existente na fachada do edifício existente e alteração da alimentação para o armário de distribuição localizado na Rua Quinta da Armada” e a remoção de cablagem das fachadas do edifício existente

786 camas

A futura residência universitária de Braga, que está a ser construída na antiga fábrica de sabonetes Confiança, terá 786 camas, pelo que será “a maior residência estudantil pública em Portugal”. A obra foi adjudicada à construtora bracarense por 25,51 milhões de euros, verba que, agora, chega perto dos 26 milhões.

A futura residência de estudantes distribui-se por dois edifícios. Um deles resulta da reabilitação da antiga Fábrica Confiança, de valor histórico; e um segundo imóvel está a ser construído de raiz. “O maior desafio deste projeto é conciliar a preservação do edifício histórico com a construção do edifício de raiz, garantindo ao mesmo tempo funcionalidade, sustentabilidade e conforto para os futuros residentes”, assinala António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais.

Este edifício de raiz terá 252 quartos individuais, 222 duplos – 19 dos quais adaptados a pessoas com mobilidade condicionada – e dois triplos também acessíveis, perfazendo um total de 476 unidades de alojamento para 702 residentes.

15 cozinhas comuns e seis salas de estudo

Este espaço vai ainda contemplar 15 cozinhas comuns, seis salas de estudo, uma ampla zona de convívio e refeições em open space voltada para o edifício existente, além de espaço exterior de lazer e lavandaria comum.

Desenvolvido segundo o “modelo de construção industrializada CREE”, o novo edifício assenta num sistema híbrido de madeira e betão que inclui vários componentes pré-fabricados: “escadas, estrutura e fachadas CREE, instalações sanitárias, paredes divisórias e racks MEP”, descreve o Grupo Casais num comunicado enviado às redações.

Entre as vantagens deste modelo de construção constam, detalha a construtora Casais, uma maior eficiência, redução de desperdício e melhor controlo de qualidade. Mais, prossegue, “a montagem em fábrica, com rastreabilidade total de cada componente ao longo da cadeia de produção até à execução, permite ainda a futura desmontagem e reaplicação dos elementos noutros contextos”.

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Elite mundial da investigação em finanças vai estar em Braga

10 June 2026 at 12:31

Entre hoje e sexta-feira, o Forum Braga recebe a Conferência Internacional da Financial Management Association (FMA), com 270 apresentações de académicos e profissionais de 34 países.

Segundo a Universidade do Minho, trata-se de um dos eventos mais prestigiados do mundo na área das finanças empresariais, regressando a Portugal após muitos anos, agora sob a coordenação de Manuel Rocha Armada, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, e tendo um recorde de quase 700 artigos científicos submetidos inicialmente.

O programa destaca na sexta-feira, às 11:30, o painel sobre ‘fintech’ com Vítor Constâncio (antigo ministro e presidente do Banco Central Europeu), Cláudia Custódio e Gilles Chemla (ambos do Imperial College). Pouco antes, às 10:00, terá lugar a palestra do orador convidado Alex Edmans, da London Business School e Wharton School, sobre governança ESG (ambiental, social e corporativa).

Na quinta-feira, merece ênfase o painel sobre finanças e clima, às 14:45, com Pedro Matos, Ian Appel (ambos da University of Virginia) e Philipp Krueger (Swiss Finance Institute), seguindo-se às 16:45 a intervenção da oradora convidada Victoria Ivashina, da Harvard Business School.

Esta conferência da FMA International é um fórum de referência global na discussão e partilha de investigação e prática profissional sobre tendências, desafios e inovações no setor financeiro (empresas e mercados). Além dos painéis especiais e das 88 sessões científicas, inclui mentorias para estudantes de doutoramento no primeiro dia, além de oportunidades de networking e momentos sociais, reforçando a ligação entre a academia e o mercado.

A comissão coordenadora inclui apenas portugueses, refletindo a sua reconhecida capacidade organizativa e científica neste âmbito: além de Manuel Rocha Armada, foram por este escolhidos Cláudia Custódio (Imperial College), Pedro Matos (University of Virginia Darden) e Cesário Mateus (Aalborg University).

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UMinho e Bosch lançam novo curso

9 June 2026 at 12:09

A Universidade do Minho e a Bosch de Braga assinaram um acordo no âmbito da parceria estratégica existente entre as duas instituições, com vista à criação de um novo curso, que reforçará o compromisso de ambas as entidades com a qualificação e valorização do conhecimento aplicado.

Em comunicado, a academia minhota adianta que uma comitiva de docentes da universidade, liderada pela vice-reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias, esteve nas instalações da Bosch, em Braga, para uma visita focada na criação e desenvolvimento de um curso não conferente de grau creditado, com conteúdos curriculares relacionados com a as compras estratégicas e metodologias de aquisição focadas no custo total de propriedade, na mitigação de riscos e nas parcerias geradoras de valor e competitividade.

De acordo com a mesma fonte, o curso tem a colaboração de diversas unidades orgânicas de ensino e investigação da UMinho, nomeadamente as escolas de Engenharia; Economia, Gestão e Ciência Política; Direito; Psicologia e Ciências, e do Instituto de Ciências Sociais. Esta diversidade disciplinar contribui para uma abordagem multidimensional e pluridisciplinar, assegurando uma reflexão abrangente sobre os desafios e oportunidades associados à criação deste novo programa formativo.

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