Goldman Sachs considera que despesas de investimento das hiperescaladoras estão “consideravelmente subestimadas”
O Goldman Sachs considera que as previsões de Wall Street relativamente às despesas de investimento (capex) das hiperescaladoras estão a subestimar de forma “considerável” o investimento em infraestruturas de inteligência artificial (IA).
Numa nota, transcrita pela publicação financeira Investing, o analista do Goldman Sachs, Ryan Hammond, considera que as atuais estimativas dos analistas colocam o investimento em infraestruturas, por parte das hiperescaladoras, nos 920 mil milhões de dólares (795,1 mil milhões de euros) em 2027, o que representa um crescimento de 22%, uma “forte desaceleração” face à subida de 84% prevista para 2026.
O banco diz que se o investimento atingir 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ao nível da expansão que foi feita nos caminhos-de-ferro e nos automóveis, o investimento das hiperescaladoras ficaria em 1,1 biliões de dólares (950 mil milhões de euros) em 2027, o que representaria um crescimento de 45%, um ritmo de subida superior face aos 22% previstos por Wall Street.
O Goldman Sachs considera que a geração de fluxo de caixa livre (cashflow) e a capacidade do mercado de crédito, no grau de investimento, poderia suportar até 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) em despesas de capital, por parte das hiperescaladoras, destaca a nota transcrita pelo Investing.
O analista que apesar do potencial de crescimento nos lucros das hiperescaladoras, por via dos investimento que estão a realizar na área da inteligência artificial, a “expansão da avaliações” e a “dinâmica de posicionamento” sugerem “volatilidade adicional” no futuro.

