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7 em cada 10 brasileiros observam aumento dos gastos, aponta Serasa

15 June 2026 at 09:35

Sete em cada dez brasileiros perceberam aumento nas despesas do dia a dia nos últimos 12 meses, de acordo com levantamento do Serasa. Em um cenário de pressão sobre o orçamento familiar e juros ainda elevados, apenas 19% da população afirma conseguir administrar pagamentos e despesas sem dificuldades.

A alta dos custos tem levado parte dos consumidores a recorrer ao crédito como ferramenta de reorganização financeira. Dados do Banco Bari mostram que 60% dos clientes que contrataram crédito nos últimos dois anos utilizaram os recursos principalmente para quitar dívidas.

De acordo com a pesquisa da Serasa, gastos com supermercado, contas recorrentes e moradia já representam 57% do orçamento das famílias brasileiras. O custo médio mensal chegou a R$ 3.520, com as regiões Sul e Sudeste registrando os maiores valores do país.

“O que se observa são mudanças no dia a dia financeiro dos brasileiros que requerem novas posturas. Além do aumento do custo de vida percebido por uma parcela considerável da população, também vemos alterações quanto ao uso do crédito, comumente utilizado como uma extensão da renda”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

“É justamente nesse cenário que a educação financeira se mostra, mais uma vez, como um pilar importante para o bem-estar das famílias brasileiras”, explica.

Os dados do banco também indicam que abril, julho e outubro concentraram os maiores volumes de aprovação de crédito em 2024 e 2025.

Segundo a instituição, os meses coincidem com períodos de maior planejamento financeiro, revisão de orçamento e expectativa de renda extra.

Esse comportamento reflete uma mudança na forma como os brasileiros utilizam o crédito, de acordo com Lucas Ortega, líder comercial e especialista em empréstimo com garantia de imóvel do Bari.

“O consumidor está mais atento às condições do crédito e busca soluções com parcelas equilibradas e prazos mais longos. O crédito deixou de ser utilizado apenas para consumo imediato e passou a ocupar um papel estratégico na reorganização financeira das famílias”, diz.

O levantamento mostra ainda que o recurso não é usado apenas para renegociação de dívidas. Entre os entrevistados, 16% contrataram crédito para investimentos e 7% para construção ou reforma, indicando um uso mais planejado do patrimônio e das linhas de financiamento.

“Quando observamos o peso crescente de despesas essenciais como moradia e alimentação, fica evidente que muitas pessoas recorrem ao crédito estruturado para recuperar previsibilidade financeira e reorganizar o orçamento de forma sustentável”, conclui Ortega.

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Custo da construção civil desacelera em maio e soma alta de 6,93% em um ano

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,36% em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando a variação havia sido de 0,72%, uma diferença de 0,36 ponto percentual.

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O indicador acompanha a evolução dos custos da construção civil no país, com foco nas obras habitacionais. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 6,93%, ligeiramente abaixo dos 7,01% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.

Materiais seguem pressionando os custos

Em maio, o custo nacional da construção por metro quadrado alcançou R$ 1.953,08. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos gastos com materiais de construção, enquanto R$ 848,49 referem-se à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou avanço de 0,53% no mês. Apesar da alta, o resultado ficou 0,30 ponto percentual abaixo do registrado em abril, quando a variação foi de 0,83%. Na comparação com maio do ano passado, quando o índice marcou 0,51%, houve acréscimo de 0,02 ponto percentual.

Já os custos relacionados à mão de obra tiveram aumento de 0,14% em maio, resultado inferior ao de abril, que havia alcançado 0,57%. A queda foi de 0,43 ponto percentual entre os dois meses. Em relação a maio de 2025, quando a taxa foi de 0,33%, o recuo foi de 0,19 ponto percentual.

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