Tecnologia nacional de navegação é validada em foguete mesmo após explosão
O sistema de navegação desenvolvido por tecnologia brasileira para aplicação em foguetes, teve seu desempenho analisado e os dados coletados durante o voo do HANBIT-Nano, da Coreia do Sul que explodiu após lançamento no Brasil, durante tentativa em 2025.
O produto será usado no foguete MLBR (Microlançador Brasileiro) que tenta fazer o primeiro voo orbital partindo do solo brasileiro. Resultados apontam que estrutura está apta mesmo após a explosão do foguete sul-coreano.
A CNN Brasil teve acesso à informação em primeira mão. O lançamento do MBLR está previsto para 2027.
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Entre os aspectos avaliados estiveram a resistência do equipamento às condições de vibração e choque durante o voo, o desempenho dos sensores inerciais, o funcionamento do receptor GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite) voltado para os lançadores, o software de sequenciamento das fases de operação e os algoritmos de navegação embarcados.
Desenvolvido por meio de uma encomenda tecnológica da AEB (Agência Espacial Brasileira), o sistema é resultado de uma parceria entre a CONCERT Space, HORUSEYE Tech e CRON.
Teste de motor do MLBR;
Os dados foram obtidos pela empresa durante um teste que integrou uma etapa de validação tecnológica em ambiente real de voo. Segundo os desenvolvedores, os resultados indicam que a tecnologia já está apta para novos testes, sem necessidade de correções.
Veja momento da explosão do foguete sul-coreano, em dezembro de 2025, registrado pelo youtuber e divulgador científico Pedro Pallotta, do canal Space Orbit;
“A análise demonstrou que o sistema respondeu conforme o esperado dentro das condições disponíveis para o teste. Mesmo em um cenário adverso e com tempo reduzido de operação, foi possível validar o funcionamento do equipamento em ambiente real de lançamento – e, de certa forma, em condições ainda mais severas do que as de uma missão convencional. O resultado representa um avanço relevante para o desenvolvimento da navegação nacional e um passo fundamental para que o Brasil amplie sua capacidade de produzir veículos lançadores próprios”, afirma Rafael Mordente CEO da Concert Space.
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1 de 9Após o lançamento, uma nuvem de fogo se formou envolta do foguete. Segundo a FAB (Força Área Brasileira), assim que saiu da plataforma, foi identificada uma anomalia no veículo, que o fez colidir com o solo • INNOSPACE
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De acordo com a INNOSPACE, a próxima etapa deverá ser focada em novos testes em voo, incluindo aprimoramentos voltados às condições específicas dos veículos nos quais o sistema será utilizado operacionalmente.
A aprovação e a validação do sistema representam um avanço estratégico para o fortalecimento da cadeia espacial brasileira, ampliando a autonomia do país no acesso ao espaço.
*Sob supervisão de Thiago Félix
