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Mundial de Enduro vai fixar 1.500 pessoas durante 20 dias em Fafe (só em ‘staff’)

12 June 2026 at 20:35

O Campeonato do Mundo de Enduro GP, que inicia esta sexta-feira, vai fixar 1.500 pessoas de ‘staff’ durante 20 dias na zona de Fafe, criando uma “grande dinâmica económica” associada ao evento. O retorno estimado é de 26 milhões de euros.

A dupla ronda decorrerá de 12 a 14 de junho, na zona de Argande, e de 19 a 21 do mesmo mês, na zona de Revelhe/Estorãos.

A apresentação decorreu hoje com presença do secretário de Estado do Desporto de Portugal, Pedro Dias, do presidente do Município de Fafe, Antero Barbosa, do presidente da Natureza Alternativa – Associação Cultural e Desportiva, Marco Correia e do promotor da Prime Stadium, Francisco Pita.

Apesar do arranque competitivo acontecer agora, ao longo dos últimos dias já decorreram “diversas iniciativas integradas no programa do evento, ligadas à sustentabilidade, ambiente, inclusão social e ligação à comunidade, reforçando uma dimensão mais humana e territorial do Enduro GP”.

Entre as ações promovidas, destacam-se “iniciativas de educação intergeracional e ambiental, visitas aos locais de reflorestação, sessões de bem-estar, momentos de inclusão com a Cercifaf, bem como atividades de promoção da identidade regional e valorização do património desportivo do concelh”:

O Secretário de Estado do Desporto de Portugal, Pedro Dias, aludiu ao facto, na sua intervenção, “dos desportos motorizados terem uma grande tradição ligada a Fafe, sempre com grande devoção e acima de tudo realizados sempre com grande sucesso”.

Citado em comunicado enviado à imprensa, Pedro Dias referiu ainda que “este tipo de evento tem um enorme impacto económico no concelho”, agradecendo ao Município de Fafe pela “visão e estratégia”.

Francisco Pita, promotor da Prime Stadium, agradeceu o apoio do “Governo e do Município de Fafe”, referindo que este evento terá cerca de “26 milhões euros de impacto económico ao nível de concelho”, graças à dimensão que o Enduro tem. Aludiu ainda à questão da sustentabilidade, destacando o primeiro estudo ambiental a ser feito numa prova de desporto motorizado.

O presidente da Natureza Alternativa – Associação Cultural e Desportiva, Marco Correia referiu “que a nível de terreno e organização, serão duas das melhores provas a nível mundial”.

Na sua intervenção, o presidente do Município de Fafe, Antero Barbosa, destacou a “identidade de Fafe muito própria, ligada aos desportos motorizados mas também à natureza, adrenalina e emoção”. Terminou agradecendo a “escolha por Fafe, a qual temos feito muito por continuar a ser escolhidos”, agradecendo também à Natureza Alternativa e à Prime Stadium pela excelente colaboração com o Município de Fafe.

Antero Barbosa destacou ainda o “retorno turístico e económico que este tipo de eventos fornece ao nosso concelho”.

O programa pode ser consultado aqui.

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Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros

12 June 2026 at 17:57

Um homem de 81 anos morreu, na tarde desta sexta-feira, na sequência de um despiste de trator na freguesia de Freitas, em Fafe.

Por motivos desconhecidos, a viatura terá caído num valado, numa altura de cerca de três metros.

Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Idoso morre após trator sofrer queda de 3 metros
Foto: Ivo Borges / O MINHO

O trator ficou capotado num quintal, com a vítima presa debaixo. À chegada dos bombeiros, o idoso estava em paragem cardiorrespiratória e, apesar dos esforços, o óbito foi declarado pelo médico da VMER de Guimarães.

Os Bombeiros Voluntários de Fafe mobilizaram oito operacionais, apoiados por duas viaturas. A SIV de Fafe também prestou socorro.

O alerta foi dado às 16:13.

A GNR registou a ocorrência.

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Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida

11 June 2026 at 23:17

Um homem que assaltou à mão armada duas mulheres, dentro de uma farmácia, em Fafe, uma das quais grávida, para comprar medicamentos, em outra farmácia, destinados à sua esposa, igualmente grávida, foi condenado a cinco anos de pena suspensa.

O arguido, de 33 anos, desempregado, residente na freguesia de São Torcato, em Guimarães, esteve em prisão preventiva até à leitura do acórdão, tendo o Tribunal de Guimarães decidido dar-lhe uma oportunidade, pois não tem antecedentes criminais.

A meio da tarde de 19 de julho de 2025, o homem abeirou-se da Farmácia Maria José, na freguesia de Arões São Romão, em Fafe, onde se encontrava uma funcionária a atender uma cliente em adiantado estado de gravidez, assaltando-as com uma faca.

“O arguido agarrou a grávida pelas costas, colocando-lhe o braço esquerdo à volta do pescoço, enquanto segurava a faca com a mão direita, que apontou, alternadamente, à barriga em estado de grávida, ao pescoço e cabeça, assim a fazendo temer pela sua vida e integridade física, bem como à do seu bebé, e colocando-a na impossibilidade de resistir”, conforme ficou provado.

“Indiferente às súplicas das ofendidas para que não fizesse mal à grávida, exatamente por estar grávida, o arguido prosseguiu, exigindo que ambas lhes entregassem tudo o que tivessem”, segundo refere o acórdão condenatório do Tribunal de Guimarães.

À cliente roubou logo dez euros que a vítima tinha na carteira a tiracolo e à funcionária 215 euros, que tinha na caixa registadora, sendo este o apuro da farmácia, após o que se colocou em fuga no seu automóvel e cujas matrículas estavam ambas alteradas.

Arguido declarou estar arrependido e pediu desculpa

Na data do assalto, o arguido, tal como a mulher, encontravam-se ambos desempregados, pagando uma renda de casa mensal de 650 euros, pelo que decorridos dois terços do mês, o agregado familiar já não tinha dinheiro, segundo referiu no julgamento.

Declarando-se arrependido da autoria do assalto e pedindo já desculpa a ambas as vítimas, o arguido justificou a sua conduta “motivada pelo desespero que sentia à data”, explicando aos juízes que “na data dos factos, embora a trabalhar na construção civil, por ter já esgotado o salário que nesse mês lhe fora pago deduzido do adiantamento anterior que o patrão lhe havia feito”.

“Tal adiantamento foi para pagar a renda e a caução da casa que tomara de arrendamento, encontrava-se desesperado, sem dinheiro e a precisar de fazer compras para as filhas e a mulher grávida”, acrescentou o arguido, adiantando que “sobre o dia dos factos, recordou que, depois de procurar o patrão para lhe pedir um novo adiantamento e não o tendo encontrado, em desespero, decidiu assaltar tal farmácia, onde nunca antes tinha ido”.

“Postura colaborante” do arguido

A pena de quatro anos e nove meses de prisão, suspensa por cinco anos, sujeito ao regime de prova durante este último período, foi tida como adequada pelo Tribunal Coletivo, “atendendo à postura colaborante do arguido durante as investigações da PJ”.

“Importa notar que o arguido é primário, sem qualquer antecedente criminal averbado ao seu registo, sendo pessoa socialmente integrada, casado, com três filhos menores, o mais novo dos quais com três meses de idade”, como consideraram os três juízes.

“Ponderados estes fatores, sem olvidar as circunstâncias da prática do crime, circunscritas a um único episódio da sua vida, entende-se que as exigências de prevenção se bastam com a aplicação de pena não privativa da liberdade”, decidiram os juízes.

“A sua confissão, o arrependimento declarado e demonstrado, a sua inserção familiar e profissional, a ausência de antecedentes criminais e à sua reclusão desde agosto de 2025, período que lhe permitiu consciencializar-se da ilicitude e gravidade dos seus atos e respetivas consequências para o próprio e para a sua família direta”, levaram a suspender a execução da pena de prisão.

“Em contexto prisional, o arguido revelou uma postura de acordo com o normativo institucional, afirma não ser consumidor de droga, nem ter outras dependências e aceitou a oportunidade de trabalhar como faxina no Bar dos Reclusos e da sala de jogos do estabelecimento prisional a auferir uma quantia módica”, segundo o acórdão condenatório, ao qual O MINHO acedeu.

Fafe: Juízes dão segunda oportunidade a homem que assaltou à mão armada uma grávida
Advogado Germano de Vasconcelos defendeu o arguido. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O advogado de defesa, Germano Vasconcelos, em declarações a O MINHO, elogiou “a compreensão de ambas as vítimas que compreenderam o desespero do arguido e a ponderação dos três juízes perante a situação em que o meu cliente se encontrava”.

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‘Call center’ pode ficar no edifício da Câmara de Fafe até final do ano

11 June 2026 at 14:25

O ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços que ocupa um edifício camarário em Fafe, vai poder manter-se naquelas instalações até 31 de dezembro, informou hoje a Câmara Municipal.

“Importa igualmente esclarecer que a Intelcia remeteu formalmente ao Município um pedido de extensão do prazo de permanência nas atuais instalações, solicitando a desocupação até 31 de dezembro de 2026, por forma a garantir uma transição organizada e sem sobressaltos. O pedido foi deferido favoravelmente pela Câmara Municipal, compreendendo a necessidade de criar condições para uma transição mais estável e salvaguardar os postos de trabalho”, lê-se num esclarecimento da autarquia enviado à Lusa, no qual não é especificado de quando data esta decisão.

Esta resposta surge depois de, na quarta-feira, mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia terem realizado uma concentração diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongasse até 31 de dezembro o arrendamento do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Hoje, admitindo que a decisão de prolongar a permanência nas instalações não foi tornada pública antes, fonte do Município de Fafe referiu à Lusa que a decisão é anterior ao protesto.

No esclarecimento da autarquia, esta recorda que teve em 2015 “um papel decisivo na instalação desta operação no concelho, através da celebração de um protocolo que permitiu a implementação de um centro de contacto em Fafe, assumindo desde então uma postura de permanente colaboração institucional com a empresa”.

“Ao longo dos últimos 10 anos, primeiro com a Randstad II e posteriormente com a Intelcia, a autarquia acompanhou a consolidação desta operação enquanto importante fonte de emprego, qualificação profissional e dinamização económica local”, lê-se.

A Câmara acrescenta que, em 2021, apesar do contrato inicial se encontrar praticamente cessado, autorizou a renovação anual do arrendamento do imóvel municipal, permitindo a continuidade da atividade que se prolongou por mais cinco anos, num quadro de cooperação e estabilidade.

No entanto, “com a criação do novo Departamento Municipal de Segurança e Fiscalização, agregando os serviços de Polícia Municipal, Proteção Civil e Fiscalização, tornou-se necessário recuperar o edifício municipal para instalação de serviços públicos essenciais, reforçando a capacidade de resposta e proximidade à população”, acrescenta.

“Ainda assim, o Município privilegiou, desde o primeiro momento, uma transição responsável, equilibrada e dialogante, comunicando a denúncia do contrato com uma antecedência superior (dobro) à legalmente exigida e prevista no contrato”, garante, reafirmando “total disponibilidade para continuar a colaborar e sensibilizar a empresa no sentido de manter os postos de trabalho e a atividade no concelho”.

Na quarta-feira, Inês Silva contou que a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Revelou ainda que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

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Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe

10 June 2026 at 12:36

Mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços, concentraram-se hoje diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o aluguer do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou à Lusa que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Questionada sobre o facto de apenas 50 dos 220 trabalhadores participarem no protesto, a também chefe de equipa explicou que a empresa se divide em “projetos portugueses e franceses e que o serviço francês está a trabalhar, enquanto o português cumpre o feriado de 10 de junho”.

“Todavia, temos aqui algumas pessoas do serviço francês”, revelou Inês Silva.

Segundo a porta-voz, a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações para albergar os dois serviços, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”, pelo que pedem que esse prazo seja dilatado até 31 de dezembro.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Inês Silva revelou que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho”.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

Inês Silva lembrou ainda que a empresa está no concelho há 10 anos e que a sua chegada foi destacada pelo então presidente da Câmara “porque trazia emprego a Fafe e, agora, o atual, de um momento para o outro, decide que, afinal, esse sítio passa para a Proteção Civil e para a Polícia Municipal”.

A Lusa tentou uma reação da autarquia e recebeu como resposta que o presidente da Câmara Municipal, Antero Barbosa (PS), “falará amanhã do assunto durante a reunião do executivo”.

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Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe

9 June 2026 at 13:42

Um assaltante acabou no hospital após ter sido surpreendido pelo dono da casa em cujo interior se tinha introduzido, na rua da Devesa, freguesia de Serafão, concelho de Fafe, na manhã desta terça-feira.

Ao que O MINHO apurou, a situação ocorreu por volta das 10:00, quando o filho do proprietário, que estava num dos quartos da habitação, ouviu barulho.

Como não era suposto estar mais ninguém em casa, este ligou ao pai, que se encontrava num terreno junto à casa.

Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Assaltante acaba no hospital após ser surpreendido por dono de casa em Fafe
Foto: Ivo Borges / O MINHO

O dono da residência foi então a casa, viu a luz do primeiro andar acesa e, como é caçador, muniu-se de uma arma.

Surpreendeu, então, o assaltante, que já se encontrava na posse de vários artigos furtados.

Ao ser confrontado, o assaltante, residente no concelho vizinho de Felgueiras e que se deslocava numa trotineta, acabou por escorregar e cair numa escadas, sofrendo ferimentos na cabeça.

O suspeito foi, depois, transportado para o Hospital de Guimarães, pelos Bombeiros de Fafe, e sub custódia da GNR.

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